Guia do Professor/Tutor Online

Documentos relacionados
Tutorial 7 Fóruns no Moodle

Critérios Gerais de Avaliação

Licenciatura em Línguas Aplicadas

DGAJ/DF. Curso em E-learning

ANO LETIVO 2013/2014 CRITÉRIOS GERAIS DE AVALIAÇÃO

O que esperar do SVE KIT INFORMATIVO PARTE 1 O QUE ESPERAR DO SVE. Programa Juventude em Acção

Em FORMATO E-LEARNING PQ A Página 1 de 6

Caracterização do Curso de Formação de eformadores

Guia de Apoio ao Formando. Formação à distância

Observação das aulas Algumas indicações para observar as aulas

QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DE NECESSIDADES DE FORMAÇÃO EM ESTABELECIMENTOS PRISIONAIS

Curso: Formação de Formadores em Educação a Distância

Bolonha e o Papel das Estratégias num Curso em b-learning

Introdução ª Parte - Acesso à Aplicação Avaliação Online... 4 I Aceder à Aplicação Inscrição Acesso à Aplicação...

ANEXO III REGULAMENTO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES 1

EDITAL PARA CONTEUDISTA FEAD

MESTRADO EM PSICOLOGIA SOCIAL E DAS ORGANIZAÇÕES GUIA DE ORGANIZAÇÃO E DE FUNCIONAMENTO DOS ESTÁGIOS

TUTORIA EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Maria Teresa Marques Amaral. Introdução

MANUAL DO ALUNO GRADUAÇÃO MODALIDADE SEMIPRESENCIAL

Coleta de Dados: a) Questionário

Curso: Diagnóstico Comunitário Participativo.

sistema de gestão do desempenho e potencial Directório de Competências e de Perfis Profissionais

Universidade de Cruz Alta UNICRUZ Centro de Ciências Agrárias, Exatas e da Terra Curso de Ciência da Computação PLANO DE ENSINO

COMUNICADO À COMUNIDADE ACADÊMICA DO PROGRAMA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL - IFMA

77... DESIGN INSTRUCIONAL E O DESENVOLVIMENTO DE MATERIAIS DIDÁTICOS NA UNISULVIRTUAL

5 Instrução e integração

MANUAL DO AVA GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS. Rua Ramos Ferreira, 991 A - Centro Fone: (92) / Manaus AM CEP:

FICHA DE CURSO DESIGNAÇÃO. DURAÇÃO 128 Horas + 3 horas de exame. ÁREA TEMÁTICA DA FORMAÇÃO 862 Segurança e Higiene no Trabalho

Sistema de formação e certificação de competências

TROCANDO OS FILHOS DE ESCOLA: UM PEQUENO GUIA PARA OS PAIS

Dicas para EaD. Mapa do Tutorial. Ambientação em Educação a Distância. Educação a Distância. Aluno na Modalidade EaD.

Título: O moodle como ambiente virtual de aprendizagem colaborativa: o caso do Curso Introdutório Operacional Moodle na UEG.

TUTORIAL EAD MOODLE PARA ALUNOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO PROJETO BÁSICO CURSO DE APERFEIÇOAMENTO EM PRODUÇÃO E ORGANIZAÇÃO DE CONTEÚDO NA EAD CURSO PARA DOCENTES DA UFOP

O Trabalho Docente: Elementos para uma teoria da docência como profissão de interações humanas

ENSINO DE GEOMORFOLOGIA A DISTÂNCIA: ESTRATÉGIAS ADOTADAS NA LICENCIATURA EM GEOGRAFIA DO CEDERJ/UERJ

Autores: Adelaide Campos Adelina Figueira Anabela Almeida Esmeralda Martins Maria José Rodrigues Maria de Lurdes Amaral

Agrupamento de Escolas Professor Noronha Feio

INDAGAR E REFLECTIR PARA MELHORAR. Elisabete Paula Coelho Cardoso Escola de Engenharia - Universidade do Minho elisabete@dsi.uminho.

