CONHECENDO SUA PROFISSÃO III

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Transcrição:

CONHECENDO SUA PROFISSÃO III META Levar o aluno a conhecer a profissão de Biólogo Professor. OBJETIVOS Ao final desta aula, o aluno deverá: identificar as principais dificuldades encontradas na profissão; observar alguns profissionais de diferentes linhas de pesquisa no mercado de trabalho; analisar como é a prática pedagógica de um Professor Biólogo. (Fonte: http://bolah8.files.wordpress.com).

Seminário I INTRODUÇÃO A formação de profissionais se desenvolve por meio de um processo contínuo que se dá durante a graduação e progressivamente na formação continuada. Contudo, não é através da acumulação de cursos que pode ocorrer a formação de um profissional. E sim, por meio da relação entre a teoria e a prática de cada profissional. Em se tratando da formação de biólogos, especificamente biólogos professores, não se pode esquecer a estrutura curricular do curso de graduação, bem como das perspectivas em que são conduzidas as disciplinas, mediante as necessidades de cada aluno. Ao longo do curso, muitas vezes os alunos sentem dúvidas em que área podem atuar no mesmo. E essas dúvidas perpassam no momento de conclusão do curso, passando para o mercado de trabalho. Durante a atuação no mercado de trabalho, percebe-se que muitos dos biólogos professores vão para a sala de aula por vários fatores. Dessa forma, surge os seguintes questionamentos: em que medida o curso de formação inicial de Licenciatura em Biologia pode contribuir para a formação de professores diante de sua prática na sala de aula. Independentemente de sua graduação ter sido boa ou ruim, qual a importância da formação continuada de professores e biólogos? No que diz respeito às Licenciaturas em Ciências Biológicas, ligadas ou não aos Bacharelados, incluindo aqui também os cursos bem conceituados, estão longe de formar adequadamente o professor de Ciências para o Ensino Fundamental, em vista de seus currículos altamente biologizados. (Fonte: http://www.universitario.com.br). 20

Conhecendo sua profissão III A discussão em torno da formação docente é uma preocupação constante quando se tem como pano de fundo a qualidade dos cursos e dos profissionais, contanto, é imprescindível levar em consideração a prática e o contexto escolar onde esses profissionais atuam.é importante salientar que a formação de professores não se esgota no curso de formação inicial e deve ser pensada, conforme Cladeira (199), num processo, que como tal, não se esgota também em um curso de atualização, mesmo considerando-se situações em que este aconteça na escola em que o professor trabalha. Nóvoa (1992) reforça que a formação não se constrói por acumulações de cursos, de conhecimentos ou de técnicas, mas sim através de um trabalho de reflexividade crítica sobre as práticas e de reconstrução permanente de uma identidade pessoal. Na busca de novos conhecimentos, a escola é um espaço político por excelência, lugar onde através de debate, da análise crítica, da troca de experiências, da reflexão sobre práticas, pode-se construir novos saberes. Por isso que a formação continuada, segundo Pimenta (2001) não deve ser apenas para certificar, mas sim uma formação que tenha na escola um ponto de reflexão e análise, a fim de possibilitar o enfrentamento das dificuldades encontradas no próprio ambiente de trabalho. Segundo Schneider (2002), é importante que o professor atue de forma reflexiva, indagando-se o porquê e como trabalhar determinados conteúdos. Para essa autora, é importante também identificar o perfil do aluno, para que esses conteúdos sejam realmente significativos. Com o intuito de superar a dicotomia teoria-prática através de processos contínuos de reflexão-ação-reflexão, Schön (2000) ao afirmar que o professor constrói conhecimentos a partir de análise e reflexão sobre sua própria prática, recone=hece que o pensamento do professor serve como fonte de conhecimento sobre o ensino e sobre a profissão docente. A prática profissional desenvolvida da perspectiva reflexiva não é uma prática que se realiza somente obtendo o conhecimento teórico e desconsiderando o contexto social no qual ocorre. Essa prática atribue ao professor um papel ativo na formulação dos objetivos e meios de trabalho, como Pimenta (2002) afirma ser indiscutível a contribuição desta perspectiva em que o professor é pesquisador de sua própria prática, entendendo que os professores também têm teorias que possam contribuir para a construção do conhecimento sobre o ensino. Porém, o que se observa muitas vezes, é que o professor após finalizar sua formação inicial, descobre que as teorias que estudara ao longo do curso diferem relativamente do contexto da sua prática docente, e a formação continuada passa a assumir a responsabilidade de ensinar o que não se aprende nos cursos de formação inicial. As propostas de formação continuada são freqüentemente concretizadas por meio de cursos, conferências, seminários, e outras situações 21

