O patrimônio cultural é de fundamental importância para a memória, a identidade e a criatividade dos povos e a riqueza das culturas. Patrimônio Cultural Mundial: é composto por monumentos, grupos de edifícios ou sítios que tenham um excepcional e universal valor histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico. Patrimônio Natural Mundial: significa as formações físicas, biológicas e geológicas excepcionais, habitats de espécies animais e vegetais ameaçadas e áreas que tenham valor científico, de conservação ou estético excepcional e universal. Nesse sentido, a UNESCO trabalha impulsionada pela Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural (1972), que reconhece que alguns lugares na Terra são de "valor universal excepcional", e devem fazer parte do patrimônio comum da humanidade.
Constituição Federal(1988) Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:
I - as formas de expressão; II - os modos de criar, fazer e viver; III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas; IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
PATRIMÔNIO IMATERIAL NO BRASIL RODA DE CAPOEIRA (2014); CÍRIO DE NAZARÉ(2013); FREVO(2012); Yaokwa, ritual do povo enawene nawe para a manutenção da ordem social e cósmica(2011); As expressões orais e gráficas dos wajapis(2008); Samba de roda do Recôncavo Baiano(2008).
Patrimônio Material no Brasil 1980 - A Cidade Histórica de Ouro Preto, Minas Gerais 1982 - O Centro Histórico de Olinda, Pernambuco 1983 - As Missões Jesuíticas Guarani, Ruínas de São Miguel das Missões, Rio Grande de Sul e Argentina 1985 - O Centro Histórico de Salvador, Bahia 1985 - O Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, Minas Gerais 1987 - O Plano Piloto de Brasília, Distrito Federal 1991 - O Parque Nacional Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, Piauí 1997 - O Centro Histórico de São Luiz do Maranhão 1999 - Centro Histórico da Cidade de Diamantina, Minas Gerais 2001 - Centro Histórico da Cidade de Goiás 2010 - Praça de São Francisco, na cidade de São Cristóvão, Sergipe 2012 - Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar.
Sítios do Patrimônio Natural: 1986 - Parque Nacional de Iguaçu, em Foz do Iguaçu, Paraná e Argentina 1999 - Mata Atlântica - Reservas do Sudeste, São Paulo e Paraná 1999 - Costa do Descobrimento - Reservas da Mata Atlântica, Bahia e Espírito Santo 2000 - Complexo de Áreas Protegidas da Amazônia Central 2000 - Complexo de Áreas Protegidas do Pantanal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul 2001 - Áreas protegidas do Cerrado: Chapada dos Veadeiros e Parque Nacional das Emas, Goiás 2001 - Ilhas Atlânticas Brasileiras: Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas
Os lugares de memória Para Pierre Nora, os lugares de memória são, primeiramente, lugares em uma tríplice acepção: são lugares materiais onde a memória social se ancora e pode ser apreendida pelos sentidos; são lugares funcionais porque têm ou adquiriram a função de alicerçar memórias coletivas e são lugares simbólicos onde essa memória coletiva vale dizer, essa identidade - se expressa e se revela. São, portanto, lugares carregados de uma vontade de memória.
Longe de ser um produto espontâneo e natural, os lugares de memória são uma construção histórica e o interesse que despertam vem, exatamente, de seu valor como documentos e monumentos reveladores dos processos sociais, dos conflitos, das paixões e dos interesses que, conscientemente ou não, os revestem de uma função icônica.
O presidente francês, François Hollande, concluiu nesta terça-feira um ano de cerimônias oficiais de recordação da Primeira Guerra Mundial com a inauguração de um memorial com os nomes de 579.606 soldados que morreram no conflito.a inauguração ocorre na mesma data em que a França recorda o armistício que acabou com o conflito em 1918.Hollande descobriu no cemitério de Notre-Dame de Lorette, norte da França, o monumento chamado "Anel da Memória", que exibe os nomes dos soldados, sem distinção de nacionalidade ou de religião."a paz sempre é frágil", disse Hollande, recordando que mais de 18 milhões de pessoas morreram nesta sangrenta guerra. "A paz precisa de militantes, defensores, diplomatas para buscar o compromisso, e precisamos de todos na Ucrânia, Síria e Iraque", destacou o presidente francês durante a cerimônia.