Contratos em língua estrangeira



Documentos relacionados
Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Registro de Nascimento. A importância para concretização da cidadania

DIREITO EMPRESARIAL - NOME EMPRESARIAL. Olá, pessoal. Sejam bem-vindos ao Estratégia Concursos.

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas

Tradução Juramentada

KÇc^iáema Q/Vacío^cUae Qjuótíca

O DESPACHANTE, O AJUDANTE E A RFB. Domingos de Torre

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

NOTA FISCAL ELETRÔNICA

PROVIMENTO CONJUNTO N.º 007/2014 CGJ/CCI

b. A empresa nacional é também a única empresa autorizada pela fabricante estrangeira a comercializar tais produtos no país;

ANEXO 5 TERMO DE CONSTITUIÇÃO DE CONSÓRCIO

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

Nele também são averbados atos como o reconhecimento de paternidade, a separação, o divórcio, entre outros, além de serem expedidas certidões.

TRASLADO DE CERTIDÕES DE REGISTRO CIVIL EMITIDAS NO EXTERIOR

Interpretação do art. 966 do novo Código Civil

MATRICULA CASOS ESPECIAIS

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

ADVOGADOS EXMA. SRA. DESEMBARGADORA MONICA SARDAS 21ª CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

1. REGISTRO RESTRIÇÕES PARA ATUAR COMO EMPRESÁRIO INDIVIDUAL. Falido:... Estrangeiro:... Médico:... Advogado:... Membros do legislativo:...

Observações sobre o casamento de cidadãos alemães no Brasil

O dispositivo em questão dispõe que a incorporação imobiliária poderá ser submetida ao regime de afetação, a critério do incorporador, nestes termos:

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

TODAS AS INFORMAÇÕES SÃO EXTREMAMENTE IMPORTANTES!!! CASAMENTO CIVIL (Brasileiros)

11/11/2010 (Direito Empresarial) Sociedades não-personificadas. Da sociedade em comum

PROVIMENTO N 001/2003 CGJ

Parecer Consultoria Tributária Segmentos EFD ICMS/IPI Registro 1110 Operações de Exportação Indireta

Validade, Vigência, Eficácia e Vigor. 38. Validade, vigência, eficácia, vigor

L A E R T E J. S I L V A

RESPONSABILIDADE PESSOAL DOS SÓCIOS ADMINISTRADORES NOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS QUANDO DA DISSOLUÇÃO IRREGULAR DA SOCIEDADE

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

ROTEIRO DE ESTUDOS DIREITO DO TRABALHO SUJEITOS DA RELAÇÃO DE EMPREGO

RESSEGURO: OS NOVOS RESSEGURADORES LEGAIS

TENDO DECIDIDO concluir a Convenção para este propósito e ter pela circunstância o combinado como segue: Capítulo 1 O direito de limitação

INSTRUÇÃO CVM Nº 51, DE 09 DE JUNHO DE 1986.

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO

RDC 60. Perguntas e Respostas. RDC nº 60, RDC 60 - PERGUNTAS E RESPOSTAS

Cartilha da Nota Fiscal Eletrônica do Hábil Empresarial Profissional 7.0. Obrigado por usar nosso software! Koinonia Software Ltda.

COMUNICADO SINDICÂNCIA DE VIDA PREGRESSA ESCLARECIMENTOS DA BANCA EXAMINADORA.

10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores

RESOLUÇÃO CFN Nº 510/2012

Resumo Aula-tema 02: Fontes, princípios, renúncia e transação do Direito do Trabalho.

EDITAL N 004/ 2015 DO PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO STRICTU SENSU EM BIODIVERSIDADE E AGROECOSSISTEMAS AMAZÔNICOS PPGBIOAGRO

LEI DE INCENTIVO AO ESPORTE

Comissão Especial de Licitação Concorrência nº 397/2010 Verificador Independente RESPOSTA AOS QUESTIONAMENTOS REALIZADOS EM 08/02/2011

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

Dimas Messias de Carvalho Promotor de Justiça aposentado/mg Mestre em Direito Constitucional pela FDSM Professor na UNIFENAS e UNILAVRAS Advogado

QUEM É QUE ESTÁ DISPENSADO DO EXAME DE ORDEM DA OAB?

autoridade consular brasileira competente, quando homologação de sentença estrangeira: (...) IV - estar autenticada pelo cônsul brasileiro e

