Vamos falar de vacinas?
Acreditar na saúde faz a vida valer a pena. É assim que a Unimed Curitiba pensa. É nisso que ela acredita. Por isso, em um esforço para manter você informado sobre maneiras de preservar e manter a sua saúde e de sua família, preparamos esse pequeno manual sobre uma das maiores conquistas da medicina moderna: as vacinas. A ideia é uma só: ajudar você a entender o que são, a história, a importância e a característica de cada vacina para que você saiba como e quando utilizá-las.
Sumário Vacinas Salvam Vidas... Tipos de Vacina... Vacina BCG ID (Bacilo Calmette-Guérin)... Vacina contra Hepatite B... 4 6 6 6 Vacina Tríplice Bacteriana (DTPw ou DTPa contra difteria, tétano e coqueluche)... Vacina Tríplice Bacteriana Acelular do Tipo Adulto (dtpa contra difteria, tétano e coqueluche)... Vacina contra o Haemophilus Influenzae Tipo B (Hib)... Vacina contra Poliomielite ou Paralisia Infantil... Vacina contra Rotavírus... Vacinas Pneumocócicas... Vacina Meningocócica Conjugada... Vacina Meningocócica Conjugada ACWY... Vacina Meningocócica B... Vacina contra a Gripe (Influenza)... Vacina contra a Febre Amarela... 10 Vacina contra Hepatite A... Vacina contra Hepatites A, B ou A e B... 10 Vacina Tríplice Viral (SCR contra sarampo, caxumba e rubéola)... Vacina contra Varicela (catapora)... Vacina contra HPV... Vacina contra Herpes Zóster... Vacina contra Raiva... 12 Vacina contra Febre Tifoide... Calendário Prematuro... 14 Calendário Criança 0 a 10 Anos... Calendário Adolescente 11 a 19 Anos... Calendário Mulher 20 a 59 Anos... 18 Calendário Homem 20 a 59 Anos... 20 Calendário Idoso Acima 60 Anos... Calendário Ocupacional... Referências... 24 7 7 8 8 8 8 9 9 9 10 10 11 11 12 12 13 15 17 21 22
Vacinas salvam vidas. Não há dúvidas que as vacinas estão entre os maiores avanços da medicina moderna. Além de extremamente seguras, salvaram milhares de vidas em todo o planeta. Somente através de vacinas foi possível erradicar do mundo a varíola e estamos no mesmo caminho com a poliomielite, a qual já não mais existe nas Américas. Somente para se ter uma ideia do impacto das campanhas de vacinação, observe o gráfico abaixo que aponta a carga (morbidade) de diversas doenças, antes e após a era vacinal. O número de vacinas desenvolvida nos últimos dois séculos é muito grande e há um enorme número de novas em desenvolvimento (ver gráfico na próxima página). Somente para citar alguns exemplos, existem diversas vacinas em fase avançada de pesquisa contra HIV, diferentes tipos de tumores, infecções hospitalares. O Brasil sempre esteve engajado em campanhas e políticas vacinais e nosso Programa Nacional de Imunizações é referência para diversos países, sempre havendo espaço para melhorias. De uma forma muito resumida, a história das vacinas no Brasil pode ser contada como: Dois séculos de vacina no Brasil: 1804 Introdução da vacina no Brasil 1904 Epidemia de varíola assola o Rio de Janeiro. Aprovada a lei da obrigatoriedade da vacina. Estoura a revolta da vacina. MORBIDADE ANUAL ESTIADA NOS EUA NA ERA PRÉ-VACINA 21.053 20.000 117.333 66.232 530.217 162.344 % REDUÇÃO Difteria 100% H. Influenzae 99% Hepatite A 91% Hepatite B 83% Sarampo 99% Caxumba 99% RELATÓRIOS MAIS RECENTES DE CASOS NOS EUA 0 243 11.049 11.269 61 982 1937 Início da utilização da vacina contra febre amarela. 1942 Erradicada a febre amarela urbana no Brasil. 1961 1973 1986 1994 Primeiras campanhas com vacina oral contra poliomielite. Certificação internacional da erradicação da varíola no Brasil. Formulado o programa nacional de imunizações. Criado o Zé Gotinha, personagem símbolo da campanha pela erradicação da poliomielite no Brasil. Certificado internacional da erradicação da poliomielite no Brasil. 1998 Vacinação contra hepatite B em todo Brasil. 200.752 16.069 16.316 47.745 152 Coqueluche 93% Doença Pneumocócica 74% Poliomelite 100% Rubéola 99% Rubéola Congênita 99% 13.506 4.167 0 4 1 1999 2002 2006 Mais recente Implantada a vacina contra haemophilus influenzae tipo B, para menores de 2 anos. Implantada a vacina tetravalente (dtp + HiB) para menores de 1 ano. Incorporada a vacinação contra rotavírus no calendário básico de vacinação da criança. Vacina contra HPV, meningococo, varicela, hepatite A. 29.005 Varíola 100% 0 Dentro desse contexto, a Unimed Curitiba passa a se preocupar cada vez mais com essas importantes ferramentas de promoção da saúde. 580 Tétano 98% 14 Os principais calendários vacinais podem ser encontrados a seguir. 4.085.120 Varicela 89% 449.363 4
1798 Varíola 1886 Tifoide 1897 Praga 1924 Tétano 1927 Tuberculose 1936 Influenza 1955 Polio 1967 Caxumba 1970 Antrax 1977 Doença pneumocócica 1981 Encefalite por carrapato Hepatite B 1885 Raiva 1896 Cólera 1923 Difteria 1926 Coqueluche 1935 Febre amarela 1938 Tifo 1963 Polio Sarampo 1969 Rubéola 1974 Doença meningocócica 1980 Infecção por adenovírus Raiva 2009 Encefalite japonesa 1985 Haemophilus influenza tipo B 1987 Haemophilus influenza 1991 Cólera 1993 Cólera 1995 Varicela zoster 1998 Doença de Lyme 2000 Doença pneumocócica 2005 Doença meningocócica Cólera Papiloma vírus humano 1986 Hepatite B 1989 Tifoide 1992 Encefalite japonesa 1994 Cólera 1996 Coqueluche acelular 1999 Infecção por rotavírus 2003 Gripe influenza 2006 Varicela zoster 2010 Doença pneumocócica Tifoide Hepatite A Doença meningocócica Infecção por rotavírus Papilomavírus humano 5
Vacina BCG ID (Bacilo Calmette-Guérin) Deverá ser aplicada em dose única, o mais precocemente possível, de preferência ainda na maternidade, em recém-nascidos com peso maior ou igual a 2.000 g. Consulte seu médico em caso de suspeita de imunodeficiência ou recém-nascidos cujas mães fizeram uso de biológicos durante a gestação ou apresentam suspeita de tuberculose. Proteção contra as formas graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa ou as formas disseminadas. A tuberculose é uma doença contagiosa, causada por uma espécie particular de bactérias que atinge principalmente os pulmões, mas pode afetar qualquer parte do corpo. Se não for tratada adequadamente, pode provocar sérios problemas respiratórios, emagrecimento, fraqueza e até levar à morte. A tuberculose é transmitida de pessoa a pessoa pelo ar, por meio de secreções respiratórias. Os principais sintomas são febre ao final do dia, tosse, fraqueza, cansaço e perda de peso. Observações: a aplicação correta dessa vacina sempre leva a formação de uma cicatriz no braço da criança. Essa cicatriz pode levar alguns dias para se resolver. Habitualmente a cicatriz final é quase imperceptível com o crescimento da criança. Tipos de vacina. Vacina contra Hepatite B Aplicar a 1ª dose nas primeiras 12 horas de vida, 2ª dose entre 1 e 2 meses e 3ª dose aos 6 meses de vida. O esquema de 4 doses pode ser adotado quando é utilizada uma vacina combinada que inclua a hepatite B, ou seja, 1ª dose ao nascer monovalente e aos 2, 4 e 6 meses de idade com alguma das vacinas combinadas. Observações: se a mãe é portadora da hepatite B (HBsAg+), administrar vacina nas primeiras 12 horas de vida e anticorpos (imunoglobulina HBIG) o mais precocemente possível (até 7 dias após o parto). Proteção contra hepatite B, doença causada por um vírus que na maioria das vezes causa uma infecção silenciosa e sem sintomas aparentes, mas com graves consequências para o fígado do paciente. Quando a infecção é sintomática, costuma haver mal-estar, febre baixa, dor de cabeça, fadiga, dor abdominal, náuseas, vômitos e aversão a alguns alimentos. O doente fica com a pele amarelada. A hepatite B é grave, porque pode levar a uma infecção crônica (permanente) do fígado e, na idade adulta, levar ao câncer de fígado. Sem mencionar que a doença é transmissível por contato sexual, sangue ou vertical (da mãe para o bebê). Observações: vacina extremamente segura. Pode ser confirmada a imunidade contra a doença através de exames específicos (antihbs). 6
Vacina Tríplice Bacteriana (DTPw ou DTPa contra difteria, tétano e coqueluche) Estão indicadas 3 doses, sendo aos 2, 4 e 6 meses de idade com reforço entre 15 e 18 meses e entre 4 a 6 anos de idade. A partir do último reforço, devem ser aplicada dose de reforço (booster) a cada 10 anos para todas as pessoas. Proteção contra difteria, tétano e coqueluche. Difteria: doença bacteriana grave que causa infecção na garganta com o surgimento de placas na orofaringe, podendo atingir também o coração, o sistema nervoso central, os rins e o fígado. Os sintomas principais são causados pela toxina diftérica produzida pela bactéria e pela obstrução das vias aéreas com extrema falta de ar. Tétano: doença bacteriana cada vez mais rara, virtualmente inexistente em países desenvolvidos graças à vacinação. Infelizmente com aumento de casos em pessoas adultas e idosos pela falta de reforços da vacina. Ocasiona quadro grave de hipertonia e espasmos musculares que podem levar ao óbito. Ocorre após ferimentos profundos ou, após nascimento, com contaminação do coto umbilical em filhos de mães não imunizadas. Coqueluche: doença grave, responsável por grande mortalidade entre lactentes. Causa infecção do trato respiratório e caracteriza-se por acessos de tosse intensos, com prejuízo significativo do estado geral. Muito grave em crianças, especialmente nos menores de 1 ano, ocorre também em adultos, na maioria das vezes com quadros de tosse seca prolongada. Observações: essa vacina tem uma apresentação chamada acelular, que causa menos reações e que no momento está disponível somente na rede privada. A eficácia das duas apresentações é igual. Vacina Tríplice Bacteriana Acelular do Tipo Adulto (dtpa contra difteria, tétano e coqueluche) Com esquema de vacinação básico para tétano completo: 1 reforço 10 anos após a última dose. Com esquema de vacinação básico para tétano incompleto: 1 dose de dtpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com 1 ou 2 doses de dt (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar 3 doses de vacina contendo o componente tetânico. Em idosos: atualizar dtpa independente de intervalo prévio com dt (dupla bacteriana) ou TT(tétano) e para os que desejam viajar para países nos quais a poliomielite é endêmica recomenda-se a vacina dtpa combinada à pólio inativada (dtpa-vip). Para vacinas ocupacionais: sempre que possível aplicar a DTPa independente de intervalo prévio com dt (dupla bacteriana) ou TT (tétano). Para mulheres que pretendem viajar para países nos quais a poliomielite é endêmica: recomenda-se a vacina dtpa combinada à pólio inativada (dtpa-vip). A dtpa-vip pode substituir a dtpa, inclusive em gestantes. Em mulheres: considerar antecipar reforço com dtpa para 5 anos após a última dose de vacina contendo o componente pertussis para mulheres contactantes de lactente. Durante a gestação: a melhor época para a aplicação da vacina dtpa em gestantes é entre a 27ª e a 36ª semana de gestação (permite transferência de maior quantidade de anticorpos materno para o feto), mas a vacina pode ser recomendada a partir da 20ª semana até o momento do parto. Mulheres não vacinadas na gestação devem ser vacinadas no puerpério, o mais precocemente possível. A vacinação dtpa deve ser repetida a cada gestação. A vacina está recomendada mesmo para aquelas que tiveram a coqueluche, já que a proteção conferida pela infecção não é permanente. Histórico vacinal Conduta na gravidez Conduta após gravidez Previamente vacinada, com pelo menos 3 doses de vacina contendo o toxoide tetânico. Em gestantes que receberam vacinação incompleta tendo recebido 1 dose de vacina contendo o toxoide tetânico na vida. Em gestantes que receberam vacinação incompleta para tétano, tendo recebido 2 doses de vacina contendo o toxoide tetânico na vida. Em gestantes com vacinação desconhecida. Na falta de dtpa, substituir por dtpa-vip. 1 dose de dtpa a cada gestação. 