contribuição destes, vinculados apenas aos planos de benefícios previdenciais do tipo benefício definido.



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Transcrição:

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 (Em milhares de reais) NOTA 1. Contexto Operacional A. A Fundação A Fundação Sistel de Seguridade Social ( Sistel, Fundação ou Entidade ) é uma pessoa jurídica de direito privado, de fins previdenciais e não lucrativos. Criada em 9 de novembro de 1977, tem por objetivo instituir e operar planos privados de concessão de rendas ou de pecúlios, de benefícios complementares ou assemelhados da previdência oficial, aos empregados e seus grupos familiares ou àqueles que a estes se assemelhem, vinculados às patrocinadoras da Fundação, mediante contribuições de seus participantes, das respectivas patrocinadoras ou de ambos, na forma que dispuserem os respectivos regulamentos dos Planos de Benefícios. É regida pela Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001, bem como pelas suas alterações e demais regulamentações posteriores. Por decorrência, obedece às normas e instruções emanadas das disposições do Ministério da Previdência Social (MPS), por meio da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC). Conforme alterações estatutárias, aprovadas pela Portaria nº 675, de 13 de janeiro de 2000, da então Secretaria da Previdência Complementar (SPC), cada patrocinadora ou grupo de patrocinadoras, independente de vinculação societária ou de outro vínculo de coligação, controle ou associação entre si, poderá ter planos de benefícios comuns ou específicos, com custeio próprio, para determinado grupo de empregados ou a quem deles se assemelhem, nos termos da legislação vigente, conferindo à Fundação, não só a característica de entidade multipatrocinada, como também de administradora de planos múltiplos. A Fundação, na condição de entidade multipatrocinada e administradora de planos múltiplos, é responsável pela administração de planos de benefícios previdenciais nas modalidades de Benefício Definido, Contribuição Definida e Contribuição Variável, em conformidade com a Resolução do Conselho de Gestão da Previdência Complementar - CGPC nº 16, de 22 de novembro de 2005. Entende-se por plano de benefício de caráter previdencial na modalidade de Benefício Definido aqueles cujos benefícios programados têm seu valor ou nível previamente estabelecidos, sendo o custeio determinado atuarialmente, de forma que se assegure sua concessão e manutenção; de Contribuição Definida aqueles cujos benefícios programados têm seu valor permanentemente ajustado ao saldo da conta mantido em favor do participante, inclusive na fase de percepção de benefícios, considerando o resultado líquido de sua aplicação, os valores aportados e os benefícios pagos; e Contribuição Variável aqueles cujos benefícios programados apresentam a conjugação das características das modalidades de contribuição definida e benefício definido. A Entidade administra também um fundo de caráter assistencial, que contrata junto a operadoras no mercado um plano de saúde, o qual observa as regras do regulamento denominado de Plano de Assistência Médica ao Aposentado (PAMA). O objetivo é a cobertura de assistência médica aos participantes assistidos, com a coparticipação e a Página 1 de 87

contribuição destes, vinculados apenas aos planos de benefícios previdenciais do tipo benefício definido. Além do Fundo Assistencial, a Entidade administra mais nove planos de benefícios previdenciais, sendo cinco planos enquadrados como de Benefício Definido, identificados pela sigla PBS; dois planos enquadrados como de Contribuição Definida, identificado pelo sufixo PREV e dois planos enquadrados como Contribuição Variável, também identificados pelo sufixo PREV : Plano de PARTICIPANTES Idade Modalidade CNPB Patrocínio Benefícios Ativos Assistidos Pensionistas Média PBS Assistidos BD 1991001029 Telemar Norte Leste S.A. Oi S.A. Oi Móvel S.A. Telefônica Brasil S.A. Telecomunicações Brasileiras S.A - Telebras Fundação CPqD TIM Participações S.A. TIM Celular S.A. Fundação Sistel de Seguridade Social 0 18.197 5.087 70 PBS Telebrás BD 2000001947 Telecomunicações Brasileiras S.A. Telebras 25 86 7 64 PBS CPqD BD 2000000819 Fundação CPqD 6 24 0 62 PBS Sistel BD 2000000983 Fundação Sistel de Seguridade Social 0 6 1 64 PBS Tele Norte Celular BD 2000001319 Telemar Norte Leste S.A. 27 31 3 57 Oi Móvel S.A. Fundação CPqD PADTEC S.A. Prod. Alto Desafio Tec. Camp. CPqD Prev CV 2000004318 Instituto Atlântico STIC! Tecnologia de Informação e Comunicação 625 211 13 48 JÁ! Indústria e Comércio de Produtos e Serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação Ltda Celprev Amazônia CD 2004000929 PSG Padtec Serviços Globais de Telecomunicações Telemar Norte Leste S.A. Oi Móvel S.A. 26 5 0 49 Telebrás Prev CV 2002003947 Telecomunicações Brasileiras S.A. Telebras 225 119 6 55 Fundação CPqD Instituto Atlântico InovaPrev CD 2013001592 PAMA Assistencial 4009670029 STIC! Tecnologia de Informação e Comunicação JÁ! Indústria e Comércio de Produtos e Serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação Ltda PADTEC S.A. Prod. Alto Desafio Tec. Camp. PSG Padtec Serviços Globais de Telecomunicações Telemar Norte Leste S.A. Oi S.A. Oi Móvel S.A. Telefônica Brasil S.A. Telecomunicações Brasileiras S.A - Telebras Fundação CPqD TIM Participações S.A. TIM Celular S.A. Fundação Sistel de Seguridade Social 1.028 19 0 36 A escrituração contábil da Entidade é feita de forma a segregar os bens, os direitos e as obrigações de cada plano de benefício. Conforme previsto na Resolução CNPC nº 8, de Página 2 de 87

