O QUE É E COMO FUNCIONA O CREDIT SCORING PARTE I



Documentos relacionados
O QUE É E COMO FUNCIONA O CREDIT SCORING PARTE II

O QUE É E COMO FUNCIONA O BEHAVIOR SCORING

COMO CALCULAR A PERFORMANCE DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS - PARTE II

ENTENDENDO OS CONCEITOS DE RISCO E RETORNO - (Parte III)

Aula 5 Técnicas para Estimação do Impacto

Projeto Supervisionado

COMO CRIAR UM PLANO DE AMORTIZAÇÃO

COMO DETERMINAR O PREÇO DE UMA

Fundamentos e procedimentos para uma análise de mercado na elaboração de projetos de investimentos Parte I

Aula 4 Estatística Conceitos básicos

COMO CALCULAR E PROJETAR A DEPRECIAÇÃO PELO MÉTODO DA LINHA RETA COM O AUXÍLIO DO EXCEL

1. Avaliação de impacto de programas sociais: por que, para que e quando fazer? (Cap. 1 do livro) 2. Estatística e Planilhas Eletrônicas 3.

O Plano Financeiro no Plano de Negócios Fabiano Marques

REGRESSÃO LINEAR SIMPLES

UTILIZAÇÃO DE RECURSOS ESTATÍSTICOS AVANÇADOS DO EXCEL PREVISÃO

7Testes de hipótese. Prof. Dr. Paulo Picchetti M.Sc. Erick Y. Mizuno. H 0 : 2,5 peças / hora

Só Matemática O seu portal matemático FUNÇÕES

Empresa de Pesquisa Energética (EPE) Analista de Projetos da Geração de Energia

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo

Sistema Banco de Preços Manual do Usuário OBSERVATÓRIO

FATEC Cruzeiro José da Silva. Ferramenta CRM como estratégia de negócios

PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DE FLORESTAS TROPICAIS-PG-CFT INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA-INPA. 09/abril de 2014

CUSTO DE REPOSIÇÃO NA FORMAÇÃO DE PREÇOS

DURATION - AVALIANDO O RISCO DE MUDANÇA NAS TAXAS DE JUROS - PARTE lli

Construção de Modelos de Previsão de Risco de Crédito Utilizando Técnicas de Estatística Multivariada

1. Introdução. 1.1 Introdução

CURSO ON-LINE PROFESSOR GUILHERME NEVES

Se você está começando a explorar o marketing digita com o YouTube, então você, certamente, já notou o quão poderosos são os vídeos.

Cláudio Tadeu Cristino 1. Julho, 2014

Aula 4 Conceitos Básicos de Estatística. Aula 4 Conceitos básicos de estatística

AMOSTRAGEM ESTATÍSTICA EM AUDITORIA PARTE ll

Os desafios do Bradesco nas redes sociais

Unidade 7: Panes no Excel

Tabela e Gráficos Dinâmicos Como estruturar dinamicamente dados no Excel

PERGUNTAS MAIS FREQÜENTES SOBRE VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)

Exercícios Resolvidos sobre Amostragem

Matemática Financeira Módulo 2

COMO AVALIAR O RISCO DE UM PROJETO ATRAVÉS DA METODOLOGIA DE MONTE CARLO

O ESPAÇO NULO DE A: RESOLVENDO AX = 0 3.2

Roteiro VcPodMais#005

Aula 7 - Cálculo do retorno econômico

4 Avaliação Econômica

CAPÍTULO 9 Exercícios Resolvidos

Preciso anunciar mais...

O QUE É CFROI CASH FLOW RETURN ON

A moeda possui três funções básicas: Reserva de Valor, Meio de troca e Meio de Pagamento.

TÓPICO ESPECIAL DE CONTABILIDADE: IR DIFERIDO

Calculando probabilidades

CAPÍTULO 9 RISCO E INCERTEZA

PLANIFICAÇÃO OPERACIONAL DA PESQUISA

Como atrair novos clientes

Matemática Financeira II

TÓPICOS AVANÇADOS EM ENGENHARIA DE SOFTWARE

PLANO DE NEGÓCIOS. O QUE É?

EXEMPLO COMPLETO DO CÁLCULO DO FLUXO DE CAIXA COM BASE EM DEMONSTRATIVOS FINANCEIROS

CONCURSO PÚBLICO ANALISTA DE SISTEMA ÊNFASE GOVERNANÇA DE TI ANALISTA DE GESTÃO RESPOSTAS ESPERADAS PRELIMINARES

ESTATÍSTICA. Professor: Ricardo Vojta

Histogramas. 12 de Fevereiro de 2015

COMO QUALIFICAR O PREÇO DE VENDA DE SEUS PRODUTOS (UTILIZANDO AS TÉCNICAS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS FORMAÇÃO DE PREÇOS)

Jogos. Redes Sociais e Econômicas. Prof. André Vignatti

Uma empresa só poderá vender seus bens/serviços aos consumidores se dois requisitos básicos forem preenchidos:

Ponto de vista. Metodologia para um índice de confiança. E expectativas das seguradoras no Brasil

MÓDULO 6 INTRODUÇÃO À PROBABILIDADE

TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) PERGUNTAS MAIS FREQÜENTES

x0 = 1 x n = 3x n 1 x k x k 1 Quantas são as sequências com n letras, cada uma igual a a, b ou c, de modo que não há duas letras a seguidas?