Serviços Relacionados à Pessoa Jurídica

PROJETO DE LEI Nº DE 2011

12. Convenção Relativa à Supressão da Exigência da Legalização dos Actos Públicos Estrangeiros

Classificação da pessoa jurídica quanto à estrutura interna:

Reclamação trabalhista I: petição inicial

2.1. As inscrições deverão ser realizadas através do preenchimento do formulário de inscrição previsto no seguinte link:

Divisão de Atos Internacionais

27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação

ESCLARECIMENTO Nº 01. Segue abaixo, perguntas formuladas por empresa participantes da licitação supra e a respectivas respostas de FURNAS:

Outubro 2013 LEGAL FLASH I ANGOLA REGIME PROVISÓRIO DE CONSTITUIÇÃO E TRANSFORMAÇÃO DE SOCIEDADES COMERCIAIS UNIPESSOAIS LEGISLAÇÃO EM DESTAQUE 4

TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e as Decisões Nº 5/92, 14/96, 5/97 e 12/97 do Conselho do Mercado Comum.

4 MÓDULO 4 DOCUMENTOS COMERCIAIS

INSTRUÇÃO NORMATIVA N o 76, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1998.

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES. Parágrafo único. Para efeito do disposto nesta Resolução, considera-se:

JORGE ALMIRO ABRANTES DE MENEZES E CASTRO e OUTROS, notificados da contestação do R. BANCO DE PORTUGAL, vêm dizer e

Natureza jurídica das ONGs Internacionais e autorização para funcionamento no Brasi OAB SP

Documentação necessária para trabalhos de estrangeiros em parques de construção de usinas eólicas. Autor JULIANO ALEXANDRE CHANDRETTI Data 02/09/2013

Este documento objetiva a apresentação de nosso voto relativamente ao assunto em epígrafe, acompanhado da respectiva justificativa.

A fim de determinar o nome empresarial torna-se necessário entender as seguintes conceituações:

3. Quais são as restrições existentes, se as houver, quanto ao tipo de provas que podem ser obtidas através de videoconferência?

PERGUNTAS E RESPOSTAS

SUMÁRIO 1. AULA 6 ENDEREÇAMENTO IP:... 2

DIREITO EMPRESARIAL PROFESSORA ELISABETE VIDO

DIVERSOS QUESTIONAMENTOS COM AS RESPECTIVAS RESPOSTAS ACERCA DA CONCORRÊNCIA N.º 001/2011

ORIENTAÇÃO SOBRE COMO GERAR E ENVIAR A PRESTAÇÃO DE CONTAS FINAL

RESOLUÇÃO Nº 69, DE 30 DE JANEIRO DE 2014

DELIBERAÇÃO JUCESP N.º 04, DE 01 DE NOVEMBRO DE 2000.

AUTORIZAÇÃO PARA FUNCIONAMENTO DE ORGANIZAÇÕES ESTRANGEIRAS DESTINADAS A FINS DE INTERESSE COLETIVO NO BRASIL

CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE TERCEIRIZAÇÃO PARA PRODUTOS FARMACÊUTICOS NO ÂMBITO DO MERCOSUL

*ESTE CONTRATO ESTÁ REGISTRADO NO 9O. OFICIAL DE REGISTRO DE TÍTULOS E DOCUMENTOS DE SÃO PAULO SOBRE O NÚMERO

Tropa de Elite Escrivão Para Polícia Federal Arquivologia Microfilmagem Alexandre Américo

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Lista de documentos mínimos necessários para o início do processo de solicitação de autorização de funcionamento por Modalidade

Estado de Goiás PREFEITURA MUNICIPAL DE ANICUNS Adm / 2016 EDITAL CHAMAMENTO PÚBLICO QUALIFICAÇÃO DE ORGANIZAÇÕES SOCIAIS

2.1. As inscrições deverão ser realizadas através do preenchimento do formulário de inscrição previsto no seguinte link:

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica SOCIEDADES SIMPLES E EMPRESARIAS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ATUAIS. Cácito Augusto Advogado


PREFEITURA MUNICIPAL DO NATAL

COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA DA ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA DO CEARÁ

DESOCUPAÇÃO DE IMÓVEIS ARREMATADOS EM LEILÃO

Transcrição:

