PARECER CME/THE Nº024/2008



Documentos relacionados
CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE TERESINA

ESTÁGIO SUPERVISIONADO

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Art. 1º Definir o ensino de graduação na UNIVILLE e estabelecer diretrizes e normas para o seu funcionamento. DA NATUREZA

Parecer n 275/2009-CEDF Processo n /2009 Interessado: Colégio Sagrado Coração de Maria

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ FACULDADE DE MATEMÁTICA CURSO DE MATEMÁTICA REGULAMENTO N 001, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2013

NORMAS REGIMENTAIS BÁSICAS PARA AS ESCOLAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL

REGULAMENTO ESTÁGIO SUPERVISIONADO CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA FACULDADE DE APUCARANA FAP

Prefeitura Municipal de Santos

GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO ESPORTE 2ª COORDENADORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO

CAPÍTULO I DAS DIRETRIZES DO CURSO

PREFEITURA MUNICIPAL DE IGARAPÉ-AÇU ESTADO DO PARÁ EDITAL NORMATIVO DE CONCURSO Nº 001/2016

CAMPUS BRUMADO DEPEN / COTEP P L A N O D E E N S I N O-APRENDIZAGEM. Manual de instruções. Prezado Professor e prezada Professora,

Necessidade e construção de uma Base Nacional Comum

DIRETRIZES GERAIS PARA CUMPRIMENTO DOS CURRÍCULOS DOS CURSOS DE ENSINO MÉDIO E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

Av. Gen. Carlos Cavalcanti, CEP Tel. 0** (42) Ponta Grossa Pr. -

TEXTO RETIRADO DO REGIMENTO INTERNO DA ESCOLA APAE DE PASSOS:

Informações básicas. Programa Ensino Integral

RESOLVE: CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

MANUAL DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO ADMINISTRAÇÃO

PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO. Prof. Msc Milene Silva

REGIMENTO INTERNO DO CENTRO DE ESTUDOS EM EDUCAÇÃO E LINGUAGEM (CEEL)

ESTADO DE SANTA CATARINA Secretaria de Estado da Educação Diretoria de Educação Básica e Profissional

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO Conselho de Educação do Distrito Federal

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ CÂMPUS CURITIBA

TEXTO PRODUZIDO PELA GERÊNCIA DE ENSINO FUNDAMENTAL COMO CONTRIBUIÇÃO PARA O DEBATE

CURSO: EDUCAR PARA TRANSFORMAR. Fundação Carmelitana Mário Palmério Faculdade de Ciências Humanas e Sociais

UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL UNISC REGULAMENTO DO ESTÁGIOS CURRICULARES OBRIGATÓRIOS E NÃO- OBRIGATÓRIOS DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UNISC

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO 1.ª SÉRIE CÓDIGO DISCIPLINAS TEOR PRAT CHA PRÉ-REQUISITO PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO I ( INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA)

Pedagogia Estácio FAMAP

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO DIRETORIA DE ARTICULAÇÃO PEDAGÓGICA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO BÁSICA

RESOLUÇÃO Nº 044/2015, DE 01 DE SETEMBRO DE 2015

IMPLANTANDO O ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS NA REDE ESTADUAL DE ENSINO

PROCESSO N. 1140/03 PROTOCOLO N PARECER N.º 30/04 APROVADO EM 11/02/04 INTERESSADO: CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL CEM

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

FACULDADES DA FUNDAÇÃO DE ENSINO DE MOCOCA - FaFEM

ELEMENTOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA. A Organização do Trabalho Pedagógico da Escola

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE - FURG SECRETARIA EXECUTIVA DOS CONSELHOS

CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO ENCONTRO DOS CONSELHOS DE EDUCAÇÃO DE SERGIPE

Regulamento de Estágio Supervisionado Licenciatura em Música

PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA DE FORMAÇÃO CONTINUADA PARA EDUCADORES DE JOVENS E ADULTOS

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

TÍTULO I DA NATUREZA, DAS FINALIDADES CAPÍTULO I DA NATUREZA. PARÁGRAFO ÚNICO Atividade curricular com ênfase exclusiva didático-pedagógica:

RESOLUÇÃO Nº 004/2012-COSUP

ANEXO II PROJETO PEDAGÓGICO

a Resolução CONSEPE/UFPB nº. 34/2004, que orienta a elaboração e reformulação dos Projetos Políticos Pedagógicos dos Cursos de Graduação da UFPB;

RESOLUÇÃO Nº 07, de 1º de setembro de 2010.