1 dose de dt (a qualquer momento) seguida de 1 dose de dtpa (entre a 27ª e 36ª semanas de gestação), sempre que possível respeitando intervalo mínimo de 1 mês entre elas, no esquema 0 2 meses. 1 dose de dtpa. 2 doses de dt e 1 dose de dtpa, sendo que a dtpa deve ser aplicada entre a 27ª e a 36ª semana de gestação. Adotar esquema 0 2 4 meses ou 0 2 6 meses. Fazer dtpa no puerpério, se não vacinada durante a gestação. Fazer a dtpa no puerpério, se não vacinada durante a gestação e completar esquema para o tétano com dt. Fazer dtpa no puerpério, se não vacinada durante a gestação. Fazer dtpa no puerpério, se não vacinada durante a gestação e completar esquema para o tétano com dt. Proteção contra difteria, tétano e coqueluche. Observações: essa vacina tem uma apresentação chamada acelular, que causa menos reações e que no momento está disponível somente na rede privada. A eficácia das duas apresentações é igual. 7
Vacina contra o Haemophilus influenzae Tipo B (Hib) Vacina contra Rotavírus É recomendada a sua administração em bebês e crianças aos 2, 4 e 6 meses de vida, havendo reforço entre 15 e 18 meses. Crianças acima de 5 anos de idade podem precisar da vacina; nesse caso, o médico irá fazer a indicação. O Haemiphilus influenzae tipo b (Hib) é uma bactéria que atinge principalmente crianças de até 5 anos, causando infecções que começam geralmente no nariz e na garganta, mas podem espalhar-se para outras partes do corpo. Essa bactéria pode causar diferentes doenças infecciosas com complicações graves como pneumonia, inflamação da epiglote, otites, infecções generalizadas na corrente sanguínea, pericardite, inflamação das articulações e meningite. Nos quadros de meningite, mesmo com tratamento adequado, pode ser fatal ou deixar sequelas como retardo mental, surdez ou paralisia. O Haemiphilus influenzae tipo b era, até o início da sua vacinação, a causa mais frequente de meningite bacteriana em crianças menores de 5 anos em todo o mundo. Vacina contra Poliomelite ou Paralisia Infantil Formas de aplicação: Via oral (Sabin) Injetável (Salk) Quando é preciso tomar? O esquema vacinal básico é com três doses, aos 2, 4 e 6 meses, seguido de dois reforços, entre 15 e 18 meses e entre 4 a 6 anos de idade. Tipos Monovalente Pentavalente Quando é preciso tomar? Monovalente Devem ser aplicadas 2 doses, idealmente aos 2 e 4 meses de idade. Pentavalente Devem ser aplicadas 3 doses, idealmente aos 2, 4 e 6 meses de idade. Para ambas as vacinas, a 1ª dose pode ser feita a partir de 6 semanas de vida e no máximo 3 meses e 15 dias, e a última dose até 7 meses e 29 dias. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias. Se a criança cuspir, regurgitar ou vomitar após a vacinação, não repetir a dose. As doses da vacina contra o rotavírus podem ser administradas no mesmo dia que outras vacinas, inclusive com a Poliomielite oral. Caso essas 2 vacinas não sejam realizadas no mesmo dia, deverá haver um intervalo de 15 dias entre as administrações. O rotavírus é um dos principais agentes causadores de gastroenterite grave em lactentes e crianças pequenas em todo o mundo. A diarreia geralmente dura de 3 a 8 dias, mas pode ser grave e evoluir para desidratação e óbito. Vômitos e febre também são comuns e podem agravar o quadro clínico, especialmente em crianças com imunidade alterada. A doença, após a contaminação, leva de 2 a 4 dias para manifestar os sintomas. Observações: somente a vacina monovalente (contra somente uma cepa do vírus) está disponível na rede pública. A vacina pentavalente (contra 5 cepas de rotavírus) está disponível na rede privada. Não se deve aplicar essa vacina para crianças com mais idade que o indicado acima. Em idade adulta: Pessoas nunca vacinadas: 1 dose. Pessoas com esquema básico completo (3 doses) feito na infância: 1 dose de 1 a 12 meses antes da exposição ao risco. Na rede privada só existe combinada à dtpa. Observações: recomendada para profissionais com destino a países nos quais a poliomielite seja endêmica e/ou haja risco de exportação do vírus selvagem. Proteção contra a poliomielite ou paralisia infantil, doença contagiosa, provocada por vírus e caracterizada por paralisia súbita geralmente nas pernas, mas que pode levar ao óbito por causar uma paralisia generalizada. A transmissão desse vírus ocorre pelo contato direto com material fecal de pessoas contaminadas, ou ainda contato com água e alimentos contaminados. Observações: as duas vacinas são altamente eficientes. Há uma tendência de se recomendar o esquema inicial de 3 doses com a vacina inativada (Salk) e os reforços durante as campanhas com a vacina oral. Vacinas Pneumocócicas Tipos Conjugadas: 10 valente (VPC10): possui em sua composição 10 tipos de pneumococos. 13 valente (VPC13): possui em sua composição 13 tipos de pneumococos. Polissacarídica (VPP23): possui em sua composição 23 tipos de pneumococos. Quando é preciso tomar? As vacinas VPC10 ou VPC13 são recomendada aos 2, 4 e 6 meses de idade com reforço entre 12 e 15 meses de idade. Crianças com risco aumentado para doença pneumocócica invasiva devem receber preferencialmente a vacina VPC13 e a vacina 8
polissacarídica 23-valente VPP23 (intervalo de 2 meses entre elas). Crianças de até 5 anos, com esquema completo de VPC10, podem se beneficiar com uma dose adicional de VPC13 com o objetivo de ampliar a proteção, respeitando o intervalo mínimo de 2 meses da última dose. Em adultos: Recomenda-se a partir de 50 anos e portadores de risco aumentado para doença pneumocócica invasiva (DPI). Iniciar com 1 dose da VPC13 seguida de 1 dose de VPP23 2 meses depois e uma 2ª dose de VPP23 5 anos depois da primeira. Ambas oferecem proteção contra os principais sorotipos causadores de infecções invasivas por essa bactéria, tais como pneumonias e meningites. Observações: somente a VPC10 e VPP23 estão disponíveis na rede pública. A VPC13 está disponível somente na rede privada. Vacina Meningocócica Conjugada Tipos Vacina meningocócica do grupo C conjugada Vacina meningocócica quadrivalente (ou tetravalente conjugada): protege contra os meningococos dos grupos A, C, W e Y. Quando é preciso tomar? Vacina meningocócica do grupo C conjugada: indicada para todas as crianças aos 3 e 5 meses, com um reforço entre 12 e 15 meses e entre 5 e 6 anos de idade. Recomenda-se que os reforços sejam feitos preferencialmente com a vacina meningocócica quadrivalente. Vacina meningocócica quadrivalente (ou tetravalente conjugada): indicada para crianças a partir de 1 ano. Observações: somente a Meningo C está disponível na rede pública. A doença meningocócica é uma infecção bacteriana aguda, rapidamente progressiva e quase sempre fatal, causada pela Neisseriameningitidis, conhecida como meningococo. Nessa doença pode ocorrer inflamação nas membramas que revestem o sistema nervoso central meningite e infecção generalizada meningococcemia. Entre os diferentes sorogrupos identificados do meningococo, os que mais frequentemente causam doença variam de região para região e conforme a presença de surtos. Como várias outras doenças, a meningite meningocócica é muito mais grave em bebês e crianças até 1 ano de vida. Vacina Meningocócica Conjugada ACWY Em pessoas acima de 10 anos: Quando é preciso tomar? Para não vacinados na infância: 2 doses com intervalo de 5 anos. Para vacinados na infância: reforço aos 11 anos ou 5 anos após o último reforço na infância. A doença meningocócica é uma infecção bacteriana aguda, rapidamente progressiva e quase sempre fatal, causada pela Neisseriameningitidis, conhecida como meningococo. Nessa doença pode ocorrer inflamação nas membramas que revestem o sistema nervoso central meningite e infecção generalizada meningococcemia. Entre os diferentes sorogrupos identificados do meningococo, os que mais frequentemente causam doença variam de região para região e conforme a presença de surtos. Como várias outras doenças, a meningite meningocócica é muito mais grave em bebês e crianças até 1 ano de vida. Observações: as vacinas meningocócicas conjugadas são inativadas, portanto sem risco teórico para a gestante e o feto. Na indisponibilidade da vacina meningocócica conjugada ACWY, substituir pela vacina meningocócica C conjugada. Vacina Meningocócica B Quando é preciso tomar? Aplicar 3 doses com intervalos de 2 meses a partir do 3º mês de vida e reforço entre 12 e 18 meses. Crianças que iniciam esquema mais tarde: Entre 6 e 11 meses: 2 doses com intervalo de 2 meses e uma dose de reforço no segundo ano de vida respeitando-se um intervalo mínimo de 2 meses da última dose. Entre 12 meses e 10 anos: 2 doses com intervalo de 2 meses. Em adolescentes e adultos: 2 doses com intervalo de 1 mês. Observações: sua indicação para maiores de 10 anos deve ser discutida com o médico e conforme a presença de surtos na região. Proteção contra doença meningocócica invasiva (meningite, meningococcemia) causada pelo meningococo do tipo B. 9
