SECTOR DA PUBLICIDADE



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Transcrição:

SECTOR DA PUBLICIDADE AEP / GABINETE DE ESTUDOS MAIO DE 2009

Índice 1. Introdução: a importância da publicidade... 1 1. Introdução: a importância da publicidade... 2 1. Introdução: a importância da publicidade... 2 2. Serviços de publicidade... 3 3. Alguns dados sobre o investimento em publicidade... 8 4. Previsões para 2009... 10 ANEXO... 12 1

1. Introdução: a importância da publicidade A publicidade assume um papel importante na promoção de produtos, no aliciamento à compra e ao fomento do consumo, abrindo, assim, perspectivas promissoras às empresas e à economia. Um documento da World Federation of Advertisers (WFA), divulgado na revista Meios & Publicidade, de Janeiro de 2009, resume em quatro argumentos a importância da publicidade: 1. A publicidade aumenta o valor para os consumidores - ao auxiliar a diferenciação entre as empresas, a publicidade estimula a concorrência, diminui os preços e incrementa a qualidade. 2. A publicidade estimula o crescimento económico - ao ajudar as empresas a ter sucesso, a publicidade tem um papel chave numa economia dinâmica. Há uma conexão comprovada entre as taxas de investimento publicitário e o crescimento do PIB. 3. A publicidade cria emprego - através do seu efeito positivo no crescimento económico, a publicidade ajuda a criar emprego. A própria indústria publicitária é uma grande empregadora. 4. A publicidade é o sangue dos media - a publicidade financia um grande universo de meios diversificado e plural. Sem publicidade muitos dos meios que hoje conhecemos, incluindo muito do conteúdo da internet, não existiria. Para substituir os fundos conseguidos com publicidade, os jornais teriam que duplicar o seu preço de capa. 2

2. Serviços de publicidade De acordo com os dados do Inquérito aos Serviços Prestados às Empresas, do INE, divulgados nas Estatísticas de Serviços Prestados às Empresas, em 2007 o sector da Publicidade (CAE 744, segundo a CAE Rev. 2.1), agregava 4312 empresas, responsáveis por um volume de negócios que ascendia a cerca de 2414,3 milhões de euros e um Valor Acrescentado Bruto (VAB) que perfazia 428,3 milhões de euros. As empresas concentravam-se maioritariamente na região de Lisboa, com 52% do total. Serviços de Publicidade: distribuição regional das empresas, em 2007 Algarve Alentejo 5% 3% Norte 26% Lisboa 52% Centro 14% Número de empresas Volume de negócios Unidade: 10 3 Prestação de Serviços Unidade: 10 3 VABpm Unidade: 10 3 Número de pessoas ao serviço Custos com pessoal Publicidade - principais variáveis e indicadores económicos Ano Valor Peso no sector dos serviços prestados às empresas 2004 4 264 10,1% 2005 4 187 9,9% 2006 4 626 10,0% 2007 4 312 9,5% 2004 2 252 120 20,5% 2005 2 156 969 18,1% 2006 2 261 572 18,1% 2007 2 414 297 18,0% 2004 2 112 816 24,3% 2005 2 085 075 22,1% 2006 2 106 279 18,4% 2007 2 276 884 18,8% 2004 369 987 8,6% 2005 383 988 8,0% 2006 402 898 7,7% 2007 428 323 7,4% 2004 13 988 6,6% 2005 14 435 6,4% 2006 15 580 6,3% 2007 15 378 5,8% 2004 229 605 7,0% 2005 229 641 6,3% Unidade: 10 3 2006 246 518 6,3% 2007 251 068 5,9% Fonte: INE, Inquéritos aos Serviços Prestados às Empresas No total do sector dos serviços prestados às empresas, a Publicidade representava, em 2007, 9,5% do total de empresas, 5,8% do pessoal ao serviço, 7,4% do VAB e 18% do volume de negócios. 3

