PRODUÇÃO DE LEITE EM PASTO



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BOI DE CICLO CURTO DIA DE CAMPO ESTÂNCIA ANNA SOPHIA. Baixada Cuiabana, 17 de junho de 2011

Transcrição:

PRODUÇÃO DE LEITE EM PASTO Flávio A. Portela Santos Departamento de Zootecnia ESALQ/USP fapsantos@usp.br

554 milhões ha de vegetação nativa = 65% ÁREAS URBANAS 38 milhões ha RESERVAS INDÍGENAS 103.5 AGRICULTURA 60 milhões ha PASTAGENS 198 milhões ha PARQUES NACIONAIS 176.5 AGROPECUARISTAS 274

Evolução da produção de grãos no Brasil 180,000.0 160,000.0 140,000.0 120,000.0 100,000.0 400% aumento na produção 42% aumento na área 184m ton 80,000.0 60,000.0 40,000.0 20,000.0 46.9 37.3 53m ha 0.0

Pressão da agricultura

Evolução da pecuária leiteira nos EUA Ano Litros/ano bilhões Litros/vaca do rebanho/dia Litros/ fazenda/ dia Número de fazendas x 1000 Número de vacas X 1.000.000 1910 32,4 4,5 17 5.514 19,4 1930 48,1 5,7 29 5.453 23,1 1950 53,0 6,6 40 3.648 22,0 1970 52,8 11,6 255 568 17,7 1980 58,2 14,8 477 335 10,8 2000 76,3 22,7 2.512 83 9,2 2010 87,5 26,4 3.500 * 68,5* 9,1

Produção de Leite nos EUA Produção por vaca aumentou 13% nos últimos 10 anos (132 kg mais de leite/vaca/ano) EUA 2010 2050 2050 Vacas, milhares 9,000 9,000 8,000 Leite/vaca, kg/ano 9,500 14,340 14,340 Total leite, bilhões kg 86 129 115 População, milhares 308,936 419,854 419,854 Leite/pessoa, kg/year 277 307 273 Santos et al. (2010) Soc. Reprod. Fertil. 67:387-403 6

Evolução da vaca média do Brasil YEAR Milking cows (head count) Milk production (thousand liters) kg/vaca/ano) 1975 12,293,660 7,947,382 646 1980 16,512,969 11,162,245 676 1985 16,890,308 12,078,398 715 1990 19,072,907 14,484,414 759 1995 20,579,211 16,474,365 801 2000 17,885,019 19,767,206 1,105 2005 20,625,925 24,620,859 1,194 2010 22,924,914 30,715,460 1,340 2011 23,229,193 32,096,214 1,381 2012* 23,733,266 33,701,024 1,420

Estrutura de produção de leite no Brasil 2006-1.35 milhões de produtores Vacas/prop. kg/prop./dia Produção total (%) Total prop. (%) Kg/vaca/ano 11 18.6 30.9 90.4 617 49 223 30.5 7.28 1.662 83 669 25.8 2.06 2.941 213 2801 12.8 0.24 4.800 (Zoccal and Stock, 2011)

EXIGÊNCIAS POR QUALIDADE E CUSTO DA MÃO DE OBRA

O QUE NÃO É VERDADE?

NATURAL E ECOLOGICAMENTE CORRETO

PRV - Premissa - a sustentabilidade do sistema ocorre através da ciclagem natural (fezes, urina, fixação biológica, raios, etc.) dos nutrientes

Gra PRV - década de 70 - Grande adoção do modelo - Grande frustração com o modelo

AMBIENTE NATURAL - CONFORTÁVEL

Perda em produção de leite (lb/dy) Perdas em produção de leite vs. THI 0-2 -4-6 -8 14 kg/d 18 kg/d 23 kg/d -10 70 72 74 76 78 80 Índice Temperatura-Uumidade Hahn and McQuigg, 1967

Consumo de Água Estágio de produção Temperatura (ºC) 10 21 32 Consumo de água (l/dia) Secas 25 31 33 Final de lactação 37 48 55 Produzindo 18 kg/dia 65 81 100 Produzindo 36 kg/dia 103 130 170 Fonte: Perissinotto, 2005

