Comércio Internacional

Documentos relacionados
Comércio internacional: Determinantes. Reinaldo Gonçalves

FUNDAMENTOS TEÓRICOS DAS TROCAS INTERNACIONAIS

Comércio internacional. Reinaldo Gonçalves Prof. Titular IE-UFRJ

O Comércio Internacional e seus porquês

Modelo Heckscher-Ohlin. Teoremas. Reinaldo Gonçalves

O Comércio Internacional e seus porquês

UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais. Microeconomia I

Economia I; 2012/2013; 2º sem. Prova da Época Recurso 3 de Julho de Antes de iniciar a sua prova tenha em atenção os seguintes aspectos:

FACULDADE DE ECONOMIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO LICENCIATURA EM GESTÃO - DISCIPLINA DE MICROECONOMIA EXAME - 6 DE SETEMBRO- ANO LECTIVO 2003/2004

Produção Parte Produção com Dois Insumos Variáveis 4. Rendimentos de Escala

ECONOMIA. Macroeconomia. Economia Internacional Parte 02. Prof. Alex Mendes

Negócios Internacionais-Lozano

VANTAGEM ABSOLUTA VANTAGEM COMPARATIVA HECKSCHER-OHLIM Smith, Ricardo e HO...

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME

MICROECONOMIA Resolução

ECONOMIA I. PARTE I: Fundamentos de análise económica (1,0 V)

Profa. Alicia Ruiz Olalde

INSTITUTO SUPERIOR DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO DO PORTO MICROECONOMIA. EXAME ÉPOCA ESPECIAL 12 DE SETEMBRO DE 2008 Duração: 2 horas.

Microeconomia. Demanda Individual e Demanda de Mercado. Prof.: Antonio Carlos Assumpção

ISCTE- INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA MICROECONOMIA

Macroeconomia. Fundamentos 1. O Mercado e o Estado. Francisco Lima. 2º ano 1º semestre 2013/2014 Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial

INSTITUTO SUPERIOR DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO DO PORTO MICROECONOMIA. EXAME ÉPOCA DE RECURSO 28 DE JULHO DE 2008 Duração: 2 horas.

Microeconomia I 2004/05

AULA 2 TEORIA CLÁSSICA DO COMÉRCIO INTERNACIONAL. Mercantilismo, Teoria das Vantagens Absolutas Sílvia Helena G. de Miranda. LES 596 Agosto/2015

MACROECONOMIA Teste Intermédio

GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS. Prof. Walfredo Ferreira

Economia I; 2006/2007 Prova da Época Especial 06 de Setembro de Resolução Prova de 6 Setembro de 2007

Universidade Portucalense Infante D. Henrique

Microeconomics I. Licenciaturas em Administração e Gestão de Empresas e em Economia

UNIVERSIDADE DOS AÇORES DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E GESTÃO Economia Internacional I

Produção: decisões de curto e de longo prazo

Macroeconomia. Fundamentos 1. O Mercado e o Estado. Francisco Lima. 2º ano 1º semestre 2012/2013 Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial

1E207 - MACROECONOMIA II

INFORMAÇÃO-PROVA PROVA DE AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS E CAPACIDADES Componente Específica Economia. Código da Prova /2015

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 1º SEMESTRE 2014

Modelo Clássico de Determinação da Renda. Prof.: Antonio Carlos Assumpção

UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR

PROGRAD / COSEAC Ciências Econômicas Niterói - Gabarito

EXAME MODELO 11 DE JUNHO DE 2008 Duração: 2 horas. Grupo I [10 valores]

Parte III: Construindo a Curva de Oferta. Marta Lemme - IE/UFRJ

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 2º SEMESTRE 2011

1E207 - MACROECONOMIA II

COMÉRCIO E INVESTIMENTO INTERNACIONAIS PROF. MARTA LEMME 2º SEMESTRE 2011

Exame Setembro 2004 Produção e Custos

MICROECONOMIA /ECONOMIA

TEORIA MICROECONÔMICA I N

Microeconomia I Licenciatura em Economia, Finanças e MAEG

Profa. Sílvia Helena G. de Miranda. Agosto/2015

UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais. Microeconomia

4. OS ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DA OFERTA E DA PROCURA

A renda nacional: produção, distribuição e alocação

ECONOMIA. Macroeconomia. Escola Clássica Parte 01. Prof. Alex Mendes

Antes de iniciar a sua prova, tenha em atenção os seguintes aspectos:

