Educação e Escolaridade

Documentos relacionados
A realidade do SAB para as crianças e adolescentes de 7 a 14 anos. O acesso à Educação

Rodrigo Leandro de Moura Gabriel Leal de Barros

Pernambuco. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado de Pernambuco (1991, 2000 e 2010)

no Estado do Rio de Janeiro

Maranhão. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1º e 3º quartis nos municípios do estado do Maranhão (1991, 2000 e 2010)

Geografia População (Parte 2)

A Nova Política Educacional do Estado de São Paulo

HETEROGENEIDADE REGIONAL

Caracterização do território

Aumento do emprego contrasta com desindustrialização em SP e RJ

BOLETIM CAGED Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. FEVEREIRO Comportamento do Emprego - Limeira/SP.

PERFIL DAS MULHERES empreendedoras da Região Metropolitana do Rio de Janeiro

Pesquisa Mensal de Emprego

Profissionalização da Gestão na Educação. Mozart Neves Ramos Diretor de articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna

Acre. Tabela 1: Indicadores selecionados: mediana, 1 o e 3 o quartis nos municípios do estado do Acre (1991, 2000 e 2010)

CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO CAI 2,3% NO TRIMESTRE

Cesta básica volta a subir na maior parte das capitais

2.1 Educação. Por que Educação? Comparação Internacional. Visão 2022

A SITUAÇÃO DA PRIMEIRA INFÂNCIA NAS REGIÕES PAULISTAS

ICEI Índice de Confiança do Empresário Industrial Julho/07 Interiorização da Sondagem

DETERMINANTES DO CRESCIMENTO DA RENDA

USO DO CRÉDITO NAS COMPRAS DE AUTOMÓVEIS E ELETRODOMÉSTICOS

Renda per capita do brasileiro diminui e se distancia de países emergentes

Geografia População (Parte 1)

Farmácia. Indicadores das Graduações em Saúde Estação de Trabalho IMS/UERJ do ObservaRH

Produtividade e investimento

Educação Matemática. Profª. Andréa Cardoso MATEMÁTICA - LICENCIATURA 2015/2

PARTICIPAÇÃO FEMININA NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO 1

Boletim eletrônico trimestral sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho a partir dos dados da - Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE -

Panorama do Trabalho Infantil em Mato Grosso

EDUCAÇÃO SOBE MAIS QUE INFLAÇÃO NOS ÚLTIMOS SETE ANOS

Os Processos de Construção e Implementação de Políticas Públicas para Crianças e Adolescentes em Situação de Rua 1

Sinopse Estatística do Ensino Superior Graduação

setembro/2014 São Miguel dos Campos Dados secundários + questionário Fontes: Atlas Brasil 2013; IDEB 2013; Mapa da violência 2012; Mapa DCA.

Pesquisa de Avaliação dos Serviços Públicos de Florianópolis

A MULHER NO MERCADO DE TRABALHO

Renda, pobreza e desigualdade no Espírito Santo

Enem e Saeb: jornais destacam o baixo desempenho e elaboram rankings de melhores escolas Qui, 15 de Fevereiro de :00

NOTA TÉCNICA Nº 1. Governo do Estado da Bahia Secretaria do Planejamento (Seplan) Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI)

CONSELHO DE CLASSE 2015

ANALISE DAS ANOMALIAS DAS TEMPERATURAS NO ANO DE 2015

A Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (RIDE-DF) no Censo 2010

Saúde e mortalidade nos BRICs

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social Centro de Imprensa. Índice Futuridade

Destaca iniciativa do Ministério da Educação de ampliar o crédito estudantil para o financiamento dos cursos superiores a distância.