Comportamento Ingestivo - pasto Pastejo, min. Exp.1 Exp. 2 Exp. 3 Exp.4 Diurno 187,8 121,94 123,95 142,33 Noturno 267,0 248,88 278,23 218,44 Total 454,8 370,82 402,18 360,77 Adaptado de Martinez, 2008

Comportamento Ingestivo - pasto Período Pastejo Ruminação Ócio DIA Pé 187,8 91,9 118,2 Deitada - 92,3 96,1 Total 187,8 184,2 214,3 NOITE Pé 267,0 44,4 27,46 Deitada - 251,3 137,1 Total 267,0 295,7 164,56 Adaptado de Martinez, 2008 Total deitada = 9,6 horas/dia

O QUE NÃO É VERDADE?

GENÉTICA

Bos taurus Bos indicus Gir Holstein

4000 a 7000 kg de leite/vaca/ano 15.000-30.000 kg de leite/ha/ano

Depto de Zootecnia ESALQ/USP 2009 - Área de produção de forragem: - Pasto de Elefante e Colonião: 10,0 ha - Silagem de milho: 7,0 ha - Cana-de-açúcar: 3,5 ha - Rebanho ½ HPB ½ Jersey: - 63 vacas em lactação ( 460 kg de PV) - 13 vacas secas - 64 bez e novilhas

Depto de Zootecnia ESALQ/USP 2009 - Área útil total: 20,5 ha - Carga animal: 116 UA - Lotação anual: 5,7 UA/ha - Produção diária de leite: 898 litros - L de leite/vaca/ano: 4.312 (3,90G; 3,35PB; 33000CBT) - L de leite/ha/ano: 15.989 - Receita anual leite: R$ 278.605,00* - Receita venda animal: R$ 72.000,00 - Receita total/ha/ano: R$ 17.103,00

Raças Leiteiras INGLATERRA 1908 1965 1991 Raças mistas 83,6% 8,3% <2% Raças leiteiras 1,8% 74,2% 85% Raças de corte 14,6% 15%

O QUE NÃO É VERDADE?

EXISTE A RAÇA GIR LEITEIRA? - POPULAÇÃO GRANDE - UNIFORME - COM CONSISTÊNCIA GENÉTICA PARA A PRODUÇÃO DE LEITE?

Recordistas de produção a partir de 1950 Vaca Ano Produção Gordura G. M. Lily Pabst 1951 19433 2.9 M. L. Sis 1967 18238 3.8 R. A. Farms Balled 1970 18605 3.2 S. G. Hattie 1971 19984 3.4 B. P. Bar Pontiac 1974 20557 4.8 M. P. Corine 1974 23044 3.0 B. Arlinda Ellen 1975 25270 2.8 LA - Foster Blackstar Lucy 607 1998 34144 ---

Vaca Holandesa no Pico de Produção Média de 45 kg/dia Mantença, necessita de 15 Mcal de EM/d Síntese de leite, necessita de 55 Mcal de EM/d Total necessário = 70 Mcal de EM/d Portanto, tem que consumir a 4,6 x a mantença Lucinda produziu 104 kg/dia durante meses Mantença, necessita de 15 Mcal de EM/d Síntese de leite, necssita 113 Mcal de EM/d Total necessário = 128 Mcal de EM/d Portanto, tem que consumir a 8.5 x a mantença Santos et al. (2010) Soc. Reprod. Fertil. Suppl. 67:387-403 Recorde atual é de Hartje-Meyer Beacon 9792 = 34,550 kg/365 dias (média de 95 kg/dia)

O QUE NÃO É VERDADE?

GIR LEITEIRA? - TRANSMITE ALTO TEOR DE SÓLIDOS NO LEITE???

