TERMINOLOGIAS TÉCNICAS NO PROCEDIMENTO JUDICIAL PARTE I
Procedimentos técnicos: utilizados na realização da atividade de avaliação e perícia, sendo a denominação obrigatória e corretamente empregada para o laudo pericial; Vocabulário jurídico: usado para atividades técnicas, nos termos da Resolução nº 345/90 do CONFEA;
Vistoria: atividade de constatação de um fato, através de exame in loco e descrição detalhada dos elementos constituintes; Avaliação: atividade de determinação técnica do valor qualitativo ou monetário de um bem, de um direito ou de um empreendimento; Perícia: atividade de apuração das causas que motivaram certos eventos ou a asserção de direitos; Meio de prova técnica dos fatos
Análise: atividade determinação das partes constituintes de um todo na busca de conhecer sua natureza e/ou avaliar seus aspectos técnicos; Demolição: atividade consiste em deitar por terra, destruir uma obra ou construção; Auto: documento circunstanciado que registra fato ocorrido fora do juízo; Constituinte do processo judicial
Termo: documentação de um ato praticado e documentado em juízo; Termo de compromisso: documentação de obrigação/individual, pelo perito e assistente técnico, perante o juízo (antes da perícia); Pode ser dispensado Parecer: declaração técnica de uma opinião de um fato, favorável ou contrário, feito por consulta, destaca pontos controversos da questão, fundamentado; Peça processual, art. 433, Único/CPC
Laudo: documento com fundamentos técnicos e conclusão dos árbitros e dos peritos; Peça processual, art. 433, caput/cpc Laudo de avaliação: peça técnica escrita pelo avaliador, fundamentada com estimativa do valor atribuído aos bens avaliados, justificado os elementos e métodos utilizados; Peça processual, art. 433, caput/cpc Laudo pericial: peça técnica escrita, avaliativa, exame, vistoria ou constatação de um fato (causas e efeito), aos quesitos; Art. 420 c/c art 433, caput/cpc
Lauda: indica página da escrita, face do papel, seja escrita ou não, considerada a frente ou anverso como as das costas ou verso; Levantamento: atividade de observação, mensuração ou caracterização e quantificação de dados de natureza técnica necessários à execução de serviços técnicos; Peça processual, art. 429, caput/cpc Locação: atividade de marcação, mensuração da área a ser ocupado por obra; Art. 946 c/c art. 960/CPC
Demarcação: fixação linha divisória entre propriedades confrontantes ou imóveis, limites ou azimutes dos limites; Art. 950 c/c art. 960/CPC Mensuração: atividade de apuração de quantitativos de produto, fenômeno, obras, serviços técnicos num lapso temporal; Dendrometria: atividade compreendida de medição de diâmetro, altura, volume, peso e fatores referentes à forma física da árvore e ao conteúdo de casca;
Orçamento: atividade de levantamento de custos de todos os elementos constituintes à execução de determinado empreendimento; Inventário florestal: descrição qualitativa e quantitativa dos elementos componentes de uma floresta; Art. 71 c/c arts. 29, 30 e 31 Lei 12.651/12 Dendrometria: atividade compreendida de medição de diâmetro, altura, volume, peso e fatores referentes à forma física da árvore e ao conteúdo de casca; Art. 1º-A c/c art. 36, 4º, Lei 12.651/12
Restauração: atividade implica recuperação total da obra, mantendo as características iniciais da mesma; Depreciação: é a diminuição do valor do bem ao longo do tempo, em decorrência da perda da aptidão de servir ao fim a que foi destinado; D = Vr - r a) Física: perda do valor causado pelo tempo, uso desgaste físico ou avaria; b) Funcional: erros de construção/concepção, não adequa à finalidade, por mudanças tecnológicas; c) Econômica: diminuição de valor por mudança de atividade ou preferência de mercado;
Bens: são objetos materiais que possuem utilidade Bens de capital produzidos com participação do homem Trabalho e terra são fatores primários de produção (NÃO SÃO PRODUZIDOS PELO SISTEMA Samuelson, 1970, p.79 ECONÔMICO); Bens: é tudo que existe na natureza, exceção do homem, suscetível de apropriação (física, intelectual ou moral), dotado de utilidade econômica; a) Bens corpóreos b) Bens incorpóreos Silva Júnior, 2001