O MOODLE COMO FERRAMENTA DIDÁTICA

Liderança Ciclo Motivacional Clima Organizacional Cultura Organizacional

CÓDIGO DE CONDUTA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL ENTRE O GRUPO PORTUGAL TELECOM, A UNI (UNION NETWORK INTERNATIONAL), SINTTAV, STPT E SINDETELCO

ESCOLA BÁSICA INTEGRADA DE RIBEIRA GRANDE EB2 GASPAR FRUTUOSO

USO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PRESENCIAL E A DISTÂNCIA

Regimento do Conselho Municipal de Educação

4.1. UML Diagramas de casos de uso

Disciplina: Alfabetização

PROGRAMA DE METODOLOGIA DO ENSINO DE EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA

Relatório de Investigação da Escola julho 2015

REGULAMENTO DE ESTÁGIO OBRIGATÓRIO DO CURSO DE Bacharelado em Administração Modalidade a Distância

Programa de formação para voluntários no sistema de justiça criminal

COMISSÃO CIENTÍFICA DO CURSO DE MESTRADO EM ENSINO DE DANÇA ANO LECTIVO DE 2011/2012-1º SEMESTRE RELATÓRIO

DISCIPLINAS ON-LINE GUIA DO ALUNO GRADUAÇÕES

Manual de Avaliação dos alunos do pré-escolar ao 9º ano de escolaridade

COORDENAÇÃO DE EAD MANUAL DE UTILIZAÇÃO DO MOODLE 2.6 PERFIL ALUNO. Versão 1.0

PLATAFORMA MOODLE: POSSIBILIDADES PEDAGÓGICAS NO ENSINO SUPERIOR. Profª Drª Nara Nörnberg Assessora Pedagógica Unisinos EaD

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: ELABORAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PEDAGÓGICOS NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM

UNIDADE 1 TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

REGULAMENTO INTERNO. Capítulo I Princípios Gerais. Artigo Primeiro Objecto

FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR DO ENSINO FUNDAMENTAL I PARA USO DAS TECNOLOGIAS: análise dos cursos EaD e da prática docente

RELATÓRIO PARCIAL REFERENTE À ETAPA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CURSO...

JOGOS MATEMÁTICOS RESUMO INTRODUÇÃO

Instruções ao Usuário

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO MARAJÓ- BREVES FACULDADE DE LETRAS

AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR

CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA. Bruxelas, 30 de Novembro de 2000 (13.10) (OR. fr) 14110/00 LIMITE SOC 470

ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU MODALIDADE EAD

CÓDIGO DE ÉTICA DA HABITÁGUA

REGULAMENTO ESTÁGIO SUPERVISIONADO CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA FACULDADE DE APUCARANA FAP

Motivar os Professores

O uso de jogos no ensino da Matemática

REGULAMENTO DA ACTIVIDADE FORMATIVA

Módulo 2 Análise de Grupos de Interesse

GUIA DE BOAS PRÁTICAS

PROBLEMATIZANDO ATIVIDADES EXPERIMENTAIS NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES/AS

AS CONTRIBUIÇÕES DAS VÍDEO AULAS NA FORMAÇÃO DO EDUCANDO.

1. O DHCP Dynamic Host Configuration Protocol

Uso da Telefonia Móvel: Uma Ferramenta de Interação para a Aprendizagem a Distância

TÉCNICO EM DESENVOLVIMENTO INFANTIL (TEDI)

DISCIPLINAS SEMIPRESENCIAIS

Módulo 14 Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas Treinamento é investimento

Modelos de Desenho Curricular

REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO INTRODUÇÃO

INOVAÇÃO PORTUGAL PROPOSTA DE PROGRAMA

CHAMADA DE INSCRIÇÕES E PREMIAÇÃO DE RELATOS: EXPERIÊNCIA DO TRABALHADOR NO COMBATE AO AEDES

O PROCESSO DE INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: UM ESTUDO DE METODOLOGIAS FACILITADORAS PARA O PROCESSO DE ENSINO DE QUÍMICA

TUTORIAL PARA UTILIZAÇÃO DA PLATAFORMA LMS

ESTATUTO 10 de setembro de 2014

Pedagogia do Desporto. António Rosado

Avaliação De Desempenho de Educadores e de Professores Princípios orientadores

profunda. São questões que nortearam a pesquisa: Como o aluno se percebe no processo de interatividade do curso? Como se dá o acesso ao conhecimento?