BuscaLegis.ccj.ufsc.br Contratos em língua estrangeira Marcelo Camargo de Brito advogado em São Paulo (SP), atuante nas áreas cível e empresarial, pós-graduando em Direito Tributário pela UNAMA/LFG/IOB/UVB Sumário:1.Introdução; 2.Contratos em língua estrangeira celebrados no Brasil; 3.Contratos em língua estrangeira celebrados no exterior. Introdução Atualmente existem diversas empresas multinacionais estabelecidas no Brasil, as quais realizam diversos negócios interna e internacionalmente, por meio de contratos redigidos, na maioria das vezes, em inglês. Seja pelo estabelecimento de regras práticas ou procedimentos internos, a adoção de uma língua estrangeira para comunicação dentro da empresa não está proibida, senão na edição de contratos internos ou internacionais, quando aplicável a lei Brasileira. Tais contratos redigidos em língua estrangeira, celebrados dentro do território nacional brasileiro, encontram alguns obstáculos, frequentemente não observados pelos empresários e dirigentes de tais entidades. O presente trabalho tem como finalidade orientá-los quanto os aspectos formais dos contratos celebrados no Brasil ou celebrados fora do Brasil, mas com aplicação da lei brasileira (contratos internacionais), quando redigidos em língua estrangeira, o que está vedado pelo Código Civil Brasileiro, o qual retira a validade jurídica dos mesmos no Brasil, conforme será analisado adiante. Contratos em língua estrangeira celebrados no Brasil Os contratos em língua estrangeira celebrados no Brasil para cumprimento e execução dentro do território brasileiro, devem ser

traduzidos ou possuir cópia integral anexa, com o mesmo conteúdo, assinada pelas mesmas partes e testemunhas, traduzida para a língua portuguesa, para que o mesmo tenha validade jurídica perante a legislação brasileira. Essa tradução deve ser muito bem produzida, para que esteja fielmente retratando as cláusulas previstas no contrato editado em língua estrangeira, feita por tradutor juramentado. Trata-se de uma formalidade, muitas vezes, não observada pelos empresários e dirigentes das empresas os quais normalmente editam contratos em língua estrangeira sem maiores preocupações. Isso se deve em razão das regras de Direito Internacional Privado, as quais resolvem conflitos de leis no espaço, disciplinando os fatos conectivos para aplicação das leis, através do art. 9º da Lei de Introdução ao Código Civil (Decreto-Lei n. 4.657/42), onde consta que aos contratos celebrados no Brasil, aplicam-se as leis brasileiras, seguindo o conectivo da lei do local da celebração do contrato (lex loci contratus): "Art. 9 o Para qualificar e reger as obrigações, aplicarse-á a lei do país em que se constituirem. (...)" Ainda, pelo art. 435 do Código Civil, "reputar-se-á celebrado o contrato no lugar em que foi proposto", de modo a se extrair desses dispositivos legais que para todos os contratos nacionais, ou seja, todos aqueles contratos celebrados no Brasil, com previsão de execução ou cumprimento dentro do território brasileiro, não importando o tipo de obrigação acordada, devem ser aplicadas as leis brasileiras quanto a sua forma e substância. Portanto, aplicam-se as leis brasileiras aos contratos celebrados no Brasil, que tiverem previsão de cumprimento dentro do território nacional, e as normas brasileiras, ora em comento, as quais regulam a linguagem dos contratos, isto é, a sua forma, estão previstas no art. 224 do Código Civil e art. 148 da Lei 6.015/73 (Lei de Registros Públicos), respectivamente: "Art. 224. Os documentos redigidos em língua estrangeira serão traduzidos para o português para ter efeitos legais no País." (CC) (grifo nosso) "Art. 148. Os títulos, documentos e papéis escritos em língua estrangeira, uma vez adotados os caracteres comuns, poderão ser registrados no original, para o efeito da sua conservação ou perpetuidade. Para produzirem efeitos legais no País e para valerem contra terceiros, deverão, entretanto, ser vertidos em vernáculo e registrada a tradução, o que, também, se observará em relação às procurações lavradas em língua estrangeira.