O sector da Publicidade evidencia níveis de produtividade comparativamente mais elevados que os verificados no sector dos serviços prestados às empresas, como atestam os valores do VAB, e também do volume de negócios, gerados por cada trabalhador, que se mantiveram substancialmente mais elevados no sector da Publicidade ao longo de todo o período compreendido entre 2004 e 2007. VAB por trabahador (em euros) Volume de negócios por trabalhador (em euros) 30 000 180 000 160 000 25 000 140 000 20 000 120 000 15 000 100 000 80 000 10 000 60 000 5 000 40 000 20 000 2004 2005 2006 2007 Sector dos serviços prestados às empresas Actividades de Publicidade 2004 2005 2006 2007 Sector dos serviços prestados às empresas Actividades de Publicidade Entre 2004 e 2007 registou-se um acréscimo em todos os indicadores, embora abaixo da média verificada para a totalidade do sector de prestação de serviços às empresas. Taxa de crescimento média anual (2004/2007) Custos com pessoal Número de pessoas ao serviço VABpm Prestação de Serviços Volume de negócios Número de empresas 0,0% 2,0% 4,0% 6,0% 8,0% 10,0% 12,0% 14,0% Sector dos serviços prestados às empresas Actividades de Publicidade Por outro lado, no contexto do sector de prestação de serviços às empresas, o sector da Publicidade viu reduzido o seu peso em todos os indicadores acima referidos. Em 2007, a prestação de serviços de publicidade ascendeu a cerca de 2277 milhões de euros (o que representou um aumento de 8,1% face ao ano anterior), maioritariamente concentrada no segmento Gestão de suportes publicitários, que representava quase 52% do total. 4

Total de Prestação de Serviços de Publicidade (milhões de euros) Variação da Prestação de Serviços de Publicidade 2300 2276,9 10,0% 2250 8,0% 8,1% 2200 6,0% 2150 2100 2112,8 2085,1 2106,3 4,0% 2050 2,0% 1,0% 2000 0,0% 2005 2006 2007 1950 2004 2005 2006 2007-2,0% -1,3% Serviços de Publicidade: estrutura por tipo de serviço 60,0% 50,0% 49,6% 51,9% 40,0% 41,6% 38,7% 30,0% 20,0% 10,0% 7,0% 6,5% 1,7% 2,9% 0,0% Ano de 2006 Ano de 2007 Serviços prestados por agências de publicidade Actividades produtivas de apoio à comunicação Gestão de suportes publicitários Outros serviços A maior parte do segmento Gestão de suportes publicitários, correspondeu aos suportes publicitários vendidos na televisão (21% do total), embora os outdoors (12%) e a imprensa (9%) também representaram uma parte importante dos serviços de publicidade (dados de 2007). Os serviços prestados por agências de publicidade contribuíram com um valor correspondente a 39% do total dos serviços de publicidade. Distribuição da prestação de serviços publicitários, em 2007 Actividades produtivas de apoio à comunicação 6% Gestão de suportes publicitários - outros 10% Serviços prestados por agências de publicidade 39% Outros serviços 3% Gestão de suportes publicitários na imprensa 9% Gestão de suportes publicitários em outdoors 12% Gestão de suportes publicitários na televisão 21% Fonte: INE, Inquérito aos Serviços prestados às empresas