O Serviço Civil e a Construção do Futuro EVELYN LEVY. IV Fórum da Reforma do Estado - São Paulo Set. 2005

QUALIFICAÇÃO DA PÓS- GRADUAÇÃO NA REGIÃO SUL: AVANÇOS E DESAFIOS

Estudo ACIRP Escolas Públicas e educação 2018 Fevereiro/2018

Custo da cesta básica tem forte alta na maioria das capitais em 2010

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS NAS CAPITAIS BRASILEIRAS

Exercícios de estrutura da população

Foto: Harald Schistek

O efeito do poder econômico das mulheres na América Latina e no Caribe

Educação Brasileira: Desafios e Oportunidades

Desenvolvimento Humano e Social

Pesquisa de Percepção dos Serviços Públicos de Blumenau

NOTA DE IMPRENSA. Embargado até 27/11/2007, às 10h (horário de Brasília) Brasil entra no grupo de países de Alto Desenvolvimento Humano

OCUPAÇÃO E EMPREENDEDORISMO NAS REGIÕES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: uma análise a partir do Censo 2010

Cabo Verde Perfil do país EPT 2014

Maio São Paulo. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE

OBJETIVOS/METAS EDUCATIVAS A ATINGIR DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS/METAS EDUCATIVAS DA ESCOLA

ANÁLISE DE INDICADORES SÓCIO- ECONÔMICOS DO ESTADO DO TOCANTINS

PENSE Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

PERSISTÊNCIA DO PODER POLÍTICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: O CASO DA TRANSIÇÃO DE REGIME NO BRASIL

DESAFIOS PARA GARANTIR O TRABALHO DECENTE PARA OS/AS JOVENS, COM ESPECIAL ATENÇÃO ÀS QUESTÕES DE GÊNERO E RAÇA

Linha do Tempo. Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica

Mapa da Violência 2012: Os Novos Padrões da Violência Homicida no Brasil. Consolidação dos Dados da Violência Homicida por Unidade Federada

Boletim Econômico Edição nº 52 dezembro de Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

PRODUTIVIDADE DO TRABALHO Fevereiro de 2014

OBSERVATÓRIO DO TRABALHO DE DIADEMA

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 526, DE 2009

ARQUITETURA E URBANISMO

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DE VISEU CURSO DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO ECONOMIA II Exercícios - nº /01

Cesta Básica. Boletim Junho

INDICADORES DE AVALIAÇÃO E QUALIDADE DA EDUCAÇÃO SUPERIOR

A Organização Federativa da Educação Brasileira e o Desafio da Equidade. Formatvorlage des Untertitelmasters Manuel Palácios durch Klicken bearbeiten

Aumento de 2,69% no custo do cesto básico de produtos em fevereiro de 2016 em Chapecó

ESTRUTURAS ETÁRIAS DA POPULAÇÃO DO BRASIL E DOS ESTADOS BRASILEIROS

ipea 1 Introdução NOTA TÉCNICA Sergei Soares* 1

Trabalho 001- Estratégias oficiais de reorientação da formação profissional em saúde: contribuições ao debate. 1.Introdução

Maio Belo Horizonte. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE

CESTA BÁSICA do Município de Catalão-GO

INCLUSÃO NO ENSINO DE FÍSICA: ACÚSTICA PARA SURDOS

Análise Econômico-Financeira

REGIONALIZAÇÕES MUNDIAIS

SISTEMÁTICA DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

PESQUISA CNI-IBOPE METODOLOGIA

Transcrição:

