Informe Epidemiológico Mortalidade Infantil



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Transcrição:

página 1/11 Aspectos Gerais O objetivo deste Informe é apresentar a evolução histórica da mortalidade infantil (MI) no Estado do Ceará, a partir dos dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), no período de 1997 a 2013. Estes dados apontam para a continuidade da redução deste indicador no Estado e em suas regiões de saúde. Destacamse as características gerais da e as diferenças regionais que persistem, tanto do ponto de vista das tendências, quanto em relação às principais causas de morte infantil. As informações sobre a vigilância dos óbitos fetais e em menores de um ano referente ao período, proporcionam aos gestores e técnicos um conhecimento mais aprofundado da situação e geram assim a condição para a tomada de decisão, visando prevenir novos óbitos por causas evitáveis. A mortalidade infantil é considerada um dos indicadores de saúde mais sensíveis, permitindo avaliar as condições socioeconômicas da população. Taxa de A Taxa de (TMI) é utilizada para estimar o risco de morte dos nascidos vivos durante o primeiro ano de vida, refletindo as condições de desenvolvimento socioeconômico e infraestrutura ambiental, bem como o acesso e a qualidade dos recursos disponíveis para a atenção à saúde da população materna e infantil, principalmente ao pré-natal, ao parto e ao recém-nascido. É padronizada internacionalmente como o número de óbitos de crianças menores de um ano de idade, sobre o número de nascidos vivos, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado, multiplicada por mil. Componentes da A mortalidade infantil tem características diferentes quando consideramos o período de vida. A TMI desmembra-se em duas outras taxas: a taxa de mortalidade neonatal, que estima o risco de óbitos em menores de 28 dias e a taxa de mortalidade pós-neonatal que estima o risco de óbitos entre 28 dias e 11 meses de idade. A mortalidade neonatal subdivide-se em mortalidade neonatal precoce, em menores de 7 dias, e mortalidade neonatal tardia, entre 7 e 27 dias de idade. A análise da mortalidade infantil por meio desses componentes é fundamental para uma compreensão mais detalhada do fenômeno da mortalidade infantil, já que as causas que levam ao óbito, nestes dois períodos de vida, são diferentes. No primeiro mês de vida, a morte ocorre por causas geralmente ligadas ao período pré-natal: acompanhamento insuficiente ou inadequado da gravidez (ausência ou poucas consultas de pré-natal), desnutrição, infecção, hipertensão e hemorragias da mãe e outras causas que geralmente vão ocasionar partos prematuros e/ou crianças com baixo peso ao nascer. Isto pode levar a complicações no pós-parto imediato, por exemplo: bebês que sofrem anóxia (dificuldade respiratória) ou sepse (infecção generalizada). Além destas causas, as anomalias congênitas podem ser muito graves neste período de vida. Se a criança completa o primeiro mês de vida, entra no período pós-neonatal e, a partir de então, fica mais exposta a agressões do ambiente, propiciando