Gestão de suportes publicitários: Estrutura em 2006 e 2007 Gestão de suportes publicitários Gestão de suportes publicitários na televisão Televisão terrestre de sinal aberto Televisão por cabo Gestão de suportes publicitários na rádio Gestão de suportes publicitários na imprensa Gestão de suportes publicitários na internet Gestão de suportes publicitários em eventos Gestão de suportes publicitários em outdoors Gestão de suportes publicitários em cinema Outros serviços de gestão de suportes publicitários 2006 100,0% 2007 100,0% 2006 33,9% 2007 39,8% 2006 28,8% 2007 33,1% 2006 5,1% 2007 6,7% 2006 7,7% 2007 6,5% 2006 17,2% 2007 17,5% 2006 2,7% 2007 2,6% 2006 4,3% 2007 1,5% 2006 22,6% 2007 23,9% 2006 1,2% 2007 2,5% 2006 10,4% 2007 5,8% No que diz respeito à distribuição da gestão de suportes publicitários na televisão, os dados do INE evidenciam que os valores dispendidos na televisão por cabo têm ganho quota de mercado à televisão terrestre em sinal aberto. Assim, enquanto em 2005 não ultrapassava os 5,4%, em 2007 o espaço vendido na televisão por cabo representou quase 17% do total transaccionado, o que poderá estar associado, quer a uma maior penetração da televisão por cabo, quer ao aparecimento de novos canais de televisão com elevada visibilidade. Gestão de suportes publicitários na televisão 100,0% 94,6% 90,0% 80,0% 84,9% 83,2% 70,0% 60,0% 50,0% 40,0% 30,0% 20,0% 15,1% 16,8% 10,0% 0,0% 5,4% Televisão terrestre de sinal aberto Televisão por cabo 2005 2006 2007 O ritmo de crescimento dos serviços de Publicidade foi claramente diferente de suporte para suporte. Em 2007, saliente-se o elevado crescimento publicitário no cinema (141,4%), na televisão por cabo (47,9%) e em outdoors (19%). No que se refere à internet, tendo em conta que a proporção de agregados domésticos com ligação à Internet tem vindo a registar uma evolução crescente, de 15% em 2002 para 40% em 2007, de acordo com dados publicados no Anuário da Comunicação 2006-2007 da OberCom, este suporte publicitário tem vindo a ganhar uma importância crescente. Deste modo, a Internet é vista como um meio a seguir de perto, pela sua crescente atractividade indiciada pelo ritmo fulgurante do seu crescimento. 6

A convergência da internet com os media tradicionais parece ser um traço dominante, pelo que se tem registado uma tendência crescente de hibridização dos media. Segundo dados divulgados no Anuário da Comunicação 2006-2007 da OberCom, em 2007 36% dos inquiridos afirmaram ouvir rádio e ver televisão pela Internet. Prestação de serviços de Publicidade: taxa de variação 2007/2006 Total de prestação de serviços de Publicidade 8,1% Serviços prestados por agências de publicidade 0,7% Serviços publicitários completos 20,7% Marketing directo e relacional -14,8% Concepção publicitária e desenvolvimento de conceitos -6,8% Outros serviços de agências de publicidade -39,6% Gestão de suportes publicitários 13,0% Gestão de suportes publicitários na televisão 32,5% Televisão terrestre de sinal aberto 29,8% Televisão por cabo 47,9% Gestão de suportes publicitários na rádio -4,7% Gestão de suportes publicitários na imprensa 14,8% Gestão de suportes publicitários na internet 7,5% Gestão de suportes publicitários em eventos -60,9% Gestão de suportes publicitários em outdoors 19,0% Gestão de suportes publicitários em cinema 141,4% Outros serviços de gestão de suportes publicitários -36,8% Actividades produtivas de apoio à comunicação -0,7% Produção gráfica -20,9% Produção de brindes -63,1% Produção de audiovisuais e multimédia -9,7% Outras actividades de apoio à comunicação 79,6% Estudos de mercado 11,3% Outros serviços 81,5% Fonte: INE, Inquéritos aos Serviços Prestados às Empresas O valor global da prestação de serviços de Publicidade estava repartido de uma forma bastante desigual pelas várias regiões do país. Assim, cerca de 91% do valor global da prestação de serviços de Publicidade foi gerado na região de Lisboa, seguindo-se a região Norte com 6,6%, enquanto que o peso para o conjunto das regiões Centro, Algarve e Alentejo se situou abaixo dos 3% do total. Distribuição da prestação de serviços de publicidade, em 2007 Alentejo 0,2% Lisboa 91,0% Algarve 0,8% Norte 6,6% Centro 1,5% 7