Índice ECONOMIA E NEGÓCIOS PARTE I. Índice de caixas, figuras e tabelas 13. Prefácio para os estudantes 19. Prefácio para os professores 21

Introdução à Microeconomia

MICROECONOMIA

Universidade Portucalense Infante D. Henrique

Parte II Teoria da Firma

Exame da Época Normal Soluções Parte A (8 valores)

NOME: NÚMERO: GRUPO I (8 valores)

Economia I; 2013/2014; 2º sem. Prova da Época Recurso 25 de Junho de Antes de iniciar a sua prova tenha em atenção os seguintes aspectos:

Microeconomia I Exame Final, 2006/07

NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

Introdução à Microeconomia

Economia. Interdependência e ganhos comerciais. Introdução à. N. Gregory Mankiw. Tradução da 6a. edição norte-americana

Economia dos Recursos Naturais. Agentes e Circuito Económico

Oferta (Cap. 8) 2º SEMESTRE 2011

UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais. Microeconomia

UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA. Microeconomia

MACROECONOMIA I - 1E201 Licenciatura em Economia 2010/2011. Normas e indicações: 1E201, Exame 1ª Época, Versão 4 11 Janeiro 2011

MACROECONOMIA I - 1E201 Licenciatura em Economia 2010/2011. Normas e indicações: 1E201, Exame 1ª Época, Versão 2 11 Janeiro 2011

Economia I; 2013/2014; 2º sem. Prova da Época Recurso 25 de Junho de Antes de iniciar a sua prova tenha em atenção os seguintes aspectos:

TEORIA DO CONSUMIDOR BIBLIOGRAFIA. Samuelson e Nordhaus (2005), Economia., Procura e Comportamento do Consumidor; Capítulo 5 e apêndice.

Gabarito da Lista 3 de exercícios - Microeconomia 2 Professora: Joisa Dutra Monitor: Rafaela Nogueira

FICHA DE REVISÕES Micro 1

FUNDAMENTOS DE MICROECONOMIA: DEMANDA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADO

MACROECONOMIA I - 1E201 Licenciatura em Economia 2010/2011. Normas e indicações: 1E201, 2º Teste, Versão 1 11 Janeiro º Teste - 11 Janeiro 2011

MACROECONOMIA I - 1E201 Licenciatura em Economia 2010/2011. Normas e indicações: 1E201, 2º Teste, Versão 2 11 Janeiro º Teste - 11 Janeiro 2011

4.1. As curvas da procura e oferta são dadas por respetivamente D(p) = p e S(p) = p.

Teoria do Consumidor: Equilíbrio do Consumidor

UFAM/FES/DEA = $1, P L

1E207 - MACROECONOMIA II

Transcrição:

Comissão de 2º Ano 09/10 Comércio Internacional 3º Teste Curso: Economia Esta sebenta é um complemento ao estudo, não constituindo manual da disciplina. A Comissão de ano não se responsabiliza por qualquer falha que possa ser detectada no seu interior. www.fep-comissao.pt.vu

Teorias explicativas das trocas Comércio Internacional 3º teste Clássicas: - Adam Smith - David Ricardo Neoclássicas: - Abordagem pela via da oferta: Modelo de Heckscher-Ohlin - Abordagem pela via da procura: Modelo de Stuart Mill Provas empíricas Novas teorias - Abordagens neotecnológicas (no seguimento clássico): Desvio tecnológico de Posner; Teoria do ciclo de vida do produto - Abordagens neofactoriais (na linha dos neoclássicos) - Outras: Procura de Linder; Modelo de concorrência monopolística de Krugman Mercantilismo Riqueza = f(ouro, prata) + + Mas, o ouro e a prata eram relativamente estáveis. O comércio internacional era visto como a fonte do ouro. Assim: Exportar BBS >0 Não importar Comércio internacional era Jogo de Soma Nula Política Comercial Proteccionista Razões práticas Revolução Industrial aumento da produção inglesa escoamento Razões teóricas M.V = P.Y Se um país só exporta, BBS>0 M P Perda de competitividade BBS<0 Adam Smith Teoria das vantagens absolutas: Um país não deve produzir todos os bens. Deve concentrar recursos na produção do(s) bem(s) que produza de modo absolutamente mais eficiente/produtivo/barato, e importar o(s) outro(s) bem(s).

