Tomateiro (Solanum lycopersicum) Centro de origem: América do Sul (Norte do Chile ao Sul da Colômbia e a costa do Pacífico, incluindo as ilhas Galápagos até a Cordilheira dos Andes Centro de domesticação: México
Valor nutricional Licopeno (C40H56) Doa elétrons para os radicais livres Protetor sobre a carcinogênese Produto Licopeno ug/100g Purê de tomate 7400-19400 Pasta de tomate 15800-17000 Catchup 10300 Fruto de tomate 3100
Tomate Tipos varietais de tomate em cultivo Tomate para processamento industrial Tomate para consumo in natura
Tomate Plantas de crescimento indeterminado (tomate de mesa): haste termina com uma gema vegetativa Plantas de crescimento determinado (tomate industrial e de mesa): a haste termina com uma gema reprodutiva
Tomate para processamento industrial Melo, P. C. Principais características das cultivares: Porte determinado Maturação concentrada Capacidade de armazenamento dos frutos na planta.
Tomate estaqueado
Produção Mundial 159,02 milhões de t Área: 4,73 milhões de ha Tomate industrial: 23,6%
Principais países produtores País % Produção China USA Turquia Índia Itália Egito Irã Brasil 2,8% Espanha México
Consumo País Turquia 90,5 Grécia 88,0 Itália 60,5 Espanha 58,9 Portugal 57,9 Israel 49,7 EUA 44,3 Brasil 20,2 Disponibilidade (kg/habitante/ano) FAO, 2012
Principais regiões produtoras
Regiões produtoras de tomate Região Participação (%) Sudeste 37,7 Centro-Oeste 33,8 Sul 14,5 Nordeste 13,8 Norte 0,2
Produção nacional Estado Produção(mil t) % da Produção total Área colhida (ha) Goiás 1449,96 32,8 18679 77,1 São Paulo 864,53 19,5 12057 71,7 Minas Gerais 476,11 10,8 7362 64,67 Paraná 347,53 7,8 5715 60,81 Bahia 339,53 7,7 7964 42,63 Rio de Janeiro 195,53 4,4 2580 75,79 Santa Catarina 187,90 4,2 2863 65,63 Espirito Santo 133,99 3,1 1908 64,67 Pernambuco 115,12 2,6 2637 43,66 Ceará 114,58 2,5 2239 51,17 Rio Grande do Sul 105,18 2,4 2353 44,70 Outros 95,30 2,2 2,954 32,26 Brasil 4425274 100 69311 63,85 IBGE, 2011. Produt. (t ha -1 )
Tomate rasteiro 1,59 milhões de t (36%) Tomate de mesa 2,84 milhões de t (64%) Conselho Mundial da Indústria do Tomate (2011) Valor bruto da produção: R$ 6,57 bilhões (12 posição entre os 20 principais produtos do agronegócio)
Evolução da produtividade nacional Ano Produtividade(t/ha) 1980 33,9 1990 42,0 2000 58,3 2011 63,85
TOMATE-consumo Região Sul 6,1 Centro-Oeste 6,0 Norte 3,7 Consumo médio 4,9 Consumo (kg/habitante/ano)
Principais regiões produtoras Verão: colheita novembro a abril Itapeva SP Venda Nova do imigrante ES Nova Friburgo RJ Chapada Diamantina BA Caçador -SC
Principais regiões produtoras Inverno: colheita abril a novembro Sumaré SP Mogi Guaçú -SP Araguari MG São José de Ubá RJ Paty de Alferes -RJ
Custo de produção 1 hectare de tomate: R$ 56.000,00 1 hectare de soja: RS 2000,00 Ou seja se produz 28 ha de soja para 1 ha de tomate
Principais problemas do setor Desorganização do segmento (ausência de associações representativas da classe de produtores de tomate) Alta inadimplência Mão-de-obra não qualificada Flutuação de preços
Mudanças no setor Presença de classificadores eletrônicos Maior valor agregado do produto: Diversificação de cultivares Redução da presença dos intermediários Rastreabilidade do produto
