GRAVITAÇÃO Profº Jaison

Documentos relacionados
INTERPRETAÇÃO MOLECULAR DA TEMPERATURA:

Leis de Kepler. 4. (Epcar (Afa) 2012) A tabela a seguir resume alguns dados sobre dois satélites de Júpiter.

Energia: Um Conceito de Múltiplas Faces. Prof. Diego Ricardo Sabka

Inteligência Artificial

Capítulo 20: Entropia e segunda Lei da Termodinâmica

Exercícios Gases e Termodinâmica

Corrente elétrica, potência, resistores e leis de Ohm

+ qd + Prof.: Rhafael Roger

UNIDADE III Energia: Conservação e transformação. Aula 12.2 Conteúdo:

Resolução Comentada Unesp

CENTRO EDUCACIONAL SIGMA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA ENG 008 Fenômenos de Transporte I A Profª Fátima Lopes

Eficiência Energética no Uso de Ar Comprimido

GRAVITAÇÃO E MOVIMENTO PLANETÁRIO. Colégio Contato Farol Disciplina: Física (9º ano) Professora Thaís Freitas Capítulo 6 2º bimestre

Recursos para Estudo / Atividades

Segunda Lei da Termodinâmica

TURMA DE ENGENHARIA - FÍSICA

ATIVIDADE DE FÍSICA PARA AS FÉRIAS 8. o A/B PROF. A GRAZIELA

Introdução à astronomia O Sistema Solar

Apostila de Física 12 Leis da Termodinâmica

1 Circuitos Pneumáticos

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS. Departamento de Matemática e Física Coordenador da Área de Física


Pelo que foi exposto no teorema de Carnot, obteve-se a seguinte relação:

Movimentos dos Corpos Celestes

A Astronomia da Antiguidade aos Tempos Modernos

Se inicialmente, o tanque estava com 100 litros, pode-se afirmar que ao final do dia o mesmo conterá.

Física 2 - Termodinâmica

MANUAL DO SEU TABLET DO CONGRESSO

Abril Educação Fontes de energia, calor e temperatura Aluno(a): Número: Ano: Professor(a): Data: Nota:

Ondas EM no Espaço Livre (Vácuo)

TERMODINÂMICA EXERCÍCIOS RESOLVIDOS E TABELAS DE VAPOR

SÓ ABRA QUANDO AUTORIZADO.

GEOMETRIA. sólidos geométricos, regiões planas e contornos PRISMAS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS REGIÕES PLANAS CONTORNOS

I. Conjunto Elemento Pertinência

Isoladores para Roedores e Aves

a) Qual a pressão do gás no estado B? b) Qual o volume do gás no estado C

MODELO 1 RESOLUÇÃO RESOLUÇÃO V1 V2 T2 330 K = V2 = V1 V1 V2 = 1,1.V1 T1 T2 T1 300 K

CIÊNCIAS PROVA 4º BIMESTRE 9º ANO PROJETO CIENTISTAS DO AMANHÃ

Unidade IX: Gravitação Universal

Unidade IX: Gravitação Universal

em para conceitos de Força, Massa e Aceleração

4. Introdução à termodinâmica

ESTRUTURA DO CURSO 08:00-10:00 RTQ-R

Estudo de Caso Reutilização de Água em Usina de Destilaria de Etanol Hidratado e Fabricação de Açúcar Através de Torres de Resfriamento

Acionamento de Motores: PWM e Ponte H

1-Eletricidade básica

M =C J, fórmula do montante

j ,11111,1111 (21)PI A2 (22) Data de Depósito: 30/06/2009 (43) Data da Publicação: 09/03/2011 (RPI 2096)

APOSTILA DE CIÊNCIAS NATURAIS

Professor: Ramon Neiva

EXERCÍCIOS DE RECUPERAÇÃO PARALELA 3º BIMESTRE

MÁQUINAS HIDRÁULICAS AULA 15 TURBINAS A VAPOR PROF.: KAIO DUTRA

Editorial Módulo: Física

FISICA PARA ENSINO MÉDIO: EJA EDUCAÇÃO de JOVENS e ADULTOS PARTE-3: TERMOLOGIA: Termodinâmica

Professores: Alinne Borges Tiago Albuquerque Sandro Sobreira Josiane. Exercícios Substâncias puras e misturas. Métodos de separação. Vídeos.

