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Transcrição:

Tribunal de Contas da União Dados Materiais: Decisão 146/93 - Plenário - Ata 15/93 Processo nº TC 014.317/92-3 Responsáveis: Lafaiete Coutinho Torres (Presidente da CEF) e o Superintendente da CEF no Estado do Paraná (a ser identificado). Órgão: Caixa Econômica Federal - CEF (Superintendência no Estado do Paraná) Relator: Ministro Fernando Gonçalves Representante do Ministério Público: não atuou Órgãos de instrução: IRCE/PR e 8ª IGCE Assunto: Representação formulada pela 8ª IGCE, sobre irregularidades na aplicação de recursos do FGTS no Estado do Paraná, na construção de habitações populares. Ementa: Representação formulada pela 8ª IGCE. Inspeção Especial. FGTS. PR. Aquisição de terrenos para conjunto habitacional superfaturados. Transformação do processo em Tomada de Contas Especial. Audiência do responsável. Data DOU: 11/05/1993 Página DOU: 6282 Data da Sessão: 28/04/1993 Relatório do Ministro Relator: GRUPO II - CLASSE III TC - 014.317/92-3 Representação e Relatório de Inspeção Especial Trata-se de Representação formulada pela 8ª IGCE (fls. 35), à vista de notícias veiculadas na imprensa e Ofício nº 0537/SEPH/DP/92, da Secretaria Especial da Política Habitacional do

Governo do Estado do Paraná, sobre irregularidades que estariam ocorrendo na aplicação de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço-FGTS, destinados a programas de habitação popular naquele Estado, por parte da Caixa Econômica Federal-CEF, como administradora do mesmo Fundo. 1. A IRCE/PR, em cumprimento ao Despacho de fls. 37, do digno Presidente desta Corte, Ministro Carlos Átila Álvares da Silva, procedeu a Inspeção Especial na Superintendência da CEF no Estado do Paraná para apurar a veracidade dos fatos denunciados. 2. Dos trabalhos de inspeção, a competente Equipe designada apontou uma série de irregularidades, dentre elas financiamento de terrenos por preços supervalorizados em relação ao mercado, destinados a diversos conjuntos habitacionais, conforme exposto no percuciente Relatório de fls. 38/59. 3. Em conclusão, a Equipe de Inspeção propõe (fls. 58): "a - seja solicitado o pronunciamento do Senhor Presidente da Caixa Econômica Federal sobre as irregularidades apuradas; b - seja levado ao conhecimento do Senhor Ministro de Estado da Ação Social e do Conselho Curador do FGTS, o teor das irregularidades constatadas, nos termos do parágrafo segundo, do art. 41, da Lei nº 8.443/92 (Lei Orgânica do TCU); c - seja encaminhada cópia do presente relatório ao Ministério Público Federal, tendo em vista os fatos apurados e a investigação em curso sobre as denúncias, na Procuradoria da República no Estado do Paraná". 4. O Sr. Inspetor-Geral da 8ª IGCE sintetiza as ocorrências levantadas, nos seguintes termos (fls. 254/256): "1 - Conjuntos Habitacionais "América do Norte", "América do Sul" e "América Central" localizados em Londrina/PR (Procs. CEF nºs 28/001/90, 28/002/90 e 28/003/90): 1.a - em 18/01/91 a CEF adquiriu da Santa Cruz Engenharia Ltda., dois terrenos destinados à construção dos empreendimentos habitacionais "América do Norte" e "América do Sul", por Cr$ 79.859.348,00, correspondentes a 57.587 UPFs e Cr$ 76.683.455,00 correspondentes a 55.162 UPFs, respectivamente. Em 15 de maio/92, os preços de mercado de cada um dos terrenos, segundo avaliação da empresa AVALISUL - Engenharia de Avaliações, era de Cr$ 395.102.000,00 ou 22.947 UFPs. Portanto, a CEF pagou a mais pelos mencionados terrenos 34.640 e 32.215 UPFs (Cr$ 596.432.905,60 e Cr$ 554.679.158,60), respectivamente. Vê-se, pois, que a CEF