16 de dezembro de 2011, a Entidade utiliza o Plano de Gestão Administrativa (PGA) para registro de todas as operações de gestão administrativa dos seus planos de benefícios. Para a consecução de seus objetivos, os participantes ativos dos planos do tipo Benefício Definido contribuem com valores correspondentes ao somatório de: a) percentual de 0,28% a 1,5% incidente sobre o salário de participação de acordo com a idade do participante na data da inscrição no plano de benefícios; b) 0,57% a 1% incidente sobre o salário de participação que ultrapassar a metade da Unidade Padrão Sistel; e c) 6,25% a 11% incidente sobre a parcela do salário de participação que exceder a Unidade Padrão Sistel. As contribuições das patrocinadoras variam entre 0,5% e 8,0% sobre a folha de salário de seus empregados, participantes ativos dos planos, sendo 1,5% destinado ao Fundo Assistencial do PAMA. Para os planos do tipo Contribuição Definida e Contribuição Variável, os participantes e patrocinadores contribuem paritariamente com percentuais que podem variar entre 1% e 8% sobre os salários de participação, e para aquelas contribuições de participantes consideradas extraordinárias não há participação das patrocinadoras. NOTA 2. Apresentação das Demonstrações Contábeis As demonstrações contábeis estão sendo apresentadas e foram elaboradas de acordo com as normas contábeis específicas do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) e da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), do Ministério da Previdência Social (MPS). Tais dispositivos legais estabelecem a elaboração de contabilidade individualizada por plano de benefícios, e as demonstrações consolidadas representam o resultado das junções das demonstrações individualizadas com a aplicação das regras de consolidação. Por constituírem as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) um segmento econômico específico, a Contabilidade está suportada por um plano de contas e demonstrações contábeis especiais descritos na Resolução CNPC nº 8, de 16 de dezembro de 2011 e na Resolução MPS/CNPC nº 12, de 19 de agosto de 2013, complementada pela Instrução nº 34, de 24 de setembro de 2009. Esta última estabelece os procedimentos que deverão ser observados, bem como a função e o funcionamento das contas. São observados, ainda, os Princípios de Contabilidade (PC), conforme Resolução CFC nº 750, de 29 de dezembro de 1993, alterada pela Resolução CFC nº 1.282, de 28 de maio de 2010, além dos pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) aplicáveis a este segmento econômico. As demonstrações contábeis foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo da Sistel em 27 de fevereiro de 2015. A. Estrutura Contábil Página 3 de 87

A.1. Gestões e Investimentos Na estrutura contábil vigente, os segmentos operacionais necessários à administração das entidades fechadas de previdência complementar são denominados de: Gestão Previdencial, Gestão Administrativa, Gestão Assistencial e Investimentos. Este último segmento não tem a denominação de gestão por constituir atividade complementar das gestões. No caso da Fundação Sistel, os segmentos operacionais utilizados são: Previdencial, Administrativo e de Investimentos. Esses segmentos operacionais estão presentes nas demonstrações contábeis dos planos de benefícios e do Plano de Gestão Administrativa (PGA) e suas funções são as seguintes: Gestão Previdencial: Congrega todas as atividades previdenciais da entidade, como recebimento de contribuições, pagamento de benefícios, constituição de provisões matemáticas e de fundos, resgates e portabilidade. Gestão Administrativa: Funciona como uma entidade prestadora de serviços administrativos, tendo como usuários os planos de benefícios administrados pela Fundação. É responsável pela administração plena da entidade, coordenando todo seu funcionamento. Investimentos: Destinado ao gerenciamento das aplicações financeiras dos recursos dos planos de benefícios administrados pela Entidade e do PGA. Os planos de benefícios e o Plano de Gestão Administrativa (PGA) registram suas mutações patrimoniais e de resultado utilizando-se dos seguintes segmentos operacionais: Planos de Benefícios Previdenciais - Gestão Previdencial e Investimentos; Plano de Gestão Administrativa - Gestão Administrativa e Investimentos. Nas demonstrações consolidadas são apresentados os elementos patrimoniais e de resultado de todos os segmentos operacionais. Por não haver contas específicas previstas na planificação contábil estabelecida pela Resolução CNPC nº 8, de 16 de dezembro de 2011, para registro contábil do fundo de caráter assistencial administrado pela Sistel, denominado de PAMA, a Entidade registra as suas operações e elementos patrimoniais nos segmentos Gestão Previdencial e Investimentos, resultando em demonstrações contábeis para o referido PAMA semelhantes aos planos de benefícios Previdenciais, uma vez que utiliza os mesmos grupos de contas. Esse procedimento está em conformidade com a orientação da, então, Secretaria da Previdência Complementar, disposto no Ofício nº 3.869/2009/SPC/DEMOC/CGAC, de 9 de dezembro de 2009. Gestão de Risco: Seguindo as melhores práticas de governança corporativa, a Sistel vem constantemente aprimorando sua gestão de risco. Trata-se de uma atividade dinâmica que requer a identificação e o monitoramento constante dos riscos inerentes à gestão de planos de benefícios e à adoção das medidas para sua mitigação. Página 4 de 87

Para atender as demandas dessa atividade foi criado um Comitê de Risco, formado por todos os gerentes da Fundação, com o objetivo de assessorar a Diretoria no que tange ao acompanhamento e ao monitoramento dos riscos relacionados às atividades desenvolvidas pela Sistel, tais como: demandas judiciais, desequilíbrio atuarial, contribuições, contrapartes (crédito), oscilação de preços de ativos no mercado, entre outros. Para tanto, o Comitê de Riscos apresenta ações preventivas e corretivas nos casos em que julgar necessárias. Esses riscos também são monitorados pelo Conselho Fiscal da Entidade, por meio do seu relatório semestral, reportando ao Conselho Deliberativo as situações que demandem decisões saneadoras por parte da administração da Fundação. B. Balanço Patrimonial Consolidado O balanço patrimonial é apresentado de forma consolidada e não por plano de benefícios, o que significa que nele está representada a soma dos patrimônios dos planos de benefícios administrados pela Sistel e a de seu Plano de Gestão Administrativa (PGA), aplicadas a essa soma as regras de consolidação em que são eliminados saldos de valores a receber e a pagar entre os planos de benefícios, inclusive o PGA, além de outras eliminações previstas nas normas contábeis aplicáveis às Entidades Fechadas de Previdência Complementar. As contas do balanço patrimonial estão expressas em moeda nacional nas respectivas datas sem qualquer atualização. B.1. Ativo Disponível Registra as disponibilidades existentes em caixa e bancos. B.2. Ativo Realizável O grupo realizável nas gestões Previdencial e Administrativa registra os direitos normais dessas atividades, tais como contribuições a receber e adiantamentos, e no Investimento todas as aplicações dos recursos em nome da Fundação, bem como os acréscimos ou os decréscimos decorrentes de valorizações ou desvalorizações de tais operações, sem distinção de prazos de aplicação. B.3. Ativo Permanente É composto pelos ativos imobilizado e intangível, cujos registros obedecem às regras constantes no Pronunciamento Técnico do CPC nº 27. Em 31 de dezembro de 2013, a Entidade reavaliou as estimativas de vida útil econômica de seus ativos permanentes, utilizadas para a determinação de suas taxas de depreciação e amortização. As mudanças na estimativa da vida útil econômica dos ativos decorrentes dessa reavaliação foram devidamente reconhecidas. No exercício de 2014, não ocorreu nenhuma alteração nas estimativas de vida útil desses ativos. Página 5 de 87

