Liquidação Na fase da liquidação, o vendedor apura o montante que o comprador terá que suportar com a execução da encomenda. O apuramento do montante a pagar é calculado considerando o preço fixado e descontos negociados entre vendedor e comprador na fase da encomenda. Por acordo entre as partes Fixação do preço Por lei Por concurso público Por cotação na bolsa Por leilão Na fixação do preço devemos ainda ter em conta a moeda em que negociamos a transação. Sofia Teiixeira 1
Descontos Comerciais Financeiros Descontos comerciais São reduções no preço de venda por compras em quantidade ou em fornecimentos de artigos/produtos com ligeiras alterações de especificações face à encomenda. Bónus ou rappel Descontos comerciais Desconto de qualidade ou quantidade Desconto de revenda Descontos Financeiros São reduções no valor total a pagar por antecipação do prazo de pagamento acordado ou por pronto pagamento. Sofia Teiixeira 2
Descontos Financeiros Pronto pagamento Por antecipação do pagamento Descontos sucessivos Descontos de pronto pagamento São reduções no valor a pagar sempre que o pagamento seja efetuado até 8 dias após a entrega. Descontos por antecipação de pagamento São reduções no valor a pagar sempre que o pagamento seja efetuado antes do prazo acordado quando se firmou a compra/venda. Descontos sucessivos Do tipo x% + Y%, em que x% incide sobre o valor ilíquido da fatura e y% incide sobre o valor líquido do primeiro desconto. Exemplo: Valor do artigo: 50 ; Desconto: 20% + 10% 1º desconto: 50*0,2 = 10 ; 2º desconto: (50-10 )*0,1 = 4 Valor final do bem = 50-10 - 4 = 36 ; desconto total = 14 Desconto de 20% + 10% <=> desconto de 28% Sofia Teiixeira 3
Apuramento do valor a liquidar: + Valor das mercadorias (preço de venda) - Descontos concedidos (se existirem) Subtotal + Custos das compras (se decorrerem por conta do comprador) Subtotal + IVA liquidado Total a pagar Margem de comercialização Consiste remuneração que o comerciante/produtor obtém sobre o valor investido na sua atividade. Normalmente, calcula-se sobre o preço de custo ou pelo custo de produção. Preço de venda = Preço de custo + Margem de comercialização * Preço de custo Sofia Teiixeira 4
Em regra, os comerciantes definem livremente as margens de comercialização, sendo esta limitada apenas por questões de concorrência. Em mercados regulados (para bens/serviços considerados fundamentais) é o governo que define o preço de venda. Tendencialmente, os mercados regulados tendem a acabar, imperando a livre concorrência. Pagamento A fase do pagamento conclui o contrato de compra e venda. Consiste no pagamento pelo comprador do montante apurado na fase da liquidação. Modalidades de pagamento: Pagamento imediato O pagamento ocorre em simultâneo com a entrega da mercadoria. Esta modalidade é a mais usual no comércio retalhista. Sofia Teiixeira 5
Pagamento diferido Quando o vendedor concede um prazo de pagamento ao comprador após a entrega das mercadorias Pagamento antecipado O pagamento efetua-se antes da entrega das mercadorias Pagamento a pronto O pagamento ocorre até 8 dias após a entrega da mercadoria. Esta modalidade de pagamento permite obter descontos de pronto pagamento. Pagamento em prestações Quando o pagamento é repartido em várias frações e com prazos previamente fixados. Pagamento a termo Vendedor e comprador fixam a entrega e pagamento das mercadorias, decorrido um prazo sobre a celebração do contrato. Pagamento contra a entrega de documentos O comprador efetua o pagamento assim que recebe um determinado conjunto de documentos Sofia Teiixeira 6
Cada uma das fases do contrato de compra e venda, origina o preenchimento de diferentes documentos. O preenchimento destes documentos, tem como objetivo o cumprimento de disposições legais, controlo da atividade e registo para memória futura das relações mantidas com entidades externas. Fases do contrato de compra e venda Pré- encomenda Encomenda Entrega Liquidação Pagamento Documentos Requisição interna Propostas de fornecimento Faturas pró-forma Nota de encomenda Nota de venda Requisição Ordem de compra Guia de remessa Talão de receção Fatura Nota de débito Nota de crédito Recibo Sofia Teiixeira 7