GrupoFercar. Um grupo de referência

UTE-IGUATEMI Central de Cogeração. Eng Fleury Ferreira Filho

2- TRABALHO NUMA TRANSFORMAÇÃO GASOSA 4-1ª LEI DA TERMODINÂMICA

FONTES E FORMAS DE ENERGIA

Tema Energia térmica Tópico 8 O efeito estufa e o clima na Terra

Apostila 2. Capitulo 8. Energia: O universo em movimento. Página 244

Aprimorando os Conhecimentos de Mecânica Lista 1 Ordem de Grandeza

Nome: N.º: endereço: data: telefone: PARA QUEM CURSA A 1 ạ SÉRIE DO ENSINO MÉDIO EM Disciplina: matemática

Fontes renováveis de energia - Hidrelétrica. Aula energias renováveis

UNIPAC- CAMPUS TEÓFILO OTONI CURSO: ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: FÍSICA I PERÍODO: 2 VALOR: 5 PONTOS. PROFESSOR: ARNON RIHS.

PROBLEMAS DE TERMOLOGIA

0.1 Introdução Conceitos básicos

OFICINA: POLUIÇÃO DO SOLO E PRODUÇÃO DE SABÃO RECICLADO

A forma geral de uma equação de estado é: p = f ( T,

Conteúdo programático por disciplina Matemática 6 o ano

TRANSFORMAÇÕES GASOSAS

PERMUTADOR DE PLACAS TP3

Aplicações Diferentes Para Números Complexos

Manual do Usuário Sistema de Acuidade Visual Digital

2.1 - Triângulo Equilátero: é todo triângulo que apresenta os três lados com a mesma medida. Nesse caso dizemos que os três lados são congruentes.

5.4 Evolução pós-sp: estrelas pequena massa

COMPORTAMENTO DOS GASES - EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO E TESTES DE VESTIBULARES

MANUAL DE INSTRUÇÕES

Unidade 3 Função Afim

Podemos considerar a elipse como uma circunferência achatada. Para indicar o maior ou menor achatamento, definimos a excentricidade:

- A mecânica é a parte da Física que estuda os movimentos; - Estuda o movimento dos corpos sem abordar as causas desse movimento. RESPONDA!

EGEA ESAPL - IPVC. Resolução de Problemas de Programação Linear, com recurso ao Excel

Circuitos de Comunicação. Prática 1: PWM

MICROSOFT OFFICE POWERPOINT 2007

Recursos energéticos e os desafios ambientais

Processamento do azeite

MÉTODO BRASILEIRO INOVADOR PARA A DETERMINAÇÃO DA EMISSÃO EVAPORATIVA EM MOTOCICLOS E SIMILARES

Álgebra Linear Aplicada à Compressão de Imagens. Universidade de Lisboa Instituto Superior Técnico. Mestrado em Engenharia Aeroespacial

Problemas de termologia e termodinâmica vestibular UA (1984)

Módulo 8 Entradas Digitais 24 Vdc Monitorado. Os seguintes produtos devem ser adquiridos separadamente para possibilitar a utilização do produto:

Índice. Conteúdo. Planilha Profissional Para Cálculo de Preços de Artesanato


HALOTERAPIA Terapia do Sal

Lista de Exercícios 1

XXVII CPRA LISTA DE EXERCÍCIOS FÍSICA (CINEMÁTICA)

Exercícios de Física Gravitação Universal

Manutenção volante. A DDS SERVIÇOS possui muita experiência com este modelo de manutenção com resultados altamente satisfatórios.

ENG1000 Introdução à Engenharia

Cogeração SISTEMA DE COGERAÇÃO DE ENERGIA

Transcrição:

GRAVITAÇÃO Profº Jaison

Um pouco de História Sec. IV a.c. Platão Sistema: Sol, Lua e Terra Planetas conhecidos: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno. Séc. II d.c Cláudio Ptolomeu de Alexandria Os planetas giram em órbitas circulares concêntricas, em torno da Terra.

