REUNIÃO DO GRUPO DE BRONQUIECTASIAS DEFICIÊNCIA SELECTIVA DE ANTICORPOS M. vanzeller, A. Amorim, A. Miguel 28 de Maio de 2011
SUMÁRIO o Conceitos Imunológicos o Definição o Associação com bronquiectasias Estudos publicados o Diagnóstico o Em discussão
CONCEITOS IMUNOLÓGICOS o A resposta imunológica adaptativa é feita por activação do componente humoral e celular o A resposta humoral activação de linfócitos B e produção de anticorpos neutralização e eliminação de microorganismos extra-celulares e de toxinas microbianas
CONCEITOS IMUNOLÓGICOS Diferentes antigénios podem suscitar diferentes respostas o Antigénios proteicos através da ligação a moléculas do complexo de histocompatibilidade(mhc) activam linfócitos T que vão ser determinantes na proliferação e diferenciação das células Resposta T dependente
CONCEITOS IMUNOLÓGICOS Diferentes antigénios podem suscitar diferentes respostas o Antigénios polissacarídeos, lipídeos (não-proteicos) conseguem induzir resposta sem estimulação das células T Resposta T dependente Resposta T independente IgG1e IgG3 IgG2 e IgG4
CONCEITOS IMUNOLÓGICOS o As crianças com < 2 anos apresentam respostas fracas a antigénios polissacarídeos isolados. o Desenvolvimento de vacinas conjugadas: o Antigénios polissacarideos associados a proteínas imunogénicas Resposta mista
DEFINIÇÃO o Incapacidade de produzir anticorpos em resposta à estimulação por antigéniospolissacarídeosna ausência de outras alterações, associada a doseamento normal de imunoglobulinas A selective anti-polysaccharide antibody deficiency can be present in individuals with normal total immunoglobulin levels o Caracterização genética desconhecida o Alteração pouco frequente, no entanto: An immunodefidiency characterized by impaired antibody responses to polysaccharides N EnglJ Med 1987 5-10% das crianças > 2 anos e história de infecções recorrentes, com doseamentos normais de imunoglobulinas Role of immunoglobulin subclasses and specific antibody determinations in the evaluation of recurrent infection in children. Gross S, BlaissMS, HerrodHG J Pediatr. 1992;121(4):516 8% adultos dos adultos com pneumonias adquiridas na comunidade recorrentes Immunoglobulin deficiencies and impaired immune response to polysaccharide antigens in adult patients with recurrent community-acquired pneumonia. Ekdahl K, Braconier JH, Svanborg Scand J Infect Dis. 1997;29(4):401
ASSOCIAÇÃO COM BRONQUIECTASIAS Resposta a infecções comprometida Infecções de Repetição Infecções de Repetição Bronquiectasias
ASSOCIAÇÃO COM BRONQUIECTASIAS o Objectivo determinar se a deficiência selectiva de anticorpos com doseamento de IgG normal está associada a bronquiectasias o Métodos Avaliar prospectivamente a resposta à administração da vacina anti-pneumocócica e da vacina anti-haemophilus influenza tipo b (Hib) conjugada, em doentes com bronquiectasias de etiologia desconhecida. Os valores obtidos foram comparados com um grupo de controlo de indivíduos saudáveis de forma a serem validados os doseamentos obtidos 11% não respondeu isoladamente ao Hib e e 20% à vacina anti-pneumocócica grupo controlo Deficiência de produção de atc foi definida como ausência de resposta a ambas as vacinas Nenhum individuo do grupo controlo (saudável) não respondeu às duas vacinas
ASSOCIAÇÃO COM BRONQUIECTASIAS o Resultados Dos 107 doentes BQ incluídos 11% tinha deficiência produção anticorpos 20% se otite média 26% subclasse de IgG2 58% ambas
ASSOCIAÇÃO COM BRONQUIECTASIAS Discussão o 11% doentes com bronquiectasias de etiologia desconhecida com deficiência produção anticorpos o Doentes com deficiência de atc apresentam maior incidência de otite média, baixo doseamento de IgG2 e valores pré-imunização mais baixos o 50% dos doentes com deficiência de atc tinham doseamento de IgG2 normal
ASSOCIAÇÃO COM BRONQUIECTASIAS Conclusão
DIAGNÓSTICO o Devem ser orientados por Imunologistas o Doseamento das imunoglobulinas o Doseamento de anticorpos a infecções e imunizações anteriores o Teste de imunização o Avaliação subpopulações linfociárias Consensus on diagnosis and management of primary antibody deficiencies. Consensus Panel for the Diagnosis and Management of Primary Antibody Deficiencies BMJ, 1994
DIAGNÓSTICO o Doseamento de anticorpos anti-polissacarídeos o Teste de Imunização com vacinas polissacarídeas ou mistas
DIAGNÓSTICO o Doseamento de anticorpos Doseamento de anticorpos específicos anti-polissacarídeos - capsulares do S. pneumoniaee H. influenza Doseamento IgGespecifica 1,3 µg/ml protector em todos os grupos etários Devem ser analisados no mínimo 7 serótipos Response to heptavalent conjugate Streptococcus pneumoniae vaccine in children with recurrent infections who are unresponsive to polysaccharide vaccine Pediatr. Infect Dis J, 1998 crianças 2-5 anos vacinadas -resposta adequada > 50% dos serótiposnão conjugados administrados adultos não imunizados - > 70% serótipos testados > 65 anos não há estudos concentrações de anticorpos semelhantes mas menos eficientes
DIAGNÓSTICO o Teste de Imunização Avaliação dos valores IgGpré e pós imunização com vacinas polissacarideas ou/e conjugadas Doseamento de IgGapós 21 dias > valor protector Crianças 2-5 anos resposta > 50% serótipos testados Adultos > 70% serótipos testados A variação pré e pós vacinação já não é consensualmente utilizada Antibody response to pneumococcal vaccination as a funtion of preimmunization titer J Allergy Clin Immunol 2009
ABORDAGEM DO DOENTE COM BRONQUIECTASIAS Quem rastrear? Rastreio Universal Após exclusão das causas mais comuns de BQ Suspeita clínica de imunodeficiência primária Baixa estatura Anomalias faciais/fenda palatina Malformações cardíacas Hipocalcemia Organomegalia Infecções graves ou em múltiplos locais(otite média*) História familiar BTS guideline for non-cf bronchiectasis Thorax 2010
ABORDAGEM TERAPÊUTICA Quem e como tratar? Imunizaçãoa antigéniospolissacarídeosé possível se conjugados com antigéniosproteicos desencadear uma resposta dependente de células B e T Terapêutica de substituição comimunoglobulina (200-400 mg/kga 2-4 sem) Future studies should be done to determine the effectiveness of Ig therapy in such patients
EM DISCUSSÃO Quem rastrear? Como o fazer? Laboratórios disponíveis? Como tratar?
REUNIÃO DO GRUPO DE BRONQUIECTASIAS FIM M. van Zeller, A. Amorim 28 de Maio de 2011