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Transcrição:

Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo PRODUTOS MINIMAMENTE PROCESSADOS PRODUTOS IN NATURA COM CONVENIÊNCIA Audiência Pública realizada em 20.08.2013: a isenção tributária definitiva aos hortícolas minimamente processados Maurício Tachibana

PRODUTOS MINIMAMENTE PROCESSADOS Introdução Definição de Produtos Minimamente Processados Modo de vida: praticidade e conveniência Higienização e segurança dos alimentos Incentivo à alimentação saudável Redução da propagação de doenças e pragas Aspectos sociais, agregação de valor e geração de renda Produtos Minimamente Processados Fluxograma das operações Exemplos de produtos agrícolas minimamente processados Enquadramento tributário: o problema Produto em estado natural e a industrialização Recomendações Conclusões

INTRODUÇÃO Vantagens para o consumidor: Maior praticidade no preparo dos alimentos; Manutenção das características sensoriais e nutricionais do vegetal fresco; Ausência de desperdício devido ao descarte de partes estragadas; Maior segurança na aquisição de hortaliças limpas e embaladas; Alta qualidade sanitária; Possibilidade de conhecer a procedência do produto, escolher marcas e comprar menores quantidades.

INTRODUÇÃO Para o produtor e o distribuidor: Agregação de valor ao produto; Produção e distribuição mais racionais; Redução de perdas durante armazenamento; Redução de custos de transporte, manipulação e acomodação do produto nas prateleiras.

ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS Valor da produção de hortaliças: R$ 11,4 bilhões (2005) Área cultivada: aproximadamente 800 mil ha 60% concentrada em propriedades de exploração familiar com menos de 10ha os cinturõesverdes Produção total: aproximadamente 18 milhões de ton. Geração de empregos: 3 a 6 empregos diretos por hectare e igual número de empregos indiretos. Renda: permite alto rendimento por hectare cultivado, dependendo do preço do produto e da conjuntura de mercado Geração derendadeus$ 2 milaus$ 25 milpor hectare.

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL A OMS recomenda o consumo de 400g/pessoa/dia O consumo no Brasil é de apenas 132g/pessoa/dia. O baixo consumo de hortifrutisestá associado à obesidade, doenças do coração, hipertensão, derrames cerebrais, diabetes e incidência de câncer O aumento de hortifrutisé considerado o eixo da promoção de saúde e segurança alimentar e nutricional Portanto, há necessidade de TRIPLICAR o nível atual de consumo de hortaliças no país para alcançar o parâmetro recomendado pela OMS

DEFINIÇÃO Produtos Minimamente Processados: São frutas e hortaliças que foram modificadas fisicamente, mas que mantém o seu estado fresco. São produtos frescos, pois os tecidos continuam vivos, com atividades metabólicas como a respiração. São produtos frescos apresentados de modo conveniente Não são industrializados, pois os tecidos dos produtos continuam vivos Os produtos conservam as características sensoriais e nutricionais dos produtos em estado bruto, com a vantagem da praticidade e conveniência

FLUXOGRAMA DO PROCESSAMENTO DE FRUTAS E HORTALIÇAS Recepção Fluxograma do processamento mínimo de frutas e hortaliças Baseadas nas recomendações higiênico-sanitárias do Codex Alimentarius Armazenamento do produto fresco Seleção Corte Lavagem Secagem Embalagem Armazenamento do produto final Distribuição

Abóbora FLUXOGRAMA DA PRODUÇÃO

FLUXOGRAMA DE PRODUÇÃO

EXEMPLOS DE PRODUTOS

EXEMPLOS DE PRODUTOS

EXEMPLOS DE PRODUTOS

EXEMPLOS DE PRODUTOS

ENQUADRAMENTO TRIBUTÁRIO: O PROBLEMA Isenção fixada por Convênio no Confaz Em SP, frutas e hortaliças em estado natural são beneficiadas com a isenção (art. 36 do Anexo I do RICMS/SP) Produtos minimamente processados Isento Tributado Entendimento corretode que é produto em estado natural Entendimento equivocadode que é industrializado

PRODUTO EM ESTADO NATURAL X INDUSTRIALIZADO De acordo com o inciso III do artigo 4º do RICMS/00, considerase: Em estado natural o produto tal como se encontra na natureza, que não tenha sido submetido a nenhum processo de industrialização (referido no inciso I), não perdendo esta condição o que apenas tiver sido submetido a resfriamento, congelamento, secagem natural, acondiciomanento rudimentar ou que, para ser comercializado, dependa necessariamente de beneficiamento ou acondicionamento. A caracterização do produto em estado natural ou industrializado determina se a operação de saída da mercadoria será tributada ou isenta do pagamento do ICMS.