Vacina contra a Gripe (Influenza) Recomendada para todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade. Quando administrada pela 1ª vez em crianças menores de 9 anos, aplicar 2 doses com intervalos de 30 dias. Desde que disponível, a vacina 4V é preferível à vacina influenza 3V, por conferir maior cobertura das cepas circulantes. Em adultos recomenda-se dose anual. A vacina protege contra infecções causadas por vírus influenza (gripe) e suas complicações. Importante destacar que gripe é sempre potencialmente grave e muitas vezes fatal. A vacina não protege contra resfriados, que são infecções mais leves causadas por outros tipos de vírus. Há necessidade de repetir a vacinação anualmente. Observações: a gestante é grupo de risco para as complicações da infecção pelo vírus da influenza. A vacina está recomendada nos meses da sazonalidade do vírus, mesmo no 1º trimestre de gestação. A febre amarela é uma doença causada por um vírus transmitido por mosquitos. A forma da doença que ocorre no Brasil é a febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, em regiões fora das cidades. É uma doença grave, que se caracteriza por febre repentina, calafrios, dor de cabeça, náuseas, podendo levar a sangramentos no fígado, cérebro e rins, causando a morte em muitos casos. Observações: vacinas de vírus atenuados são de risco teórico para o feto, sendo, portanto, contraindicadas em gestantes. Contraindicada na gravidez, porém seu uso pode ser permitido após ponderação do risco/benefício da vacinação. Não anteriormente vacinadas e que residem em áreas de risco para febre amarela. Que vão se deslocar para região de risco da doença, na impossibilidade total de se evitar a viagem durante a gestação. Gestantes que viajam para países que exigem o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) devem ser isentadas da vacinação, se não houver risco de transmissão. É contraindicada em nutrizes até que o bebê complete 6 meses; se a vacinação não pode ser evitada, suspender o aleitamento materno por pelo menos 15 dias e preferencialmente 30 dias após a imunização. Contraindicada para imunodeprimidas; porém quando os riscos de adquirir a doença superam os riscos potenciais da vacinação, o médico deve avaliar sua utilização. Vacina contra a Febre Amarela Vacina contra Hepatite A Recomendada para residentes ou viajantes para áreas de vacinação (de acordo com classificação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde). O Programa Nacional de Imunização recomenda que crianças menores de 2 anos de idade não recebam as vacinas febre amarela e tríplice viral no mesmo dia. Nesses casos, e sempre que possível, respeitar intervalo de 30 dias entre as doses. Vacinar pelo menos 10 dias antes da viagem. Contraindicada para imunodeprimidos, gestantes e menores de 6 meses de idade. Quando os riscos de adquirir a doença superam os riscos potenciais da vacinação, o médico deve avaliar sua utilização. Crianças de 9 meses a 4 anos: administrar 1 dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos de idade. Crianças maiores de 5 anos: administrar 1 dose e reforço 10 anos após a 1ª dose. Em adolescentes e adultos, recomenda-se 1 dose para residentes ou viajantes para áreas de vacinação (de acordo com a classificação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde). Se persistir o risco, recomenda-se uma 2ª dose 10 anos após a 1ª. Vacinar pelo menos 10 dias antes da viagem. Contraindicada para imunodeprimidos e gestantes. Quando os riscos de adquirir a doença superam os riscos potenciais da vacinação, o médico deve avaliar sua utilização. Está indicada a 1ª dose com 12 meses de idade e a 2ª dose aos 18 meses. Proteção contra a hepatite causada pelo vírus A, que é transmitido por água e alimentos contaminados, principalmente em áreas endêmicas e com saneamento básico precário. Vacina contra Hepatites A, B ou A e B Em adolescentes e adultos: Hepatite A: 2 doses, no esquema 0 6 meses. Hepatite B: 3 doses, no esquema 0 1 6 meses. Hepatite A e B: para menores de 16 anos: 2 doses aos 0 6 meses. A partir de 16 anos: 3 doses ao 0 1 6 meses. Observações: indicada quando não foi realizada por algum motivo na infância. Pacientes que receberam anteriormente o esquema completo não precisam de reforço. Ou então documentação sorológica com exames de sangue que comprovem a imunidade contra essas doenças. 10
Proteção contra a hepatite causada pelo vírus A, que é transmitido por água e alimentos contaminados, principalmente em áreas endêmicas e com saneamento básico precário. Proteção contra hepatite B, doença causada por um vírus que na maioria das vezes causa uma infecção silenciosa e sem sintomas aparentes, mas com graves consequências para o fígado do paciente. Quando a infecção é sintomática, costuma haver mal-estar, febre baixa, dor de cabeça, fadiga, dor abdominal, náuseas, vômitos e aversão a alguns alimentos. O doente fica com a pele amarelada. A hepatite B é grave, porque pode levar a uma infecção crônica (permanente) do fígado e, na idade adulta, levar ao câncer de fígado. Sem mencionar que a doença é transmissível por contato sexual, sangue ou vertical (da mãe para o bebê). Observações: vacina extremamente segura. Pode ser confirmada a imunidade contra a doença através de exames específicos (antihbs). A caxumba é uma doença viral, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas responsáveis pela produção de saliva (parótida) e, às vezes, de glândulas que ficam sob a língua ou a mandíbula (sublinguais e submandibulares). Há risco do acometimento dos testículos principalmente em homens adultos, o que pode levar a esterilização (incapacidade em poder ter filhos). Pode causar ainda inflamação dos ovários nas mulheres, pancreatite e meningite viral. Também é transmitida por secreções respiratórias de pessoas infectadas. A rubéola é outra doença contagiosa, provocada por um vírus que atinge principalmente crianças e provoca febre e manchas vermelhas na pele, começando pelo rosto, couro cabeludo e pescoço e se espalhando pelo tronco, braços e pernas. É transmitida pelo contato direto com pessoas contaminadas. O maior risco é o acometimento de gestantes levando à má formações do feto. Vacina Tríplice Viral (SCR contra sarampo, caxumba e rubéola) Administrar a 1ª dose aos 12 meses e 2ª dose aos 15 meses. Em situações de risco para o sarampo (surto ou exposição domiciliar), a 1ª dose pode ser aplicada a partir de 6 meses de idade. Nesses casos, a aplicação de mais 2 doses após a idade de 1 ano ainda será necessária. Contraindicada para imunodeprimidos. É considerado protegido o adolescente e adulto que tenham recebido 2 doses da vacina tríplice viral acima de 1 ano de idade, e com intervalo de 1 mês entre elas. Sem comprovação de vacinação prévia, deverá ser realizada 2 doses com intervalo de 1 a 3 meses após a 1ª dose. Ou então documentação sorológica com exames de sangue que comprovem a imunidade contra essas doenças. Adultos acima de 15 anos que nunca tenham sido vacinados, considerar a aplicação de apenas 1 dose, em situações de risco aumentado. Observações: aos 12 meses na mesma visita, aplicar a 1ª dose da tríplice viral e varicela em administrações separadas (SCR + V) ou com a vacina quádrupla viral (SCRV). A 2ª dose de tríplice viral e varicela, preferencialmente com vacina quádrupla viral, pode ser administrada a partir dos 15 meses de idade, mantendo intervalos de 3 meses das doses anterior de SCR V ou SCRV. Proteção contra sarampo, caxumba e rubéola. O sarampo é uma doença contagiosa, causada por um vírus que provoca febre alta, tosse, coriza e manchas avermelhadas pelo corpo. É transmitida de pessoa a pessoa por secreções respiratórias, especialmente em ambientes fechados. Muitas vezes esse quadro é agravado por pneumonia e diarreia e pode levar à morte, principalmente em crianças pequenas. Vacina contra Varicela (catapora) É considerada protegida a criança que tenha recebido 2 doses da vacina após 1 ano de idade. Em situações de risco para a varicela (surto ou exposição domiciliar), a 1ª dose pode ser aplicada a partir de 9 meses de idade. Nesses casos, a aplicação de mais 2 doses após a idade de 1 ano ainda será necessária. Contraindicada para imunodeprimidos. Em idade adulta: Para suscetíveis: 2 doses. Para menores de 13 anos: intervalo de 3 meses. A partir de 13 anos: intervalo de 1 a 2 meses. Observações: aos 12 meses na mesma visita, aplicar a 1ª dose da tríplice viral e varicela em administrações separadas (SCR + V) ou com a vacina quádrupla viral (SCRV). A 2ª dose de tríplice viral e varicela, preferencialmente com vacina quádrupla viral, pode ser administrada a partir dos 15 meses de idade, mantendo intervalos de 3 meses das doses anterior de SCR V ou SCRV. Deve ser considerado como suscetível quem não apresentou a doença na infância ou não fez o esquema vacinal. Pode ser feito o exame sorológico em caso de dúvida. A varicela ou catapora é uma das doenças comuns da infância, sendo uma das mais contagiosas entre as doenças infecciosas. Tem quadro clínico geralmente leve, podendo, entretanto, ser muito grave, especialmente em crianças muito pequenas e também nos adultos que podem fazer pneumonite por varicela ou quadros neurológicos. Não são raros os casos de óbito associado com complicações da varicela. 11
