Relatório e contas Primeiro consolidadas Semestre 2014 Relatório e Contas Consolidadas 2014
PT Portugal 01 Análise dos resultados consolidados 4 02 Análise operacional 14 03 Recursos humanos 20 04 Principais eventos 21 05 Participações qualificadas 30 06 Perspetivas futuras 31 07 Governo da Sociedade 32 08 Declaração do Conselho de Administração 55 Demonstrações financeiras consolidadas 56 Certificação legal e relatório de auditoria 153 Relatório e parecer do Conselho Fiscal 159 Política de remunerações 164 Glossário 169 Informação adicional 173 A designação PT Portugal refere-se à PT Portugal SGPS, SA e ao conjunto das empresas que constituem a PT Portugal ou a qualquer uma delas, consoante o contexto.
PT Portugal Telecomunicações em Portugal Segmentos de cliente Receitas (Milhões de ) Residencial 708 Pessoal 622 Empresa 750 Outros 375 Total 2.455 Outros negócios de telecomunicações Unitel 25% (a) > Angola > Móvel MTC 34% (a) > Namíbia > Móvel CVT 40% (a) > Cabo Verde > Fixo, móvel Timor Telecom 41% > Timor Leste > Fixo, móvel CST 51% (a) > São Tomé e Príncipe > Fixo, móvel (a) Estas participações são detidas pela Africatel Holdings BV, a qual é controlada em 75% pela PT Portugal. Outros negócios Inovação, investigação e desenvolvimento, serviços de sistemas e TI [PT Inovação e Sistemas 100%]; Cloud e Data Centers [PT Cloud and Data Centers, SA 100% e PT Data Center 100%]; Serviços administrativos e de gestão partilhada [PT PRO 100%]; Call centers e serviços de telemarketing [PT Contact 100%] [Previsão 82.05%]
01 Análise dos resultados consolidados As demonstrações financeiras da PT Portugal foram apresentadas de forma consolidada pela primeira vez em 2014, uma vez que até dezembro de 2013 só estavam disponíveis demonstrações financeiras individuais. Estas demonstrações financeiras consolidadas agora publicadas não são portanto base para comparação com as demonstrações financeiras individuais publicadas em exercícios anteriores. No âmbito da reestruturação interna do Grupo Portugal Telecom para efeitos do aumento de capital da Oi, a PT Portugal adquiriu um conjunto de empresas em 2014, de entre as quais se destacam a PT Finance, o veículo de financiamento do Grupo, a PT Centro Corporativo, uma entidade que presta serviços corporativos às empresas da PT Portugal, e a PT Participações, entidade que controla os negócios internacionais em África e Timor. Adicionalmente, em 2 de maio de 2014, a PT Portugal alienou a participação financeira na Bratel BV, entidade que detinha indiretamente o investimento na Oi. Por estes motivos, as demonstrações financeiras consolidadas de 2014 não são inteiramente comparáveis com as demonstrações financeiras consolidadas de 2013. Em 5 de maio de 2014, a Portugal Telecom subscreveu o aumento de capital da Oi através da contribuição em espécie da sua participação de 100% na PT Portugal, em resultado do qual a Oi passou a ser o acionista único da PT Portugal. Em setembro de 2014, o Conselho de Administração da Oi deliberou colocar à venda os investimentos e negócios detidos em África e Timor, tendo em 31 de dezembro de 2014 esses negócios sido apresentados como ativos detidos para venda. Em 8 de dezembro de 2014, o Conselho de Administração da Oi aceitou uma proposta da Altice, S.A. para a venda da totalidade das ações da PT Portugal à Altice Portugal, S.A., uma subsidiária detida integralmente pela Altice, S.A.. Em 22 de janeiro de 2015, a venda foi aprovada em Assembleia Geral de acionistas da Portugal Telecom, SGPS, S.A ( Portugal Telecom ou PT SGPS ) embora a eficácia do contrato dependa ainda da aprovação de entidades concorrenciais. Os termos acordados entre a Oi e a Altice preveem a transferência da totalidade das ações da PT Portugal pelo montante de 7,4 mil milhões de (enterprise value), montante que inclui um pagamento diferido de 500 milhões de relacionado com receitas futuras da PT Portugal, e a que se deve deduzir as responsabilidades com benefícios de reforma e outros passivos financeiros líquidos existentes nas empresas a transferir para a Altice na data de conclusão da operação. Esta operação envolve apenas as operações da PT Portugal em Portugal e na Hungria, não fazendo parte da proposta da Altice os negócios da PT Portugal em África e Timor, detidos através da participada PT Participações, e os investimentos na Rio Forte Investments S.A., os quais continuarão a ser detidos pela Oi S.A.. Em 2014, os negócios de telecomunicações em Portugal continuaram a apresentar um crescimento da sua da base de clientes assente no sucesso das ofertas convergentes, principalmente no M4O e M5O, que superaram os 3,6 milhões de RGUs, permitindo à PT Portugal reforçar a liderança no mercado convergente atingindo uma quota de 44% (mais 6pp que o segundo operador). No segmento fixo, a PT Portugal lidera de forma incontestada na banda larga e na voz (acessos totais), com quotas de mercado de 49% e 54%, respetivamente. Na televisão, reforçou a sua posição em 42% de quota de mercado, aproximando-se do operador líder mantendo uma diferença de apenas 2pp. No segmento móvel, os clientes em Portugal atingiram os 8 milhões e o MEO manteve a liderança neste PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 4
01 Análise dos resultados consolidados segmento com uma quota de mercado de 47%, apesar da elevada penetração dos serviços móveis. Os clientes pós-pago representam já 49% da base total, um aumento de 12pp face a dezembro de 2013. As receitas dos negócios de telecomunicações em Portugal atingiram 2.455 milhões de, o EBITDA alcançou 1.030 milhões de, equivalente a uma margem de 42,0% e o capex foi de 328,6 milhões de, equivalente a 13,4% das receitas. Em 2014, as receitas consolidadas ascenderam a 2.718 milhões de. O EBITDA da PT Portugal alcançou 1.053 milhões de, equivalente a uma margem de 38,7% e o capex foi de 384 milhões de, equivalente a 14,1% das receitas. O resultado operacional consolidado ascendeu a 233 milhões de o que compara com 191 milhões de em 2013. Excluindo o efeito da aquisição dos negócios em Africa e Timor ocorrida em Maio de 2014, o resultado operacional consolidado de 2014 teria sido de 201 milhões de, um crescimento de aproximadamente 5% face a 2013. Não obstante a performance operacional positiva, o resultado líquido de 2014 da PT Portugal foi afectado por determinados efeitos contabilísticos não recorrentes relacionados com a operação de combinação de negócios entre a Oi e a PT SGPS e a venda pela Oi dos negócios em Portugal à Altice, nomeadamente: (1) 950 milhões de de perda relativos ao efeito cambial apurado na venda do investimento indireto na Oi para a PT SGPS ocorrida no primeiro semestre de 2014, (2) 69 milhões de de perda relativos à transferência da PT Participações para a PT Portugal, (3) 517 milhões de de perda relativos ao registo dos investimentos em títulos do Rio Forte pelo seu valor estimado de realização no âmbito da permuta com ações da Oi e (4) 867 milhões de de perda estimada de forma a refletir os ativos de Portugal alienados à Altice pelo seu respetivo valor de venda. Estes efeitos, acrescidos de 324 milhões de de custos financeiros associados maioritariamente ao serviço da dívida, contribuíram para um resultado líquido negativo 2.580 milhões de. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 5
01 Análise dos resultados consolidados Resultados consolidados Milhões de 2014 2013 14/13 Não auditado Receitas Operacionais 2.717,8 2.628,3 3,4% Portugal 2.455,1 2.559,6 (4,1)% Residencial 707,9 708,8 (0,1)% Pessoal 622,3 662,3 (6,0)% Empresas 750,0 796,1 (5,8)% Oferta grossista, outros e eliminações 374,9 392,5 (4,5)% Outros e eliminações 262,7 68,7 282,2% Custos Operacionais 1.664,4 1.603,1 3,8% Custos com o pessoal 372,8 334,4 11,5% Custos diretos dos serviços prestados 472,2 443,6 6,4% Custos comerciais 241,4 299,0 (19,3)% Outros custos operacionais 578,0 526,1 9,9% EBITDA 1.053,4 1.025,2 2,7% Custos com benefícios de reforma 42,2 40,5 4,3% Amortizações e depreciações 778,3 794,6 (2,0)% Resultado Operacional 232,8 190,2 22,4% Custos com redução de efetivos, líquidos (29) 118 (124,6)% Mais valias com a alienação de imobilizado, líquidos (2) (37) (94,2)% Outros custos (ganhos), líquidos 1.495,4 (81,3) n.s. Resultado antes de resultados financeiros e impostos (1.231,3) 190,5 (746,3)% Juros suportados, líquidos 286,5 261,4 9,6% Perdas em empresas participadas, líquidas 976,2 (31,9) n.s. Outros custos financeiros, líquidos 41,0 13,8 197,9% Resultado antes de impostos (2.535,1) (52,7) n.s. Imposto sobre o rendimento 51,2 78,5 (34,8)% Resultados antes de interesses não controladores (2.586,3) (131,2) n.s. Lucros (prejuízos) atribuíveis a interesses não controladores (6,7) 1,7 (493,9)% Resultado líquido consolidado (2.579,6) (132,9) n.s. Receitas operacionais consolidadas Em 2014, as receitas operacionais consolidadas aumentaram 89 milhões de para 2.718 milhões de (3,4% face a 2013), de 2.628 milhões de em 2013, refletindo uma maior contribuição dos negócios internacionais (203 milhões de ), nomeadamente dos negócios africanos, cujas receitas foram consolidadas a partir de maio de 2014, no seguimento da aquisição da PT Participações pela PT Móveis. Este efeito foi parcialmente compensado por uma diminuição nas receitas dos negócios de telecomunicações em Portugal (104 milhões de ), penalizadas essencialmente pelas receitas dos segmentos de cliente pessoal (40 milhões de ) e empresarial (46 milhões de ). PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 6
01 Análise dos resultados consolidados Em 2014, as receitas dos negócios de telecomunicações em Portugal diminuíram 4,1% face a 2013 (104 milhões de ) para 2.455 milhões de, penalizadas (1) pela redução nas receitas do segmento Empresas (-5,8% face a 2013), impactadas pelas iniciativas de forte corte de custos, pela redução significativa nos investimentos em novos projetos por parte do setor privado e pela concorrência no mercado, (2) pela diminuição nas receitas do segmento Pessoal (-6,0% face a 2013), resultado de menores receitas de cliente que refletem condições económicas adversas, pressão ao nível do preço e migração para planos tarifários mais baixos, e (3) pela redução nas receitas grossistas e de outros negócios (-4,5% face a 2013), em resultado de menores receitas provenientes de tráfego e acessos e menores receitas provenientes do negócio de listas telefónicas devido ao aumento da popularidade de alternativas online. As receitas do segmento Residencial continuaram a ser impactadas por dinâmicas competitivas e de preço, mas ainda assim permaneceram estáveis, beneficiando do sucesso e contínuos ganhos de quota de mercado das quadruple-play e quintuple-play do MEO. Em 2014, as outras receitas, incluindo as eliminações intragrupo, aumentaram 282,2% face a 2013 (194 milhões de ), para 263 milhões de, refletindo principalmente uma maior contribuição dos negócios internacionais (203 milhões de ), nomeadamente dos negócios africanos, cujas receitas foram consolidadas a partir de maio de 2014. Em 2014, de acordo com a informação divulgada pelos principais operadores de telecomunicações em Portugal, as receitas da PT nos negócios de telecomunicações em Portugal terão tido uma queda, face ao ano anterior, inferior à do mercado de telecomunicações nacional. Custos Operacionais Consolidados (excluindo custos com benefícios de reforma e amortizações) Os custos operacionais consolidados, excluindo custos com benefícios de reforma e amortizações, aumentaram 61 milhões de em 2014 (+3,8% face a 2013), para 1.664 milhões de, face a 1.603 milhões de em 2013, refletindo principalmente uma menor contribuição dos negócios de telecomunicações em Portugal (44 milhões de ), explicada por: (1) uma diminuição nos custos comerciais, devido a menores custos das mercadorias vendidas e menores despesas de marketing, não obstante as campanhas de marketing para comunicar o rebranding do negócio móvel, com a alteração da marca de TMN para MEO iniciada em 2013, e (2) menores custos com terceiros e outros custos operacionais, explicados principalmente pelo rígido enfoque em controlo de custos e rentabilidade e ainda devido a uma maior produtividade nas atividades de manutenção, explicada pela implementação das redes de nova geração (FTTH). Estes efeitos foram parcialmente compensados pela contribuição dos negócios internacionais, nomeadamente dos negócios da Africatel, consolidados a partir de maio de 2014 no seguimento da aquisição da PT Participações. Os custos com pessoal aumentaram 38 milhões de (+11,5% face a 2013) para 373 milhões de em 2014, face a 334 milhões de em 2013, refletindo principalmente a consolidação dos negócios internacionais e da PT Centro Corporativo a partir de maio e abril de 2014 (42 milhões de ). Os custos com pessoal nos negócios de telecomunicações Portugal aumentaram 14 milhões de, em 2014 face a 2013, devido essencialmente à consolidação de uma empresa de suporte, a partir de janeiro de 2014, cujo efeito mais do que compensou os níveis de eficiência mais elevados em certos processos e menores custos devido aos planos de restruturação implementados no 2T13 e no 3T14. Estes efeitos foram compensados pela menor contribuição das empresas de suporte ao negócio em Portugal, beneficiando do facto de a PT Cloud e Data Centers, cujos custos com pessoal ascenderam a 18 milhões de em 2013, ter passado a fazer parte do segmento de Telecomunicações em Portugal a partir de janeiro de 2014. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 7
01 Análise dos resultados consolidados Os custos diretos aumentaram 29 milhões de em 2014 (+6,4% face a 2013) para 472 milhões de, face a 444 milhões de em 2013, refletindo a consolidação dos negócios internacionais a partir de maio de 2014 (17 milhões de ) e uma maior contribuição dos negócios de telecomunicações em Portugal, explicada por maiores custos de tráfego parcialmente compensados por menores custos relacionados com o negócio das listas telefónicas. Os custos comerciais, os quais incluem custos das mercadorias vendidas, comissões e despesas com marketing e publicidade, diminuiram 19,3% (58 milhões de ) para 241 milhões de em 2014, face a 299 milhões de em 2013, refletindo principalmente uma menor contribuição dos negócios de telecomunicações em Portugal, em resultado de menores custos das mercadorias vendidas, explicados pelas menores vendas e menores custos unitários dos equipamentos, e menores despesas com marketing e publicidade, refletindo a política de controlo de custos e não obstante as campanhas de marketing para comunicar o rebranding do negócio móvel, com a alteração da marca de TMN para MEO iniciada em 2013. Os outros custos operacionais, os quais incluem essencialmente serviços de suporte, fornecimentos e serviços externos, impostos indirectos e provisões, aumentaram 9,9% (52 milhões de ) para 578 milhões de em 2014, face a 526 milhões de em 2013, devido essencialmente à consolidação dos negócios internacionais a partir de maio de 2014, efeito parcialmente compensado por uma menor contribuição dos negócios de telecomunicações em Portugal, principalmente como resultado do enfoque da PT Portugal na redução de custos e na rentabilidade. EBITDA EBITDA Milhões de 2014 2013 y.o.y Telecomunicações em Portugal 1.030,1 1.091,0 (5,6)% Outros 23,3 (65,8) n.s. EBITDA 1.053,4 1.025,2 2,7% Margem EBITDA (%) 38,8% 39,0% (0,2pp) Em 2014, o EBITDA consolidado aumentou 28 milhões de (+2,7% face a 2013) para 1.053 milhões de, o que compara com 1.025 milhões de em 2013, devido principalmente à consolidação dos negócios internacionais a partir de maio de 2014 (91 milhões de ), efeito parcialmente compensado pela diminuição nos negócios de telecomunicações em Portugal (61 milhões de ), refletindo essencialmente o impacto da redução nas receitas operacionais. O EBITDA dos negócios de telecomunicações em Portugal ascendeu a 1.030 milhões de em 2014 (-5,6% face a 2013). Este desempenho resultou da diminuição nas receitas de serviço (75 milhões de ), as quais têm uma maior alavancagem operacional, e também de novos serviços no segmento Empresas com menores margens, o que mais do que compensou os esforços de corte de custos e aumento da eficiência que se traduziram num menor opex (44 milhões de ), nomeadamente: (1) menores custos comerciais devido principalmente a menores custos das mercadorias vendidas e despesas de marketing, e (2) menores serviços de terceiros e outros custos operacionais, explicados principalmente pelos esforços de corte de custos e aumento da rentabilidade, pelo aumento da produtividade nas atividades de manutenção devido à implementação da rede de nova geração PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 8
01 Análise dos resultados consolidados (FTTH) e beneficiando também do aumento das despesas de manutenção no 1T13 devido às condições meteorológicas adversas naquele período. Apesar da forte concorrência que se fez sentir no mercado de telecomunicações em Portugal em 2014, com base na informação divulgada pelos principais operadores de telecomunicações a operar no mercado nacional, o EBITDA da PT nos negócios de telecomunicações em Portugal terá registado uma queda inferior à do mercado de telecomunicações nacional. Este desempenho é explicado em grande parte pelo aumento de produtividade das operações técnicas e pelo esforço na contenção de custos operacionais. Resultado líquido As amortizações e depreciações ascenderam a 778 milhões de em 2014, o que compara com 795 milhões de em 2013, uma redução de 16 milhões de que reflete principalmente menores amortizações e depreciações no negócio de telecomunicações em Portugal (59 milhões de ), refletindo a continua diminuição no capex ocorrida nos últimos anos, face aos investimentos realizados em anos anteriores em tecnologias de futuro e redes de nova geração, nomeadamente em FTTH e cobertura 4G-LTE. Este efeito foi parcialmente compensado pela contribuição dos outros ativos internacionais (44 milhões de ), consolidados a partir de maio de 2014. Os outros custos líquidos situaram-se nos 1.495 milhões de em 2014, face a um ganho líquido de 81 milhões de em 2013. Em 2014, esta rubrica inclui essencialmente: (1) uma imparidade de 867 milhões de registada de forma a ajustar o valor contabilístico dos negócios em Portugal para o respetivo valor recuperável previsto na oferta da Altice; (2) uma imparidade de 517 milhões de registada de forma a ajustar o valor contabilístico dos investimentos em títulos da Rio Forte para o respetivo contravalor correspondente ao valor de mercado das ações da Oi a receber no âmbito do contrato de permuta celebrado com a PT SGPS, e (3) uma perda de 69 milhões de relacionada com a aquisição da PT Participações. Em 2013, esta rubrica inclui: (1) um ganho resultante da liquidação de obrigações contratuais reconhecidas no âmbito da aquisição do investimento na Oi em 2011, por um valor inferior aquele inicialmente registado; (2) um ganho relacionado com o contrato de concessão da rede fixa, e (3) o reconhecimento de provisões e ajustamentos de forma a ajustar o valor contabilístico de certos ativos aos seus valores recuperáveis. A imparidade de 867 milhões de acima mencionada reflete a diferença entre (1) o valor atribuído ao enterprise value dos negócios domésticos na oferta da Altice (7,4 mil milhões de ) deduzido do pagamento diferido referente a receitas futuras (0,5 mil milhões de ), das responsabilidades com benefícios de reforma (0,9 mil milhões de ) e de outros passivos financeiros (0,3 mil milhões de ), de que resultará um valor estimado a receber de 5,7 mil milhões de, e (2) o valor contabilístico destes mesmos negócios domésticos no montante de 6,6 mil milhões de, o qual não inclui a dívida líquida, os investimentos em títulos da Rio Forte e os investimentos nas operações internacionais, conforme previsto na oferta da Altice. Os juros líquidos suportados aumentaram de 261 milhões de em 2013 para 286 milhões de em 2014, refletindo principalmente um custo da dívida mais elevado associado a certos financiamentos, nomeadamente empréstimos por obrigações e empréstimos bancários que foram consolidados a partir de maio de 2014 no seguimento da aquisição da PT Finance. As perdas em empresas participadas, as quais incluem a participação da PT Portugal nos lucros de empresas associadas e empreendimentos e as perdas relacionadas com a alienação dessas empresas participadas, PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 9
01 Análise dos resultados consolidados ascenderam a 976 milhões de em 2014 o que compara com um ganho de 32 milhões de em 2013. Em 2014, esta rubrica inclui uma perda de 950 milhões de relacionada com a alienação da participação na Bratel BV, a qual por sua vez inclui uma mais-valia de 50 milhões de, refletindo a diferença entre o valor de venda (4.195 milhões de ) e o valor contabilistico deste investimento, e uma perda de 1.000 milhões de correspondente ao valor acumulado dos ajustamentos de conversão cambial negativos transferidos para o resultado líquido no seguimento da alienação deste investimento em maio 2014, os quais haviam sido gerados desde a aquisição da Oi em março de 2011. Em 2013 esta rubrica inclui um ganho de 33 milhões de relativo à alienação da participação de 3% detida pela PT Comunicações na CTM, por um montante de 36 milhões de. Ajustando por estes efeitos, as perdas em empresas associadas teriam ascendido a 26 milhões de e 62 milhões de em 2014 e 2013, respetivamente, refletindo principalmente uma redução na participação da PT Portugal nos prejuízos dos empreendimentos conjuntos. Os outros custos financeiros líquidos, que incluem ganhos cambiais líquidos, perdas líquidas em ativos financeiros e outras despesas financeiras líquidas, aumentaram de 14 milhões de em 2013 para 41 milhões de em 2014, refletindo principalmente despesas incorridas pela PT Finance em maio e junho de 2014 relativas à alteração dos termos e condições das Eurobonds e outros financiamentos, no seguimento da transferência da PT Finance, da Portugal Telecom para a PT Portugal, e também comissões bancárias recorrentes e outras despesas registadas pela PT Finance relacionadas com Eurobonds e outros financiamentos, uma vez que esta entidade foi consolidada apenas a partir de maio de 2014. O imposto sobre o rendimento diminuiu para 51 milhões de em 2014, face a 78 milhões de em 2013, devido a menores resultados tributáveis nos negócios domésticos, efeito que mais que compensou o imposto sobre o rendimento dos negócios internacionais que foram consolidados a partir de maio de 2014. As perdas atribuíveis a interesses não controladores ascenderam a 7 milhões de em 2014, o que compara com um ganho atribuível a interesses não controladores de 2 milhões de em 2013, refletindo principalmente as perdas atribuíveis a interesses não controladores da Africatel e das suas subsidiárias a partir de maio de 2014. Não obstante a melhoria do resultado operacional em 22,4%, o resultado líquido foi negativo em 2.580 milhões de em 2014, face a 133 milhões de em 2013, refletindo principalmente (1) a perda registada com a alienação do investimento indireto na Oi para a PT SGPS (950 milhões de ) que, tal como referido anteriormente, reflete principalmente uma perda de 1.000 milhões de correspondente ao valor acumulado dos ajustamentos de conversão cambial negativos gerados e registados diretamente no capital próprio desde a aquisição da Oi em março de 2011 e transferido de reservas para resultado líquido no seguimento da alienação deste investimento em maio 2014, não tendo por este motivo qualquer impacto no capital próprio da PT Portugal naquela data; (2) uma imparidade no montante de 867 milhões de registada de forma a ajustar o valor contabilístico dos negócios em Portugal para o respetivo valor recuperável previsto na oferta da Altice; (3) uma perda de 517 milhões de registada de forma a ajustar o valor contabilístico dos investimentos em títulos da Rio Forte para o respetivo contravalor correspondente ao valor de mercado das ações da Oi a receber no âmbito do contrato de permuta celebrado com a PT SGPS; (4) uma perda relacionada com a PT Participações (69 milhões de ); (5) o ganho de 33 milhões de apurado com a alienação da CTM em junho 2013; e (6) um aumento da participação do Grupo nos prejuízos de empreendimentos conjuntos (36 milhões de ), refletindo essencialmente a deterioração dos resultados da Oi. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 10
01 Análise dos resultados consolidados Capex CAPEX Milhões de 2014 2013 y.o.y Telecomunicações em Portugal (i) 328,6 490,0 (32,9)% Outros 55,8 19,7 183,2% CAPEX 384,4 509,7 (24,6%) Capex em % das receitas operacionais 14,1% 19,4% (5,2pp) (i) Esta rubrica não inclui um montante de 55 milhões de capitalizado em 2014 referente à aquisição do direito de acesso exclusivo à rede PON da Vodafone, no âmbito do contrato de partilha de capacidade celebrado com esta entidade. Em 2014, o capex ascendeu a 384 milhões de, equivalente a 14,1% das receitas, face a 510 milhões de em 2013. Esta diminuição é explicada por uma menor contribuição dos negócios de telecomunicações em Portugal (106 milhões de ), a qual ascendeu a 329 milhões de em 2014, devido principalmente ao menor investimento em projetos de TI/SI, na sequência da implementação do programa de transformação de sistemas e consolidação de aplicações de TI, ao menor capex de infraestrutura e tecnologia em resultado do forte investimento realizado nos últimos anos nas redes de FTTH e 4G-LTE e ao menor capex de cliente. O capex dos outros negócios aumentou para 56 milhões em 2014 face a 20 milhões de em 2013, refletindo principalmente a contribuição dos outros ativos internacionais, consolidados a partir de maio de 2014 no seguimento da aquisição da PT Participações. Demonstração da posição financeira consolidada O total do ativo diminuiu para 10,8 mil milhões de em 31 de dezembro de 2014, face a 14,2 mil milhões de em 31 de dezembro de 2013, refletindo diminuições nos investimentos financeiros (4,8 mil milhões de ) e no goodwill (0,9 mil milhões de ), esta última explicada pela imparidade de 867 milhões de registada sobre os negócios em Portugal. A diminuição nos investimentos financeiros é explicada: (1) pela alienação dos investimentos em empreendimentos (2,4 mil milhões de em 31 de dezembro de 2013) referente à alienação do investimento indireto na Oi, e (2) pelo investimento em papel comercial emitido pela PT Finance e subscrito indiretamente pela PT Portugal em 31 de dezembro de 2013 (2,4 mil milhões de ), uma vez que a PT Finance foi adquirida e consolidada a partir de 5 de maio de 2014. Estes efeitos foram parcialmente compensados pela aquisição dos negócios internacionais através da PT Participações, os quais estão classificados como detidos para venda em 31 de dezembro de 2014 (2,3 mil milhões de ). Em 31 de dezembro de 2014, os outros ativos incluíam essencialmente um montante de 388 milhões de correspondente ao valor recuperável dos investimentos em títulos de dívida emitidos pela Rio Forte. O valor nominal destes títulos de dívida emitidos pela Rio Forte ascende a 897 milhões de euro, os quais não foram reembolsados nas respetivas datas de vencimento em julho de 2014. Em resultado disso a Oi, a PT Portugal e a PT Finance celebraram um acordo com a PT SGPS para a permuta da dívida da Rio Forte no montante total de 897 milhões de por 47.434.872 ações ordinárias e 94.869.744 ações preferenciais da Oi (após o agrupamento de ações realizado pela Oi em dezembro de 2014). No seguimento da aprovação deste contrato de permuta em sede de Assembleia Geral de Acionistas da Portugal Telecom em 8 de setembro de 2014, os acordos definitivos foram celebrados e consequentemente a Empresa entendeu remensurar o valor dos investimentos na Rio Forte para o justo valor das ações da Oi a receber no âmbito do contrato de permuta. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 11