B.4. Passivo Exigível Operacional O grupo passivo exigível operacional é subdividido por segmentos operacionais Gestão Previdencial, Gestão Administrativa e Investimentos. Esse grupo registra as obrigações decorrentes das operações dos planos de benefícios e do Plano de Gestão Administrativa (PGA). B.5. Passivo Exigível Contingencial O grupo passivo, exigível contingencial, é subdividido nos segmentos operacionais Gestão Previdencial, Gestão Administrativa e de Investimentos, e registra a ocorrência de fatos que envolvem ações judiciais nos segmentos mencionados e que serão impactados por decisões futuras que poderão ou não gerar desembolso. B.6. Patrimônio Social B.6.1. Patrimônio de Cobertura do Plano B.6.1.1. Provisões Matemáticas Corresponde ao valor presente dos benefícios futuros líquidos das contribuições futuras dos planos de benefícios. Conforme determina o artigo 22 da Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001, foram realizadas avaliações atuariais para todos os planos de Benefícios Previdenciais, por pessoa jurídica legalmente habilitada e os resultados estão contabilizados no balanço patrimonial. O regime financeiro para financiamento dos planos de benefícios nas modalidades de Benefícios Definidos, Contribuição Definida e Contribuição Variável é o de Capitalização. B.6.1.2. Equilíbrio Técnico Registra o excedente ou a necessidade patrimonial em relação aos compromissos totais dos planos de benefícios. B.6.2. Fundos Gestão Previdencial Registra os fundos constituídos atuarialmente para atender à Gestão Previdencial dos planos de benefícios e estão divididos nos seguintes grupos: a) Fundos para Reversão de Saldo por Exigência Regulamentar - são aqueles previstos nos regulamentos dos planos de benefícios e, por Página 6 de 87

consequência, nas respectivas Notas Técnicas Atuariais, os quais preveem as condições de constituição, manutenção e destinação desses fundos. Esse subgrupo é composto pelos seguintes fundos: Fundo de Desvios Espectrais do Plano - constituído na forma prevista no Regulamento pela reversão de valores não utilizados no Plano, tendo por finalidade garantir o pagamento de compromissos futuros que o Plano venha a assumir, a fim de manter a sua solvência, bem como para recepcionar, quando for o caso, a parcela da distribuição de superávit destinada à utilização exclusiva da Patrocinadora, após a redução integral das contribuições futuras, conforme disciplinado no regulamento do Plano. Não há previsão de extinção do fundo ao longo do tempo, uma vez que, pelas suas características específicas, sua existência está vinculada à existência do Plano, à sua respectiva liquidação ou até a exclusão do último sobrevivente no Plano. Esse fundo está relacionado apenas ao Plano Telebrás Prev. Fundo de Cobertura Especial - terá sua utilização com base em parecer do responsável técnico-atuarial, tendo por finalidade a cobertura dos efeitos de variações desfavoráveis dos parâmetros demográficos, econômicos e atuariais, fixados na elaboração do plano de custeio anual. Esse fundo é mantido em quantitativo de cotas e contabilizado mensalmente pelo valor atualizado da cota do plano. Não possui previsão de extinção, em face das características específicas de sua existência estar vinculada à existência do Plano. Esse fundo está relacionado aos Planos CPqD Prev e Celprev Amazônia. Fundo de Cobertura dos Benefícios de Riscos - tem por finalidade garantir a cobertura das oscilações da Provisão Matemática de Benefícios de Riscos, neste caso, o auxílio-doença, sendo, mensalmente, o valor do fundo adicionado do fluxo positivo ou negativo, verificado pelas diferenças entre as contribuições de risco para cobertura do auxílio-doença e os pagamentos dos valores dos respectivos benefícios de auxílio-doença, acrescido da valorização, positiva ou negativa, da cota patrimonial do Plano. Não há previsão de extinção do fundo, apenas a utilização, conforme descrito neste item. Esse fundo está relacionado apenas ao Plano CPqD Prev e foi utilizado em sua totalidade em 2014. Conta de Destinação de Excedentes CDE será constituída por parcelas da Conta Identificada da Patrocinadora (CPI), não destinada ao pagamento de Benefícios, nos casos de opção pelo instituto de Resgate por Participantes com menos de 2 (dois) anos de vinculação ao Plano, ou pelo saldo dessa conta em caso de morte de Participante ou do saldo remanescente da Conta Individual de Benefícios (CIB), no caso de Assistido, sendo que, em ambos os casos, Participantes e Assistidos, resulte na inexistência de Beneficiários, Beneficiários Designados ou Página 7 de 87

