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F A S E 0 1 Cada fase desse livro representa o momento pelo qual cada aluno esteja passando, em nível de dificuldade planejada e também de poder executar em seu instrumento todo o conhecimento adquirido dentro de seus capítulos. Essa primeira fase é composta por três capítulos e a sua proposta principal é de fazer com que todos cheguem ao último capítulo tocando qualquer música com três notas na mão esquerda (acorde) e com a mão direita fazendo somente a melodia. O aluno deve procurar na medida do possível, abandonar a fase em que se encontre e partir para a próxima, somente no momento em que conseguir tocar toda e qualquer música que se queira da maneira proposta pela fase.

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A música é a arte de combinar os sons de suas três partes distintas: MELODIA = Sucessão de sons médios, graves e agudos. HARMONIA = Combinação de sons. RÍTMO = Duração de sons e pausas dentro de um determinado espaço de tempo, formando assim uma célula rítmica que irá se repetir ininterruptamente. Para atingirmos com maior rapidez o nosso objetivo, vamos dividi-la por hora em outras três partes: Altura, Duração e Sincronismo. ALTURA: É a qualidade que um som possui de ser mais grave ou mais agudo em relação a um outro som qualquer. Em nosso instrumento, esses sons estão representados como nos mostra a fig 1. 11 Fig 01 Perceba que na figura existem notas brancas e notas pretas e que estas últimas estão dispostas em grupos de duas e de três notas. Observe também em seu instrumento, que a última nota à esquerda é a mais grave e que o som vai ficando cada vez mais agudo à medida que vamos caminhando nota por nota até chegarmos à última da direita. O pentagrama, como a fig 2 nos mostra, é um conjunto de cinco linhas horizontais paralelas que usamos para ler e localizar com precisão qualquer nota do teclado. Cada uma dessas linhas representa uma nota e cada um dos quatro espaços formados por estas linhas, representam também uma nota. Fig 02 NOTAS NAS LINHAS NOTAS NOS ESPAÇOS

12 Por ter o piano muitas notas, necessitamos de dois pentagramas para representarmos todas elas. Esses dois pentagramas juntos são chamados de Endecagrama que é o mapa de nosso instrumento como nos mostra a fig3. CLAVE DE SOL DÓ 7 Fig 03 DÓ 6 DÓ 5 (CENTRAL) DÓ 4 CLAVE DE FÁ DÓ 3 Observando qualquer nota em qualquer espaço ou linha na fig 3 podemos localizá-la facilmente no teclado desenhado ao lado e repare que cada pentagrama possui uma clave. A clave de cima é a clave de sol e serve para indicar que a nota da segunda linha de baixo para cima no pentagrama é a nota sol e a clave de baixo é a clave de Fá e serve para indicar que a nota da segunda linha de cima para baixo no pentagrama é a nota Fá. As duas claves, portanto se completam e a nota Dó 5 que é justamente o centro do endecagrama é também a nota que fica no centro do piano. Observe que todas as notas DÓ estão sempre na frente dos pares de notas pretas e que todas as notas FÁ estão sempre na frente do grupo de três notas pretas.

A nota DÓ central é o centro da extensão de todas as notas musicais e sempre foi considerada como sendo a nota DÓ3; porém, com a chegada dos teclados e da MIDI (Interface Musical para Instrumentos Musicais) no final da década de 70, houve uma reorganização de todos os sons, visto que os teclados eram capazes de reproduzir mais sons do que o piano, devido aos recursos da eletrônica. Isso, portanto fez com que essa nota fosse considerada pelos fabricantes de teclados como sendo a nota DÓ4. Mais tarde, porém, mais precisamente com a chegada dos computadores ao final da década de 80, esta possibilidade de sons aumentou ainda mais. Ou seja, hoje existem 128 possibilidades de sons, e sendo assim, o DO central vem sendo considerado DO5 pelos fabricantes de softer musicais. Tirando toda esta polêmica de lado, a nota central será tratada por mim como DÓ5, por ser a forma considerada por todos os fabricantes de softers musicais da atualidade. A partir de agora então, o que nos interessa são as notas com as quais iremos trabalhar localizadas entre o DÓ3 (zona três) e o DÓ7 (zona sete). Estas duas notas por estarem muito longe do DÓ5 (DÓ central), uma bem mais grave e a outra bem mais aguda, tiveram de ser colocadas no endecagrama com o auxílio de duas linhas suplementares para cada nota. Reparem na fig 3 que o DÓ7 está localizado na segunda linha suplementar superior (nota mais aguda) e o DÓ3 está localizado na Segunda linha suplementar inferior (nota mais grave). Estas linhas são, portanto, um recurso para que possamos escrever determinadas notas que não caibam dentro das dez linhas que compõe o endecagrama. É importante que o aluno principiante tenha a noção clara do mapa apresentado e a localização lógica das notas dentro dele e perceba que toda nota mais aguda é de frequência mais alta, está mais para a direita do piano e fica mais para cima no endecagrama. Ao contrário, toda nota mais grave é de frequência mais baixa, está mais para a esquerda do teclado e fica mais para baixo no endecagrama. 13

