NEEJA- NÚCLEO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS-CULTURA POPULAR, CONSTRUÍNDO UM MUNDO NOVO. APOSTILA DE HISTÓRIA MÓDULO 07 PROFESSORAS: IVONE VENDRUSCULO SANDRA MÁRCIA CASSOL SCHERER
1. Conceito de História: INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS HISTÓRICOS - História é a ciência que estuda a mudança. - História é vida, é movimento, é transformação. - a História estuda a vida humana através do tempo: estuda o que os homens fizeram, pensaram ou sentiram enquanto seres sociais. - Processo de transformação onde todos os homens são agentes das constantes mudanças que ocorrem: processo histórico. 2. O Termo História: - Os gregos foram os primeiros a utilizá-lo: histor, originalmente, significava aquele que apreende pelo olhar, aquele que sabe, o testemunho, aquele que testemunhou com seus próprios olhos os acontecimentos. - História ( his + oren ) significava apreender pelo olhar aquilo que se sucede dinamicamente, ou seja, testemunhar os acontecimentos, a realidade. - por influência de Heródoto, que deu o título de Histórias ao resultado de suas pesquisas acerca das Guerras Médicas, o termo assumiu o sentido particular de busca do conhecimento das coisas humanas, do saber histórico. - História passou a significar a busca, a pesquisa e também os resultados compilados na obra histórica. 3. Sentidos da palavra história: - realidade histórica: conjunto dos fenômenos pelos quais se manifestou, se manifesta ou se manifestará a vida da humanidade Òua realidade objetiva do movimento do mundo e das coisas. - conhecimento histórico: a observação subjetiva da realidade pelo historiador. - obra histórica: o registro da observação da realidade feita pelo historiador num relato escrito. 4. O Agente da História: - O Homem é o agentefazedor da História 5. Cultura: - Cultura é a maneira de manifestar vida de um grupo humano. - é o conjunto das diversas formas naturais e espirituais com que os indivíduos de um grupo convivem, nas quais atuam e se comunicam e cuja experiência coletiva pode ser transmitida através de vias simbólicas para a geração seguinte. - o Homem produz cultura: produz objetos e ideias de acordo com suas necessidades de sobrevivência.
6. Fontes Históricas: + vestígios (documento) que permitem a reconstituição do passado. - arqueológicos: restos de animais, utensílios, fósseis, ruínas de templos, palácios e túmulos, esculturas, pinturas, cerâmicas, moedas, medalhas, armas, etc. - escritos: códigos, decretos, tratados, constituições, leis, editais, relatórios, registros civis, memórias, crônicas, etc. - orais: tradições, lendas, mitos, fábulas, narrações poéticas, canções populares, etc.] 7. Fato Histórico: - o fato histórico é o objeto de estudo da História. - é singular, irreversível e de repercussão social. 8. Ciências Auxiliares da História: - Economia: estuda os meios de produção, distribuição, consumo e circulação da riqueza. - Sociologia: estuda o homem em sociedade. - Geografia: estuda a superfície da terra no seu aspecto físico e humano. - Antropologia: estuda o homem no aspecto biológico e cultural. - Arqueologia: estuda as culturas extintas. - Paleontologia: estuda os fósseis. - Cronologia: localização dos fatos no tempo. - Paleografia: escritos antigos em materiais leves. - Epígrafia: escritos antigos em materiais pesados. - Heráldica: brasões, escudos e insígnias. - Numismática: moedas. AS SOCIEDADES PRIMITIVAS Para estudar a Pré-História de uma maneira mais organizada, muitos especialistas no período dividiram-na em partes. Um dos mais conhecidos é o proposto por John Lubbock, banqueiro vitoriano inglês e amigo de Charles Darwin. Lubbock dividiu a era antiga em dois segmentos, batizando-os com os termos Paleolítico e Neolítico.. Paleolítico foi denominado como o período da Pré-História em que as sociedades eram baseadas nas ações de coletores e caçadores. Assim, tudo dependia da caça de animais e da coleta de raízes, frutos e grãos para matar a fome das populações primitivas. A origem do termo Paleolítico vem do grego paleo, que significa velho e lítico, o mesmo que pedra. Ou seja, velha idade da pedra. Esta parte da Pré-História (Paleolítico), domina aproximadamente 99% do tempo em que as sociedades humanas existem. Nela, surgem os primeiros hominídeos e foram feitas as primeiras ferramentas: com utilização de chifres, madeira, entre outros materiais. Quando o alimento acabava, as populações iam para outras regiões, isso denominava-os nômades, povos que deslocam-se de uma região à outra de acordo com suas necessidades. Mas, com o passar o tempo, as ferramentas foram sendo aprimoradas. A pedra, antes lascada, torna-se polida. Assim a Pré-História entra no período do Neolítico, A Idade da Pedra Polida. Neste período começam a se desenvolver a criação de animais e as primeiras formas de agricultura. Fora isso, a nova idade da pedra era marcada pela vida sedentária, pois, as populações, ao dominarem a agricultura e a pecuária, puderam fixar-se por mais tempo nas regiões.