PORQUE NÃO CRUZA COM GL???? - GIR LEITEIRO: ABCZ/EMBRAPA SUMÁRIO 2010-2873 kg de leite ajustados para 305 dias - 3,86% G - 3,17% PB - 11,5% ST

GIR LEITEIRO: ABCZ/EMBRAPA SUMÁRIO 2011-2012 - 2965 ± 1558 kg de leite ajustados para 305 dias - 3,77% G - 3,03% PB - 11,63% ST - Dias em lactação: 284 ± 82 - IPP: 42,2 meses - Rebanho ESALQ ½ HPB ½ Jersey - 2009y2-20092009: - 4312 kg de leite vaca/ano - 3,9% G - 3,35% PB - 12,5% ST - IPP: 31 meses

ESALQ EXPERIMENTO - DEL 1 275 A B Produção de leite na lactação (kg) 6094 7328 Gordura (%) 3,84 3,64 Proteína (%) 3,48 3,18A Sólidos totais (%) 12,80 12,21

O QUE NÃO É VERDADE?

PNMGL (2011-2012) Líder do PNMGL Nascimento em março de 1996! 49

2003-2008 + 47 KG LEITE /ANO EUA: + 130 KG LEITE/ANO 50

C Parto 463 Dias Parto 299 dias 164 d secos 51

PL = 299 dias IEP =463 Dias %VL = 65% 52

O QUE É VERDADE?

Evolução do conhecimento sobre manejo de pastagens tropicais

2012 2011 2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 1991 1990 1989 1988 1987 1986 1985 1984 1983 1982 número de artigos publicados Revisão de Literatura Total de 130 trabalhos revisados entre 1982 e 2012 12 10 8 Características estrturais e morfogênicas 6 4 Produção e valor nutritivo e composição botância da forragem Avaliação animal (desempenho e consumo) 2 0 Anos

Complexidade da prática de manejo da pastagem Estudos das características estruturais e morfogênicas:

Evolução das práticas de manejo de pastagens tropicais Produção de forragem

Evolução das práticas de manejo de pastagens tropicais 21 dias fixos

Evolução das práticas de manejo de pastagens tropicais Capim Tanzânia 70 cm Barbosa et al. (2007) 95% de IL Capim Xaraés 30 cm Pedreira (2006) Capim Marandu 25 cm Souza Junior (2007) Capim Elefante 100 cm Voltolini (2006) Capim Mombaça 90 cm Carnevalli et al. (2006)

Fazenda Tainá SP SOLO POBRE E ARENOZO

Voltolini (2006) ID fixo ID variável (27 dias) 95% de IL (1 m - 19 dias) Leite, kg vaca dia -1 14,1 16,7 Lotação, UA ha -1 8,9 11,1 Leite, kg ha -1 75 114

Carareto (2007) ID fixo ID variável (27 dias) 95% de IL (1 m - 21 dias) Leite, kg vaca dia -1 10,1 12,3 Lotação, UA ha -1 10,8 11,1 Leite, kg ha -1 58 86

Evolução das práticas de manejo de pastagens tropicais Entrada: 35-40 cm Saída: 15 cm Entrada: 25 cm

ESALQ Produção e composição morfológica Pré-pastejo Altura de entrada kg/ha 25 35 EPM Massa, kg/ha 8036.09 8899.75 530.36 Folha, kg/ha 3407.41 3306.59 194.67 Colmo, kg/ha 1414.33 1609.00 114.48 MM, kg/ha 2771.22 3984.16 457.21 Altura entrada, cm 26.01 37.21 1.63 Altura saída, cm 14.61 17.45 0.93 PO, dias 2.94 3.96 0.74 Dórea (não publicado)

Evolução das práticas de manejo de pastagens tropicais GMD Taxa de lotação Produção Manejo (kg/cab/dia) (UA/ha) (kg/ha) 25 cm 0,957 2,88 621 35 cm 0,769 2,43 401 Médias de verão e outono de 2009 55% de incremento produtivo Qual o custo deste incremento? Gimenes (2010)

ESALQ Comportamento ingestivo 2 Manejo (cm) Suplementação (% PC) Valor P EPM 25 35 0 0.6 Manejo Supl Man*Supl Taxa de bocado (bocado/min) 29,7a 19,6b 23.41 25.90 3.69 0.0360 0.5980 0.5025 Pastejo (min/dia) 390,0b 434.6a 447.8a 376.8b 29.23 0.0251 0.0011 0.0152 Dórea (não publicado)

Quando tirar o animal do pasto?? Mezzalira (2012) Tifton 85

Quem vai aplicar todo esse conhecimento?