14 MEMORIZAÇÃO Não vamos pensar na grande quantidade de notas existentes e sim nas notas principais que vão nos dar uma idéia exata dos extremos do nosso instrumento em relação aos do endecagrama e também em notas que sejam pontos de apoio para que nos localizemos melhor durante a leitura. Observem agora a fig 4 onde podemos notar as cinco notas DÓ, a nota FÁ da clave de FA, a nota SOL da clave de Sol, a nota FÁ da última linha superior do endecagrama e a nota SOL da última linha inferior do Endecagrama. NOTA SOL NOTA FÁ DA CLAVE DE FÁ NOTA SOL DA CLAVE DE SOL NOTA FÁ Fig 04 NOTAS DÓ A fig 4 mostra o piano em sua posição normal porém agora é o endecagrama que está de lado dando-nos o sentido claro de notas mais graves à esquerda e mais agudas à direita. Perceba que destas nove notas, que vão ser as nossas notas mais importantes daqui para frente, sete delas posicionam-se em cima de linhas. Observe que a partir da nota DÓ5, os dois pentagramas são exatamente um o espelho do outro, sendo que as posições ocupadas pelas notas FÁ e SOL no pentagrama da clave de SOL estão nas mesmas distâncias e posições, porém, os nomes invertem-se no pentagrama da clave de FÁ, ou seja, quem era FÁ passa a ser SOL e vice-versa.

Tente nesse início olhar para o seu instrumento e enxergá-lo como se fosse a fig 5 a qual nos mostra em azul todas as linhas do Endecagrama e em verde, as duas linhas suplementares Superior e Inferior. Repare também que as notas DÓ3, DÓ5 e DÓ7 não estão dentro do Pentagrama de Sol nem de Fá. Sente bem de frente do DÓ central (DÓ5) e olhando para o teclado tente imaginar a linha principal do endecagrama passando por esta nota que no momento está pintada de amarelo. Esta linha não pertence a nenhum dos Pentagramas, e sim, é a linha que divide os dois. Imagine a segunda linha da direita e da esquerda desse mesmo DÓ e perceba que aí estão as duas notas das claves que no momento estão pintadas de azul-claro. Ande agora pelo teclado até a quinta linha acima e abaixo desse DÓ e perceba as duas notas dos extremos superior (direita = FÁ) e inferior (esquerda = SOL). Localize e toque as notas DO na segunda linha suplementar superior e inferior que estão pintadas de verde. 15 Fig 05 DÓ3 DÓ5 DÓ7 Clave de Fá Clave de Sol Sendo a leitura musical muito dinâmica, um pianista na verdade quando olha para a partitura não pensa no nome das notas que estão sendo lidas. Ou seja, ao localizar uma nota no teclado tente toca-la já com os olhos na partitura para a leitura da próxima nota, sem se importar com o nome da nota que está soando e dessa forma começar a aperfeiçoar o seu próprio dinamismo. Praticar o exercício MEMORIZAÇÃO NR 1 sentando-se bem de frente ao do central (DÓ4) e tentando localizar as notas DÓ3, DÓ4, DÓ5, DÓ6, DÓ7, FÁ4 e SOL5.

16 MEMORIZAÇÃO 01 FAIXA-01 NOTAS DO e CLAVES Observar que as duas notas DÓ superiores ao DÓ central e que, portanto encontram-se na clave de Sol, tem relação direta com as duas notas DÓ inferiores localizadas na clave de FÁ. É uma relação exclusivamente de posicionamento, ou seja, o DO7 esta na segunda linha suplementar superior e sendo assim, portanto, o DÓ3 encontra-se na mesma distancia em relação ao DÓ central, porém, inversamente colocado na parte inferior do endecagrama. Já as outras notas, não se relacionam com notas de mesmo nome na partitura. A nota Sol, por exemplo, se relaciona com a nota FÁ, ou seja, a nota FA4 que é a nota da clave de Fá está duas linhas abaixo da linha da nota DO5, relacionando-se com a nota Sol da clave de Sol que está na segunda linha superior a nota DÓ central. DURAÇÃO: A música é uma combinação de sons e silêncios que são representados por figuras que se relacionam entre si, sendo que cada uma possui um valor exclusivo de duração de tempo. Uma figura musical compõe-se de três partes: Cabeça, Haste e Colchete tal como nos mostra a fig 06. FIG 06 œ = Cabeça \\ = Haste j = Colchete Na fig 07 estão contidas todas as figuras musicais que podem representar a duração de um som ou de um silêncio. A maneira como estes sinais foram colocados no quadro é para que tenhamos a idéia exata de que para qualquer figura que se olhe ela será sempre a metade da figura anterior e também o dobro da figura posterior. No pentagrama da Clave de SOL foram colocadas às figuras que representam o Som e no pentagrama da Clave de FÁ, foram colocadas as figuras que representam o silêncio.