Sistema Planetário de Ptolomeu

Nicolau Copérnico Heliocentrismo No meio de tudo, o Sol repousa imóvel. Com efeito, quem colocaria, neste templo de máxima beleza, o doador de luz em qualquer outro lugar que não aquele de onde ele pode iluminar todas as outras partes?

Johannes Kepler A partir das observações feitas por Galileu Galilei, Kepler elabora um trabalho científico, tendo o sol como referência, provando através de três leis, matematicamente as relações entre os períodos, posições, velocidades e trajetórias dos planetas

1ª Lei A lei das trajetórias Todos os planetas se movem em órbitas elípticas, com o Sol ocupando um dos focos.

2ª Lei de Kepler Lei das Áreas A linha imaginária que liga um planeta até o Sol varre áreas iguais em iguais intervalos de tempo.

3ª Lei de Kepler Lei dos Períodos Para todo os planetas, o quadrado de seu período de revolução é diretamente proporcional ao cubo do raio médio de sua órbita.

Lei da Gravitação Universal Constante Gravitacional Universal G = 6,67.10-11 N.m²/kg² Esse valor corresponde a força gravitacional existente entre duas massas de kg distanciadas por 1 m. F G = G. M. m R²

TERMÔDINÂMICA Profº Jaison

A ideia de aproveitar o calor para produzir movimento (trabalho) é bem antiga. Heron de Alexandria (10 d.c. a 70 d.c.) já propunha em sua eolípila tal aproveitamento. Esta ideia ganhou a forma de máquinas térmicas e revolucionou, na segunda metade do século XVIII, a maneira pela qual as pessoas se relacionam e produzem seus bens. Imagens: Eolípila: Katie Crisalli para a U.S. Air Force / United States public domain. Heron de Alexandria: Autor desconhecido / United States public domain. Imagens: À Esquerda, Sala de máquinas penteadeiras a vapor Heilmann / Armand Kohl / Public domain. À Direita, Locomotiva a vapor / Don-kun / Public domain.

A força para produção de bens era braçal e bastante personalizada. O homem percebe que pode utilizar a força da água para realização de trabalhos como a moagem de grãos. Sugerimos que pesquise sobre rodas d água e moinhos de água. Com a máquina a vapor o homem passa a controlar a fonte de energia, sendo capaz de produzir bens em larga escala.

Ao ser aquecido, o gás se expande empurrando o êmbolo para cima. Notamos que o calor fornecido ao gás produziu trabalho, ao mover o êmbolo, e fez aumentar a temperatura do gás. Isso demonstra que a energia se conservou. A energia na forma de calor transformou-se em outros tipos de energia. A primeira lei da Termodinâmica corresponde, na verdade, ao princípio da conservação da energia. Assim, o calor fornecido ou retirado (Q) de um sistema resultará na realização de trabalho (δ) e na variação da energia interna do sistema ( U). Q = δ + U Imagem: Fire Icon / Piotr Jaworski / Public Domain.

Quando o gás se expande, temos uma variação de volume positiva ( V>0). Então dizemos que o gás realizou trabalho (δ>0), pois é a força do gás que desloca o êmbolo. F Quando o gás é comprimido, temos uma variação de volume negativa ( V<0). Então dizemos que o trabalho foi realizado sobre o gás (δ<0), pois uma força externa desloca o êmbolo.

Numa transformação isovolumétrica, todo calor recebido ou cedido (Q) pelo gás será transformado em variação da sua energia interna ( U). Como não há variação de volume, também não há realização de trabalho (δ). Calor recebido Calor cedido

Numa transformação isotérmica,, todo calor trocado pelo gás (Q), recebido ou cedido, resultará em trabalho(δ). Uma vez que não há variação de temperatura, também não há variação de energia interna( U). Calor cedido Calor Recebido

Numa transformação adiabática,, não ocorre troca de calor (Q) do gás com seu entorno. Assim, todo trabalho(δ) realizado pelo gás (δ>0) ou sobre o gás (δ<0) resultará na variação de energia interna( U). Quando o trabalho é positivo (realizado pelo gás) observamos uma diminuição da temperatura. Quando o trabalho é negativo (realizado sobre o gás) observamos um aumento na temperatura. (clique para ver animação e fique atento a marcação do termômetro)