3. Alguns dados sobre o investimento em publicidade Os dados do OberCom, divulgados no Anuário da Comunicação 2006/2007, evidenciam uma clara hegemonia do meio televisivo na captura de investimentos publicitários em relação aos suportes concorrentes. Investimento publicitário em 2007: estrutura por suporte publicitário Outdoor 6% RádioCinema 4% 1% Imprensa 19% Televisão 70% Os ritmos de crescimento do investimento publicitário (a preço de tabela) são claramente diferentes de suporte para suporte. Em termos de variação acumulada, registou-se, no período 2003/2007, um maior crescimento do volume de investimento publicitário no cinema. Variação acumulada do investimento publicitário, 2003/2007, por meio publicitário 140,0% 120,0% 121,9% 100,0% 84,5% 80,0% 65,9% 60,0% 40,0% 37,8% 42,1% 20,0% 6,6% 0,0% Televisão Imprensa Outdoor Rádio Cinema Total A Rádio demonstrou a taxa de crescimento mais baixa, variação acumulada de 6,6%, tendo passado de 172 milhões de euros para cerca de 183,5 milhões de euros. De acordo com esta fonte, os principais anunciantes provêm de produtos com uma base de consumidores lata e transversal, como sejam, o sector da alimentação (11,3% do total), da higiene pessoal (10,7%), o sector da Banca e outras Instituições Monetárias e Financeiras (9,3%) e o sector das telecomunicações (8,5%). Segundo a mesma fonte, as principais marcas que investiram no mercado publicitário português em 2007 pertenciam ao sector das telecomunicações. 8

Investimento publicitário por sector de actividade, em 2007 (Top 15) Indústria da alimentação 11,3% Higiene pessoal 10,7% Bancos e outras Instituições Monetárias e Financeiras 9,3% Serviços e equipamento de comunicação 8,5% Indústria automóvel 8,1% Comércio 7,9% Bebidas 6,8% Higiene do lar 4,0% Artigos e serviços recreativos e culturais 3,7% Classificados 3,1% Indústria farmacêutica 2,9% Indústria do papel, artes gráficas e ed. Publicações 2,70% Serviços pessoais 2,60% Serviços prestados à colectividade 2,40% Audio-visual, fotografia e cinema 2,10% Na imprensa, o segmento com maior peso foi o da informação geral, com um peso de 42,7%, seguindo-se a imprensa regional, com uma representação de 16,55% e as revistas Femininas/Moda, que conseguiram atrair, em 2007, 59,5 milhões de euros em publicidade (isto é, 7,28% do total). Investimento publicitário na imprensa: estrutura por segmento, em 2007 (%) Informação Geral 42,7 Imprensa Regional 16,55 Femininas/Moda 7,28 Desporto/Veículos 6,8 Sociedade 6,53 Economia Negócios E Gestão 6,04 Televisão E Jogos 2,4 Saúde/Educação 1,7 Tecnologias De Informação 1,51 Decoração 1,49 Sectorial 1,46 Lazer 1,28 Masculinas 1,24 Viagens E Turismo 1,09 Interesse Geral 0,56 Culinária 0,38 Juvenis 0,28 Cultura/Espectáculo 0,2 Outras 0,19 Ambiente/Divulgação Cientifica 0,19 Para Crianças 0,1 Total 100 9

4. Previsões para 2009 O actual período de crise económica, com o reajustamento dos mercados, tem naturalmente implicações em termos de arrefecimento, ou mesmo redução, do investimento. No sector publicitário, esta realidade parece ser especialmente dura. Segundo um artigo publicado na revista Meios & Publicidade, de Janeiro de 2009, a decisão de reduzir custos através de cortes nos orçamentos de publicidade é muito mais fácil do que reduzir despesas operacionais, vender activos ou despedir pessoas, o que acaba por levar a um ciclo vicioso de desinvestimento e retracção da economia. Contudo, aponta-se que a publicidade foi e continuará a ser catalisador do consumo e aqueles que souberem aproveitar as oportunidades que se apresentam sairão vencedores. Embora em linha com a tendência do investimento no mercado, o investimento publicitário no meio exterior (outdoor) é, normalmente, o menos afectado com a crise. Segundo um artigo publicado na revista Meios & Publicidade, de Fevereiro de 2009, actualmente as pessoas são muito mais selectivas nos seus investimentos e o outdoor é o meio que está mais próximo da efectivação da compra. As pessoas, muitas vezes, compram por impulso e, portanto, o outdoor é o último meio que está antes da pessoa ter o acto da compra. Deste modo, de acordo com algumas agências de meios, o outdoor regista, quase sempre, um melhor desempenho em relação aos outros meios. Segundo previsões do Omnicom Media Group (divulgadas na revista Meios & Publicidade, de Fevereiro de 2009), o investimento no mercado publicitário português, que totalizava, em 2001, 709,9 mil milhões de euros, ascenderá em 2009 a 731,8 mil milhões de euros, o que corresponde a um crescimento médio anual de 3%. Segundo a mesma fonte, o investimento publicitário encontra-se fortemente concentrado nos meios tradicionais, com destaque para os três canais de televisão generalistas e imprensa. Investimento publicitário em 2009e Internet Imprensa não diária 5% Cabo 16% 5% Exterior 11% Rádio 5% Cinema 1% Imprensa diária 9% TV 3 canais 48% As previsões para 2009 representam uma diminuição de 8,2% face a 2008, em que o mercado, a preços correntes, terá totalizado 797 mil milhões de euros. 10