desembolsou, em 1991, valores bem superiores aos praticados no mercado um ano após; 1.b - no que toca ao conjunto residencial "América Central", a CEF adquiriu o terreno da TÉCNICA ENGENHARIA LTDA, em 16/01/91, por Cr$ 60.332.154,00 ou 43.505 UPFs (fl.86). O preço de mercado do terreno em 15 de maio/92, segundo avaliação da AVALISUL-Engenharia de Avaliações, era de Cr$ 437.070.000,00 ou 25.384 UPFs (fl.94). Portanto a CEF pagou 18.121 UPFs (Cr$ 312.008.102,84) a mais pelo terreno, valor bem superior aos praticados no mercado mais de um ano após; 1.c - ausência de laudos técnicos de avaliação prévia dos terrenos financiados e infringência ao item 9.1 da Circular Normativa - CEF nº 156/90 que dispõe que o custo do terreno a ser financiado é dado pelo "valor correspondente ao de aquisição ou de avaliação, o menor dos dois" (fl.43); 1.d - introdução de alterações complementares nas obras de construção dos projetos contratados, efetuados pelos agentes promotores, à revelia da CEF, demonstrando falta de fiscalização e controle da entidade sobre as empresas construtoras quanto à correta aplicação dos recursos do FGTS (fls.43/4, 99/106); e 1.e - concessão de financiamento suplementar de 984.272,32 UPFs, em novembro/91, para atender despesas decorrentes das alterações nos projetos de construção, efetuadas pelos agentes promotores, à revelia da CEF, como dito no item anterior, inflacionando os custos dos empreendimentos. As autoridades da CEF, responsáveis pelo exame e aprovação do pedido de financiamento suplementar, não atentaram para "o impacto inflacionário que tal concessão causaria no custo final de cosntrução dos empreendimentos, o que certamente afetará os promitentes compradores, com prejuízos para CEF, na fase de comercialização dos apartamentos desses conjuntos habitacionais" - fl.44; 2 - Conjunto Residencial "Santos Dumont", localizado em Londrina/PR (Proc. CEF nº 28/009/90): 2.a - em 16/12/90 a Construtora Khouri adquiriu o terreno destinado ao Conjunto Residencial "Santos Dumont" pelo valor de Cr$ 12.000.000,00 (fl.109). Um mês após, em 17/01/91, o mesmo foi negociado com a CEF por Cr$ 131.326.172,00 (fl.111), valorizando em 30 dias, cerca de 1.090% em relação ao preço de mercado, "num flagrante absurdo de malversação dos recursos do FGTS" - fl.45; 2.b - divergência para menor na metragem de área construída em

relação à metragem consignada no memorial descritivo. A diferença constatada na área privativa dos apartamentos foi de 3,58m2, "que multiplicada por 486 apartamentos corresponde a 1.739,88m2, equivalente à área aproximada de 37 apartamentos" (fl.46); 2.c - inexistência no local do empreendimento da quadra polivalente de esportes e do play-ground, consignados no memorial descritivo, e diferença a menor em relação a capacidade total do reservatório de água consignado em documentos (400m3) e a capacidade real constatada (200m3) - fls.118/120; 3 - Conjunto Residencial "Alto Sabará", localizado em Londrina/PR (Proc. CEF nº 28/005/90): 3.a - em 17/01/91 a CEF adquiriu o terreno destinado ao Conjunto Residencial "Alto Sabará", pela quantia de Cr$ 33.891.027,00, ou seja, 24.439 UPFs (fl.135). Em 15/05/92 o mesmo terreno foi avaliado, pela AVALISUL-Engenharia de Avaliação, por Cr$ 278.000.000,00 ou 16.145 UPFs (fl.137). Portanto, a CEF pagou 8.294 UPFs (Cr$ 142.806.423,76) a mais pelo terreno, pela UPF de 05/92, totalizando um valor superior aos praticados no mercado mais de um ano depois. 4 - Conjunto Residencial "Jardim Flamingo III", localizado em Arapongas/PR (Proc. CEF nº 28/007/90): 4.a - para dotar a área de infra-estrutura e urbanização a Socofer - Construções e Empreendimentos Ltda. despendeu, segundo estimativas da Secretaria Especial da Política Habitacional/Paraná, Cr$ 257,3 milhões (12.473,36 UPFs) - fl.66 - Vol.III, tendo entretanto, a CEF destinado, para esse fim, Cr$ 1,1 bilhão (57.200 UPFs) - fl.160, pagando a maior cerca de Cr$ 900 milhões; 5 - Conjunto Residencial "Das Palmeiras", localizado em Cascavel/PR (Proc. CEF nº 28/002/90): 5.a - em dezembro de 1990 a Construtora Khouri Ltda. adquiriu terreno de 169.400m2 pelo valor de Cr$ 7.000.000. Subdividiu o referido terreno em 03 (três) partes, sendo que 58.347m2 foram destinados à construção do "Conjunto Residencial Palmeiras", cujo valor corresponde a Cr$ 2.411.053,72 (fl.200/2). Em 17/01/91 (35 dias após) a parcela do terreno de 58.347m2 foi negociada com a CEF por Cr$ 77.603.089,00, correspondente a uma valorização de cerca de 3.200%; 6 - Conjunto Habitacional "Vila C de Itaipu", localizado em Foz do Iguaçu/PR (Proc. CEF nº 28/474/90): 6.a - em 17/01/91, a Cooperativa Habitacional da

