ABSENTEÍSMO Autores Ana Cristina Rodrigues Danielle Lopes Moura Ivna Carqueja Maxine Fernandes Pereira Cardozo FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A
RESUMO O projeto Diga Não ao Absenteísmo surgiu com o objetivo de conhecer os principais indicadores de absenteísmo da empresa como a duração de afastamentos (superior ou inferior a 15 dias), suas principais causas, estudos por sexo, idade e cargos. Além disso, foi realizada uma correlação entre os afastamentos e as ações de qualidade de vida oferecidas pela empresa (shiatsu, yoga, pilates, oficinas culturais, equipe de corrida, etc). Foram comparadas as ausências de todos os empregados do quadro atual com as ausências apenas dos empregados que praticam atividades de Qualidade de Vida no Trabalho QVT. A ênfase do projeto é como um Programa de Qualidade de Vida beneficia diretamente os funcionários, trazendo melhorias na vida pessoal, profissional, bem como reduzindo o índice de absenteísmo da empresa. INTRODUÇÃO Inicialmente separou-se o absenteísmo ocupacional (acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e do trabalho) do não ocupacional (doenças comuns, sazonais, doenças cirúrgicas não ocupacionais, parto, acidentes domésticos e de trânsito). Posteriormente, foi realizado um levantamento dos principais motivos de ausências dos empregados e a partir disso, formados grupos por ocorrências e diagnósticos. Como estratégia de ação foi realizado um grupo de empregados com queixas recorrentes de hipertensão. Esse grupo foi submetido a uma Avaliação de sintomas e sinais de estresse. Uma equipe multidisciplinar foi constituída (medicina, nutrição, psicologia e educação física) com o objetivo de acompanhar e assessorar o grupo formado por empregados hipertensos. Entretanto, o grupo alvo não manifestou interesse em aderir ao programa. A partir dessa experiência inicial, a estratégia de ação foi alterada e a perspectiva da doença mudou para a perspectiva da saúde, o foco passou a ser as atividades de QVT oferecidas pela empresa em sua relação com o absenteísmo não ocupacional. A hipótese do trabalho é que as atividades de qualidade de vida proporcionam uma redução no índice de absenteísmo da empresa.
DESENVOLVIMENTO A partir do levantamento dos tipos de afastamentos ocorridos na empresa verificouse que o número de ocorrência no ocupacional foi bem inferior ao ocupacional. Possivelmente pela preocupação da empresa com a segurança do trabalhador. Dentre os principais motivos de afastamentos não ocupacionais, verificou-se que a as enfermidades comuns de até 15 dias eram as mais relevantes. Com relação ao sexo, o levantamento indica que as mulheres se ausentam mais que os homens, possivelmente este fator está relacionado ao papel mais frequente da mulher como cuidadora. Em relação aos cargos, os empregados com a função de Assistente Administrativo são os que apresentam maior número de ausências. Já em relação à faixa etária, os números são mais significativos entre 31 e 40 anos. As enfermidades comuns que mais afastaram os empregados do trabalho em 2012 foram: diarréia, hipertensão e nasofaringite. Decidiu-se mudar um pouco a perspectiva e focar na saúde, com uma visão do homem ativo, produtivo e saudável. E não mais na doença, o homem passivo e doente. A partir desta nova perspectiva, passou-se a incentivar a participação dos empregados nas atividades do programa de QVT e fazer o acompanhamento. CONCLUSÃO(ÕES) A partir dessa nova perspectiva de homem, a partir da saúde e do ponto de vista positivo, incentivando a participação dos empregados nas ações de QVT, obtivemos como resultados: aumento significativo da participação dos empregados em atividades como a corrida de rua; a inclusão do pilates no quadro de atividades oferecidas, que obteve grande número de adesões e o aumento na procura das Oficinas Culturais. Além disso, o Coral exemplifica bem a hipótese do projeto, que atividades de qualidade de vida proporcionam uma redução no índice de absenteísmo da empresa. A partir do levantamento dos registros de ausências dos empregados que participam desta oficina comparados aos demais funcionários, concluímos que o número de ausências é bem inferior ao dos empregados da empresa que não participam de nenhuma das atividades de QVT.