1ª série Ens. Médio EXERCÍCIOS DE MONITORIA 2º PERÍODO JULHO GRAMÁTICA - RECUPERAÇÃO O estudo é um trabalho em que somos obrigados a pôr toda a nossa vontade para realiza-lo com o maior rendimento possível. 1. (UNEMAT/MT) Thomas Atkinson Já começou a catástrofe causada pelo aquecimento global, que se esperava para daqui a trinta anos ou quarenta anos. A ciência não sabe como reverter esses efeitos. A saída para a geração que quase destruiu a espaçonave Terra é adaptar-se a furacões, inundações e incêndios florestais. (Veja, de 21/06/2006). Escreva qual é a função da linguagem predominante no texto e justifique. Há no texto a predominância da função referencial, uma vez que traz uma informação de maneira objetiva e real, sem figuras de linguagem ou impressões sobre o assunto e com foco no conteúdo (referente) da mensagem transmitida. 2. (UFMT) Leia os textos para responder às questões de número 3 até 8. Texto I Noel querido, No próximo dia 24 vou oferecer uma ceia para alguns amigos em minha casa, em petit comitê. Eu adoraria poder contar com a sua presença. E, se você quiser trazer um presente para a anfitriã, não vou me importar, pelo contrário, até dou uma sugestão: você já viu a nova linha de monitores de plasma da Gradiente? É um must! Design clean, tecnologia de última geração. Ficaria o máximo ao lado de minhas obras modernistas. Apenas um pedido, querido. Por favor, não entre pela chaminé para não assustar os convidados. Um beijo. Seu nome Texto II E aí, Papai Noel, Belê? A parada é a seguinte: eu,, tô muito a fim, a finzaço mesmo, de ter um Mini System Titanium da Gradiente no meu quarto, aquele que reproduz MP3 com 5.000 Watts de potência, tá ligado? Sabe como é: eu queimo uns CDs MP3, convido a mina para ouvir um som da hora, a gente troca umas ideias e aí, meu velho, você tá ligado, né? E então? Quebra essa pra mim, mano. O senhor, que já tá velhinho, não sabe como é difícil hoje em dia agradar a mulherada. (VEJA, dezembro de 2003.) Sobre a caracterização do gênero dos textos I e II, assinale a afirmativa correta. 1
a) Em função do registro formal, da invocação, da identificação do requerente, o texto II é exemplo do gênero requerimento. b) O uso da expressão seu nome no texto I e o espaço para pôr nome no texto II sugerem que os remetentes devam ficar no anonimato, não podem ser identificados. c) No texto I foi estabelecida uma interação formal, distante, entre a anfitriã e Papai Noel, trazido para o convívio diário, para a realidade presente. d) No texto II, há relação de proximidade entre Papai Noel e o jovem, quebrada no final do texto pelo uso do tratamento senhor. e) O texto I apresenta características como vocativo, corpo, fechamento e assinatura, que o identificam como carta. 3. Leia a afirmação. É possível identificar as características sociais de um falante desconhecido com base em seu modo de falar... Com base na afirmação acima, trace um perfil para os falantes dos textos I e II, justificando com palavras típicas da fala de cada um deles. Texto 1- Uma mulher de meia idade, polida e que provavelmente tem um elevado grau de instrução ou tem conhecimento de termos em outra língua, pois usa expressão em francês petit comitê. Texto 2- Adolescente que faz uso de muitas gírias e do sexo masculino, pois pretende ganhar um som para poder namorar algumas meninas. 4. No texto I, há o registro da palavra petit que em francês significa pequeno. Que processo de formação pode ser considerado em uma situação como a do uso da palavra petit? Dê outros exemplos que se enquadram na mesma modalidade. Como a expressão significa pequeno em língua francesa, há o uso de estrangeirismo. Outros exemplos: dê um close, Dê um feedback ao seu professor... 