Capacitação de Usuários no uso de Sistemas de Informação

Transcrição:

Guia do Professor/Tutor Online

INTRODUÇÃO E nsinar online é uma experiência única, muito estimulante para um Professor Tutor, mas requer algumas competências pedagógicas específicas. As notas que se seguem foram reunidas tendo em conta experiências diversas relatadas na literatura da especialidade e a experiência dos autores deste documento. Procuram responder às necessidades básicas de um Professor/Tutor quando se inicia no ensino online e não constituem uma lista exaustiva de todas as questões que se podem colocar. Não têm, também, como objectivo substituir-se à experiência que cada Professor/Tutor vai adquirindo à medida que desenvolve esta modalidade de ensino-aprendizagem, pois a forma mais efectiva de adquirir competências para ensinar online é justamente ensinar online. Por conseguinte, estas notas constituem-se como sugestões práticas e apenas visam facilitar a tarefa dos docentes que se iniciam nesta modalidade. Acrescente-se, ainda, que estas notas não substituem a necessidade de ajustar a sua actuação às orientações definidas pelos coordenadores do curso onde o seu módulo/cadeira se integra. SER PROFESSOR/TUTOR ONLINE Ensinar no ciberespaço exige mudança de práticas, de métodos e de estratégias. Mais do que uma grande familiaridade com a tecnologia, ensinar online requer competências que envolvam os estudantes no desenvolvimento dos seus próprios processos de aprendizagem. DEZEMBRO 2004 201

DOSSIER PEDAGÓGICO A primeira mudança refere-se à inexistência de exposições por parte do professor. O ensino online assenta num espaço onde domina a escrita. Além do texto escrito, como substituição da exposição oral, o ensino online fundamenta- -se na interacção escrita entre alunos e professor e entre alunos. Esta característica coloca ao professor algumas exigências específicas: grande precisão na linguagem a usar, instruções claras e completas, um tom emocional afável. Numa segunda fase, importa salientar que, na ausência de uma presença física como numa classe presencial, é determinante a construção de um comunidade virtual, onde a personalidade de cada aluno possa emergir e os diferentes estilos se possam compatibilizar. Os alunos introvertidos têm mais facilidade em se adaptarem ao ambiente virtual e à ausência de oralidade. Os extrovertidos, por seu turno, têm maior necessidade de sentir a presença dos outros, incluindo a do professor. A construção de espaços de interacção informal entre todos é uma forma de propiciar encontros escritos onde se poderão desenvolver laços de amizade, de respeito e de troca de experiências para além dos assuntos a abordar na disciplina. A formação de uma comunidade deste tipo dá ao aluno segurança, ao mesmo tempo que dilui sentimentos de isolamento, de angústia e de abandono. A existência de uma comunidade virtual é particularmente importante para a criação de um clima seguro para a adopção de regras comuns e para a construção conjunta de saberes, numa vertente de aprendizagem colaborativa. Nos ambientes de aprendizagem colaborativa os estudantes trabalham em conjunto com o objectivo de atingir níveis mais elevados de compreensão dos assuntos, desenvolvendo capacidades de argumentação e espírito crítico. Ao professor/tutor cabe a responsabilidade de facilitar a criação de uma comunidade de aprendentes, assumindo um papel activo na dinamização das discussões, na manutenção de um espaço de interacção informal, tornando-se visível sem dominar as interacções, incentivando a participação dos alunos de modo contínuo e fornecendo apoio em casos de dificuldade ou confusão. 202 DISCURSOS. SÉRIE: PERSPECTIVAS EM EDUCAÇÃO