Para muitos historiadores, o Neolítico não aconteceu em todas as partes do mundo ao mesmo tempo. Na opinião deles, houve diferentes períodos e regiões onde o Neolítico entrou em vigor. Os cálculos indicam que o início foi em 8.000 a.c no Oriente Próximo, região compreendida entre a Mesopotâmia, o Egito e demais áreas habitadas pelos hebreus (atual Oriente Médio). Já na América Central, o Neolítico teria iniciado em 2.500 a.c. A agricultura do período era baseada no cultivo de diversos alimentos: arroz, batata, mandioca, milho, cevada, centeio, trigo, entre muitos outros. A pecuária domesticava cavalos, porcos, bois, cabras e carneiros. Com o domínio destes dois processos, a população teve um crescimento considerável no Neolítico, porém, apesar do desenvolvimento de itens manuais e domínio natureza, o período também foi marcado por muitas pestes e epidemias. Outras inovações do Neolítico foram a criação da cerâmica, tecelagem, metalurgia e construção de muralhas, templos, armazéns para a conservação de alimentos, entre outros. O ANTIGO ORIENTE PRÓXIMO Oriente Próximo ou Próximo Oriente é o nome de uma região geográfica que abrange diferentes países do sudoeste asiático. O termo foi aplicado originalmente para os Estados dos Bálcãs no Leste Europeu, mas hoje em dia descreve também os países do Sudoeste Asiático entre o Mar Mediterrâneo e o Irã, especialmente em contextos históricos. O termo Oriente Próximo entrou em uso nos anos de 1890. O conceito de Oriente Próximo inclui países distintos dependendo dos profissionais, já que arqueólogos e historiadores têm uma definição, e cientistas políticos, economistas e jornalistas uma outra. O termo é usado por arqueólogos, geógrafos e historiadores, e refere-se à região que engloba a Anatólia, que é a porção asiática da Turquia, o Levante que compreende a Síria, Líbano, Jordânia, Chipre, Israel e territórios Palestinos; Mesopotâmia, que é o Iraque, e a Transcaucásia que engloba Georgia, Armênia e Azerbaijão. Nos contextos políticos e jornalísticos, essa região é normalmente considerada como compreendida no Oriente Médio, enquanto que os termos Oriente Próximo são preferíveis nos contextos arqueológicos, geográficos e históricos. Oriente Próximo e o Surgimento das Primeiras Cidades A história antiga do Oriente Próximo tem graves falhas de documentação, já que não existem muitas fontes escritas. O Oriente Próximo sofreu uma revolução agrícola no período Neolítico, beneficiando os povos da Mesopotâmia, os hebreus, fenícios e persas. A agricultura praticada pelos povos que viviam nas planícies irrigadas por grandes rios (como Tigre e Eufrates) sofreu um grande desenvolvimento, o que influenciou positivamente a economia e potenciou a fundação das primeiras cidades no Oriente Próximo. A descoberta e utilização do bronze constituiu um fator importantíssimo nessa revolução. Um conceito bastante utilizado por arqueólogos, historiadores e egiptólogos é o de "AntigoOriente Próximo" ou "Antigo Oriente", referente à região onde surgiram algumas civilizações que precederam as civilizações clássicas. Essa região é atualmente conhecida como Oriente Médio (Iraque, parte do Irã, parte da Turquia, Síria, Líbano, Israel, Egito). O Antigo Oriente Próximo corresponde a um período que começa na Idade do Bronze e vai até à expansão dos Persas, no Século VI a.c. A SOCIEDADE E OS PRINCIPAIS POVOS Na região mesopotâmica viveram diferentes povos: sumérios, acádios, babilônios, assírios e caldeus, entre outro. Ao longo da história, esses povos confrontaram-se em vários momentos. Grupos nômades e seminômades, da montanhas ou do deserto, Atacavam as populações sedentárias que viviam nos vales e nas planícies, onde havia áreas férteis para plantar e para criar rebanhos.