Seminário I pontuais em que os docentes desempenham o papel de ouvintes, nas quais se desconhece que eles têm muito a contribuir e não só a aprender. É necessário que a formação do professor em serviço se construa no cotidiano escolar de forma constante e contínua. Nesse sentido, repensar sobre a formação inicial e continuada do professor, e tendo como ponto de partida a prática docente, mostra-se importante diante do contexto escolar. Portanto, o processo de formação contínua de professores é resultado, em sua maioria, de um lado do compromisso assumido por cada professor com seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional e, de outro lado, do reconhecimento de que a escola (com todo o conjunto de solicitações que faz o professor) pode e deve ser tomada como eixo de sua formação. Ou seja, trata-se de perceber que as instituições escolares não formam apenas os alunos, mas também os profissionais que nelas atuam (BARROSO, 1997). A formação continuada deve estar articulada com o desempenho profissional dos professores, tornando as escolas como lugares de referência. Trata-se de um objetivo que só adquire credibilidade se os programas se estruturarem em torno de problemas e de projetos de ação e não em torno de conteúdos acadêmicos (NÓVOA, 1992, p. 0). Pimenta (2000) ao afirmar que pesquisas recentes estudam as práticas docentes na busca de respostas para questões do porquê nas práticas pedagógicas e nas organizações escolares, articula-se com a idéia de relação entre pesquisa e política de formação. Contanto, quando esta formação vem sendo feita através de cursos que procuram oferecer somente a atualização dos conteúdos de ensino, o que demonstra pouca eficiência para alterar a prática, por não colocar como ponto de partida e o de chegada da formação a prática docente e pedagógica escolar em seus contextos, o que limita o professor a não articular e traduzir novos saberes em novas práticas (FUSARI, 1998, apud PIMENTA, 2000, p.16). Assim, Freire (1998, p. 14) acredita que faz parte da natureza da prática docente, a indagação, a busca e a pesquisa. Percebe-se, como nos coloca Schneider (2002, p.) uma atitude diária de professor e aluno e constitui-se em instrumento para a construção de conhecimento para ambos. Todavia, no que se refere à atualização do professor, o que mais se tem praticado é a promoção de cursos aligeirados, que procuram oferecer tão somente a atualização de conteúdos de ensino. Diante do fato de que a formação inicial não consegue atender a demanda social proveniente das intensas e rápidas mudanças que acontecem na sociedade, no que dizem respeito à postura educacional, surge a necessidade de analisar como os discentes do curso de Licenciatura em 22