Já existe certo consenso de que um dos grandes obstáculos para o crescimento da economia brasileira é a capacitação dos nossos trabalhadores, sendo que boa parte desse processo ocorre nas escolas e universidades. Desse modo, prestar atenção na qualidade do ensino é um dos pontos centrais em políticas econômicas e sociais que vislumbrem o progresso da sociedade. Testes internacionais, como o Programme for International Student Assessment (PISA), mostram que a qualidade do ensino brasileiro é lastimável. Por exemplo, considerando os dados do PISA, em 2003, a proporção de estudantes brasileiros que estavam na oitava série e que obtiveram um desempenho igual ou acima dos países do OCDE foi de 22,9%, em matemática, e 9,9%, em leitura. Em relação ao Uruguai, apenas 25,31% dos estudantes brasileiros tiveram desempenho igual ou superior a média dos estudantes desse país em leitura, enquanto que, em matemática, a porcentagem foi de 41,51%. O país conseguiu realizar um grande progresso no que concerne à expansão do ensino fundamental, médio e superior, mas tem patinado na melhora de sua qualidade. Alguns indicadores foram desenvolvidos no país para avaliar a qualidade escolar e isso também é um passo muito importante para melhora da qualidade nos diferentes níveis de ensino, pois evidencia em quais escolas e regiões os problemas são maiores e que, desse modo, precisam de maior atenção. Um que é muito utilizado é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que foi criado em 2007, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), formulado para medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB), que serve de base para a construção do Ideb, foi montado de tal forma que ele pode ser comparado ao PISA, sendo que este é aplicado em vários países, embora o PISA seja realizado apenas para alunos com 15 anos de idade. Na Tabela 1 estão os valores do Ideb para o Brasil, sendo eles apresentados para o total (média) e separados por dependência administrativa (pública, estadual, municipal e privada), considerando o período 2005-2013. Vale ressaltar que os índices são comparáveis intertemporalmente e entre os diferentes níveis avaliados, além do fato de que ele varia em uma escala de zero a dez pontos, sendo que os países da OCDE possuíam, em 2003, valores em torno de seis (6). Pelos valores apresentados do índice, na Tabela 1, percebe-se uma expressiva evolução nos anos iniciais do ensino fundamental. Cabe ressaltar que os diferentes níveis de ensino começaram em patamar semelhante, em 2005, mas com patamares muito distintos, em 2013. Os dados também mostram a grande dificuldade de evolução da qualidade nos anos finais do ensino fundamental e, sobretudo, no ensino médio. Portanto, o foco das políticas públicas das diferentes esferas de governo deve estar nesses dois níveis de ensino. ¹ O Ideb é calculado a partir de dois componentes: a taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo Inep. Os índices de aprovação são obtidos a partir do Censo Escolar, realizado anualmente. As médias de desempenho utilizadas são as da Prova Brasil, para escolas e municípios, e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), para os estados e o País, realizados a cada dois anos. 1

Cenário semelhante também ocorre nas escolas privadas que, apesar do patamar mais elevado, praticamente não apresentaram melhora nos dois últimos níveis de ensino (últimos anos do fundamental e médio). De qualquer forma, o diferencial de qualidade entre as escolas públicas e privadas é evidente, mesmo quando se olha apenas para os dados de 2013, independentemente do nível de ensino. Tabela 1 Índice de Desenvolvimento da Educação Básica para o Brasil IDEB Observado Brasil Anos iniciais do ensino fundamental Anos finais do ensino fundamental Ensino médio 2005 2007 2009 2011 2013 2005 2007 2009 2011 2013 2005 2007 2009 2011 2013 Total 3.8 4.2 4.6 5.0 3.5 3.8 4.0 4.1 4.2 3.4 3.5 3.6 3.7 3.7 Dependência Administrativa Pública 3.6 4.0 4.4 4.7 3.2 3.5 3.7 3.9 4.0 3.1 3.2 3.4 3.4 3.4 Estadual 3.9 4.3 4.9 5.1 3.3 3.6 3.8 3.9 4.0 3.0 3.2 3.4 3.4 3.4 Municipal 3.4 4.0 4.4 4.7 4.9 3.1 3.4 3.6 3.8 3.8 - - - - - Privada 5.9 6.0 6.4 6.5 6.7 5.8 5.8 5.9 6.0 5.9 5.6 5.6 5.6 5.7 5.4 Esse diferencial de qualidade entre escolas públicas e privadas tem levado a uma crescente busca das famílias por esse tipo de sistema de ensino, como fica evidente na Figura 1. Apesar do crescimento na proporção dos filhos em escola privada não ser muito intenso, com 15% de elevação entre 2001 e 2012 (de 18,2% para 21%), é importante lembrar que o valor médio da mensalidade escolar é muito elevado para a maioria das famílias brasileiras. 82,0 81,5 81,0 80,5 80,0 79,5 79,0 78,5 Figura 1 Evolução da proporção do tipo de escola dos filhos (%) 21,5 20,5 19,5 18,5 17,5 Pública Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) Privada 2

