Aula Prática Provas de Função Pulmonar Nataniel Gonçalves Rosa 5 de Novembro de 2014 Engenharia Biomédica Ventilação pulmonar Renovação do ar contido nos pulmões de modo espontâneo e por acção dos músculos respiratórios. Ventilação pulmonar (12-15 rpm) = Inspiração (entrada do ar) + (saída do ar) 2 1
Ciclo respiratório Espaço P atm =760 mmhg P pleural intrapulm =760-3mmHg P intrapleural =760-6mmHg Entrada de ar INSPIRAÇÃO P atm =760 mmhg P intrapulm =760mmHg P intrapleural =760-4mmHg (b) Diafragma contrai-se, volume torácico aumenta Espaço pleural (Lateral, vertical, anterior//) Diafragma (a) Em REPOUSO, diafragma relaxado EXPIRAÇÃO P atm =760 mmhg P intrapulm =760+3mmHg P intrapleural =760-4mmHg Saída de ar (c) Diafragma relaxa, volume torácico diminui 3 Como determinar os volumes e fluxos pulmonares? ESPIROMETRIA spirare = respirar + metrum = medida 4 2
Volume pulmonar (ml) 05/11/2014 Espirometria Prova de Função Pulmonar ou Prova Ventilatória regista a velocidade e a volume de ar que um indivíduo é capaz de inspirar e expirar Bocal Tambor flutuante Ar Tambor de registo Água 5 o volume de ar inspirado ou expirado em cada respiração normal 6000 Inspiração ~ 500mL VC Inspiração 0 Tempo 3
Volume pulmonar (ml) Volume pulmonar (ml) 05/11/2014 reserva inspiratório volume extra de ar que pode ser inspirado, além do volume corrente normal 6000 Inspiração máxima reserva inspiratório VRE VC VRI Inspiração máxima 0 Tempo reserva expiratório volume de ar que ainda pode ser expirado, pela expiração forçada, após o término da expiração corrente normal 6000 Inspiração máxima reserva inspiratório Inspiração Máxima VRE VC VRI reserva expiratório voluntária máxima 0 Tempo 4
Volume pulmonar (ml) Volume pulmonar (ml) 05/11/2014 Volume residual volume de ar que ainda permanece no pulmão após uma expiração forçada 6000 Inspiração máxima Espaço morto reserva inspiratório Inspiração VR VRE VC VRI reserva expiratório Volume residual voluntária máxima 0 Tempo inspiratória volume máximo que pode ser inspirado a partir da posição expiratória de repouso = volume corrente + volume de reserva inspiratório Inspiração máxima inspiratória reserva inspiratório Inspiração reserva expiratório Volume residual voluntária máxima Tempo 5
Volume pulmonar (ml) Volume pulmonar (ml) 05/11/2014 residual funcional ar contido nas vias aéreas no fim de uma expiração normal. = volume de reserva expiratório + volume residual Inspiração máxima inspiratória reserva inspiratório Inspiração residual funcional reserva expiratório Volume residual voluntária máxima Tempo vital volume que é possível expulsar durante uma expiração forçada consecutiva a inspiração máxima = volume corrente + volume de reserva inspiratório + volume de reserva expiratório Inspiração máxima vital inspiratória reserva inspiratório Inspiração residual funcional reserva expiratório Volume residual voluntária máxima Tempo 6
Volume (L) Volume pulmonar (ml) 05/11/2014 pulmonar total volume máximo a que os pulmões podem ser expandidos com o maior esforço respiratório possível = capacidade vital + volume residual Inspiração máxima vital inspiratória reserva inspiratório Inspiração pulmonar total residual funcional reserva expiratório Volume residual Volume residual voluntária máxima Tempo VEF1 e VEF1/CVF Volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1): O volume de ar expirado no primeiro segundo da expiração vital forçada (CVF): O volume total de ar que pode ser forçadamente expirado numa respiração Relação VEF1/CVF: A fracção de ar expirado no primeiro segundo relativo ao volume total expirado 5 4 3 2 1 CVF VEF1 = 4L CVF = 5L VEF1/CVF = 0,8 Índice de Tiffeneau 1 2 3 4 5 6 Tempo (s) 7
Curva Fluxo-Volume Fluxo expiratório máximo (PFE) Fluxo expiratório L/seg Fluxo inspiratório L/seg CPT CVF VR Volume (L) Ventilação Voluntária Máxima volume máximo de ar ventilado em um período de tempo por repetidas manobras respiratórias forçadas. 16 8