página 2/11 as doenças respiratórias (principalmente a pneumonia) e gastrointestinais (diarreia) e outras doenças transmissíveis, algumas das quais podem ser prevenidas pelo uso de vacinas. Óbito infantil reduz no Brasil A taxa de mortalidade infantil no Brasil mantém tendência contínua de queda desde 1990, quando registrava 58 mortes a cada mil nascidos vivos. Em 2011, de acordo com Pesquisa do IBGE, esta TMI foi reduzida para 16,1 óbitos a cada mil nascidos vivos e a taxa de mortalidade na infância (até cinco anos de idade), em 18,7 óbitos por mil nascidos vivos. Esse levantamento constatou ainda que, o componente pós-neonatal (mortes de crianças com idade entre 28 e 364 dias) prevalecia no Brasil até o fim da década de 80. A partir dessa data, começaram a predominar os óbitos do componente neonatal (precoce e tardia), que em 2011 atingiu 68,3% do total de óbitos de menores de 1 ano. Em 2000, a ONU fixou metas sociais para os países e estipulou prazo até 2015 para que os países atingissem os objetivos de desenvolvimento do milênio. A base de comparação é o ano de 1990. No caso do Brasil, a meta era de que as 58 mortes registradas para cada mil crianças nascidas vivas em 1990 fossem reduzidas para 19 por mil nascidos vivos em 2015. Porém, no final de 2011, a taxa já tinha sido alcançada. Dados divulgados pelo Relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em 2012, apontam que o Brasil promoveu uma redução significativa da mortalidade na infância (até cinco anos de idade). Em 1990, 205 mil crianças com menos de 5 anos morreram no País. Em 2011 foram 44 mil óbitos, uma redução de 73%, bem maior do que a média global, que foi de pouco mais de 40%. No entanto, se comparados a índices de outros países, o Brasil ainda ocupa uma posição desconfortável (107ª) na tabela de mortes de crianças. Nas Américas, Cuba e Canadá lideram o índice positivo com apenas 6 mortes por mil nascidos vivos, enquanto Cingapura, Eslovênia, Suécia e Finlândia lideram respectivamente o ranking global de menos mortes (menos de 3 por mil). Ainda nas Américas, Haiti (70 por mil) e Bolívia (51 por mil) lideram negativamente com o maior número de mortes, enquanto Serra Leoa, Somália, Mali e Chade possuem os piores índices globais. Ainda, de acordo com o IBGE, à medida que o País tem avanços nas questões estruturais relacionadas às áreas de saneamento e acesso à saúde, a tendência é que os óbitos infantis se concentrem no componente neonatal precoce (óbitos de crianças menores de sete dias). Os dados apontam que entre as crianças que morreram antes de completar o primeiro ano de vida, 51,8% morreram antes dos sete dias de vida. Nos países mais desenvolvidos, a mortalidade infantil ocorre basicamente (cerca de 90%) entre as crianças até seis dias de vida, predominantemente, de causas congênitas. Apesar da redução dos coeficientes de mortalidade infantil e da infância, e da tendência de homogeneidade segundo alguns determinantes sociais, o Brasil ainda apresenta coeficientes altos em relação a outros países, principalmente em relação às crianças menores de 5 anos (Victora et al., 2011). Além disso, tem-se observado desigualdade regional, pois os melhores resultados permanecem concentrados nas regiões mais

página 3/11 ricas do País e os óbitos infantis permaneceram desproporcionalmente concentrados nas regiões mais pobres. Entre 2000 e 2012, 651.512 crianças menores de um ano de idade morreram no Brasil. No Nordeste, foram 231.234 e no Norte, 78.795. Nas duas regiões, o número de óbitos somou 310.029, correspondendo a 47,6% do total de óbitos no País. Figura 1. Taxa de Mortalidade infantil (por mil NV) Brasil e regiões, 2000 a 2012*. Fonte: Sistema de Informação/MS. É evidente o declínio da mortalidade infantil no Brasil (Figura 1) e vários fatores contribuíram para este resultado. Destacam-se o aumento da cobertura vacinal da população, o uso da terapia de reidratarão oral, o aumento da cobertura do pré-natal, a ampliação dos serviços de saúde, a redução contínua da fecundidade, a melhoria das condições ambientais, o aumento do grau de escolaridade das mães e das taxas de aleitamento materno. Mas para avançar ainda mais, especialmente para a redução do componente neonatal, o Ministério da Saúde, em parceria com os estados e municípios, vem implantando algumas estratégias como a Rede Cegonha, reforçando a qualidade no pré-natal e na assistência ao parto, além da expansão das UTI's neonatais.

página 4/11 no Estado do Ceará A situação epidemiológica da mortalidade infantil no Ceará acompanha o contexto nacional, de redução progressiva, destacando-se, no entanto, a mobilização continuada e ações de governo, que têm tratado a questão como uma prioridade. A evolução da Taxa de (TMI) e seus componentes, no Estado do Ceará, entre 1997 e 2013, mostra uma redução de 57% no período analisado, passando de 31,6 em 1997 para 13,7 óbitos por mil nascidos vivos, no ano de 2013 (Figura 2). Neste mesmo período, principalmente nos últimos anos, ocorreu uma desaceleração da velocidade da queda na mortalidade infantil. A redução observada da TMI se deve à expressiva queda do componente pós-neonatal, passando de 15,8 óbitos por mil nascidos vivos em 1997 para 3,8 em 2013, representando uma redução de 75%. No entanto, o componente neonatal, para o mesmo período, apresenta certa estabilização. Figura 2. Taxa de e Componentes. Ceará, 1997 a 2013*. Fonte: Sistema de Informação. MS/Datasus ; SESA/Coprom/Nuias.

