Edição 39 (Março/2014) Cenário Econômico: Governo atrasa pagamentos para melhorar situação fiscal Para tornar os dados de fevereiro melhores, governo atrasou os pagamentos às construtoras dos imóveis do Minha Casa, Minha Vida. Para tornar os dados fiscais de fevereiro melhores, o governo atrasou neste início de ano os pagamentos às empresas responsáveis pela construção dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida, de acordo com informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo. A medida acontece no mesmo mês em que o País recebe uma visita da agência de classificação de risco Standard & Poor s, que já manifestou que poderia rebaixar o rating do Brasil neste ano. Segundo o jornal, dezenas de construtoras responsáveis por obras do Minha Casa, Minha Vida confirmaram atrasos nos pagamentos, que, em alguns casos, chegam a ser de um mês. No fim do ano passado também houve atrasos nos pagamentos. O Tesouro Nacional afirmou, em nota, que os repasses estão seguindo a programação normal e que já foram liberados R$ 3,9 bilhões neste ano, de acordo com o periódico. (Fonte: Terra) BC terá que continuar elevando taxa Selic Por causa de uma inflação pressionada por preços de alimentos no curto prazo, o Banco Central (BC) terá que continuar elevando a taxa básica de juros (Selic). Neste ano, o índice CRB Food, que reflete a variação de preços de alimentos no mercado internacional, já avançou 15% devido a problemas climáticos em países como Estados Unidos e Brasil. Por causa disso, a economia brasileira pode enfrentar um novo choque de oferta, com impacto nos preços. Esta é uma novidade não contemplada na recente comunicação do BC. (Fonte: Valor Econômico) Mercados das Commodities: Resumo do Relatório do USDA: USDA reduz safra de soja do Brasil e estoques finais dos EUA
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu relatório mensal de oferta e demanda nesta segunda-feira (10) e trouxe poucas novidades tanto para a soja quanto para o milho. O departamento reportou uma ligeira redução dos estoques finais de soja dos Estados Unidos de 4,08 milhões de toneladas, reportadas em fevereiro, para 3,95 milhões de toneladas. As exportações norte-americanas, por sua vez, foram revisadas para cima, passando de 41,1 milhões para 41,64 milhões de toneladas. O boletim trouxe ainda um número menor para a safra de soja do Brasil. A colheita foi estimada em 88,5 milhões de toneladas, contra as 90 milhões de toneladas projetadas no mês passado. A da Argentina, por sua vez, foi mantida em 54 milhões de toneladas, bem como a da China em 12,2 milhões de toneladas. (Fonte Noticias Agrícolas) MILHO: USDA PROJETA AUMENTO NA SAFRA E NOS ESTOQUES GLOBAIS EM 2013/14 SAFRAS (10) - O relatório de março de oferta e demanda mundial de milho na temporada 2013/14, divulgado há pouco pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indicou elevação nas estimativas de produção e nos estoques finais. A safra mundial está agora prevista em 967,52 milhões de toneladas, contra 966,63 milhões do relatório de fevereiro. Os estoques finais tiveram sua projeção elevada de 157,3 milhões para 158,47 milhões de toneladas. A safra americana está estimada em 353,72 milhões de toneladas. A estimativa de safra brasileira permaneceu em 70 milhões de toneladas. A China deverá produzir 217,73 milhões de toneladas, contra 217 milhões do relatório anterior. A Ucrânia teve sua projeção mantida em 30,9 milhões de toneladas. A produção da Argentina foi estimada em 24 milhões de toneladas. A África do Sul teve a safra mantida em 13 milhões de toneladas. MILHO: USDA CORTA ESTIMATIVA PARA ESTOQUES AMERICANOS EM 2013/14 O relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado há pouco, reduziu a projeção de estoques americanos na temporada 2013/14. A previsão para as exportações foi elevada. Segundo o Departamento, a safra está estimada em 13,925 bilhões de bushels, sem alteração. Os estoques finais foram estimados em 1,456 bilhão de bushels, contra 1,481 bilhão projetados em fevereiro.