Vacina contra HPV Vacina contra Herpes Zóster Tipos HPV 6, 11, 16 e 18 (quadrivalente): protege contra as 2 principais cepas de vírus HPV causadoras de verrugas genitais e as 2 principais causadoras de lesões pré-cancerígenas do colo uterino, vagina e vulva causadas pelos HPV 6, 11, 16 e 18. HPV 16 e 18 (bivalente): protege contra lesões pré-cancerígenas causadas pelos HPV 16 e 18. Quando é preciso tomar? Vacina quadrivalente: 3 doses 1ª dose, 2ª dose (60 dias após a 1ª) e 3ª dose (180 dias após a 1ª). Vacina bivalente: 3 doses 1ª dose, 2ª dose (30 dias após a 1ª) e 3ª dose (180 dias após a 1ª) Observações: a vacina contra HPV foi aprovada para uso no sexo feminino de 9 a 45 anos e para uso no sexo masculino de 9 a 26 anos. O papilomavírus humano (HPV) é o principal causador de doenças virais sexualmente transmissíveis. Ele também está relacionado à quase totalidade dos casos de câncer de colo de útero e tem sido frequentemente implicado no desenvolvimento de tumores de cavidade oral. Existem vários subtipos de HPV. Quatro, no entanto, são os mais comuns e perigosos. Dois deles, os subtipos 16 e 18, correspondem a 70% dos casos de câncer de colo de útero. Já os 6 e 11 estão associados a mais de 90% das ocorrências de verrugas genitais. Observações: a vacina quadrivalente está disponível na rede pública, mas somente para meninas entre 9 e 13 anos e com um esquema com apenas 2 doses. Mulheres mesmo que previamente infectadas podem se beneficiar da vacinação. Gestantes são contraindicadas a receber vacinas contra HPV. Recomendada para homens e mulheres a partir de 50 anos de idade, dose única. É indicada para a prevenção da herpes zóster e suas complicações. Zóster é uma doença extremamente comum com o aumento da idade (metade das pessoas com 80 anos apresentará em algum momento). Esse quadro é decorrente da reativação do vírus da varicela em uma única região do corpo, causando o que é conhecido popularmente como cobreiro. Essas lesões são extremamente dolorosas e a dor pode durar meses mesmo após o tratamento do quadro inicial. Há fortes indícios também que o Zóster aumente a chance do indivíduo apresentar AVC nos meses que seguem o quadro. Observações: vacina licenciada a partir dos 50 anos. Recomendada mesmo para aquelas que já apresentaram quadro de herpes zóster. Nesses casos, aguardar o intervalo de 1 ano, entre o quadro agudo e a aplicação da vacina. Em caso de pacientes com história de herpes zóster oftálmico, não existem ainda dados suficientes para indicar ou contraindicar a vacina. Uso em imunodeprimidos: a vacina não deve ser empregada em indivíduos com estados de imunodeficiência primária ou adquirida ou em uso de terapêuticas em posologias consideradas imunossupressoras. Vacina contra Raiva Para pré-exposição: 3 doses, 0 7 21 a 28 dias. Observações: a partir do 14º dia após a última dose, verificar títulos de anticorpos com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de dose adicional. Profissionais que permanecem em risco devem fazer acompanhamento sorológico a cada 6 meses ou 1 ano e receber dose de reforço quando os títulos forem menores que 0,5 UI/mL. A raiva é transmitida por animais e é causada por um vírus. Essa doença não tem cura e pode levar a pessoa à morte. Os principais sintomas são ansiedade e hiperexcitabilidade crescentes, febre, delírios, espasmos nos músculos da laringe, faringe e língua, convulsões, dificuldade para engolir, desconfortos com correntes de ar, luz e sons. 12
Vacina contra Febre Tifoide Dose única. No caso do risco de infecção permanecer ou retornar, está indicada outra dose após 3 anos. Observações: a indicação deve ser analisada de acordo com o tempo de permanência em região de risco para a doença. Proteção da doença que pode ser transmitida pelo doente ou portador através da manipulação de água e alimentos, ou ainda quando contaminados com fezes ou urina. Os principais sintomas da febre tifoide são: febre alta, dor de cabeça, mal-estar geral, falta de apetite, tosse seca. 13
Vacinas BCG ID (1) Hepatite B (2) Profilaxia do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) (3) Recomendações, esquemas e cuidados especiais Em recém-nascidos (RNs) com peso maior ou igual a 2.000 g. Se peso de nascimento inferior a 2.000 g, adiar a vacinação até que o RN atinja peso maior ou igual a 2.000 g. Aplicar a 1ª dose nas primeiras 12 horas de vida. Quatro doses em RNs nascidos com peso inferior a 2.000 g. Recomendada para prematuros e crianças de maior risco. Iniciar o mais precocemente possível (aos 2 meses), respeitando a idade cronológica. Pneumocócica conjugada (4) Três doses: aos 2, 4 e 6 meses e um reforço entre 12 e 15 meses. Poliomielite (6) Rotavírus (7) CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DO PREMATURO Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) 2015/2016 Comentários numerados devem ser consultados. Tríplice bacteriana (difteria, tétano, coqueluche) DTPw e DTPa (8) Haemophilus influenzae tipo b (9) Utilizar somente vacina inativada (VIP) em RNs internados em unidades neonatais. Não utilizar a vacina em ambiente hospitalar. Utilizar preferencialmente vacinas acelulares. A combinação da vacina tríplice bacteriana acelular (DTPa) com a Hib e outros antígenos são preferenciais, pois permitem a aplicação simultânea e se mostraram eficazes e seguras para os RNPTs. As demais vacinas do Calendário de Vacinação SBIm Criança devem ser aplicadas de acordo com a idade cronológica. OBSERVAÇÕES: RECÉM-NASCIDO HOSPITALIZADO: deverá ser vacinado com as vacinas habituais, de acordo com a idade cronológica, desde que clinicamente estável. Não usar vacinas de vírus vivos: pólio oral e rotavírus. PROFISSIONAIS DA SAÚDE E CUIDADORES: todos os funcionários da Unidade Neonatal, pais e cuidadores devem ser vacinados para influenza, varicela (se suscetíveis) e coqueluche, a fim de evitar a transmissão dessas infecções ao RN. VACINAÇÃO EM GESTANTES E PUÉRPERAS: a imunização da gestante para influenza (em qualquer idade gestacional) e coqueluche, entre a 27ª e 36ª semana de idade gestacional em todas as gestações, constitui excelente estratégia na prevenção dessas doenças em recém-nascidos nos primeiros 6 meses de vida, época em que eles ainda não estão adequadamente imunizados e mais vulneráveis às formas graves. A prevenção do tétano neonatal não deve ser esquecida, e o momento do puerpério é oportuno para receber as vacinas para doenças para as quais a puérpera seja suscetível: hepatite b, hepatite A, rubéola, sarampo, caxumba e varicela. VACINAÇÃO DE CONTACTANTES: a prevenção de doenças infeciosas em lactentes jovens e prematuros pode ser obtida com a vacinação de crianças, adolescentes e adultos que têm contato frequente com eles (mãe, pai, irmãos, avós, babás, e outros) que podem ser fontes, principalmente, das seguintes infecções imunopreveníveis: coqueluche, influenza, varicela, sarampo, caxumba e rubéola. A vacinação desses contactantes, inclusive a mãe, deve se dar o mais precocemente possível. COMENTÁRIOS: 1. BCG ID: deverá ser aplicada o mais precocemente possível, de preferência ainda na maternidade, em recém-nascidos com peso maior ou igual a 2.000 g. Em caso de suspeita de imunodeficiência ou recém-nascidos cujas mães fizeram uso de biológicos durante a gestação, consulte os Calendários de Vacinação SBIm Pacientes Especiais. 2. HEPATITE B: os RNs de mães portadoras do vírus da hepatite B devem receber ao nascer, além da vacina, imunoglobulina específica para hepatite B (HbIG) na dose de 0,5 ml via intramuscular, logo após o nascimento, até, no máximo, o sétimo dia de vida. A vacina deve ser aplicada via Im no vasto lateral da coxa e a HbIG na perna contralateral. Em função da menor resposta à vacina em bebês nascidos com menos de 2.000 g, recomenda-se completar o esquema de quatro doses (0-1 - 2-6 meses). 3. PROFILAxIA DO VSR: utiliza-se um anticorpo monoclonal específico contra o VSR, o palivizumabe, que deve ser aplicado em prematuros nos meses de maior circulação do vírus, que depende da região do Brasil: região Norte, de janeiro a junho; região Sul, de março a agosto; regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, de fevereiro a julho. Estão recomendadas doses mensais consecutivas de 15 mg/kg de peso, via intramuscular, até no máximo 5 aplicações para os seguintes grupos: RN prematuro com idade gestacional inferior a 29 semanas, até 1 ano de vida. RN prematuro com idade gestacional entre 29 e 31 6/7 semanas, até 6 meses de vida. O uso em portadores de doença pulmonar crônica da prematuridade e cardiopatias congênitas, independentemente da idade gestacional ao nascer e desde que em tratamento dessas condições nos últimos 6 meses, está indicado até o segundo ano de vida. O palivizumabe deve ser aplicado também nos bebês hospitalizados que estejam contemplados nessas recomendações. 4. PNEUMOCÓCICA CONJUGADA: Recém-Nascidos Pré-Termo (RNPTs) e de baixo peso ao nascer apresentam maior risco para o desenvolvimento de doença pneumocócica invasiva, que aumenta quanto menor a idade gestacional e o peso ao nascimento. O esquema deve ser iniciado o mais precocemente possível, de acordo com a idade cronológica. 5. INFLUENZA: respeitar a idade cronológica e a sazonalidade da circulação do vírus. Preferencialmente utilizar vacinas quadrivalentes. 6. POLIOMIELITE: a SBlm recomenda que todas as doses sejam com a VIP. Não utilizar a vacina oral (VOP) em crianças hospitalizadas. 7. ROTAVÍRUS: por se tratar de vacina de vírus vivos atenuados, a vacina rotavírus só deve ser realizada após a alta hospitalar, respeitando-se a idade máxima limite para administração da 1ª dose (3 meses e 15 dias). 8. TRÍPLICE BACTERIANA: a utilização de vacinas acelulares reduz o risco de eventos adversos. Em prematuros extremos, considerar o uso de analgésicos/antitérmicos profiláticos com o intuito de reduzir a ocorrência desses eventos, especialmente reações cardiovasculares. 9. HAEMOPHILUS INFLUENZAE TIPO B: na rede pública, para os RNPTs extremos, a DTPa é disponibilizada pelos Centros de Referência para Imunológicos Especiais (Cries) e, nesses casos, a conduta do ministério da Saúde é adiar a aplicação da vacina Hib para 15 dias após a DTPa. O reforço da vacina Hib deve ser aplicado nessas crianças aos 15 meses de vida. 1º/09/2015 Sempre que possível, preferir vacinas combinadas Sempre que possível, considerar aplicações simultâneas na mesma visita Qualquer dose não administrada na idade recomendada deve ser aplicada na visita subsequente Eventos adversos significativos devem ser notificados às autoridades competentes Algumas vacinas podem estar especialmente recomendadas para pacientes portadores de comorbidades ou em outra situação especial. Consulte os Calendários de Vacinação SBIm Pacientes Especiais. 14
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA (0-10 ANOS) Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) 2015/2016 Comentários numerados devem ser consultados. DO NASCIMENTO AOS 2 ANOS DE IDADE DOS 2 ANOS 10 ANOS DISPONIBILIZAÇÃO DAS VACINAS VACINAS Ao nascer 1 mês 2 meses 3 meses 4 meses 5 meses 6 meses 7 meses 8 meses 9 meses 12 meses 15 meses 18 meses 24 meses 4 anos 5 anos 6 anos 9 anos 10 anos Gratuitas na rede pública Clínicas privadas de vacinação BCG ID (1) Dose única Hepatite B (2) 1ª dose 2ª dose (C) 3ª dose (C) Tríplice bacteriana Reforço (C) (C) (C) 1ª dose 2ª dose Reforço (C) (DTPw ou DTPa) (3) Haemophilus influenzae 1ª dose (C) 2ª dose (C) Reforço (C) tipo b (4) reforço dtpa DTPw, para as três primeiras doses DTPa e dtpa Poliomielite (vírus 1ª dose (C) 2ª dose (C) Reforço (C) Reforço (C) inativados) (5), VIP para as duas primeiras doses e VoP nos maiores de 6 meses, somente nas apresentações combinadas com DTPa e dtpa Rotavírus (6) Duas ou três doses, de acordo com o fabricante, vacina monovalente, vacina monovalente e pentavalente Pneumocócica conjugada (7) 1ª dose (C) 2ª dose (C) 2ª dose (C) Reforço Meningocócica conjugada (8) MenC MenC MenACWY MenACWY Meningocócica B (9) 1ª dose 2ª dose 3ª dose Reforço, VPC10 para menores de 2 anos, MenC para menores de 2 anos VPC10 e VPC13, MenC e menacwy Influenza (gripe) (10) Dose anual. Duas doses na primovacinação antes dos 9 anos de idade., para menores de 5 anos Poliomielite oral (vírus vivos Dias Nacionais de Vacinação atenuados) (5) Febre amarela (11) 1ª dose Hepatite A (1 2) 1ª dose 2ª dose Dose única para crianças de 12 meses até 23 meses e 29 dias Tríplice viral (sarampo, caxumba e (C) 1ª dose (C) 2ª dose rubéola) (13,15) Varicela 1ª dose (catapora) (C) (C) 2ª dose, dose única (14,15) aos 15 meses HPV (16) Três doses, vacina HPV6, 11, 16, 18 para meninas menores de 13 anos 11 meses e 29 dias (C) = vacina combinada disponível. 04/08/2015 Sempre que possível, preferir vacinas combinadas Sempre que possível, considerar aplicações simultâneas na mesma visita Qualquer dose não administrada na idade recomendada deve ser aplicada na visita subsequente Eventos adversos significativos devem ser notificados às autoridades competentes Algumas vacinas podem estar especialmente recomendadas para pacientes portadores de comorbidades ou em outra situação especial. Consulte os Calendários de Imunização SBIm Pacientes Especiais 15