I. ANTES DO CURSO Ser Professor/Tutor em ensino online é uma actividade que requer tempo e uma atenção permanente. O seu sucesso tem origem numa previsão exaustiva de todos os recursos pedagógicos necessários e das actividades a solicitar aos estudantes, combinado com uma previsão inteligente sobre a gestão do tempo disponível. 1. A Preparação Procure definir previamente os objectivos do módulo, as actividades que vai propor aos estudantes, os recursos necessários (textos, multimédia, indicações bibliográficas, referências online, etc.), os momentos de avaliação, os instrumentos e critérios de avaliação. Organize o Contrato de Aprendizagem do módulo/disciplina, de acordo com o período de tempo previsto para o total do módulo. Esse Contrato de Aprendizagem deverá incluir os objectivos, as actividades a propor aos estudantes e os tempos previstos para cada uma, os recursos, os momentos de avaliação, os instrumentos e os critérios de avaliação. Tenha em conta que o tempo online é diferente do tempo presencial, isto é, é mais dilatado do que numa classe presencial. Por isso, verifique se o seu plano é realista. Elabore um documento definitivo que constitui o Contrato de Aprendizagem a fornecer aos estudantes no início do seu módulo, contendo os elementos definidos acima objectivos, actividades, recursos, momentos de avaliação, instrumentos, critérios de avaliação e cronograma. Este documento deverá permitir a cada estudante conhecer o que se espera dele em cada momento ao longo do período que dura o módulo, facilitando-lhe a gestão do seu tempo e a organização atempada de um plano de trabalho pessoal. Organize o desenvolvimento do módulo na plataforma: criação do índice, de uma zona de interacção informal, eventual formação de equipas, etc. Tendo em conta o cronograma criado para o módulo, organize um plano de trabalho pessoal de forma a gerir o seu tempo de forma equilibrada, evitando o stress da participação excessiva ou o abandono dos estudantes a si próprios. DEZEMBRO 2004 203

DOSSIER PEDAGÓGICO II. DESENVOLVIMENTO DO MÓDULO/DISCIPLINA Procure estabelecer um horário adequado para entrar no módulo, interagir com os estudantes, distribuir tarefas e desenhar alterações caso seja necessário. Para além da planificação efectuada, adopte uma atitude flexível na orientação das actividades, procurando ter em conta o ritmo dos estudantes. 1. Início do Módulo/Disciplina Envie o Contrato de Aprendizagem que preparou aos estudantes e solicite-lhes que elaborem um plano de trabalho de acordo com o cronograma definido. No dia previsto para o início do módulo/disciplina, envie uma mensagem de boas vindas aos estudantes e procure explicitar as suas expectativas. Para além das boas-vindas esta mensagem deve clarificar um conjunto de aspectos importantes para o comportamento posterior do estudante, nomeadamente: a) a gestão do seu tempo, isto é, um eventual horário para fornecer feedback ou entrar em interacção com os estudantes; b) o tipo de participação que espera por parte deles (ex: quantas vezes espera que acedam à plataforma, obrigatoriedade de participação nos fóruns, em chats, etc.); c) procedimentos a usar na eventualidade de um estudante ter problemas técnicos com a plataforma ou desta sofrer quebras. Elabore mensagens simples e não muito longas. Recorde-se que a comunicação entre si e o estudante e entre os estudantes se efectua através da escrita. Na elaboração das mensagens procure que estas não ultrapassem a dimensão do ecrã e, no caso de ser necessário, divida-as ou utilize um ficheiro em anexo. 204 DISCURSOS. SÉRIE: PERSPECTIVAS EM EDUCAÇÃO

