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Transcrição:

O que é: A deficiência visual compreende uma situação de perda ou diminuição da visão, após tratamento clínico e ou cirúrgico e uso de lentes convencionais. A pessoa com deficiência visual tem restringida a sua orientação e mobilidade, a sua capacidade de realizar algumas tarefas do cotidiano (atividades de vida diária), dificuldades escolares de leitura e escrita entre outras. A deficiência visual compreende a cegueira e a baixa visão.

Classificação: Cego Indivíduo que apresenta ausência total da visão até a perda de projeção de luz. O processo de aprendizagem se dará através da integração dos sentidos: tátil, cinestésico, auditivo, olfativo, gustativo, utilizando o Sistema Braille como meio principal de leitura e escrita. (BRUNO, 1997).

Classificação: Baixa-visão O indivíduo com baixa visão é aquele que apresenta diminuição de seu funcionamento visual mesmo após tratamento e/ou correção óptica comum, acuidade visual menor do que 20/70 até percepção de luz, ou um campo visual menor do que 10 graus do seu ponto de fixação (no melhor olho); porém, usa ou é potencialmente capaz de usar, a visão para o planejamento e/ou execução de uma tarefa (OMS, 1992).

Como se relacionar com o Deficiente Visual:

Nos imprevistos, seja discreto Às vezes, a pessoa cega não percebe manchas, rasgos ou qualquer desalinho em suas roupas ou sapatos. Não se constranja em adverti-la quanto a qualquer incorreção em seu vestuário. Não permita que esses incidentes provoquem comentários sobre sua pessoa. Fique certo de que ela agradecerá seu gesto.

Ofereça ajuda Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.

CEGUEIRA NÃO É O FIM DO MUNDO Procure não encarar a cegueira como desgraça, nem pensar que a pessoa cega seja inútil e incapaz. Saiba que a educação especial e a reabilitação, possibilitam a superação de muitas de suas dificuldades. Não sinta pena dela. Ela não necessita de piedade, mas, sim, de oportunidades.

Excentricidade ou necessidade? Se você encontrar pessoas usando uns óculos esquisitos, parecendo um binóculo de um lado só, não fique espantado, pensando que é uma criatura estranha. Acontece.

TINTIM POR TINTIM Em ambientes desconhecidos ou em situações novas e inusitadas, ofereça ao deficiente visual, o maior número possível de informações, para que ele se localiza e se oriente, sabendo exatamente o que está acontecendo. Não permita que ele passe momentos de tensão e desconforto, se você pode evitar isso.

Dê uma mãozinha Se você encontrar pessoas cega tentando fazer compras sozinha, ofereça-se para ajudá-la. Para ela é muito difícil saber a exata localização dos produtos, assim como escolher marcas e preços. Certamente ela agradecerá sua atenção e boa vontade.

Antes só que mal acompanhado Não siga o deficiente visual, pretendendo evitar-lhe algum problema. O cego, quando anda sozinho, está alerta, com todos os outros sentidos muito aguçados. Ele vai perceber sua presença constante que terminará por irritá-lo, deixandoo muito nervoso. Aí sim, ele pode desorientar-se.

PARA QUE COMPLICAR, SE PODE SIMPLIFICAR? Não pegue a pessoa cega, pelos braços, girando-a e empurrando-a para ajudá-la a sentar-se. Basta que você coloque sua mão no encosto da cadeira. Ela saberá, então, em que posição ela está, e se sentará sem problema. Mas não se esqueça: pergunte antes se ela deseja sentarse!

Não o desoriente Quando você se oferecer de guia para um deficiente visual, não o confunda cruzando uma rua em diagonal. Isto faz com que ele possa perder a orientação. Efetue um cruzamento em L; é mais seguro para qualquer pessoa, inclusive para você.

Os cegos não são seres puros Nem pense também que os deficientes visuais sejam criaturas diferentes, puras, desprovidas de qualquer interesse mundano, que só se ocupam das coisas do espírito. Fique certo de que eles se interessam também por tudo o que interessa a você, com a mesma intensidade, só que usufruem das coisas de um modo particular.

O famoso sexto sentido IGUALDADE Não pense que os cegos têm um sexto sentido ou que a natureza os compensou pela falta da visão. O que há de tão surpreendente nos cegos, é o simples desenvolvimento de recursos latentes em todos nós. Você, com o mesmo treinamento será tão extraordinário quanto eles!

NÃO EXISTEM PALAVRAS "TABU" Algumas pessoas, não se atrevem a pronunciar palavras como "ver", "olhar", "cego" ou "cegueira". Você não precisa modificar sua linguagem para evitar dizer estas palavras e substitui-las por: "ouvir", "problema", etc. Para a pessoa cega, a palavra "ver" significa perceber, tocar, tatear, apalpar, sentir. Conversando com quem não vê, use a palavra"cego", sem problemas. Não diga: "Meu avô, também tinha isso", mas sim, "meu avô, também era cego".