Cada figura possui um nome e um número exclusivos. 17 FIG 07 Portanto a figura de maior valor é a semibreve e a de menor valor sonoro é a semifusa. Da mêsma forma, o silêncio de maior duração é o da pausa de semibreve e o de menor valor é o da pausa de semifusa. Assim sendo, o trabalho dessas figuras é o de posicionar-se na altura da nota desejada dentro do endecagrama, indicando o quanto cada uma deva durar e também o quanto vai haver de silêncio entre uma nota e outra. Vamos tomar a fig 08 como exemplo do que falamos e observar as notas no endecagrama bem como os valores aplicados a cada uma delas. FIG 08 É importante perceber com segurança que o DO3 da fig 8 vai durar duas vezes mais do que o DO4 e quatro vezes mais do que o DO5. E que também o SOL5 é o dobro do FA4, o qual é dezeseis vezes menor que o DO3, certo? Pratique o exercício divisão 01 o qual possui as figuras sonoras de números: 1, 2, e 4 e a pausa de número 4 usando somente a nota DÓ central.

Para praticarmos este exercício, vamos tomar como base as pulsações do ponteiro dos segundos do relógio e imaginarmos que cada uma destas pulsações será representada pela semínima. Sendo assim, portanto, se uma semínima equivale a uma pulsação, a mínima valera duas pulsações e a Semibreve preencherá sozinha, o tempo de quatro pulsações. Repare que no primeiro compasso está a figura 1 que é a figura de maior valor. No segundo compasso temos a fígura da Mínima a qual vale metade da figura 1, ou seja, precisamos de duas delas para completar o mesmo espaço de termpo da Semibreve do primeiro compasso. Já no terceiro compasso encontramos quatro Semínimas para podermos completar o mesmo espaço de tempo de uma Semibreve ou de duas Mínimas. Atenção também que na pausa de Semínima, é necessário que tiremos a mão do Teclado para que as teclas não produzam nenhum som nesta hora. 18 D I V I S Ã O 01 FAIXA 11 FIGURAS: 01, 02 e 04 Agora que já conseguimos tocar algumas notas no teclado (Altura do som), localizando-as no endecagrama e percebendo a duração de tempo (Duração) de cada uma delas, vamos conhecer o Compasso e aprender como estes três elementos irão trabalhar juntos e sincronizados. SINCRONISMO: Música é pulsação, podendo ser rápida ou lenta. Imagine que uma música esteja pulsando na velocidade do relógio. Ela está pulsando, portanto, a sessenta segundos por minuto, certo? Olhe agora para o seu relógio e bata com a mão em algum lugar tentando acompanhar as batidas do ponteiro dos segundos. Em seguida, tente encaixar uma batida a mais, entre cada uma das que já estão sendo dadas pelo relógio. Nessa hora, portanto, você estará pulsando a 120 batidas por minuto. Ou seja, você estará pulsando no dobro da velocidade do relógio. Uma música, portanto, pode estar a mais de duzentas batidas por segundo (música rápida) bem como pode estar a 40 batidas por segundo (música lenta) dependendo do andamento que se queira dar. Dessa maneira, para nos sincronizarmos com uma música, é necessário que entremos no andamento da mesma fazendo exatamente o que fizemos anteriormente com o ponteiro dos segundos do relógio e por fim, descobrirmos a velocidade de seu compasso.

O compasso musical nada mais é do que as divisões dos tempos ou batidas em grupos de dois, três ou quatro tempos. Ou seja, existem três tipos de compassos simples: o binário, o ternário e o quaternário, sendo que o primeiro tempo de cada um é sempre o mais forte. Reparem na fig 9 a qual representa uma linha rítmica dividida em doze tempos pintados de amarelo e perceba as três maneiras de podermos dividi-la em compassos musicais. 19 Quaternário FIG 09 Ternário Binário Os compassos são, portanto, células rítmicas compostas de dois, três ou quatro tempos, sendo sempre divididos por barras verticais denominadas Barras de Compasso. Com o auxílio da fig 10, vamos analisar três músicas bem conhecidas de três tipos diferentes de compassos e cantando tentar perceber estas divisões dentro das mesmas, procurando sentir também o primeiro tempo de cada compasso, o qual é sempre o mais forte e que na figura está destacado em vermelho. Para o compasso binário vamos analisar uma música folclórica muito conhecida da cidade de Santos que é a Fonte do Itororó, para o ternário vamos analisar o tradicional Parabéns a Você e para o compasso quaternário a música infantil Atirei um pau no gato.