Bens corpóreos: possuem corporalidade material e podem ser tocados pelos sentidos humanos, suscetível de apropriação física pelo proprietário/posseiro, bens móveis e imóveis (ex. trator e o imóvel rural); Bens incorpóreos: são insuscetíveis de apropriação física pelo proprietário (ex. obras ou invenções intelectuais e a honra) Silva Júnior, 2001
Bens: são coisas materiais ou imateriais, úteis aos homens e de expressão econômica, suscetíveis de apropriação; Coisa: é gênero do qual bem é espécie; a) Bens corpóreos: os que têm existência física, material e que podem ser tangidos pelo homem (são objetos de compra e venda); b) Bens incorpóreos: os que têm existência abstrata, mas valor econômico, como o crédito, direito autoral, a sucessão aberta, p. ex. (são objetos somente de cessão) OBS.: ambos os bens integram o patrimônio da pessoa Gonçalves, 2010, p.90/110
Bens rurais: são bens com características, localização e uso são submetidos a melhor aproveitamento econômico e social em empreendimentos rurais; a) Bens imóveis: que não se move (imóvel rural e benfeitorias); b) Bens móveis: são suscetível de movimentação (máquinas, equipamentos, móveis, semoventes); OBS.: propriedade rural (é denominação específica de um direito), quando objeto de perícia não é propriedade (direito), mas o imóvel rural objeto material do direito de propriedade; Carvalho, 2012, p.45
Bens imóveis: são os que não podem ser removidos de um lugar para outro sem destruição e os assim considerados para os efeitos legais (arts. 79 e 80/CC); a) Imóveis por natureza: art. 79, 1ª parte/cc; b) Por acessão natural: art. 79, 2ª parte/cc; c) Por acessão artificial ou industrial: art. 79, 3ª parte; d) Por determinação legal: art. 80/CC; Gonçalves, 2010, p.90/110
Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram; II - o direito à sucessão aberta. OBS.: Arts. 79 e 80/CC a) o solo com sua superfície, seus acessórios e adjacências naturais (árvores, frutos pendentes), espaço aéreo e o subsolo; b) Tudo quanto homem incorporar permanentemente ao solo (semente, edifícios e construções); c) Tudo quanto no imóvel o proprietário mantiver (exploração, aformoseamento ou comodidade);
Bens imóveis: são os que não podem ser removidos de um lugar para outro sem destruição e os assim considerados para os efeitos legais (arts. 79 e 80/CC); a) Imóveis por natureza: art. 79, 1ª parte/cc; b) Por acessão natural: art. 79, 2ª parte/cc; c) Por acessão artificial ou industrial: art. 79, 3ª parte; d) Por determinação legal: art. 80/CC; Gonçalves, 2010, p.90/110
Bens móveis: são suscetíveis de movimento próprio ou de remoção por força alheia (art. 82/CC); a) móveis por natureza: semoventes, art. 82, 1ª parte/cc; b) móveis propriamente ditos: admitem remoção por força alheia, art. 82, 2ª parte/cc; c) móveis por determinação legal: art. 83, caput/cc; d) móveis por antecipação: são bens incorporados ao solo, com intenção de separá-los e convertê-los em móveis (ex. árvores destinadas ao corte), ou vendidos para fins de demolição (ancianidade), art. 84/CC; Gonçalves, 2010, p.102
Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I - as energias que tenham valor econômico; II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes; III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. Arts. 82 a 84/CC
Bens fungíveis e infungíveis: são bens móveis que podem e os que não podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade (art. 85/CC); Bens consumíveis: são bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância (consumíveis de fato), sendo também considerados tais os destinados à alienação (consumíveis de direito); Bens inconsumíveis: são os que admitem uso reiterado, sem destruição de sua substância (art.; 86/CC); Gonçalves, 2010, p.112
Art. 85. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Art. 86. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo também considerados tais os destinados à alienação. Arts. 85 e 86/CC