Horas Segundo dados da Omnicom Media Group, divulgados num artigo publicado no Jornal Semanário Económico, de 21 de Fevereiro de 2009, os primeiros dados do investimento publicitário referentes a 2009 não são animadores, sendo que o mês de Janeiro foi o pior da década em termos de inserções de anúncios em televisão e em horas de publicidade emitidas. Horas de publicidade emitidas em televisão no mês de Janeiro Investimento publicitário em televisão (em milhões de euros) 600 450 500 400 350 400 300 250 300 200 200 150 100 100 50 0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008e 2009e Ano 0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008e 2009e Ano Variação do investimento publicitário entre 2001-2009, em % 600 500 501,9 400 300 241,3 200 100 0-100 10,7 2,6 Internet Cabo Exterior TV 3 canais Imprensa Cinema Rádio Imprensa não diária -14-14,9-17,8 diária -19,8 Alguns profissionais do sector reclamam do Governo, a par das medidas de investimento público, a implementação de medidas específicas para estimular o crescimento do sector, designadamente através de incentivos de indução ao consumo, que ajudassem a atenuar os efeitos da crise económica. Em Março do corrente ano, a Confederação de Meios, que representa várias centenas de empresas de comunicação social em Portugal, propôs que o Governo aumentasse o investimento publicitário do Estado nos próximos 3 anos e concedesse benefícios fiscais às empresas que mantivessem ou aumentassem as despesas com publicidade. O plano defende, assim, entre outras medidas, incentivos fiscais específicos para o sector, com vista a combater as reduções de receitas publicitárias provocadas pela crise económica. 11

ANEXO Reparticão da prestação de serviços, de Publicidade (CAE 744) - 2004 e 2005 Total de prestação de serviços Prestação de serviços de comunicação Campanhas de publicidade em meios tradicionais ( Tv, rádio, imprensa, painéis, exteriores, cinema) Campanhas de marketing relacional ( mailings, internet, outros) Acções no ponto de venda Acções de relações públicas e de relações com a imprensa Design Multimédia Eventos Outras acções Espaço Publicitário Vendido, segundo o meio utilizado Na televisão Na rádio Televisão terrestre de sinal aberto Televisão por cabo Na imprensa Na internet Em eventos Em outdoors Em cinema Outros Actividades produtivas de apoio à comunicação Produção gráfica Produção de brindes Produtoras de audiovisuais e multimédia Produção de stands Outras Estudos de mercado Outros serviços Fonte: INE, Inquéritos aos Serviços Prestados às Empresas Unidade: 10 3 2004 2 112 816 2005 2 085 075 2006 2 106 279 2007 2 276 884 2004 937 015 2005 1 096 513 2004 507 731 2005 684 832 2004 28 194 2005 47 987 2004 29 676 2005 68 164 2004 42 593 2005 857 2004 208 862 2005 141 383 2004 7 124 2005 4 339 2004 41 546 2005 47 229 2004 71 288 2005 101 723 2004 816 420 2005 586 929 2004 409 062 2005 313 680 2004 x 2005 296 608 2004 x 2005 17 072 2004 44 938 2005 32 310 2004 148 561 2005 113 389 2004 16 730 2005 5 045 2004 4 153 2005 x 2004 152 804 2005 97 330 2004 x 2005 4 305 2004 40 172 2005 20 870 2004 120 478 2005 187 669 2004 23 796 2005 97 920 2004 13 129 2005 23 857 2004 8 005 2005 11 737 2004 21 273 2005 33 146 2004 54 275 2005 21 009 2004 2 2005 54 2004 238 900 2005 213 910 12

