BULLYING, ISTO NÃO É BRINCADEIRA`



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Transcrição:

BULLYING, ISTO NÃO É BRINCADEIRA` NOVAES, Valcemia Gonçalves de Sousa 1 ; SANTOS, Michael Douglas 2 ; OLIVEIRA, Wesley Batista 3 ; RIBEIRO, Larisse Pereira 4 ; SOUZA, Marcela Maria 5 ; SARAIVA, Anna Karolliny Rodrigues; 6 ; SOUSA, Maria Lúcia Xavier Gonçalves 7. Palavras-chave: violência escolar, professores, redução, projetos. Introdução Infelizmente estamos vivendo uma época em que a violência está cada vez mais presente em ações do cotidiano, bem como em quase todas as instituições escolares. A violência escolar nas últimas décadas adquiriu crescente dimensão, o que a torna questão preocupante devido à grande incidência de sua manifestação em todos os níveis de escolaridade. (FANTE, 2005 p.20) Acredita-se, que a prevenção começa pelo conhecimento. É preciso que as escolas reconheçam a existência do bullying e, sobretudo, estejam conscientes de seus prejuízos para os alunos. Ainda há um grande número de profissionais da educação que não sabem distinguir entre condutas de bullying ou outros tipos de violência, por não ter um preparo para identificar e desenvolver estratégias pedagógicas para enfrentar os problemas no ambiente escolar. Frente a crescente onda de bullying noticiada e os reflexos que estes acontecimentos tem gerado na sociedade chamando atenção para os ambientes escolares e a discussão da necessidade de ações para minimizar os atos visualizados como " apenas brincadeiras de criança" e que passam a ser gestos de violência, quer seja física ou psicológica. O termo bullying compreende todas as atitudes agressivas, ` Resumo revisado por Adriana Aparecida Ribon, Coordenadora Adjunta de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis da UEG-UnU de Palmeiras de Goiás. Bullying, isto não é brincadeira. Código: 20111108154252.Coordenadora: Valcemia Gonçalves de Sousa Novaes 1 Professora, UEG-UnU de Palmeiras de Goiás, valcemia@yahoo.com.br; 2 Acadêmico de Ciências Biológicas da UEG-UnU de Palmeiras de Goiás,michaelbiopls@hotmail.com; 3 Acadêmico de Ciências Biológicas da UEG-UnU de Palmeiras de Goiás, wesley-lelo@hotmail.com; 4 Acadêmica de Ciências Biológicas da UEG-UnU de Palmeiras de Goiás, mmarcelassouza@hotmail.com 5 Acadêmica de Ciências Biológicas da UEG-UnU de Palmeiras de Goiás, larisse_parauna@hotmaul.com; 6 Acadêmica de Ciências Biológicas da UEG-UnU de Palmeiras de Goiás, an.nakarolliny@hotmail.com; 7 Acadêmica de Ciências Biológicas da UEG-UnU de Palmeiras de Goiás, mariaxgs@hotmail.com;

intencionais e repetidas, que ocorrem sem devida motivação, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando sentimentos negativos, e geralmente executadas numa relação desigual de poder.. De acordo com Oliveira (2010) o primeiro pesquisador, no decorrer dos anos da década de 90, a relacionar o termo bullying ao fenômeno foi Dan Olweus, professor da Universidade de Noruega, que em estudos sobre tendências suicidas entre adolescentes, descobriu que a maioria deles tinha sofrido algum tipo de bullying. O bullying é uma palavra de origem inglesa que vem sendo adotada por diversos países com a finalidade conceituar comportamentos agressivos e antissociais. No Brasil, não há uma palavra para designar o problema, tem se utilizado a expressão bullying. Ao discutir violência escolar, Fante (2005) destaca que nas últimas décadas o bullying tomou uma crescente dimensão devido à grande incidência em todos os níveis e instituições escolares. O bullying sempre esteve presente nas escolas [...] porém a pouco mais de 30 anos é que começou a ser estudados com parâmetro científicos, como fenômeno psicossocial, e recebeu nome específico. (FANTE; PEDRA, 2008). No Brasil o tema ganhou espaço em 2000. Desde então, vem conquistando debates em diversos seguimentos da sociedade. No entanto, a maioria das escolas ainda não está preparada para o seu enfrentamento. Algumas por desconhecimento, outras por omissão, muitas por comodismo e negação do fenômeno. (FANTE; PEDRA, 2008). A escola é vista, tradicionalmente, como um espaço de aprendizagem, no qual se avalia o desenvolvimento dos alunos, na maioria das vezes, com base nas notas dos testes de conhecimento e no cumprimento de tarefas acadêmicas. Acredita-se que as escolas devem ser ambientes seguros e saudáveis, onde crianças e adolescentes possam desenvolver os seus potenciais intelectuais e sociais, porém sabe-se que não é uma realidade. Não é possível aceitar que alunos sofram violência, no ambiente escolar, que lhes tragam danos físicos e/ou psicológicos, que testemunhem atos de bullying e se calem para não serem agredidos e