A Sociedade que Controlou o Nilo EGITO ANTIGO O Egito antigo localizava-se no nordeste da África. O aproveitamento do rio Nilo favoreceu a fixação de grupos humanos nessa região cercada por desertos. Para levar as águas do Nilo as regiões mais distantes de suas margens, os egípcios construíram grandes canais de irrigação. Também ergueram diques e barragens para proteger vilas e casas das inundações mais violentas. Com esse sistema de diques e canais, os egípcios dominaram, em grande medida, as águas do Nilo, conseguindo, assim, plantar e obter colheitas abundantes. Os egípcios eram politeístas, ou seja, adoravam muitos deuses, que simbolizavam forças e fenômenos da natureza. Muitas divindades eram representadas em forma de animal. No período das cheias, as águas do Nilo inundavam as terras de suas margens e depositavam Húmus ( substancia fertilizante que resulta da decomposição de restos vegetais e animais). Quando o rio retornava ao nível normal, o solo que tinha sido inundado estava adequado para o cultivo agrícola. Sociedade - uma visão dos grupos sociais O faraó era o rei supremo do Egito, considerado um deus vivo, responsável pela proteção e prosperidade de seu povo. No entanto, essa crença na condição divina do rei sofreu variações ao longo da história egípcia, ora sendo reforçada, ora enfraquecida. Os egípcios acreditavam na vida após a morte no reino de Osíris. Imaginavam que os mortos seriam julgados por esse deus e poderiam retornar aos seus corpos se fossem absolvidos. Para isso, seus corpos precisariam ser conservados. Desenvolveram, então, a técnica da mumificação. O salvacionismo, a crença na vinda de um messias ou salvador para libertar o povo hebreu. Fenícios: comércio era sua principal atividade econômica. Desenvolveram a maior simplificação da escrita (22 consoantes). Mais tarde os Gregos acrescentaram as vogais e difundiram o alfabeto que usamos hoje. PERSAS: Foi no campo religioso que se deu a contribuição mais original dos Persas. Zoroastro (incessante luta entre o deus do bem e deus do mal) valorizava o livre arbítrio do homem GRECIA: No mais diversos dos setores do saber humano, os gregos deixaram valiosa herança de realizações culturais. Herança que representa uma das estruturas fundamentais da civilização ocidental. Já houve quem afirmasse que nada existe movendo-se em nosso mundo, que não seja grego em sua origem vejamos alguns aspectos dessa cultura: Filosofia e Cultura: formularam as primeiras explicações racionais para a realidade do mundo Literatura: Prosa, poesia, novelas, romance, teatro. Arquitetura e esculturas: Destaque para estatuas humanas Religião e Mitologia: series de Deuses Religião: Politeísmo (vários Deuses) Império romano; Desde 753ª. C., data da fundação de Roma ate o século VI a. c Roma já possuía cerca de 100 mi habitantes. Desde então a evolução politica de Roma dividiu-se três períodos: Monarquia, República e império. Ao atingir o ponto máximo de sua expansão territorial, o Império Romano também encontrou o seu ponto culminante de suas contradições, que iriam, ocasionar o processo de decadência. São muitos as causas que podem ser apontadas para explicar sua decadência. Entre elas destacamos a crise econômica, crise social. ( desigualdade social, o comércio das cidades entro em decadência, tensões, rebeliões, etc).