herdeiros habilitados, depois de prescritos. O saldo da conta CDE será destinado conforme critérios a serem definidos no Plano de Custeio, observada a legislação vigente, considerando o Parecer do Atuário responsável, a anuência das Patrocinadoras e a aprovação do Conselho Deliberativo da Entidade. Esse fundo está relacionado apenas ao Plano Inova Prev. b) Fundos para Revisão de Plano, que são destinados e constituídos especificamente para o atendimento à distribuição de superávit em conformidade com a Resolução MPS/CGPC nº 26, de setembro de 2008. Esse subgrupo é composto pelos seguintes fundos: Fundo de Reversão de Valores aos Assistidos - constituído na forma prevista no processo de destinação da Reserva Especial para Revisão do Plano, obedecendo à proporção contributiva de 50% (cinquenta por cento) para os Participantes Assistidos, consoante com a decisão do Conselho Deliberativo da Entidade, observado que esse Fundo terá a sua efetiva utilização após a aprovação formal do processo correspondente pelo Órgão Governamental Competente. Esse fundo está relacionado apenas ao Plano PBS-A. Fundo de Reversão de Valores a Assistidos e Participantes - constituído na forma prevista no processo de destinação da Reserva Especial, obedecendo a proporção contributiva de 50% (cinquenta por cento) para os Participantes e Assistidos, consoante com a decisão do Conselho Deliberativo da Entidade, observado que este Fundo terá a sua efetiva utilização após a aprovação formal do processo correspondente pelo Órgão Governamental Competente. Esse fundo está relacionado aos Planos PBS Tele Norte Celular, Celprev Amazônia e PBS Telebrás. Fundo de Reversão de Valores às Patrocinadoras - constituído na forma prevista no processo de destinação da Reserva Especial para Revisão do Plano, obedecendo à proporção contributiva de 50% (cinquenta por cento) para os Patrocinadores, consoante com a decisão do Conselho Deliberativo da Entidade, observado que terá sua efetiva utilização após a aprovação formal do processo correspondente pelo Órgão Governamental Competente. Esse fundo está relacionado aos Planos PBS-A, PBS Tele Norte Celular, Celprev Amazônia, PBS Telebrás. Fundo para Recomposição da Reserva de Contingência - constituído na forma prevista no processo de destinação da Reserva Especial para Revisão do Plano, com os recursos oriundos daquela rubrica, atuarialmente calculados. A constituição desse fundo decorre da necessidade da recomposição da Reserva de Contingência no limite de 25% das Provisões Matemáticas quando da extinção das Contribuições Vinculadas ao Abono, previstas na utilização da Reserva Especial. O Fundo será extinto pela utilização de seu saldo na recomposição da Reserva de Contingência, sendo eventual parcela remanescente Página 8 de 87

revertida ao Plano. Esse fundo está relacionado aos Planos PBS-A, PBS Tele Norte Celular e Celprev Amazônia. c) Outros - Previstos em Nota Técnica Atuarial. Os fundos desse subgrupo possuem o devido regramento em relação à sua fonte de custeio, finalidade e relação com evento ou risco identificado, bem como com sua constituição e reversão contida na Nota Técnica Atuarial de cada Plano. É composto pelos seguintes fundos: Fundo de Cobertura de Demandas Judiciais - tem por finalidade cobrir o impacto decorrente de eventual sucesso, parcial ou total, de demandas judiciais em relação à gestão previdencial do Plano. O Fundo de Cobertura de Demandas Judiciais é oriundo de pareceres e estudos realizados por empresas de consultorias externas de atuária e jurídica contratadas pela Sistel, os quais embasaram os valores provisionados que serão reavaliados a cada exercício. A extinção dar-se-á pela utilização do saldo total do Fundo de Cobertura de Demandas Judiciais para cobrir constituições de provisões matemáticas e/ou pagamentos oriundos de sentenças julgadas com a condenação da Sistel, ou, ainda, pela eliminação do risco que ensejou sua criação. Ocorrendo o encerramento ou a liquidação do Plano, por qualquer motivo, e existindo saldo remanescente no referido Fundo, o saldo será revertido em conformidade com a legislação vigente. Esse fundo está relacionado apenas ao Plano PBS-A. O Fundo de Cobertura de Desvios - tem por finalidade garantir as oscilações de riscos das Provisões Matemáticas de Benefícios Concedidos e a Conceder, em decorrência de variações conjugadas dos parâmetros utilizados para o cálculo das provisões, excetuando-se as variações em decorrência de juros técnicos e da tábua biométrica, que serão definidas em fundos específicos, quando for o caso. Esse fundo está relacionado apenas ao Plano PBS Tele Norte Celular. Desvios Espectrais do Plano tem por finalidade garantir as oscilações de riscos das Provisões Matemáticas de Benefícios Concedidos e a Conceder, em decorrência de variações conjugadas dos parâmetros utilizados para o cálculo das provisões, executando-se as variações em decorrência de juros técnicos e da tábua biométrica, que serão definidas em fundos específicos, quando for o caso. Esse fundo está relacionado apenas ao Plano PBS Telebrás. Fundo de Oscilação de Riscos - Cobertura dos Benefícios de Risco - tem por finalidade garantir a cobertura das oscilações da Provisão Matemática de Benefícios de Riscos, neste caso, auxílio-doença, sendo, mensalmente o valor do fundo adicionado do fluxo positivo ou negativo verificado pelas diferenças entre as contribuições de risco para cobertura do auxílio-doença e dos pagamentos dos valores dos respectivos benefícios de auxílio-doença, acrescido da valorização, positiva ou Página 9 de 87