Conhecendo sua profissão III Biologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS) avaliam sua formação profissional e a contribuição de cursos de atualização de professores. O curso de Licenciatura em Biologia da UFS apresenta na estrutura curricular vigente disciplinas de conteúdos específicos da Biologia que percorrem todo o currículo, de temáticas da educação que se apresentam em alguns momentos e do ensino de Ciências que ocorrem somente nos três últimos períodos. O currículo matutino apresenta uma duração de 4 (quatro) anos e o vespertino de 5 (cinco) anos. Durante a formação inicial neste curso, percebe-se a existência de muitos conflitos por parte dos alunos a partir do momento que têm contato com a sala de aula e suas dificuldades. Sabe-se que é importante trabalhar coma motivação do aluno, mas antes disso, trabalhar com a motivação do mediador, ou seja, o professor. Para isso, vale salientar que tanto durante a formação inicial como também na formação continuada, a pesquisa reflexiva deve fazer parte da prática docente, para que o professor ao identificar as dificuldades na sala de aula,possa utilizá-las como fonte de pesquisa, em busca de possibilidades de melhoria na sua prática. A partir do momento que se forma, o professor se depara com vários desafios que muitas vezes a formação inicial não o preparou. Com isso, vai em busca de cursos e eventos para suprir as necessidades da sala de aula. Porém, o que encontra são temáticas que fogem da sua realidade ou discussões que não levam a nada, o que não contribui. Porém, a formação de um professor é um processo contínuo. O momento de seu ingresso ao curso de formação inicial é apenas um marco numa trajetória de crescimento onde, somados aos constituintes da história de vida deste indivíduo, irão conjugar-se conhecimentos de uma dada área específica, teorias pedagógicas e elementos práticos oriundos da atividade docente e, em conjunto, formam a base sobre a qual a profissão irá se alicerçar. Em contrapartida, Arroyo (1999) ao se referir aos professores, afirma que esses profissionais carregam para a sua prática pedagógica uma herança que reflete o que aprenderam enquanto seres sociais, culturais, nas inter-relações pessoais, que influenciam o ser professor. Vale salientar que a formação de acordo com Nóvoa (1992), não se constrói por acumulações de cursos, de conhecimentos ou de técnicas, mas sim através de um trabalho de reflexividade crítica sobre as práticas e de reconstrução permanente de uma identidade pessoal. Portanto, como afirma Freire (1996, p.47) todo o ensino de conteúdos demanda de quem se acha na condição de aprendiz que, a partir de certo momento, vá assumindo a autoria do conhecimento do objeto. 2

Seminário I CONCLUSÃO Diante do que foi abordado, percebeu-se que há diferentes expectativas entre os estudantes de períodos iniciais e finais, o que demonstra uma mudança ao longo da graduação. Os estudantes afirmaram que seu preparo durante a formação inicial é em parte, embora eles tenham disciplinas específicas, de ensino, especificamente ensino de Ciências, e destacaram a distribuição das disciplinas da estrutura curricular vigente. O pode favorecer ou não a formação de um professor que por insegurança, limita-se em transmitir informações sem proporcionar aos alunos, questionamentos para a construção do conhecimento e a aprendizagem significativa. Portanto, durante a formação de professores é importante levantar questões sobre o Ensino cada vez mais cedo, de forma a instigá-los a procurar utilizar estratégias que forneçam subsídios para um melhor aprendizado de seus alunos. Em virtude desta preocupação, o currículo do Curso de Biologia vem passando por uma reformulação curricular. Diante do exposto, considera-se importante discutir juntamente com os professores em formação e já formados a necessidade de uma formação continuada, independentemente se a formação inicial foi boa ou ruim, pois o professor necessita estar sempre atualizado quanto às questões da sociedade para formar seu aluno como um cidadão e para o trabalho, simplesmente. RESUMO A formação de profissionais da Ciência Biológica se desenvolve por meio da relação entre a teoria e a prática, além da necessidade do curso de graduação. O curso de formação de licenciatura em Biologia contribui para a capacitação de professores diante da prática na sala de aula. No entanto, é importante salientar que a formação não se esgota no curso inicial, necessitando de atualizações e de um trabalho constante da crítica reflexiva. Assim, serão analisadas as possibilidades e o enfrentamento das dificuldades do ambiente de trabalho, identificando, sobretudo, o perfil do aluno. Além do conhecimento teórico, o profissional deve considerar também o contexto social. Sua formação deve ser construída no cotidiano escolar de forma constante e contínua, acompanhando as intensas e rápidas mudanças da sociedade. Sabe-se que é importante trabalhar, não só com a motivação do aluno, mas também do professor. Porém, nem sempre os cursos oferecidos suprem as necessidades da sala de aula. Cumpre utilizar da aprendizagem enquanto seres sociais e culturais e nas inter relações pessoais que influenciam o professor. 24

Conhecendo sua profissão III ATIVIDADES 1. Visite um espaço em que o biólogo professor atue no mercado de trabalho mediante autorização. 2. Utilize da observação direta e anote os principais pontos. Faça uma análise crítica de como seria sua atuação nesta área de atuação 25