Pressupostos: Dois países, A e B; Dois bens, X e Y; Um factor, L. Não há custos de transporte nem outros impedimentos à troca Concorrência perfeita em todos os mercados pleno emprego Dotações factoriais fixas Os custos de produção são constantes mas diferentes (porque os países têm diferente tecnologia) Matriz de custos unitários (nº horas de L necessárias para produzir o bem) A 1 2 B 2 1 A X B Y A e B ganham com a troca. Matriz de produtividade A 1/1 = 1 1/2 = 0,5 B 1/2 = 0,5 1/1 =1 A e B precisam de 1X e 1Y para consumo doméstico. Autarcia Total A 1 2 3 B 2 1 3 Matriz de custos unitários Livre troca Total A 1+1 = 2-2 B - 2 2 Matriz de custos unitários Exemplo: A 1 2 B 5 1 A X B Y Matriz de custos unitários A e B precisam de 1X e 1Y. Autarcia Total A 1 2 3 B 5 1 6 Matriz de custos unitários - 1h -4h Livre troca Total A 1+1 = 2-2 B - 1+1 =2 2 Matriz de custos unitários Considerando, agora, o seguinte caso:

A 1 2 B 2 3 A teoria das vantagens absolutas não responde a casos como este. Matriz de custos unitários Para responder a esta questão: Teoria das vantagens comparativas de David Ricardo: Cada país deve concentrar recursos na produção do bem que produz de modo relativamente mais eficiente/produtivo/barato, e importar o outro bem. Matriz de custos unitários (nº horas necessárias para produzir uma unidade do bem) Vinho Tecido Inglaterra 120 100 Portugal 80 90 Matriz de custos relativos Vinho Tecido Inglaterra 120/100 = 1,2 RTA I T/1V 100/120 = 0,8(3) RTA I V/1T Portugal 80/90 = 0,8(8) RTA P T/1V 90/80 = 1,125 RTA P V/1T Inglaterra Tecido Portugal Vinho Padrão de especialização esperado Só se concretizará se a troca for benéfica para ambos A razão de troca internacional, RTI, estiver compreendida entre as razões de troca em autarcia, RTA. Q T. C T = Q V. C V Q T /Q V = C V /C T = RT T/1V RTA P T/1V = Q P T/Q P V = C P V/C P T = 80/90 = 0,8(8) RTA I T/1V = Q I T/Q I V = C I V/C I T = 120/100 = 1,2 RTI T/1V Є [0,8(8) ; 1,2] Q V /Q T = C T /C V = RT V/1T RTA P V/1T = Q P V/Q P T = C P T/C P V = 90/80 = 1,125 RTA I V/1T = Q I V/Q I T = C I T/C I V = 100/120 = 0,8(3) RTI V/1T Є [0,8(3) ; 1,125] RTI T/1V RTA P T/1V = 0,8(8) (a) RTA I T/1V = 1,2 (b) (a) Em Portugal em autarcia troca-se 1 de vinho por 0,8(8) unidades de tecido. Por isso, os portugueses só estão disponíveis a especializar-se e vender vinho se por cada unidade vendida receberem mais que 0,8(8). (b) Em Inglaterra em autarcia troca-se 1 de vinho por 1,2 unidades de tecido. Por isso, os ingleses só estão disponíveis a comprar vinho a Portugal se por cada unidade pagarem menos que 1,2.

RTI V/1T RTA I V/1T = 0,8(3) (c) RTA P V/1T = 1,125 (d) (c) Em Inglaterra em autarcia troca-se 1 de tecido por 0,8(3) unidades de vinho. Por isso, os ingleses só estão disponíveis a vender tecido se por cada unidade receberem mais que 0,8(3). (d) Em Portugal em autarcia troca-se 1 de tecido por 1,125 unidades de vinho. Por isso, os portugueses só estão disponíveis a comprar tecido a Inglaterra se por cada unidade pagarem menos que 1,125. Nota: O país que mais ganha com a troca é o país cuja RTI mais se afasta da RTA. Exemplo: Portugal e Inglaterra precisam de 1 de vinho e 1 de tecido. RTI V/1T = RTI T/1V = 1 RTI Є [RTAs] ambos ganham com a troca RTI afasta-se mais da RTA I Inglaterra ganha mais Autarcia Vinho Tecido Total Inglaterra 120 100 220 Portugal 80 90 170 390 Comércio Internacional Vinho Tecido Total Inglaterra - 100+100 200-20h Portugal 80+80-160 -10h 360 Notas ❶ A 1 2 B 2 4 Matriz de custos unitários A 0,5 2 B 0,5 2 Matriz de custos relativos Trocas equivalentes ❷ A 1 2 B 2 1 Matriz de custos unitários A 0,5 2 B 2 0,5 Matriz de custos relativos A conclusão não é alterada (custos unitários ou custos relativos)