Fronteira - COHAFRONTEIRA obteve da CEF financiamento de 1.887.208 UPFs para reforma, urbanização e comercialização de 2.652 casas adquiridas da Empresa ITAIPU BINACIONAL, que em valores de junho/92 atingiu um total de Cr$ 38.930.897.824,00 (fl.59 - Vol. III). As referidas casas foram construídas com materiais simples, à época da construção da hidrelétrica de Itaipu. A equipe de inspeção concluiu que com aquela importância a CEF poderia ter financiado a construção de 6(seis) conjuntos habitacionais, num total aproximado de 3.000 casas novas no lugar das 2.652 unidades, de vida útil já exaurida (fl.63, Vol. III). A operação constitui desvio de finalidade do Programa de Moradias Populares, do Plano de Ação Imediata para Habitação (Circular Normativa CEF nº 132/90), que não contempla operações de crédito com recursos do FGTS para compra e venda de empreendimentos habitacionais já concluídos e habitados". 5. Finalizando seu Parecer, o Sr. Inspetor-Geral, acolhendo em parte as propostas da Equipe de Inspeção, manifesta-se, preliminarmente, por audiência do Presidente da CEF, à época dos fatos (janeiro de 1991), Sr. Lafaiete Coutinho Torres, sobre as ocorrências levantadas, conforme sintetizadas na parte do seu Parecer retrotranscrito. É o Relatório. Voto do Ministro Relator: 7. Trata-se da aplicação de recursos do FGTS, administrados pela Caixa Econômica Federal, no financiamento de habitações populares, nos sistemas de Cooperativa e Plano de Ação Imediata para Habitação Popular - PAIH. 8. As irregularidades levantadas pela Inspeção são graves, como se viu no Relatório. 9. Além das outras irregularidades, destaque-se que a relativa à supervalorização dos preços dos terrenos adquiridos foi uma constante nos 8 conjuntos residenciais financiados, haja vista a disparidade dos preços pagos pela CEF e os de avaliação. Exemplos especiais foram os casos dos terrenos destinados aos conjuntos "Santos Dumont" (em Londrina-PR) e "Palmeiras" (em Iguaçú-PR), que, após serem adquiridos pela Construtora Khouri, foram negociados com a CEF, 35 dias depois, com supervalorização em torno de 1.090% e 3.200%, respectivamente, como se viu na parte transcrita do Parecer do Sr. Inspetor-Geral da 8ª IGCE (itens "2.a" e "5.a"). 10. A questão, portanto, está a exigir a pronta ação desta Corte na defesa do patrimônio do trabalhador, a quem pertence o

FGTS, cuja gerência é confiada ao Poder Público. 11. As irregularidades em referência circunscrevem-se no âmbito das atribuições conferidas à CEF pela Lei nº 8.036/90, Decreto nº 99.684/90 e normas complementares, na qualidade de Agente Operador dos recursos do FGTS. 12. Assim, quanto às medidas alvitradas nos pareceres, inclino-me a acolher a preliminar sugerida pelo Sr. Inspetor-Geral, estendendo-se a audiência ao Sr. Superintendente da CEF no Estado do Paraná, à época das ocorrências, dadas as atribuições que lhe são conferidas, de superintender as operações naquela área. Deve também o presente processo ser transformado em tomada de contas especial para efeito da audiência dos responsáveis e julgamento do mérito dos atos irregulares questionados. À vista de todo o exposto, Voto por que este Tribunal adote a decisão que ora submeto à aprovação deste Plenário. Decisão: O Tribunal Pleno, diante das razões expostas pelo Relator, DECIDE: 1) transformar o presente processo em tomada de contas especial, com fundamento no art. 47, da Lei 8.443/92; 2) determinar, com fundamento nos arts. 41 e 43, inciso II, da Lei nº 8.443/92, a audiência do Sr. Lafaiete Coutinho Torres, Presidente da Caixa Econômica Federal, bem como do Sr. Superitendente da CEF no Estado do Paraná, à época das ocorrências (a ser previamente identificado pela Inspetoria competente), para, no prazo de 30 (trinta) dias, apresentarem justificativas sobre as irregularidades explicitadas no item 4, do Relatório-Voto ora proferido pelo Relator, cuja cópia deverá ser encaminhada aos responsáveis, juntamente com a da presente Decisão, para inteiro conhecimento das ocorrências questionadas, relativas a aplicação de recursos do FGTS em financiamento de habitações populares no referido Estado do Paraná; as aludidas irregularidades se referem, em síntese, a: 1) supervalorização de terrenos destinados a conjuntos habitacionais; 2) inobservância de normas internas da CEF sobre custo de financiamento de terrenos; 3) ausência de controle e fiscalização, por parte da CEF, na correta aplicação dos recursos pelas construtoras, permitindo irregularidades na execução dos projetos em prejuízo a mutuários e à própria CEF; 4) desvio de finalidade de recursos do Plano de Ação Imediata

para Habitação Popular - PAIH e supervalorização dos imóveis objeto do financiamento concedido à Cooperativa Habitacional da Fronteira - COHAFRONTEIRA (Conjunto Habitacional "Vila C de Itaipu"). Indexação: Representação; FGTS; PR; Aquisição; Conversão de Processo; Superfaturamento de Preços; Terreno; Execução de Obras e Serviços; Tomada de Contas Especial; CEF; Bens Imóveis; Financiamento; Habitação;