negativa, da cota patrimonial do Plano. Não há previsão de extinção do fundo, apenas a utilização, conforme descrito neste item, sendo sua existência vinculada à existência do Plano. Esse fundo está relacionado apenas ao Plano Celprev Amazônia. Fundo de Oscilação de Riscos Atuariais cobertura especial - tem por finalidade fornecer cobertura para possíveis descasamentos entre a rentabilidade dos ativos garantidores e a exigibilidade atuarial (Planos PBS) ou meta de rentabilidade (Planos Prev) do Plano. Mensalmente, o valor do Fundo será atualizado pela rentabilidade da carteira de investimentos do Plano e será revertido para cobrir eventuais diferenças negativas apuradas entre a rentabilidade do plano e a exigibilidade atuarial (Planos PBS) ou meta de rentabilidade (Planos Prev). Não há previsão de extinção do Fundo ao longo do tempo, uma vez que, pelas suas características específicas, sua existência está vinculada à do Plano. Ocorrendo o encerramento ou a liquidação do Plano, por qualquer motivo, e existindo saldo remanescente no referido Fundo, este será revertido ao Patrimônio de Cobertura do Plano em conformidade com a legislação vigente. Esse fundo está relacionado apenas ao Plano Telebrás Prev. Fundo de Oscilação de Riscos Atuariais - cobertura dos benefícios de risco - tem por finalidade garantir a cobertura das oscilações da Provisão Matemática de Benefícios de Riscos, neste caso, auxílio-doença, sendo, mensalmente o valor do fundo adicionado do fluxo positivo ou negativo verificado pelas diferenças entre as contribuições de risco para cobertura do auxílio-doença e dos pagamentos dos valores dos respectivos benefícios de auxílio-doença, acrescido da valorização, positiva ou negativa, da cota patrimonial do Plano. Não há previsão de extinção do fundo, apenas a utilização conforme descrito neste item, sendo sua existência vinculada à existência do Plano. Esse fundo está relacionado apenas ao Plano Telebrás Prev. Fundo de Oscilação de Risco Patrocinadora - criado especificamente para o Plano PBS Telebrás, por ocasião da distribuição de excedentes técnicos ocorrida, apurado conforme Regulamento do respectivo Plano, para registro de recursos exclusivos da Patrocinadora do Plano. Os recursos do Fundo de Oscilação de Risco - Patrocinadora, serão destinados exclusivamente para a cobertura de compromissos de responsabilidade da Patrocinadora em relação ao Plano, relativos aos benefícios previdenciais referenciados no Regulamento, podendo, inclusive, ser na forma de contribuição mensal, com base em solicitação formal da Patrocinadora, manifestação expressa do responsável técnicoatuarial e aprovação do Conselho Deliberativo da Entidade. Os recursos do Fundo de Oscilação de Risco - Patrocinadora serão mantidos em moeda corrente nacional, atualizados mensalmente pela variação da cota do Plano. Página 10 de 87

Fundo de Cobertura de Recálculo de Benefícios - criado especificamente para o Plano CPqDPrev, relatar o impacto atuarial em decorrência de recálculo dos valores de benefícios concedidos por conta de denúncia da ANAPAR que insurge contra a suposta utilização de taxas de juros, para concessão dos benefícios do Plano CPqDPrev, dentre pagamentos de diferenças retroativas, que se daria de forma imediata, e recálculo das reservas matemáticas dos benefícios concedidos com taxas inferiores a 6% (seis por cento) ao ano. Fundo de Cobertura de Riscos tem a finalidade de acumular os recursos vertidos pelos Participantes Autopatrocinados e Patrocinadoras por meio das Contribuições de Risco. O fundo será destinado ao pagamento vitalício dos Benefícios de Risco, sendo utilizado somente após o esgotamento os recursos das Contas CPI e CIP. Esse fundo está relacionado apenas ao Plano Inova Prev. O Fundo Assistencial do PAMA, constituído a partir de junho de 1991, representa a cobertura para a assistência médica aos Assistidos e Beneficiários dos planos de benefícios PBS - Assistidos e PBS - Patrocinadoras. Gestão Administrativa A Sistel adota um controle individualizado dos fundos administrativos contabilizados no PGA por plano de benefícios. Portanto, os Fundos de Garantia do Custeio Administrativo constituídos para cada plano representam o resultado da diferença entre os valores aportados de custeio administrativo previdencial adicionado dos rendimentos de aplicação dos recursos do fundo administrativo e deduzido das despesas administrativas apropriadas a cada Plano de Benefício. Conforme determina a Instrução SPC nº 34, de 24 de setembro de 2009, ao final de cada mês, a Sistel registra, na contabilidade de cada Plano de Benefício Previdencial, sua participação no fundo administrativo registrado no PGA, utilizando as contas Participação no Plano de Gestão Administrativa, no Ativo, e Participação no Fundo Administrativo do PGA, no Passivo. Essa contabilização está evidenciada nos balancetes dos Planos de Benefícios. Página 11 de 87

Investimentos Composto exclusivamente pelo Fundo de Garantia de Empréstimos, que representa os recursos necessários à cobertura de possíveis perdas decorrentes de morte dos mutuários, participantes ou assistidos dos Planos de Benefícios administrados pela Sistel, com empréstimos em andamento. Esses fundos são registrados e controlados por plano de benefícios previdenciais. C. Demonstração da Mutação do Patrimônio Social - DMPS (Consolidada) A Demonstração da Mutação do Patrimônio Social (DMPS) é uma demonstração consolidada e destina-se a evidenciar a composição dos elementos que provocaram as alterações ocorridas no patrimônio social do conjunto de planos de benefícios administrados pela entidade. Seus valores estão expressos em moeda das respectivas datas e incluem: a) saldo do patrimônio social no início dos exercícios apresentados; b) adições do patrimônio social, que representam recursos que ingressaram para o patrimônio social da entidade; c) deduções do patrimônio social, que representam recursos que saíram do patrimônio social da entidade; d) acréscimos e decréscimos do patrimônio social subtotalizados das adições e deduções anteriormente citados; e) operações transitórias do patrimônio social que representam as operações de fusão, cisão, incorporação ou de transferência de gerenciamento de planos ocorridas durantes os exercícios apresentados; e Página 12 de 87

f) saldo do patrimônio social no final dos exercícios apresentados. D. Demonstração do Plano de Gestão Administrativa - DPGA (Consolidada) A Demonstração do Plano de Gestão Administrativa (DPGA) consolidada destina-se a evidenciar a composição dos elementos que provocaram as alterações ocorridas nos fundos administrativos do PGA no seu conjunto, bem como possibilita avaliar a evolução desses elementos e dos referidos fundos. Nela estão representadas todas as contas que compõem a atividade administrativa da EFPC. Seus valores estão expressos em moeda das respectivas datas e incluem: a) saldo do fundo administrativo consolidado dos exercícios anteriores aos apresentados; b) receitas administrativas do exercício, a exemplo do resultado positivo dos investimentos, que representam os recursos que ingressaram no PGA durante os exercícios apresentados; c) despesas administrativas, segregadas por administrações previdencial, de investimentos, assistencial e outras do exercício, que representam os gastos da entidade com a administração dos planos de benefícios durante os exercícios apresentados; d) resultado negativo dos investimentos que representam eventuais saldos de rentabilidade negativa na aplicação dos recursos do fundo administrativo do PGA, ocorrida durante os exercícios apresentados; e) sobras ou insuficiência da gestão administrativa subtotalizados dos itens b, c e d, anteriormente citados; f) constituição ou reversão do fundo administrativo no exercício que representam os recursos líquidos que foram adicionados ou deduzidos do fundo administrativo consolidado durante os exercícios apresentados. g) operações transitórias que representam as operações de fusão, cisão, incorporação ou de transferência de gerenciamento de planos ocorridas durantes os exercícios apresentados; e h) saldo do fundo administrativo consolidado ao final dos exercícios que estão sendo apresentados. E. Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - DAL O ativo líquido de um plano de benefícios é o valor resultante da subtração dos passivos e fundos não previdenciais de seus ativos totais. Sua apuração tem como objetivo possibilitar a avaliação do grau de cobertura dos compromissos atuariais do plano, representados pelas provisões [reservas] matemáticas e fundos previdenciais, pelo ativo líquido. A Demonstração do Ativo Líquido (DAL) destina-se a evidenciar esse grau de cobertura e a evolução dos componentes patrimoniais do plano de benefícios. Seus valores estão expressos em moeda das respectivas datas e incluem: Página 13 de 87