Dedos que valem ouro Quando você estiver acompanhando uma pessoa cega e for entrar ou sair de um automóvel, ou outro lugar com portas, preste muita atenção ao fechar a porta. Só o faça quando tiver certeza absoluta de que não vai lhe prender os dedos: eles são muito preciosos!

Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você Não chame nem se refira às pessoas cegas salientando sua deficiência física. Chamar um deficiente visual de cego ou ceguinho é de extrema indelicadeza e, ainda que a pessoa não o demonstre, sentir-se-á magoada. Ninguém gosta de ser rotulado e classificado. Você gostaria de ser chamado por seu defeito mais aparente?

Músicos extraordinários Não pense que todos os deficientes visuais têm dons artísticos e um incrível pendor musical. A proporção de músicos cegos é a mesma que a de músicos entre os videntes. Muitos cegos são tão musicais quanto eu ou você: apenas sabem tocar bem uma campainha!

Adivinhe quem sou eu Não faça com que o deficiente visual tenha que adivinhar com quem está falando. Ainda que você ache que ele tem uma excelente memória auditiva, nem sempre ele se lembrará de todas as vozes. Não permita que ele passe por esta situação embaraçosa: identifique-se sempre. Não deixe de apertar a mão de uma pessoa cega ao encontrá-la ou ao despedir-se dela: o aperto de mão substituirá seu sorriso cordial.

Nem todos são vendedores de vassouras É errôneo e preconceituoso supor que os cegos se dediquem somente a algumas profissões estereotipadas. Atualmente os deficientes visuais ocupam cargos de chefia nos mais diversos setores, exercendo profissões as mais variadas, que exigem formação e treinamento iguais aos exigidos às demais pessoas.

Do prato a boca, nem sempre se perde a sopa Não pense que a pessoa cega seja tão dependente a ponto de precisar que você lhe dê de comer, ou que tenha que ser orientada para encontrar a comida no prato. Ela pode falhar algumas vezes, mas se arranjará sozinha. Fique certo de que ela lhe agradecerá se você descrever os alimentos servidos ou fizer o prato para ela.

Os cegos não são surdos Se a pessoa cega estiver acompanhada, não se dirija ao seu companheiro quando quiser falar com ela. Dirija-se diretamente a ela, identifique-se e faça um contato físico: toque ligeiramente seu braço ou seu ombro, para que ela saiba que é com ela que estão falando. O fato de ela não retribuir seu olhar, não significa que ela não possa manter uma conversação normal.

O cego não é um nômade Se você encontrar um deficiente visual parado na calçada, não o puxe nem empurre, forçando-o a atravessar a rua. Pergunte-lhe, antes, se deseja fazê-lo. Não é porque ele é cego que tenha obrigatoriamente, que viver cruzando ruas. Afinal, todo o mundo tem o direito de ficar fazendo hora.

Não fale com as mãos Não gesticule, indicando direções com o dedo: ali, lá, etc. Estas orientações não têm nenhuma utilidade para os cegos. Diga, por exemplo: sua mala está à sua frente, ao alcance da mão, ou a entrada do banheiro está a mais ou menos 15 m, à sua direita. Preste atenção ao indicar direções: tome como referência a posição deles e não a sua!

O cego não é deficiente físico Avise sempre ao deficiente visual quando for subir ou descer a escadas. Não é preciso que você conte o número de degraus para ele. Ofereça-lhe o corrimão, colocando sua mão sobre o mesmo ou apenas indicando verbalmente: O corrimão está à sua esquerda. Avise-o, também, quando terminar a escada.

Não permita que ele corra riscos Quando você avistar um cego querendo atravessar a rua, não grite para ele avisando que pode fazê-lo. Ele pode não saber que é com ele que estão falando, pode ter medo de atravessar sozinho e, o que é o pior, pode correr sérios riscos de ser atropelado por outro motorista desavisado. Ajude-o a atravessar com segurança, oferecendo-lhe seu braço.

Não o deixe falando sozinho Todas as vezes em que você estiver conversando com um deficiente visual, avise-o quando tiver que ausentar-se. Ele pode não perceber sua saída, pelo excesso de ruído no ambiente ou por distração, e ver-se na ridícula situação de ficar falando sozinho. Avise-o, também quando retornar. Apresente-lhe e identifique sempre as pessoas que estejam participando de seu grupo. Assim agindo, você estará facilitando sua integração.

O desastrado pode ser você Quando lhe oferecer uma bebida, mencione todas que há para escolher, para que ele possa optar. Entregue o copo diretamente em sua mão ou coloque-o em um lugar onde ele possa pegá-lo sem problemas. Nunca lhe ofereça uma bandeja cheia de copos; provavelmente ao retirar o seu, derrube algum outro. Haja do mesmo modo ao oferecer-lhe doces, sanduíches, etc.