4. Sistemas de custeio



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Contabilidade Analítica 4º semestre Conceição Gomes, Nuno Arroteia

4. Sistemas de custeio 2

Custeio total Custeio variável Custeio racional (SNC) 3

Custeio total Custeio total MD MOD Custo do produto Prod. Custo GGFvar Vendidos Período GGFfixos 4

Custeio total Gera dificuldades a nível da gestão visto que os custos fixos e variáveis estão agregados ao custo do produto. Deste modo, no caso de oscilações no volume de produção a análise é dificultada visto que os custos variáveis e fixos têm um comportamento diferenciado. 5

Se numa unidade produtiva, os custos variáveis unitários forem de 0,3u.m. e os custos fixos de 50u.m. Unidades Produzidas 500 600 700 Custos variáveis 150 180 210 Custos fixos 50 50 50 Custo total 200 230 260 Custo unitário 0,4 0,38 0,37 6

Cálculo do custo de produção dependente apenas da forma como é feita a gestão (custos variáveis unitários e nível de custos fixos) e não das quantidades produzidas que podem depender de factores externos à produção (capacidade comercial, conjuntura económica, ). 7

Vantagens Os custos fixos são relevantes no custo do produto; Fácil de implementar; O custo fixo só se transforma em resultado no momento da venda; 8

Desvantagens Acresce de modo artificial custo aos produtos; Pode existir arbitrariedade na imputação dos custos; O custo unitário é mascarado por incorporar o custo fixo; Informação disponibilizada para a gestão é reduzida. 9

Custeio variável Os custos são classificados como custos variáveis e custos fixos. Os custos variáveis são incorporados no custo do produto, enquanto que os custos fixos são considerados custo do período. É utilizado para análises de gestão. 10

Custeio variável Custeio variável MD Custo do produto Custo do período MOD GGFvar GGFfixos Torna-se imediatamente Custo do período custo do período 11

Vantagens Adapta-se melhor aos instrumentos de controlo da empresa; O custo do produtos é medido objectivamente; A análise da relação custo/volume/lucro é rapidamente obtida; Maior clareza na informação para a gestão da empresa; 12

Desvantagens Dificuldade na separação entre custos fixos e custos variáveis; Subavaliação dos inventários pela exclusão dos custos fixos. 13

Custeio racional No custeio racional, são imputados aos produtos/serviços os custos industriais variáveis e um volume maior ou menor de custos industriais fixos, de acordo com a maior ou menos utilização da capacidade produtiva, relativamente à produção normal. Significa que se num dado período se produzir a 80% da produção normal, será de imputar ao produto/serviço apenas 80% dos custos industriais fixos, uma vez que estivemos a utilizar menos intensivamente a capacidade instalada (que originava os custos fixos, instalações, equipamentos, mão-de-obra). É mais racional que os custos fixos sejam imputados desta forma. 14

Custeio racional MD Custo do produto Custo do período MOD GGFvar GGFfixos incorporados GGFfixos não incorporados Torna-se imediatamente Custo do período custo do período 15

Custeio racional Evita a variação do custo industrial dos produtos consoante o nível de actividade, ou seja, consoante o número de unidades; Permite uma valorização de inventário mais correcta, bem como uma fixação de preços; Muito importante quando há uma forte sazonalidade. 16

Exemplo GGF fixos = 2 200 Unidades produzidas = 1 100 unidades Unidades vendidas = 1 000 unidades Custeio variável GGF fixo expira imediatamente Custo do período 2 200 como custo do período 2 200 17

Custeio total Custo do produto Custo do período GGF fixo 1 100 * 2 = 2 200 2 200 Custo das vendas 1 000 * 2 = 2000 2 000 Ex.final 100 * 2 = 200 18

Variação de vendas Custeio variável Vendas 900, 1000, 1100 unidades 2200 Custo do período Custeio total Custo do período Vendas 900 unidades 1800 Vendas 1000 unidades 2000 Vendas 1100 unidades 2200 19

Custeio racional Custos fixos industriais incorporados na produção = Custos fixos industriais x Produção real Produção normal 20

Custos fixos industriais não incorporados na produção = Custos fixos industriais Custos fixos industriais incorporados na produção 21

Custeio racional Uma sobre-actividade implica um aumento dos custos industriais fixos imputados, para não haver custos unitários excessivamente baixos que levem a uma de redução de preços. Se existir uma sub-actividade, os custo unitários não aumentarão visto que existe uma diminuição nos custos industriais fixos imputados. Assim não haverá um aumento de custos unitários, que tende a causar subida de preços. 22

Exemplo. Custeio racional Supor que: Produção normal = 1 200 Produção real = 1 100 GGFf = 2 200 23

Exemplo. Custeio racional Custos fixos incorporados na produção = 2200x1100/1200 = 2016,67 Custos fixos não incorporados na produção = 2200-2016,67 = 183,33 24

Se numa unidade produtiva, os custos variáveis unitários forem de 0,3u.m. e os custos fixos de 50u.m.. A actividade normal é de 600 unidades. Unidades Produzidas 500 600 700 Custos variáveis 150 180 210 Custos fixos 50 50 50 Custos fixos imputados 41,67 50 58,33 Custo total 191,67 230 268,33 Custo unitário 0,38 0,38 0,38 25

Aparecem" ou "desaparecem" custos em relação à situação de facto verificada. A diferença entre os custos verificados e os imputados aos produtos afecta o resultado de forma explícita, como ganho de sobre-actividade ou perda de sub-actividade (custo industrial não incorporado). 26