O USDA elevou a sua estimativa para as exportações, que passaram de 1,600 bilhão para 1,625 bilhão de bushels. A utilização de milho para produção de etanol está estimada em 5 bilhões de bushels, repetindo o relatório anterior. O mercado apostava em aumento nos estoques finais dos Estados Unidos. A previsão era 1,488 bilhão de bushels. SOJA: USDA REDUZ PROJEÇÃO DE SAFRA MUNDIAL, INCLUINDO BRASIL O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou hoje o relatório de oferta e demanda mundial de março para a soja na temporada 2013/14. A estimativa para a safra mundial ficou em 285,43 milhões de toneladas. Em fevereiro, o número era de 287,69 milhões de toneladas. Os estoques globais foram cortados de 73,01 milhões para 70,64 milhões de toneladas. Os Estados Unidos deverão colher 89,51 milhões de toneladas de soja em grão, mesmo número do relatório anterior. Em relação à América do Sul, o USDA indicou safra de 88,5 milhões de toneladas para o Brasil, contra 90 milhões de toneladas estimadas no relatório passado. A estimativa para a produção da Argentina foi mantida em 54 milhões de toneladas. O Paraguai teve sua estimativa de produção reduzida de 9,3 milhões para 8,1 milhões de toneladas. A China deverá produzir 12,2 milhões de toneladas e importar 69 milhões de toneladas, mesmos números do relatório anterior. SOJA: USDA CORTA EXPECTATIVA PARA ESTOQUES DOS EUA EM 2013/14 SAFRAS (10) - O relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a estimativa de estoques e produção americana para 2013/14. O Departamento elevou a expectativa para as exportações e reduziu o número para o esmagamento. Segundo o USDA, os sojicultores norte-americanos irão produzir 3,289 bilhões de bushels (89,51 milhões de toneladas) O USDA aponta que os estoques finais de soja no país somarão 145 milhões de bushels, contra 150 milhões projetados em fevereiro. O mercado apostava em um número próximo de 140 milhões de bushels. A estimativa de esmagamento é de 1,690 bilhão de bushels para 2013/14, contra 1,7 bilhão do relatório anterior. A projeção de exportação é de 1,530 bilhão de bushels para a temporada 2013/14, contra 1,410 bilhão de bushels em fevereiro. (Fonte: Walpires Corretora)
Sucroenergético: REDUÇÃO DE ICMS SOBRE O ETANOL TRARÁ GANHOS EXPRESSIVOS PARA SÃO PAULO, DIZ ÚNICA A redução do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre as vendas de etanol hidratado no Estado de São Paulo, dos atuais 12% para 7%, terá impacto positivo sobre empregos, produção industrial e a geração de riqueza no estado. A conclusão está em um estudo produzido para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), da Universidade de São Paulo (USP). O estudo foi entregue no final de 2013 ao Assessor Especial para Assuntos Estratégicos, João Carlos Meirelles e aos Secretários da Energia, José Aníbal, do Meio-Ambiente, Bruno Covas, da Agricultura, Monika Bergamaschi e da Fazenda, Andrea Calabi, pela presidente da UNICA, Elizabeth Farina, acompanhada do Professor Joaquim Guilhoto, que liderou o trabalho. Uma das principais conclusões do documento é que o ICMS mais baixo sobre o etanol vai resultar em um aumento expressivo no PIB paulista, que cresceria em até R$840 milhões anuais. É um crescimento que pode gerar mais de 11 mil novos postos de trabalho no estado, com benefícios adicionais para a indústria de bens de capital que abastece o setor sucroenergético, quase toda ela instalada no Estado de São Paulo e hoje enfrentando uma ociosidade de 50%, afirma Farina. Ela destaca que o estudo aponta também um ganho de R$340 milhões anuais para a massa salarial no estado. O trabalho da FIPE mostra que a adoção do ICMS de 7% para o etanol traria benefícios diretos também para os mais de 15 mil produtores independentes de cana do Estado de São Paulo, que teriam seu produto valorizado. O valor agregado dos municípios canavieiros aumentaria sensivelmente, ampliando a participação desses municípios na distribuição do ICMS estadual. O corte no ICMS produziria uma perda máxima de arrecadação para o estado estimada em R$190 milhões anuais, valor muito inferior ao dos ganhos econômicos e sociais que seriam obtidos. Esse cálculo parte do pressuposto que não haveria incremento no ICMS cobrado sobre a gasolina, hoje de 25%. O estudo oferece diversas alternativas ao governo, entre elas pequenos incrementos na tributação sobre o combustível fóssil para recuperar eventuais perdas de arrecadação. O estudo mostra que um pequeno aumento no ICMS sobre a gasolina, de 1,7 pontos percentuais, manteria os ganhos econômicos e sociais e recomporia a arrecadação
estadual, com impacto mínimo sobre o preço de bomba e o índice inflacionário, estimado em menos de 0,01%, explica Farina. A presidente da UNICA lembra que a vasta maioria do etanol consumido no Estado de São Paulo é também produzido no estado. Não havendo impacto na economia de outros estados, não haveria motivo para que esse ajuste fosse objeto de resistência ou críticas, até porque a medida avança ainda mais na questão ambiental, reduzindo emissões por meio do aumento no uso do etanol, com elevados benefícios para a saúde pública, disse.