a) saldos dos grupos de contas do ativo que representam os recursos totais do plano de benefícios nos períodos apresentados; b) saldos dos grupos de contas do passivo (operacional e contingencial) - que representam os recursos do plano que estão comprometidos com pagamentos a terceiros ou de sua operação normal, como tributos e folha de benefícios, por exemplo; c) saldos dos fundos não previdenciais: administrativos e de investimentos - que representam recursos não comprometidos com o pagamento de benefícios, uma vez que são recursos com objetivos específicos; d) resultado a realizar que representam valores de títulos recebidos de patrocinadoras para liquidação de dívidas porventura existentes; e e) saldos dos ativos líquidos no final dos exercícios que representam os valores líquidos que o plano de benefícios possui ao final de cada exercício demonstrado, comprometidos com o pagamento de benefícios dos participantes e assistidos do plano. F. Demonstração da Mutação do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - DMAL A Demonstração da Mutação do Ativo Líquido (DMAL), por plano de benefícios, destina-se a evidenciar a composição dos elementos que provocaram as alterações ocorridas no ativo líquido do referido plano, bem como possibilita avaliar a evolução desses elementos e do próprio ativo líquido. Seus valores estão expressos em moeda das respectivas datas e incluem: a) saldos dos ativos líquidos no início dos exercícios apresentados; b) adições do ativo líquido que representam os recursos que ingressaram para o plano de benefícios durantes os exercícios apresentados; c) deduções do ativo líquido que representam os recursos que foram gastos pelo plano de benefícios, tais como o pagamento de benefícios, por exemplo, durante os exercícios apresentados; d) acréscimos e decréscimos no ativo líquido subtotalizados das adições menos as deduções, anteriormente citados; e) operações transitórias que representam as operações de fusão, cisão, incorporação ou de transferência de gerenciamento de planos ocorridas durante os exercícios apresentados; f) saldo do ativo líquido no final do exercício; e g) valores dos fundos não previdenciais: administrativos e de investimentos, que não compõem o ativo líquido por terem destinação específica e não o pagamento de benefícios. G. Demonstração do Plano de Gestão Administrativa- DPGA (por Plano de Benefícios) A Demonstração do Plano de Gestão Administrativa (DPGA) por plano de benefícios destina-se a evidenciar a composição dos elementos que provocaram as alterações Página 14 de 87

ocorridas no fundo administrativo correspondentes a um plano de benefícios especificamente, fundo esse cuja finalidade é a Gestão Administrativa de um plano de benefícios específico da Entidade. A DPGA possibilita ainda avaliar a evolução desses elementos e do referido fundo, nela estão representadas todas as contas que compõem a atividade administrativa do Plano de Benefícios. Seus valores estão expressos em moeda das respectivas datas e incluem: a) saldo do fundo administrativo correspondente ao plano de benefícios nos exercícios anteriores aos apresentados; b) receitas administrativas do exercício, a exemplo do resultado positivo dos investimentos, que representam os recursos que ingressaram no fundo administrativo correspondente ao plano de benefícios contabilizado no PGA durante os exercícios apresentados; c) despesas administrativas, segregadas por administrações previdencial, de investimentos e outras, com detalhamento das despesas comuns e específicas do plano de benefícios, que representam os gastos da entidade com a administração do plano de benefícios de que trata a demonstração, durante os exercícios apresentados; d) resultado negativo dos investimentos, que representam eventuais saldos de rentabilidade negativa na aplicação dos recursos do fundo administrativo em questão, ocorrida durante os exercícios apresentados; e) sobras ou insuficiência da gestão administrativa subtotalizados dos itens b, c e d, anteriormente citados; f) constituição ou reversão do fundo administrativo no exercício, que representam os recursos líquidos que foram adicionados ou deduzidos do fundo administrativo correspondente ao plano de benefícios durante os exercícios apresentados. g) operações transitórias, que representam as operações de fusão, cisão, incorporação ou de transferência de gerenciamento de recursos administrativos correspondentes ao plano de benefícios, ocorridas durante os exercícios apresentados; e h) saldo do fundo administrativo correspondente ao plano de benefícios ao final dos exercícios que estão sendo apresentados. H. Demonstração das Provisões Técnicas por Plano de Benefícios - DPT A Demonstração das Provisões Técnicas do Plano de Benefícios (DPT) foi criada pela Resolução MPS/CNPC nº 12 de 19 de agosto de 2013 em substituição a Demonstração das Obrigações Atuariais do Plano de Benefícios DOAP. Esta demonstração destina-se a evidenciar os elementos correspondentes a totalidade dos compromissos dos Planos de benefícios previdenciais administrados pelas entidades fechadas de previdência complementar. Seus valores estão expressos em moeda das respectivas datas e incluem: a) saldo das Provisões Técnicas totais do plano no exercício atual e exercício anterior; b) saldos detalhados das provisões matemáticas de benefícios concedidos, provisões matemáticas de benefícios a conceder e provisões matemáticas a constituir nos dois exercícios que representam os valores atuais dos compromissos futuros com o pagamento de benefícios prometidos pelo plano; Página 15 de 87