Classificação proposta pelo CEAGESP e colaboradores: não reflete a realidade atual do sistema de comercialização no Brasil
Rótulo
GRUPO Relação entre o comprimento e o diâmetro equatorial Cereja: diâmetro equatorial menor que 39 mm
Coloração Subgrupo
Apresentação
Classe
Categoria
Defeitos graves
Defeitos leves
Manchas
Tomate Sistemas de condução Rasteiro (desvio de matéria-prima industrial para mercado) Tutorado Semi-estaqueado
Tomate de mesa
Tomate Solanum lycopersicum
Grupos Tipo Santa Cruz
Tipo salada
Tipo italiano
TipoSaladete
Tipo cereja
Cultivo de tomate de mesa 1. ESCOLHA DO GRUPO E DA VARIEDADE -Mercado - Condição climática - Características genéticas da variedade
2. Aquisição da muda Muda estiolada
3. Preparo do solo Aplicação de calcário para elevar a saturação por bases a 80% Aração Gradagem Sulcagem
4. Sistemas de irrigação
Irrigação por sulco
Irrigação por gotejamento
Irrigação localizada N
Irrigação localizada Maior eficiência no uso da água Adaptação a diferentes tipos de solos e topografia Economia de mão-de-obra Aumento da frequência de irrigação (pode ser diária ou até fracionada durante o dia) Acúmulo de sais na superfície
Salinização Acúmulo de sais
Desvantagens Entupimento Distribuição do sistema radicular na zona do bulbo molhado Necessidade de água de boa qualidade
Monitoramento da irrigação
Curva de retenção de água no solo
ETc = Kc.ET0 Evapotranspiração da cultura ETc = evapotranspiração da cultura (mm/dia) Kc = coeficiente da cultura ET0 = evapotranspiração de referência (mm/dia)
Estação meteorológica -ETo
5. TRANSPLANTE DAS MUDAS E INÍCIO CONDUÇÃO DAS PLANTAS
6. SISTEMAS DE CONDUÇÃO EM CAMPO
Sistema V invertido
V invertido
SISTEMA VERTICAL COM UMA LINHA DE CULTIVO
Sistema V invertido x vertical V invertido Vertical Uso de estacas de bambu Menor espaço interno Dificuldade na aplicação de defensivos e fertilizantes Fitilho Maior espaço interno Permite maior uniformidade nas aplicações de defensivos e fertilizantes
Sistema adensado
7. Tratos culturais
Desbrota
Condução com duas hastes
Condução com uma haste
Raleio de frutos
Capação: corte da gema apical Capação
Doenças do tomateiro - Doenças abióticas - Doenças bióticas
FISIOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO TEMPERATURA Fases do desenvolvimento Temperatura ótima (ºC) Germinação da semente 26 a 32 Emergência 16 a 20 Crescimento das mudas 25 a 26 Desenvolvimento vegetativo 20 a 30 Formação do pólen 20 a 26 Crescimento do tubo polínico 22 a 27 Fixação do fruto 18 a 20 Amadurecimento do fruto 24 a 28 Goto & Tivelli (1998)
Fisiologia do tomateiro
Distúrbios fisiológicos Coloração não uniforme
Rachaduras
Podridão apical
Alta intensidade luminosa Queimadura pelo sol
Patógenosqueafetamo Sistema radicular
Fungos do solo Fusarium oxysporum fsp. lycopersici clamidósporos Embrapa, 2006
Verticillium dahliae microescleródios Embrapa, 2006
Sclerotiniasclerotiorum escleródios Embrapa, 2006
Sclerotiumrolfsii escleródios Embrapa, 2006
Requeima (Phytophthora infestans)
Nematóides Meloidogyne spp. (galhas) - Pratylenchus spp. (lesões
Bactérias
MURCHA BACTERIANA Ralstonia solanacearum
Erwinia carotovora CANELA PRETA OU TALO ÔCO
Patógenosfoliares
Causadosporfungos
PINTA PRETA Alternaria solani
Septoriose(Septorialycopersici)
Mancha-de-estenfílio(Stemphylliumspp.)
DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS
Xanthomonas vesicatoria MANCHA BACTERIANA
PINTA BACTERIANA Pseudomonas syringae pv. tomato
MANCHA BACTERIANA PINTA BACTERIANA MANCHA BACTERIANA
Cancro-bacteriano(Clavibactermichiganensis subsp. michiganensis
Doenças causadas por vírus
BEMISIA TABACI MOSAICO DOURADO
VIRA-CABEÇA (Tospovirus)
PLANTAS HOSPEDEIRAS DO VIRUS DO VIRA-CABEÇA PLANTAS CULTIVADAS ABACAXI, ABÓBORA, ALFACE, ALMEIRÃO, AMENDOIM, BATATA, BERINJELA, CAFÉ, CAUPI, CEBOLA, CHUCHU, ERVILHA, FEIJÃO, GRÃO DE BICO, LENTILHA,MAMÃO, MELANCIA, CRISÂNTEMO, DÁLIA, GLADÍOLO, GLOXINIA, IMPATIENS, ZINIA PLANTAS DANINHAS CARURU ROXO, CARURÚ DE ESPINHO, CARURÚ DE MANCHA, ANÇARINHA BRANCA, ERVA-DE-SANTA MARIA, PICÃO PRETO, FALSA SERRALHA, PICÃO BRANCO, SERRALHA, ORELHA DE URSO, BELDROEGA, JOÁ DE CAPOTE, MARIA PRETINHA;
Medidaspreventivasde controle Sementes, água, substrato Cultivares resistentes Eliminação de restos culturais Cuidados nos tratos culturais- evitar ferimentos Evitar encharcamento Eliminação de plantas daninhas Uso de armadilhas adesivas
Controlequímico Patógenos fúngicos foliares- efetivo em determinadas condições Patógenos de solo e vírus não efetivo Controle Biológico: Trichoderma Bactérias(Bacillus) - Indução de Resistência: Silício, Fosfito
PRAGAS Ácaro do bronzeamento ou micro-ácaro Aculops lycopersici
Pulgões- Myzus persicae mosaico Y, topo-amarelo e amarelo baixeiro
Tripes
Mosca branca Bemisia tabaci
Broca pequena do fruto Neoleucinodes elegantalis
Traça do tomateiro Tuta absoluta
Mosca minadora
COLHEITA, CLASSIFICAÇÃO, EMBALAGEM E TRANSPORTE DE TOMATE PARA MESA Colheita: define a vida pós-colheita e o processo de maturação dos frutos.
Conceito de qualidade Produtores Distribuidores Consumid or
EMBALAGEM FUNÇOES DAS EMBALAGENS: Manter a qualidade durante a cadeia de distribuição Permitir uma boa refrigeração Atuar como um divulgador de sua marca e qualidade Agregar valor a seu produto Formar uma unidade de carga medidas paletizáveis
CASA DE EMBALAGEM
DIMENSIONAMENTO DAS EMBALAGENS Embalagens paletizáveis
PORTARIA N 127 DE 04 DE OUTUBRO DE 1991. INSTRUÇÃO NORMATIVA N 009, DE 12 DE NOVEMBRO DE 2002. A REGULAMENTAÇÃO ESTABELECE: As dimensões externas devem permitir empilhamento, preferencialmente em paletes com medidas de 1,00 x 1,20m; Descartável ou retornável (limpa a cada uso); Rotulada: peso líquido, responsável e classificação; Informar condições de uso: peso máximo e empilhamento; Indentificação: Razão Social e CNPJ
Embalagens de madeira
CEAGESP, 2005
CEAGESP, 2005
CEAGESP, 2005
Embalagens plásticas