MESOPOTÂMIA A mesopotâmia abrigou as primeira sociedades conhecidas, por volta do IV milênio antes de Cristo. O nome mesopotâmia, que significa terra entre rios foi atribuído à região pelos antigos gregos, dada a sua localização entre os rios Tigre e Eufrates. Atualmente, na maior parte da área da antiga mesopotâmia localiza-se o Iraque, onde existem mais de 10 mil sítios arqueológicos, fontes de estuo para se conhecer a história dos povos mesopotâmicos. SOCIEDADE FENÍCIA A sociedade fenícia ocupou a região do mediterrâneo oriental por volta do ano 2000 a.c.essa civilização ficou conhecida como a grande navegadora do Mundo Antigo. O território que era ocupado pela sociedade fenícia corresponde hoje ao Líbano e à Síria. Os fenícios eram conhecidos pelas técnicas utilizadas na agricultura e pelo comércio que desenvolviam com os povos egípcios e mesopotâmicos A atividade comercial dessa sociedade se baseava na exploração do cedro, de objetos de metais, de tecidos, cerâmicas, jóias e tinturas As embarcações da sociedade fenícia também chamavam a atenção. Eles construíam barcos para explorarem as regiões costeiras do Mar Mediterrâneo em busca de recursos minerais. Em relação à religião, os fenícios eram considerados adoradores de divindades relacionadas à natureza. Eles acreditavam que os deuses eram responsáveis pela fecundidade do solo e pela abundância de alimentos nas colheitas. Essa civilização ficou conhecida pelos sacrifícios humanos que realizava para homenagear os deuses Baal, Astartéia, Dagon, Ayan e Anat A sociedade fenícia tinha um governo centralizado. Os principais centros de poder eram as cidades de Biblos, Sidon e Tiro. O governo era dominado por comerciantes e aristocratas. A base da população fenícia era composta por marinheiros, artífices, camponeses e escravos. Os fenícios inventaram o Alfabeto Fenício, que serviu como base para o alfabeto grego. A sociedade fenícia entrou em colapso após o ano de 330 a.c, quando o território fenício foi dominado por Alexandre Magno da Macedônia. A SOCIEDADE HEBRAICA A Palestina -A região da Palestina, onde viviam os hebreus, corresponde hoje ao Estado de Israel. O patriarcado: - O patriarca possuía autoridade máxima sobre o povo. Patriarcas: Abraão: conduziu o povo de Ur, na Caldeia, para Canaã (Palestina), a Terra Prometida. Isaac: sucessor de Abraão. Jacó (Israel): conduziu o povo hebreu para o Egito, onde vivia seu filho José. Êxodo: saída dos hebreus de Egito, liderados por Moisés, por volta de 1250 a.c. As Tábuas da Lei: mandamentos para nortear a vida do povo em relação a Javé, segundo a bíblia, recebidos por Moisés no monte Sinai. Os hebreus vagaram 40 anos pelo deserto. Moisés morreu antes de chegar a Palestina. O juizado Governo exercido por lideres militares e políticos. Samuel, o Ultimo juiz, instituiu a monarquia. A monarquia: Rei com poder centralizado. Rei Davi: expandiu o território, unificou as tribos e estabeleceu a capital em Jerusalém. Rei Salomão: durante o seu reinado houve o desenvolvimento do comercio e do artesanato, a construção de festas religiosas:
Sabá: comemoração do sétimo dia da criação. Páscoa: comemoração do Êxodo. Pentecostes: comemoração do recebimento das Tabuas da Lei. Tabernáculos: comemoração da permanência no deserto. Cisma: ocorrido após a morte de Salomão. Separação das tribos hebraicas em dois reinos: Religião: monoteísmo, ou seja, a crença em um único Deus. A palestina é um território estrategicamente localizado pois fica entre a passagem da África para a Ásia. Por ter um grande volume de pessoas passando por ali, seria inevitável o desenrolar do comércio na região, que teve início com a civilização Hebraica. O Hebreus, se organizaram em um primeiro momento no que foi chamado de Período dos Patriarcas, onde eles se organizavam em vários clãs patriarcas. Essa civilização vivia basicamente da criação de gado na região, além de serem responsáveis pela criação e do desenvolvimento do comércio na região. Como toda civilização da antiguidade, a religião era um fator muito importante e ditava as bases da sociedade. Tinham como característica também moralizar a população. A partir disso, obedeciam padrões morais muito rígidos e que estavam diretamente ligados a religião, como evitar o sexo quando jovens e condenavam o homossexualismo; a