Valor nutritivo de forrageiras tropicais

Valor nutritivo de forrageiras tropicais Cultivar PB, %MS FDN, %MS Fonte Pennisetum purpureum cv. Cameroon 14,6 65,1 Voltolini (2006) Pennisetum purpureum cv. Cameroon 20,6 63,2 Carareto (2007) Pennisetum purpureum cv. Cameroon 17,6 64,4 Romero (2008) Pennisetum purpureum cv. Cameroon 18,5 61,4 Martinez (2008) Pennisetum purpureum cv. Cameroon 14,7 63,9 Martinez (2008) Pennisetum purpureum cv. Cameroon 17,1 60,1 Martinez (2008) Pennisetum purpureum cv. Cameroon 18,5 58,7 Danés et al. (2013) Pennisetum purpureum cv. Cameroon 15,5 56,7 Chagas (2011) Pennisetum purpureum cv. Cameroon 18,6 54,4 Macedo (2012)

Valor nutritivo de forrageiras tropicais Brachiaria PB (%) FDN (%) Referência Brachiaria brizantha cv marandu 12,6 57,4 Correia (2006) Brachiaria brizantha cv marandu 13,6 56,2 Correia (2006) Brachiaria brizantha cv marandu 15,3 65,0 Costa (2007) Brachiaria brizantha cv marandu 15,4 63,9 Pacheco, Jr., (2009) Brachiaria brizantha cv marandu 11,9 66,3 Agostinho Neto (2010) Brachiaria brizantha cv marandu 13,1 62,6 Dórea (2011)

Frações protéicas em forrageiras tropicais Amostras de pastejo simulado ou estrato pastejável Fonte Gramínea PB (%MS) A B C Kd, (%/h) PDR* (%PB) (%PB) Romero (2008) Romero (2008) Romero (2008) Danés et al. (2013) Cameroon Cameroon Cameroon Cameroon 17,2 26,7 60,3 13,0 4,7 57.6 17,1 27,2 58,7 14,1 4,2 55.6 16,1 29,4 55,9 14,7 3,9 55.3 18,5 27,7 64,7 7,6 4,6 60.5 Pacheco Jr., (2009) Marandu 15,4 54,4 34,7 10,8 4,4 71.4 Pacheco Jr., (2009) Marandu 15,5 44,2 46,0 9,9 4,8 67.7 Pacheco Jr., (2009) Marandu 15,4 50,4 38,2 11,4 5,6 71.5 *Vaca de 500 kg de PC consumindo 2,4% do PC em MS de forragem (NRC,2001).

PDR X FLUXO DE PROTEÍNA METABOLIZÁVEL Ex. 1: Vaca: 500 kg PV Ex. 2: Vaca: 500 Kg PV CMS: 12 kg de pasto (16,1% PB) CMS: 12 kg de pasto (16,1% PB) PDR forragem = 55,3 % PDR forragem = 73,5% Fluxo de PM para o ID = 1199 g Fluxo de PM para o ID = 995 g

Exigências Nutricionais de Vacas Leiteiras em Pastagens

Início Meio Final CMS Produção de leite ECC Crescimento fetal 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Mês Figura 1. Curva de lactação, de consumo de MS e de escore de condição corporal (ECC) de vacas leiteiras ao longo do ciclo produtivo.