Assunto: Orientações para a Organização de Centros de Atendimento Educacional Especializado

Curso de Pedagogia Ementário da Matriz Curricular

ORIENTAÇÕES GERAIS PARA ESTÁGIO DE PEDAGOGIA

Diário Oficial Diário Oficial Resolução SE 52, de

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

RESOLUÇÃO 002/CUn/2007, de 02 de março de 2007

CONSELHO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL

RESOLUÇÃO Nº 08/03-COUN

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO RESOLUÇÃO N , DE 27 DE FEVEREIRO DE 2013

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO Conselho de Educação do Distrito Federal

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Das atividades, atribuições e carga horária

Art. 1º Fica modificada a redação da Seção V do Título IV da Lei Complementar nº 49, de 1º de outubro de 1998, que passa ter a seguinte redação:

AGUARDANDO HOMOLOGAÇÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

Governo do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Educação CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO

PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO CHOÇA ESTADO DA BAHIA

EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA: DOCÊNCIA E GESTÃO EDUCACIONAL (Currículo iniciado em 2009)

PPC. Aprovação do curso e Autorização da oferta PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO FIC METODOLOGIA PARA O ENSINO DE LINGUA PORTUGUESA. Parte 1 (solicitante)

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO Conselho de Educação do Distrito Federal

LEI Nº 2.581/2009. O Prefeito Municipal de Caeté, Minas Gerais, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona a seguinte Lei:

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR RESOLUÇÃO Nº 5, DE 2 DE FEVEREIRO DE

ANEXO II. Regulamentação da Educação Profissional Técnica de Nível Médio Integrado. Capítulo I Da admissão

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006

REGULAMENTO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO CAPÍTULO 1 DA DEFINIÇÃO

Iniciando nossa conversa

PROJETO PEDAGÓGICO. 2.3 Justificativa pela escolha da formação inicial e continuada / qualificação profissional:

REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO DO CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS PORTUGUÊS INGLÊS.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG 1º SEMESTRE 2º SEMESTRE 3º SEMESTRE 4º SEMESTRE 5º SEMESTRE

PROPOSTA DE METODOLOGIA E PLANO DE TRABALHO PARA A ELABORAÇÃO DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL PDI DO IFB ( )

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO Nº 1, DE 3 DE DEZEMBRO DE 2013 (*)

1/5. Parecer CME/THE Nº017/2007

PPC. Aprovação do curso e Autorização da oferta PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO FIC METODOLOGIA PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA. Parte 1 (solicitante)

ESCOLA DE ENFERMAGEM REGIMENTO

ATENA CURSOS EMÍLIA GRANDO COMPREENDENDO O FUNCIONAMENTO DO AEE NAS ESCOLAS. Passo Fundo

O ESTUDO DE CIÊNCIAS NATURAIS ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA RESUMO

RESOLUÇÃO Nº 063 CONSUPER/2013

REGULAMENTO DE ESTÁGIO OBRIGATÓRIO DO CURSO DE NUTRIÇÃO CURRÍCULO 2 I INTRODUÇÃO

CONSELHO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL. Parecer nº 134/2003-CEDF Processo nº /2002 Interessado: UNI União Nacional de Instrução

PROCESSO DE SELEÇÃO DE MEDIADORES PARA O CURSO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA E SAÚDE AMBIENTAL

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO CAMPUS BINACIONAL OIAPOQUE

REGIMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA FACULDADE DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E URBANISMO

ORIENTAÇÕES SOBRE O PROGRAMA DE GARANTIA DO PERCURSO EDUCATIVO DIGNO

DOCUMENTO NORTEADOR PARA COMISSÕES DE AUTORIZAÇÃO E RECONHECIMENTO DE CURSO DE PEDAGOGIA

Transcrição:

CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE TERESINA Rua Lizandro Nogueira, 1536 - Centro. Telefone: (0xx86)3215-7639 CEP.: 64.000-200 - Teresina - Piauí E-Mail: semec.cme@teresina.pi.gov.br PARECER CME/THE Nº024/2008 Opina favoravelmente pela autorização de funcionamento, por 05 (cinco) anos, do curso de Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) diurno e Educação de Jovens e Adultos, noturno, da Escola Municipal Murilo Braga, situada na Rua Coelho de Resende, 1649 - Bairro Marquês, zona norte de Teresina, Estado do Piauí. I. INFORMAÇÕES GERAIS: O Sr. Antônio Assunção Rodrigues, diretor da E. M. Murilo Braga solicita deste egrégio Conselho Municipal de Educação de Teresina/CME/THE, autorização de funcionamento dos cursos de Ensino Fundamental (1º ao 5ºano) diurno e Educação de Jovens e Adultos EJA noturno. A escola foi inaugurada no dia 16 de agosto de 1952, pelo então, prefeito Dr. João Mendes Olímpio de Melo, com Ensino Fundamental diurno (1ª à 4ª série) e iniciou a Educação de Jovens e Adultos em 1986. Ao longo desses anos a instituição tem procurado com esforço de seu corpo técnico-docente oferecer uma educação de ótima qualidade e uma gestão co-participativa. Neste sentido a atual gestão é reconhecida por toda a comunidade escolar e pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura como democrática e participativa. A escola funciona em prédio próprio, atendendo cerca de 678 alunos distribuídos nos três turnos. II. RELATÓRIO: O Processo CME/THE Nº 064/2007 contempla em seus autos os documentos para o ato de autorização, a saber: Ofício nº 129/2007, Alvará de Licença Sanitária, Alvará de Localização e Funcionamento, Declaração do Gabinete da SEMEC, Atestado de Regularidade do Corpo de Bombeiros, Formulário para Encaminhamento de Processos, Projeto Político Pedagógico, Proposta Parecer CME/THE/Nº024/2008 1/5