página 5/11 A análise da mortalidade infantil proporcional por seus componentes (Figura 3), no ano de 1997, evidencia que os componentes pós-neonatal e neonatal representavam percentuais iguais a 50%. Entre 1998 e 1999 a TMI pós-neonatal apresentou valores superiores. A partir do ano de 2000, observa-se uma progressiva inversão da proporcionalidade, em que o risco de morte de crianças maiores de 27 dias (óbitos pós-neonatais) apresenta redução acentuada. Por outro lado, o risco de morte de crianças menores de 28 dias (óbitos neonatais) passa a representar, proporcionalmente, a maior parte dos óbitos menores de 1 ano, chegando a 71% dessas mortes no ano de 2013. Figura 3. Proporção de óbitos neonatais e pós-neonatais. Ceará, 1997 a 2013*. 100 80 60 40 20 0 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 %óbito pós-neonatal 50 53 51 41 40 38 38 34 25 35 33 32 30 28 31 29 28 %óbito neonatal 50 47 49 59 60 62 62 66 75 65 67 68 70 72 69 71 72 Fonte: Sistema de Informação. MS/Datasus até 2009; SESA/Coprom/Nuias

página 6/11 Para efetivar a notificação é preciso realizar a inserção da informação da Declaração de Óbito (DO) no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) pelo município de ocorrência. Segundo a portaria Nº 72 do MS, a notificação oportuna, no SIM, dos óbitos infantis tem que ocorrer no prazo máximo de 30 dias. Segundo esse indicador as Coordenadorias Regionais de Saúde (CRES) de Brejo Santo e Juazeiro do Norte apresentam os percentuais de 21,1% e 18,0% dos óbitos infantis notificados em até 30 dias, sendo considerados os mais baixos (Figura 4). Outras 10 CRES apresentaram percentual de óbitos infantis notificados em até 30 dias, superior à média do Estado, com destaque para a CRES de Iguatu, com percentual de 70,8%. Essa informação aponta para a necessidade das CRES implementarem a busca ativa e inserirem os dados da DO em tempo hábil, permitindo ações de intervenção mais efetivas. Figura 4. Percentual de óbitos infantis notificados em até 30 dias. Brasil, Nordeste e Ceará. 2013* 80,0 70,0 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 0,0 Fonte: Sistema de Informação/MS/DATASUS.

página 7/11 A investigação é uma atividade fundamental para analisar a causa dos óbitos e subsidiar as ações para prevenção dos mesmos. A figura 5 apresenta o percentual de óbitos infantis investigados. Nesse indicador, destacam-se as CRES de Juazeiro do Norte (59,4%) e Caucaia, Tianguá e Iguatu (100%) como os mais baixos e mais altos percentuais de óbitos infantis investigados, respectivamente. Chama atenção ainda o fato de que, neste indicador, o Ceará apresenta percentual de investigação superior ao nordeste e ao Brasil, 19 CRES apresentam percentual de óbitos infantis investigados superior à média do Ceará. Figura 5. Percentual de óbitos infantis investigados. Brasil, Nordeste e Ceará. 2013*. 120,0 100,0 80,0 60,0 40,0 20,0 0,0 Fonte: Sistema de Informação/MS/DATASUS..

página 8/11 A investigação dos óbitos infantis, segundo a Portaria Ministerial, deverá ocorrer em até 120 dias, ressaltando que o módulo-web do sistema de informação contempla duas etapas: a investigação propriamente dita e a análise do caso com o parecer do comitê de investigação dos óbitos maternos e infantis. Nesse indicador, destaca-se a CRES de Cascavel (38,9%) com o menor percentual de óbitos investigados oportunamente. Por outro lado, 15 CRES apresentaram percentual de investigação superior à média do Ceará, com destaque para as CRES de Iguatu que investigou 98,5% dos óbitos infantis em até 120 dias. O Ceará, como um todo, apresenta um percentual de óbitos investigados, nesse período, superior à média do nordeste e do Brasil. Figura 6. Percentual de óbitos infantis investigados em até 120 dias. Brasil, Nordeste e Ceará. 2013* 120,0 100,0 80,0 60,0 40,0 20,0 0,0 Fonte: Sistema de Informação/MS/DATASUS.