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA (0-10 ANOS) Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) 2015/2016 COMENTÁRIOS: 1. BCG ID: deverá ser aplicada, o mais precocemente possível, de preferência ainda na maternidade, em recém-nascidos com peso maior ou igual a 2.000 g. Em caso de suspeita de imunodeficiência ou recém-nascidos cujas mães fizeram uso de biológicos durante a gestação, consulte os Calendários de imunização SBIm Pacientes Especiais. 2. HEPATITE B: a) Aplicar a 1ª dose nas primeiras 12 horas de vida. b) O esquema de quatro doses pode ser adotado quando é utilizada uma vacina combinada que inclua a vacina hepatite B, ou seja, a 1ª dose ao nascer monovalente e aos 2, 4 e 6 meses de idade com alguma das vacinas combinadas. c) Se mãe HBsAg+, administrar vacina nas primeiras 12 horas de vida e HBIG o mais precocemente possível (até sete dias após o parto). 3. Tríplice bacteriana: o uso da vacina DTPa é preferível ao da DTPw, pois os eventos adversos associados com sua administração são menos frequentes e intensos. O segundo reforço, aos 10 anos de idade, deve ser feito com a vacina tríplice acelular do tipo adulto (dtpa). 4. Hib: recomenda-se o reforço aos 15-18 meses, principalmente quando forem utilizadas, na série básica, vacinas Hib nas combinações com DTPa. 5. Poliomielite: recomenda-se que, idealmente, todas as doses sejam com a VIP. Não utilizar VOP em crianças hospitalizadas e imunodeficientes. 6. Vacina rotavírus monovalente: duas doses, idealmente aos 2 e 4 meses de idade. Vacina rotavírus pentavalente: três doses, idealmente aos 2, 4 e 6 meses de idade. Para ambas as vacinas, a 1ª dose pode ser feita a partir de 6 semanas de vida e no máximo até 3 meses e 15 dias, e a última dose até 7 meses e 29 dias. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias. Se a criança cuspir, regurgitar ou vomitar após a vacinação, não repetir a dose. 11. Febre amarela: recomendada para residentes ou viajantes para áreas de vacinação (de acordo com classificação do MS e da OMS). O PNI recomenda que crianças menores de 2 anos de idade não recebam as vacinas febre amarela e tríplice viral no mesmo dia. Nesses casos, e sempre que possível, respeitar intervalo de 30 dias entre as doses. Vacinar pelo menos dez dias antes da viagem. Contraindicada para imunodeprimidos. Quando os riscos de adquirir a doença superam os riscos potenciais da vacinação, o médico deve avaliar sua utilização. 12. Hepatite A: para crianças a partir de 12 meses de idade não vacinadas para hepatite B no primeiro ano de vida, a vacina combinada hepatites A e B na formulação adulto pode ser considerada para substituir a vacinação isolada (A ou B) com esquema de duas doses (0-6 meses). 13. Sarampo, caxumba e rubéola: é considerada protegida a criança que tenha recebido duas doses da vacina após 1 ano de idade. Em situação de risco para o sarampo por exemplo, surto ou exposição domiciliar, a 1ª dose pode ser aplicada a partir de 6 meses de idade. Nesses casos, a aplicação de mais duas doses após a idade de 1 ano ainda será necessária. Veja considerações sobre o uso da vacina quádrupla viral (SCRV) no item 15. Contraindicada para imunodeprimidos. 14. Varicela: é considerada protegida a criança que tenha recebido duas doses da vacina após 1 ano de idade. Em situação de risco por exemplo, surto de varicela ou exposição domiciliar, a 1ª dose pode ser aplicada a partir de 9 meses de idade. Nesses casos, a aplicação de mais duas doses após a idade de 1 ano ainda será necessária. Veja considerações sobre o uso da vacina quádrupla viral (SCRV) no item 15. Contraindicada para imunodeprimido. 15. Aos 12 meses na mesma visita, aplicar a 1ª dose da tríplice viral e varicela em administrações separadas (SCR + V) ou com a vacina quádrupla viral (SCRV). A 2ª dose de tríplice viral e varicela, preferencialmente com vacina quádrupla viral, pode ser administrada a partir dos 15 meses de idade, mantendo intervalo de três meses da dose anterior de SCR, V ou SCRV. 16. HPV: duas vacinas estão disponíveis no Brasil: uma contendo VLPs dos tipos 6, 11, 16 e 18, e outra contendo VLPs dos tipos 16 e 18. Esquema de doses: 0-1 a 2-6 meses. O PNI adotou esquema de vacinação estendido: 0-6 - 60 meses, exclusivamente para meninas de até 13 anos. 7. Pneumocócica conjugada: iniciar o mais precocemente possível (no segundo mês de vida). As vacinas VPC10 e VPC13 são recomendadas para menores de 6 anos de idade. Crianças com risco aumentado para doença pneumocócica invasiva devem receber a vacina VPC13 e a vacina polissacarídica 23-valente (intervalo de dois meses entre elas). Crianças de até 5 anos, com esquema completo de VPC10, podem se beneficiar com uma dose adicional de VPC13 com o objetivo de ampliar a proteção, respeitando o intervalo mínimo de dois meses da última dose. 8. Meningocócica conjugada: em virtude da rápida redução dos títulos de anticorpos protetores, reforços são necessários: entre 5 e 6 anos (ou cinco anos após a última dose recebida depois dos 12 meses de idade) e na adolescência. No primeiro ano de vida, utilizar a vacina meningocócica C conjugada (MenC). Em crianças maiores de 1 ano, usar preferencialmente a vacina meningocócica conjugada ACWY (MenACWY), na primovacinação ou como reforço do esquema com MenC do primeiro ano de vida. No Brasil, para crianças menores de 1 ano de idade, a única vacina licenciada para uso é a vacina MenC; MenACWY-TT está licenciada a partir de 1 ano de idade e Men ACWY-CRM a partir de 2 anos de idade. 9. Meningocócica B: crianças que iniciam esquema mais tarde: a) entre 6 e 11 meses: duas doses com intervalo de dois meses e uma dose de reforço no segundo ano de vida respeitando-se um intervalo mínimo de dois meses da última dose. b) entre 12 meses e 10 anos: duas doses com intervalo de dois meses. 10. Influenza: é recomendada para todas as crianças a partir dos 6 meses de idade. Quando administrada pela primeira vez em crianças menores de 9 anos, aplicar duas doses com intervalo de 30 dias. Crianças menores de 3 anos de idade recebem 0,25 ml por dose e as maiores de 3 anos recebem 0,5 ml por dose. Desde que disponível, a vacina influenza 4V é preferível à vacina influenza 3V, por conferir maior cobertura das cepas circulantes. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V. 16
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DO ADOLESCENTE (11-19 ANOS) Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) 2015/2016 Para definir vacinas e esquemas de doses na adolescência, considerar o passado vacinal. VACINAS ESQUEMAS E RECOMENDAÇÕES COMENTÁRIOS DISPONIBILIZAÇÃO DAS VACINAS GRATUITAS NA REDE PÚBLICA CLÍNICAS PRIVADAS DE VACINAÇÃO Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) É considerado protegido o adolescente que tenha recebido duas doses da vacina tríplice viral acima de 1 ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas. Contraindicada para imunodeprimidos e gestantes. Até 12 anos de idade, considerar a aplicação de vacina combinada quádrupla viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela SCRV). SCR SCR E SCRV Hepatite A: duas doses, no esquema 0-6 meses. Hepatites A, B ou A e B Hepatite B: três doses, esquema 0-1 - 6 meses. Adolescentes não vacinados na infância para as hepatites A e B devem ser vacinados o mais precocemente possível para essas infecções. A vacina combinada para as hepatites A e B é uma opção e pode substituir a vacinação isolada para as hepatites A e B. Hepatite A e B: para menores de 16 anos: duas doses aos 0-6 meses; A partir de 16 anos: três doses aos 0-1 - 6 meses. HPV Se não iniciado o esquema de vacinação aos 9 anos, a vacina HPV deve ser aplicada o mais precocemente possível. O esquema de vacinação para meninas e meninos é de três doses: 0-1 a 2-6 meses. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) adotou esquema de vacinação estendido: 0-6 - 60 meses para meninas de 9 a 13 anos. Duas vacinas estão disponíveis no Brasil: uma contendo VLPs dos tipos 6, 11, 16 e 18, licenciada para ambos os sexos; e outra contendo VLPs dos tipos 16 e 18, licenciada para meninas. Vacina contraindicada em gestantes., vacina HPV6, 11, 16, 18 para meninas de 9 a 13 anos, 11 meses e 29 dias Sim, HPV6, 11, 16, 18 e HPV16, 18 Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dtpa) / Difteria, tétano e coqueluche Com esquema de vacinação básico para tétano completo: um reforço dez anos após a última dose. Com esquema de vacinação básico para tétano incompleto: uma dose de dtpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dt (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico. Atualizar dtpa independente de intervalo prévio com dt ou TT. O uso da vacina dtpa, em substituição à dt, para adolescentes e adultos, objetiva, além da proteção individual, a redução da transmissão da Bordetella pertussis, principalmente para suscetíveis com alto risco de complicações, como os lactentes. Considerar antecipar reforço com dtpa para cinco anos após a última dose de vacina contendo o componente pertussis para adolescentes contactantes de lactentes. Para indivíduos que pretendem viajar para países nos quais a poliomielite é endêmica recomenda-se a vacina dtpa combinada à pólio inativada (dtpa-vip). dtpa-vip pode substituir dtpa, inclusive em gestantes., dt para todos. dtpa para gestantes, dtpa e dtpa-vip Varicela (catapora) Para suscetíveis: duas doses. Para menores de 13 anos: intervalo de três meses. A partir de 13 anos: intervalo de um a dois meses. Contraindicada para imunodeprimidos e gestantes. Até 12 anos de idade, considerar a aplicação de vacina combinada quádrupla viral (SCRV)., varicela e SCRV Influenza (gripe) Dose única anual. Desde que disponível, a vacina influenza 4V é preferível à vacina influenza 3V, por conferir maior cobertura das cepas circulantes. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V. para grupos de risco Meningocócica conjugada ACWY Para não vacinados na infância: duas doses com intervalo de cinco anos. Para vacinados na infância: reforço aos 11 anos ou cinco anos após o último reforço na infância. Na indisponibilidade da vacina meningocócica conjugada ACWY, substituir pela vacina meningocócica C conjugada. Meningocócica B Duas doses com intervalo de um mês. Não se conhece ainda a duração da proteção conferida e, consequentemente, a necessidade de dose(s) de reforço. Febre amarela Uma dose para residentes ou viajantes para áreas de vacinação (de acordo com classificação do MS e da OMS). Se persistir o risco, recomenda-se uma 2ª dose dez anos após a primeira. Uma dose para viajantes para áreas de risco ou para atender a exigências sanitárias de determinadas viagens internacionais (pelo menos dez dias antes da viagem). Contraindicada para imunodeprimidos e gestantes. Quando os riscos de adquirir a doença superam os riscos potenciais da vacinação, O médico deve avaliar sua utilização. 28/08/2015 Sempre que possível, preferir vacinas combinadas Sempre que possível, considerar aplicações simultâneas na mesma visita Qualquer dose não administrada na idade recomendada deve ser aplicada na visita subsequente Eventos adversos significativos devem ser notificados às autoridades competentes Algumas vacinas podem estar especialmente recomendadas para pacientes portadores de comorbidades ou em outra situação especial. Consulte os Calendários de Vacinação SBIm Pacientes Especiais. 17
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DA MULHER (20-59 ANOS) Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) 2015/2016 Comentários numerados devem ser consultados. VACINAS ESQUEMAS E RECOMENDAÇÕES GESTANTE GESTANTE PUÉRPERA DISPONIBILIZAÇÃO DAS VACINAS GRATUITAS NA REDE PÚBLICA CLÍNICAS PRIVADAS DE VACINAÇÃO HPV (1) Duas vacinas estão disponíveis no Brasil: uma contendo VLPs dos tipos 6, 11, 16 e 18, licenciada para meninas e mulheres de 9 a 45 anos de idade e meninos e jovens de 9 a 26 anos; e outra contendo sim VLPs dos tipos 16 e 18, licenciada para meninas e mulheres a partir dos 9 anos de idade. Três doses: 0-1 a 2-6 meses. Contraindicada Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) (2) É considerada protegida a mulher que tenha recebido duas doses da vacina tríplice viral acima de 1 ano de idade e com intervalo mínimo de um mês entre elas. Contraindicada, até os 49 anos Hepatite A: duas doses, no esquema 0-6 meses. Considerar nas suscetíveis (3) Hepatites A, B ou A e B (3) Hepatite B: três doses, no esquema 0-1 - 6 meses. Recomendada Hepatite A e B: três doses, no esquema 0-1 - 6 meses. Considerar nas suscetíveis (3) Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto / Difteria, tétano e coqueluche (4) Atualizar dtpa independente de intervalo prévio com dt ou TT. Com esquema de vacinação básico para tétano completo: reforço com dtpa a cada dez anos. Com esquema de vacinação básico incompleto: uma dose de dtpa a qualquer momento e completar a vacina básica com uma ou duas doses de dt (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico. Para mulheres que pretendem viajar para países nos quais a poliomielite é endêmica: recomenda-se a vacina dtpa combinada pólio inativada (dtpa-vip). A dtpa-vip pode substituir a dtpa, inclusive em gestantes. Considerar antecipar reforço com dtpa: para cinco anos apenas a última dose de vacina contendo o componente pertussis para mulheres contactantes de lactentes. Durante a gestação(4): ver quadro ao lado. Recomendada dtpa, dt para todos dtpa para gestantes, dtpa e dtpa-vip Varicela (catapora) (2) Para suscetíveis: duas doses com intervalo de um a dois meses. Contraindicada influenza (gripe) (5) Dose única anual. Recomendada, para grupos de risco e gestantes (2, 6) Uma Febre amarela dose para residentes ou viajantes para áreas de vacinação (de acordo com classificação do MS e da OMS). Se persistir o risco, fazer uma 2ª dose dez anos após a primeira. Vacinar pelo menos dez dias antes da viagem. Contraindicada (6) Contraindicada na amamentação (6) Meningocócica conjugada ACWY (7) Uma dose. A indicação da vacina assim como a necessidade de reforços dependerão da situação epidemiológica. A ser considerada em situações de risco aumentado Meningocócica B Duas doses com intervalo de um mês. Considerar seu uso avaliando a situação epidemiológica. A ser considerada em situações de risco aumentado Pneumocócicas (8) Esquema sequencial de VPC13 e VPP23 é recomendado para mulheres com 60 anos ou mais (ver Calendário de Vacinação SBIm Idoso). A ser considerada em situações de risco aumentado Herpes zóster (9) Recomendada para mulheres com 60 anos ou mais, dose única (ver Calendário de Vacinação SBIm Idoso). Contraindicada 28/09/2015 Sempre que possível, preferir vacinas combinadas Sempre que possível, considerar aplicações simultâneas na mesma visita Qualquer dose não administrada na idade recomendada deve ser aplicada na visita subsequente Eventos adversos significativos devem ser notificados às autoridades competentes Algumas vacinas podem estar especialmente recomendadas para pacientes portadores de comorbidades ou em outra situação especial. Consulte os Calendários de Vacinação SBIm Pacientes Especiais. 18
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DA MULHER (20-59 ANOS) Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) 2015/2016 OBSERVAÇÃO: Sempre que possível, evitar a aplicação de vacinas no primeiro trimestre de gravidez. Após a aplicação de vacinas de vírus vivos atenuados (tríplice viral, varicela e febre amarela), a mulher deve ser orientada a aguardar o prazo de um mês para engravidar. COMENTÁRIOS: 1. Mulheres mesmo que previamente infectadas podem se beneficiar da vacinação. 2. Vacinas de vírus atenuados são de risco teórico para o feto, sendo, portanto, contraindicadas em gestantes. 3. Hepatite A é vacina inativada, portanto não contraindicada em gestantes. Já que no Brasil as situações de risco aumentado de exposição ao vírus são frequentes, a vacinação de gestantes deve ser considerada. A vacina combinada para as hepatites A e B é uma opção e pode substituir a vacinação isolada para as hepatites A e B. 4. A melhor época para a aplicação da vacina dtpa em gestantes é entre a 27 a e a 36 a semana de gestação (permite transferência de maior quantidade de anticorpos maternos para o feto), mas a vacina pode ser recomendada a partir da 20 a semana até o momento do parto. Mulheres não vacinadas na gestação devem ser vacinadas no puerpério, o mais precocemente possível. A vacinação com dtpa deve ser repetida a cada gestação. A vacina está recomendada mesmo para aquelas que tiveram a coqueluche, já que a proteção conferida pela infecção não é permanente. 5. A gestante é grupo de risco para as complicações da infecção pelo vírus da influenza. A vacina está recomendada nos meses da sazonalidade do vírus, mesmo no primeiro trimestre de gestação. Desde que disponível, a vacina influenza 4V é preferível à vacina influenza 3V, inclusive em gestantes, por conferir maior cobertura das cepas circulantes. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V. 6. Contraindicada na gravidez, porém seu uso pode ser permitido após ponderação do risco/benefício da vacinação: 1) não anteriormente vacinadas e que residem em áreas de risco para febre amarela; 2) que vão se deslocar para região de risco da doença, na impossibilidade total de se evitar a viagem durante a gestação. Gestantes que viajam para países que exigem o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) devem ser isentadas da vacinação, se não houver risco de transmissão. Contraindicada em nutrizes até que o bebê complete 6 meses; se a vacinação não puder ser evitada, suspender o aleitamento materno por pelo menos 15 dias e preferencialmente 30 dias após a imunização. Contraindicada para imunodeprimidas; porém, quando os riscos de adquirir a doença superam os riscos potenciais da vacinação, o médico deve avaliar sua utilização. 7. As vacinas meningocócicas conjugadas são inativadas, portanto sem risco teórico para a gestante e o feto. Na indisponibilidade da vacina meningocócica conjugada ACWY, substituir pela vacina meningocócica C conjugada. 8. A VPC13 está licenciada a partir dos 50 anos de idade, ficando a critério médico sua recomendação nessa faixa etária. VPC13 e VPP23 são vacinas inativadas, portanto sem riscos teóricos para a gestante e o feto. Devem ser recomendadas para gestantes de alto risco para a doenca pneumocócica. 9. Vacina licenciada a partir dos 50 anos. Recomendada mesmo para aquelas que já apresentaram quadro de herpes zóster. Nesses casos, aguardar o intervalo de um ano, entre o quadro agudo e a aplicação da vacina. Em caso de pacientes com história de herpes zóster oftálmico, não existem ainda dados suficientes para indicar ou contraindicar a vacina. Uso em imunodeprimidos: a vacina não deve ser empregada em indivíduos com estados de imunodeficiência primária ou adquirida ou em uso de terapêuticas em posologias consideradas imunossupressoras. Histórico vacinal Conduta na gravidez Conduta após a gravidez Previamente vacinada, com pelo menos três doses de vacina contendo o toxoide tetânico. Uma dose de dtpa a cada gestação. Fazer dtpa no puerpério, se não vacinada durante a gestação. Em gestantes que receberam vacinação incompleta tendo recebido uma dose de vacina contendo o toxoide tetânico na vida. Uma dose de dt (a qualquer momento) seguida de uma dose de dtpa (entre a 27ª e 36ª semanas de gestação), sempre que possível respeitando intervalo mínimo de um mês entre elas, no esquema 0-2 meses. Fazer dtpa no puerpério, se não vacinada durante a gestação e completar esquema para o tétano com dt. Em gestantes que receberam vacinação incompleta para tétano, tendo recebido duas doses de vacina contendo o toxoide tetânico na vida. Em gestantes com vacinação desconhecida. Uma dose de dtpa. Duas doses de dt e uma dose de dtpa, sendo que a dtpa deve ser aplicada entre a 27 a e a 36 a semana de gestação. Adotar esquema 0-2 - 4 meses ou 0-2 - 6 meses. Fazer dtpa no puerpério, se não vacinada durante a gestação. Fazer dtpa no puerpério, se não vacinada durante a gestação e completar esquema para o tétano com dt. 19