c) saldos detalhados do equilíbrio técnico, subdividido em resultados realizados e resultados a realizar no exercício atual e exercício anterior que representam a sobra ou a falta de recursos para pagamento dos benefícios prometidos conforme item anterior; d) fundos, que são provisões destinadas à cobertura de riscos envolvidos na garantia de pagamento dos benefícios prometidos; e) exigível operacional, que são provisões destinadas ao pagamento das operações normais do plano de benefícios; e f) exigível contingencial, que são provisões destinadas à cobertura de um possível pagamento de obrigação futura que poderá ou não ocorrer. NOTA 3. Principais Políticas Contábeis A. Elaboração das Demonstrações Contábeis As estimativas contábeis foram baseadas no julgamento da administração para determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis, cuja metodologia adotada envolve normalmente fatores objetivos e subjetivos. Itens significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem a vida útil do ativo imobilizado, a avaliação da carteira de investimentos, a provisão para créditos de liquidação duvidosa, a provisão para demandas judiciais, ativos e passivos relacionados a participantes, assistidos e empregados e os cálculos atuariais. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá eventualmente resultar em valores diferentes daqueles provisionados. Visando a um acompanhamento permanente dessas estimativas, a Fundação revisa, conforme o caso, as metodologias e as premissas inerentes pelo menos anualmente. A.1. Ativos de Investimentos Os limites operacionais de aplicações dos recursos garantidores das provisões matemáticas, fundos e provisões passivas, também denominadas de provisões técnicas, são determinados pela Resolução nº 3.792 do Conselho Monetário Nacional (CMN), de 24 de setembro de 2009. A Instrução Normativa MPS/PREVIC nº 02, de 18 de maio de 2010, estabelece a forma de elaboração e divulgação do Demonstrativo de Investimentos, que apresenta a composição analítica dos ativos das carteiras próprias e dos fundos de investimentos, dos quais a EFPC seja direta ou indiretamente cotista, e cujo resumo compõe o Relatório Anual de Informações, encaminhado aos participantes e assistidos até o dia 30 de abril do ano subsequente a que se referir. O atual plano de contas das EFPC classifica os investimentos em títulos e valores mobiliários de acordo com os emissores desses ativos, ou seja, Títulos Públicos, Créditos Privados e Depósitos, Ações de Cias., Fundos de Investimento e Derivativos, diferentemente da Resolução MPAS/CGPC nº 04, de 30 de janeiro de 2002, que os classifica por modalidade em Renda Fixa e Renda Variável. Página 16 de 87

Para efeito de entendimento de equivalência desses dispositivos legais e para fins de adequação dos investimentos dos planos de benefícios à Resolução MPAS/CGPC nº 04, são considerados títulos de renda fixa aqueles que possuem uma remuneração paga num intervalo e em condições preestabelecidas e que se encontram registrados contabilmente nos seguintes grupos de contas: Títulos Públicos, Créditos Privados e Depósitos, Fundos de Investimento e Derivativos. Da mesma forma, são considerados títulos de renda variável aqueles que não oferecem rentabilidade uniforme ao longo do tempo e que se encontram nos seguintes grupos de contas: Créditos Privados e Depósitos, Ações, Fundos de Investimento e Derivativos. As aplicações em títulos considerados de renda fixa, apresentadas nas Demonstrações Contábeis, estão valorizadas em conformidade com a Resolução MPAS/CGPC nº 04, de 30 de janeiro de 2002. De acordo com este dispositivo legal, as aplicações devem ser segregadas nas categorias: - títulos mantidos até o vencimento, cujos ativos são registrados pelo custo de aquisição e, para fins de atualização, acrescidos dos rendimentos auferidos em função dos respectivos índices de atualização monetária e/ou taxas de juros até a data do balanço; e - títulos para negociação, onde os ativos são registrados pelo custo de aquisição e atualizados pelo seu valor de mercado, com os ganhos e as perdas não realizados reconhecidos no resultado do exercício, até a data do balanço. Parte dos títulos que compõem as carteiras de investimentos dos Planos de Benefícios administrados pela Sistel e do seu Plano de Gestão Administrativa- PGA estão classificados na categoria títulos para negociação e parte estão classificados na categoria "títulos mantidos até o vencimento", sendo registrados pelo custo de aquisição, que engloba, além do valor efetivamente pago, os custos com corretagens e emolumentos, sendo atualizados de acordo com cada critério, pelo Bradesco S.A., agente custodiante da Sistel e responsável, também, pela precificação de ativos de acordo com suas características, sendo elas: a) Títulos Públicos As aplicações constantes das carteiras dos planos de benefícios e PGA em títulos públicos federais, estaduais, municipais e em empréstimos de títulos públicos, estão sendo consideradas as séries históricas dos respectivos indexadores, desde a data do início de incidência, informadas pelas fontes oficiais de divulgação (Bacen, IBGE, FGV, CETIP e ANBIMA) e descontando os valores dos fluxos de caixa futuros a valor presente pelas curvas futuras de juros de mercado disponibilizadas pela ANBIMA, ou as taxas referenciais para swaps informadas pela BM&FBOVESPA, conforme o caso, e acrescendo spread de risco de crédito dos ativos, isto para aqueles títulos cuja Página 17 de 87