01 Análise dos resultados consolidados O total do passivo ascendeu a 9,2 mil milhões de em 31 de dezembro de 2014, face a 9,6 mil milhões de em 31 de dezembro de 2013, uma diminuição explicada principalmente pela redução na dívida bruta (0,9 mil milhões de ) que reflete principalmente dívidas a empresas do grupo que se encontravam em aberto em 31 de dezembro de 2013 e que em resultado da aquisição da PT Finance e da transferência de dívidas da PT SGPS já não são refletidas nas demonstrações financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2014. Este efeito foi parcialmente compensado pelos passivos classificados como detidos para venda em 31 de dezembro de 2014 (0,3 mil milhões de ) que respeitam aos negócios internacionais adquiridos em 2 de maio de 2014 através da PT Participações. O capital próprio, excluindo interesses não controladores, ascendeu a 1.190 milhões de em 31 de dezembro de 2014, face a 4.479 milhões de em 31 de dezembro de 2013, uma diminuição de 3.289 milhões de explicada principalmente (1) pelo reembolso de prestações acessórias (2.895 milhões de ), (2) pelo resultado líquido negativo apurado no período, ajustado pelos ajustamentos de conversão cambial transferidos de reservas para resultado líquido (1.000 milhões de ), no montante 1.580 milhões de, e (3) pelas perdas atuariais líquidas registadas no período (209 milhões de, líquidas de impostos). Estes efeitos foram parcialmente compensados pelo aumento de capital subscrito pela Oi, no montante de 1.250 milhões de, e pelos ajustamentos de conversão cambial positivos apurados em 2014, referentes fundamentalmente ao impacto da valorização do real face ao euro até 2 de maio de 2014, data em que o investimento na Oi foi alienado à Portugal Telecom através da venda da Bratel BV. Em 31 de dezembro de 2014, a dívida bruta consolidada ascendia a 6.460 milhões de, dos quais 81% era de médio e longo prazo e cerca de 80% vencia juros a taxas fixas. A dívida líquida (dívida bruta menos caixa e equivalentes de caixa e investimentos de curto prazo) ascendeu a 6.284 milhões de em 31 de dezembro de 2014. As responsabilidades projetadas com benefícios de reforma (PBO) relativas a complementos de pensões e cuidados de saúde ascenderam a 525 milhões de e o valor de mercado dos ativos sob gestão ascendia a 251 milhões de em 31 de dezembro de 2014, face a 494 milhões de e 386 milhões de em 31 de dezembro de 2013, respetivamente. Adicionalmente, a PT Portugal tinha responsabilidades sob a forma de salários devidos a empregados suspensos e pré-reformados no montante de 762 milhões de em 31 de dezembro de 2014 e 843 milhões de em 31 de dezembro de 2013, as quais não estão sujeitas a qualquer requisito legal para efeitos de financiamento. Estes salários são pagos mensalmente diretamente pela PT Portugal aos beneficiários até à idade da reforma. Assim, o total das responsabilidades não financiadas brutas dos negócios em Portugal ascendia a 1.035 milhões de (802 milhões de líquidas do efeito fiscal) face a 951 milhões de em 31 de dezembro de 2013, um aumento de 85 milhões de explicado principalmente por: (1) perdas atuariais líquidas registadas no período (267 milhões de ), relacionadas com o impacto da redução nas taxas de desconto e com a diferença negativa entre o retorno real e estimado dos ativos sob gestão que reflete essencialmente a perda no investimento em ações do Banco Espírito Santo; (2) custos com benefícios de reforma (22 milhões de ) e redução de efetivos (26 milhões de ) registados no exercício. Estes efeitos foram parcialmente compensados pelos pagamentos de salários a empregados suspensos e pré-reformados efetuados no período (150 milhões de ) e pelo ganho relacionado com a redução de benefícios com cuidados de saúde (55 milhões de ). Os planos de benefícios de reforma da PT Portugal relativos a complementos de pensões e cuidados de saúde estão fechados à entrada de novos participantes. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 12
01 Análise dos resultados consolidados Milhões de 31 dezembro 2014 31 dezembro 2013 Não auditado ATIVOS Caixa e equivalentes 176,0 168,7 Investimentos de curto prazo 6,9 112,7 Contas a receber 920,8 981,9 Existências 60,8 69,7 Investimentos financeiros 51,5 4.904,1 Goodwill 2.856,7 3.723,7 Ativos intangíveis 621,0 702,1 Ativos tangíveis 3.065,2 3.277,9 Impostos diferidos 258,3 175,8 Ativos detidos para venda 2.297,6 4,7 Ativos com planos de benefícios de reforma 2,0 1,8 Outros ativos 516,1 37,7 Total do ativo 10.833,0 14.160,6 PASSIVOS Dívida bruta 6.459,6 7.382,8 Contas a pagar 584,6 669,6 Acréscimos de custos 469,3 361,9 Responsabilidades com planos de beneficios de reforma 1.037,6 952,5 Passivos detidos para venda 263,8 - Outros passivos 367,5 282,9 Total do passivo 9.182,4 9.649,7 Capital próprio excluindo interesses não controladores 1.190,0 4.478,8 Interesses não controladores 460,5 32,2 Total do capital próprio 1.650,5 4.511,0 Total do capital próprio e do passivo 10.833,0 14.160,6 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 13
02 Análise operacional Negócios de telecomunicações em Portugal Em 2014, os negócios de telecomunicações em Portugal continuaram a apresentar um crescimento da base de clientes, com os clientes de acessos fixos de retalho a aumentarem 2,0% face a 2013 para 5.261 mil (com adições líquidas de 103 mil em 2014) e os clientes móveis a aumentarem 1,2% face a 2013 para 7.989 mil (93 mil adições líquidas em 2014 impulsionadas pelo desempenho dos clientes póspago, com 963 mil adições líquidas no ano), sustentado no sucesso das ofertas convergentes da PT Portugal, nomeadamente do M4O e M5O. Este novo pacote inclui também internet móvel e a PT Portugal iniciou a sua oferta no 2º semestre de 2014. As ofertas convergentes, principalmente M4O e M5O, continuam a ganhar tração no mercado, tendo atingido 3,6 milhões de RGUs no final de 2014. Desde o lançamento das ofertas convergentes em janeiro de 2013, 65% dos clientes tem um ou dois cartões SIM, 20% têm três e cerca de 15% possuem quatro cartões SIM. Dados operacionais Portugal 2014 2013 14/13 Acessos fixos de retalho ('000) 5.261 5.158 2,0% PSTN/RDIS 2.475 2.549 (2,9%) Clientes de banda larga 1.373 1.294 6,1% Clientes de TV 1.412 1.315 7,4% Clientes móveis ('000) 7.989 7.896 1,2% Póspagos 3.888 2.925 32,9% Prépagos 4.101 4.971 (17,5%) Adições líquidas ('000) Acessos fixos de retalho ('000) 103 105 (2,1%) PSTN/RDIS (74) (55) (34,3%) Clientes de banda larga 79 69 14,9% Clientes de TV 98 91 7,0% Clientes móveis ('000) 93 298 (68,8%) Póspagos 963 456 111,0% Prépagos (870) (158) n.s. Dados em % das receitas de serviço (%) 39,9 36,5 3,4pp O aumento dos clientes de acessos fixos de retalho foi impulsionado pelo sólido desempenho do MEO, nomeadamente dos clientes de TV por subscrição, tendo a base de clientes de TV por subscrição aumentado 7,4% em 2014 face a 2013 para 1.412 mil (98 mil adições líquidas em 2014), confirmando o contínuo sucesso e a atratividade do MEO no mercado português, mesmo num contexto económico adverso e num mercado com elevada penetração de TV por subscrição. Os clientes triple-play da PT Portugal (voz, banda larga e TV por PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 14
02 Análise operacional subscrição) foram responsáveis por 156 mil adições líquidas em 2014 atingindo 1.108 mil clientes (crescimento de 16,4% face ao ano anterior), apresentando um desempenho resiliente ao longo do ano. Em 2014, a base de clientes móveis continuou a beneficiar do desempenho dos clientes póspago, que aumentaram 32,9% face a 2013 para 3.888 mil clientes (963 mil adições líquidas em 2014), beneficiando das ofertas convergentes M4O e M5O, que continuam a impulsionar uma migração da base de clientes móveis de prépago para póspago. O MEO continuará enfocado numa estratégia de convergência para o segmento de Consumo, suportada nas ofertas triple, quadruple e quintuple-play, na banda larga móvel e nas tarifas fixas, sustentadas no sucesso das ofertas convergentes. Para o segmento de Empresas, o enfoque continuará a ser centrado numa estratégia de cloud, alavancada na sua vasta rede de data centers e também nos serviços de BPO e TI. Residencial Em 2014, os acessos de retalho ou unidades geradoras de receita de retalho (RGUs) do segmento Residencial aumentaram 3,2% face a 2013, atingindo 3.953 mil, com os acessos de TV por subscrição e de banda larga a representarem já 58,8% do total de acessos de retalho em 31 de dezembro de 2014. Em 2014, os acessos de retalho fixos registaram 123 mil adições líquidas refletindo: (1) 19 mil desligamentos líquidos de linhas PSTN/RDIS; (2) 69 mil adições líquidas de clientes de banda larga fixa, e (3) 73 mil adições líquidas de clientes de TV por subscrição. Dados operacionais Segmento Residencial (¹) 2014 2013 14/13 Acessos fixos de retalho ('000) 3.953 3.830 3,2% PSTN/RDIS 1.627 1.646 (1,2%) Clientes de banda larga 1.095 1.027 6,7% Clientes de TV 1.231 1.157 6,3% Clientes únicos 1.766 1.818 (2,9%) Adições líquidas ('000) Acessos fixos de retalho ('000) 123 50 147,6% PSTN/RDIS (19) (22) 13,7% Clientes de banda larga 69 29 136,4% Clientes de TV 73 43 71,3% ARPU () 32,2 31,6 1,8% Receitas não-voz em % das receitas (%) 68,7 65,7 3,0pp (1) No seguimento da implementação do CRM convergente, a PT Portugal alterou o seu critério de segmentação para clientes que são empresários em nome individual, com impacto nos segmentos Residencial, Pessoal e Empresas. Os valores de 2013 foram reexpressos de acordo com esta alteração. O serviço de TV por subscrição atingiu 1.231 mil clientes (+6,3% face a 2013), enquanto a banda larga fixa atingiu 1.095 mil clientes (+6,7% face a 2013), impulsionados pelas ofertas de bundles da PT Portugal e pelo M4O e M5O, que continuam a ganhar tração no mercado. Os clientes únicos do segmento Residencial ascenderam a 1.766 mil. Os clientes triple-play atingiram 951 mil (+15,4% em 2014 face a 2013) e já representam 53,8% dos clientes residenciais da PT Portugal, aumentando a sua liderança neste mercado. O crescimento contínuo e sustentado das PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 15
02 Análise operacional ofertas de bundles também sustentaram o crescimento do ARPU em 1,8% face a 2013, para 32,2 e o crescimento dos RGUs por cliente único, de 2,11 em 2013 para 2,24 em 2014. Em resultado do aumento da penetração das ofertas triple, quadruple e quintuple-play, o peso dos serviços não voz nas receitas de serviço do segmento Residencial atingiu 68,7% em 2014 (+3,0pp face a 2013). Pessoal Em 2014, o número de clientes do segmento Pessoal, incluindo clientes de voz e de banda larga móvel, diminui ligeiramente face a 2013 para 6.380 mil. O enfoque é no aumento dos clientes póspagos sustentado nas ofertas convergentes. Em 2014, o póspago registou um excelente desempenho e já representa 48,7% da base de clientes móvel. Este sólido desempenho dos clientes póspago (824 mil adições líquidas em 2014) é sustentado pelo forte sucesso comercial das ofertas M4O e M5O, que estão a impulsionar a transformação do mercado móvel português através da convergência, o que permite uma diferenciação adicional das ofertas comerciais e ao mesmo tempo altera o enfoque do prépago para o póspago. Dados operacionais Segmento Pessoal (¹) 2014 2013 14/13 Clientes móveis ('000) 6.380 6.390 (0,1%) Póspagos 2.394 1.570 52,5% Prépagos 3.987 4.820 (17,3%) Adições líquidas ('000) (9) 312 (103,0%) Póspagos 824 441 86,7% Prépagos (833) (129) n.s. MOU (minutos) 106 98 9,1% ARPU () 7,1 7,6 (6,0%) Cliente 6,5 7,1 (8,7%) Interligação 0,6 0,5 35,6% SARC () 23,8 24,6 (3,4%) Dados em % das receitas de serviço (%) 39,1 35,8 3,3pp (1) No seguimento da implementação do CRM convergente, a PT Portugal alterou o seu critério de segmentação para clientes que são empresários em nome individual, com impacto nos segmentos Residencial, Pessoal e Empresas. Os valores de 2013 foram reexpressos de acordo com esta alteração. O ARPU do segmento Pessoal diminuiu 6,0% em 2014 face a 2013 para 7,1. O peso das receitas não voz nas receitas de serviço foi de 39,1% em 2014 (+3,3pp face a 2013), refletindo o sólido desempenho dos serviços de dados móvel internetnotelemóvel. Empresas A PT Portugal manteve uma sólida liderança no segmento de grandes empresas e no de empresas de média e pequena dimensão, sustentada nos seus produtos e serviços diferenciados em ambos os mercados, alavancado na sua rede de última geração. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 16
02 Análise operacional Em 2014, o segmento Empresas apresentou um desempenho operacional positivo com os RGUs a aumentarem 3,0% face ao ano anterior, alcançando 2.676 mil, com os acessos de TV por subscrição e de banda larga a representarem já 40,1% (+3,3pp face a 2013) do total dos acessos fixos de retalho do segmento Empresas. No final do ano, os acessos fixos e móveis atingiram 79 mil adições líquidas, refletindo: (1) 85 mil adições líquidas no móvel, (2) 41 mil desligamentos líquidos de linhas PSTN/RDIS; (3) 11 mil adições líquidas de banda larga fixa e (4) 24 mil adições líquidas de TV por subscrição. Dados operacionais Segmento Empresas (¹) 2014 2013 14/13 Acessos fixos de retalho ('000) 1.133 1.139 (0,5%) PSTN/RDIS 679 720 (5,7%) Clientes de banda larga 275 264 4,0% Clientes de TV 179 155 15,7% RGU de retalho por acesso 2 2 5,6% Clientes móveis ('000) 1.542 1.457 5,9% Adições líquidas ('000) Acessos fixos de retalho ('000) (6) 60 (110,3%) PSTN/RDIS (41) (28) (44,6%) Clientes de banda larga 11 40 (73,2%) Clientes de TV 24 48 (49,7%) Clientes móveis ('000) 85 (4) n.s. ARPU () 20,2 21,8 (7,4%) Receitas não-voz em % das receitas (%) 59,1 55,0 4,1pp (1) No seguimento da implementação do CRM convergente, a PT Portugal alterou o seu critério de segmentação para clientes que são empresários em nome individual, com impacto nos segmentos Residencial, Pessoal e Empresas. Os valores de 2013 foram reexpressos de acordo com esta alteração. Com o objetivo de melhorar o share of wallet e a resiliência do negócio, o enfoque mantem-se em TI, Dados e Cloud, com o objetivo de alavancar a rede e os investimentos em tecnologia realizados pela PT Portugal. O ARPU do segmento Empresas diminuiu 7,4% em 2014 face a 2013 para 20,2, penalizado pelas iniciativas relacionadas com elevado corte de custos e redução significativa nos investimentos em novos projetos por parte das empresas portuguesas e pela concorrência do mercado. Em 2014, os serviços não voz representaram 59,1%, das receitas de retalho do segmento Empresas, aumentando 4,1pp face a 2013. Desempenho financeiro consolidado em Portugal Em 2014, as receitas dos negócios de telecomunicações em Portugal ascenderam a 2.455 milhões de, diminuindo 4,1% face a 2013, penalizadas pelo segmento Empresas (-5,8% face a 2013) e pelo segmento Pessoal (- 6,0% face a 2013). As receitas do segmento Residencial continuaram a ser impactadas por dinâmicas competitivas e de preço, mas ainda assim permaneceram estáveis, beneficiando do sucesso e contínuos ganhos de quota de mercado das quadruple-play e quintuple-play do MEO. Em 2014, as receitas do segmento Residencial ascenderam a 707,9 milhões de, diminuindo 0,1% face a 2013. O MEO continuou a ganhar quota de mercado com as ofertas multiple-play. As receitas do segmento Pessoal ascenderam a 622,3 milhões de, diminuindo 6,0% face a 2013, impactadas principalmente por uma PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 17
02 Análise operacional diminuição das vendas e uma maior pressão da concorrência e de preços no negócio prépago. O segmento Empresas também foi penalizado por dinâmicas concorrenciais que estão a ter impacto nos preços, nomeadamente nos serviços móveis. As receitas do segmento Empresas ascenderam a 750,0 milhões de, diminuindo 5,8% face a 2013. Em 2014, as receitas das ofertas grossistas, outros negócios e eliminações ascenderam a 374,9 milhões de, diminuindo 4,5% face a 2013, refletindo menores acessos e menores capacidades. Informação Financeira - op. de telecomunicações portuguesas (¹) Milhões de 2014 2013 14/13 Receitas Operacionais 2.455,1 2.559,6 (4,1%) Residencial 707,9 708,8 (0,1%) Pessoal 622,3 662,3 (6,0%) Empresas 750,0 796,1 (5,8%) Oferta grossista, outros e eliminações 374,9 392,5 (4,5%) Custos operacionais 1.425,0 1.468,6 (3,0%) EBITDA (2) 1.030,1 1.091,0 (5,6%) Margem EBITDA (3) 42,0% 42,6% (0,7 pp) Capex 328,6 490,0 (32,9%) Capex em % das receitas operacionais 13,4% 19,1% (5,8 pp) EBITDA menos Capex 701,5 601,0 16,7% (1) No seguimento da implementação do CRM convergente, a PT Portugal alterou o seu critério de segmentação para clientes que são empresários em nome individual, com impacto nos segmentos Residencial, Pessoal e Empresas. Os valores de 2013 foram reexpressos de acordo com esta alteração. (2) EBITDA = resultado operacional + custos com benefícios de reforma + amortizações. (3) Margem EBITDA = EBITDA / receitas operacionais. Em 2014, os custos operacionais, excluindo amortizações e depreciações diminuíram 3,0% face a 2013 (43,6 milhões de ) para 1.425 milhões de. Este desempenho é explicado por: (1) uma diminuição dos custos com serviços de terceiros; (2) uma diminuição dos custos comerciais, explicado pelo esforço das atividades comerciais realizadas no ano anterior devido ao lançamento do M4O e não obstante as campanhas de marketing para comunicar o rebranding do negócio móvel da PT Portugal, com a alteração da marca de TMN para MEO no 1S14, e (3) diminuição das outras despesas operacionais, devido principalmente a um enfoque rígido em controlo de custos e rentabilidade e ainda devido a uma maior produtividade nas atividades de manutenção, explicada pela implementação de redes de nova geração (FTTH), já referida no passado. Este desempenho é sustentado por várias iniciativas desenvolvidas como parte do extenso programa de transformação operacional também referido no passado, tais como: (1) o desenvolvimento de uma plataforma convergente de CRM e de self-care; (2) a reengenharia do processo de suporte de vendas, e (3) a implementação do programa de transformação de sistemas e consolidação de aplicações de TI. Em 2014, o EBITDA dos negócios de telecomunicações em Portugal ascendeu a 1.030 milhões de (-5,6% face a 2013), com uma margem de 42,0%. Este desempenho resultou da diminuição nas receitas de serviço (74,5 milhões de ), as quais têm uma maior alavancagem operacional, e também de novos serviços com menores margens no segmento Empresas, o que mais do que compensou os esforços em corte de custos e no aumento da eficiência que se traduziram num menor opex. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 18
02 Análise operacional O capex dos negócios de telecomunicações em Portugal diminuiu 32,9% em 2014 face a 2013 para 328,6 milhões de, equivalente a 13,4% das receitas (-5,8pp face a 2013), devido principalmente ao menor investimento em projetos de TI/SI, na sequência da implementação do programa de transformação de sistemas e consolidação de aplicações de TI, ao menor capex de infraestrutura e tecnologia em resultado do forte investimento realizado nos últimos anos nas redes de FTTH e 4G-LTE e ao menor capex de cliente. Em resultado, o EBITDA menos capex aumentou para 701,5 milhões de em 2014, aumentando 16,7% face a 2013. Esta capacidade de oferta é apenas possível dado os elevados investimentos estratégicos que foram realizados nos últimos anos em novas tecnologias e na modernização dos sistemas de informação, nomeadamente: (1) na sua rede de fibra ótica até casa do cliente (FTTH), que abrange 1,7 milhões de casas; (2) na sua rede 4G-LTE, a qual oferece velocidades até 150 Mbps e alcança 93% da população portuguesa; (3) no reforço dos seus data centers através do investimento no Data Center da Covilhã, e (4) na implementação de um sistema de CRM (customer relationship management) no segmento consumo, que permite garantir o tratamento do cliente convergente como um único cliente, com uma única fatura e um único ponto de atendimento de serviço. Em julho de 2014, a PT Portugal reforçou a sua capacidade em fibra, com a celebração de um acordo de desenvolvimento, permuta de capacidade e partilha de rede de fibra ótica com a Vodafone Portugal, permitindo uma maior dinamização do mercado de retalho, através do reforço da capacidade de distribuição de ofertas de elevada velocidade e qualidade na Internet e na Televisão, beneficiando assim os cidadãos e empresas. Este acordo abrange a partilha de fibra ótica em cerca de 900 mil casas, em que cada uma das entidades contribui aproximadamente com 450 mil casas, reforçando assim o posicionamento da PT Portugal como o Operador, em Portugal, com uma oferta verdadeiramente integrada e convergente e que chega a um número superior a 2 milhões de casas. A partilha de rede iniciou-se em dezembro de 2014. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 19
03 Recursos humanos Em 31 de dezembro de 2014, o número de colaboradores da PT Portugal ascendia a 10.701, dos quais 75% estavam nos negócios de telecomunicações. A PT Portugal desenvolveu um processo de recrutamento estruturado para jovens talentos - Trainees, com os melhores alunos das melhores universidades portuguesas - e Academias vocacionadas para operações e tecnologia, com o objetivo de rejuvenescer as equipas. Em 2014, 59 Trainees e 69 Academistas foram integrados na PT Portugal. Estes programas têm a duração de dois e quatro anos respetivamente, envolvendo diversas direções da empresa. Focalizando-se nos talentos internos, a PT Portugal implementou a terceira edição do Programa de Gestão de Talento, para colaboradores com carreiras de categoria técnicas e de gestão, mantendo as duas perspetivas de avaliação: Desenvolvimento de futuros líderes; Retenção de know-how específico. Para esta terceira edição foram identificados mais de 500 colaboradores com desempenho de excelência, de diferentes categorias. As ações de desenvolvimento definidas em 2014 serão implementadas em 2015 para os colaboradores de alto potencial de desenvolvimento. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 20
04 Principais eventos Eventos de 2014 Remuneração obrigacionista 17. janeiro. 14 A PT, SGPS S.A., antiga emitente das obrigações, informou os senhores obrigacionistas que, a partir de 27 de janeiro de 2014, se encontrou a pagamento o juro relativo às obrigações com o código ISIN PTPTCYOM0008, pelos seguintes valores (por Montante de Cálculo de Euro 1.000,00): IRC 25% IRS 28% Juro Ilíquido Eur31,2500 Eur31,2500 Retenção na fonte IRS/IRC Eur7,8125 Eur8,7500 Montante Líquido Eur23,4375 Eur22,5000 21. julho. 14 A PT Portugal, SGPS S.A, informou os senhores obrigacionistas que, a partir de 28 de julho de 2014, se encontrou a pagamento o juro relativo às obrigações com o código ISIN PTPTCYOM0008, pelos seguintes valores (por Montante de Cálculo de Euro 1.000,00): IRC 25% IRS 28% Juro Ilíquido Eur31,2500 Eur31,2500 Retenção na fonte IRS/IRC Eur7,8125 Eur8,7500 Montante Líquido Eur23,4375 Eur22,5000 Órgãos sociais 11. julho.14 Luís Pacheco de Melo comunicou a cessação das suas funções de membro do Conselho de Administração e vice-presidente da PT Portugal SGPS S.A. bem como de membro do Conselho de Administração da Africatel Holdings B.V, mediante renúncia aos cargos referidos. 2. dezembro.14 A PT Portugal, SGPS, S.A. anunciou que, por cartas datadas de 10 de novembro de 2014 e 27 de outubro de 2014, respectivamente: O Fiscal Único da Sociedade, Ascenção, Gomes, Cruz & Associado - SROC, renunciou ao respetivo cargo, e Fiscal Único Suplente da Sociedade, Deloitte & Associados, SROC, S.A., renunciou ao respetivo cargo. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 21
04 Principais eventos Anunciou ainda que, na sequência da Assembleia Geral que teve lugar em 28 de novembro de 2014, a fiscalização da actividade social da PT Portugal, SGPS, S.A., compete agora a um Conselho Fiscal constituído por 3 vogais efectivos e um suplente, tendo, na mesma Assembleia Geral, sido eleitos para integrar o referido órgão: Vitor Manuel Ferreira Lúcio da Silva (Presidente), Óscar Manuel Machado Figueiredo (vogal), José Manuel Gonçalves de Morais Cabral (vogal) e António Manuel Mendes Barreira Membro (Suplente). Foi igualmente eleito na Assembleia Geral supra referida, como Revisor Oficial de Contas, nos termos e para os efeitos do artigo Vigésimo Segundo dos Estatutos da Sociedade, a KPMG & Associados Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, S.A., representada por Paulo Alexandre Martins Quintas Paixão. E anunciou a composiçao dos orgão sociais que se encontram atualmente em funções. Dívida 7. fevereiro. 14 A PT, SGPS S.A., antiga emitente das obrigações, informou que disponibilizou o memorando de consent solicitation (Consent Solicitation Memorandum ou CSM ) relativo à solicitação de consentimentos a conferir pelos titulares das suas Obrigações PT Taxa Fixa 2012/2016 (emitidas no montante de 400 milhões a 6,25% ao ano com maturidade em 2016 ao abrigo do programa Euro Medium Term Note ( EMTN )), bem como das Exchangeable Bonds emitidas, no montante de 750 milhões a 4,125% ao ano com maturidade em 2014, pela PT International Finance B.V. ( PTIF ). O consent solicitation foi realizado devido à transação entre a Portugal Telecom e a Oi, anunciada a 2 de outubro de 2013. 19. junho. 14 A Moody s anunciou a revisão do rating de crédito atribuído às Notes emitidas pela PT International Finance B.V., subsidiária detida integralmente pela PT Portugal SGPS, SA, melhorando o rating de longo prazo de Ba2 para Baa3. O outlook mantém-se negativo. 25. junho. 14 A S&P anunciou a revisão do rating de crédito atribuído às Notes emitidas pela PT International Finance B.V., subsidiária detida integralmente pela PT Portugal SGPS, SA, melhorando o rating de longo prazo de BB para BBB-. O outlook mantém-se negativo. CMVM 9. maio. 14 A PT Portugal, SGPS S.A. anunciou que nomeou Nuno Manuel Teiga Luís Vieira como representante para as relações com o mercado e a CMVM. Combinação de negócios com a Oi 20. fevereiro. 14 A PT, SGPS, S.A. e a Oi anunciaram a celebração dos instrumentos contratuais definitivos que regulam as etapas necessárias à implementação da operação que culminará na fusão entre a Portugal Telecom, a Oi S.A., a Telemar Participações S.A. e as sociedades brasileiras controladoras da TmarPart, com vista a constituírem uma única e integrada sociedade cotada brasileira, a CorpCo que, nos termos dos Documentos Definitivos foi definido que será a TmarPart. 21. fevereiro. 14 A PT, SGPS, S.A. informou que, em complemento ao comunicado divulgado a 20 de fevereiro de 2014, a taxa de conversão Euro/Real para efeitos de determinação do contravalor em Reais equivalente a 1,9979 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 22
04 Principais eventos, ao fecho de 20 de fevereiro de 2014, é de 3,2628. Deste modo, está previsto que em troca de cada ação da Portugal Telecom detida, os acionistas recebam: 6,5188 reais em ações da CorpCo (ao mesmo preço por ação do aumento de capital da Oi), acrescidos de 0,6330 ações da CorpCo. Adicionalmente, e sujeito a aprovação pela Assembleia Geral, os acionistas da Portugal Telecom receberam, antes da conclusão da Combinação de Negócios, um dividendo de 10 cêntimos de euro por ação. 18. março. 14 A PT, SGPS, S.A. (a "Emitente") anunciou, no dia 7 de fevereiro de 2014, uma solicitação de consentimento endereçada aos títulares dos seus valores mobiliários designados por 400,000,000 6.25 per cent. Notes due 2016 (ISIN PTPTCYOM0008 adiante designados como as "Notes da Portugal Telecom"), nos termos e condições estabelecidos no Consent Solicitation Memorandum datado de 7 de fevereiro de 2014 (o "Consent Solicitation Memorandum"). O presente anúncio deve ser lido em conjunto com o Consent Solicitation Memorandum e com os anúncios divulgados nos dias 24 de fevereiro de 2014 e 3 de março de 2014. A Emitente anunciou que, em reunião da assembleia de titulares das Notes da Portugal Telecom (reunião realizada em segunda data, devido à falta de quórum verificada na reunião realizada em primeira data), na sede da Emitente, sita na Avenida Fontes Pereira de Melo, n.º 40, em Lisboa, a Deliberação Extraordinária relativa ao Consent Solicitation foi aprovada. São apresentadas de seguida informações relativas ao montante nominal agregado das Notes da Portugal Telecom que se encontrava representado nesta reunião, bem como a proporção deste que se manifestou a favor da Deliberação Extraordinária: Montante nominal agregado representado na reunião de hoje Montante nominal agregado a favor da Deliberação Extraordinária Percentagem a favor da Deliberação Extraordinária Montante de Notes da Portugal Telecom em circulação para efeitos da reunião de hoje 400.000.000 188.123.000 187.394.000 99,96%* *Um montante nominal agregado correspondente a 646.000 absteve-se na votação, não contando este montante para a formação da percentagem a favor da Deliberação Extraordinária. 27. março. 14 A PT, SGPS, S.A. informou que os seus acionistas reunidos em Assembleia Geral deliberaram aceitar a participação da Portugal Telecom no aumento de capital da Oi S.A. mediante a contribuição dos ativos que constituem a totalidade dos ativos operacionais detidos pelo Grupo Portugal Telecom e responsabilidades inerentes, com exceção das ações da própria Oi, das ações da Contax Participações, S.A. e da Bratel BV detidas direta ou indiretamente pela Portugal Telecom. 28. março. 14 A Oi S.A. anunciou a suspensão de oferta pública de distribuição primária de ações. 31. março. 14 A Oi S.A. informou o resultado da Assembleia Geral desta sociedade e a aprovação emitida pela autoridade brasileira Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel relativamente à reorganização societária que permitirá a consolidação da aliança industrial entre a Oi e a Portugal Telecom. 3. abril. 14 A Oi S.A. anunciou a revogação da suspensão de oferta pública de distribuição primária de ações. 3. abril. 14 A Oi S.A. informou a quantidade máxima de ações que poderão ser emitidas na oferta pública de distribuição primária de ações da Oi. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 23