virgindade também tinha um papel muito importante, valorizavam o casamento monogâmico e o homem só poderia desfrutar do corpo de uma outra mulher se por algum acaso a sua esposa não tivesse a condição de gerar filhos. Sua religião, agora diferente de outros povos antigos, é de cunho monoteísta (um só Deus) e focada na adoração do DeusIaweh, que inclusive designava a liderança governamental dessa civilização que estava destinada a homens de boa virtude. Esses homens tinham um papel muito importante na sociedade, eram eles os líderes das tribos e possuíam um papel de administração geral da mesma. Já as mulheres tinham como principal função serem educadas especialmente para o casamento, e depois de casadas viviam basicamente para educar seus filhos, que geralmente eram muitos, pois esse povo tinha como característica terem famílias muito grandes. Um outro papel muito interessante na sociedade Hebraica é a escravidão, que para eles era algo completamente comum. Na antiguidade era mais comum a escravidão de povos dominados, conhecidos como prisioneiros de guerra, e não a escravidão de alguém da sua própria civilização. Os escravos de guerra eram sim a grande maioria, mas também existiam escravos hebreus, como punição para alguns tipos de crimes. Os escravos também possuíam alguns direitos como o de casar, de se converter a fé judaica, e até mesmo o direito de estabelecer algum tipo de propriedade. Direitos destinados a uma classe social (escravos) que também eram difíceis de ser encontrados em outras civilizações na antiguidade. EXERCÍCIOS 1- Conceitue História: 2- Quem é considerado o Pai da História? 3- Quem é considerado o agente principal da História?
4- O que é Cultura? 5- O que é uma fonte histórica? 6- O que é um Fato Histórico? 7- Cite as principais ciências auxiliares da História: 8- Como se divide a Pré-História? 9- Qual a Importância do Rio Nilo para o Egito? 10- Porque os Egípcios mumificavam seus mortos? 11-Qual o País que hoje se situa na região da Antiga Palestina? 12- Quem eram os Patriarcas conforme os Palestinos? 13- Quem foi o principal Patriarca conforme os hebreus? 14- O que significa êxodo para os Hebreus? 15- Qual o povo que inventou o alfabeto contendo 22 consoantes? 16- Defina: Politeístas e Monoteístas: A CIVILIZAÇÂO PERSA A civilização persa foi uma das mais expressivas civilizações da Antiguidade. A Pérsia situava-se a leste da Mesopotâmia, num extenso planalto onde hoje corresponde ao Irã, localizado entre o golfo Pérsico e o mar Cáspio. Ao contrário das regiões vizinhas, possuía poucas áreas férteis. Esta civilização estabeleceu-se no território por volta de 550 a.c.. Através de Ciro, que era um príncipe persa, realizou a dominação do Reino da Média e, assim, deu início à formação de um bem-sucedido reinado que durou cerca de vinte e cinco anos. Nesse período, este talentoso imperador também conquistou o reino da Lídia, a Fenícia, a Síria, a Palestina, as regiões gregas da Ásia Menor e a Babilônia. O processo de expansão iniciado por Ciro foi continuado pela ação do imperador Dario, que dominou as planícies do rio Indo e a Trácia. Nesse momento, dada as grandes proporções assumidas pelo território persa, Dario viabilizou a ordenação de uma geniosa reforma
administrativa. Pelas mãos de Dario, os domínios persas foram divididos em satrápias, subdivisões do território a serem administrados por um sátrapa. Persas Mosaico representando os exércitos persas. O planalto do Irã, região montanhosa e desértica, situada a leste do Crescente Fértil, entre a Mesopotâmia e a Índia, foi povoado pelos medos e pelos persas. A princípio, os persas eram dominados pelos medos. Essa situação se inverteria por volta de 550 a.c. Nessa época, sob o comando de Ciro, os persas dominaram os medos e passaram a controlar a região. Os persas conquistaram ainda outros povos que viviam nas proximidades do planalto do Irã, impondo a todos a mesma administração. Eles acabaram por construir um vasto império. Seu território compreendia a Ásia Menor, a Mesopotâmia e uma parte da Ásia Central. Esses domínios seriam ainda ampliados nos governos posteriores a Ciro: Cambises conquistou o Egito em 525 a.c.; Dario I dominou a Ásia até o vale do rio Indo e também uma pequena parte da Europa, onde se localizavam algumas colônias gregas. Dario