Documentos da pré-encomenda Requisição interna Documento cujo modelo não tem que preencher quaisquer requisitos legais. Deve ser desenhado de acordo com as especificidades de cada empresa/entidade. Serve para comunicar ao setor das compras a deteção de uma necessidade. Pode ser substituído por um mapa de registo de necessidades Propostas de fornecimento (orçamentos) Documentos elaborados pelos fornecedores que contêm a informação relativa às condições de preço, pagamento, quantidade e especificidades dos artigos em que estes estão dispostos a fazer determinado fornecimento. As propostas de fornecimentos têm mais informação que a fatura pró-forma. Faturas pró-forma Documento em que o fornecedor informa o comprador das condições de fornecimento, caso pretenda formalizar a encomenda. Sofia Teiixeira 8
Documentos da encomenda Nota de encomenda Documento em que o comprador especifica a qualidade e quantidade da mercadoria pretendida, bem como as condições de entrega e pagamento. A nota de encomenda é feita em duplicado, sendo o original para o vendedor e o duplicado para o comprador Nota de venda Documento utilizado por caixeiros viajantes, sendo emitida em triplicado. Requisição Documento de ação externa que permite que determinada mercadoria seja levantada de imediato no armazém do vendedor. A requisição é bastante usada no comércio a retalho. Ordem de compra Documento em que o comprador dá uma ordem de compra a um corretor. Os modelos destes documentos não obedecem a qualquer requisito legal. Sofia Teiixeira 9
Documentos da entrega Guia de remessa Este documento é emitido pelo vendedor e acompanha as mercadorias durante o transporte. Serve para o comprador proceder à conferência das mercadorias recebidas. Pode servir para confirmar a entrega da mercadoria comprador ao vendedor. pelo A sua emissão é de caráter obrigatório (artº 1ª, DL 45/89 de 11 de Fevereiro). É emitido em triplicado ou quadruplicado: Em triplicado, quando não existe de talão de confirmação. O original e duplicado é enviado ao comprador. O duplicado, em caso de fiscalização no transporte, deverá ser remetido aos serviços de administração do IVA. O triplicado fica com o vendedor. Em quadruplicado, quando o vendedor pretende receber uma das vias de volta com a confirmação da receção da mercadoria. Sofia Teiixeira 10
Os modelos de guia de remessa obedecem ao cumprimentos de requisitos legais (artº 3º, DL 45/89 de 11 de Fevereiro) Talão de receção Documento que deverá ser assinado pelo comprador após a receção da mercadoria e devolvido ao vendedor. Serve de confirmação da entrega. Não obrigatoriedade legal, tratando-se de um documento de controlo do vendedor. Documentos da liquidação Fatura Documento que o vendedor envia ao comprador e onde apura o valor do montante a pagar. A fatura tem que ser emitida até ao 5ª dia útil após a realização da venda (nº1 do artigo 36ª CIVA). A fatura é emitida em duplicado, sendo o original para o comprador e o duplicado para o vendedor. Sofia Teiixeira 11
Se a fatura acompanhar o transporte deve ser emitida em triplicado, sendo o original e duplicado para o comprador e triplicado para o vendedor, que depois de rubricada pelo comprador serve de comprovativo da entrega da mercadoria. Neste caso a fatura funciona como guia de remessa. O modelo de fatura obedece a requisitos legais (nº5 do artigo 36ª do CIVA e/ou artigo 3ª DL 45/89 de 11 de Fevereiro). Afaturaéodocumentomais importantedocontratodecomprae venda, uma vez que é o comprovativo oficial da transação. Tipos de faturas Fatura-recibo O vendedor confirma o recebimento na própria fatura. Fatura de praça Quando vendedor e comprador pertencem à mesma praça. Fatura de expedição Quando vendedor e comprador pertencem a praças diferentes. Sofia Teiixeira 12
Fatura provisória ou condicional Esta fatura é emitida quando as mercadorias são remetidas à condição. Deve ser substituída pela fatura definitiva. Fatura pró-forma Fixa as condições do fornecimento. Notas de débito e de crédito Documentos emitidos pelo vendedor e que servem para retificar faturas. Podem ter origem em reclamações/devoluções, concessão de descontos, inclusão de custos não imputados nas faturas, etc. Sofia Teiixeira 13