Parágrafo único. Para o registro resumido, os títulos, documentos ou papéis em língua estrangeira, deverão ser sempre traduzidos." (LRP) (grifo nosso) Assim, pode-se concluir que, conforme anteriormente assinalado, os contratos em língua estrangeira celebrados no Brasil para cumprimento e execução dentro do território brasileiro, devem inexoravelmente ser traduzidos para o português ou possuir cópia integral anexa, com o mesmo conteúdo, assinada pelas mesmas partes e testemunhas, traduzida para a língua portuguesa, para que o mesmo tenha validade jurídica perante a legislação brasileira. E mesmo que o contrato seja convertido para a língua nacional, podem surgir problemas, pois se não houver a correta tradução para o português e se esta não reproduzir fielmente as regras previstas no contrato estrangeiro, o pacto não será o mesmo, podendo ser interpretado de forma diversa da versão em língua estrangeira originalmente celebrada. Mas a mera tradução não é suficiente. Para que tenha validade como prova perante a justiça brasileira, tal trabalho deve ser feito por tradutor juramentado com reconhecimento oficial de sua habilitação, nos termos do art. 157 do Código de Processo Civil: "Art. 157. Só poderá ser junto aos autos documento redigido em língua estrangeira, quando acompanhado de versão em vernáculo, firmada por tradutor juramentado." Se a tradução não for feita por tradutor juramentado, o documento não terá a fé pública necessária para servir de prova em eventual processo judicial. Lembrando sempre que esse tradutor não é nomeado pelo juiz durante o processo, mas sim um profissional legalmente habilitado contratado pela parte interessada para realizar a tradução, anteriormente a celebração do contrato, portanto, antes de qualquer problema judicial. Caso não seja feita a tradução nestes termos, tal documento sequer é admitido em eventual processo, podendo até mesmo o juiz deferir ordem de desentranhamento dos autos (retirada do documento do processo e inutilização do mesmo) Dessa forma, uma vez editado o contrato em língua estrangeira, devem as partes contratar um tradutor juramentado para fazer uma cópia integral anexa, com o mesmo conteúdo, assinada pelas mesmas partes e testemunhas, traduzida para a língua portuguesa, para que o referido contrato possa ter validade jurídica no Brasil, para que possa ser registrado perante o Cartório de Títulos e Documentos e para que possa servir como prova judicial em eventual processo proposto perante o Poder Judiciário brasileiro. Caso seja feita a tradução por tradutor juramentado, nestes moldes apontados, e havendo eventual processo judicial proposto perante a Justiça brasileira, com a conseqüente admissão dos documentos como prova, o juiz

somente irá deferir prova pericial para atestar a autenticidade do texto traduzido se houver fundada dúvida ou divergência quanto ao entendimento de trechos da tradução ou fundada dúvida quanto a habilitação do profissional, momento em que o juiz poderá nomear um interprete, auxiliar da Justiça, conforme o art. 151, I do Código de Processo Civil, para analisar os documentos. Enfim, caso as partes contratantes deixem de observar esta formalidade, o contrato editado em língua estrangeira não terá validade jurídica aqui no Brasil, não poderá ser registrado no Cartório de Títulos e Documentos, para validade perante terceiros e sequer poderá ser juntado, como prova, em eventual processo judicial perante a Justiça brasileira. Contratos em língua estrangeira celebrados no exterior Os contratos em língua estrangeira celebrados no exterior para cumprimento e execução dentro do território brasileiro, seguem as mesmas regras, ou seja, devem ser traduzidos ou possuir cópia integral anexa, com o mesmo conteúdo, assinada pelas partes e testemunhas, traduzida para a língua portuguesa, para que o mesmo tenha validade jurídica perante a legislação brasileira, permitindo o registro no Cartório de Títulos e Documentos e a utilização como prova judicial. Essa tradução deve ser muito bem produzida, para que esteja fielmente retratando as cláusulas previstas no contrato editado em língua estrangeira, feita por tradutor juramentado no momento da celebração do contrato. Isso se deve em razão das regras de Direito Internacional Privado, as quais resolvem conflitos de leis no espaço, disciplinando os fatos conectivos para aplicação das leis, através do art. 9º, 1º da Lei de Introdução ao Código Civil (Decreto-Lei n. 4.657/42), onde consta que aos contratos celebrados no exterior, com execução ou cumprimento no Brasil, aplicam-se as leis brasileiras, seguindo o conectivo da lei do local da execução ou cumprimento do contrato: "Art. 9 o Para qualificar e reger as obrigações, aplicarse-á a lei do país em que se constituírem. 1 o Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato. (...)" Utilizando o mesmo raciocínio do item anterior, aplicam-se, igualmente os art.s 224 do CC, 148 da LRP e 157 do CPC.

BRITO, Marcelo Camargo de. Contratos em língua estrangeira Disponível em <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=8573>. Acesso em: 28/06/06.