Exigências nutricionais de vacas em lactação em pasto PC ECC DEL Leite Gordura Proteína GPD ELl, Mcal PM kg dias kg % % kg g 500 2,75 60 25 3,5 3,04 0 26,7 1667 500 2,75 90 24 3,6 3,13 0 26,3 1666 500 2,75 120 23 3,7 3,22 0 26,0 1642 500 2,75 150 22 3,8 3,30 0,1 25,9 1620 510 2,85 180 21 3,9 3,39 0,3 26,8 1622 520 3,00 210 20 4,0 3,49 0,3 26,8 1605 530 3,15 240 19 4,1 3,57 0,4 26,9 1582 540 3,25 270 17 4,2 3,65 0,5 25,9 1484 560 3,25 300 15 4,3 3,74 0,3 25,6 1564 *PC = peso corporal; ECC = escore de condição corporal; DEL = dias em lactação; GPD = ganho de peso diário; ELl = energia líquida de lactação exigida (NRC, 2001); PM = proteína metabolizável exigida (2001).

Exigências nutricionais de vacas em lactação em pasto PC DEL Leite CMSp CMSm CMSu PBsupp ELlsupp kg dias Kg kg kg Kg % % 500 60 25 8,0 8,3 0,15 56 40 500 90 24 10,0 6,7 0,11 67 51 500 120 23 10,0 6,4 0,10 68 52 500 150 22 10,2 6,1 0,09 70 54 510 180 21 11,2 5,9 0,08 73 57 520 210 20 11,5 5,6 0,07 75 59 530 240 19 11,9 5,3 0,06 77 61 540 270 17 11,9 4,7 0,04 80 64 560 300 15 12,3 4,2 0,03 83 67 *PC = peso corporal; ECC = escore de condição corporal; DEL = dias em lactação; GPD = ganho de peso diário; ELl = energia líquida de lactação exigida (NRC, 2001); PM = proteína metabolizável exigida (2001).

Maior desafio na produção de leite em pasto Otimizar o consumo de forragem

PROTEÍNA NA DIETA DE VACAS EM PASTAGENS

Teor de PB da forragem (18,6%) x PB no concentrado Teor de proteína bruta no concentrado de vacas no terço médio de lactação mantidas em pastagens. Parâmetro T1 (8,7% PB) T2 (13,4% PB) T3 (18,1% PB) Peso das vacas, kg 466 456 457 Concentrado, kg/dia 6,80 6,80 6,80 Leite, kg/dia 19,5 19,1 18,9 Gordura, % 3,53 3,45 3,45 Proteína, % 3,25 3,23 3,35 NUL, mg/dl 8,34c 10,41b 13,34a Caseína, % 2,59 2,59 2,69 Danés et al. (2013)

Teor de PB da forragem (15,5%) x PB no concentrado Teor de proteína bruta no concentrado de vacas no terço inicial de lactação mantidas em pastagens. Parâmetro T1 (8,7% PB) T2 (13,4% PB) T3 (18,1% PB) Peso corporal, kg 473 458 458 Concentrado, kg.dia -1 9,0 9,0 9,0 Leite, kg.dia -1 23,6b 24,2ab 24,8a Gordura, % 3,28 3,20 3,39 Proteína, % 3,21 3,25 3,29 NUL, mg.dl -1 6,72b 9,28ab 11,11a Chagas (2012)

ENERGIA

GORDURA INERTE PARA VACAS EM PASTAGENS RECÉM PARIDAS

Milk yield (kg/cow/d) 24 22 Control Calcium salts of palm oil 20 18 16 14 12 10 0 30 60 90 120 150 180 210 240 270 300 DIM Vilela et al. (2002)

ESALQ GORDURA INERTE EXP 1 0 x 400g SCOS x 400g SCOP Vacas em pasto Suplementadas com 9 kg de concentrado dia 15 ao dia 105 Avaliação: Produção dia 15 ao 105 Persistência dia 105 ao dia 275 Dieta única de silagem de milho

Produção de leite (kg/dia) ESALQ GORDURA INERTE dia 15-275 34.0 Controle SCOS SCOP 30.0 26.0 22.0 18.0 14.0 15 65 115 165 215 265 Dias em Lactação Souza et al., 2013

