GESTÃO DE DOCUMENTOS DE ARQUIVO

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EDITAL MF - ATA ARQUIVOLOGIA: 2. O

3. A autonomia de sentido é uma das mais importantes características dos documentos de arquivos correntes.

Transcrição:

GESTÃO DE DOCUMENTOS DE ARQUIVO Aula 4 Descrição Arquivística. A normatização e as diretrizes para a elaboração de instrumentos de pesquisa. Instrumentos de pesquisa: como chegar a eles. As diferenças entre guia, inventário, catálogo e índice.

Normatização da Descrição Arquivistica A preocupação com a descrição arquivística é recente, surge por volta do final da década de 1980, com o início do processo de construção de normas de descrição de documentos arquivísticos. Em 1992 foi produzida a primeira versão da ISAD(G), sua publicação ocorreu em 1993, sendo decidido que após 5 anos seria novamente revista. Ainda em 1992 foi proposta a elaboração de outra norma, a ISAAR (CPF), porém sua publicação ocorreu somente em 1996. A ISAD (G) padroniza a descrição arquivística em fundos como um todo e em suas partes e contém regras gerais que podem servir como base para a criação de normas locais ou ser usada em conjunto destas se já existirem.

Com a aplicação da ISAD (G) a descrição passa a ser normalizada universalmente contribuindo para que o acesso e a troca de informações, principalmente em meio eletrônico, sejam satisfatórios. Segundo Lopez (2002), para que o ideal perseguido pela normalização se torne concreto resta um longo caminho. A ISAD (G) padroniza a descrição arquivística em fundos como um todo e em suas partes e contém regras gerais que podem servir como base para a criação de normas locais ou ser usada em conjunto destas se já existirem. Sua estrutura parte de um princípio hierárquico, no qual a descrição é feita em níveis, denominando-se assim estrutura multinível.

estrutura multinível. Descrição do geral ao particular: apresenta uma relação hierárquica entre as partes e o todo Informação relevante para o nível de descrição: as informações devem ser apropriadas para o nível que está sendo descrito. Relação entre descrições: identifica o nível de descrição. Não repetição de informação: não repetir as informações em níveis diferentes de descrição.

Formas de descrição de documentos e acervos. Descrição Arquivística Aula 4 Seção1 Fundo GUIA Seção3 INVENTÁRIO Seção2 Série1 Série2 CATÁLOGO Série3 Sub-série1 Sub-série2 Documento/ Processo Documento/ Processo ÍNDICE Sub-série2.1 Sub-série2.3 Sub-série2.2 Documento/ Processo Documento subordinado / Ato informacional

Instrumentos de Pesquisa Descrição Arquivística Aula 4 Instrumentos de pesquisa completam o trabalho de um arquivo com a finalidade de propiciar o acesso aos documentos, consulta e divulgação do acervo e se apresentam em vários formatos e cada um possui características próprias, que vão atender as necessidades dos pesquisadores

Nível Base descrição Instrumentos Instituição Conjuntos documentais amplos Guia Fundos, grupos, coleções Séries Inventário Séries Unidades documentais Catálogo Unidades documentais Assunto, recorte temático Índices, catálogo seletivo Andre Lopez 7

Receitinha Descrição Arquivística Aula 4

Os instrumentos de Pesquisa a) o guia, de acesso fácil para o grande público por ter linguagem abrangente e popular. G1 Dados gerais da instituição e condições de consulta. G2 descreve sumariamente os fundos e coleções

G1 (a): nome da instituição G1 (b): endereço, telefone, fax G1 (c): endereço eletrônico G1 (d): web site G1 (e): dias e horários de consulta (férias e feriados) G1 (f): ficha técnica da instituição (vínculos e direção) G1 (g): localização e meios de transporte G1 (h): breve histórico da instituição, indicando sua situação atual G1 (i): perfil do acervo 9temático ou não), indicando objetivos e os critérios gerais para aquisição de fundos, destacando a importância de seus documentos G1 (j): condições e restrições à consulta (acesso) G1 (k): suporte à consulta (infra) G1 (l): política de reprodução G1 (m): política de intercambio institucional G1 (n): instrumentos de pesquisa disponíveis G1 (o): outras publicações da instituição G1 (p): prestação de serviços Guia