❸ É possível ler a Teoria Ricardiana à luz de custos de oportunidade. CO x = nº de unidades de Y que tenho que sacrificar para obter uma unidade de X Exercício Considerando preenchidas as condições de validade do modelo de Ricardo, suponha a existência de dois países, A e B, que produzem dois bens, X e Y, com as seguintes produtividades do factor trabalho. A 6 3 B 5 4 A dotação factorial corresponde a 200 unidades de trabalho em A e 100 unidades de trabalho em B. O consumo de X em A, antes e depois da troca, é de 480 unidades de bem e o consumo de Y em B é de 100 unidades de bem. 1) Determine o padrão de especialização. Padrão de especialização: A X; B Y. A conclusão é a mesma na matriz de produtividade, de custos unitários e de custos relativos. Matriz de custos unitários A 1/6 1/3 B 1/5 1/4 Matriz de custos relativos A 0,5 2 B 0,8 1,25 Matriz de produções máximas A 6*200 = 1200 3*200 = 600 B 5*100 = 500 4*100 = 400 Produção máxima = produtividade*dotação factorial Y 600 400 β 1 β 2 LLPP A = LLPC A Autarcia LLPP B = LLPC B Autarcia 500 1200 X Legenda: LLPP Linha limite das possibilidades de produção Conjunto das combinações eficientes de produção de dois bens, numa economia, dados os seus recursos produtivos (L) e a sua tecnologia. LLPC Linha limite das possibilidades de consumo - Conjunto das combinações eficientes de consumo de dois bens, numa economia. Linhas: Porque há apenas um factor produtivo; porque os custos unitários/produtividades são constantes.

α 2 α 1 tg α 1 = 600/1200 = 0,5 Custo relativo de X em A tg α 2 = 400/500 = 0,8 Custo relativo de X em B tg β 1 = 1200/600 = 2 Custo relativo de Y em A tg β 2 = 500/400 = 1,25 Custo relativo de Y em B 2) Determine o intervalo de valores possíveis para RTI. Q X C X = Q Y C Y RTA X/1Y = Q X /Q Y = C Y /C X A: ⅓/⅙ = 2 B: ⅟ 4 /⅕ = 1,25 RTA Y/1X = Q Y /Q X = C X /C Y A: 0,5 B: 0,8 RTI Y/1X Є [0,5 ; 0,8] RTI X/1Y Є [1,25 ; 2] 3) Analise o fluxo de comercio internacional entre os dois países decorrente da sua abertura à troca. Autarcia X Y Produz Consome Produz Consome A 480 480 360 360 B 375 375 100 100 Produção A X = 480 L A X = Produção A X / produtividade = 480/6 = 80 L A Y = 120 Produção A Y = 120*3 = 360 Produção B Y = 100 L B Y = Produção B Y / produtividade = 100/4 = 25 L A Y = 75 Produção B X = 75*5 = 375 Com livre-troca X Y Produz Consome Exporta Importa Produz Consome Exporta Importa A 1200 480 720 - - 300-300

B - 720-720 400 100 300-1200 1200 720 720 400 400 300 300 4) Verifique a possibilidade da RTI implícita nos fluxos comerciais analisados na alínea anterior. 720X 1X 300Y? Y? = 300/700 = 0,41(6) Є [0,5 ; 0,8] 720X 300Y?X 1Y? = 720/300 = 2,4 Є [1,25 ; 2] Um país está a ganhar muito e o outro a perder. A Autarcia Livre-troca Consumo X 480 480 0 Consumo Y 360 300-60Y B Autarcia Livre-troca Consumo X 375 720 +345X Consumo Y 100 100 0 5) Suponha que em autarcia se tinha: X Y Produz Consome Produz Consome A 750 750 225 225 B 250 250 200 200 Autarcia: L A X = 125; L B X =L B Y = 50 RTI X/1Y = 0,75 Consumo A X = 750 (também depois da troca, mantém-se) Determine os fluxos de comércio. X Y Produz Consome Exporta Importa Produz Consome Exporta Importa A 1200 750 450 - - 337,5-337,5 B - 450-450 400 62,5 337,5-1200 1200 450 450 400 400 337,5 337,5 450X?Y 1X 0,75Y