e depois seu sucessor, Xerxes, tentaram conquistar ainda a região da atual Grécia, mas fracassaram. Em 330 a.c., o Império Persa foi conquistado por Alexandre Magno, da Macedônia. A Formação do Império Persa Ciro inaugurou o chamado império persa. Com o aumento da população, houve a necessidade da expansão geográfica. Ciro, o Grande (560-530 a.c.), tornou-se rei dos medos e persas, após haver conquistado Ecbátana e destronado Astíages (555 a.c.). Conquistou também a Babilônia (539 a.c.). O império ia desde o Helesponto até as fronteiras da Índia. Ciro não proibia as crenças nativas dos povos conquistados. Concedia alguma autonomia para as classes altas, que governavam as regiões dominadas pelos persas, mas exigia, em troca, homens para seu exército, alimentos e metais preciosos. Ciro morreu em 529 a.c. Cambises, filho e sucessor de Ciro, iniciou uma difícil campanha militar contra o Egito, em 525 a.c., finalmente vencida pelos persas na batalha de Pelusa. Nessa época o império persa abrangia o mar Cáspio, o mar Negro, o Cáucaso, grande parte do Mediterrâneo oriental, os desertos da África e da Arábia, o golfo Pérsico e a Índia. Cambise pretendia estender seus domínios até Cartago, mas não conseguiu levar esse plano adiante por causa de violenta luta interna pelo poder. A luta pelo poder prosseguiu após a morte de Cambises. Dario, parente distante de Cambises, aliou-se a fortes setores da nobreza, tomou o trono e iniciou uma nova era na história da Pérsia. Ciro, o grande (imperador persa) A Organização do Império Os povos dominados pelos persas podiam conservar seus costumes, suas leis, sua religião e sua língua. Eram obrigados, porém, a pagar tributos e a servir o exército persa. Dario procurou organizar o império dividindo-o em províncias e nomeando pessoas de sua confiança para governá-las. Para facilitar a comunicação entre as províncias, foram construídas diversas estradas, entre elas a Estrada Real. Com mais de 2 mil quilômetros de extensão, essa estrada ligava as cidades de Susa e Sardes. Por ela passavam os correios reais, o exército e as caravanas de mercados. A riqueza para sustentar esse enorme império era fornecida por camponeses livres, que viviam em comunidades e pagavam impostos ao imperador. Havia também o trabalho escravo, mas a maioria dos trabalhadores não pertencia a essa categoria.
AS SOCIEDADES AMERICANAS Civilização Maia O povo maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (região sul do atual México). Viveram nestas regiões entre os séculos IV a.c e IX a.c. Entre os séculos IX e X, os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia. Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos. As cidades formavam o núcleo político e religioso da civilização e eram governadas por um estado teocrático.o império maia era considerado um representante dos deuses na Terra. A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos). Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos. Arte e arquitetura: pirâmide da civilização maia A base da economia maia era a agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos. Suas técnicas de irrigação eram muito avançadas. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império. Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço na arquitetura. O artesanato também se destacou: fiação de tecidos, uso de tintas em tecidos e roupas. A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Elaboraram um eficiente e complexo calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano. Assim como os egípcios, usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes. Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero. Civilização Asteca Povo guerreiro, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI. Fundaram no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de pântanos, próxima do lago Texcoco. A sociedade era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides). Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. O império começou a ser destruído em 1519 com as invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e prata da região. Arte asteca e arquitetura: pirâmide da civilização asteca Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo. O artesanato a era riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas.