ESALQ GORDURA INERTE dia 15-105 Controle Sais de cálcio de óleo de soja Sais de cálcio de óleo de palma EPM Produção de leite (kg/dia) 24,40C 26,4B 29,4A 0,56 % de Gordura 3,48A 2,870 B 3,27A 0.08 % de proteína 3,26A 3,10B 3,04B 0.05 % de lactose 4,62A 4,44A 4,60A 0.06 Prod. de gordura (g/dia) 859,56B 784,63B 962,07A 36.9 Prod. de proteína (g/dia) 798,4B 829,62B 894,89A 17.56 Prod. de lactose (g/dia) 1142,57C 1210,21B 1363,34 A 35.6 Souza et al., 2013

ESALQ GI efeito residual dia 105-275 Controle Sais de cálcio de óleo de soja Sais de cálcio de óleo de palma Produção de leite (kg/dia) 18,4C 19,3B 21,0A % de Gordura 4,34 4,08 4,18 % de proteína 3,76 3,54 3,51 % de lactose 4,39 4,35 4,35 Produção de gordura (g/dia) 782,62B 771,18B 860,12A Produção de proteína (g/dia) 679,25 B 670,52B 725,26 A Produção de lactose (g/dia) 795,9B 826,09B 902,49A Souza et al., 2013

ESALQ GORDURA INERTE dia 1-275 Controle Sais de cálcio de óleo de soja Sais de cálcio de óleo de palma Produção de leite na lactação (kg) 6094 C 6575 B 7328 A Produção de gordura (kg) 234,02B 219,20C 266,65 A Produção de proteína (kg) 212,04B 213,49B 232,58A Produção de lactose (kg) 274,91B 290,11B 326,23A Produção de sólidos totais (kg) 779,42 B 784,35B 894,96A Souza et al., 2013

ESALQ GORDURA INERTE dia 1-275 ECC Dias em lactação 15 45 75 105 275 Controle 3,00 2,71 2,75 A 2,94 A 3,25 SCOS 2,97 2,75 2,84 A 2,94 A 3,55 SCOP 3,00 2,61 2,54 B 2,78 B 3,50 Souza et al., 2013

ESALQ GORDURA INERTE dia 1-275 Variação Peso (kg) Dias em lactação 15 45 75 105 105-275 Controle 0-21.21 0.91 8.20 35.27 SCOS 0-14.00 4.33 4.43 23.46 SCOP 0-25.67-2.67 10.07 38.21 Souza et al., 2013

ESALQ GORDURA INERTE EXP 2 0 x 400g SCOP X MILHO MOÍDO FINO X FLOCULADO 40 vacas em pasto: 32 primíparas 28 vacas ¾ e 7/8 HPB/GIR e 12 vacas ½ Jersey ½ HPB Suplementadas com 10 kg de concentrado dia 15 ao dia 105 Avaliação: Produção dia 15 ao 105 Persistência dia 105 ao dia 275

Tabela. Sais de cálcio de óleo de palma (SCOP) e milho floculado no início da lactação. Milho moído Milho floculado Valor de P EPM Milho* 0 Gord 400g G 0 Gord 400g G Milho G SCOP Leite (kg) 20.3d 24.0b 22.3c 25.1a 0.35 0.001 0.001 0.15 Gordura (%) 3.33a 3.34a 3.26ab 3.18b 0.054 0.01 0.33 0.26 Proteína (%) 3.17c 3.13c 3.46a 3.36b 0.038 0.0001 0.18 0.04 Lactose (%) 4.64 4.62 4.61 4.62 0.062 0.68 0.32 0.27 Sólidos T (%) 12.15ab 12.06b 12.24a 12.05b 0.09 0.15 0.052 0.45 Caseína (%) 2.33c 2.33c 2.51a 2.43b 0.032 0.0001 0.1 0.1 NUL (mg/dl) 16.4b 16.3b 11.8a 12.3a 0.47 0.0001 0.41 0.3

PRODUÇÃO DE LEITE EM PASTO Flávio A. Portela Santos Departamento de Zootecnia ESALQ/USP fapsantos@usp.br