Vendas Demonstração de Resultados - Custeio total Custo das vendas e dos serviços prestados Margem Bruta Gastos de distribuição Gastos administrativos Gastos de investigação e desenvolvimento Resultado operacional Gastos de financiamento Resultado antes de imposto 27

Vendas Demonstração de Resultados - Custeio variável Custo das vendas e dos serviços prestados Margem Bruta Custo industrial não incorporado Resultado industrial Gastos de distribuição Gastos administrativos Gastos de investigação e desenvolvimento Resultado operacional Gastos de financiamento Resultado antes de imposto 28

Vendas Demonstração de Resultados - Custeio racional Custo das vendas e dos serviços prestados Margem Bruta Custo industrial não incorporado Resultado industrial Gastos de distribuição Gastos administrativos Gastos de investigação e desenvolvimento Resultado operacional Gastos de financiamento Resultado antes de imposto 29

Mensuração de inventários SNC Inventários produzidos Inclui: Materiais consumidos; Custos de conversão; Outros custos (desde que sejam incorridos para os colocar no seu local e na sua condição actuais).

Mensuração de inventários SNC Custos de conversão Inclui: Mão-de-obra directa; Outros gastos de produção directos; Gastos gerais de produção variáveis (custos industriais indirectos variáveis); Gastos gerais de produção fixos (a imputação destes custos aos produtos é baseada na capacidade normal das instalações de produção, ou seja, aplica-se o sistema de custeio racional).

NCRF 18 Parágrafos de 12 a 14 12 - Os custos de conversão de inventários incluem os custos directamente relacionados com as unidades de produção, tais como mão de obra directa. Também incluem uma imputação sistemática de gastos gerais de produção fixos e variáveis que sejam incorridos ao converter matérias em bens acabados. Os gastos gerais de produção fixos são os custos indirectos de produção que permaneçam relativamente constantes independentemente do volume de produção, tais como a depreciação e manutenção de edifícios e de equipamento de fábricas e os custos de gestão e administração da fábrica. Os gastos gerais de produção variáveis são os custos indirectos de produção que variam directamente, ou quase directamente, com o volume de produção tais como materiais indirectos.

NCRF 18 Parágrafos de 12 a 14 13 A imputação de gastos gerais de produção fixos aos custos de conversão é baseada na capacidade normal das instalações de produção. A capacidade normal é a produção que se espera que seja atingida em média durante uma quantidade de períodos ou de temporadas em circunstâncias normais, tomando em conta a perda de capacidade resultante da manutenção planeada. O nível real de produção pode ser usado se se aproximar da capacidade normal. A quantia de gastos gerais de produção fixos imputada a cada unidade de produção não é aumentada como consequência de baixa produção ou de instalações ociosas. Os gastos gerais não imputados são reconhecidos como um gasto no período em que sejam incorridos. Em períodos de produção anormalmente alta, a quantia de gastos gerais de produção fixos imputados a cada unidade de produção é diminuída a fim de que os inventários não sejam mensurados acima do custo. Os gastos gerais de produção variáveis são imputados a cada unidade de produção na base do uso real das instalações de produção.

Custos de conversão (sistemas de custeio) IASB Os custos de transformação indirectos fixos deverão ser imputados aos produtos com base na capacidade normal de produção (sistema de custeio racional). Produção normal: Produção que se espera atingir em média durante um conjunto de períodos em circunstâncias normais, tendo em conta a perda de capacidade resultante da manutenção planeada. 34

Margem de contribuição Pode estabelecer-se o nível de actividade em que a margem unitária multiplicada pelas unidades vendidas dará lucro necessário para cobrir o custo fixo e gerar lucro. 35

Importância da margem de contribuição Revisão dos preços; Revisão dos custos; Revisão do nível de produção de vendas; Tomada de decisão. 36

Margem de contribuição Margem de contribuição total = Vendas Custos variáveis Margem de contribuição unitária = Preço de venda Custo variável unitário Margem de contribuição total = Quantidades vendidas * Margem de contribuição unitária 37

A empresa Animação, SA apresenta a seguinte informação referente a 2007 (em u.m.): Vendas 50 000 Custos de produção (variáveis) 26 000 Custos de distribuição (20% variáveis) 8 000 Custos administrativos (60% variáveis) 12 000

Vendas 50 000 Custo var. prod. 26 000 Margem 24 000 Custos var. Dist. 1 600 Custos var. ad. 7 200 Margem de contribuição 15 200 Se o preço de venda é de 5 u.m., qual é a margem de contribuição unitária? 50 000 : 5 = 10 000 unid. 15 200 10 000 = 1,52 u.m. 39

Break-even point É o ponto em que não há lucro nem prejuízo. Ou seja, o resultado é igual a zero 40

Vendas Custos totais = 0 Vendas Custos variáveis Custos fixos = 0 Q*pr Q*cvunit Custo fixo = 0 Q* = Custo fixo/(pr-cvunit) 41

Exemplo Um vendedor de cachorros quentes paga diáriamente um aluguer de 100 pelo carro que utiliza. Vende os cachorros a 1, e os custos variáveis unitários são de 0,20. Quantos cachorros deve vender por dia, para atingir o ponto crítico das vendas? 42

Exemplo 100 / 0,8 = 125 Deve vender 125 cachorros. 43