20 FIG 10 2 Eu fui pra I toró ro beber água e não a chei 3 Pa ra béns à vo cê nessa da ta que ri da muitas 4 Ati rei um pau no ga to to mais o ga to to não mor reu Percebam, portanto que é o compasso com suas pulsações de tempos fortes e fracos que irá nos dizer o rítmo de uma música. A marcha da fonte do Itororó é de compasso binário, bem como todas as marchas. O Parabéns à você é de compasso ternário bem como todas as valsas necessariamente o são. E o Atirei um pau no gato é quaternária, bem como todas as Baladas, o Jazz, o Rock e muitos outros ritmos que iremos analisar mais tarde. O Compasso possui uma maneira de ser representado. Ele é uma fração a qual chamamos de Fórmula de Compasso, onde o numerador é o número de tempos do compasso e o denominador é a figura musical usada como base para cada tempo tal qual nos mostra a fig 11. FIG 11 Para entendermos melhor a divisão de uma música em compassos, vamos analisar novamente a música de compasso ternário Parabéns a Você, só que desta vez vamos dividi-la não somente dentro de seus oito compassos de duração bem como também em seus próprios tempos e contratempos dentro de cada compasso. Repare na Fig 12.

21 FIG 12 g g e e Q Q Q h e e Q Q Q Q Q e e Pa ra béns à vo cê nes sa da ta que ri da mui tas Q Q Q Q Q e e Q Q Q Q Q e e Fe li ci da des mui tos a nos de vi da Pa ra Perceba que nos compassos: 2, 4, 6 e 8 temos uma sílaba cantada para cada tempo. Nos compassos 5 e 7 temos uma sílaba cantada para o primeiro e o segundo tempos, porém, para o terceiro já temos duas sílabas, ou seja, temos que pegar a figura do tempo que é uma semínima e dividí-la por dois dando origem a duas colcheias para que possamos cantar duas sílabas onde cada uma delas possui meio tempo de duração. Observe também que no compasso tres temos uma sílaba cantada que vai durar dois tempos. Então agora eu preciso de uma figura com o valor do dobro da figura 4 (semínima), ou seja, eu preciso agora de uma mínima para que a sílaba cê fique cantando durante dois tempos. Na música Parabéns a Você, portanto, a figura 4 é a figura que vale um tempo do compasso, figura esta denominada de Unidade de Tempo. O denominador do compasso portanto é sempre a Unidade de Tempo A maioria das músicas é escrita em 2/4, 3/4 ou 4/4, ou seja, usam a figura 4 como unidades de tempo devido a esta ser uma figura intermediária entre todas. E assim como existe a Unidade de Tempo que é a figura que sozinha preenche um tempo todo do compasso, existe também a Unidade de Compasso, que é aquela figura que sozinha preenche um compasso inteiro tal qual nos mostra a figura 13.

22 FIG 13 Repare no primeiro compasso da fig 13 que a Semibreve é a Unidade de Compasso porque ela sozinha preenche os quatro tempos do compasso. Já no segundo compasso a Unidade é a mínima. Agora que já conhecemos os três elementos, vamos começar a praticalos ao mesmo tempo.

23 Prática Musical Tente tocar junto com o CD as quatro primeiras músicas: O gato, O javali, Mamãe e A minhoca. Repare que no início de cada uma destas músicas existe a contagem do compasso que é marcada pelo som das baquetas de uma bateria. Como estas quatro músicas são de compasso quaternário (4/4), ouça primeiro as quatro batidas e só então tente tocar junto e sincronizado. As três primeiras músicas na Clave de Sol devem ser tocadas com a mão direita enquanto que a quarta música na Clave de fá deverá ser tocada com a mão esquerda. Os números embaixo de cada uma das notas na partitura, referem-se aos dedos que deverão ser usados para cada nota escrita. Ou seja, para o piano, cada dedo da mão tem um número, tal como nos mostra a fig 14. FIG 14 FAIXAS: 35 - O gato, 36 - O javali 37 - Mamãe 38 - A minhoca Siga Portanto exatamente o dedilhado indicado na partitura e pratique quantas vezes for necessário procurando cada vez mais não olhar para as mãos. Essa primeira fase, portanto deve ser muito bem assimilada sendo que as músicas devem estar entendidas lidas e executadas tal como ouvimos no CD. Dentro dessa primeira fase, o mais importante é a leitura. É necessário que o aluno realmente esteja lendo a nota na partitura enquanto o som dela esteja saindo no teclado e não só que ele esteja tocando de ouvido o que já foi decorado.