4 Segmentação Algoritmo proposto

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS

Value at Risk (VaR) Introdução. Introdução. Prf. José Fajardo FGV-EBAPE

IDÉIAS SOBRE IMPLANTAÇÃO DE SISTEMAS EMPRESARIAIS INTEGRADOS. Prof. Eduardo H. S. Oliveira

"Gestão Contábil para micro e. pequenas empresas: tomada

O papel do CRM no sucesso comercial

Simulações em Aplicativos

ENTREVISTA Coordenador do MBA do Norte quer. multiplicar parcerias internacionais

Noções de Pesquisa e Amostragem. André C. R. Martins

APOO Análise e Projeto Orientado a Objetos. Requisitos

COMPRE DO PEQUENO NEGÓCIO

Prof. Raul Sidnei Wazlawick UFSC-CTC-INE. Fonte: Análise e Projeto de Sistemas de Informação Orientados a Objetos, 2ª Edição, Elsevier, 2010.

2. Representação Numérica

DISTRIBUIÇÃO DE WEIBULL CONCEITOS BÁSICOS APLICAÇÕES

Outros Tópicos Importantes na Elaboração do Fluxo de Caixa

Como tirar proveito de um balanço na administração financeira...

Epidemiologia. Profa. Heloisa Nascimento

COMO COMEÇAR 2016 se organizando?

Universidade Federal de Pernambuco Mestrado em Estatística

Aula 5 Metodologias de avaliação de impacto

COMO ENGAJAR UM FUNCIONÁRIO NO PRIMEIRO DIA DE TRABALHO?

Profissionalização em GP GPA010 - Gerenciamento do Escopo. Introdução: Proposta do Treinamento: Atividades: Temos nesse Módulo 4 Unidades de Ensino:

Disciplina: Unidade III: Prof.: Período:

Capítulo 7 Medidas de dispersão

FAZER ESTES ITENS NO FINAL, QUANDO O TRABALHO ESTIVER PRONTO

PROCESSO CONTATO-AGENDA

Como trabalhar com voluntários na captação de recursos Andrea Goldschmidt*

5 Análise dos resultados

Proposta de Avaliação de Empresas para o uso do SAAS

Banco do Brasil S.A. Consulta ao Mercado - RFP - Request for Proposa Aquisição de Ferramenta de Gestão de Limites Dúvida de Fornecedor

Gestão da Qualidade Políticas. Elementos chaves da Qualidade 19/04/2009

CÓDIGO CRÉDITOS PERÍODO PRÉ-REQUISITO TURMA ANO INTRODUÇÃO

O QUE É ATIVO INTANGÍVEL?

Importância da normalização para as Micro e Pequenas Empresas 1. Normas só são importantes para as grandes empresas...

Transcrição:

O QUE É E COMO FUNCIONA O CREDIT SCORING PARTE I! A utilização de escores na avaliação de crédito! Como montar um plano de amostragem para o credit scoring?! Como escolher as variáveis no modelo de credit socoring?! Como classificar os indivíduos em uma análise de crédito através do credit scoring? Autor: Leopoldo Costa Junior (6961406@fgvsp.br)! Graduado em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo FGV.! Mestrando em Economia de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo FGV.! Atualmente é consultor financeiro na área de formulação de estratégia para reequacionamento financeiro, projeção de cenários futuros em modelo de simulação e análise da situação financeira e de mercado da empresa. 1

ÍNDICE PÁG APRESENTAÇÃO 3 O QUE É CREDIT SCORING? 4 A UTILIZAÇÃO DE ESCORES 5 COMO MONTAR O PLANO DE AMOSTRAGEM 7 COMO CLASSIFICAR OS INDIVÍDUOS EM UMA ANÁLISE DE CRÉDITO 11 2

APRESENTAÇÃO A utilização de escores é uma prática muito comum hoje em dia. As instituições financeiras utilizam escores para avaliar os seus clientes e, eventualmente, concedem benefícios em função da pontuação obtida. Os analistas de mercado também podem utilizar escores para avaliar o desempenho de empresas. Dentro dessas aplicações, vamos ver como funciona, em linhas gerais, a utilização de escores na avaliação de crédito em massa, o chamado credit scoring. A nossa intenção neste Up-To-Date é dar uma boa idéia de como funciona e como se monta e utiliza o escore de crédito. Evidentemente, a implantação e definição de um escore de crédito deve ser deixada a cargo de um especialista. 3