Guia G2 (a): nome o fundo, coleção ou do conjunto documental G2 (b): pequeno histórico contendo: - identificação e trajetória do titular e trajetória do conjunto em si (quem gerou, acumulou, custodiou) até a incorporação ao acervo (modo e data de aquisição, pessoas e instituções envolvidas). G2 (c): caracterização sumária do perfil do fundo ou da coleção G2 (d): tipos documentais mais frequentes G2 (e): documentos complementares G2 (f): condições físicas gerais do acervo (conservação, cópias, microfilmes) G2 (g): estágio atual da organização G2 (h): quantidade aproximada de documentos e datas-limite G2 (i): condições de acesso G2 (j): Condições de reprodutibilidade G2 (k): Instrumentos de pesquisa

Inventário O inventário, aquele que detêm representações de conjuntos documentais ou parcelas do fundo com descrições sumárias, permitindo um prévio conhecimento do conteúdo do documento, antes de se ter acesso a uma descrição mais detalhada;

I1(a):indicação da importância dos documentos inventariados para a pesquisa; I1(b): explicação da forma e dos critérios de classificação adotados na organização dos documentos em pauta; I1(c): delineamento e explicação do plano de classificação adotado; I1(d): definição terminológica dos conceitos empregados. As referências constitutivas do corpo do inventário (I2) deverão apresentar os seguintes itens: I2(a):situação no plano de classificação (nome do fundo, grupo etc.); I2(b):nome da série e explicação de sua caracterização, quando necessário; I2(c): datas-limite e quantidade de documentos; I2(d):notação ou localização da série no fundo ou na coleção; I2(e):forma de ordenação dos documentos dentro da série.

Catálogo CATÁLOGOS E ÍNDICES Os catálogos e índices constituem instrumentos voltados para a localização específica de unidades documentais. O catálogo dará continuidade à descrição da série iniciada com o inventário, detendo-se, agora, em cada documento, respeitando ou não a ordenação destes dentro da série. Quando necessária, a descrição peça a peça também contará com instrumentos de pesquisa divididos em duas partes: introdução e corpo.

C1(a): explicação sobre a importância do catálogo e da descrição individualizada dos documentos em questão; C1(b): contextualização da(s) série(s) escolhida(s) dentro das atividades do titular do fundo; C1(c): indicação dos critérios eleitos para a ordenação dos documentos na classificação e na descrição, caso haja diferença entre ambas. A montagem do corpo do catálogo pode adotar tanto o formato de verbete (mais recomendável para documentação muito diversificada) como o de tabela. De qualquer modo, é necessário indicar o seguinte: C2(a) tipo documental (caso não esteja determinado na série); C2(b) título do documento (se houver); C2(c) emissor e destinatário (se for o caso); C2(d) função imediata do documento (objetivo para o qual foi produzido); C2(e) resumo ou descritores do documento; C2(f) datas tópica e cronológica; C2(g) caracteres externos mais relevantes (número de páginas, formato, dimensão etc.); C2(h) notação ou localização do documento.

Os catálogos seletivos transcendem a dimensão arquivística dos catálogos convencionais ao escolher documentos que atendam a critérios temáticos, independentemente de sua posição no plano de classificação, podendo, inclusive, reunir documentos de fundos e arquivos distintos. Os índices, como instrumentos de pesquisa autônomos, procuram decompor os documentos em descritores, que podem ser temáticos, cronológicos, onomásticos, geográficos etc. Os índices têm como objetivo permitir uma rápida localização das unidades documentais que atendam a critérios específicos, tanto de uma única série como de diferentes fundos. Na confecção de índices, deve-se tomar muito cuidado com a escolha dos termos a serem utilizados. Em tais tarefas a utilização de vocabulários controlados e tesauros é imperativa. Entretanto, a forma mais comum de ocorrência dos índices é sua integração dentro de outros instrumentos de pesquisa, visando garantir possibilidades variadas de acesso aos documentos em questão