04 Principais eventos 3. abril. 14 A Oi S.A. informou as recentes interações entre a Oi e os bancos que compõem o sindicato formado para a Oferta. 3. abril. 14 A Oi S.A. divulgou o prospeto preliminar da oferta pública de distribuição primária de ações da Oi. 29. abril. 14 A Oi S.A. anunciou ter sido concluído o período de subscrição de ações no âmbito do aumento de capital. 5. maio. 14 A PT, SGPS, S.A. informou ter procedido, em liquidação do aumento de capital da Oi S.A, à transferência para uma conta de valores mobiliários aberta em nome da Oi da totalidade das ações representativas do capital social da PT Portugal, SGPS, S.A. que eram por si detidas. Adicionalmente, nos termos dos acordos de implementação das alterações aprovadas, na assembleia realizada no dia 18 de março de 2014, pelos titulares dos valores mobiliários denominados 400,000,000 6.25 per cent Notes due 2016, emitidos pela Portugal Telecom ao abrigo do seu 7,500,000,000 Euro Medium Term Note Programme ( Notes ), a PT Portugal passou a ser a emitente e principal devedora de tais Notes. 6. maio. 14 A Oi, S.A. comunicou a conclusão da oferta pública de distribuição de ações e exercício da opção de distribuição de lote suplementar. 3. julho. 14 A Oi divulgou o facto relevante relacionado com as aplicações financeiras da Portugal Telecom em papel comercial da Rio Forte Investments S.A. ( Rioforte ), sociedade do Grupo Espírito Santo ( GES ), bem como as notícias veiculadas na comunicação social sobre o assunto. De acordo com o comunicado: A Portugal Telecom subscreveu, através das então subsidiárias PT International Finance BV e PT Portugal SGPS SA, um total de 897 milhões de em papel comercial da Rioforte com uma remuneração média anual de 3,6%. Todas as aplicações de tesouraria em papel comercial da Rioforte atualmente em carteira têm vencimento em 15 e 17 de julho de 2014 (847 e 50 milhões de, respectivamente). As operações de tesouraria são realizadas num contexto de análise de várias opções de investimento de curto prazo disponíveis no mercado, tendo como referência a atratividade da remuneração oferecida, e têm acompanhamento e são sufragadas pela Comissão Executiva.( ) A esta data o montante total de aplicações em papel comercial do GES ascende a 897 milhões de, relativo ao investimento em papel comercial da Rioforte. Desde 28 de abril de 2014 não foram realizadas quaisquer aplicações e / ou renovações deste tipo de investimentos. Adicionalmente, nesta data a PT International Finance BV e a PT Portugal SGPS SA mantêm depósitos bancários junto do BES num total de 22 milhões de e a Portugal Telecom, SGPS, S.A. depósitos bancários de 106 milhões de. Os valores acima representam a totalidade da exposição ao GES/BES. A Oi não foi informada, nem participou das decisões que levaram à realização das aplicações de recursos em questão, que foram realizadas anteriormente à subscrição e do aumento de capital da Oi pela Portugal Telecom. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 24
04 Principais eventos A Oi já solicitou esclarecimentos adicionais à Portugal Telecom, analisará as informações recebidas e tomará as medidas necessárias à defesa de seus interesses, mantendo os seus acionistas e o mercado informados sobre as evoluções acerca do assunto. 16. julho. 14 A Oi S.A e a PT, SGPS, S.A. anunciaram que se mantêm comprometidas em concluir a combinação dos seus negócios, tendo assinado nesta data um novo Memorando de Entendimentos ( MoU ). O MoU foi assinado na sequência do não reembolso hoje por parte da Rio Forte Investments, SA ( Rioforte ), uma sociedade do Grupo Espírito Santo ( GES ), dos 847 milhões de já vencidos do total de 897 milhões de em aplicações de tesouraria ( Dívida da Rioforte ) que foram subscritas pelo grupo Portugal Telecom e que atualmente são detidas por subsidiárias que foram contribuídas para a Oi no âmbito da combinação de negócios anunciada no dia 2 de outubro de 2013. 16. julho. 14 A Oi divulgou o seguinte facto relevante: Títulos da Rio Forte Nesta data, ocorreu o vencimento do montante de 847 milhões de Euros de dívidas de emissão da Rio Forte Investments S.A. ( Rio Forte ), objeto de aplicações financeiras realizadas pela Portugal Telecom SGPS, S.A. ( PT SGPS ) que foram contribuídas no aumento de capital da Oi no dia 5 de maio e atualmente são detidas pelas subsidiárias da Oi, PT Portugal SGPS, S.A. e Portugal Telecom International Finance B.V. (também referidas como Subsidiárias Oi ), sem que a Rio Forte tenha liquidado as suas obrigações. As condições de emissão da dívida, todavia, estabelecem um período de cura de 7 dias úteis para que a Rio Forte efetue tal pagamento. No dia 17/7/2014, também ocorreu o vencimento de uma parcela adicional de 50 milhões de Euros de dívidas da Rio Forte, também sujeitas ao mesmo período de cura. Celebração de MOU com a PT SGPS Nesta data a Oi celebrou com a PT SGPS um Memorando de Entendimentos ( MOU ) tendo por objeto principal fixar as bases de um acordo entre elas com relação às aplicações financeiras realizadas em papéis de emissão da Rio Forte ( Títulos ). Principais termos do MOU A PT SGPS e as Subsidiárias da Oi realizarão permuta pela qual a PT SGPS entregará à Oi 474.348.720 OIBR3 e 948.697.440 OIBR4 ( Ações Permutadas ), totalizando 16,6% do capital votante e 16,6% do capital total da Oi, e a Oi, em contrapartida, entregará os Títulos à PT SGPS, a 100% do seu valor de face, sem torna ( Permuta ). A quantidade de ações que será entregue pela PT SGPS à Oi, e ficará custodiada em Tesouraria, foi acordada de forma a ser equivalente ao valor de face dos Títulos. A efetivação da Permuta e a celebração de Contrato Definitivos estão condicionadas à celebração dos documentos definitivos que a regularão, além da aprovação pela assembleia geral de acionistas da PT SGPS, da aprovação em Reunião Prévia da Telemar Participações S.A. ( CorpCo ) e Conselho de Administração da Oi. Por se tratar de uma operação com ações PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 25
04 Principais eventos em tesouraria da Oi, a implementação da Permuta depende de aprovação da Comissão de Valores Mobiliários para sua realização. A Oi (e/ou as Subsidiárias Oi) outorgará à PT SGPS uma opção de compra, pessoal e intransferível ( Opção ) sobre ações de emissão da OI em mesmo número e tipo que as Ações Permutadas (ou, após a incorporação de ações da Oi, das respectivas ações da CorpCo emitidas em substituição às Ações Permutadas), devendo tal número ser ajustado para refletir eventuais modificações decorrentes de agrupamento e desdobramento de ações ( Ações Objeto da Opção ). A Opção poderá ser exercida, total ou parcialmente, em qualquer altura, de acordo com os seguintes termos e condições: (i) Prazo: 6 (seis) anos, observado que o direito da PT SGPS de exercer a Opção sobre as Ações Objeto da Opção será reduzido pelos percentuais indicados abaixo: Data de Redução A partir do 1º aniversário da Data de Fechamento A partir do 2º aniversário da Data de Fechamento A partir do 3º aniversário da Data de Fechamento A partir do 4º aniversário da Data de Fechamento A partir do 5º aniversário da Data de Fechamento A partir do 6º aniversário da Data de Fechamento % das Ações Objeto da Opção que anualmente deixam de estar sujeitas à Opção 10% 18% 18% 18% 18% 18% (ii) Preço de Exercício: R$ 1,8529 por ação preferencial e R$ 2,0104 por ação ordinária de emissão da Oi (e, conforme o caso, R$ 2,0104 por ação ordinária de emissão da CorpCo), corrigidos pela variação da taxa do CDI acrescida de 1,5% ao ano, calculada pro rata temporis, desde a realização da Permuta até a data do efetivo pagamento do preço de cada exercício, seja parcial ou total, da Opção. O preço de exercício da Opção deverá ser pago em dinheiro. Os termos e condições da Permuta e da Opção serão estabelecidos em contratos definitivos. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 26
04 Principais eventos Outros termos, aprovações societárias e operação de combinação de negócios da Oi e da Portugal Telecom Em resultado das transações previstas nos Contratos Definitivos, os contratos firmados em 19 de fevereiro de 2014 e que regulam a operação de combinação dos negócios e das bases acionárias da Oi e da PT SGPS ( Operação ) serão aditados para prever, entre outros temas: (i) a extensão dos prazos para a realização da Operação; (ii) o ajuste necessário na estrutura de incorporação da PT SGPS pela CorpCo, de modo que os acionistas da PT SGPS possam ter a oportunidade de receber, o quanto antes possível, ações de emissão da CorpCo, de acordo com estrutura legalmente permitida que venha a ser definida pelas Partes de comum acordo; e (iii) a limitação dos direitos políticos da PT SGPS, no Estatuto Social da CorpCo, ao máximo de 7,5% (sete e meio por cento). Os referidos ajustes estarão previstos nos Contratos Definitivos. O MOU permanecerá em vigor até a data que ocorrer primeiro entre (i) a data de assinatura dos Contratos Definitivos e (ii) 08 de setembro de 2014. Outras informações A Oi realça que a celebração do MOU possibilitará que Operação, conforme anunciada em outubro de 2013 e em fevereiro de 2014, continue sendo implementada, com intuito de migrar a CorpCo para o segmento do Novo Mercado da BM&FBovespa, com os melhores padrões de governança corporativa, aumento de liquidez, com controle disperso no mercado e aceleração da sinergias criadas pela transação. Com a transferência dos Títulos para a PT SGPS, esta passará a ser a única responsável pela negociação com a Rio Forte e pelas decisões relacionadas aos Títulos. A Oi, como controladora da PT Portugal, prestará todo o suporte documental à PT SGPS para a tomada das medidas necessárias à cobrança dos créditos representados pelos Títulos. 28. julho. 14 A Oi S.A. e a PT, SGPS, S.A. anunciaram que chegaram a acordo sobre os termos definitivos dos principais contratos a celebrar na sequência do Memorando de Entendimentos ( MoU ) anunciado em 16 de julho de 2014. A celebração da documentação definitiva estava sujeita à aprovação pela Assembleia Geral de Acionistas da PT SGPS e pelo Conselho de Administração da Oi. A documentação estabelecia: A PT SGPS irá permutar ( Permuta ) com a Oi as aplicações de tesouraria na Rio Forte Investments, SA ( Dívida da Rioforte ) no montante de 897 milhões de, em contrapartida de 474.348.720 ações ON mais 948.697.440 ações PN da Oi ( Ações da Oi Objeto da Opção ); À PT SGPS será atribuída uma opção de compra não transferível de tipo Americano ( Opção de Compra ) para readquirir as Ações da Oi Objeto da Opção (com o preço de exercício de R$2,0104 para ações ON e R$1,8529 para ações PN), a qual será ajustada pela taxa brasileira CDI acrescida de 1,5% por ano; PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 27
04 Principais eventos A Opção de Compra sobre as Ações da Oi Objeto da Opção entrará em vigor à data da Permuta, terá uma maturidade de 6 anos, expirando a possibilidade de exercício pela PT SGPS em 10% das Ações da Oi Objeto da Opção no fim do primeiro ano e 18% em cada ano seguinte; Qualquer montante recebido como resultado da monetização da Opção de Compra através da emissão de instrumentos derivados tem de ser utilizado para o exercício da Opção de Compra; A PT SGPS só pode adquirir ações da Oi ou da CorpCo através do exercício da Opção de Compra; A Opção de Compra será cancelada se (i) os estatutos da PT SGPS forem voluntariamente alterados para remover a limitação de voto de 10%, (ii) a PT SGPS atuar como concorrente da Oi, ou (iii) a PT SGPS violar certas obrigações decorrentes da documentação definitiva, e Os contratos serão celebrados assim que todas as aprovações societárias sejam obtidas e a Permuta está sujeita à aprovação da Comissão de Valores Mobiliários no Brasil e deve ser executada em ou antes de março 2015. 8. setembro.14 A PT, SGPS informou que os seus acionistas reunidos em Assembleia Geral deliberaram aprovar a proposta apresentada pelo Conselho de Administração, para deliberar acerca dos termos dos acordos a celebrar entre a PT SGPS e a Oi, SA no âmbito da combinação dos negócios das duas empresas. Na sequência desta aprovação, foram assinados os acordos que executam o Memorando de Entendimentos divulgado em 16 de julho de 2014, ficando a produção de efeitos dos mesmos sujeita à aprovação da permuta pela Comissão de Valores Mobiliários. 17. setembro.14 O Conselho de Administração da Oi, SA, decidiu autorizar a administração da Oi, SA a tomar as medidas necessárias para a alienação das participações da Oi, SA na Africatel Holdings B.V. ( Africatel ), representativas de 75% do capital social da Africatel, e/ou seus ativos. 1. dezembro.14 A PT Portugal, SGPS informou que a Oi, SA celebrou com a Altice um contrato de exclusividade por um período de até 90 dias com o objetivo de permitir: (i) à Oi, SA e à Altice negociarem e acordarem os termos finais da alienação da PT Portugal, SGPS e (ii) à Oi, SA obter as autorizações societárias necessárias para realizar a alienação da PT Portugal, SGPS. A proposta da Altice apresentada considera um valor da empresa (enterprise value) de 7,4 mil milhões de Euros, excluindo caixa e dívida, e inclui um earn-out (pagamento diferido) de 500 milhões de Euros relacionado a geração futura de receita da PT Portugal, SGPS. 8. dezembro.14 O Conselho de Administração da Oi, SA aprovou a alienação da integralidade das ações da PT Portugal SPGS S.A à Altice Portugal S.A., subsidiária integral da Altice S.A. envolvendo substancialmente as operações conduzidas pela PT Portugal em Portugal e na Hungria. MEO 21. julho.14 O MEO, através da PT Portugal, SGPS, S.A., celebrou um acordo de desenvolvimento, permuta de capacidade e partilha de Rede de Fibra Ótica com a Vodafone Portugal. Este acordo abrange a partilha de fibra ótica escura em cerca de 900 mil casas, em que cada uma das entidades partilha com a outra aproximadamente 450 mil casas. A partilha é concretizada através de um contrato de acesso/cedência exclusivo à rede da Vodafone/Meo, respetivamente por 25 anos. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 28
04 Principais eventos Eventos subsequentes Combinação de negócios com a Oi 18. janeiro.15 A PT Portugal, SGPS, S.A. a pedido da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários e no âmbito da perspectivada operação de venda entre a Oi, S.A. e a Altice, informou o seguinte: Nos termos acordados com a Altice, os valores mobiliários representativos de dívida denominados 400,000,000.00 6.25 per cent Notes due 2016 (ISIN PTPTCYOM0008), inicialmente emitidas pela Portugal Telecom, SGPS, S.A. e actualmente da responsabilidade, enquanto emitente e principal devedora, da PT Portugal, SGPS, S.A., que se encontram admitidas à negociação em mercado regulamentado a funcionar em Portugal ( Notes ), ficarão no universo das empresas Oi, S.A. e beneficiando da garantia desta. Esta operação, implicará a substituição da actual sociedade emitente, PT Portugal, SGPS, S.A., pela Portugal Telecom International Finance, B.V., sociedade que será integralmente detida pela Oi, S.A.. 22. janeiro.15 Os acionistas da PT SGPS deliberaram aprovar a venda da totalidade do capital social da PT PortugaL, SGPS, S.A., pela Oi, S.A. à Altice, S.A., nos termos solicitados pela Oi, S.A.. 6. março.15 A Oi anunciou que a CVM aprovou os temos dos acordos de permuta celebrados entre a OI, a Telemar participações, S.A. e a PT SGPS condicionada à (i) sua aprovação pela Assembleia Geral de Acionistas da Oi, na qual a PT SGPS não poderá votar; e (ii) concessão de direito de voto aos acionistas preferencialistas nessa assembleia geral. CMVM 23. janeiro.15 A PT Portugal, SGPS S.A. anunciou a nomeação de Marco Norci Schroeder, atual CFO da PT Portugal, SGPS S.A., como novo Representante para as relações com o mercado e a CMVM. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 29
05 Participações qualificadas Participações qualificadas Em 31 de dezembro de 2014, a Oi, SA detinha 100% do capital social e dos direitos de voto da PT Portugal SGPS, SA. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 30
06 Perspetivas futuras A PT Portugal continuará a ser uma empresa orientada para o crescimento, com o objetivo de explorar ao máximo o potencial do seu portfolio de ativos, tirando vantagem das oportunidades futuras e existentes no mercado das telecomunicações, multimédia e serviços cloud e de TI. A PT Portugal pretende continuar a aproveitar as oportunidades de convergência, nas ofertas quadruple-play e quintuple-play, ao integrar serviços de dados e voz com novos e sofisticados serviços multimédia e de TI, alavancando o investimento da PT Portugal em redes de nova geração nomeadamente FTTH e 4G-LTE, e em soluções de cloud. Após a reestruturação do seu negócio em Portugal em segmentos de clientes, a PT Portugal irá continuar a concentrar o seu esforço, em produtos convergentes de TI-telecoms e multimédia e em ofertas de serviços integrados, com o objetivo de adquirir novos clientes, aumentando o seu share-of-wallet, melhorando a fidelização e diminuíndo os custos com retenção de clientes. No segmento de consumo, a PT Portugal vai manter o enfoque no sentido de impulsionar a sua oferta de quadruple-play, já com força no mercado, e a sua quintuple-play, lançado em julho de 2014, concluindo a transformação da oferta do segmento residencial da PT Portugal de um legado de telecomunicações fixas para uma base de clientes convergentes e, no segmento pessoal, alterando o enfoque do prépago para o póspago no mercado móvel português. As ofertas convergentes são mais competitivas e mais resilientes a condições económicas adversas devido às suas características distintas e diferenciadas, personalizadas para responder às necessidades dos clientes. Adicionalmente, no segmento pessoal, a PT Portugal irá continuar a contribuir para aumentar a penetração dos smartphones, para desenvolver novos serviços e planos de preços, e diferenciar ainda mais a sua oferta móvel, beneficiando da implementação do 4G-LTE e liderando o roll-out no mercado Português. No segmento empresas, a PT Portugal irá continuar a fornecer soluções avançadas one-stop-shop de TI/SI com foco em BPO e na comercialização de soluções machine-to-machine, através de soluções de ponta para as empresas, alavancandas no novo Data Center da PT Portugal na Covilhã, de modo a satisfazer a procura por serviços de alta largura de banda e virtualização. Estas ofertas alavancam o investimento da PT Portugal em soluções FTTH e 4G-LTE e cloud computing, permitindo a oferta de serviços cloud-based, em parceria com fornecedores de software e hardware. A PT Portugal irá continuar a investir na inovação e na investigação e desenvolvimento com o objetivo de melhorar os seus serviços com novas e diferenciadoras funcionalidades, personalizáveis, com conteúdos feitos à medida para ir de encontro às necessidades do cliente. A PT Portugal irá continuar a alavancar nas suas parcerias com fornecedores de maneira a reduzir o time-to-market e a diferenciar, ainda mais, a sua proposta de valor para os seus clientes. A PT Portugal irá continuar a investir para desenvolver ainda mais plataformas e redes core mais eficientes, tanto na rede fixa como na rede móvel, com o objetivo de oferecer maior banda aos seus clientes e serviços cloud. Adicionalmente, a PT Portugal irá continuar a pautar a sua estrutura de custos pelo aumento de produtividade e engenharia de processos de negócio. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 31
07 Governo de sociedade 1. Controlo Interno e Gestão de Riscos a) Sistema de Controlo Interno O Sistema de Controlo Interno implementado na PT Portugal foi baseado num modelo internacionalmente reconhecido - COSO (Committee of Sponsorship Organizations of the Treadway Commission) -, fazendo uso dos layers estabelecidos nesse modelo, nomeadamente: (i) Controlos de alto nível ( Entity Level Controls ); (ii) Controlos de Sistemas de Informação ( IT Level Controls ); e (iii) Controlos ao nível dos processos ( Process Level Controls ). Adicionalmente, foram identificados os objetivos necessários para assegurar que os processos, sistemas e unidades de negócio com impacto no montante do relato financeiro têm controlos adequados e operacionais. O Núcleo de Controlo Interno, tem como responsabilidade promover uma visão de um sistema de controlo interno estruturado, sustentável e orientado para a gestão dos riscos identificados pela organização, não exclusivamente vocacionado para o compliance com normativos aplicáveis. A identificação das unidades de negócio e processos sobre os quais se procede ao desenho, implementação de controlos e melhoria de controlos já existentes tem por base a identificação de riscos financeiros efetuada pelos principais responsáveis da Sociedade, os resultados do processo de gestão de riscos, a materialidade ao nível do relato financeiro dos processos e, por fim, eventuais requisitos legais. São desenhados manuais e implementados controlos para as unidades de negócio com maior materialidade, sendo ainda de destacar que, relativamente às de menor dimensão e no âmbito da melhoria do ambiente de controlo interno e gestão de riscos. A PT Portugal implementou controlos para cada ciclo de negócio e respetivas classes de transações, encontrandose estes descritos nos manuais de controlo interno. A identificação e o desenho dos controlos relevantes para relato financeiro, quer sejam preventivos, detetivos ou corretivos, é documentada em manuais próprios, de acordo com os layers estabelecidos no COSO. Os manuais são revistos sempre que ocorram alterações nos processos, ou de forma periódica, de modo a atestar a sua aderência à realidade das operações da Empresa. A descrição dos processos constantes dos manuais de controlo interno é composta, entre outros, pela descrição detalhada dos procedimentos efetuados, pela identificação dos responsáveis pela sua execução, pela identificação dos objetivos de controlo de cada atividade, pela periodicidade de execução do controlo e a evidência que o suporta, pela identificação das User Development Applications (UDA s), e se o controlo visa mitigar um risco de PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 32
07 Governo de sociedade fraude ou assegura a segregação de funções (SoD). Desta forma, para além de estar assegurado o conhecimento geral dos controlos existentes, é possível garantir a realização de auditorias quanto à efetividade dos controlos. Entity L evel Controls Ambiente de controlo Informação e comunicação Avaliação de risco Monitorização Receitas e contas a receber Gestão de ativos (longo prazo) Gestão de existências Compras e contas a pagar Gestão de pessoal Gestão de te sou ra ria Gestão fina nceira Gestão de ordens de encomenda Entrega de produto e serviço Ativos Fixos Tangíveis Gestão de existências Compras Gestão de pessoal Controlo de rec ebimentos e pagamentos Gestão de financiamentos Faturação Contas a receber e créditos Ativos Fixos Intangíveis Ativos Fixos em Curso Gestão de inves timentos financ eiros Gestão de dívidas a pagar Plano de pensões Plano de Saúde Gestão de tes ouraria Gestão de ris cos financeiros S istema de Informação Função fiscal e legal Função fiscal Função legal Reporting financeiro Atualmente, a PT Portugal tem identificados cerca de 147 processos e 1.892 controlos críticos para relato financeiro. Relativamente aos sistemas de informação, a Companhia identificou 28 sistemas críticos, entre eles os sistemas de billing, o SAP e o sistema de consolidação. O Núcleo de Controlo Interno efetua o acompanhamento trimestral das deficiências reportadas, quer pelo auditor interno quer pelo externo, para os vários processos, garantindo a definição de planos de ação para mitigação dos riscos detetados e para a resolução dos mesmos. Adicionalmente, a Empresa desenhou um manual específico para endereçar um dos riscos operacionais identificados: o risco de fraude. O objetivo é documentar as fraudes usuais no setor de atividade em que a PT Portugal se insere, de forma a permitir uma melhor gestão deste risco específico. Este manual, para além da descrição dos procedimentos de fraude, contém uma identificação dos controlos e dos responsáveis pela sua execução. O manual é revisto sempre que se julgue necessário, contando com os inputs resultantes de trabalhos realizados pela Auditoria Interna na prossecução da sua atividade, bem como de eventuais denúncias e por realização de benchmarks com outras empresas do setor. A PT Portugal tem ainda implementado um Sistema de Gestão Integrado (SGI) assente nas normas da Qualidade (ISO 9001), Ambiente (ISO 14000) e Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (OHSAS 18001), em que está certificado. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 33
07 Governo de sociedade A política de gestão do SGI enfatiza a importância da organização ao nível do respeito pelo compromisso estratégico tanto ao nível da qualidade, ambiente e saúde, higiene e segurança no trabalho, como também ao nível da sustentabilidade, através da implementação de políticas de responsabilidade social ou de disseminação de uma cultura de excelência e qualidade transversal a todos os processos da organização. Estas práticas estão sempre focadas na superação das expetativas de todos os stakeholders da PT Portugal, nomeadamente, dos clientes, acionistas, sociedade, parceiros e demais entidades relacionadas com a organização. A PT Portugal também tem implementada uma metodologia de análise, avaliação e cumprimento da legislação aplicável no âmbito das certificações, adotando uma postura proactiva na melhoria contínua dos processos, tendo em conta a mitigação dos riscos operacionais, ambientais e de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho que estão identificados no decurso da atividade corrente. A PT Portugal tem igualmente um compromisso de disseminar as melhores práticas nos seus fornecedores e parceiros, garantindo desta forma uma consciência sustentável para o negócio na sociedade que o rodeia. Avaliação do Sistema de Controlo Interno A Direção de Auditoria Interna é o departamento responsável, ao nível da estrutura corporativa, pela avaliação do sistema de controlo interno da PT Portugal e pelos processos existentes para gestão de risco. No desempenho das suas funções, esta Direção reporta hierarquicamente ao Presidente do Conselho de Administração. O plano de atividades da Direção de Auditoria Interna é aprovado anualmente pelo Conselho de Administração da PT Portugal, no qual são definidas as auditorias a realizar e o respetivo âmbito. Estas têm como objetivo verificar que a Sociedade possui mecanismos de controlo adequados ao nível da fiabilidade e integridade dos relatórios financeiros e operacionais, da eficiência das suas operações e do cumprimento das leis e regulamentos aplicáveis. Na elaboração do Plano Anual de Auditorias é utilizada a informação recolhida ao nível do Modelo de Gestão de Riscos, de modo a garantir que as auditorias realizadas endereçam as principais áreas e fatores de risco, que podem afetar materialmente a capacidade da Sociedade cumprir o seu plano estratégico. Neste contexto, são conduzidas ao longo do ano auditorias operacionais, de conformidade, financeiras e de sistemas de informação às principais áreas operacionais da Sociedade, quer a nível nacional quer internacional, de modo a assegurar os seguintes objetivos: Auditorias Operacionais avaliação dos procedimentos de gestão dos riscos operacionais e dos mecanismos que garantam eficiência operacional e que tenham impacto relevante na prossecução da estratégia da Sociedade e nos principais vetores de criação de valor (key value drives), nas diferentes geografias onde opera; Auditorias de Conformidade garantir a conformidade com legislação, normativos e políticas internas que possam afetar materialmente a estratégia da Sociedade; Auditorias Financeiras assegurar a efetividade dos mecanismos de controlo associados à captura, processamento e divulgação de informação financeira e contabilística; PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 34
