Exercícios de Coesão: Conjunções e Pronomes

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Exercícios de Coesão: Conjunções e Pronomes

Exercícios de Coesão: Conjunções e Pronomes 1. CARTÃO DE NATAL Pois que reinaugurando essa criança pensam os homens reinaugurar a sua vida e começar caderno novo, fresco como o pão do dia; pois que nestes dias a aventura parece em ponto de vôo, e parece que vão enfim poder explodir suas sementes: que desta vez não perca esse caderno sua atração núbil para o dente; que o entusiasmo conserve vivas suas molas, e possa enfim o ferro comer a ferrugem, o sim comer o não. (MELO NETO, João Cabral de. MUSEU DE TUDO. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio, 1975.) O pronome demonstrativo "essa" pode ter, dentre outras, as seguintes funções: - indicar a localização no espaço em relação à segunda pessoa do discurso (perto da pessoa com quem se fala / a quem se escreve); - lembrar ao ouvinte ou ao leitor algo já mencionado. Após reler o início do poema de João Cabral, responda: a) A qual dos empregos anteriormente descritos corresponde o uso do pronome demonstrativo no primeiro verso? b) Justifique a resposta do item anterior e retire do poema o dado que a comprova. 2. Meninos carvoeiros Os meninos carvoeiros Passam a caminho da cidade.

- Eh, carvoero! E vão tocando os animais com um relho enorme. Os burros são magrinhos e velhos. Cada um leva seis sacos de carvão de lenha. A aniagem é toda remendada. Os carvões caem. (Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe, dobrando-se com um gemido.) - Eh, carvoero! Só mesmo estas crianças raquíticas Vão bem com estes burrinhos descadeirados. A madrugada ingênua parece feita para eles... Pequenina, ingênua miséria! Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis! - Eh, carvoero! Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado, Encarapitados nas alimárias, Apostando corrida, Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos desamparados! Petrópolis, 1921 (Manuel Bandeira, O ritmo dissoluto.) Variados são os recursos usados para garantir a coesão textual. No poema de Manuel Bandeira, pode-se verificar que ocorrem conectivos, advérbios, pronomes, por exemplo, para estabelecer a ligação entre as partes do texto, entre as orações e entre os termos. Tendo em vista essa característica, poema b) reescreva o último verso da segunda estrofe, substituindo o pronome pessoal oblíquo os pelo termo a que se refere. 3. Em 7 de agosto de 2006, foi publicada, no jornal Correio Popular de Campinas, a seguinte carta: Li reportagem no jornal e me surpreendi, pois moro próximo ao local de infestação de carrapatos-estrela no Jardim Eulina, e sei que existem muitas capivaras, mesmo dentro da área militar. Surpreendi-me ainda ao saber que vão esperar o laudo daqui a 15 dias para saber

por que ou do que as pessoas morreram. Gente, saúde pública é coisa séria! Não seria o caso de remanejar esses bichos imediatamente, como prevenção, uma vez que estão em zona urbana? (Carrapatos, M., M.). 4. De manhã O hábito de estar aqui agora aos poucos substitui a compulsão de ser o tempo todo alguém ou algo. Um belo dia - por algum motivo é sempre dia claro nesses casos - você abre a janela, ou abre um pote de pêssegos em calda, ou mesmo um livro que nunca há de ser lido até o fim e então a idéia irrompe, clara e nítida: É necessário? Não. Será possível? De modo algum. Ao menos dá prazer? Será prazer essa exigência cega a latejar na mente o tempo todo? Então por quê? E neste exato instante você por fim entende, e refestela-se a valer nessa poltrona, a mais cômoda da casa, e pensa sem rancor: Perdi o dia, mas ganhei o mundo. (Mesmo que seja por trinta segundos.) (BRITO, Paulo Henriques. As três epifanias - III. In: BRITO, P. H. Macau. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. p. 72-73) penúltimo verso do texto II, além de implicar contraste, desempenha papel argumentativo específico. Explique esse papel. 5. O DEFEITO Note algo muito curioso. É o defeito que faz a gente pensar. Se o carro não tivesse parado, você teria continuado sua viagem calmamente, ouvindo música, sem sequer pensar que

automóveis têm motores. O que não é problemático não é pensado. Você nem sabe que tem fígado até o momento em que ele funciona mal. Você nem sabe que tem coração até que ele dá umas batidas diferentes. Você nem toma consciência do sapato, até que uma pedrinha entre lá dentro. Quando está escrevendo, você se esquece da ponta do lápis até que ela quebra. Você não sabe que tem olhos - o que significa que eles vão muito bem. Você toma consciência dos olhos quando eles começam a funcionar mal. Da mesma forma que você não toma consciência do ar que respira, até que ele começa a feder... Fernando Pessoa diz que é doença d Todo pensamento começa com um problema. Quem não é capaz de perceber e formular problemas com clareza não pode fazer ciência. Não é curioso que nossos processos de ensino de ciência se concentrem mais na capacidade do aluno para responder? Você já viu alguma prova ou exame em que o professor pedisse que o aluno formulasse o problema? (...) Frequentemente, fracassamos no ensino da ciência porque apresentamos soluções perfeitas para problemas que nunca chegaram a ser formulados e compreendidos pelo aluno. (ALVES, Rubem. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. São Paulo: Brasiliense, 1995.) As frases que formam um texto mantêm entre si relações semânticas que podem ser expressas por elementos linguísticos coesivos - conectivos - ou não. Observe estas frases do texto: capaz de perceber e formular problemas com clareza não pode fazer ciência Considerando o contexto no qual estão inseridas e a ordem em que se apresentam, identifique o tipo de relação estabelecida pelas frases entre si e cite duas conjunções que poderiam ser usadas para marcar essa relação.

Gabarito 1. a) lembrar ao ouvinte ou ao leitor algo já mencionado. b) Cartão de Natal - a ideia é a de que o poeta se refere ao Menino Jesus. 2. - o pronome relativo que substitui a expressão uma velhinha. b) Pela boca da noite vem uma velhinha que recolhe os carvões, dobrando-se com um gemido. 3. - 4. constitui o elemento central na argumentação. 5. Tipo de relação: conclusão. Duas dentre as conjunções: logo; então; portanto.