Capítulo 8: Conclusão. Capítulo 8: Conclusão



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Transcrição:

Capítulo 8: Conclusão Capítulo 1: Introdução Capítulo 2: Conceitos Básicos Capítulo 3: Qualidade de Produto (ISO9126) Capítulo 4: ISO9001 e ISO9000-3 Capítulo 5: CMM Capítulo 6: PSP Capítulo 7: SPICE Capítulo 8: Conclusão INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-1

Evolução da qualidade de software Funcionalidade: no início da indústria de computadores a maior parte da inteligência do sistema estava no hardware com o crescimento da programabilidade dos sistemas a preocupação principal quanto ao software estava centrada na sua funcionalidade até que ponto o software poderia substituir de maneira efetiva a funcionalidade do hardware? INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-2

Evolução da qualidade de software Confiabilidade: funcionalidade: OK com a disseminação da aplicação de sistemas computacionais às mais diversas áreas da indústria, o requisito de qualidade intrínseca, confiabilidade, passou a ser importante até que ponto era possível confiar em uma aplicação baseada fortemente em software? INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-3

Evolução da qualidade de software Foco no produto: funcionalidade e confiabilidade: OK indústria e os consumidores passaram a procurar outros atributos de qualidade do software outros atributos de produto de software: usabilidade, manutenibilidade consolidados na norma ISO 9126 INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-4

Evolução da qualidade de software Foco no cliente, processos e TQM: funcionalidade, confiabilidade e produto: OK aparecimento da disciplina da Qualidade Total preocupações passaram a considerar também a qualidade dos processos, além do produto normas da família ISO 9000 consolidaram este enfoque ISO 9000-3: interpretação para o setor de software INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-5

Evolução da qualidade de software Maturidade de Processo e Capabilidade: funcionalidade, confiabilidade, produto e processo: OK começaram a aparecer modelos concebidos especificamente para software, centrados nos conceitos de maturidade de processos e capabilidade dos processos de software neste texto: dois dos mais importantes modelos nesta área, o CMM e o SPICE PSP: derivado do CMM para o nível pessoal INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-6

Outros modelos: Bootstrap Desenvolvido originalmente pelo Projeto ESPRIT europeu Incorpora conceitos dos modelos CMM, ISO 9000 e de padrões da Agência Espacial Européia Informações adicionais podem ser encontradas em [Koch 93] e nos endereços da internet: http://www.bootstrap-institute.com/ http://www.cordis.lu/esprit/src/results/res_area/st/s t2.htm INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-7

Outros modelos: Trillium Desenvolvido pela Bell Canada [Trillium 92] em parceria com a Bell Northern Research e Northern Telecom com o objetivo de avaliar o desenvolvimento de produtos e capacidade de produção de fornecedores de produtos para telecomunicações Pode ser usado também para melhoria de processos Inclui orientações para a sua implementação e referências cruzadas com outros modelos como o CMM, no qual foi baseado Documento de descrição do Trillium (ftp): http://ricis.cl.uh.edu/process_maturity/download.html http://www.bell.ca/eng/products/biz/trillium.pdf INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-8

Outros modelos: Malcolm Baldrige, PNQ Os prêmios da qualidade Gestão estratégica Envolvem: resultados financeiros recursos humanos relações com a comunidade INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-9

Evolução dos modelos VIII CBQP INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-10

Os modelos da qualidade e a indústria Modelos surgiram e foram elaboradas por: orgãos governamentais, universidades, institutos de pesquisa, orgãos normativos e mesmo nas empresas Até que ponto a evolução das práticas de qualidade de software está realmente arraigada na indústria? Concorrência e o crescente nível de exigência do mercado consumidor: desafios cada vez maiores para os produtores Hoje, também na indústria de software: a qualidade é pré-condição, deixou de ser diferencial competitivo Empresa de software com pretensões de ser bem sucedida: não pode desprezar estas técnicas INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-11

Benefícios Algumas empresas têm adotado programas de qualidade com o mero objetivo de projetar uma imagem positiva junto aos clientes Verdade porém: visão limitada do potencial de retorno A simples adoção de uma postura focalizada no cliente já traz grandes benefícios em todo o ciclo de produção, desde o planejamento estratégico, marketing, até o desenvolvimento do produto e o fornecimento dos serviços de pós-venda Outros benefícios: redução de custos e prazos e melhoria da competitividade em termos gerais INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-12

Adequação: Para escolher um modelo: comparação o modelo tem aplicação no tipo de negócio em questão? é de aplicação geral ou específica? Estabilidade e estado da prática: tem um número razoável de usuários? está estabelecido ou está em desenvolvimento? Suporte: existe auxílio disponível e experimentado no mercado para serviços de treinamento e consultoria? Custo: é de propriedade de alguma empresa? quais são os custos associados à sua aplicação? INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-13

Para escolher um modelo: tipo da empresa Tamanho da organização Objetivos do negócio Tipo e escala de produção, Produto de prateleira (COTS Commercial off-the-shelf) ou de desenvolvimento contratado? Tipo de mercado alvo e cliente Fatores críticos para o desenvolvimento: qualidade intrínseca, custo ou prazo? desafios técnicos significativos? INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-14

Para escolher um modelo: tipo do produto Tamanho e complexidade do software Tamanho da equipe de desenvolvimento Domínio da aplicação: aplicação de tempo real, controle, missão crítica, software para entretenimento e educação ex: preocupações com confiabilidade serão muito mais severas em aplicações de missão crítica do que em software para entretenimento INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-15

Usar um, muitos ou nenhum modelo? Todos os modelos descritos e disponíveis na literatura são muito semelhantes Duas posturas extremamente negativas ao se escolher um modelo: paralisia devido à indefinição sobre qual é o melhor modelo falta de constância na implementação de programas de qualidade, com mudanças frequentes de linhas de ação O importante é escolher um modelo, com os devidos cuidados e aplicá-lo com determinação e firmeza de propósitos Por que um modelo é melhor do que nenhum? Todos os modelos são errados, alguns são úteis INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-16

Publicações e referências Livros: [Zahran 98]: livro recente sobre melhoria de processos de software [Bohem 81]: livro clássico em vários conceitos de gestão de desenvolvimento de software Periódicos: IEEE Software, ASQC Quality Progress, Software Quality Journal, Communications of the ACM., IEEE Transactions on Software Engineering. INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-17

Publicações e referências Conferências: SEPG Conference, International Conference on Software Engineering, Simpósio Brasileiro de Engenharia de Software (SBES), Workshop em Qualidade de Software, Conferência Internacional em Tecnologia de Software (CITS) Internet: http://softeng.cs.mcgill.ca/, Software Process Newsletter (periódico online sobre melhoria de processos). http://www.sei.cmu.edu/, site do SEI INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-18

Conclusão do it do it right do it right now Jimmy Connors INF310 - Modelos de Qualidade de SW - Mario L. Côrtes - 1998 Conclusão 8-19