Hepatite Aguda Definição: Inflamação do parênquima hepático resultante de agressões etiológicas diferentes: vírus tipo A, álcool, medicamentos. Patologia Degeneração das células do parênquima hepático Necrose, proliferação das células de kupffer, infiltração de células inflamatórias.
Sintomas geralmente assintomático Sintomas- icterícia, quadro viral, fígado palpável Fases Pré-icterícia: febre, calafrios, anorexia, fraqueza, cefaléia, aumento de bilirrubina Fase ictérica: aumento de sintomas gastro, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal, diminui febre e após 6 semanas diminui a conc de bilirrubina. Urina escura
Pós-ictérica: após semanas ou meses, depende da resposta do organismo, vírus, etc. Cansaço, mal-estar. Transaminases - aumentadas, pois c/ necrose há extravasamento dos hepatócitos. TGO (Trans. glutâmico oxalacético) FA (Fosfatase alcalina) Tratamento: Repouso, dieta, uso de interferon, aumentam a resposta durante a infecção.
Definição: Hepatite Crônica Inflamação do parênquima hepático resultante de agressões etiológicas diferentes: vírus tipo A, álcool, medicamentos, superior há 6 meses. Patologia Necrose hepatocelular, com tendência a cirrose, fraqueza, anorexia, dor abdominal, perda de peso, febre, pericardite, diarréia, icterícia.
Aumento de transaminase, gamaglobulinas, bilirrubina, FA, hipoalbuminemia, aumento do tempo de protrombina. Tratamento: Dieta, interferon, corticóide.
Interferon-alfa-2b ( IFN-alfa ) Interferons são glicoproteínas produzidas por células infectadas por vírus. Até agora foram identificados três tipos: * alfa, produzido por linfócitos B e monócitos, * beta, por fibroblastos e * gama, por linfócitos T-helper e NK. O IFN-alfa age diretamente contra o vírus e também aumenta a resposta imune.
O tratamento é indicado para pacientes com: replicação viral ativa ( presença de HBeAG e DNA HBV ) por mais de seis meses elevação de ALT; vírus HBV ativo na biópsia; cirrose compensada A dose usual é 10 MU três vezes por semana ou 5 MU diários por via subcutânea ( como a insulina ) por 4 meses, apesar de tratamentos prolongados aumentarem os benefícios.
Análogo nucleosídeo ( 3TC - lamivudina ) Os análogos nucleosídeos bloqueiam a inibem a multiplicação do HBV bloqueando a ação da enzima chamada transcriptase reversa.
Hepatite autoimune Doença causada por um distúrbio do sistema imunológico, que passa a reconhecer os hepatócitos como estranhas e desencadeia uma inflamação crônica e destruição progressiva das mesmas. Diagnóstico: anticorpos contra pontos específicos dos hepatócitos (nucleares, citosólicos ou microssomais ); aumento nas gamaglobulinas especialmente a IgG; pelo menos hepatite de interface à biópsia hepática; melhora com a corticoterapia; os primeiros sintomas surgem em períodos de exacerbação da doença, podendo ser fatais;
Hepatite B O vírus que causa a hepatite B ( HBV ) é um vírus DNA, transmitido por sangue (transfusões, agulhas contaminadas, relação sexual, após o parto, etc. ).
Como partes do vírus são expressos na membrana do hepatócito (principalmente o HBcAg), o organismo reconhece estas partes e desencadeia uma inflamação, onde células (principalmente linfócitos T citotóxicos) destroem os hepatócitos infectados.
O vírus da hepatite B possui três antígenos principais, o "s" (HBsAg), o "c" (HBcAg) e o "e" (HBeAg). AC são substâncias produzidas pelo organismo para destruir os antígenos. Aguda Crônica ativa Crônica inativa Curada Pós vacina HBsAg + + + - - HBeAg + + - - - Anti-HBc IgG - + + + - Anti-HBc IgM + - - - - Anti-HBs IgG - - - + +
Hepatite C Hepatite C é a inflamação do fígado causada pela infecção pelo vírus da hepatite C (HCV), transmitido através do contato com sangue contaminado. Essa inflamação ocorre na maioria das pessoas que adquire o vírus. Grupos de maior risco incluem receptores de sangue, usuários de drogas endovenosas, pacientes em hemodiálise (cerca de 15-45% são infectados nos EUA) e trabalhadores da área de saúde.
Estima-se que cerca de 3% da população mundial, 170 milhões de pessoas, sejam portadores de hepatite C crônica. É atualmente a principal causa de transplante hepático em países desenvolvidos e responsável por 60% das hepatopatias crônicas. No Brasil, em doadores de sangue, a incidência da hepatite C é de cerca de 1,2%.
O vírus C é muito diferente dos que causam as outras hepatites como a A e a B. O vírus da hepatite C é membro da família Flaviviridae, a mesma da dengue e da febre amarela. Há vários genótipos ( variações ) deste vírus, sendo 6 as mais importantes (1 a 6), sendo que estes estão subdivididos em mais de 50 subtipos (1a, 1b, 2a, etc). Os genótipos chegam a apresentar 30 a 50% de diferença no seu RNA. Esta divisão é importante porque cada subtipo tem características próprias de agressividade e resposta ao tratamento. Genótipos 1 e 4 tem maior resistência ao tratamento com interferon que os 2 e 3.