2. Decurso do Módulo/Disciplina Promova um fórum dedicado à interacção livre entre os estudantes. Este espaço permite o desenvolvimento de um clima emocional que favorece a motivação dos estudantes, ajuda a minimizar e a ultrapassar atritos e pequenos conflitos e favorece a formação de um ambiente turma, promovendo a coesão e a ajuda mútua entre os estudantes; Promova, mesmo que informalmente, a interacção entre pequenos grupos; Organize fóruns de discussão, promovendo a reflexão e o debate de ideias em torno de um tema específico, de um texto, de uma actividade; Incentive a participação dos estudantes, através de questões que os desafiem, problemas para resolverem, pequenas tarefas a realizar individualmente ou em pequenos grupos; Organize equipes de trabalho à volta de uma tarefa, fornecendo indicações claras aos estudantes; Incentive discussões em que os próprios estudantes possam desempenhar o papel de moderadores; Favoreça a troca de mensagens entre os estudantes, promovendo discussões e encontros informais entre eles; Procure gravar todos os documentos do curso, incluindo as discussões (fóruns ou chats), ficheiros enviados pelos alunos, etc. 3. As Discussões Assíncronas O ensino online distingue-se de um programa tutorial online pela possibilidade de interacção entre todos os participantes. Essa interacção pode ser estimulada com o recurso a fóruns de discussão, em que os interlocutores comunicam em tempos diferentes. A moderação destes fóruns por parte dos tutores exige alguns cuidados. Estabeleça um calendário para cada discussão de forma a que os estudantes conheçam o tempo a ela dedicado e possam ter tempo de intervir e de reflectir sobre as contribuições dos colegas; DEZEMBRO 2004 205

DOSSIER PEDAGÓGICO Utilize uma questão norteadora para despoletar e centrar a discussão; Procure manter a discussão centrada em poucas ideias ao mesmo tempo; Estabeleça regras para a discussão (ex: mínimo de contribuições, como encadear as contribuições tendo em conta a existência de raízes, resposta, etc.); Procure equilibrar as suas participações, de forma a dar espaço a que os alunos desenvolvam a sua autonomia e a não transformar a discussão numa série de perguntas/respostas; Elabore comentários abertos, que suscitem o debate; Evite comentários muito extensos e complexos já que, em geral, este tipo de comentário origina o silêncio; Convide os estudantes a comparar pontos de vista e a argumentarem as suas posições; Elabore sínteses, direccionando a discussão se esta parecer não seguir uma linha condutora ou no caso de os estudantes se desviarem das ideias em discussão; Realce as contribuições positivas e ignore as negativas; No caso de alguma postura incorrecta, reaja de imediato enviando uma mensagem privada ao autor; Envie mensagens privadas (via correio electrónico) aos estudantes que pretende estimular para a discussão; Seja paciente e não se apresse a elaborar comentários sobre o tema em discussão se notar falta de participação dos estudantes. Em vez disso, envie mensagens privadas procurando saber se há problemas técnicos ou outros. 4. As Discussões Síncronas A discussão síncrona tem lugar através da ferramenta de chat. Entre as várias desvantagens que possui, exige a presença simultânea dos participantes e o consequente acerto prévio de uma data e hora de encontro. A sua utilização é útil para objectivos de comunicação específicos. Procure usar o chat com parcimónia; a sua utilidade reside sobretudo na possibilidade de despoletar brainstorming, de trocar impressões sobre um assunto, de combinar metodologias de trabalho ou simplesmente de promover o convívio; 206 DISCURSOS. SÉRIE: PERSPECTIVAS EM EDUCAÇÃO

Limite o número de participantes por chat: se o número é elevado a discussão redunda com facilidade em confusão; Procure que o chat tenha um moderador, que pode ser o Professor/ Tutor ou não. É o moderador quem faz a gestão da conversa ; No início do chat dê um tempo para os diversos participantes entrarem e se ambientarem, promovendo uma pequena conversa informal; Organize regras para facilitar a participação de todos os intervenientes e evitar que um deles monopolize a conversa, como por exemplo: pedir a palavra para intervir (digitar PP); esperar que o moderador dê a palavra antes de digitar o texto; dividir a mensagem em várias frases, digitando enter a cada frase e digitando FIM para indicar que se terminou a mensagem. DEZEMBRO 2004 207