Bens divisíveis: são os que podem fracionar sem alteração na sua substância,, diminuição considerável de valor ou prejuízo do uso a que se destinam (art. 87/CC); Indivisíveis por natureza: são os que não podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição de valor ou prejuízo; Por determinação legal: são as servidões, as hipotecas, ou por vontade das partes (convencional) art.; 88/CC; Gonçalves, 2010, p.102
Art. 87. Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se destinam. Art. 88. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. Arts. 87 e 88/CC
Bens singulares: são os que, embora reunidos, são considerados na sua individualidade (ex. uma árvore); art. 89/CC; Bens coletivos: são os encarados em conjunto formando um todo (ex. uma floresta); Bens de universalidades de fato: são aqueles com características próprias de conjunto (rebanho, biblioteca), art. 90/CC aqueles de universalidade de direito (herança, patrimônio), art. 91/CC; Gonçalves, 2010, p.112
Art. 89. São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. Art. 90. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária. Parágrafo único. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações jurídicas próprias. Art. 91. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico. Arts. 89 a 91/CC
Bem principal: é o bem que tem existência própria, que existe por si; art. 92, 1ª parte/cc; Bem acessório: é aquele cuja existência depende do principal (ex. uma florada, uma produção de frutos); art. 92, 2ª parte/cc; Art. 92. Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele cuja existência supõe a do principal. OBS.: o bem acessório segue o destino do principal, salvo estipulação em contrário. Em consequência: a) a natureza do acessório é a mesma do principal; b) o proprietário do principal é proprietário do acessório; Gonçalves, 2010, p.112
Tipos bens acessórios: compreende-se: a) Frutos: são as utilidades que uma coisa periodicamente produz (naturais: frutos naturais, industriais: mercadorias e civis: rendimentos do bem), (pendentes, percebidos ou colhidos, estantes, percipiendos e consumidos); b) Produtos: são as utilidades que se retiram da coisa, diminuindo-lhe a quantidade, que se esgotam (ex. minérios); c) Pertenças: os bens móveis que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso ou serviço ou ornamentação de outro (ex. aparelho de ar condicionado), art. 93/CC; Gonçalves, 2010, p.113
Tipos bens acessórios: compreende-se: d) Acessões: podem dar-se por formação de ilhas, aluvião, avulsão, abandono de álveo e plantações ou construções, art. 1.248, I a V/CC; e) Benfeitorias: acréscimos, melhoramentos ou despesas em bem já existente (necessárias, úteis e voluptuárias), art. 96/CC; Necessárias: tem por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore (ex. reparos no teto); Úteis: são aqueles acessórios que aumentam ou facilitam o uso do bem (ex. garagem, barracão); Voluptuárias: são aqueles de mero deleite ou recreio não aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor (ex. piscina); Tartuce, 2010, p.31
Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. Art. 95. Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico. Art. 96. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias. 1 o São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. 2 o São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. 3 o São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore. Art. 97. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor. Arts. 93 a 97/CC
Tipos bens acessórios: compreende-se: d) Acessões: podem dar-se por formação de ilhas, aluvião, avulsão, abandono de álveo e plantações ou construções, art. 1.248, I a V/CC; e) Benfeitorias: acréscimos, melhoramentos ou despesas em bem já existente (necessárias, úteis e voluptuárias), art. 96/CC; Reprodutivas: as que são capazes de reproduzir por si e cujo produto pode ser negociado separadamente da terra (plantações em geral, pastagens artificiais, pomares, florestas artificiais); Não reprodutivas: são aquelas que não reproduzem por si,, mas dão suporte, facilitam ou protegem o processo produtivo do imóvel e seus recursos naturais (benfeitorias úteis, necessárias e voluptuárias); Carvalho, 2012, p.224
MUITO OBRIGADO!!!