Propriedade dos materiais magnéticos
Comportamento da permeabilidade magnética Para ilustrar o comportamento da permeabilidade magnética em um material ferromagnético, aplique uma corrente contínua ao núcleo, começando com 0 A e lentamente subindo até a máxima corrente permitida. Quando se faz um gráfico do fluxo produzido no núcleo versus a força magnetomotriz, forma a relação entre fluxo e força magnetomotriz:
Comportamento da permeabilidade magnética A intensidade de campo magnético é diretamente proporcional à força magnetomotriz e a densidade de fluxo magnético é diretamente proporcional ao fluxo. Portanto, a relação entre B e H tem a mesma forma que a relação entre fluxo e força magnetomotriz. = BA H = Ni l = F l A inclinação da curva é a permeabilidade do núcleo para essa intensidade de campo magnético
Laço de histerese Relação entre a densidade de fluxo magnético B e o campo magnético H, confinados no núcleo
Força magnetomotriz coercitiva Quando a força magnetomotriz é removida, o fluxo no núcleo não vai até zero. Em vez disso, um campo magnético permanece no núcleo. Esse campo magnético é denominado fluxo residual do núcleo. Os ímãs permanentes são produzidos exatamente dessa maneira. Para que o fluxo seja forçado a voltar a zero, um valor de força magnetomotriz conhecido como força magnetomotriz coercitiva Fc deve ser aplicado ao núcleo no sentido oposto.
Coercitividade Coercividade alta, denominados ferromagnéticos duros, eles só se magnetizam quando aplicamos a um alto campo magnético externo, são ideais para a construção de ímãs permanentes, pelo fato de, uma vez magnetizados seus ímãs elementares resistem bastante a mudança de posição, retendo a sua magnetização.
Ciclos de magnetização Ciclos de magnetização de matérias magnéticos tidos como intermediários (a), duros (b) e moles (c)
Saturação magnética É o estado alcançado quando um aumento na aplicação externa de um campo magnético H não pode aumentar a magnetização do material adicionalmente, de modo que o campo magnético total B limita-se
Aço elétrico de grão orientado - GO Foi desenvolvido para alcançar baixas perdas e elevada permeabilidade magnética, requeridas para a maior eficiência dos equipamentos e economia de energia elétrica. Uma laminação a frio e um recozimento intermediário para alívio de tensões (introduzido devido ao corte de estampagem), acrescido de um recozimento final a alta temperatura, produzse chapas com melhores propriedades magnéticas na direção de laminação. Esta melhora é devido a uma textura magneticamente favorável, produzida por um recristalização secundária, durante o recozimento a alta temperatura.
Aço elétrico de grão não orientado - GNO Totalmente processado apresenta suas propriedades magnéticas plenamente desenvolvidas, sem necessidade de cozimento, boas propriedades magnéticas em qualquer direção considerada.
Perdas no ferro Podem ser estimadas a partir do laço de histerese
Perdas no ferro Ciclos de perdas do ferro a) Somente perdas por histerese (frequência muito baixa 1 a 3Hz) b) Perdas por histerese e correntes de Foucault c) Perdas por histerese, correntes Foucault e excedentes P total = P Histerese + P Focault + P excedentes
Perdas por histerese Para um dado ciclo, como ocorre uma perda de energia t P histerese = W = න p dt = නi dλ = න Hl c N d NA cb c = A c l c නH db c P histerese = V c නH db c A cada ciclo existe esta perda de energia, logo, a potência das perdas por histerese é proporcional P histerese = f. V c නH db c
Perdas por histerese Numa amostra de material ferromagnético as perdas por histerese são proporcionais à área do ciclo de histerese, obtido em regime quase-estático, ou seja a potência perdida por ciclo será: Onde: P Histerese = f. V ර H db ර H db = densidade volumétrica de energia no ciclo [J/m³] V = volume da amostra V ර H db = energia total f = frequência do ensaio
Domínio No interior do metal, há inúmeras regiões minúsculas denominadas domínios. Em cada domínio, os átomos estão alinhados de forma que todos os seus campos magnéticos apontam no mesmo sentido, de modo que cada domínio dentro do material comporta-se como um pequeno ímã permanente. Um bloco inteiro de ferro pode aparentar não ter nenhum fluxo porque todos esses domínios estão orientados de forma aleatória dentro do material domínio
Domínio Inicialmente, quando um campo magnético externo é aplicado a esse bloco de ferro, os domínios que estão apontando com o mesmo sentido que o campo crescem, porque os átomos em suas periferias sofrem rotação, mudando fisicamente de orientação e alinhando-se com o campo magnético aplicado.
Domínio Esses átomos extras, alinhados com o campo, aumentam o fluxo magnético no ferro. Esse efeito leva o ferro a ter uma permeabilidade muito mais alta do que a do ar. À medida que o campo magnético externo continua crescendo, domínios inteiros alinhados na direção errada terminam se reorientando e formando um bloco único alinhado com o campo externo. Uma vez que tudo estiver alinhado, o ferro tornou-se saturado com o fluxo.
