1 ROSENTHAL E SARFATIS METTA ADVOGADOS INFORMATIVO JURÍDICO NÚMERO 8, ANO 1I AGOSTO DE 2010 1 MP EQUIPARA ATACADISTAS E PRODUTORES PARA FINS DE COBRANÇA DE PIS E COFINS Publicada Medida Provisória que trará aumento na carga tributária de muitas empresas atacadistas. Confira mais detalhes na página 2. 2 3 DECRETO PAULISTA REGULA HIPÓTESES DE ROMPIMENTO DO PPI Leia mais na página 2. RECEITA FEDERAL ALTERA MULTAS PARA PEDIDOS DE RESSARCIMENTO OU COMPENSAÇÃO INDEVIDOS 4 EMPRESAS QUE ADOTAM O REGISTRO DE PONTO ELETRÔNICO GANHAM NOVO PRAZO PARA SE ADEQUAR À PORTARIA MTE Nº 1.510/09 Impressão do recibo só será obrigatória a partir de março de 2011. Confira íntegra na página 3. Instrução normativa reduz multa aplicada em caso de compensação não homologada. O artigo completo segue na página 3. 5 ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS ESTÃO OBRIGADOS A DISPONIBILIZAR UM EXEMPLAR DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Confira mais detalhes na página 4.
2 1 MP EQUIPARA ATACADISTAS E PRODUTORES PARA FINS DE COBRANÇA DE PIS E COFINS No dia 27 de julho foi publicada a Medida Provisória n 497/10. Tal norma impõe aos atacadistas tributados pelo regime monofásico o recolhimento de PIS e COFINS quando adquirirem produtos de indústria com a qual tenham relação de interdependência. Há relação de interdependência quando uma das empresas tiver participação de 15% ou mais na outra, quando uma mesma pessoa for diretor ou sócio em ambas, ou quando a empresa atacadista for a única adquirente da fabricante ou tiver contrato de exclusividade. A nova disposição foi justificada pela Receita para evitar que indústrias criassem uma distribuidora para ser a única ou principal distribuidora dos produtos fabricados por ela. Desta forma, a indústria venderia seus produtos à atacadista pelo preço de custo, recolhendo PIS e COFINS, em nome da cadeia inteira, sobre um valor muito menor. A partir de novembro, com o início da equiparação determinada pela MP, a contribuição para o PIS e a COFINS passam a incidir sobre o valor agregado, com o lucro incluído. Com a equiparação das atacadistas as indústrias, muitas empresas terão que refazer seu planejamento tributário. Trata-se de mais uma etapa de implantação da política de substituição tributária, nova modalidade de arrecadação de tributos que supostamente serviria para simplificar a fiscalização das empresas, mas na prática serve mais para financiar o Estado antecipando receita. Nota-se que a substituição acabou implicando em aumento de carga tributária, pois a grande maioria dos contribuintes inclusos na MP não praticavam o esquema imaginado pela Receita.
3 Pior, a criação de norma tributária por meio de MP aumenta o clima de insegurança jurídica, pois a medida precisa ser votada pelo Congresso para permanecer em vigor. 2 DECRETO PAULISTA REGULA HIPÓTESES DE ROMPIMENTO DO PPI Decreto nº 56.102 de 18 de agosto de 2010 As empresas que aderiram ao PPI do ICMS no Estado de São Paulo precisam estar em dia com o ICMS relativo a fatos geradores ocorridos após a celebração do parcelamento para não terem seus parcelamentos rompidos. A exigência foi determinada no Decreto nº 56.102/10, publicado no Diário Oficial do Estado no dia 19/08/10, que estabelece que será considerado rompido o parcelamento celebrado no âmbito do PPI do ICMS, quando o contribuinte ficar inadimplente do ICMS por fato gerador ocorrido após a data da celebração do parcelamento. Para ter seu parcelamento rompido o contribuinte preencher, cumulativamente, dois requisitos: o débito fiscal deve ter sido inscrito na dívida ativa a partir de 1º de novembro de 2010 e o somatório dos valores dos débitos fiscais inscritos deve ser superior ao saldo do parcelamento não liquidado, na data de inscrição do débito. Nos termos do Decreto, para efeitos de rompimento, serão considerados todos os estabelecimentos do contribuinte beneficiário do parcelamento. O rompimento do parcelamento em razão do inadimplemento do contribuinte já estava previsto no Decreto que institui o Programa de Parcelamento Incentivado - PPI ICM/ICMS no Estado de São Paulo, entretanto ainda não tinha sido regulamentado.
4 Desnecessário lembrar a ilegalidade do normativo, fazendo o que é conhecido como mudar a regra no meio do jogo. 3 RECEITA FEDERAL ALTERA MULTAS PARA PEDIDOS DE RESSARCIMENTO OU COMPENSAÇÃO INDEVIDOS Instrução Normativa nº 1.067 de 24 de agosto de 2010 A Instrução Normativa RFB nº 1.067, publicada no Diário Oficial da União do dia 25/08/10, alterou a Instrução Normativa RFB nº 900/08. A mencionada instrução inseriu o artigo 29-A, que estabelece as penalidades que serão aplicadas nos casos de pedido de ressarcimento. Desta forma, será aplicada, mediante lançamento de ofício, multa isolada de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor do crédito objeto de pedido de ressarcimento indeferido ou indevido. O percentual da multa será de 100% (cem por cento) na hipótese de ressarcimento obtido com falsidade no pedido apresentado pelo sujeito passivo. Além da previsão de multa nos casos de pedidos de ressarcimento indevidos ou fraudulentos, a IN alterou os percentuais de multa aplicados sobre o valor do crédito objeto de declaração de compensação nãohomologada. A multa sobre o valor do crédito objeto de declaração de compensação não-homologada foi reduzida de 75% para 50%. Nos casos de nãoatendimento, pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para prestar esclarecimentos ou apresentar documentos ou arquivos magnéticos, a multa será de 75% e não mais 112,5% como determinava a IN nº 900/08. deferido pode ser contestada nos Tribunais. A previsão de multa para mero pedido administrativo não
5 4 EMPRESAS QUE ADOTAM O REGISTRO DE PONTO ELETRÔNICO GANHAM NOVO PRAZO PARA SE ADEQUAR À PORTARIA MTE Nº 1.510/09 As empresas que usam o registro de ponto eletrônico ganharam novo prazo para se adequar as exigências da Portaria nº 1.510/09 do Ministério do Trabalho e Emprego. O prazo para atendimento das exigências, que era 26 de agosto de 2010, foi prorrogado para 1º de março de 2011 pela Portaria nº 1.987/10 o funcionário bater ponto. A Portaria nº 1.510/09 prevê a impressão de recibo cada vez que O registro de ponto eletrônico não é obrigatório para todos, entretanto as empresas que o adotarem estão obrigadas a se adequar a Portaria nº 1.510/09. 5 ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS ESTÃO OBRIGADOS A DISPONIBILIZAR UM EXEMPLAR DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Lei nº 12.291, de 20 de julho de 2010 Com a publicação da Lei nº 12.291, de 20 de julho de 2010, todos os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços estão obrigados a deixar à disposição do público, em local visível e de fácil acesso, um exemplar do Código de Defesa do Consumidor. O objetivo da lei em comento é difundir direitos e deveres aos envolvidos na relação de consumo e já está em vigor.
6 O não atendimento ao disposto da lei ensejará aplicação de multa no valor de R$ 1.064,10 pela autoridade administrativa no âmbito de sua atribuição