07 Governo de sociedade Auditorias dos Sistemas de Informação verificação da efetividade dos controlos que endereçam os riscos associados aos Sistemas de Informação, e que permitem assegurar a segurança, integridade e disponibilidade da informação crítica para o negócio e a recuperação dos sistemas em caso de interrupção das operações. A evolução da execução do Plano de Atividades definido, assim como os resultados agregados das auditorias realizadas, são reportados trimestralmente ao Conselho de Administração da Sociedade para acompanhamento da evolução do sistema de controlo interno e de gestão de riscos. A avaliação do sistema de controlo interno é conduzida de acordo com a metodologia adotada pela PT Portugal, a qual é baseada no COSO (Committee of Sponsorship Organizations of the Treadway Commission), no COBIT (Control Objectives for Information and Related Technology). A Direção de Auditoria Interna, no desempenho das atividades e funções atribuídas, norteia a sua conduta pelas Normas para Prática Profissional da Auditoria Interna emanadas pelo Institute of Internal Auditors (IIA), tendo-se este departamento submetido a um processo de revisão de qualidade, durante 2011, através do qual renovou a sua certificação de qualidade, emitida pelo IIA. Principais tipos de riscos (económicos, financeiros e jurídicos) Decorrente do processo de gestão dos riscos que possam afetar adversamente a atividade da PT Portugal, destacam-se os seguintes: Riscos Relevantes Riscos da Envolvente Regulação Concorrência A PT Portugal está sujeita ao risco de ocorrerem alterações regulatórias ou ações das entidades reguladoras nacionais, comunitárias ou internacionais que possam originar pressões competitivas crescentes e afetar a sua capacidade para conduzir eficazmente o seu negócio. A gestão do risco de regulação está entregue à Direção de Regulação, que deverá estar a par de novas regulações aplicáveis ao setor com impacto para a PT Portugal, sendo a estratégia de gestão de cada fonte de risco articulada com as diversas áreas operacionais. No âmbito do acompanhamento dos vários riscos e oportunidades relacionados com a regulação, realçamos os seguintes temas: (i) redes de nova geração; (ii) segurança das redes e comunicações; (iii) ofertas retalhistas e tarifários; (iv) ofertas de referência grossistas; (v) serviço universal; (vi) espectro radioelétrico; (vii) mercados relevantes de banda larga; (viii) regulamento de roaming; (ix) dividendo digital; (x) cloud computing; (xi) Lei do Cinema e (xii) Lei da Cópia Digital. Existe a possibilidade de uma redução das receitas da PT Portugal em virtude do aumento da concorrência por parte de outros operadores ou de novos protagonistas no mercado, nomeadamente PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 35
07 Governo de sociedade Riscos Relevantes através de: (i) desenvolvimento de novos produtos e serviços convergentes; (ii) políticas de marketing e vendas agressivas; (iii) introdução de melhorias na qualidade dos produtos ou serviços; (iv) aumento da produtividade e redução de custos; (v) fusão e consolidação de operadores; e (vi) reconfiguração da cadeia de valor do ponto de vista do cliente. A convergência teve efeitos no mercado das telecomunicações em Portugal com a entrada de um player puramente móvel no mercado fixo e com a consolidação do maior operador de cabo com o terceiro maior operador móvel, criando assim um novo operador integrado em Portugal. Esta transação irá aumentar ainda mais o enfoque em ofertas quadruple-play e irá aumentar também a pressão nos preços. A PT Portugal é uma empresa orientada para o cliente, focada na inovação e execução, para cumprir as necessidades do consumidor digital. A PT Portugal está organizada por segmentos de clientes promovendo a colaboração entre funções e plataformas para garantir a melhor experiência ao cliente. A PT Portugal tem como prioridade a criação de valor sustentável em todos os segmentos de clientes 1) Consumo: Explorar a convergência para aumentar a quota de mercado baseada na simplicidade, comodidade e relação qualidade/preço. A prioridade central da PT Portugal no segmento business-to-consumer é a convergência, no sentido de impulsionar a sua oferta quadruple-play e a sua oferta quintuple-play, lançada em Julho de 2014. De fato, nos últimos anos, PT Portugal investiu em quatro áreas principais para se colocar numa posição onde se tornará o líder natural da convergência no segmento de consumo em Portugal, nomeadamente: (1) rede de última geração, com gestão integrada da rede fixo-móvel; (2) armazenamento e processamento, com a inauguração de um dos data centers mais eficientes do mundo, na Covilhã, e a criação de parcerias para oferecerem as melhores soluções de cloud e, assim, garantir uma experiência única em todos os dispositivos; (3) ponto de contacto com o cliente convergente, através da integração das lojas fixas e móveis no âmbito de um conceito único e com um software de CRM único com uma visão a 360º dos clientes, e (4) aplicações multiplataforma, permitindo aos seus clientes aceder a TV em todos os dispositivos e em qualquer lugar, através do Meo GO!, a streaming de música PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 36
07 Governo de sociedade Riscos Relevantes ilimitada, através do MEO Music, e acesso contínuo a conteúdos pessoais na cloud, com a oferta de 16GB de espaço grátis na MEO Cloud. Residencial: Remodelar a experiência de TV. A PT Portugal tem alavancado na capacidade das suas redes de nova geração de forma a fornecer uma experiência de TV diferenciada e sofisticada focada em pacotes com oferta de TV superior em todos os dispositivos alavancada em conteúdo exclusivo e diferenciado, funcionalidades avançadas e experiência interativa, utilizada por 65% dos clientes. A estratégia da PT Portugal de oferecer ofertas agregadas, no segmento residencial, está agora complementada com uma oferta convergente quadruple-play, disponível em todas as plataformas: fibra, ADSL e satélite. A PT Portugal irá continuar a investir em inovação para desenvolver ainda mais as caraterísticas dos seus pacotes e, assim, tornar a sua oferta única. Pessoal: Impulsionar o crescimento através dos dados móveis, ofertas flat-fee inovadoras e da convergência. A estratégia do segmento pessoal é focada na utilização de dados móveis melhorando a experiência do cliente com tarifários de voz segmentados, simples e fáceis de escolher, alavancado também na convergência para aumentar a quota de mercado móvel. Para promover o uso de dados, a PT Portugal tem-se centrado na promoção em dois eixos: (1) no aumento da adoção de smartphones através de um amplo portefólio de aparelhos, incluindo aparelhos de marca própria, com preços significativamente mais baixos do que as alternativas de marca, e (2) no aumento do valor percebido do uso de dados, com o desenvolvimento de aplicações inovadoras e de valor acrescentado. A simplificação dos planos tarifários da PT Portugal reforçou a proposta de valor do pós-pago e promoveu a migração de clientes para planos de voz e dados de valor superior. O sucesso da oferta M4O da PT Portugal, oferta quadruple-play da PT Portugal, que continua a ganhar impulso e está a levar a uma migração da base de clientes móveis de pré-pago para pós-pago. 2) Empresas: Aumentar a penetração de serviços cloud e TI/SI. A PT Portugal tem uma abordagem de três níveis para o mercado business-to-business refletindo as diferentes PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 37
07 Governo de sociedade Riscos Relevantes necessidades de cada subsegmento, entregando as melhores soluções tecnológicas que abrangem produtos de telecomunicações essenciais, soluções cloud e TI/SI e serviços de valor acrescentado, tais como BPO. A PT Portugal criou uma proposta de valor para o mercado B2B com base em atributos como a robustez, segurança, qualidade e proximidade. Através dos investimentos em infraestrutura, nomeadamente no novo Data Center da Covilhã, e convergência telecom-it, a PT Portugal pretende desenvolver e comercializar soluções integradas avançadas para o segmento empresarial que visam promover a penetração das TI/SI e BPO, aumentando assim a fidelização e o share-of-wallet do cliente. A PT Portugal irá também alavancar no seu recentemente inaugurado data center de nova geração para sustentar uma oferta de cloud computing diferenciada para empresas de todas as dimensões, em estreita cooperação com os seus parceiros líderes na indústria de modo a cristalizar os benefícios da consolidação, virtualização e standardização para os clientes. Operações fora de Portugal O investimento na Unitel está exposto a riscos específicos que se encontram detalhados na Nota 30 das Demonstrações Financeiras Consolidadas. Face ao histórico de mudanças tecnológicas rápidas, a PT Portugal está sujeita ao risco de não alavancar os avanços e desenvolvimentos tecnológicos no seu modelo de negócio, com vista à obtenção ou manutenção de vantagens competitivas. A aposta em inovação continua a ser uma prioridade para a PT Portugal dado o seu papel-chave na prossecução de um crescimento sustentado, em particular num contexto económico difícil, que obriga a uma maior competitividade na oferta de produtos e serviços e, simultaneamente, a uma maior eficiência no seu desenvolvimento e entrega ao mercado. Inovação Esta aposta contínua em inovação tem-se revelado fundamental para reforçar a liderança e competitividade da empresa nos vários segmentos e mercados em que atua. Como resposta à alteração dos hábitos dos consumidores, a empresa orientou a sua oferta no sentido da convergência, mobilidade e virtualização de conteúdos e serviços. Adicionalmente, e alinhado com o posicionamento da PT Portugal, as novas ofertas também apostam na eficiência, na sustentabilidade e na redução da pegada ambiental. A PT Portugal desenvolveu uma abordagem estruturada para a promoção de uma cultura de inovação que é transversal a toda a PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 38
07 Governo de sociedade Riscos Relevantes organização baseada numa metodologia de gestão da inovação que garante a diversificada alocação de capital, o controlo e monitorização de resultados e a participação de todos os colaboradores e parceiros. Envolvente económica Segundo este modelo, a inovação está organizada em três horizontes temporais: (1) Inovação Incremental melhorias contínuas, de curto-prazo; (2) Inovação Planeada promoção de inovação de médio-prazo, com o estabelecimento de um roadmap tecnológico e de oferta comercial, e (3) Inovação Exploratória análise/ perspetiva do setor das telecomunicações no longo-prazo, com avaliação de tendências tecnológicas e comportamentais. Para desenvolver uma estratégia vencedora de mercado e reduzir os riscos de investimento, a PT Portugal trabalha com uma ampla rede de parceiros em empresas de tecnologia de ponta, em Portugal e no estrangeiro. A crise financeira que começou em 2008, e os seus efeitos continuam a ser visíveis nos mercados financeiros e na economia real. O crescimento económico global permanece fraco e ainda há um certo grau de incerteza, o que poderá ter um impacto ao nível da procura de produtos e serviços e, consequentemente, ao nível da performance operacional e financeira da PT Portugal. Nesse sentido, a gestão monitoriza de forma contínua os impactos ao nível da performance operacional e financeira da PT Portugal. Riscos Financeiros Cambial Taxas de juro A equipa de gestão atua proactivamente na identificação de ameaças e oportunidades ao nível da indústria, setor e geografias onde está presente, de modo a diversificar o portefólio de ativos e, consequentemente, assegurar crescimento e rentabilidade do negócio. Os riscos de taxa de câmbio estão essencialmente relacionados com os investimentos da PT Portugal em operações estrangeiras, onde a moeda é diferente da moeda funcional do país onde a empresa opera. Eventuais variações cambiais ocorridas nas moedas desses países face ao Euro afetam a conversão dos resultados atribuídos à PT Portugal e, deste modo, os resultados e situação patrimonial da PT Portugal. Os riscos de taxa de juro estão essencialmente relacionados com os juros suportados e obtidos com dívida e aplicações financeiras a taxas de juro variáveis. A PT Portugal está essencialmente exposta a estes riscos na Zona Euro, e por isso a dívida consolidada do Grupo está exposta basicamente à taxa Euribor. Os riscos de taxa de juro também resultam da exposição a alterações no justo valor da dívida de médio e longo prazo sujeita a taxas de PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 39
07 Governo de sociedade Riscos Relevantes juro fixas, devido a alterações nas taxas de juro de mercado O risco de crédito está essencialmente relacionado com o risco de uma contraparte falhar nas suas obrigações contratuais, resultando numa perda financeira para a empresa. A PT Portugal está sujeita essencialmente ao risco de crédito nas suas atividades operacionais e de tesouraria. Crédito O risco de crédito nas operações está essencialmente relacionado com contas a receber de serviços prestados a clientes. O Grupo não apresenta um risco de crédito significativo com um cliente em particular, na medida em que as contas a receber derivam de um elevado número de clientes, espalhados por diversos negócios e áreas geográficas. Estes riscos são monitorizados numa base regular por cada um dos negócios da empresa, sendo que o objetivo da gestão da empresa é: (a) limitar o crédito concedido a clientes, considerando o respetivo perfil e a antiguidade da conta a receber de cada cliente; (b) monitorizar a evolução do nível de crédito concedido; (c) realizar análises de recuperabilidade dos valores a receber numa base regular; e (d) analisar o risco do mercado onde o cliente está localizado. Os critérios utilizados para calcular os ajustamentos para contas a receber têm por base estes fatores. Este risco pode ocorrer se as fontes de financiamento, como sejam as disponibilidades, os fluxos de caixa operacionais e os obtidos através de operações de desinvestimento, de linhas de crédito e de financiamento, não satisfizerem as necessidades existentes, como sejam as saídas de caixa para atividades operacionais e de financiamento, para investimentos, para remuneração dos acionistas e para reembolso de dívida. Liquidez Como forma de mitigar este risco, a PT Portugal procura manter uma posição líquida e uma maturidade média da dívida que lhe permita a amortização da sua dívida de curto prazo e, simultaneamente, liquidar todas as suas obrigações contratuais. A estrutura de capital da PT Portugal é gerida de forma a assegurar a capacidade de prossecução das atividades dos diversos negócios e a maximização do retorno dos acionistas. Relativamente ao investimento em papel comercial da Rio Forte, salienta-se que no dia 28 de julho de 2014, após o não reembolso dos instrumentos financeiros da Rio Forte no montante de Euro 897 milhões, subscritos pela Portugal Telecom e PT Finance, antes da sua integração na PT Portugal, na respetiva data de maturidade, o Conselho de Administração da PT e a Oi acordaram os termos dos principais contratos definitivos a celebrar para implementação do PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 40
07 Governo de sociedade Riscos Relevantes Riscos das Operações Capacidade da infraestrutura novo memorando de entendimento, assinado a 16 de Julho de 2014. A execução do contrato está dependente da aprovação da operação de permuta dos instrumentos por ações da Oi detidas pela PT pelo Assembleia Geral de Acionistas da Oi, a realizar no dia 26 de Março de 2014. A capacidade e disponibilidade das infraestruturas de rede são aspetos fundamentais para que a PT Portugal assegure a continuidade das operações críticas, em termos de prestação de serviço ao cliente, dentro de parâmetros de qualidade elevados, com vista não só à satisfação dos nossos clientes, como também ao cumprimento de requisitos regulatórios. Nesse sentido, a PT Portugal tem dado bastante ênfase à gestão deste risco, não só ao nível da disponibilidade da infraestrutura, bem como no aumento da capacidade da mesma, de modo a suportar novas ofertas de produtos e serviços aos seus clientes. Adicionalmente, o facto de possuir infraestruturas de rede que se encontram localizadas em domínio público aumenta a exposição da PT Portugal à ocorrência de avarias e incidentes. Neste âmbito, são realizadas as seguintes ações de acompanhamento e mitigação do risco, incluindo: Securização da rede core de telecomunicações; Elaboração de diagnósticos de risco para as várias plataformas tecnológicas, identificando dependências e pontos únicos de falha; Definição de planos de reposição de serviços e reparação de avarias; Implementação de sistemas e processos para assegurar os níveis de QoS (Quality of Service) e QoE (Quality of End user Experience) definidos; Investimento em redes de nova geração e ações de manutenção preventiva; Investimento em sistemas de informação de suporte à atividade das equipas técnicas; Investimento em data center de modo a assegurar a resiliência e capacidade da infraestrutura. Neste âmbito, destacamos o reforço da resiliência dos processos e operações que suportam os serviços core do Grupo PT Portugal, face a incidentes e desastres, coordenado pela área de Continuidade de Negócio, atuando a dois níveis: Prevenção: preparação da resposta para reduzir o impacto de incidentes nos processos críticos que suportam os serviços; Resposta e Recuperação: suportado por planos de continuidade de negócio e Disaster Recovery para acelerar PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 41
07 Governo de sociedade Riscos Relevantes a recuperação dos processos críticos. Parcerias estratégicas Ambiental Obtenção e retenção de talento A estratégia de crescimento a nível nacional e internacional está assente num conjunto de alianças e parcerias que afetam de modo positivo a capacidade de competir da Sociedade. Estas alianças não se encontram limitadas a uma única área, e incluem como parceiros: (i) fornecedores de tecnologia; (ii) fornecedores associados à construção de infraestrutura; (iii) especialistas em I&D; (iv) fornecedores de equipamentos terminais; e (v) fornecedores de conteúdos, entre outros. A prossecução de uma adequada política ambiental tem sido uma preocupação da PT Portugal, de modo a diminuir a exposição da sociedade a danos ambientais que se podem consubstanciar na: (i) responsabilidade para com terceiros por danos materiais causados; e (ii) responsabilidades perante governos ou terceiros pelo custo de remoção de resíduos, acrescido de eventuais indemnizações. Neste âmbito, a PT Portugal tem reforçado os princípios e ações de gestão ambiental, garantindo a certificação dos sistemas associados de acordo com a norma ISO 14001. As políticas e sistemas de gestão ambiental incidem nas seguintes áreas de intervenção: (i) consumos de recursos; (ii) produção e encaminhamento de resíduos; (iii) emissões atmosféricas; (iv) ruído e campos eletromagnéticos; (v) modelo sustentável de seleção e contratação de fornecedores, e (vi) campanhas de sensibilização e formação. De realçar igualmente que os modelos de gestão são alvo de auditorias periódicas internas e externas sendo também efetuada uma avaliação contínua dos impactos e melhorias a implementas. A capacidade da empresa obter e reter talento é um vetor essencial para a prossecução dos seus objetivos estratégicos, sobretudo num contexto competitivo em que a PT Portugal atua tanto a nível nacional como internacional. Nesse sentido, a Sociedade tem dado particular atenção à gestão deste risco, a cargo da Direção de Recursos Humanos, que atua: No recrutamento de novos colaboradores com o perfil e conhecimentos necessários para assegurar as competências estratégicas necessárias ao desenvolvimento presente e futuro do Grupo PT Portugal; Na identificação dos elementos-chave do Grupo PT Portugal para, depois, implementar estratégias de retenção adequadas aos segmentos que definiu para a sua gestão. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 42
07 Governo de sociedade b) Gestão de riscos A PT Portugal definiu como compromisso prioritário a implementação de mecanismos de avaliação e gestão de riscos que possam afetar as suas operações, a execução do plano e o cumprimento dos objetivos estratégicos definidos pelo Conselho de Administração. Estes mecanismos assentam num modelo de gestão de risco integrado e transversal que, entre outros, procura assegurar a implementação de boas práticas de corporate governance e a transparência na comunicação com o mercado e os acionistas. Como abordagem estruturada e sistematizada, a gestão de risco está integrada com o processo de planeamento estratégico e gestão operacional da Sociedade, dependendo do compromisso de todos os colaboradores na adoção da gestão de risco como parte integrante das suas funções, designadamente na identificação, reporte e implementação de medidas e comportamentos de mitigação dos riscos. A Gestão de Riscos é promovida pelo Conselho de Administração em articulação com as equipas de gestão dos vários negócios, de forma a identificar, avaliar e gerir as incertezas, ameaças e oportunidades que possam afetar a prossecução do plano e dos objetivos estratégicos. As equipas de Auditoria Interna e Gestão de Risco apoiam o Conselho de Administração da Sociedade na implementação do sistema de gestão de riscos e na avaliação permanente dos procedimentos de gestão de risco instituídos, de modo a assegurar os seguintes objetivos: Implementação de um modelo corporativo de gestão de risco alinhado com os objetivos estratégicos da PT Portugal; Identificação e análise dos principais riscos a que a PT Portugal e as suas subsidiárias se encontram expostas no âmbito do desenvolvimento e prossecução da sua atividade; Identificação e análise dos principais fatores de risco e eventos que podem afetar de modo significativo o normal funcionamento da PT Portugal e das suas subsidiárias nas seguintes vertentes: Impacto; Probabilidade de ocorrência; Nível de controlo associado e capacidade de reação em situações de crise; Velocidade a que o risco ou evento se poderá materializar; Identificação de melhorias no controlo e acompanhamento de planos de mitigação associados a fatores de risco críticos; Melhorar a qualidade da informação que suporta o processo de tomada de decisões; Comunicação dos resultados do modelo de gestão de riscos e realização de alertas em caso de ocorrência ou identificação de novos riscos críticos. Processo de gestão de riscos O processo de Gestão de Riscos implementado na PT Portugal assenta em metodologia internacionalmente reconhecida COSO II, desenvolvida pelo Committee of Sponsorship Organizations of the Treadway Commission. Esta abordagem assenta na identificação e análise de key value drivers e fatores de incerteza que possam afetar a geração de valor e o cumprimento do plano e objetivos estratégicos. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 43
07 Governo de sociedade Considerando a necessidade da PT Portugal dispor de mecanismos claros de avaliação e gestão dos riscos que afetam os seus negócios, foram definidas as seguintes componentes na implementação do processo de gestão de riscos: Dicionário de Riscos para assegurar a descrição, de modo claro e objetivo, de uma linguagem de risco comum, a utilizar não só internamente como também nas várias divulgações efetuadas ao mercado sobre esta matéria; Metodologia de Gestão de Riscos que formaliza os processos e procedimentos de identificação, análise, mitigação e reporte de riscos relevantes; Repositório Centralizado de toda a informação associada a cada risco relevante, simplificando a análise de correlação entre os vários fatores de riscos registados, bem como a hierarquização da resposta e a identificação de sinergias entre as várias ações de mitigação dos riscos. Dicionário de riscos O Dicionário de Riscos permite catalogar os fatores de risco que, de um modo geral, possam afetar a PT Portugal e suas subsidiárias, contribuindo desta forma para uma linguagem de risco comum e transversal a toda a organização. No entanto, este dicionário não pretende ser determinístico, uma vez que podem ser identificados novos riscos, sendo atualizado de modo sistemático e sempre que justificável. Esta componente do processo de gestão de riscos encontra-se estruturada em três grandes categorias de risco, consoante a sua natureza: Riscos Estratégicos: Correspondem aos riscos dependentes de forças externas a PT Portugal, e que podem afetar o seu desempenho, estratégia, operações e organização. Por natureza, as origens dos riscos da envolvente implicam que tenham que ser adequadamente antecipados os impactos associados e atempadamente identificadas a materialização dos fatores de risco associados, assim como a estratégia de mitigação em caso de crise; Riscos Operacionais: São resultantes e inerentes às atividades de negócio e processos internos, podendo a Gestão assegurar o controlo dos mesmos na sua origem, de forma preventiva; Riscos Financeiros: Associados ao desempenho financeiro da PT Portugal e à transparência na sua comunicação ao mercado. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 44
07 Governo de sociedade No quadro abaixo apresentam-se os riscos atualmente identificados ao nível do Modelo de Gestão de Riscos da PT Portugal e sobre os quais se desenvolve todo o processo de gestão de riscos. Riscos Riscos Estratégicos Concorrência Envolvente Económica Inovação Expetativas Acionistas Legal Fiscal Regulação Necessidades dos Clientes Político/Soberania Setor de Atividade Governance Reputação e Imagem Gestão de Licenças / Concessões Carteira de negócios / investimentos Envolvente Social e Relacionamento com Stakeholders Riscos Operacionais Ambiental Canal de venda e suporte a clientes Infraestrutura de Redes / Plataformas Infraestrutura de SI/TI Desenvolvimento de Produtos e Serviços Erosão da Marca Falhas de Serviço / Deficiência de Produto Logística Higiene e Segurança Ineficiência Interrupção do Negócio Obtenção / desenvolvimento e retenção de talento Qualidade de Serviço Compras Gestão de Parceiros / Outsourcing Revenue Assurance / Billing Autoridade / limites Comunicação Liderança Incentivos de Desempenho Segurança de Informação, Data Privacy e Proteção de Ativos Fraude Estrutura Organizacional Avaliação de desempenho Pricing Compromissos contratuais/gestão contratual Riscos Financeiros Crédito Equity Cambial Taxa de Juro Cash Flow / Liquidez Instrumentos Financeiros Acesso a Financiamento Reporting Financeiro Evolução da Cotação da Empresa Garantias PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 45
07 Governo de sociedade Metodologia de gestão de riscos A metodologia de gestão de riscos formaliza os procedimentos e responsabilidades adequadas a uma gestão alinhada com a estratégia e nível de exposição/tolerância ao risco definidos para a PT Portugal. Esta ferramenta identifica: Os intervenientes pela avaliação e aprovação dos riscos e fatores de risco que afetam os negócios da PT Portugal; Os responsáveis pela gestão dos riscos identificados e a forma como esses riscos deverão ser analisados e mitigados; Os processos para monitorização das ações de mitigação para cada risco, consoante a estratégia de gestão de risco adotada pelo Conselho de Administração; Os processos de divulgação e reporte da informação resultante do processo de gestão de riscos. A operacionalização da metodologia de gestão de riscos é um processo interativo e cíclico que pode ser resumido pelos seguintes quadro e diagrama: Metodologia de Gestão de Riscos Conselho Adminstração Função Gestão de Risco Gestão do Negócio Função Auditoria Interna Identificar os principais riscos que afetam a PT Portugal Definir os Risk Managers Decidir sobre atuação e hierarquização de ações de mitigação Apoiar na definição e implementação de um modelo de gestão de riscos alinhado com as melhores práticas Monitorizar o modelo de gestão de riscos, assegurando a integração da informação proveniente das diferentes unidades de negócio Apoiar o Conselho de Administração na definição dos riscos materialmente relevantes Acompanhar os planos de ação necessários para garantir o correto tratamento dos riscos identificados Gerir os riscos materialmente relevantes Implementar as ações necessárias para assegurar um controlo adequado Avaliar e quantificar o risco residual a que a empresa se encontra exposta Identificar áreas críticas e exposição e propor ações de mitigação Realimentar o Modelo de Gestão de Riscos, alertando para novas situações de exposição ou degradação do ambiente de controlo Avaliar a efetividade dos mecanismos de controlo ao nível da fiabilidade e integridade dos relatórios financeiros e operacionais, eficiência das operações e cumprimento com leis e regulamentos. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 46