A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos. O calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia. Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes, eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam, que com os sacrifícios, poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes. Civilização Inca Os incas viveram na região da Cordilheira dos Andes (América do Sul ) nos atuais Peru, Bolívia, Chile e Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cusco. Foram dominados pelos espanhóis em 1532. O imperador, conhecido por Sapa Inca era considerado um deus na Terra. A sociedade era hierarquizada e formada por: nobres (governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes), camada média ( funcionários públicos e trabalhadores especializados) e classe mais baixa (artesãos e os camponeses). Esta última camada pagava altos tributos ao rei em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas. Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de pedras encaixadas, como templos, casas e palácios. A cidade de Machu Picchu foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a eficiente estrutura urbana desta sociedade. A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho (alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias. A arte destacou-se pela qualidade dos objetos de ouro, prata, tecidos e jóias. Domesticaram a lhama (animal da família do camelo) e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a lã, carne e leite deste animal. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas. A religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo). Criaram um interessante e eficiente sistema de contagem : o quipo. Este era um instrumento feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu um sistema de escrita. O Mundo Grego AS SOCIEDADES ESCRAVISTAS Geralmente apontamos o lado positivo da civilização grega, destacando o desenvolvimento cultural, político e econômico. A Grécia Antiga é o berço da democracia, das Olimpíadas e da Filosofia. Porém, esta mesma sociedade, que gerou toda esta riqueza cultural, utilizou para diversos fins a mão-de-obra escrava. Tornando-se um escravo. Na Grécia Antiga uma pessoa tornava-se escrava de diversas formas. A mais comum era através da captura em guerras. Várias cidades gregas transformavam o prisioneiro em escravo. Estes, eram vendidos como mercadorias para famílias ou produtores rurais. Em Esparta, por exemplo, cidade voltada para as guerras, o número de escravos era tão grande que a lei permitia aos soldados em formação matarem os escravos nas ruas. Além de ser uma forma de treinar o futuro soldado, controlava o excesso de escravos na cidade (fator de risco de revoltas). Em algumas cidades-estado gregas havia a escravidão por dívidas. Ou seja, uma pessoa devia um valor para outra e, como não podia pagar, transformava-se em escrava do credor por um determinado tempo. Em Atenas, este tipo de escravidão foi extinto somente no século VI a.c, após as reformas sociais promovidas pelo legislador Sólon. O trabalho escravo. A mão-de-obra escrava era a base da economia da Grécia Antiga. Os trabalhos manuais, principalmente os pesados, eram rejeitados pelos
cidadãos gregos. O grande filósofo grego Platão demonstrou esta visão: É próprio de um homem bem-nascido desprezar o trabalho. Logo, os cidadãos gregos valorizavam apenas as atividades intelectuais, artísticas e políticas. Os trabalhos nos campos, nas minas de minérios, nas olarias e na construção civil, por exemplo, eram executados por escravos. A mão-de-obra escrava também era muito utilizada no meio doméstico. Eles faziam os serviços de limpeza, preparavam a alimentação e até cuidavam dos filhos de seu proprietário. Estes escravos que atuavam dentro do lar possuíam uma condição de vida muito melhor que os outros. REVOLUÇÂO INDUSTRIAL A Revolução industrial foi um conjunto de mudanças que aconteceram na Europa nos séculos XVIII e XIX. A principal particularidade dessa revolução foi