página 9/11 Entre os óbitos infantis notificados no Ceará, 71,1% foram informados como óbitos evitáveis. Destes óbitos evitáveis, em 70,9% a investigação foi encerrada. Ao avaliar as causas evitáveis percebe-se que o maior desafio está na atenção primária, relacionado com assistência ao pré-natal, seguida da assistência ao recém-nascido. Para esse indicador, destacam-se, positivamente, as CRES de Caucaia, Tianguá e Iguatu (100%). Por outro lado, 17 CRES apresentaram percentual de óbitos investigados como evitáveis superior à média do Estado. Desta vez, no caso deste indicador, o Ceará (81,5%) ficou acima do percentual alcançado pelos outros Estados nordestinos (62,8%) e com percentual superior à média do País (67,3%) (Figura 7). Figura 7. Percentual dos óbitos infantis investigados como evitáveis. Brasil, Nordeste e Ceará. 2013* 120,0 100,0 80,0 60,0 40,0 20,0 0,0 Fonte: Sistema de Informação/MS/DATASUS.

página 10/11 O Ceará apresentou um percentual de óbitos infantis, notificados e investigados oportunamente, superior ao resultado encontrado na região nordeste. No tocante às investigações registrou-se percentual superior à média brasileira (Figura 8). Em 2013, no Ceará, foram notificados 1.711 óbitos infantis. Destes, 758 (44,3%) foram notificados oportunamente (até 30 dias). Esse indicador alcançou melhor avaliação na CRES de Iguatu (70,8%) e o mais baixo percentual na CRES de Juazeiro do Norte (18,0%). Entre os 1.711 óbitos notificados, 1.400 (81,8%) foram investigados e destes, 979 (69,9%) foram investigados oportunamente (até 120 dias). Na investigação oportuna dos óbitos infantis se destaca a CRES de Iguatu, com 98,5% dos óbitos investigados em até 120 dias. Considerando a meta de investigação pactuada para o ano de 2013 apenas 8 CRES alcançaram um mínimo de 80% dos óbitos infantis investigados oportunamente. Figura 8. Número e percentual de óbitos infantis notificados. Por CRES - Ceará, 2013*. Brasil Nordeste Ceará Localidades 01ª CRES Fortaleza 02ª CRES Caucaia 03ª CRES Maracanaú 04ª CRES Baturité 05ª CRES Canindé 06ª CRES Itapipoca 07ª CRES Aracati 08ª CRES Quixadá 09ª CRES Russas 10ª CRES Limoeiro do Norte 11ª CRES Sobral 12ª CRES Acaraú 13ª CRES Tianguá 14ª CRES Tauá 15ª CRES Crateús 16ª CRES Camocim 17ª CRES Icó 18ª CRES Iguatú 19ª CRES Brejo Santo 20ª CRES Crato 21ª CRES Juazeiro do Norte 22ªCRES Cascavel Fonte: Sistema de Informação. MS/Datasus até 2013; SESA/Coprom/Nuias. Notificados Notificado em 30 dias Óbitos infantis notificados e investigados no Ceará Investigados Investigado em 120 dias % notificados em 30 dias % investigados % investigado em 120 dias 38.683 22.569 25.859 16.993 58,3 66,8 65,7 12.603 6.329 7.817 4.797 50,2 62,0 61,4 1.711 758 1.400 979 44,3 81,8 69,9 449 199 284 153 44,3 63,3 53,9 118 57 118 73 48,3 100,0 61,9 87 38 79 59 43,7 90,8 74,7 26 16 24 18 61,5 92,3 75,0 34 10 31 15 29,4 91,2 48,4 56 23 53 38 41,1 94,6 71,7 24 9 22 17 37,5 91,7 77,3 72 44 54 39 61,1 75,0 72,2 25 11 24 19 44,0 96,0 79,2 38 23 35 33 60,5 92,1 94,3 155 71 129 88 45,8 83,2 68,2 54 19 51 48 35,2 94,4 94,1 73 40 73 61 54,8 100,0 83,6 12 8 10 8 66,7 83,3 80,0 60 37 51 39 61,7 85,0 76,5 49 17 49 27 34,7 100,0 55,1 30 17 25 20 56,7 83,3 80,0 65 46 65 64 70,8 100,0 98,5 38 8 37 18 21,1 97,4 48,6 77 17 74 67 22,1 96,1 90,5 128 23 76 61 18,0 59,4 80,3 41 25 36 14 61,0 87,8 38,9