07 Governo de sociedade Metodologia Integrada Gestão de Riscos e Oportunidades Resposta e Monitorização Conselho de Administração Riscos relevantes para análise Equipa de Gestão de Risco Risk Managers Identificação de Fatores de Risco Avaliação do nível de exposição Na sequência desta análise foram hierarquizados os riscos relevantes para serem objeto de análise e avaliação detalhada, envolvendo 41 direções/áreas operacionais responsáveis pela gestão dos referidos riscos, de modo a identificar os eventos e fatores que podem afetar as operações e atividades da PT Portugal, assim como os processos e mecanismos de controlo que lhes estão associados. Para os 270 fatores de risco identificados, foi mensurado o impacto e a probabilidade de ocorrência de cada fator de risco e, consoante o nível de exposição ou risco residual, foi definida a estratégia de resposta ao risco, nomeadamente: (i) reduzir o risco, através da implementação de controlos que reduzam a probabilidade de ocorrência do risco ou do seu impacto caso este se venha a materializar; (ii) aceitar o risco, nas situações em que o risco residual é considerado aceitável e em que a implementação de controlos adicionais tem um custo superior aos benefícios esperados; (iii) partilhar o risco, reduzindo a exposição da PT Portugal através da sua transferência total ou parcial para outras entidades, recorrendo a seguros, derivados ou joint-ventures; ou (iv) evitar o risco, abandonando a atividade ou processos que geram o risco (ex: abandonar uma área geográfica ou alienar um negócio). De salientar que foi analisada a implementação das medidas de mitigação previstas para 2012, tendo-se observado que todas as situações classificadas como prioritárias em termos de mitigação de risco foram atempadamente implementadas. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 47
07 Governo de sociedade Registo de riscos centralizado A implementação de um repositório centralizado de toda a informação associada a cada risco relevante para a PT Portugal é um fator crítico para uma adequada análise e hierarquização das ações de resposta aos riscos relevantes. O registo de riscos atualmente implementado associa a cada risco: Fatores de risco que, caso venham a materializar-se, podem afetar de modo relevante a PT Portugal; Objetivos estratégicos potencialmente afetados; Estruturas, procedimentos e indicadores de controlo existentes para monitorizar e mitigar os fatores de riscos; Avaliação qualitativa do controlo e do risco residual associado a cada fator de risco; Avaliação quantitativa do impacto, probabilidade de ocorrência e velocidade a que o fator de risco se pode materializar; Planos de melhoria ou de resposta a riscos críticos. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 48
07 Governo de sociedade 2. Competências do Conselho de Administração a) Compete ao Conselho de Administração prosseguir os interesses gerais da Sociedade e assegurar a gestão dos seus negócios, designadamente: Aprovar a celebração de contratos de financiamento e de empréstimos, incluindo os de médio e longo prazo, internos ou externos, bem como a prestação das garantias; Representar a Sociedade, em juízo e fora dele, ativa e passivamente, podendo desistir, transigir e confessar em quaisquer pleitos, e, bem assim, celebrar convenções de arbitragem; Estabelecer a organização técnico-administrativa da Sociedade e as suas normas de funcionamento interno; Constituir mandatários, judiciais ou outros, com os poderes que julgue convenientes, incluindo os de substabelecer; Proceder, por cooptação, à substituição dos Administradores que faltem definitivamente, durante o mandato dos cooptados até ao fim do período para o qual os Administradores substituídos tinham sido eleitos, sem prejuízo da ratificação na primeira Assembleia Geral seguinte; Aprovar o plano anual de atividades e orçamentos de investimento e exploração; Aprovar o Regulamento Interno do Conselho de Administração; Exercer as demais competências que lhe sejam atribuídas pela Assembleia Geral. b) O Conselho de Administração poderá aprovar a constituição de comités, com ou sem a presença dos seus membros, para o acompanhamento permanentemente de determinadas matérias a especificar no ato da sua constituição, podendo, ainda, atribuir-lhes poderes de deliberação e representação. c) O Conselho de Administração deverá subordinar-se às deliberações da Assembleia Geral sobre matérias de gestão, desde que tomadas a pedido do Conselho nos termos legais. d) As faltas seguidas ou interpoladas de qualquer administrador a mais de metade das reuniões ordinárias do Conselho realizadas durante um ano civil, sem que as respetivas justificações sejam aceites por este órgão, conduzem a uma falta definitiva do respetivo administrador. A falta definitiva de um administrador deve ser declarada pelo Conselho de Administração. e) Quando o Administrador que falte definitivamente seja o Presidente, este será substituído pelo Vice- Presidente, caso hajam sido eleitos dois ou vários Vice-Presidentes, o Conselho de Administração deliberará qual destes substituirá o Presidente. Se não existirem Vice-Presidentes procede-se à substituição do Presidente por eleição em Assembleia Geral. f) As deliberações do Conselho de Administração são tomadas por maioria dos votos expressos, tendo o Presidente voto de qualidade. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 49
07 Governo de sociedade g) É necessário o voto favorável expresso de, no mínimo, 4/5 (quatro quintos) dos membros do Conselho de Administração, para a aprovação das seguintes matérias, com referência à Sociedade ou a qualquer de suas sociedades dominadas, direta ou indiretamente: realização de despesas de capital em montante superior ao previsto no orçamento, em uma base pro rata temporis, ou realização de despesas de capital em montante significativamente inferior ao previsto no orçamento, em uma base pro rata temporis; realização de qualquer transação, assunção de qualquer compromisso, ou assunção de qualquer obrigação ou responsabilidade (incluindo qualquer passivo contingente) cujo valor total ultrapasse Eur. 1.000.000,00 (um milhão de ); assunção de qualquer compromisso em valor superior a Eur. 1.000.000,00 (um milhão de ) por período superior a três meses ou que não possa ser rescindido ou terminado mediante pré aviso com uma antecedência de três meses ou menos; disposição ou criação de qualquer ónus ou gravame sobre qualquer parte de seus ativos cujo valor total seja superior a Eur. 1.000.000,00 (um milhão de ), ou sobre ativos relacionados com a rede de comunicações eletrónicas e equipamento relacionado; concessão ou alteração de qualquer garantia, fiança, indemnização, carta de conforto ou qualquer compromisso de natureza semelhante em benefício de terceiros que possa resultar no desembolso de valores superiores a Eur. 1.000.000,00 (um milhão de ), por parte da Sociedade e/ou de alguma(s) das sociedades por si dominadas, direta ou indiretamente; cancelamento ou renúncia sem justa causa a quaisquer recebíveis, com exceção de recebíveis sem relevância, ou concessão de qualquer prazo de pagamento adicional para quaisquer recebíveis; assunção, celebração, extinção ou modificação de qualquer acordo ou contrato que seja relevante, assim entendido todo e qualquer contrato ou acordo do qual façam parte a Sociedade e/ou alguma das sociedades por si dominadas, direta ou indiretamente e que (i) envolva o pagamento ou outras obrigações perante terceiros em valor superior a Eur. 2.000.000,00 (dois milhões de ) por ano ou Eur. 5.000.000,00 (cinco milhões de ) durante toda a duração do contrato ou acordo em questão, (ii) envolva compromissos de não concorrência em relação à contraparte ou restrições à atuação em determinados ramos de atividade ou negócios, (iii) envolva a concessão de direitos de exclusividade a terceiros, ou, ainda, (iv) seja relativo à titularidade ou operação da rede de comunicações eletrónicas e equipamento relacionado ou à venda ou promoção de serviços de comunicações eletrónicas, desde que, em qualquer dos casos, tenha um valor superior a Eur. 3.000.000,00 (três milhões de ) por ano; assunção, celebração, extinção ou modificação de qualquer acordo ou contrato de arrendamento ou locação de imóveis que seja relevante de acordo com os critérios estabelecidos na alínea anterior; PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 50
07 Governo de sociedade exceto nos casos previstos em orçamento, aquisição ou acordo com vista à aquisição de ativos cujo valor total exceda Eur. 1.000.000,00 (um milhão de ); concessão de qualquer empréstimo ou adiantamento de qualquer montante a qualquer terceiro que não seja a Sociedade ou qualquer uma das suas sociedades dominadas, direta ou indiretamente; assunção ou modificação de endividamento, salvo se (i) para substituição de endividamento já existente que não exceda o valor total de Eur. 10.000.000,00 (dez milhões de ), em termos e condições que estejam de acordo com as práticas comuns de mercado à data da sua realização, ou (ii) para saques a descoberto de curto prazo no curso normal dos negócios e de acordo com as práticas do passado, que não excedam o valor total de Eur. 10.000.000,00 (dez milhões de ); alteração da data de vencimento de papel comercial que tenha sido emitido pela Sociedade ou por qualquer uma das suas sociedades dominadas, direta ou indiretamente; celebração ou alteração dos termos de qualquer contrato ou qualquer outro acordo financeiro ou comercial com sociedades que desenvolvam atividades concorrentes ou com acionistas ou afiliadas de tais sociedades; declaração, realização ou pagamento de dividendos, aportes de capital, reservas, prémios ou outras distribuições, em dinheiro ou em espécie, ou a redução, recompra ou resgate da totalidade ou parte do capital social, ou, ainda, a capitalização de qualquer dívida; realização de qualquer alteração nas políticas ou práticas contabilísticas adotadas, com exceção das que decorram de imposição legal; abertura, alteração ou encerramento de qualquer local de desenvolvimento do negócio ou atividade, filial, escritório de representação ou estabelecimento permanente, exceto se no curso normal dos negócios, ou aquisição ou venda de qualquer negócio, por qualquer meio, incluindo por via de operações de disposição de ativos ou de participações sociais; celebração ou extinção de qualquer acordo coletivo de trabalho; contratação de qualquer novo funcionário, a menos que tal contratação resulte em um aumento de menos de 50 (cinquenta) funcionários no número agregado total de funcionários da Sociedade e/ou das sociedades por si dominadas, direta ou indiretamente; designação, recrutamento ou contratação de qualquer novo diretor ou membro do Conselho de Administração ou da Comissão Executiva, quando tal matéria seja da competência do Conselho de Administração; aumento do nível anual de remuneração de qualquer dos membros do Conselho de Administração ou da Comissão Executiva, de qualquer dos diretores, ou dos trabalhadores em agregado, exceto se de forma consistente com as práticas passadas e no curso ordinário dos negócios, quando tal matéria seja da competência do Conselho de Administração; PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 51
07 Governo de sociedade extinção ou alteração dos termos de qualquer contrato com qualquer diretor ou membro do Conselho de Administração ou da Comissão Executiva, salvo se por justa causa, quando tal matéria seja da competência do Conselho de Administração; resolução ou celebração de transação relativamente a qualquer litígio no qual a Sociedade e/ou qualquer das sociedades por si dominadas, direta ou indiretamente, estejam envolvidas como ré ou parte reclamada e cujo valor da causa ou valor em disputa seja superior a Eur. 1.000.000,00 (um milhão de ); criação, distribuição, emissão, concessão, compra ou conversão de qualquer categoria de ações ou outro instrumento relacionado a participação acionista, incluindo, designadamente, opções, garantias, ou outros direitos de aquisição ou disposição de valores mobiliários, quando tal matéria seja da competência do Conselho de Administração; submissão de matérias à deliberação dos acionistas da Sociedade e/ou de qualquer das sociedades por si dominadas, direta ou indiretamente, e já aprovadas pelo Conselho de acordo com o quórum aqui estabelecido; realização de liquidação voluntária ou de qualquer reorganização societária, incluindo fusões, incorporações e cisões, quando tal matéria seja da competência do Conselho de Administração; aumento da taxa de comissão de qualquer agente ou representante comercial ou de qualquer prestador de serviços, incluindo serviços de call center, salvo se no curso ordinário dos negócios e de forma consistente com as práticas passadas; modificação da política de preços ou de preços de oferta padrão de produtos e serviços oferecidos a clientes, salvo se prevista em orçamento, ou alteração de quaisquer dos termos e condições padrão negociados com clientes, exceto no caso de ações quotidianas adotadas com relação a clientes específicos com o objetivo de os manter na carteira; e alteração ou ressubmissão de qualquer declaração tributária. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 52
07 Governo de sociedade 3. Remuneração dos Órgãos de Administração Nos termos da Lei n.º 28/2009, de 19 de junho, indicam-se de seguida as remunerações auferidas, de forma individual e agregada, pelos membros do órgão de administração no exercício de 2014: Conselho de administração Remuneração Fixa Variável 2013 ARMANDO RODRIGUES CABRAL ALMEIDA (a) 392.857 - MARCO NORCI SCHROEDER (b) 91.021 - NUNO JOSÉ PORTEIRO CETRA 210.000 150.000 CARLOS ANTÓNIO ALVES DUARTE (c) - - MANUEL FRANCISCO ROSA DA SILVA (c) - - PEDRO HUMBERTO MONTEIRO DURÃO LEITÃO (c) - - FLAVIO NICOLAY GUIMARÃES (d) - - EDUARDO FELIPPE MICHALSKI (e) - - ABILIO CESARIO LOPES MARTINS (f) 19.636 - DAVID JOSE FERREIRA LOPES (f) 15.805 - FRANCISCO JOSE MEIRA SILVA NUNES (f) 15.000 - JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA BALDINO (f) 15.000 - LUIS FILIPE SARAIVA CASTEL-BRANCO DE AVELAR (f) 16.292 - ZEINAL ABEDIN MAHOMED BAVA (g) - - LUIS MIGUEL DA FONSECA PACHECO DE MELO (h) - - ALFREDO JOSE SILVA DE OLIVEIRA BAPTISTA (i) - - BAYARD DE PAOLI GONTIJO (j) - - 775.611 150.000 (a) O Administrador Armando Almeida foi nomeado em 8 de agosto de 2014 (b) O Administrador Marco Schroeder foi nomeado em 8 de agosto de 2014 (c) O Administrador não tem remuneração atribuída na PT Portugal (d) O Administrador Flávio Guimarães foi nomeado em 8 de agosto de 2014 e não tem remuneração atribuída na PT Portugal (e) O Administrador Eduardo Michalski foi nomeado em 8 de agosto de 2014 e não tem remuneração atribuída na PT Portugal (f) O Administrador cessou funções em 31 de janeiro de 2014 (g) O Administrador cessou funções em 8 de agosto de 2014 e não teve remuneração atribuída na PT Portugal (h) O Administrador cessou funções em 16 de julho de 2014 e não teve remuneração atribuída na PT Portugal (i) O Administrador cessou funções em 31 de janeiro de 2014 e não teve remuneração atribuída na PT Portugal (j) O Administrador foi nomeado em 16 de julho de 2014, cessou funções em 8 de agosto de 2014 e não teve remuneração atribuída na PT Portugal () A remuneração variável identificada no quadro supra respeita ao exercício de 2013 tendo sido paga em 2014. A Empresa adotou o modelo de Conselho Fiscal em dezembro de 2014, tendo as remunerações auferidas pelos respetivos membros em 2014 sido como segue: Conselho fiscal Remuneração fixa VITOR MANUEL FERREIRA LUCIO DA SILVA 4.500 OSCAR MANUEL MACHADO FIGUEIREDO 3.500 JOSÉ MANUEL GONÇALVES DE MORAIS CABRAL 3.500 11.500 () PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 53
07 Governo de sociedade O Fiscal Único Ascenção, Gomes, Cruz & Associados SROC, Lda, representado pelo Dr. José Manuel D Ascenção Costa cessou funções em 28 de novembro 2014 tendo a remuneração auferida durante o exercício de 2014 ascendido a 8.500, acrescido de IVA. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 54
08 Declaração do Conselho de Administração Para efeitos do disposto no número 1, alínea c) do artigo 245.º do Código dos Valores Mobiliários, os membros do Conselho de Administração da PT Portugal, SGPS, SA, abaixo identificados declaram, na qualidade e no âmbito das funções que lhes competem tal como aí referidas, que, tanto quanto é do seu conhecimento e tendo por base a informação a que tiveram acesso no seio do Conselho de Administração: A informação constante do relatório de gestão, das contas anuais, da certificação legal das contas, do relatório de auditoria e dos demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou regulamento relativamente ao exercício social findo em 31 de Dezembro de 2014 foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da PT Portugal, SGPS, SA e das empresas incluídas no respetivo perímetro de consolidação; O relatório de gestão relativo àquele exercício social expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da PT Portugal, SGPS, SA e das empresas incluídas no respetivo perímetro de consolidação, contendo nomeadamente uma descrição correta dos principais riscos e incertezas com que tais entidades se defrontam. Lisboa, 24 de março de 2015 Armando Rodrigues Cabral de Almeida, Presidente do Conselho de Administração Marco Norci Schroeder, Vice-Presidente Carlos Alves Duarte, Administrador Eduardo Felippe Michalski, Administrador Flávio Nicolay Guimarães, Administrador Manuel Francisco Rosa da Silva, Administrador Nuno José Porteiro Cetra, Administrador Pedro Humberto Monteiro Durão Leitão, Administrador PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 55
Demonstrações financeiras consolidadas PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 56
PT PORTUGAL, SGPS, S.A. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DEZEMBRO DE 2014 E 2013 2013 Notas 2014 Não auditado RECEITAS Prestações de serviços 6 2.557.283.535 2.456.808.360 Vendas 6 128.595.592 126.405.378 Outras receitas 6 31.892.386 45.122.987 6 2.717.771.513 2.628.336.725 CUSTOS, PERDAS E (GANHOS) Custos com o pessoal 8 372.798.270 334.407.512 Custos diretos dos serviços prestados 9 472.167.838 443.572.632 Custo das mercadorias vendidas 10 97.466.971 124.242.461 Marketing e publicidade 51.678.380 45.651.358 Fornecimentos, serviços externos e outras despesas 11 609.038.867 603.640.687 Impostos indiretos 13 44.742.455 29.211.388 Provisões e ajustamentos 41 16.521.272 22.363.050 Amortizações e depreciações 35 e 36 778.328.005 794.563.654 Custos com benefícios de reforma 14 42.202.779 40.458.320 Custos (ganhos) de curtailment, líquidos 14 (29.078.735) 118.057.059 Ganhos com a alienação de ativos fixos, líquidos 36 (2.140.808) (37.000.000) Outros custos (ganhos), líquidos 15 1.495.377.860 (81.340.327) 3.949.103.154 2.437.827.794 Resultado antes de resultados financeiros e impostos (1.231.331.641) 190.508.931 CUSTOS E (GANHOS) FINANCEIROS Juros suportados, líquidos 16 286.483.425 261.361.892 Perdas (ganhos) com variações cambiais, líquidos 17 (8.102.203) 3.452.352 Perdas em ativos financeiros e outros investimentos, líquidas 18 12.650 1.115.042 Perdas em empreendimentos conjuntos, líquidas 31 977.076.231 (37.042) Ganhos em empresas associadas, líquidos 32 (847.111) (32.969.600) Outras despesas financeiras, líquidas 19 49.144.535 10.326.347 1.303.767.527 243.248.991 Resultado antes de impostos (2.535.099.168) (52.740.060) Imposto sobre o rendimento 20 51.200.825 78.483.948 RESULTADO LÍQUIDO (2.586.299.993) (131.224.008) Atribuível a interesses não controladores 21 (6.736.175) 1.709.953 Atribuível ao acionista da PT Portugal 22 (2.579.563.818) (132.933.961) Resultado por ação 22 (51.591) (2.659) As notas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 57
PT PORTUGAL, SGPS, S.A. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DO RENDIMENTO INTEGRAL EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DEZEMBRO DE 2014 E 2013 2013 Notas 2014 Não auditado Resultados reconhecidos na demonstração dos resultados (2.586.299.993) (131.224.008) Ganhos (perdas) reconhecidos diretamente no capital próprio Itens que poderão vir a ser reclassificados para a demonstração dos resultados Ajustamentos de conversão cambial Conversão de operações em moeda estrangeira (i) 159.216.627 (542.929.970) Transferências para resultados (ii) 999.908.890 927.038 Itens que não irão ser reclassificados para a demonstração dos resultados Benefícios de reforma Perdas atuariais, líquidas 14 (267.005.696) (139.474.542) Efeito fiscal 20 56.629.544 21.431.268 Outros ganhos (perdas) reconhecidos diretamente no capital próprio, líquidos (723.513) (2.687.443) Participação em montantes reconhecidos por empreendimentos conjuntos (iii) (4.925.223) (7.045.792) Total dos ganhos (perdas) reconhecidos diretamente no capital próprio 943.100.629 (669.779.441) Reservas reconhecidas diretamente no capital próprio Reservas de reavaliação Alteração no imposto diferido passivo relativo à reavaliação de ativos 20 847.510 12.879.404 847.510 12.879.404 Total de resultados e reservas reconhecidos diretamente no capital próprio 943.948.139 (656.900.037) Total do resultado integral (1.642.351.854) (788.124.045) Atribuível a interesses não controladores 1.388.016 (4.854.461) Atribuível ao acionista da PT Portugal (1.643.739.870) (783.269.584) (i) (ii) (iii) Os ganhos registados no exercício findo em 31de dezembro de 2014 estão relacionados essencialmente com o impacto da valorização do Real Brasileiro face ao Euro nos investimentos que a PT Portugal detinha na Oi até 2 de maio de 2014, data em que alienou à PT SGPS o investimento na Bratel BV, a empresa subsidiária que detinha o investimento na Oi (Nota 1). As perdas registadas no exercício findo em 31de dezembro de 2013 estão relacionadas essencialmente com o impacto da desvalorização do Real Brasileiro face ao Euro no investimento na Oi. Nos exercícios findos em 31de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica corresponde aos valores acumulados dos ajustamentos de conversão cambial relacionados com os investimentos na Oi (Nota 32) e na CTM (Nota 30) que foram reclassificados para a demonstração dos resultados na sequência da conclusão da alienação destes investimentos em 2 de maio de 2014 e 20 de junho de 2013, respetivamente. A participação nas perdas líquidas reconhecidas diretamente no capital próprio por empreendimentos conjuntos estão relacionados essencialmente com instrumentos financeiros derivados de cobertura da Oi e perdas atuariais referentes aos planos de benefícios de reforma da Oi, até à alienação desta participação. As notas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 58
PT PORTUGAL, SGPS, S.A. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DA POSIÇÃO FINANCEIRA 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 E 1 DE JANEIRO DE 2013 Notas 31 dez 2014 31 dez 2013 Nâo auditado 1 jan 2013 Nâo auditado ATIVO Ativo corrente Caixa e equivalentes de caixa 46.i 176.008.785 168.673.360 321.259.777 Investimentos de curto prazo 23 6.857.791 112.663.516 56.793.798 Contas a receber - clientes 24 714.980.803 738.777.656 763.326.218 Contas a receber - outros 25 204.294.769 242.927.693 159.278.378 Existências 26 60.800.273 69.654.713 82.921.883 Impostos a recuperar 27 85.410.035 8.755.939 18.788.589 Custos diferidos 28 41.127.715 28.292.109 28.182.853 Outros ativos correntes 29 388.936.098 653.030 - Ativos não correntes detidos para venda 30 2.297.612.140 4.653.741 5.069.882 Total do ativo corrente 3.976.028.409 1.375.051.757 1.435.621.378 Ativo não corrente Contas a receber - clientes 24 667.319 204.316 380.879 Contas a receber - outros 25 828.540 - - Impostos a recuperar 27 21.123 22.356 28.275 Investimentos em empreendimentos conjuntos 31 1.811.412 2.439.454.453 2.990.776.352 Investimentos em empresas associadas 32 19.228.549 8.260.086 - Outros investimentos 33 30.499.087 2.456.361.095 2.303.025.816 Goodwill 34 2.856.664.751 3.723.664.750 3.723.664.750 Ativos intangíveis 35 621.034.575 702.051.066 874.320.339 Ativos tangíveis 36 3.065.198.801 3.277.927.123 3.398.352.479 Benefícios de reforma 14 2.025.000 1.834.000 1.632.840 Ativos por impostos diferidos 20 258.313.267 175.796.701 120.295.949 Outros ativos não correntes 635.613 - - Total do ativo não corrente 6.856.928.037 12.785.575.946 13.412.477.679 Total do ativo 10.832.956.446 14.160.627.703 14.848.099.057 PASSIVO Passivo corrente Dívida de curto prazo 37 1.204.471.273 507.084.071 1.712.799.596 Contas a pagar 38 565.118.147 654.621.342 637.284.328 Acréscimos de custos 39 469.313.098 361.867.756 319.816.423 Proveitos diferidos 40 228.789.996 160.984.105 163.282.269 Impostos a pagar 27 60.001.145 62.053.444 58.398.617 Provisões 41 58.233.713 40.122.359 51.758.430 Outros passivos correntes 42 198.520-979.829 Passivos não correntes detidos para venda 30 263.797.411 - - Total do passivo corrente 2.849.923.303 1.786.733.077 2.944.319.492 Passivo não corrente Dívida de médio e longo prazo 37 5.255.134.700 6.875.751.705 5.568.501.936 Contas a pagar 38 19.512.220 14.940.169 19.182.848 Provisões 41 1.209.436 1.250.770 1.953.025 Benefícios de reforma 14 1.037.391.769 952.539.580 835.044.284 Outros passivos não correntes 42 19.275.797 18.446.530 180.007.554 Total do passivo não corrente 6.332.523.922 7.862.928.754 6.604.689.647 Total do passivo 9.182.447.225 9.649.661.831 9.549.009.139 CAPITAL PRÓPRIO Capital social 43 3.450.000.000 2.200.000.000 100.000.000 Prestações acessórias 43 310.940.482 3.206.050.000 5.306.050.000 Reserva legal 43 10.000 10.000 10.000 Reserva de reavaliação 43 486.860.579 516.587.428 524.724.045 Outras reservas e resultados acumulados 43 (3.057.846.031) (1.443.833.009) (668.700.041) Capital próprio excluindo interesses não controladores 1.189.965.030 4.478.814.419 5.262.084.004 Interesses não controladores 21 460.544.191 32.151.453 37.005.914 Total do capital próprio 1.650.509.221 4.510.965.872 5.299.089.918 Total do capital próprio e do passivo 10.832.956.446 14.160.627.703 14.848.099.057 As notas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 59
PT PORTUGAL, SGPS, S.A. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO EXERCÍCIOSS FINDOS EM 31 DEZEMBRO DE 2014 E 2013 Outras reservas e resultados acumulados Capital próprio, excluindo interesses não controladores Capital social Prestações acessórias Reserva legal Reserva de reavaliação Interesses não controladores Saldo em 31 de dezembro de 2013 2.200.000.000 3.206.050.000 10.000 516.587.428 (1.443.833.009) 4.478.814.419 32.151.453 4.510.965.872 Reembolso de prestações acessórias (Note 43.2) - (2.895.109.518) - - - (2.895.109.518) - (2.895.109.518) Aumento de capital (Nota 43.1) 1.250.000.000 - - - - 1.250.000.000-1.250.000.000 Alterações no perímetro de consolidação relacionadas com a aquisição do investimento na PT Participações (Nota 1) - - - - - - 453.559.853 453.559.853 Dividendos (Nota 21) - - - - (26.555.131) (26.555.131) Realização de reserva de reavaliação (Nota 43.4) - - - (30.574.359) 30.574.359 - - - Remensuração do imposto diferido passivo relativo à reserva de reavaliação de ativos (Nota 20) - - - 847.510-847.510-847.510 Resultados reconhecidos diretamente no capital próprio - - - - 934.976.438 934.976.438 8.124.191 943.100.629 Resultados reconhecidos na demonstração dos resultados - - - (2.579.563.818) (2.579.563.818) (6.736.175) (2.586.299.993) Saldo em 31 de dezembro de 2014 3.450.000.000 310.940.482 10.000 486.860.579 (3.057.846.031) 1.189.965.030 460.544.191 1.650.509.221 Total do capital próprio Outras reservas e resultados acumulados Capital próprio, excluindo interesses não controladores Capital social Prestações acessórias Reserva legal Reserva de reavaliação Interesses não controladores Saldo em 1 de janeiro de 2013 100.000.000 5.306.050.000 10.000 524.724.045 (668.700.042) 5.262.084.003 37.005.914 5.299.089.917 Aumento de capital (Nota 43.1) 2.100.000.000 - - - - 2.100.000.000-2.100.000.000 Reembolso de prestações acessórias (Nota 43.2) - (2.100.000.000) - - - (2.100.000.000) - (2.100.000.000) Realização de reserva de reavaliação (Nota 43.4) - - - (21.016.021) 21.016.021 - - - Remensuração do imposto diferido passivo relativo à reserva de reavaliação de ativos (Nota 20) - - - 12.879.404-12.879.404-12.879.404 Resultados reconhecidos diretamente no capital próprio - - - - (663.215.027) (663.215.027) (6.564.414) (669.779.441) Resultados reconhecidos na demonstração dos resultados - - - - (132.933.961) (132.933.961) 1.709.953 (131.224.008) Saldo em 31 de dezembro de 2013 2.200.000.000 3.206.050.000 10.000 516.587.428 (1.443.833.009) 4.478.814.419 32.151.453 4.510.965.872 As notas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras. Total do capital próprio PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 60