a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso das máquinas. Até o final do século XVIII a maioria da população europeia vivia no campo e produzia o que consumia. De maneira artesanal o produtor dominava todo o processo produtivo. Apesar de a produção ser predominantemente artesanal, países como a França e a Inglaterra, possuíam manufaturas. As manufaturas eram grandes oficinas onde diversos artesãos realizavam as tarefas manualmente, entretanto subordinados ao proprietário da manufatura. A Inglaterra foi precursora na Revolução Industrial devido a diversos fatores, entre eles: possuir uma rica burguesia, o fato do país possuir a mais importante zona de livre comércio da Europa, o êxodo rural e a localização privilegiada junto ao mar o que facilitava a exploração dos mercados ultramarinos. Como muitos empresários ambicionavam lucrar mais, o operário era explorado sendo forçado a trabalhar até 15 horas por dia em troca de um salário baixo. Além disso, mulheres e crianças também eram obrigadas a trabalhar para sustentarem suas famílias. Diante disso, alguns trabalhadores se revoltaram com as péssimas condições de trabalho oferecidas, e começaram a sabotar as máquinas, ficando conhecidos como os quebradores de máquinas. Outros movimentos também surgiram nessa época com o objetivo de defender o trabalhador. O trabalhador em razão deste processo perdeu o conhecimento de todo a técnica de fabricação passando a executar apenas uma etapa. A Primeira etapa da Revolução Industrial Entre 1760 a 1860, a Revolução Industrial ficou limitada, primeiramente, à Inglaterra. Houve o aparecimento de indústrias de tecidos de algodão, com o uso do tear mecânico. Nessa época o aprimoramento das máquinas a vapor contribuiu para a continuação da Revolução. A Segunda Etapa da Revolução Industrial A segunda etapa ocorreu no período de 1860 a 1900, ao contrário da primeira fase, países como Alemanha, França, Rússia e Itália também se industrializaram. O emprego do aço, a utilização da energia elétrica e dos combustíveis derivados do petróleo, a invenção do motor a explosão, da locomotiva a vapor e o desenvolvimento de produtos químicos foram as principais inovações desse período. A Terceira Etapa da Revolução Industrial Alguns historiadores têm considerado os avanços tecnológicos do século XX e XXI como a terceira etapa da Revolução Industrial. O computador, o fax, a engenharia genética, o celular seriam algumas das inovações dessa época.
EXERCÌCIOS 17- Qual o País situado hoje onde ficava a Civilização Persa? 18- Quais os Países onde se localizavam os povos Maias? 19- Quais as partesterritoriais ocupados pelos povos Astecas? 20-Em que países Americanos se situaram os povos Incas? 21-Qual o País berço da democracia e das Olimpíadas? 22- Quais as principais Cidades- estados da Grécia? 23- O que foi a Revolução Industrial? 24-A primeira Revolução Industrial se limitou a qual país? 25-Quais os Países atingidos pela segunda Revolução Industrial? 26- Quaisas tecnologias instituídas naterceira Revolução Industrial? REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIA SINGER, Paul. O Capitalismo. São Paulo: Moderna, 1987. ARRUDA,Jobson de A. Piletti, Nelson, História Geral e do Brasil, Editora Ática,11ª Edição. Gutfreind, Ieda, A História do Brasil, 2ª Edição, Editora da Universidade Cotrim, Gilberto, História e Consciência do Brasil, Editora Saraiva,5ª Edição BRAICK, Patrícia Ramos, História das Cavernas ao Terceiro Milênio, Volume 2, Editora Moderna, São Paulo, 2010. Carla Newton Scriviano;Eraldo Rizzo de Oliveira; Júlio César Fascine Lisboa; Maia Carolina Casino da Cunha Carneiro; Miguel Castilho Junior, Rubem Gorki, Educação de Jovens e Adultos-Global. CORTI, ANA PAULA, VIVER, APRENDER, INTERDISCIPLINAR, 1ª EDIÇÃO, EDITORA GLOBAL, SÃO PAULO, 2013. Rubem Gorki, TELECURSO 2000; VESENTINI, j.willian; Wlach, Vânia. História Geral - O espaço natural e a ação humana. 1º edição. São Paulo Ática,2000. William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. -7ed. Reformada. -São Paulo: Saraiva 2010