O QUE É CREDIT SCORING? A concessão de crédito em massa via CDC (Crédito Direto ao Consumidor) é uma das alternativas possíveis para se alavancar um negócio permitindo a realização de vendas que não ocorreriam porque o consumidor não dispõe dos recursos necessários para adquirir o bem. Um dos inconvenientes de se conceder crédito é que o risco de não recebimento é maior do que no pagamento à vista. Se a análise de crédito não for bem feita, o lucro obtido com uma venda adicional pode ser totalmente comprometido com as despesas de cobrança de um mau pagador ou com a perda do crédito. Neste contexto, uma das técnicas usualmente empregadas na análise de crédito é justamente o credit scoring. O credit scoring é uma das aplicações mais conhecidas da análise discriminante para a área financeira. Análise discriminante é um conjunto de técnicas estatísticas que permitem obter uma regra para classificar indivíduos em um conjunto de grupos previamente determinados. No caso da concessão de crédito em massa, um escore de crédito pretende determinar se um certo cliente é merecedor de crédito a partir da análise de certos dados do seu cadastro (sexo, idade, estado civil, renda etc.). 4

A UTILIZAÇÃO DE ESCORES Dentro do processo de análise de crédito, o escore de crédito é normalmente empregado após a análise inicial do cadastro de cliente. Nessa análise inicial são eliminados os clientes que: " Tenham os nomes negativados em algum serviço de proteção ao crédito; " Sejam menores de idade; " Tenham renda inferior a um certo mínimo etc. Após essa análise inicial, o escore de crédito é usado para se determinar se o cliente deve ou não merecer crédito. Na sua forma mais simples o escore de crédito procura discriminar os clientes em dois grupos (bons e maus pagadores) a partir da análise de uma amostra de clientes. As razões para se selecionar uma amostra e não toda a população de clientes são as seguintes: " Coletar, conferir e processar os dados de toda a população de clientes pode ser muito dispendioso ou demorado; " Obter o cadastro de toda a população é impossível; " Podemos obter uma boa precisão trabalhando apenas com uma parte dessa população (uma amostra) etc. 5

Para se construir um escore de crédito, é necessário elaborar um plano de amostragem, ou seja, deve-se determinar: " A população a ser estudada (os nossos atuais clientes ou os clientes potenciais do negócio); " As variáveis a serem utilizadas (informações sobre os clientes que serão empregadas); " O método de escolha da amostra (a maneira como escolheremos, entre toda a população, aquela parcela a ser analisada); " O tamanho da amostra (quantos indivíduos devem compô-la). 6

COMO MONTAR O PLANO DE AMOSTRAGEM O primeiro passo para elaboração de um plano de amostragem é definir claramente a população a ser estudada. É necessário que tenhamos acesso às informações a respeito desses clientes. Quando essa população é composta por clientes dos quais dispomos de cadastro, esse trabalho é imensamente facilitado. Caso contrário, essas informações devem ser obtidas de outra forma (cadastro de um negócio semelhante, por exemplo). Se isso não for possível, o credit scoring não pode ser utilizado. utilizadas. O segundo passo do plano de amostragem é a escolha das variáveis que vão ser A escolha das variáveis deve se pautar por dois princípios: a relevância e a praticidade. Relevância significa que a variável escolhida é útil para se discriminar o bom e o mau pagador. Praticidade significa que devemos ter acesso a essas informações sem muitas dificuldades. De nada adianta achar que uma certa variável é muito boa se não se pode medila ou ter acesso a ela. 7

A consulta a alguém com experiência na área deve ser usada como ponto de partida na escolha de variáveis. Um analista de crédito acha que certas informações são importantes a partir da sua experiência prática. Ele pode afirmar, por exemplo, que: " As mulheres são melhores pagadoras que os homens; " Os casados são melhores pagadores que os solteiros; " Os mais pobres são melhores pagadores que os mais ricos etc. A análise estatística que vai ser realizada com os dados obtidos vai procurar determinar até que ponto esses palpites têm algum fundamento ou são mero preconceito. Uma advertência: O fato de haver uma diferença estatisticamente significativa com relação ao sexo, estado civil etc. não significa que as diferenças observadas sejam importantes. Uma diferença estatisticamente significativa pode ser algo muito pequeno como 1%. Uma vez definidas a população e as variáveis, devemos adotar um método de amostragem. Em geral, o melhor método de escolher uma amostra é o aleatório, ou seja, a seleção ao acaso de um certo número de clientes do nosso cadastro. No caso do escore de crédito, em particular, usamos normalmente uma variação do método aleatório que é o método aleatório estratificado, normalmente com estratos de tamanhos iguais. O método aleatório estratificado consiste em selecionar uma amostra aleatória de cada um dos grupos que estamos interessados. A qualificação "de tamanhos iguais" indica que o número de indivíduos selecionados em cada grupo é igual. 8