marcação é a mercado. Para aqueles mantidos até o vencimento, o valor dos títulos é apurado pela taxa de juros na aquisição e a correção monetária do título. b) Créditos Privados e Depósitos As aplicações em créditos privados e depósitos e em empréstimos de crédito privado, bem como seus respectivos direitos emitidos por instituições financeiras, Companhias Abertas, Companhias Fechadas, Sociedades de Propósito Específico, Sociedades Limitadas, Pessoas Físicas, Organismos Multilaterais, Patrocinador(es), Empréstimos de Crédito Privado e Outros Emissores, estão avaliadas de acordo com os mesmos critérios descritos acima para os títulos públicos. c) Fundos de Investimento As aplicações dos planos de benefícios e PGA em cotas de fundos de investimento das modalidades de Curto Prazo, Referenciado, Renda Fixa, Ações, Cambial, Dívida Externa, Multimercado, Índice de Mercado, Direitos Creditórios, Empresas Emergentes, Participações, Imobiliário e Outros, são atualizadas pelo valor da cota de fechamento diário divulgado pelos respectivos administradores. d) Ações As aplicações constantes das carteiras de investimentos dos planos de benefícios em ações e em empréstimos de ações, bem como seus respectivos direitos, emitidos por Instituições Financeiras, Companhias Abertas, Companhias Abertas - Exterior, Companhias Fechadas, Sociedades de Propósito Específico, Patrocinador(es), Empréstimos de Ações e Outros Emissores, são valorizadas pelo preço apurado e divulgado diariamente pela BM&F/BOVESPA no fechamento do pregão, mantendose a cotação do dia anterior para os papéis que não tiverem negociação no dia. As rendas/variações positivas de dividendos, bonificação e juros sobre capital próprio recebidas em dinheiro, decorrentes de investimentos em ações, são reconhecidas após a publicação pelas empresas investidas de aviso de pagamento de dividendos ou juros sobre capital próprio ao mercado em antecipação as Assembleias Gerais de Acionistas. Considerando a imaterialidade e o custo-benefício da informação, a Entidade adotou para os papéis que não houve negociação em Bolsas de Valores ou em Mercado de Balcão organizado por período superior a 6 (seis) meses a valorização com base no custo valor de aquisição ou pelo Valor Patrimonial por Ação (VPA), apurado de acordo com os últimos balanços patrimoniais divulgados pela empresa, dos dois o menor. Nesta situação, encontram-se apenas as ações da Gazeta Mercantil S.A., essas ações estão provisionadas para perda em sua totalidade. Página 18 de 87

e) Investimentos Imobiliários Os investimentos imobiliários (edificações locadas a terceiros e participações em shopping center), apresentados nas demonstrações contábeis, estão registrados inicialmente pelo valor do custo de aquisição e depreciados linearmente pelo tempo de vida útil estimada, cujos valores são reavaliados a cada período de até 3 (três) anos e ajustados em função do valor de mercado e depreciados à taxa da vida útil remanescente, constante dos respectivos laudos de avaliação. f) Empréstimos As operações de empréstimos a Participantes, apresentadas nas Demonstrações Contábeis são representadas pelas concessões na modalidade Empréstimos Simples concedidos a participantes e assistidos dos planos de benefícios administrados pela Entidade, essas operações podem ter prazo de parcelamento entre 03 e 60 meses, sendo atualizadas por um índice de mercado e juros prefixados. Conforme disposto no contrato de mútuo, nas operações de concessão dos empréstimos, é descontada uma taxa denominada de Quota de Quitação por Morte (QQM). Essa taxa é calculada atuarialmente variando em função do risco envolvido em cada operação, sendo destinada à formação de um fundo para cobrir eventuais perdas com a quitação dos saldos devedores dos empréstimos daqueles participantes ou assistidos que vierem a falecer durante a vigência do contrato. Além disso, mensalmente, é cobrada uma taxa de administração para cobrir despesas com a gestão das operações de mútuo. Descrevemos abaixo os tipos de operações atuais: 1. 58 contratos representados pelas concessões de empréstimo simples, com atualização pela variação da Taxa Referencial TR, mais taxa de juros de 6% ao ano; 2. 40 contratos representados pelas concessões de empréstimo simples, com atualização pela variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) mais taxas de administração de 1,5% ao ano; 3. 1.611 contratos representados pelas concessões de empréstimo simples, com atualização pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), juros de 6% ao ano e taxa de administração de 0,5% ao ano; 4. 1.334 contratos representados pelas concessões de empréstimo simples, com atualização pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), juros de 5,5% ao ano e taxa de administração de 0,5% ao ano; 5. 5.621 contratos representados pelas concessões de empréstimo simples, com atualização pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), juros de 5% ao ano e taxa de administração de 0,5% ao ano; e As provisões para perdas relativas à inadimplência de operações de empréstimos concedidos a participantes, dos planos de benefícios administrados pela Sistel, foram Página 19 de 87

constituídas conforme critérios estabelecidos pela Instrução SPC nº 34, de 24 de setembro de 2009. Os percentuais abaixo incidem sobre as parcelas vencidas e vincendas dos respectivos contratos:. 25% para atrasos entre 61 e 120 dias;. 50% para atrasos entre 121 e 240 dias;. 75% para atrasos entre 241 e 360 dias; e. 100% para atrasos superiores a 360 dias. A.2. Ativo Permanente Os bens registrados no ativo permanente estão registrados pelo seu valor de custo e reduzidos por suas depreciações ou provisões, com exceção do imóvel de uso que é avaliado a mercado em cumprimento ao item nº 21 do anexo C da Resolução CNPC nº 08, de 31 de outubro de 2011. A Administração utiliza o método Linear de depreciação para todos os itens do Ativo Permanente. Esse método considera para contabilização como despesa uma parcela constante do valor do bem em cada período de sua vida útil remanescente. Conforme o Pronunciamento Técnico do CPC nº 27, a vida útil de um ativo é definida em termos da utilidade esperada desse ativo para a entidade. A estimativa da vida útil do ativo é uma questão de julgamento baseado na experiência da entidade com ativos semelhantes, portanto, as taxas de depreciação anuais não são mais fixadas por entidades governamentais. Em 2013 e 2014 a Entidade adotou as taxas relacionadas para depreciação de seus bens. BEM Taxa anual % HARDWARE GERAL - DIVERSOS 33,33 HARDWARE GERAL - SALA-COFRE 33,33 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS - DIVERSOS 50 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS - SALA-COFRE 10 MÓVEIS E UTENSÍLIOS 50 SOFTWARES LICENCIADOS 20 SOFTWARES PRÓPRIOS DESENVOLVIDOS P/ 3ºs 20 SOFTWARES PRÓPRIOS DESENVOLVIDOS - SISTEL 20 VEÍCULOS 20 a 25 A Entidade possui um imóvel de uso registrado no seu Plano de Gestão Administrativa (PGA), sendo 19,72% como Ativo Permanente e 80,28% como investimento. As informações sobre sua reavaliação, valores envolvidos, avaliadores e outras constam do quadro da Nota Explicativa K.1.3. Página 20 de 87