PT PORTUGAL, SGPS, S.A. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DEZEMBRO DE 2014 E 2013 2013 Notas 2014 Não auditado ATIVIDADES OPERACIONAIS Recebimentos de clientes 3.323.402.835 3.057.781.596 Pagamentos a fornecedores (1.637.057.459) (1.495.693.768) Pagamentos ao pessoal (401.259.008) (372.855.820) Pagamentos relacionados com o imposto sobre o rendimento (82.210.903) (116.139.742) Pagamentos relacionados com benefícios de reforma, líquidos 14 (195.598.752) (181.249.590) Pagamentos relativos a impostos indiretos, taxas e outros 46.a (227.621.622) (221.654.135) Fluxos das atividades operacionais (1) 779.655.091 670.188.541 ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Recebimentos provenientes de: Aplicações financeiras de curto prazo 46.b 66.549.762 917.069 Investimentos financeiros 46.c 4.400.897.534 36.475.260 Ativos tangíveis e intangíveis 1.168.826 48.896.241 Juros e proveitos similares 46.d 80.984.331 126.322.974 Dividendos 46.e 2.700.419 90.267.617 Outras atividades de investimento 292.830 156.025 4.552.593.702 303.035.186 Pagamentos respeitantes a: Aplicações financeiras de curto prazo 46.b (45.332.832) (75.333.996) Investimentos financeiros 46.f (1.902.674.065) (226.077.106) Ativos tangíveis e intangíveis (433.241.563) (559.731.732) Outras atividades de investimento 29 (200.012.736) (16.559.336) (2.581.261.196) (877.702.170) Fluxos das atividades de investimento (2) 1.971.332.506 (574.666.984) ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Recebimentos provenientes de: Empréstimos obtidos 46.g 5.960.486.160 1.493.806.942 Aumentos de capital e prémios de emissão 46.h 1.250.000.032 2.100.000.000 Subsídios 2.563.169 1.671.740 Outras atividades de financiamento 68.036-7.213.117.397 3.595.478.682 Pagamentos respeitantes a: Empréstimos obtidos 46.g (6.544.077.042) (1.414.577.485) Reduções de capital e prémios de emissão 46.h (2.895.109.518) (2.100.870.030) Juros e custos similares 46.d (445.853.230) (303.510.736) Dividendos (23.864.201) - (9.908.903.991) (3.818.958.251) Fluxos das atividades de financiamento (3) (2.695.786.594) (223.479.569) Caixa e seus equivalentes no início do exercício 168.673.360 321.259.777 Variação de caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) 55.201.003 (127.958.012) Efeito das diferenças de câmbio 2.518.848 (24.628.405) Caixa e seus equivalentes detidos para venda 30 (50.384.426) - Caixa e seus equivalentes no fim do exercício 46.i 176.008.785 168.673.360 As notas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 61
PT Portugal, SGPS, S.A. Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas 31 de dezembro de 2014 (Montantes expressos em, exceto quando indicado) 1. Introdução a) Empresa-mãe A PT Portugal, SGPS, S.A. ( PT Portugal ) e as suas subsidiárias ( Grupo, Grupo PT Portugal, ou Empresa ) operam essencialmente nos sectores de telecomunicações e multimédia em Portugal, no Brasil e em outros países de África e da Ásia. A PT Portugal foi constituída pela Portugal Telecom, SGPS, S.A. ( Portugal Telecom ou PT SGPS ) em 28 de março de 2006 no seguimento de uma reorganização dos diversos negócios do grupo por áreas geográficas. Em 5 de maio de 2014, conforme explicado em detalhe mais abaixo, a Portugal Telecom subscreveu um aumento de capital da Oi, SA, através da contribuição em espécie da sua participação de 100% na PT Portugal e, como resultado, a PT Portugal é, desde então, uma subsidiária integral da Oi, S.A., um grupo líder no fornecimento de serviços de telecomunicações no mercado brasileiro e o maior operador de serviços de telecomunicações fixas da América do Sul em termos de clientes ativos. Em 1 de dezembro de 2014, a Oi celebrou um contrato de exclusividade com a Altice, SA com o objetivo de negociar e chegar a acordo sobre os termos finais da venda da PT Portugal. Em 8 de dezembro de 2014, o Conselho de Administração da Oi concluiu o processo de aprovação dos termos e condições gerais para a venda da totalidade das ações da PT Portugal à Altice Portugal, S.A., uma subsidiária detida integralmente pela Altice, S.A.. Em 22 de janeiro de 2015, a venda foi aprovada em Assembleia Geral de acionistas da Portugal Telecom, embora a eficácia do contrato dependa ainda da aprovação de entidades concorrenciais. Os termos acordados entre a Oi e a Altice preveem a transferência da totalidade das ações da PT Portugal pelo montante de 7,4 mil milhões de (enterprise value), montante que inclui um pagamento diferido de 500 milhões de relacionado com receitas futuras da PT Portugal e que deve ser deduzido adicionalmente da totalidade da dívida líquida (dívida menos caixa), responsabilidades com benefícios de reforma e outros passivos financeiros existentes nas empresas a transferir para a Altice na data de conclusão da operação, e ainda corrigido de ajustamentos usuais em operações desta natureza. Esta operação envolve apenas as operações da PT Portugal em Portugal e na Hungria, não fazendo parte da proposta da Altice os negócios da PT Portugal em África e Timor, detidos através da participada PT Participações, e os investimentos na Rio Forte Investments S.A. ( Rio Forte ), os quais são objeto de um contrato de permuta celebrado entre a Oi e a Portugal Telecom (Nota 29). b) Investimentos em Portugal Em 30 de setembro de 2006, no seguimento da orientação estratégica acima referida de organização do grupo por áreas geográficas, a PT Portugal adquiriu as participações financeiras anteriormente detidas pela Portugal Telecom na PT Comunicações, S.A. ( PT Comunicações ) PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 62
, a qual foi redenominada em dezembro de 2014 para MEO Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A. ( Meo Comunicações ), e na TMN Telecomunicações Móveis Nacionais, S.A. que entretanto foi redenominada em janeiro de 2014 para Meo Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A. ( TMN ou Meo, S.A. ). Em 2009, com o objetivo de concentrar na PT Portugal todas as empresas instrumentais localizadas em Portugal que prestam serviços fundamentalmente à PT Comunicações e à Meo, S.A., foram adquiridas pela PT Portugal as participações financeiras anteriormente detidas pela Portugal Telecom nas empresas PT Cloud e Data Centers, S.A. ( PT Cloud e Data Centers ), Portugal Telecom Inovação e Sistemas, S.A. ( PT Inovação ), PT Pro Serviços Administrativos e de Gestão Partilhados, S.A. ( PT Pro ) e PT Sales Serviços de Telecomunicações e Sistemas de Informação, S.A. ( PT Sales ), e a participação financeira anteriormente detida pela PT Pro na empresa PT Contact Telemarketing e Serviços de Informação, S.A. ( PT Contact ). Em 29 de dezembro de 2014, a Meo, SA (anteriormente denominada TMN) foi incorporada na PT Comunicações cuja denominação social foi alterada para MEO Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A.. Esta fusão produziu efeitos a partir de 1 de janeiro de 2014. A prestação do serviço fixo de telefone é efetuada pela Meo Comunicações, S.A. (anteriormente denominada PT Comunicações), no âmbito do Contrato de Concessão do Serviço Público de Telecomunicações celebrado em 20 de março de 1995, de acordo com o Decreto-Lei n.º 40/95, por um período inicial de 30 anos, sujeito a renovações subsequentes por períodos de 15 anos. Este contrato foi modificado de acordo com a Resolução do Conselho de Ministros de 11 de dezembro de 2002, que incorpora o Acordo Modificativo do Contrato de Concessão, em resultado da PT Comunicações ter celebrado com o Estado Português um contrato de compra e venda da Rede Básica de Telecomunicações e Telex ( Rede Básica ). Ambos os contratos foram revogados pelo Decreto-Lei 35/2014 de 7 de Março de 2014, produzindo efeitos a partir de 1 de junho de 2014, e em 9 de maio de 2014, a Anacom emitiu à PT Comunicações uma declaração que lhe permite continuar a prestar serviços de telecomunicações de rede fixa. A Meo Comunicações presta igualmente serviços de televisão por subscrição, através das plataformas de IPTV, FTTH e DTH, serviços de internet a clientes residenciais e a pequenas e médias empresas e serviços de transmissão de dados e de internet a grandes clientes. Os serviços de telecomunicações móveis eram prestados pela Meo, S.A. (incorporada na Meo Comunicações em dezembro de 2014), anteriormente denominada TMN Telecomunicações Móveis Nacionais, S.A., através (1) do sistema global de comunicações móveis ( GSM ), cuja licença foi concedida pelo Estado Português em 1992 por um período inicial de 15 anos e renovada em 2007 até 16 de março de 2022, (2) do sistema de telecomunicações móveis universais ( UMTS ), cuja licença foi obtida em 19 de dezembro de 2000 por um período inicial de 15 anos, renovável por um período adicional de 15 anos, e (3) do sistema Long Term Evolution ( LTE ) através da licença móvel de quarta geração ( licença 4G ) adquirida em 2011 por um período inicial de 15 anos, renovável por um período adicional de 15 anos. Em janeiro de 2013, a PT Comunicações lançou a primeira oferta quadruple play, através da marca M4O, o que representa um serviço convergente fixo-móvel, incluindo televisão, internet e serviços telefónicos fixos e móveis. c) Investimentos no Brasil Em 28 de março de 2011, a PT Portugal, através da Bratel Brasil, concluiu a aquisição de uma participação direta e indireta de 25,3% na Oi por um montante total de 8.256 milhões de Reais Brasileiros, equivalente a 3.647 milhões de. No âmbito desta aquisição, a Portugal Telecom, a AG Telecom Participações ("AG ") e LF Tel, SA ("LF"), dois dos principais acionistas da Telemar Participações, acionista controlador da Oi, celebraram um acordo de acionistas que contêm mecanismos de votação unânime pelos seus representantes no Conselho de Administração da Telemar Participações sobre as decisões estratégicas financeiras e operacionais relacionadas com a atividade do Grupo Oi. Consequentemente, de acordo com os termos da IFRS 11 Empreendimentos Conjuntos ( IFRS 11 ), a Empresa concluiu que partilha contratualmente o controlo da Telemar Participações, pelo que tanto esta entidade como a Oi foram classificadas PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 63
como empreendimentos conjuntos e desta forma reconhecidos de acordo com o método de equivalência patrimonial, dadas as disposições da IFRS 11. Em 1 de outubro de 2013, a Portugal Telecom, a Oi, a AG, a LF, a Bratel Brasil, a Pasa Participações S.A. ( Pasa ), a EDSP 75 Participações S.A. ( EDSP 75 ) (que, juntamente com Telemar Participações são definidas como Holdings da Oi ), o Banco Espirito Santo ( BES ) e a Nivalis Holding B.V. ( Ongoing ) assinaram um acordo de intenções ( Memorando de Entendimentos ), o qual define os princípios essenciais para uma proposta de fusão entre a Portugal Telecom, a Oi e as Holdings da Oi (tal como definido abaixo) com vista a constituírem uma única e integrada sociedade cotada brasileira ( CorpCo ). Uma das etapas necessárias para implementar a combinação de negócios consistia no aumento de capital realizado pela Oi, S.A. em 5 de maio de 2014, no montante total de 13.960 milhões de reais brasileiros, composto por (1) 5.710 milhões de reais brasileiros (1.750 milhões de ) em ativos contribuídos pela Portugal Telecom, correspondentes à avaliação da PT Portugal realizada pelo Banco Santander (Brasil), SA na data do aumento do capital social, e (2) 8.250 milhões de reais brasileiros em recursos de caixa obtidos por outros investidores que não a Portugal Telecom. Com o objetivo de concentrar na PT Portugal todos os ativos operacionais e respetivos passivos do Grupo Portugal Telecom, com exceção do investimento na Oi, a Portugal Telecom e a PT Portugal e as suas controladas realizaram as seguintes transações societárias antes do aumento de capital social da Oi: Em 31 de março de 2014, a PT Portugal adquiriu à PT SGPS, pelos montantes totais de 1,5 milhões de (Nota 46) e 4,7 milhões de (Nota 46), as participações de 100% nas empresas PT Centro Corporativo e Portugal Telecom Investimentos, respetivamente, cuja a atividade está relacionada com a prestação de serviços de consultoria a empresas do grupo. Em 30 de abril de 2014, a PT Móveis, SGPS, S.A. ( PT Móveis ) realizou um aumento de capital na Bratel BV no montante de, aproximadamente, 1.303 milhões de. Em 2 de maio de 2014, a PT Móveis, uma subsidiária indireta integral da PT Portugal, alienou à PT SGPS, por um montante total de 4.195 milhões de (Nota 46), a sua participação de 100% na Bratel BV, uma empresa holding que basicamente detinha indiretamente o investimento na Oi. Em resultado dessa transação, a PT Móveis reconheceu uma perda líquida de 950 milhões de (Nota 31), incluindo: (1) uma mais-valia de 50 milhões de refletindo a diferença entre o preço de venda e o valor contabilistico do investimento na Bratel BV, e (2) uma perda de 1.000 milhões de correspondente ao montante acumulado de ajustamentos de conversão cambial negativos gerados desde a aquisição do investimento na Oi, os quais foram transferidos de reservas para resultado líquido no seguimento da venda deste negócio. Esta perda líquida foi incluída na rubrica "Perdas em empreendimentos conjuntos, líquidas" da Demonstração dos Resultados. Em 2 de maio de 2014, a PT Móveis adquiriu à PT SGPS, pelo montante total de 2.240 milhões de, a participação de 100% na PT Participações, SGPS, S.A.. Adicionalmente, em dezembro de 2013, a PT Partcipações, indiretamente através da Africatel GmBH, tinha adquirido à Portugal Telecom a participação de 75% na Africatel Holdings BV pelo montante de 1.791 milhões de, tendo as partes acordado em 2014 corrigir o preço de venda para 1.141 milhões de, uma redução de 650 milhões de cujo valor foi abatido ao preço de aquisição da PT Participações, pelo que foi pago à Portugal Telecom um montante líquido de 1.590 milhões de (Nota 46). A PT Participações detém direta ou indirectamente os investimentos em África e na Ásia, cujos mais relevantes se encontram listados mais abaixo. Em 5 de maio de 2014, a PT Portugal adquiriu à PT SGPS, pelo montante total de 255 milhões de (Nota 46), a participação de 100% na PT Finance, entidade responsável pelo acesso a financiamento nos mercados internacionais para as empresas do grupo e detentora nessa data de títulos de dívida da Rio Forte no montante de 697 milhões de (Nota 29). Em 5 de maio de 2014, a PT SGPS transferiu para a PT Portugal, pelos respetivos valores nominais, a maioria dos seus ativos e passivos que faziam parte da avaliação da PT Portugal para efeitos do aumento de capital na Oi. De entre estes, incluem-se os investimentos na Rio Forte, no montante de 200 milhões de (Nota 29), financiamentos obtidos junto de entidades PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 64
externas e empréstimos concedidos a empresas do grupo. Os fluxos e os saldos em dívida associados à transferência destes ativos e passivos estão descriminados nas Notas 29, 37 e 46. d) Investimentos em África e na Ásia Desde 2 de maio de 2014, a PT Portugal, através da PT Participações e suas participadas, presta serviços de telecomunicações fixas e móveis e outros serviços de telecomunicações relacionados, essencialmente na Namíbia, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé, entre outros países, principalmente por meio das suas subsidiárias Mobile Telecommunications Limited ("MTC") (participação direta de 34%), LTM - Listas Telefónicas de Moçambique ("LTM") (participação direta de 50%), Cabo Verde Telecom ("CVT") (participação direta de 40%) e CST - Companhia Santomense de Telecomunicações, SARL ("CST") (participação direta de 51%), respetivamente. Estas entidades africanas são direta ou indiretamente detidas pela Africatel Holdings BV, uma subsidiária detida em 75% pela PT Portugal. A PT Portugal presta igualmente serviços de telecomunicações móveis desde 2 de maio de 2014 em Timor-Leste, através da sua participada Timor Telecom, SA (participação económica de 44,2%). Relativamente ao investimento na Cabo Verde Telecom, cumpre referir que a PT Ventures recebeu em 4 de Dezembro de 2014 uma notificação do Estado de Cabo Verde sobre a extinção do Acordo de Acionistas da CVT, em decorrência da alteração de controlo da PT Ventures e da decisão da Oi de alienar sua participação na Africatel Holdings BV. À data deste relatório, estão a decorrer negociações com os outros acionistas com vista à resolução desta situação. Além dos investimentos acima mencionados, a PT Participações detém, através da PT Ventures, uma participação direta de 25% na Unitel, uma entidade que presta serviços de telecomunicações móveis em Angola. A PT Ventures é uma subsidiária integral da Africatel Holdings BV, a qual por sua vez é detida em 75% pela PT Portugal, resultando numa participação efetiva de 18,75% detida pelo Grupo na Unitel (Nota 30). Em setembro de 2014, a Oi anunciou a sua intenção de alienar a totalidade dos ativos internacionais, motivo pelo qual os investimentos acima descriminados, incluindo os negócios em África, Timor e respetivas holdings controladoras, passaram a estar classificados como ativos não correntes detidos para venda. Conforme requerido, estes investimentos encontram-se mensurados ao menor de entre o valor contabilístico e o valor de venda, quando conhecido, líquido de despesas de transação. No caso específico da Unitel, na ausência de informação acerca de um eventual preço de venda deste investimento, o mesmo continuou a ser mensurado como disponível para venda, embora apresentado como ativo não corrente detido para venda na Demonstração Consolidada da Posição Financeira. Cumpre ainda referir que não obstante os investimentos atrás referidos terem sido classificados como detidos para venda em 31 de dezembro de 2014, a Empresa conclui que esses negócios não preenchem os requisitos para serem classificados como operação descontinuada dado que os mesmos não representam uma grande linha de negócios do Grupo e não são divulgados como um segmento reportável de negócios do Grupo. Por este motivo, não obstante os ativos e passivos destes negócios terem sido apresentados em rubricas específicas de ativos e passivos detidos para venda na Demonstração Consolidada da Posição Financeira de 31 de dezembro de 2014, os resultados destes negócios foram consolidados, rubrica a rubrica, na Demonstração Consolidada dos Resultados desde 2 de maio de 2014, no seguimento da aquisição da PT Participações. Em 20 de junho de 2013, após o acordo preliminar alcançado em Janeiro de 2013, a PT SGPS concluiu a venda da sua participação de 28% na Companhia de Telecomunicações de Macau, SARL ("CTM"), à CITIC Telecom International Holdings Limited (CITIC Telecom), por um montante total de 443,0 milhões de dólares, equivalente a 335,7 milhões de. A CITIC Telecom e a PT SGPS também celebraram um acordo de aliança estratégica para capitalizar os seus respetivos conhecimentos em determinadas áreas de colaboração no setor de telecomunicações e na identificação de oportunidades de investimento em TIC, a fim de criar valor para os seus respetivos acionistas. Nos PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 65
termos do presente acordo de aliança estratégica, a CITIC Telecom irá selecionar a Portugal Telecom como fornecedor de serviços de TIC estratégico do Grupo CITIC Telecom. A participação de 28% na CTM era detida pela PT Participações (25%) e pela PT Comunicações (3%), pelo que, uma vez que a PT Participações foi adquirida pela PT Portugal apenas em 2 de maio de 2014, o impacto desta transação nas demonstrações financeiras consolidadas da PT Portugal resultou apenas da venda realizada pela PT Comunicações pelo montante total de 36 milhões de (Nota 46), tendo sido apurado um ganho de 33 milhões de (Nota 32) em 2013. 2. Bases de apresentação As demonstrações financeiras consolidadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2014 foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão em 24 de março de 2015. A PT Portugal não preparou demonstrações financeiras consolidadas para o período findo a 31 de Dezembro de 2013, uma vez que nos termos do n.º 3 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de Julho, estava dispensada de o fazer, dado que as suas demonstrações financeiras eram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas da PT SGPS. As demonstrações financeiras consolidadas são apresentadas em, por esta ser a moeda funcional da PT Portugal e de uma parte significativa das operações do Grupo. As demonstrações financeiras das empresas participadas denominadas em moeda estrangeira foram convertidas para de acordo com as políticas contabilísticas descritas na Nota 3.q. Na preparação destas demonstrações financeiras consolidadas, a PT Portugal adotou pela primeira vez em 2014 as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IAS / IFRS"), tal como adotadas pela União Europeia até 31 de dezembro de 2014, aplicando para o efeito a IFRS 1 - Adoção Pela Primeira Vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS"). As IFRS foram aplicadas retrospetivamente para todos os períodos apresentados. A data de transição é 1 de janeiro de 2013, tendo a PT Portugal preparado o seu balanço de abertura a essa data. Antes de 2014, a PT Portugal apresentava apenas demonstrações financeiras individuais, as quais são preparadas de acordo com o quadro das disposições legais em vigor em Portugal, em conformidade com o Decreto-Lei nº 158/2009 de 13 de julho e, de acordo com a estrutura conceptual, Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro ( NCRF ) e Normas Interpretativas consignadas, respetivamente, nos avisos 15652/2009, 15655/2009 e 15653/2009, de 27 de agosto de 2009, os quais no seu conjunto constituem o Sistema de Normalização Contabilística ( SNC ou GAAP local ). A principal diferença aplicável a estas demonstrações financeiras entre o SNC e as IFRS respeita ao reconhecimento dos subsídios ao investimento, não reembolsáveis, relacionados com ativos fixos tangíveis. De acordo com o SNC, esses subsídios devem ser inicialmente reconhecidos no capital próprio e, posteriormente, imputados numa base sistemática como rendimentos do exercício durante as vidas úteis dos ativos com os quais se relacionam. Para fins de IFRS, a PT Portugal regista esses subsídios a deduzir ao valor contabilístico dos ativos fixos tangíveis para os quais esses subsídios foram concedidos e, posteriormente, são reconhecidos em resultados deduzido na mesma proporção em que os ativos são depreciados. O impacto desta diferença no capital próprio em 31 de dezembro de 2014 e 2013 ascendeu a cerca de 7 milhões de e 10 milhões de, respetivamente. As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações. Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, em conformidade com as IFRS, o Conselho de Administração adotou certos pressupostos e estimativas que afetam os ativos e passivos reportados, bem como os proveitos e custos relativos aos períodos reportados (Nota 3). Conforme referido na Nota 1, no âmbito da reestruturação interna do Grupo Portugal Telecom para efeitos do aumento de capital da Oi, a PT Portugal adquiriu um conjunto de empresas em 2014, de entre as quais se destacam a PT Finance, a PT Centro Corporativo e a PT Participações que controla os negócios internacionais em África e Timor, e alienou a participação financeira na Bratel BV em 2 de maio de PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 66
2014, a qual detinha indiretamente o investimento na Oi. Por estes motivos, as demonstrações financeiras consolidadas de 2014 não são inteiramente comparáveis com as demonstrações financeiras consolidadas de 2013, na medida que os resultados e fluxos de caixa das empresas adquiridas foram consolidados apenas a partir de maio de 2014 (abril no caso da PT Centro Corporativo) e as empresas alienadas deixaram de ser consolidadas a partir de maio de 2014. Cumpre ainda mencionar que foram incluídas neste relatório apenas para efeitos comparativos as contas de 31 de dezembro e 1 de janeiro de 2013, uma vez que as mesmas não foram aprovados pelo Conselho de Administração nem por conseguinte auditadas. a) Princípios de consolidação Empresas controladas (Anexo I) A PT Portugal consolidou integralmente as demonstrações financeiras de todas as empresas controladas. Considera-se existir controlo quando o Grupo está exposto, ou tem direitos, a retornos variáveis decorrentes do seu envolvimento com a empresa participada e tem a capacidade de afetar esses mesmos retornos através do poder que exerce sobre essa empresa. Nas situações em que o Grupo detenha, em substância, o controlo de outras entidades constituídas com um fim específico, ainda que não possua a maioria dos direitos de voto, as mesmas são consolidadas pelo método de consolidação integral. A participação de terceiros no capital próprio e no resultado líquido das empresas incluídas na consolidação é apresentada separadamente na Demonstração Consolidada da Posição Financeira, na Demonstração Consolidada dos Resultados e do Rendimento Integral, respetivamente, na rubrica Interesses não controladores (Nota 21). Os ativos, passivos e passivos contingentes de uma subsidiária são mensurados pelo respetivo justo valor na data de aquisição. Qualquer excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos ativos líquidos identificáveis é registado como goodwill. Nos casos em que o custo de aquisição seja inferior ao justo valor dos ativos líquidos identificados, a diferença apurada é registada como ganho na Demonstração Consolidada dos Resultados. Os interesses de acionistas não controladores são apresentados pela respetiva proporção do justo valor dos ativos e passivos identificados. Os resultados das empresas subsidiárias adquiridas ou vendidas durante o período estão incluídos na Demonstração Consolidada dos Resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua alienação, respetivamente. As transações e saldos entre empresas controladas são eliminados no processo de consolidação. As mais-valias decorrentes das transações entre empresas do Grupo são igualmente anuladas, no processo de consolidação. Sempre que necessário, são efetuados ajustamentos às demonstrações financeiras das empresas controladas tendo em vista a uniformização das respetivas políticas contabilísticas com as do Grupo. Empresas associadas (Anexo II) Uma empresa associada é uma entidade na qual o Grupo exerce influência significativa, por ter o poder de participar nas decisões relativas às suas políticas financeiras e operacionais, mas não detém controlo ou controlo conjunto sobre essas políticas. Os investimentos financeiros em empresas associadas encontram-se registados pelo método da equivalência patrimonial, ajustado, quando aplicável, para respeitar as políticas contabilísticas da Portugal Telecom. De acordo com este método, as participações financeiras em empresas associadas são reconhecidas na Demonstração Consolidada da Posição Financeira ao custo e são ajustadas periodicamente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das mesmas, por contrapartida de resultados financeiros na rubrica Ganhos em empresas associadas, líquidos (Nota 32), e pelo valor correspondente à participação nas outras alterações no capital próprio PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 67