5. Qual é a função da linguagem predominante do texto II? Justifique. Primeiramente a função emotiva ou expressiva, pois há uma declaração dos sentimentos em relação a vontade de ganhar um som da marca e as necessidades do jovem que pede. Numa segunda leitura, percebe-se a função conativa, pois o rapaz tenta convencer o receptor de algo 6. No texto II, há o predomínio de que variedade da língua? Justifique com exemplos. Há a presença de uma variedade informal da língua, repleta de gírias usadas pelo grupo dos jovens. 2
7. Mesmo não sendo aceita pela norma culta, palavra a finzaço, no texto II, foi criada com base na união do radical da palavra fim mais um sufixo que denota aumentativo - aço. Essa criação da língua oral quanto ao acréscimo da ideia de um sufixo para a criação de um novo aumentativo só não está presente em: a) gatésima b) barcaça c) chataça d) inteligentaço e) Talentosésima A palavra barcaça já é o aumentativo da palavra barco. Nas demais, há a o acréscimo de sufixos para ressaltar ainda mais o aumentativo dos substantivos em questão. 8. Há função poética em: a) b) http://www.chargeonline.com.br/ http://www.chargeonline.com.br/ c) A bênção, Bahia Vinicius de Moraes Olorô, Bahia Nós viemos pedir sua bênção, saravá! Hepa hê, meu guia Nós viemos dormir no colinho de lemanjá! Nanã Borokô fazer um Bulandê Efó, caruru e aluá Pimenta bastante pra fazer sofrer Bastante mulata para amar Fazer juntó Meu guia, hê Seu guia, hê Bahia! (...) http://www.viniciusdemoraes.com.br/ d) 1924 Vinicius de Moraes inicia o Curso Secundário no Colégio Santo Inácio, na rua São Clemente. Começa a cantar no coro do colégio, durante a missa de domingo. Liga-se de grande amizade a seus colegas Moacyr Veloso Cardoso de Oliveira e Renato Pompéia da Fonseca Guimarães, este, sobrinho de Raul Pompéia, com os quais escreve o "épico" escolar, em dez cantos, de inspiração camoniana: os acadêmicos. A partir daí participa sempre das festividades escolares de encerramento do ano letivo, seja cantando, seja atuando nas peças infantis http://www.viniciusdemoraes.com.br/ 3
e) Primas próximas, "Valsa sem nome" e "Samba em prelúdio" estão entre os momentos mais românticos do CD. "Deixa" conjuga o mesmo clima com a convicção dos versos de Vinicius ("Deixa/ Ninguém vive mais do que uma vez/ Diz que sim pra não dizer talvez"). "Consolação" é outra que segue o mesmo caminho ao unir sentimentalismo e veemência. É como se soasse na melodia a declaração ultra-romântica que o poeta soube ver nela: "Se não houvesse o amor/ Melhor era tudo se acabar". Lema que, de certa forma, resume todo o disco. Texto para as questões 10 e 11. As cariocas Arlette, 70, e a filha, Denise, 44, começaram a correr juntas há 24 anos e acumulam 98 maratonas Por Marcio Carrilho, do Rio de Janeiro http://www.viniciusdemoraes.com.br/ Elas já correram 98 maratonas nos últimos 24 anos. Arlette Amaral, 70, 38 maratonas no currículo, e sua filha, Denise Amaral, 44, 60 maratonas, são figuras conhecidas e queridas nas corridas de rua do Rio de Janeiro. Quem começou foi a mãe, em 1982, então com 44 anos e nenhuma experiência anterior com atividade física. Primeiro, eu caminhava os quatro quilômetros do trajeto casa-trabalho, depois, comecei a correr no calçadão da praia do Leblon, bairro onde moro, intercalando uma quadra correndo com duas caminhando, e isso sem tênis especial, pois usava uma sandália de plástico Melissinha, conta a mãe. Pouco tempo depois, ganhei um Bamba Mil