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DO HOMEM (20-59 ANOS) Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) 2015/2016 Comentários numerados devem ser consultados. VACINAS ESQUEMAS E RECOMENDAÇÕES COMENTÁRIOS DISPONIBILIZAÇÃO DAS VACINAS GRATUITAS NA REDE PÚBLICA CLÍNICAS PRIVADAS DE VACINAÇÃO Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) É considerado protegido o homem que tenha recebido duas doses da vacina tríplice viral acima de 1 ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas. Contraindicada para imunodeprimidos., uma dose até os 49 anos Hepatite A: duas doses, no esquema 0-6 meses. Homens não imunizados anteriormente para as hepatites A e B devem ser vacinados. Hepatites A, B ou A e B (3) Hepatite B: três doses, no esquema 0-1 - 6 meses. A vacina combinada para as hepatites A e B é uma opção e Hepatite A e B: três doses, no esquema 0-1 - 6 meses. pode substituir a vacinação isolada para as hepatites A e B. HPV Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto / Difteria, tétano e coqueluche Vacina HpV6, 11, 16, 18: três doses, no esquema 0-1 a 2-6 meses. Atualizar dtpa independente de intervalo prévio com dt ou TT. Com esquema de vacinação básico para tétano completo: reforço com dtpa a cada dez anos. Com esquema de vacinação básico incompleto: uma dose de dtpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dt (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico. Para homens que pretendem viajar para países nos quais a poliomielite é endêmica, recomenda-se a vacina dtpa combinada à pólio inativada (dtpa-vip). A dtpa-vip pode substituir a dtpa. A vacina HPV6, 11, 16, 18 está licenciada e recomendada para meninos e jovens de 9 a 26 anos de idade. Entretanto, homens com mais de 26 anos também podem ser beneficiados com a vacinação, sendo seu uso off label nessa faixa etária e ficando a critério médico sua indicação. A vacina está recomendada mesmo para aqueles que tiveram a coqueluche, já que a proteção conferida pela infecção não é permanente. O uso da vacina dtpa, em substituição à dt, objetiva, além da proteção individual, a redução da transmissão da Bordetella pertussis, principalmente para suscetíveis com alto risco de complicações, como os lactentes. Considerar antecipar reforço com dtpa para cinco anos após a última dose de vacina contendo o componente pertussis em adultos contactantes de lactentes. dt dtpa Varicela (catapora) Para suscetíveis: duas doses com intervalo de um a dois meses. Uso em imunodeprimidos Consultar os Calendários de Vacinação SBIm Pacientes Especiais. Influenza (gripe) Dose única anual. Desde que disponível, a vacina influenza 4V é preferível à vacina influenza 3V, por conferir maior cobertura das cepas circulantes. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V., para grupos de risco Meningocócica conjugada ACWY Uma dose. A indicação da vacina assim como a necessidade de reforços dependerão da situação epidemiológica. Considerar seu uso avaliando a situação epidemiológica. Na indisponibilidade da vacina meningocócica conjugada ACWY, substituir pela vacina meningocócica C conjugada. Meningocócica B Duas doses com intervalo de um mês. Considerar seu uso avaliando a situação epidemiológica. Febre amarela Uma dose para residentes ou viajantes para áreas de vacinação (de acordo com classificação do MS e da OMS). Se persistir o risco, fazer uma 2ª dose dez anos após a primeira. Vacinar pelo menos dez dias antes da viagem. Contraindicada para imunodeprimidos. Quando os riscos de adquirir a doença superam os riscos potenciais da vacinação, o médico deve avaliar sua utilização. Pneumocócicas Recomendadas para homens a partir de 60 anos e portadores de risco aumentado para DPi. Esquema sequencial das vacinas pneumocócicas (ver Calendário SBIm de Vacinação do Idoso e os Calendários de Vacinação SBIm Pacientes Especiais). A VPC13 está licenciada a partir dos 50 anos de idade, ficando a critério médico sua recomendação nessa faixa etária. A VPP23 está disponível gratuitamente nos Cries para homens portadores de algumas comorbidades. Herpes zóster Recomendada para homens a partir de 60 anos de idade, dose única. (ver Calendário de Vacinação SBIm Idoso). Vacina licenciada a partir dos 50 anos. Recomendada mesmo para aqueles que já apresentaram quadro de herpes zóster. Nesses casos, aguardar o intervalo de um ano, entre o quadro agudo e a aplicação da vacina. Em caso de pacientes com história de herpes zóster oftálmico, não existem ainda dados suficientes para indicar ou contraindicar a vacina. Uso em imunodeprimidos: a vacina não deve ser empregada em indivíduos com estados de imunodeficiência primária ou adquirida ou em uso de terapêuticas em posologias consideradas imunossupressoras. 28/09/2015 Sempre que possível, preferir vacinas combinadas Sempre que possível, considerar aplicações simultâneas na mesma visita Qualquer dose não administrada na idade recomendada deve ser aplicada na visita subsequente Eventos adversos significativos devem ser notificados às autoridades competentes Algumas vacinas podem estar especialmente recomendadas para pacientes portadores de comorbidades ou em outra situação especial. Consulte os Calendários de Vacinação SBIm Pacientes Especiais. 20
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DO IDOSO Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) 2015/2016 VACINAS QUANDO INDICAR ESQUEMAS E RECOMENDAÇÕES COMENTÁRIOS DISPONIBILIZAÇÃO DAS VACINAS GRATUITAS NA REDE PÚBLICA CLÍNICAS PRIVADAS DE VACINAÇÃO Influenza (gripe) Rotina. Dose única anual. Os maiores de 60 anos fazem parte do grupo de risco aumentado para as complicações e óbitos por influenza. Desde que disponível, a vacina influenza 4V é preferível à vacina influenza 3V, por conferir maior cobertura das cepas circulantes. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V. Pneumocócicas (VPC13) e (VPP23) Rotina. Iniciar com uma dose da VPC13 seguida de uma dose de VPP23 seis a doze meses depois, e uma 2ª dose de VPP23 cinco anos depois da primeira. Para aqueles que já receberam a VPP23, recomenda-se o intervalo de um ano para a aplicação de VPC13. A 2ª dose de VPP23 deve ser feita cinco anos após a primeira, mantendo intervalo de seis a doze meses com a VPC13. Para os que já receberam duas doses de VPP23, recomenda-se uma dose de VPC13, com intervalo mínimo de um ano após a última dose de VPP23. se a 2ª dose de VPP23 foi aplicada antes dos 65 anos, está recomendada uma terceira dose depois dessa idade, com intervalo mínimo de cinco anos da última dose. VPP23 para grupos de risco Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dtpa) / Difteria, tétano e coqueluche Rotina. Atualizar dtpa independente de intervalo prévio com dt ou TT. Para idosos que pretendem viajar para países nos quais a poliomielite é endêmica recomenda-se a vacina dtpa combinada à pólio inativada (dtpa-vip). A dtpa-vip pode substituir a dtpa. Com esquema de vacinação básico para tétano completo: reforço com dtpa a cada dez anos. Com esquema de vacinação básico para tétano incompleto: uma dose de dtpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dt (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico. A vacina está recomendada mesmo para aqueles que tiveram a doença, já que a proteção conferida pela infecção não é permanente. Considerar antecipar reforço com dtpa para cinco anos após a última dose de vacina contendo o componente pertussis para idosos contactantes de lactentes. dt dtpa e dtpa-vip Hepatites A e B Hepatite A: após avaliação sorológica ou em situações de exposição ou surtos. Duas doses, no esquema 0-6 meses. Na população com mais de 60 anos é incomum encontrar indivíduos suscetíveis. Para esse grupo, portanto, a vacinação não é prioritária. A sorologia pode ser solicitada para definição da necessidade ou não de vacinar. Em contactantes de doentes com hepatite A, ou durante surto da doença, a vacinação deve ser considerada. Hepatite B: rotina. Três doses, no esquema 0-1 - 6 meses. Hepatite A e B Três doses, no esquema 0-1 - 6 meses. A vacina combinada para as hepatites A e B é uma opção e pode substituir a vacinação isolada para as hepatites A e B. Febre amarela Rotina para residentes em áreas de vacinação. Uma dose para residentes ou viajantes para áreas de vacinação (de acordo com classificação do MS e da OMS). Se persistir o risco, fazer uma 2ª dose dez anos após a primeira. Vacinar pelo menos dez dias antes da viagem. Contraindicada para imunodeprimidos. Quando os riscos de adquirir a doença superam os riscos potenciais da vacinação, o médico deve avaliar sua utilização. Há relatos de maior risco de eventos adversos graves nos maiores de 60 anos; portanto, na primovacinação, avaliar risco/benefício. Meningocócica conjugada ACWY Surtos e viagens para áreas de risco. Uma dose. A indicação da vacina assim como a necessidade de reforços dependerão da situação epidemiológica. Na indisponibilidade da vacina meningocócica conjugada ACWY, substituir pela vacina meningocócica C conjugada. Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) Situações de risco aumentado. É considerado protegido o indivíduo que tenha recebido, em algum momento da vida, duas doses da vacina tríplice viral acima de 1 ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas. Está indicada em situações de risco aumentado já que a maioria das pessoas nessa faixa etária não é suscetível a essas doenças. Na população com mais de 60, anos é incomum encontrar indivíduos suscetíveis ao sarampo, caxumba e rubéola. Para esse grupo, portanto, a vacinação não é rotineira. Porém, a critério médico (em situações de surtos, viagens, entre outros), pode ser recomendada. Contraindicada para imunodeprimidos. Herpes zóster Rotina. Dose única. Vacina recomendada mesmo para aqueles que já apresentaram quadro de herpes zóster. Nesses casos, aguardar intervalo mínimo de um ano, entre o quadro agudo e a aplicação da vacina. Em caso de pacientes com história de herpes zóster oftálmico, não existem ainda dados suficientes para indicar ou contraindicar a vacina. Uso em imunodeprimidos: a vacina não deve ser empregada em indivíduos com estado de imunodeficiência primária ou adquirida ou em uso de terapêuticas em posologias consideradas imunossupressoras. 28/09/2015 Sempre que possível, preferir vacinas combinadas Sempre que possível, considerar aplicações simultâneas na mesma visita Qualquer dose não administrada na idade recomendada deve ser aplicada na visita subsequente Eventos adversos significativos devem ser notificados às autoridades competentes Algumas vacinas podem estar especialmente recomendadas para pacientes portadores de comorbidades ou em outra situação especial. Consulte os Calendários de Vacinação SBIm Pacientes Especiais. 21