? = 337,5 A Autarcia Livre-troca Consumo X 750 750 0 Consumo Y 225 337,5 112,5Y B Autarcia Livre-troca Consumo X 250 450 +200X Consumo Y 200 62,5-137,5Y 150Y 12,5Y -137,5Y 200X?Y 1X 0,75Y? = 150Y Matriz de produções máximas A 1200 600 B 500 400 1200X?Y 900 País A 1X 0,75Y LLPC A CI 600? = 900 337,5 225 750 1200?X 400Y País B 1X 0,75Y LLPC B CI 400? = 533,3(3) 200 62,5 250 450 500 533,3(3) Modelo de Ricardo com moeda (Reexame do Modelo de Ricardo) Moeda = Preços monetários Análise o 1º passo: Determinar a vantagem comparativa de acordo com custos/produtividade. O intervalo para a RTI. [V.C. do 1º passo] o 2º passo: Introduz-se moeda ; o padrão de especialização determinado no passo anterior só se concretiza se a V.C. em termos de custos/produtividade se

Exemplo: 1º passo: A X; B Y 2º passo: p A X < p B x ; p A y > p B y Exercício: materializar em vantagem absoluta em termos de preço. [vantagem competitiva (em preço) no 2º passo] Considere-se a matriz de custos unitários que exprime uma determinada estrutura de vantagem comparativa: A 2 4 B 3 5 Quantidade de trabalho por unidade de output Informação adicional: w A e w B significam o salário monetário de A e B, respectivamente; e, taxa de câmbio do país B cotada ao incerto (nº unidades monetárias de B para unidades monetárias de A) 1º passo: Matriz de custos relativos A 0,5 2 B 0,6 1,6(6) A X B Y RTI Y/1X Є ]0,5 ; 0,6[ RTI X/1Y Є ]1,6(6) ; 2[ 2º passo: p A X < p B x C A X. w A. e < C B X. w B w A. e / w B < C B X/C A X p A Y > p B Y C A Y. w A. e > C B Y. w B w A. e / w B > C B Y/C A Y C B Y/C A Y < w A. e / w B < C B X/C A X 5/4 < w A. e / w B < 3/2 w A = 50a (a = unidades monetárias do país A) w B = 100b (b = unidades monetárias do país B) 5/4 < e. 50 / 100 < 3/2 500/200 < e < 300/100 2,5 < e < 3 (Tendo em conta: salários; custos/produtividade) Considerando: e = 2,8 Є ]2,5 ; 3[ P A X = 50*2 = 100 < p B X = 100*3/2,8 = 105 (Salário * custo X em A) p A Y = 50*4 = 200 > p B Y = 100*5/2,8 = 178,6 Em unidades monetárias de A

RTI Y/1X = p int x /p int Y = 100/178,6 0,56Є ]0,5 ; 0,6[ o Efeitos decorrentes da Δe: - Se moeda de B tender para limite de máxima valorização (e 2,5) P A X = 100 < p B X = 100*3/2,501 = 119,9 p A Y = 200 > p B Y = 100*5/2,501 = 199,9(9) RTI Y/1X = 100/199,9 0,501= RTA A Y/1X - Se moeda de B tender para limite de máxima desvalorização (e 3) P A X = 100 < p B X = 100*3/2,99 = 100,01 p A Y = 200 > p B Y = 100*5/2,99 = 166,6(6) RTI Y/1X = 100/166,6(6) 0,601= RTA B Y/1X o Efeitos decorrentes de ganhos de produtividade num país A 1 4 B 3 5 Produtividade de X em A duplicou. Com tudo mais constante:e = 2,8;w A = 50a;w B = 100b 1º passo: Matriz de custos relativos A 0,25 4 B 0,6 1,6(6) RTI Y/1X Є ]0,25 ; 0,6[ P A X = 50*1 = 50 < p B X = 100*3/2,8 = 105 p A Y = 50*4 = 200 > p B Y = 100*5/2,8 = 178,6 RTI Y/1X = 50/178,6 = 0,28 5/4 < e. 50 / 100 < 3/1 500/200 < e < 300/50 2,5 < e < 6 Quem mais beneficiava com a melhoria da produtividade de A era B. o Havendo ganho de produtividade em A (duplicação de produtividade em X), A duplica também o w. w A = 100a P A X = 100*1 = 100 < p B X = 105 p A Y = 100*4 = 400 > p B Y = 100*5/2,8 = 178,6 RTI Y/1X = 100/178,6 = 0,56 Aproxima-se mais da RTA B Y/1X