Milhas. Naquele mesmo ano, fiz a minha primeira corrida de rua, de 8 km, a tradicional e saudosa Leblon-Leme, e daí em diante não parei mais, foram mais de 15 anos participando de corridas todos os fins de semana, às vezes até duas no mesmo dia, deve ter dado mais de mil, contabiliza Arlette, que possui uma coleção com mais de 300 troféus e diz que já perdeu a conta das medalhas acumuladas neste quase um quarto de século. Até já tive que jogar alguns troféus fora por falta de espaço e também porque dá um trabalhão danado ficar limpando, completa, sempre com muito bom humor. Sua filha única, Denise, com 19 anos em 1982, logo resolveu acompanhar os passos da mãe e também se apaixonou pelo esporte. O pai, seu Evandro, não corre, mas é o grande incentiva a mulher e a filha e faz o arquivo dos registros. Ele só levanta copo, mas toda vez que sai uma notícia com a gente, recorta e guarda, brinca a mulher. Denise, nos primeiros oito anos, sempre chegava depois da mãe, não importando a distância. Nas maratonas, ela completava até uma hora na minha frente e ficava me esperando para me ajudar assim que eu cruzasse a linha de chegada, bem mãezona mesmo, recorda, sem esquecer também das gozações dos amigos corredores: Eles gritavam que vergonha, sua mãe já passou faz tempo! Em 1983, as duas encararam a primeira maratona, no Rio de Janeiro, quando Arlette marcou 4h12min (seu melhor tempo é 3h37min, quando tinha 51 anos) e Denise, 5h04min. http://revistao2.uol.com.br/mostramateria.asp?idmateria=1109 9. Assinale a alternativa que indica a função da linguagem predominante no texto. a) Referencial. b) Emotiva. c) Poética. d) Fática. e) Metalinguística. 4
10. Só não há vogal temática em: a) Correr (subtítulo). b) Correram (l. 1). c) Maratonas (l. 2). d) Filha (l. 2) e) Figuras (l. 3). 11. Releia o fragmento do texto I: Maio e Junho de 2010 foram eleitos os meses de combate ao stress. Há nele uma palavra, um substantivo, que denota o nome de uma ação. Que substantivo é esse? Explique o processo de formação dessa palavra em nossa língua. Combate - ocorre o processo de formação chamado derivação regressiva. 12. Assinale a alternativa cujo prefixo sub tem o sentido de posterioridade: a) sublinhar b) subsequente c) subdesenvolvido d) subalterno e) submisso Em todos os outros casos o sub- significa inferioridade, abaixo... 13. Leia a manchete abaixo para responder à questão. Explique o erro cometido na manchete (relativo ao termo secretárias) com base em seus conhecimentos sobre acentuação de palavras em língua portuguesa. Leia a charge. Há um equivoco, pois no caso das manchetes a palavra pretendida era secretaria co tonicidade na letra i. Não deveria, pois, ser acentuada, por se tratar de uma paroxítona terminada em a (se-creta-ri-a). 5
14. Escreva outras palavras que, assim como a regra a qual se encaixa a palavra mocréia, perderam o acento devido ao novo acordo ortográfico. Geleia, plateia, assembleia, joia, jiboia... 15. Com base no que foi exposto na questão anterior, não devemos mais acentuar também a palavra heroico, pois além do ei, não acentuamos também os ditongos abertos oi nas paroxítonas. Explique por que então continuamos a acentuar a palavra herói? Herói é uma oxítona terminada em ditongo aberto oi e não uma paroxítona. 16. (EAFA/RS) Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo da palavra família : a) Rússia, Arábia, Indonésia, Islândia b) Rússia, Japão, Nova Zelândia, Arábia c) Islândia, Suécia, Nova Zelândia, Suíça d) Suécia, Suíça, sanduíche, fácil e) Canadá, países, Suécia, Rússia São todas paroxítonas terminadas em ditongo. 6