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO OCUPACIONAL Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) 2015/2016 Comentários numerados devem ser consultados. INDICAÇÕES ESPECIAIS PARA PROFISSIONAIS POR ÁREA DE ATUAÇÃO VACINAS ESPECIALMENTE INDICADAS ESQUEMAS E RECOMENDAÇÕES Saúde Alimentos e bebidas Militares, policiais e bombeiros Profissionais que lidam com dejetos, águas contaminadas e coletores de lixo Crianças Animais Profissionais do sexo Profissionais administrativos Profissionais que viajam muito Receptivos de estrangeiros Manicures, pedicures e podólogos Profissionais que trabalham em regime de confinamento Profissionais e voluntários em campos de refugiados, situações de catástrofe e ajuda humanitária Atletas profissionais Tríplice viral (sarampo, caxumba (1, 2) e rubéola) É considerado protegido o indivíduo que tenha recebido duas doses da vacina tríplice viral acima de 1 ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas. - - - - - Hepatite A: duas doses, no esquema 0-6 meses. (6) - - - Hepatites A, B ou A e B (3) HPV Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dtpa ou dtpa-vip) Hepatite B: três doses, no esquema 0-1 - 6 meses. - - - - - - - - - - - - - Hepatite A e B: três doses, no esquema 0-1 - 6 meses. A vacinação combinada das hepatites A e B é uma opção e pode substituir a vacinação isolada das hepatites A e B. Duas vacinas estão disponíveis no Brasil: uma contendo VLPs dos tipos 6, 11, 16 e 18, licenciada para meninas e mulheres de 9 a 45 anos de idade e meninos e jovens de 9 a 26 anos; e outra contendo VLPs dos tipos 16 e 18, licenciada para meninas e mulheres a partir dos 9 anos de idade. Sempre que possível, aplicar dtpa independente de intervalo prévio com dt ou TT. Com esquema de vacinação básico para tétano completo: reforço com dtpa (ou dtpa-vip, ou dt) a cada dez anos. Com esquema de vacinação básico para tétano incompleto: uma dose de dtpa (ou dtpa-vip, ou dt) a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dt de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico. (6) - - - - - - dtpa (6) dt dt dt dtpa (7) dt - - dtpa-vip (8) - dt dtpa (7) dtpa-vip dt Poliomielite inativada (8) Pessoas nunca vacinadas: uma dose. Na rede privada só existe combinada à dtpa. - - (10) - - - - - - - - (10) - Varicela (catapora) (1) Para suscetíveis: duas doses com intervalo de um mês. (6) (10) (10) Influenza (gripe) (11) Dose única anual. Desde que disponível, a vacina influenza 4V é preferível à vacina influenza 3V, inclusive em gestantes, por conferir maior cobertura das cepas circulantes. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V. Meningocócicas Uma dose. A indicação da vacina, assim como a necessidade de reforços, dependerão da situação conjugadas epidemiológica. (C ou ACWY) (4) (6) - (10) - - - - - (6) - - - (6) (12) Meningocócica B Febre amarela (1) Duas doses com intervalo de um mês. Considerar seu uso avaliando a situação epidemiológica. Uma dose para residentes ou viajantes para àreas de vacinação (de acordo com a classificação do MS e da OMS). Se persistir o risco, aplicar 2ª dose dez anos após a primeira. Vacinar pelo menos dez dias antes da viagem. (6) - (10) - - - - - (6) - - - (6) (12) - - (10) - - - - - - - - (12) Raiva (5) Para pré-exposição: três doses, 0-7 - 21 a 28 dias. - - (10) - - - - - - - - - Febre tifoide (13) Dose única. No caso de o risco de infecção permanecer ou retornar, está indicada outra dose após três anos. - - (10) (10) - - - - (10) - - - (10) - 28/09/2015 Sempre que possível, preferir vacinas combinadas Sempre que possível, considerar aplicações simultâneas na mesma visita Qualquer dose não administrada na idade recomendada deve ser aplicada na visita subsequente Eventos adversos significativos devem ser notificados às autoridades competentes Algumas vacinas podem estar especialmente recomendadas para pacientes portadores de comorbidades ou em outra situação especial. Consulte os Calendários de Vacinação SBIm Pacientes Especiais. 22
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO OCUPACIONAL Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) 2015/2016 Profissionais da área da saúde: médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, patologistas e técnicos de patologia, dentistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, pessoal de apoio, manutenção e limpeza de ambientes hospitalares, maqueiros, motoristas de ambulância, técnicos de RX e outros profissionais lotados ou que frequentam assiduamente os serviços de saúde, tais como representantes da indústria farmacêutica e outros. Profissionais que lidam com alimentos e bebidas: profissionais que trabalham em empresas de alimentos e bebidas, cozinheiros, garçons, atendentes, pessoal de apoio, manutenção e limpeza. Militares, policiais e bombeiros: especificamente para aqueles que atuam em missões em regiões com riscos epidemiológicos e possibilidade de surtos por doenças imunopreviníveis. Profissionais que lidam com dejetos, águas contaminadas e coletores de lixo: mergulhadores, salva-vidas, guardiões de piscinas, manipuladores de lixo e/ou esgotos e/ou águas pluviais, alguns profissionais da construção civil. Profissionais que trabalham com crianças: professores e outros profissionais que trabalham em escolas, creches e orfanatos. Profissionais que entram em contato frequente ou ocasional com animais: veterinários e outros profissionais que lidam com animais, frequentadores ou visitantes de cavernas. Profissionais do sexo: risco para as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e outras doenças infecciosas de transmissão por contato interpessoal, por via aérea ou secreções. Profissionais administrativos: que trabalham em escritórios, fábricas e outros ambientes geralmente fechados. Profissionais que viajam muito: risco aumentado de exposição a infecções endêmicas em destinos nacionais ou internacionais. 4. Na indisponibilidade da vacina meningocócica conjugada ACWY, substituir pela vacina meningocócica C conjugada. 5. A partir do 14º dia após a última dose verificar títulos de anticorpos com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de dose adicional. Profissionais que permanecem em risco devem fazer acompanhamento sorológico a cada seis meses ou um ano e receber dose de reforço quando estes forem menores que 0,5 UI/mL. 6. Em relação à vacinação de profissionais lotados em serviços de saúde, considerar: a vacina coqueluche, especialmente indicada para profissionais da neonatologia, pediatria e os que lidam com pacientes pneumopatas; a vacina hepatite A está especialmente indicada para profissionais da lavanderia, da cozinha e manipuladores de alimentos; as vacinas meningocócicas ACWY e B estão indicadas para profissionais da Saúde da bacteriologia e que trabalham em serviços de emergência, que viajam muito e exercem ajuda humanitária/situações de catástrofes; a vacina varicela está indicada para todos os suscetíveis. 7. Para profissionais que trabalham com crianças menores de 12 meses e idosos (professores, cuidadores, e outros), a vacina coqueluche está especialmente indicada. 8. Recomendada para profissionais com destino a países nos quais a poliomielite seja endêmica e/ou haja risco de exportação do vírus selvagem. A vacina disponível na rede privada é a combinada à dtpa. 9. Considerar a vacina hepatite A para aqueles profissionais receptivos de estrangeiros que preparam ou servem alimentos para a proteção da clientela. 10. Para aqueles que atuam em missões ou outras situações em que há possibilidade de surtos e na dependência de risco epidemiológico. 11. Embora algumas categorias profissionais não apresentem risco ocupacional aumentado para o vírus influenza, a indicação para TODAS as categorias profissionais é justifiicada por ser a maior causa de absenteísmo no trabalho e pela grande frequência com que desencadeia surtos no ambiente de trabalho. 12. Considerar para aqueles que viajam para competições em áreas de risco. 13. A indicação deve ser analisada de acordo com o tempo de permanência em região de risco para a doença. Receptivos de estrangeiros: operadores e guias de turismo, profissionais da hotelaria; transporte público, seguranças de estabelecimentos como estádios, ginásios, boates, entre outros. Manicures, pedicures e podólogos: risco de acidentes perfurocortantes e exposição ao sangue. Profissionais que trabalham em ambientes de confinamento: agentes penitenciários e carcerários, trabalhadores de asilos, orfanatos e hospitais psiquiátricos, trabalhadores de plataformas marítimas e embarcações radares para exploração de petróleo. Profissionais e voluntários que atuam em campos de refugiados, situações de catástrofes e ajuda humanitária: risco de exposição a doenças endêmicas, condições de trabalho insalubre, risco aumentado para transmissão de doenças infecciosas. Atletas profissionais: recebem alto investimento e têm obrigação de apresentar resultados; vivem situações de confinamento e viajam frequentemente; passam por fases de treinamento intenso com prejuízo da resposta imunológica; esportes coletivos facilitam a transmissão interpessoal de doenças, com maior risco para surtos. Comentários: 1. Vacinas vivas atenuadas são contraindicadas para imunodeprimidos e gestantes. 2. É considerada prioridade de Saúde Pública e está disponível gratuitamente nos postos de saúde para indivíduos até os 49 anos de idade. 3. Sorologia 30 e 60 dias após a terceira dose da vacina é recomendada para: profissionais da saúde, imunodeprimidos e renais crônicos. Considera-se imunizado o indivíduo que apresentar título anti-hbs 10 UI/mL. 23
Referências Bibliográficas www.opas.org.br www.saude.gov.br http://www.sbim.org.br/vacinacao/ www.cdc.gov PLOTKIN, Stanley A.; PLOTKIN, Susan L. The development of vaccines: how to past led to the future. Nature Reviews Microbiology 9. p. 883-893 (December 2011). 24