CONSEQUÊNCIAS DA TRIBUTAÇÃO E/OU DA EVENTUAL INTERPRETAÇÃO COMO INDUSTRIALIZADO Redução da produção, investimento e/ou consumo nos Estados onde houver tributação Redução de empregos erenda nocampo Desincentivo ao consumo de frutas e hortaliças (alimentação saudável) Insegurança jurídica no setor produtivo Diminuição da renda disponível das famílias pelo maior comprometimento com a alimentação Política confronta a desoneração tributária da cesta básica recém instituída pelo Governo Federal Aumento de preços dos alimentos com risco de inflação (considerando que os PMPs são estimulados pela demanda dos consumidores)

CONCLUSÕES Os produtos minimamente processados não são industrializados, pois mantêm seu estado natural(fresco) Deve-se garantir a isenção aos produtos minimamente processados por sua equivalência aos produtos in natura ou estado bruto Deve-se harmonizar essa interpretação por meio do CONFAZ, a fim de garantir a isenção simultaneamente nas Unidades da Federação Discute-se a isenção dos PMPs porque não se tem uma política nacional de desoneração dos alimentos no país. Vencida a etapa da isenção aos PMPs, deve-se perseguir a ampla e irrestrita isenção dos gêneros alimentícios, quer sejam industrializados ou em estado natural.

Obrigado pela atenção

PRODUTO EM ESTADO NATURAL X INDUSTRIALIZADO A industrialização, por sua vez, constante no inciso I do artigo 4º do RICMS/00, é definida como qualquer operação que modifique a natureza, o funcionamento, o acabamento, a apresentação ou a finalidade do produto ou o aperfeiçoe para consumo, tal como: b) que importe em modificação, aperfeiçoamento ou, de qualquer forma, alteração do funcionamento, da utilização, do acabamento ou da aparência do produto (beneficiamento); d) a que importe em alteração da apresentação do produto pela colocação de embalagem, ainda que em substituição à original, salvo quando a embalagem aplicada destinar-se apenas ao transporte da mercadoria(acondicionamento ou reacondicionamento) Parágrafo 1º - relativamente ao disposto no inciso I, não perde a natureza de primário o produto que apenas tiver sido submetido a processo de beneficiamento, acondicionamento ou reacondicionamento.

Couve Manteiga FLUXOGRAMA DA PRODUÇÃO

PRODUTO EM ESTADO NATURAL X INDUSTRIALIZADO De acordo com artigo 36 Anexo I do RICMS/SP (HORTIFRUTIGRANJEIROS) são isentas as operações com os seguintes produtos em estado natural, exceto quando destinados à industrialização... I - abóbora, abobrinha, acelga, agrião, aipim, aipo, alcachofra, alecrim, alface, alfavaca, alfazema, almeirão, aneto, anis, araruta, arruda e azedim; II - bardana, batata, batata-doce, berinjela, bertalha, beterraba, brócolos e brotos de vegetais usados na alimentação humana; III - cacateira, cambuquira, camomila, cará, cardo, catalonha, cebola, cebolinha, cenoura, chicória, chuchu, coentro, cogumelo, cominho, couve e couve-flor; IV - endívia, erva-cidreira, erva de santa maria, erva-doce, ervilha, escarola, espargo e espinafre; V - funcho, flores e frutas frescas, exceto amêndoas, avelãs, castanhas, nozes, pêras e maçãs; VI - gengibre, hortelã, inhame, jiló e losna; VII - macaxeira, mandioca, manjericão, manjerona, maxixe, milho verde, moranga e mostarda; VIII - nabiça e nabo; IX - ovos; X - palmito, pepino, pimenta e pimentão; XI - quiabo, rabanete, raiz-forte, repolho, repolho chinês, rúcula, ruibarbo, salsa, salsão e segurelha; XII - taioba, tampala, tomate, tomilho e vagem; XIII - demais folhas usadas na alimentação humana. Outros