página 11/11 No Brasil, 68,8% dos óbitos infantis ocorreram por causas evitáveis. Entre essas causas destacam-se a falta de atenção adequada à mulher durante a gestação e parto e atenção inadequada ao recémnascido (Figura 9). Além desses fatores, a mortalidade infantil também está associada à educação, ao padrão de renda familiar, acesso aos serviços de saúde, oferta de água tratada e esgoto e ao grau de informação das mães. Foram notificados 1.216 óbitos infantis por causas evitáveis, em 2013 no Ceará, correspondendo a 71,1% dos óbitos infantis notificados. Destes, 537 (44,2%) foram notificados oportunamente (até 30 dias). Esse indicador alcançou melhor resultado na CRES de Iguatu (79,2%) e o mais baixo percentual na CRES de Juazeiro do Norte (14,3%). Entre os 1.216 óbitos infantis por causas evitáveis, 991 (81,5%) foram investigados e destes, 703 (70,9%) foram investigados oportunamente (até 120 dias). Na investigação oportuna desses óbitos infantis se destaca a CRES de Iguatu, com 100% dos óbitos investigados em até 120 dias. Figura 9. Número e percentual dos óbitos infantis evitáveis. Por CRES - Ceará, 2013*. Localidades Brasil Nordeste Ceará 01ª CRES Fortaleza 02ª CRES Caucaia 03ª CRES Maracanaú 04ª CRES Baturité 05ª CRES Canindé 06ª CRES Itapipoca 07ª CRES Aracati 08ª CRES Quixadá 09ª CRES Russas 10ª CRES Limoeiro do Norte 11ª CRES Sobral 12ª CRES Acaraú 13ª CRES Tianguá 14ª CRES Tauá 15ª CRES Crateús 16ª CRES Camocim 17ª CRES Icó 18ª CRES Iguatú 19ª CRES Brejo Santo 20ª CRES Crato 21ª CRES Juazeiro do Norte 22ª CRES Cascavel Notificado Notificado em 30 dias Óbito infantil por causas evitáveis Investigados Investigado em 120 dias % notificados % investigados % investigado em 30 dias em 120 dias 26.608 15.627 17.907 11.856 58,7 67,3 66,2 9.026 4.585 5.667 3.514 50,8 62,8 62,0 1.216 537 991 703 44,2 81,5 70,9 305 136 198 105 44,6 64,9 53,0 83 39 83 51 47,0 100,0 61,4 58 26 51 40 44,8 87,9 78,4 22 14 20 16 63,6 90,9 80,0 20 5 17 11 25,0 85,0 64,7 37 16 35 24 43,2 94,6 68,6 16 6 14 10 37,5 87,5 71,4 50 30 37 28 60,0 74,0 75,7 13 6 12 11 46,2 92,3 91,7 21 15 20 19 71,4 95,2 95,0 116 53 94 62 45,7 81,0 66,0 41 12 38 36 29,3 92,7 94,7 48 29 48 38 60,4 100,0 79,2 10 6 9 8 60,0 90,0 88,9 50 30 44 34 60,0 88,0 77,3 35 14 35 21 40,0 100,0 60,0 22 12 17 13 54,5 77,3 76,5 48 38 48 48 79,2 100,0 100,0 32 6 31 17 18,8 96,9 54,8 57 12 55 50 21,1 96,5 90,9 105 15 61 51 14,3 58,1 83,6 27 17 24 10 63,0 88,9 41,7 Fonte: Sistema de Informação. MS/Datasus até 2013; SESA/Coprom/Nuias.