No nosso caso iremos selecionar uma certa quantidade de clientes bons pagadores e a mesma quantidade de clientes maus pagadores, não importando que os clientes maus pagadores sejam apenas 10% do cadastro, por exemplo. Uma vez decidido o método de amostragem deve-se determinar o tamanho dessa amostra. Como não estamos trabalhando com a população, mas com uma amostra, em geral não dispomos dos valores populacionais (parâmetros) das variáveis selecionadas, devemos, portanto, estimar esses valores. As características desejáveis desses estimadores são duas: eles devem ser não enviesados (ou seja, os valores estimados devem estar em torno dos valores reais) e precisos (ou seja, os valores estimados devem estar concentrados em torno de um ponto). Essas características são resumidas na tabela abaixo. Tabela 1 - Representação dos conceitos de viés e precisão Alta precisão Baixa precisão Enviesado Não enviesado 9

Os estimadores tendem a ser não enviesados se a amostra for representativa da população da qual ela foi retirada. Essa condição é normalmente satisfeita se o método de amostragem for aleatório. A precisão tende a ser garantida pelo tamanho da amostra. Quanto maior a amostra, mais precisos se tornam os estimadores. Esse é um ponto importante. A precisão depende do tamanho da amostra e não do tamanho da população (desde que esta última seja grande). Vamos explicar de novo em uma linguagem bem simples. Para sabermos se uma sopa está salgada basta que experimentemos uma colherada dessa sopa, não importa se tirada de uma panela ou de um enorme caldeirão. Uma amostra de 1.000 indivíduos vai nos dar uma precisão tão boa para uma população de 50 mil habitantes como para uma população de 160 milhões. Dados o erro padrão da estimativa (o valor absoluto da diferença admitida entre estimativa e parâmetro) e o nível de confiança desejado (a probabilidade de o intervalo definido como (estimativa - erro, estimativa + erro) conter o parâmetro estimado), o analista terá condições de determinar o tamanho da amostra adequado para cada caso. Uma vez determinado o tamanho da amostra, estamos prontos para executar o plano de amostragem e obter os dados que iremos utilizar para elaborar o escore de crédito. O nosso próximo passo é descobrir uma função discriminante que consiga separar adequadamente os dois grupos de indivíduos que temos, os bons e maus pagadores. 10

COMO CLASSIFICAR OS INDIVIDUOS EM UMA ANÁLISE DE CRÉDITO A obtenção de uma regra de classificação para os indivíduos em uma análise de crédito é feita, em geral, com base em uma combinação linear das variáveis que selecionamos anteriormente. Essa combinação é feita usando-se um método estatístico para analisar a relação entre essas variáveis, que chamamos de independentes, e uma variável dependente, que é o fato do indivíduo ser bom ou mau pagador. Esse método estatístico chama-se regressão linear. A idéia da regressão linear é construir um modelo tal que Y=f(x1,x2,..., xn) = a+b1.x1+b2.x2+...+bn.xn), no qual x1, x2,..., xn são as variáveis que selecionamos anteriormente e que julgamos ser capazes de nos dizer se aquele cliente é bom pagador (Y=1) ou não (Y=0). Os coeficientes de cada uma das variáveis independentes, ou, no nosso caso, o peso atribuído a cada variável é determinado pela regressão linear. No caso de uma regressão simples (uma variável dependente e uma independente) esses pesos são determinados ao se encontrar uma reta que minimize o erro quadrático. 11

No caso de uma regressão linear múltipla (uma variável dependente e duas ou mais variáveis independentes) esses pesos são determinados da mesma forma, mas nesse caso a figura a ser encontrada é um plano ou hiperplano. Maiores detalhes podem ser obtidos em um bom livro de Estatística. Cabe aqui uma advertência. Apesar de ser a mais empregada na prática por sua simplicidade, a função discriminante linear nem sempre produz uma regra eficiente. Isso pode acontecer porque: " Não existe relação entre as variáveis que escolhemos; " A relação linear existe mas ocorre por mero acaso, como associar a cor dos olhos com a qualidade do cliente, por exemplo; " A relação que estamos procurando, apesar de existir, não é linear (vide um exemplo na figura abaixo). Nesses casos teremos que usar técnicas mais sofisticadas, que fogem ao escopo desse trabalho. Figura 1 - Relação linear e não linear Existem diversos pacotes estatísticos que geram essas funções. O Excel, inclusive, dispõe da função PROJ.LIN que permite fazer regressões lineares simples e múltiplas. No Up-To-Date 84 vamos construir um exemplo bem simples para mostrar como se pode calcular um escore de crédito usando-se o Excel. 12