Transformação Isovolumétrica Transformação Adiabática

Imagem: Emoscopes / GNU Free Documentation License. Os fenômenos naturais são irreversíveis porque o calor gerado por eles nunca pode ser inteiramente reaproveitado em outra forma de energia. Aplicando esta regra ao funcionamento das máquinas térmicas, temos que... Nenhuma máquina térmica operando em ciclos pode retirar calor de uma fonte e transformá-lo integralmente em trabalho. Então, numa máquina térmica, o calor retirado de uma fonte quente (Q q ) será transformado, parte dele em trabalho (δ) e o restante rejeitado numa fonte fria (Q f ).

O funcionamento de uma máquina térmica é representado pelo diagrama ao lado. O trabalho realizado pela máquina é o resultado da diferença entre o calor retirado da fonte quente e o calor rejeitado na fonte fria. Fonte Quente Q q Trabalho realizado Máquina Fonte Fria Q f

Tente identificar, na máquina térmica ilustrada, a: Fonte quente (Q q ) Trabalho realizado (δ) Fonte fria (Q f ) Corresponde ao movimento do pistão para cima,devido à expansão do vapor de água. Trabalho realizado Fonte Fria - Q f Com a abertura da válvula, água fria é liberada dentro do cilindro fazendo o vapor condensar (resfriamento). Corresponde ao aquecimento da água em uma caldeira, fazendo-a vaporizar. Fonte Quente - Q q Imagem: Emoscopes / GNU Free Documentation License.

O rendimento de uma máquina é definido pelo percentual de calor transformado em trabalho. 100 Q τ η q Como o trabalho pode ser definido por δ = Q q Q f, então... q f q f q Q Q 1 η Q Q Q η Ou, se a máquina operar em ciclos de Carnot, teremos q f T T 1 η

A irreversibilidade se dá em processos espontâneos, porém, com gasto de energia, é possível fazer processos ocorrerem de modo inverso ao que ocorreria espontaneamente. Como exemplo, temos a geladeira, uma máquina que retira calor de seu interior (fonte fria) e despeja numa fonte quente através de um trabalho executado por um compressor. Assim, num refrigerador temos que: Fonte Quente Q q Imagem: M.Minderhoud / GNU Free Documentation License. Trabalho (W) Refrigerador Fonte Fria Q f

O compressor envia o gás liquefeito (condensado) comprimido por uma tubulação (serpentina) de pequeno diâmetro localizada na parte traseira do refrigerador. Na unidade de evaporação, localizada no congelador e painéis de resfriamento, o gás passa a uma tubulação de maior diâmetro e expande-se rapidamente, evaporando num processo adiabático, o que provoca seu resfriamento. Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido. W Ao longo da tubulação do evaporador, o calor flui do interior da geladeira para o gás, que retornará ao compressor. Então, podemos representar esquematicamente o trabalho (W), o calor lançado na fonte quente (Q q ) e o calor retirado da fonte fria (Q f ). Q q Q f

A eficiência (ε) corresponde ao coeficiente obtido pela razão entre o calor retirado da fonte fria (Q f ) e o trabalho realizado (δ) pelo compressor em cada ciclo. ε Q τ f Ou, se considerarmos que W= Q q Q f então... ε Q q Q f - Q f Se um refrigerador opera em ciclos de Carnot, então sua eficiência será calculada por... ε T q T f - T f

Um refrigerador de uso doméstico é uma máquina térmica invertida: o calor é retirado do congelador à temperatura de -23 C, enquanto a temperatura do ambiente em que ele se encontra é de 27 C. O coeficiente de desempenho do refrigerador de Carnot, operando em ciclos entre essas temperaturas, é a) 0,20 b) 0,80 c) 2,0 d) 4,0 e) 5,0 Inicialmente é necessário ter os valores das temperaturas em escala absoluta, assim... T T f q 273 ( 23) 273 27 300 K 250 K Para um refrigerador que opera no ciclo de carnot entre essas temperaturas, seu coeficiente de eficiência será... ε T q T f T f 250 300 250 250 50 5