Curricular, Plano de ação 2007, Calendário Escolar 2007, Matriz Curricular, orientações para o ensino fundamental de 09 anos, Projeto Viva a Paz, Projeto Meio Ambiente, Oficina de Linguagem Tecnológica, Projeto de Valorização do Livro Didático, Projeto Cantigas de Roda, Regimento Escolar, Estatuto do Conselho Escolar, Estatuto do Conselho de Classe, Acervo Bibliográfico, Laudo de Habitabilidade, Planta Baixa, Fotos dos projetos desenvolvidos pela escola, Titulação dos docentes e Técnicos. O Projeto Político Pedagógico da Escola Municipal Murilo Braga foi elaborado coletivamente com todos os segmentos da comunidade escolar de acordo com a LDB/9394/96 e com os Parâmetros Curriculares Nacionais. Tendo como princípios e fins sócio-culturais alicerçados na pedagogia da Não-Violência e Pela Paz, da Educação Inclusiva e do respeito aos Direitos Universais da Pessoa. O Projeto Político Pedagógico descreve com muita clareza os valores, visão de futuro, missão, objetivos estratégicos e metas. As práticas pedagógicas seguem as prerrogativas da Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos de SAVIANI, o construtivismo de PIAGET, a pedagogia da Autonomia de FREIRE, e as inteligências múltiplas de GARDNER, que respondem às tendências Pedagógicas contemporâneas. Na perspectiva Crítico-Social, coloca-se a necessidade de que se tenha domínio de conhecimento, habilidades e capacidades mais amplas para que os alunos possam compreender suas experiências de vida e defender seus interesses de classe. Na visão construtivista percebe-se o aluno como sujeito do seu próprio conhecimento; a aprendizagem se dá à medida que o aluno constrói significados e atribui sentido aos conteúdos estudados. Em GARDNER, a escola se firma como um espaço de aprendizagem e estímulo onde o aluno seja capaz de enfrentar desafios em todos os contextos se sua ação por meio das inteligências múltiplas. A escola Municipal Murilo Braga orienta sua prática educativa em quatro pilares básicos da educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a relacionar-se e aprender a se ver. A escola transforma-se, nessa perspectiva, num ambiente em que as informações trabalhadas têm significados contextualizados com a vida e o espaço social no qual o aluno se insere. A metodologia decorrente de tais concepções encontra respaldo na Pedagogia de Projetos voltada para dar respostas a questões ou temas emergentes da sociedade. A escola adota uma gestão participativa, mobilizadora de pessoas, inspirada nos moldes colegiados e nos princípios democráticos (art.206, inciso VI da Constituição Federal/88). A gestão democrática constitui, assim, um meio indispensável para realizar os objetivos esperados pelo conjunto dos diversos segmentos da escola. Os colegiados (Conselho de Classe, Conselho Escolar e Grêmio Estudantil) sinalizam estratégias capazes de aglutinar forças para a autonomia escolar, contribuindo para a integração escola x família na formulação das políticas e programas educacionais que garantam o acesso de todos a uma aprendizagem e ensino de excelência, assim como a valorização efetiva do educador. Parecer CME/THE/Nº024/2008 2/5

Organizada, desde 1996, em blocos bloco I(1º, 2º e 3º ano) e bloco II (4º e 5º ano). Nos dois primeiros anos dar-se-á ênfase ao processo de alfabetização do aluno, ao domínio da escrita alfabética, à interpretação e à produção de texto, às noções básicas de matemática e geometria. No terceiro ano, essas áreas do conhecimento passam a ser trabalhadas em um nível mais complexo das habilidades de leitura, interpretação, escrita, matemática e geometria. As demais áreas do conhecimento estarão inclusas, dentro do processo da multidisciplinaridade tendo como base estruturante Língua Portuguesa e matemática. No II bloco (4º e 5º ano) as áreas são organizadas em disciplinas afins, sem perca do princípio de unidade, progressão, continuidade, transversalidade temática e integração que dá identidade ao ensino através de blocos de estudos. A avaliação da aprendizagem é entendida como um conjunto de atuações que tem a função de orientar a intervenção pedagógica. Ocorre permanente, contínua e sistematicamente através de um processo investigativo e interpretativo dos conhecimentos e competências construídas pelos educandos. A promoção ocorre no final de bloco desde que os alunos tenham desenvolvido, no mínimo, 60% de habilidades e com freqüência mínima de 75% da carga horária. A promoção dentro do bloco de um ano para outro será automática, somente com retenção para aqueles que depois das recuperações e dos Conselhos de Classe for diagnosticado sua permanência no ano cursado. De um ano escolar em curso para outro serão diagnosticados a aquisição, no mínimo de 80% das habilidades em cada área para que o aluno seja promovido para o ano seguinte. No Regimento Escolar da Escola Municipal Murilo Braga, a gestão é percebida como processo que rege o funcionamento da escola, compreendendo tomada de decisão conjunta no planejamento, execução, acompanhamento e avaliação das questões administrativas e pedagógicas, tendo como órgão máximo de direção o Conselho Escolar. A estrutura organizacional da escola está composta pelo Conselho Escolar, Equipe Gestora, Corpo Docente, Corpo Discente e Pessoal técnico-administrativo. O Conselho Escolar é um órgão colegiado de natureza consultiva, deliberativa e fiscal, observando os limites da legislação em vigor. À direção cabe a gestão dos serviços escolares, no sentido de garantir o alcance dos objetivos educacionais. O Conselho de Classe é um colegiado de natureza consultiva e deliberativa em assuntos didático-pedagógicos, tendo por objetivo avaliar o processo ensino-aprendizagem, a relação professor/aluno e os procedimentos adequados a cada caso. A equipe administrativa serve de suporte ao funcionamento de todas as ações da escola para que todos cumpram suas reais funções. As atribuições de cada componente da organização escolar estão descritas e definidas neste Regimento. Os Currículos e Programas explicitam a estrutura e funcionamento do Ensino Fundamental e modalidade de EJA de acordo com a LDB 9394/96, os PCN s, as Resoluções do CME/THE, as Diretrizes Curriculares do Município e de acordo com as normas expedidas pela Secretaria Municipal Parecer CME/THE/Nº024/2008 3/5