A Tabela 2 apresenta os dados do Ideb por região do país para os anos iniciais do ensino fundamental. Analisando os dados entre 2005 e 2013, percebe-se que ocorreu uma expressiva evolução em todas as regiões, mas com um grande diferencial entre o desempenho médio dos estudantes do norte e nordeste em relação àqueles do sul, sudeste e centro-oeste, mesmo com a redução relativa da defasagem ao longo dos anos. Dessa forma, os resultados mostram, pelo menos em parte, porque as três últimas regiões citadas são mais desenvolvidas economicamente. Além da melhor qualidade média, elas possuem uma população com maior escolaridade média (dados não apresentados no presente boletim), sendo que trabalhadores mais capacitados são essenciais para atrair empresas mais avançadas tecnologicamente, aumentar a produtividade do trabalho nos diferentes ramos de atividade, além de ser um insumo fundamental no processo de inovação tecnológica. Pelos dados da Tabela 2, nota-se, ainda, que os valores dos índices do estado de São Paulo puxam a média para cima da região sudeste, sobretudo no desempenho das escolas privadas. Tabela 2 Ideb para as regiões do Brasil anos iniciais do ensino fundamental IDEB observado - anos iniciais do ensino fundamental (2005 e 2013) Total Pública Estadual Privada 2005 2013 2005 2013 2005 2013 2005 2013 Norte 3.0 4.3 2.9 4.3 3.2 4.7 5.5 6.1 Nordeste 2.9 4.3 2.7 4.1 2.9 4.1 5.4 6.2 Sudeste 4.6 5.9 4.4 5.6 4.5 5.9 6.3 6.9 Sul 4.4 5.8 4.3 5.6 4.2 5.6 6.2 7.2 Centro-Oeste 4.0 5.5 3.8 5.3 3.9 5.4 5.9 6.8 São Paulo 4.7 6.1 4.5 5.8 4.5 5.7 6.5 7.3 Os dados apresentados na Tabela 3 são semelhantes àqueles da tabela anterior, mas os índices são para os anos finais do ensino fundamental. Nota-se, uma defasagem importante das regiões norte e nordeste do país em relação às demais, embora menor do que a defasagem apresentada nos primeiros anos do ensino fundamental. Outro ponto importante, nos dados apresentados na Tabela 3, é que a evolução do Ideb foi menos expressiva em relação aos iniciais do ensino fundamental, em especial para os alunos da rede privada. A região que se destaca em termos de evolução do Ideb para os anos finais do ensino fundamental, entre 2005 e 2013, é o centro-oeste brasileiro, que estava atrás das regiões sul e sudeste, em 2005, passando para níveis similares, em 2013 (Tabela 3). 3

Tabela 3 Ideb para as regiões do Brasil anos finais do ensino fundamental IDEB observado - anos finais do ensino fundamental (2005 e 2013) Total Pública Estadual Privada 2005 2013 2005 2013 2005 2013 2005 2013 Norte 3.2 3.8 3.0 3.6 3.1 3.6 5.4 5.5 Nordeste 2.9 3.7 2.6 3.4 2.6 3.3 5.3 5.6 Sudeste 3.9 4.6 3.6 4.3 3.6 4.4 6.1 6.1 Sul 3.8 4.3 3.6 4.1 3.5 4.0 6.1 6.3 Centro-Oeste 3.4 4.5 3.2 4.2 3.1 4.2 5.5 5.9 São Paulo 4.2 4.7 3.8 4.4 3.8 4.4 6.3 6.3 No ensino médio, com os dados apresentados na Tabela 4, nota-se uma evolução muito sutil, no período analisado, sendo que ela foi positiva devido ao avanço no ensino público. Os dados ainda mostram que o desempenho no Ideb dos alunos das escolas particulares ficou estagnado ou apresentou decréscimo, entre 2005 e 2013. Esse fenômeno decorre, em parte, da entrada de alunos menos preparados, que frequentavam o ensino público anteriormente, conforme evidências apresentadas na Figura 1. No entanto, o foco para que o processo de melhora nesse nível de ensino ocorra, é fundamental para que pessoas mais preparadas possam ingressar no mercado de trabalho ou estejam preparadas para galgar níveis mais elevados de ensino. Dessa forma, é importante focar na melhora do ensino médio público e privado para ultrapassar essa estagnação na qualidade, conforme medida pelo Ideb. Outras questões importantes, mas não abordadas no presente boletim, referemse à necessidade de maior profissionalização do ensino médio como meio de qualificação da mão de obra e de análise e mudança do currículo desse nível de ensino. Tabela 4 IDEB para as regiões do Brasil ensino médio IDEB observado - ensino médio (2005 e 2013) Total Estadual Privada 2005 2013 2005 2013 2005 2013 Norte 2.9 3.1 2.7 3.0 5.0 5.0 Nordeste 3.0 3.3 2.7 3.0 5.2 5.2 Sudeste 3.6 3.9 3.2 3.6 5.7 5.4 Sul 3.7 3.9 3.4 3.6 5.9 5.7 Centro-Oeste 3.3 3.6 2.9 3.3 5.7 5.6 São Paulo 3.6 4.1 3.3 3.7 5.8 5.6 4