A apropria-se dos ganhos de produtividade que gerou. Exercício: Considere a seguinte informação sobre os custos unitários em trabalho na produção de um conjunto de bens em dois países, USA e México. Situando-se no quadro no modelo do Ricardo, identifique justificando o bem para o qual cada país goza de maior vantagem comparativa. Maq. Apl.Elect. Aut. Vest. Prod.Agr. México 3,0 2,8 2,4 2,0 1,5 USA 0,8 1,2 1,6 3,5 4,0 a) C Mex 1/C USA 1 < C Mex 2/C USA 2 < C Mex 3/C USA 3 < C Mex 4/C USA 4 < C Mex 5/C USA 5 México 1, 2, 3, 4, 5 USA 5, 4, 3, 2, 1 C M Prod.Agr/C USA PA = 1,5/4 = 0,375 < C M Vest/C USA V = 2/3,5 = 0,571 < C M Aut/C USA Aut = 2,4/1,6 = 1,5 < C M Ap.El/C USA AE = 2,8/1,2 = 2,3(3) < C M Maq/C USA M = 3,0/0,8 = 3,75 México Prod.Agr., Vest., Aut., Apl.Elect., Maq. USA Maq., Apl.Elect., Aut., Vest., Prod.Agr. b) Admitindo uma taxa de câmbio 1 USD = 10 MXN, define a relação entre os salários nominais nos dois países que torna exportáveis pelo México 3 dos 5 produtos e exportáveis pelos USA os 2 restantes. P M Aut < P USA Aut P M Vest < P USA Vest Λ P M PA < P USA PA P M AE > P USA AE P M Maq > P USA MAq 2,4w M /10 < 1,6 w USA 2,4/10*1,6 < w USA / w M 2,8w M /10 > 1,2 w USA 2,8/10*1,2 > w USA / w M 0,15 < w USA / w Mex < 0,2(3) c) Suponha que a próxima situação inicial em que w USA = 1000 USD w Mex = 6000 MXN w Mex = 7500 MXN O México no âmbito do cumprimento dos acordos estabelecidos pretende manter a estrutura de especialização definida na alínea anterior, pelo que se dispõe, caso seja necessário, a desvalorizar a sua moeda, embora no mínimo possível. Será necessária a desvalorização? Em caso afirmativo indique qual deverá ser o novo valor da taxa de câmbio.

w USA 1000/6000 = 0,16(6) Є ]0,15 ; 0,23(3)[ P M Aut = 2,4*6000/10 = 1440 < P USA Aut = 1,6*1000 = 1600 P M AE = 2,8*6000/10 = 1680 > P USA AE = 1,2*1000 = 1200 W Mex 1000/7500 = 0,13(3) Є ]0,15 ; 0,23(3)[ P M Aut = 2,4*7500/10 = 1800 < P USA Aut = 1,6*1000 = 1600 P M Vest = 2*7500/10 = 1500 > P USA Vest = 3,5*1000 = 1200 Quer manter as exportações dos 3 produtos. P M Aut < P USA Aut 2,4*7500/e < 1,6*1000 P M AE > P USA AE 2,8*7500/e > 1,2*1000 11,25 < e < 17,5 Teoria Neoclássica do Comércio Internacional Quanto aos factores: - Dois: K e L - São homogéneos - Produtividade marginal decrescente - Imobilidade internacional mas mobilidade interna Quanto aos mercados: - Concorrência perfeita - Equilíbrio é a regra Quanto à oferta (produção): - Rendimentos constantes à escala - Custos de oportunidade crescentes Quanto à procura: - Curvas de indiferença para traduzir as preferências dos países Neoclássicos A procura de um país pode ser representada por um mapa de curvas de indiferença. As curvas de indiferença são (CI): - curvas - por um ponto passa apenas uma CI - não se cruzam - quanto mais longe da origem maior é o nível de utilidade.