de Educação Cultura. As abordagens sobre Avaliação, recuperação de estudos, freqüência e promoção estão de acordo com a descrição e posições tomadas no Projeto Político Pedagógico da Escola. O Calendário Escolar será elaborado anualmente pela Escola e aprovado pelo Conselho Escolar, atendendo o disposto na legislação vigente, bem como as normas baixadas pela Secretaria Municipal de Educação. O processo de classificação adota critérios próprios para posicionar o aluno na etapa de estudos compatível com a idade, experiência e desempenho, enquanto que a reclassificação adota esses mesmos critérios, só que independentemente do que está registrado no histórico escolar do aluno. Segue as orientações da resolução CME/THE Nº 001/2005. Esse Regimento também trata da revalidação e equivalência de estudos feitos no exterior, da regularização da vida escolar em casos de documentos falsificados ou de alunos matriculados fora da faixa etária. O documento encerra determinando quais os direitos, deveres e sanções dos gestores, coordenação pedagógica, docentes, discentes, pessoal técnico-administrativo, dos pais e aborda as disposições gerais e transitórias. III. AVALIAÇÃO E MÉRITO: No processo CME/THE Nº 064/2007, constam os documentos de autorização de funcionamento e segue as determinações legais da Resolução CME/THE Nº 002/2004. No entanto a equipe gestora deve tomar as seguintes providências: Transferir as informações do item 4.1(fls 011) do formulário de processos para o item 7.1 (fls. 013); Incluir no processo, a matriz curricular de EJA; Incluir no PPP aspectos do atendimento dos educandos com necessidades especiais (currículos, métodos, adaptação, acesso a códigos e linguagens, adequação dos espaços físicos, encaminhamento para serviços especializados, professores capacitados, etc), conforme resolução CME/THE Nº 003/2006 Educação Especial; Declarar no Regimento Escolar as 800 horas - aulas e os 200 dias de efetivo trabalho escolar (art. 24 da LDB 9394/96); Construir o refeitório e a sala de leitura. Parecer CME/THE/Nº024/2008 4/5

IV. CONCLUSÃO E VOTO: Considerando que a Escola Municipal Murilo Braga vem ao longo dos seus 56 anos de funcionamento oferecendo uma educação de ótima qualidade e uma gestão co-participativa e que durante o ano de 2008, passou por uma reforma sua infra-estrutura, passando a ter uma excelente quadra poliesportiva, banheiro adequado para pessoas com necessidades especiais, urbanização da área externa e construção de uma sala para biblioteca é que voto favoravelmente pela autorização de Funcionamento, por 05(cinco) anos, da Escola Municipal Murilo Braga como estabelecimento de Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano, diurno e Educação de Jovens e Adultos, noturno. É o parecer, s.m.juízo. O Plenário do Conselho Municipal de Educação de Teresina CME/THE aprovou por unanimidade o parecer do relator. Moacir Batista do Rêgo Conselheiro Relator Sala das Sessões Plenárias do Conselho Municipal de Educação de Teresina, em Teresina, 27 de novembro de 2008. Parecer CME/THE/Nº024/2008 5/5