Factores que influenciam valores espirométricos 1. Sexo 2. Estatura 6. Altitude 3. Idade 5. Peso 4. Raça 17 Volumes pulmonares por género Volume reserva inspiratório (VRI) Homem Mulher 3000 1900 (VC) 500 500 Volume reserva expiratório (VRE) 1100 700 Volume residual (VR) 1200 1100 Pulmonar Total (CPT) 5800 ml 4200 ml 18 9
Volumes pulmonares por raça Em média os valores da CPT são de 12% menores em afrodescendentes 6% menores em asiáticos do que nos observados em caucasianos Harrison's Principles of Internal Medicine, 18th Ed 19 Atletas Pulmonar Total Vital Volume residual residual funcional Ventilação voluntária máxima difusão pulmonar Pyörälä et al (2009). Pulmonary function in former endurance athletes. Acta Medica Scandinavica. Volume 183, Issue 1-6, pages 263 273, January/December 1968 20 10
Correlações clínicas Fibrose pulmonar Obesidade Miastenia gravis Asma Doença pulmonar obstrutiva crónica 21 Fibrose pulmonar (padrão restritivo) 22 11
Asma (padrão obstrutivo) 23 Doença pulmonar obstrutiva crónica DPOC (padrão obstrutivo) Enfisema Bronquite crónica 24 12
Correlações clínicas pulmonar total Residual Funcional Volume residual Vital Forçada Fibrose Pulmonar Doenças Restritivas Obesidade moderada Miastenia gravis (fraqueza muscular) Asma aguda Doenças Obstrutivas Enfisema grave 60% 95% 75% 100% 130% 60% 65% 100% 104% 220% 60% 100% 120% 120% 310% 60% 92% 60% 90% 60% VEF1 75% 92% 60% 35% (prébroncodil) 75% (pósbroncodil) 35% (pré-broncodil) 38% (pós-broncodil) Harrison's Principles of Internal Medicine, 18th Ed 25 Correlações clínicas (Padrões espirométricos anormais) Ascenção lenta, volume expirado reduzido; tempo prolongado para expiração total Ascenção rápida para plateau com volume máximo reduzido 26 13
Curva Fluxo-Volume 27 Como calcular o Volume Residual? Mantendo a temperatura constante, a Pressão e o um gás num sistema estão inversamente relacionados P 1 V 1 = P 2 V 2 Lei de Boyle-Mariotte V1 = 1,0L P1 = 100 mmhg V2 = 0,5L P2 = 200 mmhg 28 14
Pletismografia Outras alternativas: Método de diluição com gases inertes (Hélio) Método de washout de azoto 29 Provas de Função Pulmonar EXERCÍCIOS 15
Organização dos grupos 31 EXERCÍCIO PRÁTICO 1 Pico de fluxo expiratório máximo 32 16
Pico de fluxo expiratório máximo 1. Colocar o marcador a zero; 2. Segurar no aparelho horizontalmente, tomando o cuidado para que seus dedos não bloqueiem a saída de ar; 3. Colocar a boca firmemente ao redor do bocal de plástico, tendo a certeza de que não haja escape de ar; 4. Solicitar que o indivíduo realize uma inspiração máxima seguida de expiração forçada máxima (tão forte e o mais rápido que puder) através do bocal. 5. Realizar três medidas de pico de fluxo expiratório máximo; 6. A maior medida é selecionada para o resultado. Resultado é comparado com a tabela padrão. 33 Pico de fluxo expiratório máximo Tabela 1 -Valores de Pico de Fluxo Expiratório (l/min) para população normal Idade HOMENS Estatura (cm) (anos) 155 160 165 170 175 180 20 564 583 601 620 639 657 25 553 571 589 608 626 644 30 541 559 577 594 612 630 35 530 547 565 582 599 617 40 518 535 552 569 586 603 45 507 523 540 557 573 576 50 494 511 527 543 560 563 55 483 499 515 531 547 563 60 471 486 502 518 533 549 65 460 475 490 505 520 536 70 448 462 477 492 507 521 Idade MULHERES Estatura (cm) (anos) 145 150 155 160 165 170 20 405 418 431 445 459 473 25 399 412 426 440 453 467 30 394 407 421 434 447 461 35 389 402 415 428 442 455 40 383 396 409 422 435 448 45 378 391 404 417 430 442 50 373 386 398 411 423 436 55 368 380 393 405 418 430 60 363 375 387 399 411 424 65 358 370 382 394 406 418 70 352 364 376 388 399 411 *Leiner, CG et al. Expiratory peak flow rate. Standard values for normal subjects. Use a clinical test of ventilatory function. Am Rev Respir Dis 1963; 88: 644. 34 17
EXERCÍCIO PRÁTICO 2 35 EXERCÍCIO PRÁTICO 3 Taxas de Fluxo Pulmonares Volume expiratório forçado (FEV1,2,3) Ventilação voluntária máxima (MVV) 36 18