Na Tabela 5, estão os resultados do Ideb para municípios selecionados. Olhando para os dados das escolas públicas, nos anos iniciais do ensino fundamental, percebe-se que os resultados alcançados por estes são semelhantes ou superiores aos ocorridos no estado de São Paulo (4.5, em 2005, e 5.8, em 2013). No entanto, a evolução desses municípios não é tão expressiva. Municípios que se destacam na evolução do Ideb, entre 2005 e 2013, são Franca, São Carlos, São José do Rio Preto, Sertãozinho e Uberlândia. Ribeirão Preto obteve uma fraca evolução relativa, ficando atrás da média do estado de São Paulo, em 2013. Analisando os resultados no Ideb nos anos finais do ensino fundamental das escolas públicas, verifica-se um padrão semelhante aos dos anos iniciais do mesmo nível de ensino: os resultados dos municípios selecionados tendem a ficar próximo ou acima da média do estado de São Paulo (3.8, em 2005, e 4.4, em 2013). Tabela 5 Ideb para municípios selecionados Adicionalmente, a evolução desses municípios foi, em geral, menor do que aquela obtida pelo estado, sendo que os municípios que se destacaram na evolução e no desempenho de 2013 são Barretos, São Carlos, Sertãozinho e Uberlândia. Ribeirão Preto, novamente obteve uma fraca evolução, ficando abaixo do desempenho estadual, em 2013. Desse modo, considerando esses resultados municipais e regionais, alguns municípios de sucesso na melhora do ensino público são: São Carlos, Sertãozinho e Uberlândia, sendo importante verificar os elementos que levaram a evolução favorável dos mesmos. Por outro lado, Ribeirão Preto é um caso de fracasso relativo ao iniciar melhor do que a média do estado, em 2013, obtendo desempenho inferior, em 2013, nos dois níveis do ensino fundamental. Ideb observado ensino fundamental Estadual Municipal Pública Anos iniciais Anos finais Anos iniciais Anos finais Anos iniciais Anos finais Município 2005 2013 2005 2013 2005 2013 2005 2013 2005 2013 2005 2013 ARARAQUARA 5.5 6.3 4.8 4.6 5.0 5.7 *** 4.4 5.3 6.0 4.8 4.5 BARRETOS 4.7 *** 4.2 4.9 4.8 5.9 *** 4.5 4.8 5.9 4.2 4.9 BEBEDOURO 4.9 *** 4.2 4.5 4.9 5.7 *** 3.8 4.9 5.7 4.2 4.4 CAMPINAS 5.0 5.6 4.1 4.5 *** 5.6 *** 4.2 5.0 5.7 4.1 4.4 FRANCA 5.4 6.5 4.8 4.8 *** 6.2 *** *** 5.3 6.4 4.8 4.8 JABOTICABAL 4.5 *** 4.0 4.5 5.1 5.9 3.9 4.5 4.7 5.9 4.0 4.5 RIBEIRAO PRETO 4.7 5.3 3.9 4.1 4.6 6.1 4.1 4.6 4.7 5.7 4.0 4.2 SAO CARLOS 5.4 6.5 4.3 5.0 4.7 6.2 4.5 5.2 5.1 6.3 4.3 5.1 SAO PAULO 4.6 5.6 3.8 4.1 4.1 *** 4.1 4.4 4.3 *** 3.9 4.2 SAO JOSE DO RIO PRETO 4.9 6.8 4.4 4.9 5.2 6.3 3.3 4.0 5.1 6.3 4.3 4.8 SERTAOZINHO *** *** 4.2 4.8 4.9 6.4 4.5 5.5 4.9 6.4 4.4 5.1 VOTUPORANGA *** *** 4.3 4.6 6.0 6.4 *** *** 6.0 6.4 4.3 4.6 UBERLANDIA 4.8 6.4 3.8 5.0 4.2 5.7 3.4 4.1 4.5 6.0 3.6 4.6 5