Índice Os índices apontam nomes, lugares ou assuntos, organizados alfabeticamente e indicando notações de localização dos documentos correspondentes;

Os índices, como instrumentos de pesquisa autônomos, procuram decompor os documentos em descritores, que podem ser temáticos, cronológicos, onomásticos, geográficos etc. Os índices têm como objetivo permitir uma rápida localização das unidades documentais que atendam a critérios específicos, tanto de uma única série como de diferentes fundos. Na confecção de índices, deve-se tomar muito cuidado com a escolha dos termos a serem utilizados. Em tais tarefas a utilização de vocabulários controlados e tesauros é imperativa. Entretanto, a forma mais comum de ocorrência dos índices é sua integração dentro de outros instrumentos de pesquisa, visando garantir possibilidades variadas de acesso aos documentos em questão

Outros instrumentos de Pesquisa E online?

Observações importantes: Descrição Arquivística Aula 4 Na tarefa de elaboração dos instrumentos de pesquisa é necessário saber, em primeiro lugar, em que nível de sintonia se encontram as atividades de descrição em relação às de classificação. Por exemplo: se durante a ordenação interna dos documentos de uma série for possível a anotação das datas-limite, no momento da descrição não será necessário voltar àqueles documentos. Infelizmente essa situação nem sempre ocorre e os arquivistas acostumaram-se a descrever a posteriori os conjuntos documentais já classificados. Independentemente de se efetuar a descrição no mesmo momento ou após a classificação, é necessário estabelecer uma sistemática de coleta de informações do acervo e de seus documentos. A utilização de fichas eficientes, informatizadas ou manuais, é muito importante. Também é fundamental a realização de um bom controle sobre o preenchimento e o processamento das fichas, a fim de se garantir uma padronização rigorosa. A criação de manuais de preenchimento e a revisão sistemática são imprescindíveis. Igualmente importante é ter controle do vocabulário e das siglas utilizadas.

Metadados Descrição Arquivística Aula 4

Metadados Descrição Arquivística Aula 4

Receitinha Descrição Arquivística Aula 4

Como chegar a eles: Descrição Arquivística Aula 4 1 - planejamento e definição de prioridades 2 - estabelecimento do conteúdo do instrumento 3 - preparação para o recolhimento das informações 4 - recolhimento das informações 5 - confecção e divulgação do instrumento de pesquisa

Passo 1 - planejamento e definição de prioridades: escolha do material a ser descrito; escolha do tipo de instrumento; definição da forma de divulgação do instrumento; definição dos recursos materiais, humanos e financeiros; estabelecimento de cronograma;

Passo 2 - estabelecimento do conteúdo do instrumento: definição das informações a serem apresentadas; definição do modo pelo qual as informações serão apresentadas; estabelecimento do sistema de coleta e de processamento dos dados;

Passo 3 - preparação para o recolhimento das informações: definição dos elementos do sistema informatizado (se for o caso); elaboração de fichas para coleta da informação; elaboração de manuais para o preenchimento das fichas a fim de se garantir sua correta utilização e a manutenção de um padrão; teste das fichas e do manual em uma parte do acervo; finalização das fichas e do manual; treinamento do pessoal técnico responsável pelo preenchimento das fichas; escolha de um técnico responsável pelo preenchimento (será o revisor das fichas, com o objetivo de garantir a padronização das informações); Descrição Arquivística Aula 4

Passo 4 - recolhimento das informações: preenchimento das fichas; revisão das fichas; Passo 5 - confecção do instrumento de pesquisa e divulgação do instrumento de pesquisa. Escrever, escrever e escrever.

Vamos ver o trabalho de vocês? 2 itens: Apresentação do acervo (História Administrativa- Biografia e História Arquivística) Quadro de arranjo.