dessas mesmas empresas associadas, por contrapartida de ganhos e perdas registados diretamente na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral. Adicionalmente, as participações financeiras poderão igualmente ser ajustadas pelo reconhecimento de perdas por imparidade. As perdas em empresas associadas em excesso ao investimento nessas entidades não são reconhecidas, exceto quando o Grupo tenha assumido compromissos de cobrir essas perdas. Os dividendos atribuídos pelas empresas associadas são registados como uma diminuição do respetivo valor dos investimentos financeiros, no momento em que são atribuídos. Empreendimentos conjuntos A classificação dos investimentos financeiros em empreendimentos conjuntos é determinada com base na existência de acordos parassociais que demonstrem claramente a existência de controlo conjunto. De acordo com a IFRS 11, os investimentos em empreendimentos conjuntos são reconhecidos pelo método de equivalência patrimonial. Os ativos, passivos e passivos contingentes de empreendimentos conjuntos resultantes da aquisição de participações em outras sociedades, são mensurados pelo valor justo na data de aquisição. Qualquer excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos ativos líquidos identificáveis é incluído no valor contabilístico do investimento. Sempre que necessário, são efetuados ajustamentos às demonstrações financeiras dos empreendimentos conjuntos tendo em vista a uniformização das respetivas políticas contabilísticas com as do Grupo. Goodwill O goodwill representa o excesso do custo de aquisição sobre o justo valor líquido dos ativos, passivos e passivos contingentes identificáveis de uma subsidiária, na respetiva data de aquisição, em conformidade com o estabelecido na IFRS 3 Revista Concentrações Empresariais ( IFRS 3 ). O goodwill relativo a investimentos em empresas sedeadas no estrangeiro encontra-se registado na moeda de reporte dessas filiais, sendo convertido para à taxa de câmbio em vigor na data da demonstração da posição financeira. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral na rubrica Ajustamentos de conversão cambial. O goodwill relativo a empresas subsidiárias é incluído na rubrica Goodwill (Nota 34), não sendo amortizado, mas sujeito a testes anuais de imparidade ou sempre que ocorram indícios de uma eventual perda de valor. Qualquer perda por imparidade é registada de imediato como custo na Demonstração Consolidada dos Resultados do período e não é suscetível de reversão posterior. O goodwill relativo a empreendimentos conjuntos e empresas associadas é classificado juntamente com os respetivos investimentos financeiros nas rubricas Investimentos em empreendimentos conjuntos (Nota 31) e Investimentos em empresas associadas (Nota 32). Estes investimentos são também sujeitos a testes de imparidade. Na alienação de uma empresa controlada, de um empreendimento conjunto ou de uma empresa associada, o goodwill correspondente é incluído na determinação da mais ou menos-valia. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 68
b) Alterações ocorridas no Grupo Conforme mencionado na Nota 1, entre março e maio de 2014, a PT Portugal e as suas subsidiárias adquiriram à Portugal Telecom um conjunto de participações financeiras, de entre as quais se destacam (i) a PT Participações, empresa que detém direta ou indiretamente os negócios internacionais do Grupo, (ii) a PT Finance, o veículo de financiamento do Grupo, (iii) a PT Investimentos, um entidade que presta serviços de gestão a alguns negócios internacionais do Grupo, e (iv) a PT Centro Corporativo, a entidade que presta serviços de administração e gestão empresarial a todas as empresas do Grupo em Portugal, nomeadamente serviços contabilísticos, financeiros, logísticos, administrativos e de recursos humanos. O detalhe do justo valor dos ativos e passivos adquiridos associados a estas transações é como segue: Milhões de 2-Mai-14 5-Mai-14 31-Mar-14 31-Mar-14 PT Participações PT Finance PT Investimentos PT Centro Corporativo ATIVO Caixa e equivalentes de caixa 60 73 0 0 Contas a receber (i) 1.072-10 18 Ativos intangíveis 233 - - 8 Ativos tangíveis 155-0 32 Investimentos disponíveis para venda - Unitel (ii) 1.328 - - Empréstimos concedidos a empresas do Grupo (iii) - 7.230 - - Outros ativos (iv) 48 709 7 7 Total do ativo 2.896 8.012 17 65 PASSIVO Dívida (v) 33 7.637 6 44 Contas a pagar 44 0 5 11 Acréscimos de custos 16 111 1 8 Impostos diferidos 83 - - - Outros passivos 61 13 0 1 Total do passivo 238 7.762 13 64 Ativos líquidos 2.658 250 5 1 Interesses não controladores 487 - - - Total 2.171 250 5 1 (i) (ii) Na PT Participações, esta rubrica inclui um montante de 342 milhões de referente a dividendos a receber da Unitel e um montante de 650 milhões de a receber pela Africatel GmBH da PT SGPS no âmbito da aquisição da Africatel Holdings BV realizada em dezembro de 2013 (Nota 1). A PT Portugal entende que a participação minoritária na Unitel não lhe permite exercer influência significativa sobre a mesma, motivo pelo qual classificou este investimento como disponível para venda e o mensurou com base na avaliação efetuada pelo Banco Santander (Brasil) para efeitos do aumento de capital da Oi (Nota 1). (iii) Esta rubrica respeita a financiamentos concedidos pela PT Finance a empresas do Grupo, essencialmente através da subscrição de papel comercial emitido por essas empresas. (iv) Na PT Finance, esta rubrica inclui essencialmente 697 milhões de relativos aos investimentos em títulos da Rio Forte (Nota 29). (v) Na PT Finance, esta rubrica inclui os financiamentos obtidos no mercado externo, incluindo essencialmente obrigações não convertíveis. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 69
3. Principais políticas contabilísticas, julgamentos e estimativas Principais políticas contabilísticas a) Classificação da Demonstração Consolidada da Posição Financeira Os ativos realizáveis a menos de um ano da data da Demonstração Consolidada da Posição Financeira são classificados como correntes. Os passivos são também classificados como correntes quando são liquidados a menos de um ano, ou quando não existe um direito incondicional de diferir a sua liquidação para um período de pelo menos 12 meses após a data da Demonstração Consolidada da Posição Financeira. b) Existências As existências encontram-se valorizadas ao custo de aquisição. As existências são ajustadas por motivos de obsolescência tecnológica ou baixa rotação e ainda quando o preço de mercado deduzido de despesas de venda é inferior ao valor contabilístico. c) Ativos tangíveis A PT Portugal utiliza o modelo de reavaliação para a mensuração dos imóveis do Grupo, incluindo os terrenos e os edifícios e outras construções (Nota 36), uma vez que entende que este método reflete de uma melhor forma o valor económico desta classe de ativos, tendo em conta a natureza destes mesmos ativos, os quais não estão sujeitos a obsolescência tecnológica. O incremento de valor dos ativos tangíveis resultante destas reservas de reavaliação, não distribuíveis, está a ser amortizado de acordo com o critério utilizado na amortização dos bens reavaliados. Tendo por base a exceção prevista na IFRS 1, todas as restantes reavaliações efetuadas em exercícios anteriores a 1 de janeiro de 2013 por empresas do Grupo, de cariz legal ou livre, foram consideradas como valor de custo para efeitos de IFRS. Os restantes ativos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição ou de produção, deduzido de amortizações acumuladas, subsídios ao investimento e perdas por imparidade, quando aplicável. O custo de aquisição inclui: (1) o preço de compra do ativo; (2) as despesas diretamente imputáveis à compra; e (3) os custos estimados de desmantelamento, remoção dos ativos e requalificação do local (Notas 3.g e 42). PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 70
A amortização dos ativos tangíveis, deduzidos do seu valor residual, é realizada de acordo com o método das quotas constantes, a partir do mês em que se encontram disponíveis para utilização, durante a vida útil dos ativos, a qual é determinada em função da utilidade esperada. O período de amortização dos ativos tangíveis é revisto anualmente e ajustado sempre que necessário de modo a refletir as vidas úteis estimadas. As taxas de amortização usadas correspondem, em média, às seguintes vidas úteis estimadas: Anos Edifícios e outras construções 3-50 Equipamento básico Instalações e equipamento de rede 7-40 Rede de condutas 40 Equipamento terminal 3-10 Cabos submarinos 15-20 Estações, equipamento e instalações de satélites 5-7 Outros equipamentos de telecomunicações 4-10 Outro equipamento básico 4-20 Equipamento de transporte 4-8 Ferramentas e utensílios 4-8 Equipamento administrativo 3-10 Outros ativos tangíveis 4-8 As perdas estimadas decorrentes da substituição de equipamentos antes do fim da sua vida útil, por motivos de obsolescência tecnológica, bem como as perdas por imparidade, são reconhecidas como uma dedução ao valor do ativo respetivo por contrapartida de resultados do período. Os encargos com manutenção e reparações de natureza corrente são registados como custo, quando incorridos. Os custos significativos incorridos com renovações ou melhorias significativas nos ativos tangíveis são capitalizados e amortizados no correspondente período estimado de recuperação desses investimentos, quando os mesmos possam ser mensurados de uma forma fiável. Os ganhos e perdas nas alienações de ativos tangíveis, determinados pela diferença entre o valor de venda e o respetivo valor contabilístico, são contabilizados em resultados na rubrica Ganhos com a alienação de ativos fixos, líquidos. d) Ativos intangíveis Os ativos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações acumuladas e das perdas por imparidade, quando aplicável. Os ativos intangíveis apenas são reconhecidos quando for provável que deles advenham benefícios económicos futuros para o Grupo e que os mesmos possam ser mensurados com fiabilidade. Os ativos intangíveis incluem basicamente a aquisição da Rede Básica e licenças móveis detidas pela Meo Comunicações, e licenças de utilização de software detidas por diversas empresas do grupo. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 71
Os ativos intangíveis são amortizados pelo método das quotas constantes, a partir do início do mês em que se encontram disponíveis para utilização, durante o período estimado de vida útil ou, se inferior, o período dos contratos (incluindo os períodos de renovação adicionais se aplicável), como segue: Propriedade da rede básica detida pela Meo Comunicações Período da concessão anteriormente em vigor (até 2024) Licenças de telecomunicações: - Licença UMTS detida pela Meo Comunicações Período da licença com período de renovação (até 2030) - Licença LTE detida pela Meo Comunicações Período da licença com período de renovação (até 2042) Direitos de aquisição de capacidade de satélite Período do contrato (até 2015) Aquisição de direito de uso de rede PON Período do contrato (até 2040) Licenças de utilização de software Outros ativos intangíveis 3 anos 2-5 anos O período de renovação das licenças de telecomunicações depende basicamente das empresas cumprirem determinados objetivos e obrigações pré-definidos nos acordos através dos quais essas licenças foram inicialmente atribuídas não implicando investimentos significativos adicionais. e) Propriedades de Investimento As propriedades de investimento, incluídas na rubrica Outros investimentos (Nota 33), compreendem essencialmente imóveis e terrenos detidos para auferir rendimento e/ou valorização do capital, ou ambos, e não para utilização no decurso da atividade corrente dos negócios (exploração, serviços prestados ou vendas). As propriedades de investimento são registadas ao custo de aquisição acrescido das despesas de compra e registo de propriedade, deduzidos de amortizações acumuladas (método de quotas constantes) e de perdas por imparidade acumuladas, quando aplicável. Os custos incorridos (manutenções, reparações, seguros e impostos sobre propriedades), a par dos rendimentos e rendas obtidos com propriedades de investimento, são reconhecidos na Demonstração Consolidada dos Resultados do exercício a que se referem. As propriedades de investimento são amortizadas durante o período de vida expectável pelo método de quotas constantes (Nota 3.c). f) Imparidade de ativos tangíveis e intangíveis As empresas do Grupo efetuam testes de imparidade dos seus ativos tangíveis e intangíveis sempre que ocorra algum evento ou alteração que indiquem que o montante pelo qual o ativo se encontra registado possa não ser recuperado. Em caso de existência de tais indícios, o Grupo procede à determinação do valor recuperável do ativo, de modo a determinar a extensão da perda por imparidade. O valor recuperável é estimado para cada ativo individualmente ou, no caso de tal não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o ativo pertence. O valor recuperável é determinado pelo valor mais alto entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou pago pela transferência de um passivo numa transação ordenada entre participantes no mercado à data da mensuração. O valor de uso decorre dos fluxos de caixa futuros atualizados com base em taxas de desconto que reflitam o valor atual do capital e o risco específico do ativo. Sempre que o montante pelo qual o ativo se encontra registado seja superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade na Demonstração Consolidada dos Resultados do exercício a que se refere. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 72
Quando uma perda por imparidade é subsequentemente revertida, o valor contabilístico do ativo é atualizado para o seu valor estimado. Contudo, a reversão da perda por imparidade só pode ser efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização) caso a perda por imparidade não tivesse sido registada em exercícios anteriores. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida de imediato na Demonstração Consolidada dos Resultados. g) Provisões, passivos e passivos contingentes As provisões são reconhecidas pelo Grupo quando existe uma obrigação presente resultante de eventos passados, sendo provável que na liquidação dessa obrigação seja necessário um dispêndio de recursos internos e o montante da referida obrigação possa ser estimado com razoabilidade. Quando alguma destas condições não é preenchida, o Grupo procede à divulgação dos eventos como passivo contingente, a menos que a probabilidade de uma saída de recursos seja remota. As provisões para reestruturação apenas são reconhecidas quando o Grupo tem um plano detalhado e formalizado para a reestruturação e após terem sido comunicados esses factos às entidades envolvidas. As provisões são atualizadas na Demostração Consolidada da Posição Financeira, considerando a melhor estimativa obtida pelos órgãos de gestão. As obrigações para os custos de desmantelamento, remoção de ativos e restauração do local são reconhecidas a partir do mês em que os bens começam a ser utilizados e se for possível estimar a respetiva obrigação com fiabilidade (Notas 3.c e 42). O montante da obrigação reconhecida corresponde ao respetivo valor presente, sendo a atualização financeira registada em resultados como custo financeiro na rubrica Juros suportados, líquidos. h) Responsabilidades com complementos de pensão No âmbito dos planos de benefícios definidos, a Meo Comunicações é responsável por pagar complementos de pensão a alguns dos seus empregados, tendo sido constituídos vários fundos pela Meo Comunicações para financiar estas obrigações (Nota 14). A fim de estimar as suas responsabilidades com os planos de benefícios definidos acima mencionados, o Grupo obtém periodicamente cálculos atuariais das responsabilidades determinadas de acordo com o Método da Unidade de Crédito Projetada. O Grupo regista os ganhos e perdas atuariais diretamente na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral, nomeadamente os resultantes de alterações nos pressupostos atuariais e de diferenças entre dados reais e esses mesmos pressupostos atuariais. As alterações aos planos relativas a reduções ou aumentos de benefícios concedidos aos empregados bem como os ganhos obtidos com a liquidação de um plano são reconhecidos, quando incorridos, na rubrica Custos de curtailment, líquidos. As responsabilidades reconhecidas na Demonstração Consolidada da Posição Financeira representam o valor atual das obrigações com os planos de benefícios definidos, deduzido do justo valor dos ativos dos fundos. Os planos que apresentam um excesso de financiamento são registados como um ativo quando há uma autorização expressa para a sua compensação com as contribuições patronais futuras, ou se o reembolso desse excedente financeiro é expressamente autorizado ou permitido. As contribuições efetuadas no âmbito dos planos de contribuição definida são registadas como custo na Demonstração Consolidada dos Resultados na data em que as mesmas são devidas. De acordo com estes planos, no caso de o fundo não ter ativos suficientes para pagar a todos os empregados os benefícios relacionados com os serviços prestados no ano corrente e em anos anteriores, o patrocinador não tem a obrigação legal ou construtiva de fazer contribuições adicionais. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 73
A Empresa concede determinados descontos sobre serviços de telecomunicações prestados aos reformados e aos empregados ativos. A Empresa não regista a responsabilidade com os descontos atribuídos aos reformados por considerar que os referidos descontos são semelhantes às campanhas promocionais oferecidas aos clientes em geral no âmbito do normal decurso da atividade, não onerando de forma adicional a Empresa. i) Responsabilidades com cuidados de saúde A Meo Comunicações tem o compromisso de conceder a alguns dos seus empregados, bem como aos respetivos familiares elegíveis, cuidados de saúde a prestar após a idade da reforma, os quais configuram um plano de benefícios definidos. Este Plano de Saúde é gerido pela Portugal Telecom Associação de Cuidados de Saúde ( PT ACS ), tendo em 2004 sido constituído um fundo autónomo para financiar estas responsabilidades (Nota 14), gerido pela PT Prestações Mandatária de Aquisições e Gestão de Bens, S.A. ( PT Prestações ). A fim de estimar as responsabilidades com o pagamento dos referidos cuidados de saúde após a data de reforma, o Grupo obtém periodicamente cálculos atuariais das responsabilidades, determinadas de acordo com o Método da Unidade de Crédito Projetada. O Grupo regista os ganhos e perdas atuariais diretamente na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral, nomeadamente os resultantes de alterações nos pressupostos atuariais e de diferenças entre os dados reais e esses mesmos pressupostos atuariais. As alterações aos planos relativas a reduções ou aumentos de benefícios concedidos aos empregados bem como os ganhos obtidos com a liquidação de um plano são reconhecidos quando incorridos na rubrica Custos de curtailment, líquidos. As responsabilidades com cuidados de saúde reconhecidas na Demonstração Consolidada da Posição Financeira representam o valor presente das obrigações com os planos de benefícios definidos, deduzido do justo valor dos ativos do fundo constituído. Os planos que apresentam um excesso de financiamento são registados como um ativo quando há uma autorização expressa para a sua compensação com as contribuições patronais futuras, ou se o reembolso desse excedente financeiro é expressamente autorizado ou permitido. j) Pré-reforma e suspensões do contrato de trabalho No âmbito dos programas de pré-reforma ou suspensão do contrato de trabalho, é reconhecido na Demonstração Consolidada da Posição Financeira um passivo correspondente ao valor presente dos salários a pagar até à idade da reforma. O respetivo custo é registado na Demonstração Consolidada dos Resultados na rubrica Custos de curtailment, líquidos (Nota 14). A fim de estimar estas responsabilidades, o Grupo obtém periodicamente cálculos atuariais das responsabilidades determinadas de acordo com o Método da Unidade de Crédito Projetada. Estes responsabilidades são registadas pelo correspondente valor atual. k) Subsídios Os subsídios governamentais concedidos pelo Estado Português e pela União Europeia são reconhecidos de acordo com o seu justo valor quando existe uma garantia razoável que irão ser recebidos e que as empresas do Grupo irão cumprir com as condições exigidas para a sua concessão. Os subsídios à exploração para formação de colaboradores são reconhecidos na Demonstração Consolidada dos Resultados de acordo com os custos correspondentes incorridos. Os subsídios ao investimento, relacionados com a aquisição de ativos, são deduzidos ao valor dos respetivos ativos (Nota 3.c). PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 74
l) Ativos e passivos financeiros Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos na Demonstração Consolidada da Posição Financeira quando o Grupo se torna parte na respetiva relação contratual. (i) Contas a receber (Notas 24 e 25) Contas a receber, empréstimos atribuídos e outras contas a receber que tenham pagamentos fixos ou definidos e que não se encontrem cotados em mercados ativos são classificados como valores a receber ou empréstimos atribuídos. As contas a receber não têm implícitos juros, sendo apresentadas pelo respetivo justo valor, deduzidas de perdas de realização estimadas, calculadas essencialmente com base (a) na antiguidade do saldo a receber e (b) no perfil de crédito do devedor específico. (ii) Passivos financeiros e instrumentos de capital próprio Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio emitidos pelo Grupo são classificados de acordo com a substância contratual da transação e com a definição do passivo financeiro e instrumento de capital próprio. Os instrumentos de capital próprio são contratos que evidenciam um interesse residual nos ativos do Grupo após dedução dos passivos. Os instrumentos de capital próprio emitidos pelas empresas do Grupo são registados pelo valor recebido, líquido de custos de emissão. (iii) Financiamentos (Nota 37) Os financiamentos são registados no passivo pelo valor nominal recebido, líquido das respetivas despesas com a emissão desses empréstimos. Os juros e outros encargos financeiros, calculados de acordo com a taxa de juro efetiva, bem como prémios pagos antecipadamente, são contabilizados de acordo com o princípio da especialização dos exercícios. (iv) Contas a pagar (Nota 38) As contas a pagar são registadas pelo seu valor nominal, que é substancialmente equivalente ao seu justo valor. (v) Caixa e equivalentes de caixa (Nota 46.i) e investimentos de curto prazo (Nota 23) Os montantes incluídos na rubrica Caixa e equivalentes de caixa correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outros, vencíveis em ou a menos de três meses e que possam ser imediatamente mobilizáveis e com risco insignificante de alteração de valor. A rubrica Caixa e equivalentes de caixa inclui também depósitos de clientes e outras entidades que ainda não foram compensados. Para efeitos da Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa, a rubrica de Caixa e equivalentes de caixa compreende também os descobertos bancários incluídos na Demonstração Consolidada da Posição Financeira na rubrica Dívida de curto prazo, quando aplicável. Os investimentos de curto prazo compreendem investimentos efetuados com o objetivo de gerar rendimento, razão pela qual não foram classificados como equivalentes de caixa. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 75
m) Trabalhos para a própria empresa Os custos internos (materiais, mão de obra e transportes) incorridos na produção de ativos tangíveis são objeto de capitalização apenas quando sejam preenchidos os seguintes requisitos: - Os ativos tangíveis desenvolvidos são identificáveis; - Existe forte probabilidade de que os ativos tangíveis venham a gerar benefícios económicos futuros; e - Os custos de desenvolvimento são mensuráveis de forma fiável. A contrapartida na Demonstração Consolidada dos Resultados é registada através da redução dos correspondentes custos operacionais, não sendo reconhecidas quaisquer margens geradas internamente. Quando não são preenchidas as condições acima descritas, os custos incorridos são contabilizados na Demonstração Consolidada dos Resultados como custos do exercício em que ocorrem. Os custos incorridos na fase de pesquisa são reconhecidos em resultados como custo, no período em que ocorrem. n) Locações (a empresa como locatária) Os contratos de locação são classificados como locações financeiras se, através deles, forem transferidos para o locatário substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse dos ativos correspondentes. Os restantes contratos de locação são classificados como locações operacionais (Nota 12). A classificação das locações é feita em função da substância e não da forma do contrato. Os ativos adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades para com o locador, são contabilizados pelo método financeiro, de acordo com o plano financeiro contratual (Nota 37). Adicionalmente, os juros incluídos no valor das rendas e as amortizações dos ativos fixos tangíveis são reconhecidos na Demonstração Consolidada dos Resultados do período a que respeitam. Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como custo na Demonstração Consolidada dos Resultados numa base linear durante o período do contrato de locação (Nota 12). o) Imposto sobre o rendimento O imposto sobre o rendimento do período é reconhecido de acordo com o preconizado pela IAS 12 Impostos sobre o Rendimento ( IAS 12 ), sendo composto por imposto corrente e imposto diferido. A PT Portugal adotou o Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades ( RETGS ), no âmbito do qual o imposto sobre o rendimento é calculado com base no lucro tributável de todas as empresas que tenham sede em Portugal e estejam sujeitas a Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas ( IRC ), nas quais a PT Portugal detenha uma participação superior a 75% do capital social desde o início do ano. No âmbito das operações societárias ocorridas em 2014 (Nota 1), a PT Portugal solicitou às autoridades fiscais, nos termos legais, a manutenção em 2014 do RETGS da PT SGPS e substituição desta última pela PT Portugal como sociedade dominante. Ainda não foi obtida resposta a este pedido por parte das autoridades fiscais, tendo para efeitos de preparação destas demonstrações financeiras consolidadas o imposto sobre o rendimento sido calculado na suposição de que as autoridades fiscais irão autorizar a utilização do regime de consolidação fiscal com efeitos a 1 de janeiro de 2014, incluindo no perímetro de consolidação fiscal todas as entidades detidas em mais de 75% desde o início do ano, tendo portanto sido excluídas as entidades adquiridas, direta ou indiretamente, à PT SGPS durante o ano de 2014. Até 2013, a PT Portugal e suas subsidiárias faziam parte do regime de consolidação fiscal da PT SGPS e, portanto, pagavam o imposto sobre o rendimento diretamente a esta entidade. Qualquer ganho gerado no âmbito do regime especial de tributação de grupos de sociedades aplicado pela PT SGPS, decorrente de prejuízos fiscais apurados pelas empresas incluídas na consolidação fiscal, era PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 76
registado nos resultados da holding PT SGPS e não na empresa que tinha gerado o prejuízo fiscal. No entanto, eventuais benefícios ou créditos fiscais eram mantidos nas empresas onde os mesmos foram originados. As restantes empresas participadas, não abrangidas pelo regime de consolidação fiscal da PT Portugal são tributadas individualmente, com base nas respetivas matérias coletáveis e nas taxas de imposto aplicáveis. Na mensuração do custo relativo ao imposto sobre o rendimento do período, para além do imposto corrente é ainda considerado o efeito do imposto diferido, calculado com base na diferença entre o valor contabilístico dos ativos e passivos em determinado momento e o correspondente valor para efeitos fiscais. Os passivos por impostos diferidos são geralmente reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis, e os ativos por impostos diferidos apenas são reconhecidos quando exista razoável segurança de que estes poderão vir a ser utilizados na redução do resultado tributável futuro, ou quando existam impostos diferidos passivos cuja reversão seja expectável ocorrer no mesmo período em que os impostos diferidos ativos sejam revertidos. Na data da Demonstração Consolidada da Posição Financeira, é efetuada uma revisão desses ativos por impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura. O montante de imposto a incluir quer no imposto corrente, quer no imposto diferido, que resulte de transações ou eventos reconhecidos diretamente no capital próprio, é registado diretamente nestas mesmas rubricas. Deste modo, o impacto de alterações na taxa de imposto também é reconhecido no resultado líquido, exceto quando se refere a itens reconhecidos diretamente no capital próprio, caso em que esse impacto também é reconhecido diretamente no capital próprio. p) Rédito As receitas da atividade de telecomunicações fixas são registadas pelo seu valor no momento da prestação do serviço e faturadas numa base mensal ao longo do mês. Os valores não faturados a clientes ou outros operadores, mas vencidos ou incorridos à data das demonstrações financeiras consolidadas, são registados com base em estimativas. As diferenças entre os valores estimados e os reais, que normalmente não são significativas, são registadas no período subsequente. A repartição de receitas dos serviços de telecomunicações internacionais é efetuada com base nos registos de tráfego do país de origem e nas taxas de repartição fixadas mediante acordos celebrados com os vários operadores de telecomunicações. Compete ao operador de origem do tráfego a apresentação do crédito ao operador do país de destino e, se aplicável, aos operadores dos países de trânsito. As receitas de aluguer de equipamento terminal são registadas como locação operacional no período a que respeitam, como receitas operacionais. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 77