O principal método diagnóstico para a hepatite C é a sorologia para anti-hcv pelo método ELISA
Hepatite D Transmitida por sangue contaminado Necessário existir o vírus da B para que ocorra a contaminação da D. O tratamento é similar a B
Hepatite E Transmissão por água e alimentos contaminados A doença é limitada e poderá curar após algumas semanas de contágio.
Metabolismo do Etanol Órgão que metaboliza o álcool
CONSUMO EXCESSIVO DE ÁLCOOL - VIA ADICIONAL DE METABOLIZAÇÃO É O SISTEMA DE OXIDAÇÃO MICROSSOMAL DO ETANOL SOME - PRINCIPAL COMPONENTE SOME : CITOCROMO P-450 ( DETOXICAÇÃO HEP>)
O excesso de NADH causa: Hiperlactacemia - causando acidose lática que diminui excreção urinária de ácido úrico. Esteatose - acúmulo de TG e ác. Graxos Inibição da síntese protéica retenção de água e Edema Aumento síntese de colágeno
O excesso de acetaldeído causa: Desnutrição no sistema de canais intracelulares Deformação mitocondrial Diminuição do glutation
Excesso de NAD reduzido NAD NADH + NAD NADH + Etanol Acetaldeído Acetato Desequilíbrio metabólico Gliconeogênese Efeito tóxico Hipoglicemia Necrose Hepatocelular Oxidação de TG lipogênese Esteatose hepática Efeito tóxico do Etanol
Consumo de Etanol Expressão de citocinas antiinflamatórias Expressão de citocinas pró-inflamatórias IL-4 IL-6 IL-1 TNF-α TGF-β Estímulo às células de Ito > Produção de colágeno Fibrose Hepática Produção de citocinas
Bebida Unidade ml Etanol (g) Cachaça dose 50 17 garrafa 660 220 Destilados (uísque, vodka ) dose 50 +/- 16 Aperitivos (martini, campari) dose 50 +/- 8 Cerveja copo 250 9 lata 350 13 garrafa 660 25 g/l = GL x 10 x 0,7893
Esteatose: comum em 80% dos casos de ingestão excessiva de álcool, ocorrendo sempre que o consumo exceder 80g/d. A hepatite alcóolica ocorre qdo o consumo persiste por 15 a 20 anos.
Fatores que aumentam a susceptibiliade à Dça hepática alcóolica: Ingestão diária prolongada - 15 a 20 anos Farras alcóolicas Beber sem alimentação Fatores genéticos Sexo feminino mais susceptível ao dano alcóolico ingestão de bebidas com alta conc. de álcool (cachaça, uísque, absinto) ingerir bebidas diferentes
DHGNA Esteatose não relacionada ao uso do álcool Relacionada a uma inflamação no fígado Pode estar relacionada a síndrome metabólica
Prevalência de SM Categoria IMC Kg/m2 Homem Mulher Peso normal < 25 4,6% 6,2% Sobrepeso 25 29.9 22,4% 28,1% Obesidade >30 59,6% 50% TABELA 1: Prevalência estimada de Síndrome metabólica, usando-se os critérios de definição do ATP III, em pacientes com peso normal, sobrepeso e obesos, de ambos os sexos, no estudo NHANES III.
Etiologia Acúmulo de G no hepatócito, p/ estoque energia A qtde de G é bem maior que o CH / PTN As céls esteladas do fígado controlam os níveis de colesterol no sangue, transportam p/ dentro do fígado(dislipidemias)
Fatores associados Cirurgias abdominais, c/ derivação biliodigestiva Drogas - amiodarona ; nifedipina Lipodistrofia Hepatite C Obesos que fazem uso de álcool
Mecanismos Resistência à insulina > lipólise ( transf. Lip em AG e em TG) Dieta muito rica em CH Metabolismo AG prejudicado
Alterações laboratoriais TGP / TGO aumento de 5 x chegando até 15x FA e GGT de 2 a 3 x maior
Estudo Indice das transaminases TGO/TGP parece ser util no diagnóstico diferencial da esteatose hepática não alcoólica da alcoólica, niveis inferiores a 1,0 sugerem fortemente esteatose não alcoolica. Zamin,Jr.I,et al ARQGA,2002
Aumento na liberação de enzimas para o plasma é conseqüência de: Lesão celular extensa: ISQUEMIA ou TOXINAS CELULARES, A) na elevação das transaminases quando há lesão nos hepatócitos B) Proliferação celular e aumento na renovação celular: Aumento na fosfatase alcalina - elevação da atividade osteoblastica C) Aumento da síntese enzimática: Elevação GGT - após a ingestão de álcool. D) Obstrução dos ductos: afeta as enzimas secreções exócrinas amilase e a lipase no suco pancreático. Estas enzimas podem regurgitar para a corrente circulatória se o ducto pancreático- biliar estiver bloqueado.
TGO Enzima encontrada em altas cc fígado,músculo esquelético e cardíaco, pâncreas, eritrócitos. Qdo qq um desses tecidos é lesado, a TGO é liberada no sangue
TGP È encontrada apenas no citoplasma do fígado, então seu aumento é mais específico de lesão hepática.
Desidrogenase lática Enzima aumentada em lesões hepatocelulares em geral Diferencia da hepatite viral e lesão isquêmica
GGT Enzima encontrada em grande quantidade no fígado, rins, pâncreas, intestino... Marcador sensível de Doença hepática