Reparticão da prestação de serviços, de Publicidade (CAE 744) - 2006 e 2007 Total de prestação de serviços Serviços prestados por agências de publicidade Serviços publicitários completos Marketing directo e relacional Concepção publicitária e desenvolvimento de conceitos Outros serviços de agências de publicidade Gestão de suportes publicitários Gestão de suportes publicitários na televisão Televisão terrestre de sinal aberto Televisão por cabo Gestão de suportes publicitários na rádio Gestão de suportes publicitários na imprensa Gestão de suportes publicitários na internet Gestão de suportes publicitários em eventos Gestão de suportes publicitários em outdoors Gestão de suportes publicitários em cinema Outros serviços de gestão de suportes publicitários Actividades produtivas de apoio à comunicação Produção gráfica Produção de brindes Produção de audiovisuais e multimédia Outras actividades de apoio à comunicação Estudos de mercado Outros serviços Fonte: INE, Inquéritos aos Serviços Prestados às Empresas 2004 2 112 816 2005 2 085 075 2006 2 106 279 2007 2 276 884 2006 875 732 2007 881 714 2006 512 578 2007 618 725 2006 66 591 2007 56 766 2006 82 709 2007 77 106 2006 213 854 2007 129 116 2006 1 045 551 2007 1 181 447 2006 354 900 2007 470 371 2006 301 377 2007 391 192 2006 53 523 2007 79 179 2006 79 989 2007 76 269 2006 179 982 2007 206 602 2006 28 032 2007 30 135 2006 44 666 2007 17 460 2006 236 783 2007 281 837 2006 12 463 2007 30 084 2006 108 736 2007 68 690 2006 148 370 2007 147 335 2006 80 675 2007 63 805 2006 15 000 2007 5 528 2006 18 632 2007 16 832 2006 34 063 2007 61 170 2006 101 2007 112 2006 36 525 2007 66 276 13

