Infecções Vulvo-vaginais Sintomatologia: Leucorréia (Corrimento Vaginal) Prurido Dor Tumoração Lesões Verrucosas Queixas Urinárias (Ardor Miccional, Disúria, etc...)
Leucorréia Inespecífica Leucorréia Tricomonas
Infecções Vulvo-vaginais Doenças: Candidíase Vaginose Bacteriana Tricomoníase Herpes Genital Condilomatose Gonorréia e Clamídea Outras DST
Leucorréia Secreção vulvo-vaginal diferenciada da secreção fisiológica por cor, volume, odor ou sintomas associados Definição de características clínicas: Fatores associados ao aparecimento (prurido, odor, bolhas) Ciclicidade menstrual Viscosidade Coloração Sintomas urinários associados (disúria ou ardor miccional)
Leucorréia Aspectos Gerais: Higiene Tipo de Vestimenta Atividade Sexual Aspectos Psicológicos Gerais Parceiro (Com ou Sem Sintomatologia)
Exame Clínico Higiene: acúmulo de secreção interlabial Lacerações e Escoriações Vulvares (Prurido) Aumento de Glândulas Vestibulares (DST) Leucorréia (Detalhamento) Trofismo Vulvar (Climatério e Infância) Muco Cervical e Aspecto do Colo Uterino Odor Corpo Estranho Toque Vaginal: DIP
Exame Complementar Exame a Fresco: Lâminas com SF 0,9% (Tricomonas) e KOH 10% (Hifas de Cândida e Odor Fétido = Vaginose) Citologia Tríplice: Exame Indireto Cultura de Secreção Vaginal: Geral ou Específica (Gonococo e Clamídia) ph Vaginal: elevado = Vaginose; baixo = Cândida Colposcopia: lesões específicas
Linhas Gerais de Tratamento Higiene vulvar (secreções interlabiais) Não realização de duchas íntimas Higiene anal adequada (da vulva para o ânus) Evitar roupas íntimas de material sintético (Lycra) Não utilizar desodorantes íntimos Dormir sem roupa íntima Orientação da secreção fisiológica da vagina e vulva Abstinência sexual no período de tratamento Avaliação da necessidade de tratamento do parceiro Higienização das roupas íntimas durante o tratamento
Candidíase Causa mais frequente de leucorréia Independe de atividade sexual Candida Albicans = saprófita vaginal Alteração de ph vaginal = proliferação Uso de ACO, gestação, antibióticos de largo espectro, quimioterapia, imunossupressores, diabetes mellitus Candida Albicans = 90% Candida Glabata = 8% Reservatório intestinal
Candidíase
Candidíase Sintomatologia: prurido e leucorréia branca espessa (nata de leite, requeijão, etc...), ardor miccional ao final da micção Exame a fresco: hifas de cândida na lâmina e ph abaixo de 4,5 Tratamento: Tópico cremes de Nistatina ou Imidazólicos Sistêmico Cetoconazol - 400 mg /dia 5 dias (2 cp 200 mg 12/12 h) Itraconazol - 400 mg dia único (2 cp 100 mg 12 /12 h) Fluconazol - 150 mg dose única
Candidíase Recorrente Avaliação obrigatória de Diabetes Mellitus Aspectos de higiene vulvar Roupas íntimas Práticas sexuais (sexo anal) Aspectos de imunidade Aspectos psicogênicos Tratamento profilático: Itraconazol 2 cp ou Fluconazol 1 cp* por semana durante 6 meses Psicoterapia * CDC STD Guideline 2010
Candidíase Complicada Critério CDC para diagnóstico (STD Guideline 2010): Candidíase recorrente (4 ou mais episódios / ano) Candidíase intensa (subjetivo) Candidíase não-albicans Paciente imunodeprimido, diabético ou debilitado 30 a 50% de retomada de sintomas após interrupção dos esquemas em recorrência Esquemas prolongados de tratamentos tópicos com 14 dias em casos severos Em casos de candidíase não-albicans evitar uso de fluconazol com preferência ao ácido bórico em cápsulas
Vaginose Bacteriana Garnerella Vaginalis (Hemófilo Vaginal ou Corineobactéria Vaginal) Aspectos epidemiológicos semelhantes à candidíase Comensal da vagina Condição de mudança da flora vaginal predispõe proliferação e associação com anaeróbicos Leucorréia branco-amarelada ou acinzentada espumosa e fétida (prutrescina e cadaverina)
Vaginose Bacteriana Odor acentuado pós coito e peri-menstrual Teste com KOH 10% odor fétido (Teste das Aminas) Microscopia: Clue Cells que são células vaginais com superfície serrilhada ou pontilhada (adesão da Gardnerella à superfície das células vaginais) Não há evidência científica para o tratamento do parceiro (CDC 2010 STD Guideline)
Vaginose Bacteriana Tratamento Tópico: Metronidazol Gel 0,75% - 1 aplicador ao dia - 7 dias Tinidazol Creme 30 mg - 1 aplicador ao dia - 7 dias Clindamicina Creme 2% - 1 aplicador ao dia 3 a 7 dias Clindamicina Óvulo dose única * Cremes Vaginais com Tetraciclina ou Sulfa Oral: Metronidazol 250 mg 8/8 horas por 7 dias (Gestantes) Tinidazol 2 g em dose única Secnidazol 1000 mg 2 cp dose única
Tricomoníase DST como improváveis possibilidades de contágio não-sexual Thricomonas Vaginalis: protozoário flagelado e membrana ondulante lateral Parasita pode permanecer vivo no meio externo por até 8 horas, mas em água clorada não passa de 15 minutos Incubação de 2 a 8 dias Predispõe outras DST (AIDS, HPV, Clamídia, etc...) Pouca sintomatologia no homem (eventual uretrite)
Tricomoníase Sintomatologia com leucorréia amarelo-esverdeada ativa com odor fétido leve e eventual prurido Dispareunia de introdução e queixas urinárias podem estar presentes Exame a fresco com SF 0,9% revela o parasita flagelado Colposcopia pode apresentar colpite característica com aspecto tigróide à coloração com Schiller Tratamento do casal com abstinência sexual Esquemas terapêuticos iguais à vaginose baseados em imidazólicos
Tricomoníase
Herpes Genital DST como patógeno viral de 2 tipos: Herpes Virus Tipo II: 85% dos casos Herpes Virus Tipo I: 15% (predominate labial) Infecção primária: sintomatologia exuberante com dor, ardência, prurido, progredindo para ulceração e vesículas na vulva com possibilidade de lesões múltiplas Sintomas associados à primo infecção: adenomegalia, febre, mialgia, cefaléia e náuseas Indução de anticorpos que controlam a infecção primária Imunossupressão posterior = recorrência com sintomas mais leves
Herpes Genital Primo-infecção Recorrência
Herpes Genital Tratamento: Primo-infecção: Aciclovir via oral 200 mg 5 vezes ao dia 5 a 10 dias (ou até a resolução se prolongar) Recorrências: Oral: apenas em quadros mais graves (400 mg 3x/dia por 5 dias) Tópica: Aciclovir tópico Terapia visa apenas redução de sintomatologia, sem previsão de cura