acabem por entendê-los como normais ou banais, pior ainda, que diante da omissão, da tolerância e desconhecimento dos adultos, adotem comportamentos agressivos.dados de pesquisa do IBGE (2009) realizada com 618.555 alunos do 9º ano de escolas das capitais brasileiras sobre a violência mostram que quase um terço dos alunos (30,8%) respondeu ter sofrido bullying alguma vez. Martins (2005) enfatiza que os programas de prevenção da violência escolar devam ser grupais, e que a elaboração das estratégias de intervenção e prevenção deve levar em conta o tipo de bullying e suas diferentes formas. Os projetos de prevenção devem envolver professores, funcionários, pais, alunos e comunidade, de modo que a participação de todos assegure diretrizes para a implantação de ações coerentes, que visem promover vivências, debates e conscientização, além de explicitar valores fundamentais de tolerância e respeito mútuo, cooperação, solidariedade e diálogo, no decorrer da vida escolar. Cada escola deve ser vista como única, e que os planos de ações a serem desenvolvidas devem considerar sempre as características sociais, econômicas e culturais de sua população. (LOPES NETO, 2005; MASCARENHAS, 2006). Neste sentido, este projeto tem como objetivo capacitar professores da rede pública municipal - ensino fundamental 2ª fase em encontros semanais para que os mesmos possam adquirir e discutir maiores conhecimentos e informações sobre o bullying, processo de identificação de bullies, o que possibilitará a intervenção das práticas existentes traçando e desenvolvendo estratégias para a redução de ações e atitudes relacionadas ao bullying escolar. Metodologia O projeto se iniciou com a capacitação de colaboradores, acadêmicos do Curso de Ciências Biológicas da UnU de Palmeiras de Goiás a partir de leitura de material bibliográfico e discussão para elaboração e preparação de material a ser utilizado encontros semanais com os cursistas para exposição de conteúdo, apresentação

e discussão de filmes, palestras, tiras de desenho, músicas, legislação e publicações, autoavaliação e desenvolvimento de estratégias de redução de ações de bullying nas escolas por meio de desenvolvimento de projetos pedagógicos nas instituições escolares em que exercem suas atividades. Resultados parciais e discussão Com o projeto em fase de conclusão, prevista para junho de 2012, a capacitação dos colaboradores teve excelente resultado, o que tem possibilitado a capacitação dos cursistas com um nível de qualidade acima do esperado. Após as apresentações, as discussões, os cursistas tem deixado claro que os mesmos tem conhecido vários aspectos legais e morais que desconheciam e agora tem condições de reconhecer ações ligadas ao bullying escolar e desenvolver medidas preventivas. A avaliação como processo contínuo tem sido realizada no Sistema Moodle onde o material bibliográfico tem sido postado para realização de fóruns, avaliações e chat. Os projetos pedagógicos da escolas da rede pública municipal estão em fase de desenvolvimento e foram elaborados considerando cada escola como única. Conclusões parciais Até o momento os resultados obtido nos mostram a relevância do projeto e que os objetivos e metas propostas foram atingidos. Referências ABRAPIA. Bullying. 2005. Disponível em: <www. abrapia.org.br >. Acesso em : 10 abr. 2011. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em:< http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm>. Acesso em : 10 abr. 2011.

. Lei n 8.069 de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm>. Acesso em 10 abr. 2011. FANTE, Cleo; PEDRA, José Augusto. Bullying escolar: perguntas e respostas. Porto Alegre: Artmed, 2008. FANTE, Cleo. Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. 2. ed. Campinas, SP: Verus, 2005. IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Resultados da pesquisa PENSE 2003. Disponível em < www.ibge.gov.br/ >. Acesso em: 05 abr. 2011 LOPES NETO, Aramis. A. Bullying: Comportamento agressivo entre estudantes. Jornal de Pediatria, 81(5), 164-172. 2005. MARTINS, Mª. José. de. O problema da violência escolar: uma clarificação e diferenciação de vários conceitos relacionados. Revista Portuguesa de Educação, 18(1), 93-105. 2005. MERGULHÃO, Alfredo. Mudanças na escola devem partir da sociedade, dizem especialistas. O Popular. Goiânia, p. 6, 17 abr. 2011, Caderno Cidades. OBSERVATÓRIO DA INFÂNCIA. Cartilha sobre o Bullying. Disponível em: < http://www.observatoriodainfancia.com.br/img/pdf/doc-197.pdf >. Acesso em: 06 abr. 2011.. Guia do professor. Disponível em: < http://www.observatoriodainfancia.com.br/img/pdf/doc-155.pdf >. Acesso em: 06 abr. 2011. OLIVEIRA, Alessandra. Bullying na escola. In: IV SIMPÓSIO INTERNACIONAL VII FORUM NACIONAL DE DUCAÇÃO. 2010. Tubarão-SC. Disponivel em < forum.ulbratorres.com.br/2010/mini.../mini%20curso%205.pdf>. Acesso em : 10 abr. 2011. ONU. Convenção sobre os direitos da criança. Disponível em < www. onu-brasil.org.br>. Acesso em : 10 abr. 2011.