A medida que aumenta a quantidade consumida de X vai havendo saturação. Substituição de Y por X é decrescente U = QxPx + QyPy Qx = 0 U = QyPy, Qy = U/Py Qy = 0 U = QxPx, Qx = U/Px U/Px U/Px tgα A = (U/Py)/(U/Px) = Px/Py Px < Px tgα B = (U/Py )/(U/Px ) = Px /Py Autarcia TMS y/x = Px/Py TMST y/x = TMS y/x = Px/Py = RTA y/x Com Comércio Internacional RTI y/x = (Px/Py) Int < RTA y/x = Px/Py Produção P1: Qx, Qy Consumo C1: um nível de satisfação ou utilidade maior No curto prazo: Os preços passam a ser os internacionais, mas o país não consegue deixar de estar em Po. Mesmo assim foi atingir C1 U4* Ganhos de consumo ou ganhos da troca.

No longo prazo: A produção passa para P1 TMST y/x = (Px/Py) Int e essa mudança permite satisfação U4 Relações Fundamentais Ganhos de produção ou ganhos da troca. A relação entre a dotação relativa de factores, K/L, e a sua remuneração relativa, w/r. K Pmg k r w L Pmg L w r w r K L Entre as remunerações relativas (dos factores) w/r e o preço dos bens Px/Py (K/L) x < (K/L) y X é relativamente trabalho intensivo Y é relativamente capital intensivo w/r pleno emprego e L e K são constantes Px/Py Relação entre as remunerações relativas, w/r, e as quantidades produzidas, Qx/Qy. w/r Px/Py Qx/Qy Modelo de Heckscher-Ohlin Abordagem pela oferta

Duas considerações: - Países são relativamente abundantes (K/L) A > (K/L) B A é relativamente abundante em K B é relativamente abundante em L - Bens são relativamente intensivos (K/L) x < (K/L) y X é relativamente intensivo em L Y é relativamente intensivo em K Pressupostos: - Países (2), factores (2), bens (2) - Tecnologia é universal - Rendimentos constantes à escala - Irreversibilidade factorial, classificação dos bens não se altera - Especialização é incompleta - Mobilidade interna de factores e imobilidade internacional - Neutralidade da procura - Livre troca - Não há custos de transporte (Px/Py) A Int < (Px/Py) B Int RTI y/x = Px/Py (Px/Py) A int = (Px/Py) B int = RTI y/x Autarcia: A: Prod=Cons=P A 0= C A 0 B: Prod=Cons=P B 0= C B 0 Com Livre troca: A: P x / P y Prod x P A 1 Prod y U A int > U A abn Cons C A 1 B: P x / P y Prod x P B 1 Prod y U B int > U B abn Cons C B 1

w/r Y X (w/r) A (w/r) B P x / P y K/L (P x / P y ) B (P x / P y ) A (K/ L ) A > (K/ L ) B Consequências: 3 teoremas/corolarios Corolario de Rybzinski: Assumindo pleno emprego dos factores e manutenção do preço relativo dos bens, então um aumento na dotação de um dos factores provoca um aumento na produção do bem que é relativamente intensivo na produção desse bem e uma diminuição na produção do outro. Corolário Stolper Samuelson Verificando-se um aumento do preço relativo de um dos bens então o factor em que esse bem é relativamente intensivo vê também aumentada a sua remuneração relativa. A(K) X(K) P x / P y r/w Y(L) B(L) X(K) P x / P y r/w Y(L) Corolário de Samuelson Com a livre troca e numa situação de especialização incompleta, verifica-se uma igualização do preço relativo dos factores à escala internacional e também uma igualização em termos absolutos. (w/r) A = (w/r) B w A = w B r A = r B

Abordagem pela via procura: Em A: Há mais procura Y o preço relativo de Y era caro Px/Py é relativamente pequeno. Em B: Há mais procura X o preço relativo de X era caro Px/Py é relativamente elevado. (Px/Py) A abn (Px/Py) B abn (Px/Py) int Equilibro Geral Com livre troca: Px/Py Px Py Bem X EC +a+b EP -a BES b Bem Y EC -a* +b+b* EP +a*+b* BES b*