Distribuição do volume de negócios, por actividade económica do cliente, segundo a região - Publicidade (CAE 744)- Unidade: Actividade económica do cliente Total do volume de negócios (10 3 ) Agricultura, produção animal, caça, silvicultura e pesca 1 Indústrias transformadoras e extractivas, construção e energia Indústrias alimentares, das bebidas e do tabaco Indústrias extractivas e outras indústrias transformadoras Construção Produção e distribuição de electricidade, gás e água Comércio por grosso, a retalho e reparação de veículos automóveis, motociclos, bens de uso pessoal e doméstico Comércio por grosso (inclui agentes do comércio) Comércio a retalho (inclui reparações de bens pessoais e domésticos) Comércio automóvel, motociclos (inclui reparação) e de combustíveis Alojamento e restauração Transportes, armazenagem e comunicações Actividades financeiras (inclui banca e seguros) Actividades imobiliárias, alugueres e serviços prestados às empresas Continente Região NUTS II Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve 2004 2 252 120 148 724 44 647 2 037 237 7 704 13 807 2005 2 156 969 157 775 48 325 1 925 807 9 258 15 804 2006 2 261 572 172 802 52 921 2 009 667 10 080 16 102 2007 2 414 297 180 516 52 801 2 153 093 7 868 20 020 2004 0,1 0,2 0,5 0 2,2 0,1 2005 0,1 0,8 0,9 0 2,0 0,1 2006 0,4 0,1 0,3 0,4 0,4 0,2 2007 0,3 0,2 3,1 0,1 1,8 7,2 2004 10,4 11,5 15,0 10,3 9,8 5,8 2005 13,1 11,3 20,0 13,1 21,5 6,3 2006 14,1 14,5 18,3 13,9 24,1 6,2 2007 11,6 13,2 25,0 11,0 20,5 18,9 2004 x x x x x x 2005 10,0 3,5 1,7 10,8 14,7 0,3 2006 8,6 4,8 2,9 9,1 17,0 1,2 2007 7,8 6,2 7,9 8,0 3,3 1,5 2004 8,3 8,4 6,6 8,5 4,5 0,1 2005 2,1 4,4 12,0 1,7 5,1 0 2006 4,0 4,7 7,9 3,7 3,8 0,6 2007 1,9 3,2 6,4 1,7 2,0 0,7 2004 1,4 2,6 6,7 1,1 5,2 5,7 2005 0,6 2,9 5,7 0,2 1,5 6,0 2006 1,0 4,4 5,7 0,6 3,3 4,4 2007 1,2 3,5 8,8 0,7 15,2 10,5 2004 0,7 0,5 1,7 0,7 0,1 0 2005 0,4 0,5 0,6 0,4 0,2 0 2006 0,5 0,6 1,8 0,5 0 0 2007 0,7 0,3 1,9 0,6 0 6,2 2004 21,7 32,1 20,0 20,8 46,4 22,9 2005 24,7 14,7 16,9 25,9 19,0 8,4 2006 20,0 40,0 40,7 17,7 25,3 8,8 2007 19,4 34,5 16,7 18,3 23,8 12,2 2004 8,1 11,1 5,1 7,9 22,1 3,0 2005 9,4 8,1 4,5 9,7 5,0 0,9 2006 7,7 23,8 15,4 6,2 3,5 1,3 2007 6,8 10,3 9,5 6,4 6,0 2,2 2004 8,9 13,4 10,4 8,4 21,8 15,4 2005 7,5 4,2 7,2 7,8 12,9 6,6 2006 6,6 10,4 16,8 5,8 20,3 6,5 2007 7,8 13,9 3,3 7,5 15,2 7,5 2004 4,7 7,6 4,5 4,5 2,5 4,5 2005 7,8 2,4 5,2 8,4 1,1 0,9 2006 5,7 5,8 8,5 5,7 1,5 1,0 2007 4,8 10,3 3,9 4,4 2,6 2,5 2004 1,5 5,3 7,3 0,9 5,7 33,4 2005 2,1 7,6 3,1 1,4 16,1 27,6 2006 4,6 5,8 4,1 4,2 3,8 32,3 2007 1,5 4,8 8,1 1,0 7,0 9,7 2004 8,3 2,1 0,9 9,0 3,1 0,4 2005 4,6 1,7 0,7 5,0 0 0,1 2006 6,3 5,9 4,2 6,4 3,7 1,2 2007 4,8 4,0 2,3 4,9 1,5 5,7 2004 4,0 2,2 0,3 4,2 0,8 0 2005 4,5 4,1 0,6 4,7 0,7 0,6 2006 6,6 2,6 2,0 7,2 0 0,3 2007 9,9 3,6 4,7 10,6 2,7 2,0 2004 43,5 37,1 50,0 44,1 17,7 18,8 2005 42,2 54,1 50,8 41,1 36,6 40,8 2006 44,1 21,3 24,2 46,8 36,2 31,0 2007 35,7 11,2 12,6 38,5 6,6 27,1 Outras actividades 2 2005 8,7 5,7 7,0 8,8 4,1 16,1 2006 3,9 9,8 6,2 3,4 6,5 20,0 2004 10,5 9,5 6,0 10,7 14,3 18,6 2007 16,8 28,5 27,5 15,6 36,1 17,2 Fonte: INE, Inquéritos aos Serviços Prestados às Empresas 1 - Até 2006, inclui as Indústrias extractivas. 2 - Inclui: Administração pública, defesa e segurança social, Educação, Saúde e acção social, Outras actividades de serviços colectivos, sociais e pessoais, Actividades das famílias, Organismos internacionais, Outras instituições extra-territoriais, particulares e outros. % 14