Domínio Quando o campo é removido, não há nenhuma fonte de energia para fazer com que os domínios sofram rotação de volta a suas posições originais. Agora, o bloco de ferro tornou-se um ímã permanente. Uma vez que os domínios tenham sido realinhados, alguns deles permanecerão assim até que uma fonte de energia externa seja aplicada para mudá-los. Exemplos de fontes de energia externa, que podem alterar as fronteiras e/ou os alinhamentos dos domínios, são uma força magnetomotriz aplicada em outra direção, um choque mecânico intenso e um aumento de temperatura.
Perda por histerese A perda por histerese em um núcleo de ferro é a energia necessária para realizar a reorientação dos domínios a cada ciclo de uma corrente alternada aplicada ao núcleo. Pode-se demonstrar que a área delimitada pelo laço de histerese, formado pela aplicação de uma corrente alternada ao núcleo, é diretamente proporcional à energia perdida em um dado ciclo CA
Magnetização Remanente Magnetização do material Magnetização de saturação Coercividade Magnetização nula Magnetização nula Campo magnético aplicado Magnetização de saturação no sentido oposto
Excitação CA Em sistemas de potência de corrente alternada, as formas de onda de tensão e de fluxo são bastante próximas de funções senoidais de tempo. Iniciaremos o estudo em um circuito magnético de núcleo fechado, sem entreferro. A variação senoidal do fluxo será suposta: φ t = max sen (wt) = A c B max sen (wt) Onde: max = amplitude do fluxo no núcleo [weber] B max = amplitude da densidade de fluxo [ tesla] w = 2πf=frequência angular f= frequência [hertz]
Excitação CA Da equação da tensão induzida no enrolamento temos: e t = N dφ dt = wn maxcos wt = 2πfNA c B max cos wt e t = E max cos wt
B = A H = Ni l
Valor eficaz O valor eficaz é definido por uma função periódica é definido por: F(t) eficaz = 1 T න 0 Aplicando a equação da tensão induzida temos: T f t 2 dt E eficaz = 1 T න 0 T E eficaz = e t 2 dt = 2π 2 fna cb max 2πfNA c B max H eficaz = NI eficaz l c O valor do Volts-ampères eficaz de excitação E eficaz I eficaz = 2πfl c A c B max H eficaz
Valor eficaz Um material magnético tem densidade de massa: ρ c = massa volume = massa l c A c O valor do Volts-ampères eficaz de excitação por unidade de massa será: P a = E eficaz I eficaz massa P a = = 2πf l ca c massa B maxh eficaz = 2πf B max H eficaz ρ c
Correntes de Foucault Um fluxo variável no tempo induz uma tensão no interior do núcleo ferromagnético, exatamente do mesmo modo que uma tensão é induzida em um fio que está enrolado em torno desse núcleo. Essas tensões fazem com que correntes fluam dentro no núcleo, formando caminhos circulares ou vórtices. É a forma de redemoinho dessas correntes que dá origem à denominação correntes parasitas*, também denominadas correntes de Foucault ou correntes de vórtice. Essas correntes estão circulando em um material resistivo (o ferro do núcleo) e, sendo assim, elas devem dissipar energia. Essa energia perdida transforma-se em calor no interior do núcleo de ferro.
Correntes de Foucault A quantidade de energia perdida devido às correntes parasitas depende do tamanho dos vórtices de corrente e da resistividade do material dentro do qual circulam as correntes. Quanto maior o vórtice, maior será a tensão induzida resultante (devido ao maior fluxo no interior do vórtice). Quanto maior a tensão induzida, maior será o fluxo de corrente resultante e, portanto, maiores serão as perdas do tipo I2R. Por outro lado, quanto maior a resistividade do material em que as correntes fluem, menor será o fluxo de corrente para uma dada tensão induzida no vórtice. R = l c μ c A c
Correntes de Foucault Se um núcleo ferromagnético, submetido a um fluxo magnético alternado, for dividido em muitas camadas ou lâminas delgadas, então o tamanho máximo de um vórtice de corrente será reduzido, resultando uma tensão induzida menor, uma corrente menor e perdas menores. Essa redução é grosseiramente proporcional à espessura dessas lâminas, de modo que as mais finas são melhores. O núcleo é construído com muitas lâminas em paralelo. Uma resina isolante é usada entre elas, limitando os caminhos das correntes parasitas a áreas muito pequenas.
Correntes de Foucault A segunda abordagem para reduzir as perdas por correntes parasitas consiste em aumentar a resistividade do material do núcleo. Frequentemente, isso é feito pela adição de um pouco de silício ao aço do núcleo. Para um dado fluxo, se a resistência do núcleo for mais elevada, então as correntes e as perdas I2R serão menores. R = l c μ c A c
Transformador
MOTOR DE INDUÇÃO
Gráfico dado
𝒍𝒄
Gráfico dado
ρ c = M c Vol c M c = Vol c * ρ c = [V.A] para o núcleo do circuito magnético do exercício S a = E ef I ef = E max 2 I ef
[V.A/m] para o núcleo do circuito magnético do exercício Gráfico dado P núcleo = P Histerese + P Focault + P excedentes
Gráfico dado