As receitas dos serviços de televisão por subscrição e de telecomunicações móveis resultam essencialmente de e são reconhecidas como segue: Natureza da receita Rubrica Momento do reconhecimento Assinatura mensal pela utilização do serviço Prestação de serviços No momento da prestação do serviço Aluguer de equipamento Prestação de serviços No período do aluguer Utilização da rede Prestações de serviços No mês da prestação do serviço Tráfego de interligação Prestações de serviços No mês da prestação do serviço Roaming Prestações de serviços No mês da prestação do serviço Cartões pré-pagos Prestações de serviços No momento da prestação do serviço Banda larga móvel Prestações de serviços No momento da prestação do serviço Equipamentos terminais e acessórios Vendas de mercadorias No momento da venda Penalidades impostas aos clientes Outras receitas No momento do recebimento As receitas provenientes da venda de produtos ou serviços compostos são imputadas a cada um dos seus componentes de acordo com o seu respetivo valor de mercado e reconhecidas separadamente, de acordo com os critérios definidos para cada um desses componentes. O Grupo opera programas de fidelização para alguns dos seus clientes, ao abrigo dos quais, em função do consumo, os clientes têm direito a pontos de fidelização que podem ser trocados por equipamentos, acessórios e descontos em subsequentes aquisições de serviços de telecomunicações. A PT Portugal contabiliza estas transações como transações contendo múltiplos elementos, pelo que o montante recebido inicialmente é alocado entre a receita relativa ao tráfego consumido e os pontos que o cliente obteve. Desta forma, a receita diferida é reconhecida quando os pontos são consumidos ou perdem a validade. q) Saldos e transações em moeda estrangeira As transações em moeda estrangeira são convertidas para à taxa de câmbio da data da transação. Na data da Demonstração Consolidada da Posição Financeira, é efetuada a atualização cambial de ativos e passivos, aplicando a taxa de fecho. As diferenças cambiais daí resultantes são reconhecidas na Demonstração Consolidada dos Resultados do período em que foram determinadas. As variações cambiais geradas em itens não monetários, incluindo o goodwill, e em itens monetários que constituam extensão do investimento e cujo reembolso não seja previsível num futuro próximo, são reconhecidos diretamente no capital próprio na rubrica Ajustamentos de conversão cambial, sendo apresentadas na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral. A conversão para de demonstrações financeiras de empresas participadas denominadas em moeda estrangeira é efetuada considerando as seguintes taxas de câmbio: - Taxa de câmbio vigente à data da Demonstração Consolidada da Posição Financeira, para a conversão dos ativos e passivos; - Taxa de câmbio média do período, para a conversão das rubricas da Demonstração Consolidada dos Resultados; - Taxa de câmbio média do período, para a conversão dos fluxos de caixa (nos casos em que essa taxa de câmbio se aproxime da taxa real, sendo que para os restantes fluxos de caixa é utilizada a taxa de câmbio da data das operações); e - Taxa de câmbio histórica, para a conversão das rubricas do capital próprio. As diferenças de câmbio originadas na conversão são incluídas no capital próprio, na rubrica "Ajustamentos de conversão cambial", e são apresentadas na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral. De acordo com o IAS 21, quando ocorre uma redução do investimento da PT Portugal numa entidade estrangeira, através da venda ou reembolso de capital, o efeito acumulado dos ajustamentos de conversão cambial é transferido para resultado líquido, de forma proporcional à redução ocorrida no investimento. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 78
r) Encargos financeiros com empréstimos Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são reconhecidos como custo quando incorridos. O Grupo não capitaliza os encargos financeiros, ainda que relacionados com empréstimos incorridos na aquisição, construção ou produção de um ativo, nos casos em que o período de construção dos ativos tangíveis e intangíveis é relativamente curto. s) Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa A Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa é preparada de acordo com a IAS 7, através do método direto. O Grupo classifica na rubrica Caixa e equivalentes de caixa os investimentos vencíveis a menos de três meses e para os quais o risco de alteração de valor é insignificante. Para efeitos da Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa, a rubrica de caixa e equivalentes de caixa compreende também os descobertos bancários incluídos na Demonstração Consolidada da Posição Financeira na rubrica Dívida de curto prazo. Os fluxos de caixa são classificados na Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa, dependendo da sua natureza, em (1) atividades operacionais; (2) atividades de investimento; e (3) atividades de financiamento. As atividades operacionais englobam essencialmente os recebimentos de clientes, e os pagamentos a fornecedores, ao pessoal, de benefícios de reforma, de imposto sobre o rendimento e de impostos indiretos líquidos. Os fluxos de caixa abrangidos nas atividades de investimento incluem, nomeadamente, aquisições e alienações de investimentos financeiros, dividendos recebidos de empresas associadas e recebimentos e pagamentos decorrentes da compra e venda de ativos imobilizados. Os fluxos de caixa relacionados com as atividades de financiamento incluem, designadamente, os pagamentos e recebimentos referentes a empréstimos obtidos, pagamentos relacionados com juros e despesas relacionadas e pagamentos de dividendos. t) Eventos subsequentes (Nota 49) Os eventos ocorridos após a data da Demonstração Consolidada da Posição Financeira que afetem o valor dos ativos e passivos existentes à data da referida demonstração são considerados na preparação das demonstrações financeiras do período. Esses eventos, se significativos, são divulgados nas notas às demonstrações financeiras consolidadas. Julgamentos e estimativas Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os IFRS, a PT Portugal utiliza estimativas e pressupostos que afetam a aplicação das políticas contabilísticas e os montantes reportados. As estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência de eventos passados e noutros fatores, incluindo expectativas relativas a eventos futuros considerados prováveis face às circunstâncias em que as estimativas são baseadas ou resultado de uma informação ou experiência adquirida. As estimativas contabilísticas mais significativas refletidas nas demonstrações financeiras consolidadas são como segue: (a) Benefícios de reforma O valor presente das responsabilidades com benefícios de reforma é calculado com base em metodologias atuariais, as quais utilizam determinados pressupostos atuariais. Quaisquer alterações desses pressupostos terão impacto no valor contabilístico das responsabilidades. Os principais pressupostos atuariais utilizados no cálculo das responsabilidades com benefícios de reforma estão descritos na Nota 14. A Empresa tem como política rever periodicamente os principais pressupostos atuariais, caso o seu impacto seja material nas demonstrações financeiras. (b) Análise de imparidade do goodwill A PT Portugal testa anualmente o goodwill com o objetivo de verificar se o mesmo está em imparidade. Em 2014, o teste de imparidade do goodwill associado aos negócios de telecomunicações em Portugal foi efetuado com base no acordo de venda celebrado entre a Oi e a Altice para a alienação dos negócios em Portugal (Nota 1). Para o efeito, o PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 79
valor recuperável foi calculado tendo como ponto de partida o enterprise value atribuído pela Altice aos negócios em Portugal (7,4 milhões de ), o qual foi deduzido de ajustes normais neste tipo de operações, nomeadamente (1) do pagamento diferido que depende de receitas futuras da PT Portugal (500 milhões de ), e (2) da dívida líquida (dívida menos caixa e equivalentes), responsabilidades com benefícios de reforma e outros passivos financeiros existentes nas empresas objeto desta transação em 31 de dezembro de 2014. A estimativa destas correções ao preço de venda foi determinada com base na melhor informação disponível à data da preparação das demonstrações financeiras, sendo de salientar que as mesmas terão de ser necessariamente revistas com base nos valores apurados na data da efetiva conclusão da operação. (c) Valorização e vida útil de ativos intangíveis e tangíveis A PT Portugal utiliza diversos pressupostos na estimativa dos fluxos de caixa futuros provenientes dos ativos intangíveis adquiridos como parte de processos de aquisição de empresas, entre os quais a estimativa de receitas futuras, taxas de desconto e vida útil dos referidos ativos. A PT Portugal também utilizou estimativas para determinar a vida útil dos seus ativos tangíveis (Nota 3.c). (d) Determinação do valor de mercado dos ativos reavaliados A PT Portugal utiliza o modelo da reavaliação para mensurar o valor contabilístico dos imóveis, conforme referido na Nota 3.c. A utilização deste método implicou a utilização de determinados indicadores específicos relacionados com o mercado imobiliário, conforme explicado em maior detalhe na Nota 36. (e) Reconhecimento de provisões e ajustamentos A PT Portugal é parte em diversos processos judiciais em curso para os quais, com base na opinião dos seus advogados, efetuou um julgamento para determinar o reconhecimento de eventual provisão para fazer face a essas contingências (Nota 48). Os ajustamentos para contas a receber são calculados essencialmente com base na antiguidade das contas a receber, o perfil de risco dos clientes e a situação financeira dos mesmos. As estimativas relacionadas com os ajustamentos para contas a receber diferem de negócio para negócio. (f) Impostos diferidos - O Grupo reconhece e liquida o imposto sobre o rendimento com base nos resultados das operações apurados de acordo com a legislação societária local, considerando os preceitos da legislação fiscal, os quais são significativamente diferentes dos valores calculados de acordo com as IFRS. De acordo com a IAS 12, a empresa reconhece os ativos e passivos por impostos diferidos com base na diferença existente entre o valor contabilístico e as bases fiscais dos ativos e passivos. A Empresa analisa periodicamente a recuperabilidade dos ativos por impostos diferidos e reconhece uma perda por imparidade sempre que seja provável que esses ativos não sejam realizáveis, com base em informação histórica sobre o lucro tributável, na projeção do lucro tributável futuro e no tempo estimado de reversão das diferenças temporais. Estes cálculos requerem o uso de estimativas e pressupostos, sendo que a aplicação de diferentes estimativas e pressupostos poderia resultar no reconhecimento de uma provisão para redução do valor recuperável de todo ou parte significativa dos ativos por impostos diferidos. (g) Rédito A determinação do justo valor de cada produto ou serviço que faz parte de pacotes multi-elementos é complexa devido à natureza do negócio de telecomunicações. A revisão destas estimativas pode afetar a alocação dos montantes totais recebidos pelas diversas componentes e o momento do reconhecimento da receita. (h) Investimentos disponíveis para venda - Conforme mencionado na Nota, 1, o investimento na Unitel, adquirido na sequência da aquisição da PT Participações em 2 de maio de 2014 (Nota 1), foi classificado inicialmente como disponível para venda e consequentemente mensurado a justo valor. Em setembro de 2014, este mesmo investimento juntamente com a totalidade dos restantes investimentos em África e Timor, foi classificado e apresentado desde então como um ativo não corrente detido para venda, não obstante o ativo continuar a ser mensurado a justo valor como disponível para venda, conforme explicado na Nota 1. O justo valor deste investimento na data de aquisição da PT Participações foi estimado com base na avaliação efetuada pelo Banco Santander (Brasil), o qual recorreu a diversas estimativas e pressupostos, incluindo projeções de fluxos de caixa para um período de PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 80
quatro anos, a escolha de uma taxa de crescimento para extrapolar as projeções de fluxos de caixa e a definição de taxas de desconto adequadas. Em 31 de dezembro de 2014, o justo valor deste investimento foi determinado com recurso a uma metodologia idêntica à adotada pelo Banco Santander (Brasil), tendo para o efeito sido atualizados os pressupostos e estimativas relevantes. As estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das demonstrações financeiras consolidadas, no entanto, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data, não foram consideradas nessas estimativas. Conforme disposto na IAS 8, alterações a estas estimativas, que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras consolidadas, são corrigidas em resultados de forma prospetiva. 4. Alterações de políticas e estimativas Como mencionado anteriormente, a PT Portugal apresenta pela primeira vez em 2014 demonstrações financeiras consolidadas, preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS") emitidas pela União Europeia. Anteriormente, a Empresa preparava apenas demonstrações financeiras individuais, as quais eram elaboradas de acordo com o SNC e legislação complementar. Os ajustamentos efetuados às demonstrações financeiras para conversão do SNC para IFRS em 1 de janeiro de 2013 foram calculados retrospetivamente. Conforme mencionado na Nota 2, a única diferença aplicável a estas demonstrações financeiras consolidadas entre o SNC e as IFRS respeita ao reconhecimento dos subsídios ao investimento, não reembolsáveis, relacionados com ativos fixos tangíveis. O impacto desta diferença no capital próprio em 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2013 ascendeu a cerca de 8 milhões de e 10 milhões de, respetivamente. Adicionalmente, ainda no âmbito da adoção das IFRS nas contas consolidadas, a PT Portugal optou por não usar a exceção prevista na IFRS 1 relativamente à alocação do preço de compra, tendo por conseguinte aplicado o método de alocação do preço de compra a todas as aquisições ocorridas em anos anteriores, incluindo as aquisições à PT SGPS da PT Comunicações e TMN em 2006 e das empresas instrumentais em 2009. O impacto desta alocação do preço de compra, com efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2013, traduziu-se numa redução do goodwill em 1.015 milhões de por contrapartida do reconhecimento dos ativos intangíveis identificados no âmbito das aquisições atrás referidas, ativos estes que foram amortizados retrospetivamente desde as respetivas datas de aquisição, encontrando-se integralmente amortizados desde 30 de setembro de 2014. Normas contabilísticas e interpretações recentemente emitidas IAS 19 (Alterada) Planos de Benefício Definido: Contribuição dos empregados O IASB, emitiu esta alteração em 21 de novembro de 2013, com data efectiva de aplicação (de forma retrospectiva) para períodos que se iniciem em, ou após, 1 de julho de 2014. Esta alteração foi adoptada pelo Regulamento da Comissão Europeia n.º 29/2015, de 17 de Dezembro de 2014 (definindo a entrada em vigor o mais tardar a partir da data de início do primeiro exercício financeiro que começa em ou após de 1 de Fevereiro de 2015). A presente alteração clarifica a orientação quando estejam em causa contribuições efectuadas pelos empregados ou por terceiras entidades, ligadas aos serviços exigindo que a entidade atribua tais contribuições em conformidade com o parágrafo 70 da IAS 19 (2011). Assim, tais contribuições são atribuídas usando a fórmula de contribuição do plano ou de uma forma linear. A alteração reduz a complexidade introduzindo uma forma simples que permite a uma entidade reconhecer contribuições efectuadas por empregados ou por terceiras entidades, ligadas ao serviço que sejam independentes do número de anos de serviço (por exemplo um percentagem do vencimento), como redução do custo dos serviços no período em que o serviço seja prestado. A Empresa não antecipa qualquer impacto relevante na aplicação desta alteração nas suas demonstrações financeiras. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 81
IFRS 9 - Instrumentos Financeiros (emitida em 2009 e alterada em 2010, 2013 e 2014) A IFRS 9 (2009 e 2010) introduz novos requisitos para a classificação e mensuração de activos e passivos financeiros. Nesta nova abordagem, os activos financeiros são classificados e mensurados tendo por base o modelo de negócio que determina a sua detenção e as características contratuais dos fluxos de caixa dos instrumentos em causa. Foi publicada a IFRS 9 (2013) com os requisitos que regulamentam a contabilização das operações de cobertura. Foi ainda publicada a IFRS 9 (2014) que reviu algumas orientações para a classificação e mensuração de instrumentos financeiros (além de participações em capital das sociedades consideradas estratégicas, alargou a outros instrumentos de dívida a mensuração ao justo valor com as alterações a serem reconhecidas em outro rendimento integral OCI) e implementou um novo modelo de imparidade tendo por base o modelo de perdas esperadas. A IFRS 9 será aplicável para os exercícios que se iniciem em 1 de janeiro de 2018 (com opção para aplicação antecipada). O Grupo ainda não procedeu a uma análise completa sobre os impactos da aplicação desta norma bem como o que possa vir a ser o desenvolvimento das outras fases da norma, como sejam o modelo de imparidade e da cobertura. Tendo em conta a reformulação operada no tratamento dos instrumentos financeiros, poderão ocorrer impactos relevantes nas demonstrações financeiras futuras do Grupo. IFRS 15 - Rédito de contratos com clientes O IASB, emitiu, em 28 de maio de 2014, a norma IFRS 15 - Rédito de contratos com clientes, de aplicação obrigatória em períodos que se iniciem em, ou após, 1 de Janeiro de 2017, sendo a adopção antecipada permitida. Esta norma revoga as normas IAS 11 - Contratos de construção, IAS 18 - Rédito, IFRIC 13 - Programas de Fidelidade do Cliente, IFRIC 15 - Acordos para a Construção de Imóveis, IFRIC 18 - Transferências de Activos Provenientes de Clientes e SIC 31 Rédito - Transacções de Troca Directa Envolvendo Serviços de Publicidade. A IFRS 15 determina um modelo baseado em 5 passos de análise por forma a determinar quando o rédito deve ser reconhecido e qual o montante. O modelo especifica que o rédito deve ser reconhecido quando uma entidade transfere bens ou serviços ao cliente, mensurado pelo montante que a entidade espera ter direito a receber. Dependendo do cumprimento de alguns critérios, o rédito é reconhecido (i) no momento preciso em que o controlo dos bens ou serviços é transferido para o cliente, ou (ii) ao longo do período, na medida em que retracta a performance da entidade. A Empresa encontra-se ainda a avaliar os impactos decorrentes da adopção desta norma. IFRS 14 Contas Diferidas Regulatórias O IASB emitiu em 30 de janeiro de 2014 uma norma que define medidas provisórias para quem adopta pela primeira vez as IFRS e tem actividade com tarifa regulada. A presente norma não é aplicável ao Grupo. IAS 27: Equity Method in Separate Financial Statements O IASB, emitiu, em 12 de agosto de 2014, alterações à IAS 27, com data efectiva de aplicação para períodos que iniciem em, ou após, 1 de janeiro de 2016, visando introduzir uma opção pela mensuração de subsidiárias, associadas ou empreendimentos conjuntos pelo método de equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras separadas. Como as contas individuais das empresas do Grupo sedeadas em Portugal são preparadas de acordo com o normativo local, o Sistema de Normalização Contabilística, a presente alteração não é aplicável. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 82
5. Cotações utilizadas para conversão de transações em moeda estrangeira Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os ativos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para com base nas seguintes taxas de câmbio relativamente ao Euro: Moeda 31 dez 2014 31 dez 2013 Coroa dinamarquesa 7,45 7,46 Coroa norueguesa 9,04 8,36 Coroa sueca 9,39 8,86 Dirham marroquino 10,95 11,26 Dobra de São Tomé e Príncipe 24.500,00 24.500,00 Dólar australiano 1,48 1,54 Dólar canadiano 1,41 1,47 Dólar namibiano 14,04 14,57 Dólar de Hong Kong 9,42 10,69 Dólar dos EUA 1,21 1,38 Escudo de Cabo Verde 110,27 110,27 Forint húngaro 315,54 297,04 Franco CFA 655,96 655,96 Franco suíço 1,20 1,23 Iene japonês 145,23 144,72 Libra esterlina 0,78 0,83 Metical de Moçambique 38,53 41,24 Pataca de Macau 9,70 11,01 Peso argentino 10,38 8,99 Pula do Botsuana 11,55 12,06 Rand da África Sul 14,04 14,57 Real do Brasil 3,22 3,26 Xelim queniano 109,94 119,02 Xelim ugandês 3.356,99 3.479,47 Yuan Renmimbi da China 7,54 8,35 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 83
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, as demonstrações dos resultados das empresas controladas expressas em moeda estrangeira foram convertidas para com base nas seguintes taxas de câmbio médias: Moeda 2014 2013 Dirham marroquino 11,15 11,17 Dólar namibiano 14,40 12,83 Dobra de São Tomé e Príncipe 24.500,00 24.500,00 Dólar dos EUA 1,33 1,33 Escudo de Cabo Verde 110,27 110,27 Forint húngaro 308,71 296,87 Franco CFA 655,96 655,96 Franco suíço 1,21 1,23 Metical de Moçambique 40,71 39,63 Pataca de Macau 10,61 10,61 Peso argentino 10,72 7,31 Pula do Botsuana 11,88 11,17 Real do Brasil 3,12 2,87 Xelim queniano 116,53 114,54 Xelim ugandês 3.449,44 3.442,79 Yuan Renmimbi da China 8,19 8,16 6. Receitas operacionais As receitas operacionais consolidadas nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 têm a seguinte composição: 2014 2013 Telecomunicações em Portugal (Nota 7.a)(i) 2.438.047.805 2.549.692.671 Prestações de serviços (Nota 3.p) 2.315.578.608 2.392.464.799 Vendas 93.949.847 114.679.759 Outras receitas 28.519.350 42.548.113 Outros negócios (ii) 279.723.708 78.644.054 Prestações de serviços 241.704.927 64.343.561 Vendas 34.645.745 11.725.619 Outras receitas 3.373.036 2.574.874 2.717.771.513 2.628.336.725 (i) (ii) As informações sobre o desempenho deste segmento operacional, incluindo explicações para a evolução das receitas operacionais, estão descritas na Nota 7.a). O aumento nesta rubrica reflete, principalmente, a contribuição dos negócios internacionais em 2014 (203 milhões de ), uma vez que este foram consolidados apenas a partir de maio de 2014 no seguimento da aquisição da PT Participações. O rédito é reconhecido de acordo com os princípios referidos na Nota 3.p). As prestações de serviços incluem receitas provenientes essencialmente de (1) serviços de telecomunicações fixas e internacionais, incluindo receitas de faturação e interligação, (2) serviços de televisão por subscrição, incluindo a assinatura mensal e o aluguer de equipamentos, (3) serviços de telecomunicações móveis, incluindo o uso de rede, tarifas de interligação, roaming, cartões pré-pagos e banda larga sem fios, e (4) publicidade em listas telefónicas. As vendas correspondem essencialmente à alienação de equipamento terminal, incluindo telefones fixos, modems e equipamento terminal móvel. As outras receitas incluem principalmente receitas de publicidades nos portais, benefícios com as penalidades contratuais impostas aos clientes, aluguer de equipamentos e outras infraestruturas e receitas resultantes de projetos de consultoria. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 84
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, as receitas operacionais por mercado geográfico são conforme segue: 2014 2013 Portugal 2.492.048.664 2.604.588.700 Outros (i) 225.722.849 23.748.025 2.717.771.513 2.628.336.725 (i) A variação ocorrida nesta rubrica reflete a contribuição dos negócios internacionais (203 milhões de ), os quais foram consolidados a partir de maio de 2014, no seguimento da aquisição da PT Participações. 7. Composição do resultado líquido por segmentos de negócio Com base na forma como o Conselho de Administração revê e avalia a performance dos negócios do Grupo, para tomar decisões sobre recursos a serem alocados, a PT Portugal identificou apenas um segmento operacional que corresponde aos negócios de Telecomunicações em Portugal, os quais incluem as empresas Meo Comunicações (anteriormente denominada PT Comunicações), Meo, S.A. (anteriormente denominada TMN e incorporada na PT Comunicações em dezembro de 2014), PT Cloud e Data Centers e PT Data Center. Além dos segmentos acima mencionados, o Grupo tem outros negócios que não cumprem individualmente ou em conjunto nenhum dos indicadores quantitativos que obriguem à divulgação como segmento de negócio reportável. Estes negócios respeitam essencialmente às seguintes empresas do Grupo: (1) Mobile Telecommunications Limited na Namíbia, Cabo Verde Telecom, Companhia Santomense de Telecomunicações, Listas Telefónicas de Moçambique, ELTA Empresa de Listas Telefónicas de Angola e Timor Telecom, as quais prestam serviços de telecomunicações fixas e móveis e de listas telefónicas e foram consolidadas a partir de maio de 2014, e (2) algumas empresas Portuguesas que prestam serviços de suporte ao negócio, nomeadamente a PT Inovação e Sistemas, PT Pro, PT Contact e PT Sales. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 85
a) Telecomunicações em Portugal Na preparação da informação financeira deste segmento reportável, as transações entre as empresas que o compõem são eliminadas. A informação financeira deste segmento reportável para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 é como segue: 2014 2013 RECEITAS (i) Prestações de serviços - clientes externos (Nota 6) 2.315.578.608 2.392.464.799 Prestações de serviços - intragrupo 6.825.589 4.445.252 Vendas - clientes externos (Nota 6) 93.949.847 114.679.759 Vendas - intragrupo 1.197.684 355.616 Outras receitas - clientes externos (Nota 6) 28.519.350 42.548.113 Outras receitas - intragrupo 9.045.257 5.115.725 2.455.116.335 2.559.609.264 CUSTOS, DESPESAS, PERDAS E (GANHOS) Custos com o pessoal (Nota 8) 246.671.359 232.725.936 Custos diretos dos serviços prestados (Nota 9) 470.737.384 458.496.422 Custos comerciais (ii) 248.230.387 294.349.511 Fornecimentos, serviços externos e outras despesas (iii) 459.376.686 483.000.838 Amortizações (iv) 710.141.026 780.156.260 Custos com benefícios de reforma 42.157.712 40.295.822 Custos de curtailment, líquidos (v) (31.397.290) 116.922.120 Ganhos com a alienação de ativos fixos, líquidos (2.089.858) (3.500.398) Outros custos líquidos (vi) 886.750.391 19.043.737 3.030.577.797 2.421.490.248 Resultado antes de resultados financeiros e impostos (575.461.462) 138.119.016 (i) Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a composição das receitas por segmento de cliente é conforme segue: milhões de 2014 2013 Residencial 708 709 Pessoal 622 662 Empresas 750 796 Serviços a operadores, outros e eliminações 375 393 2.455 2.560 A redução nas receitas é explicada essencialmente por: (1) menores receitas no segmento de clientes Empresariais (46 milhões de ), impactadas por iniciativas de corte de custos e redução significativa nos investimentos em novos projetos por parte do setor privado, aliados a uma intensa concorrência no mercado; (2) uma redução nas receitas do segmento de cliente Pessoal (40 milhões de ), as quais refletem recargas mais baixas e voláteis em resultado de condições económicas adversas, concorrência nos preços e migração para tarifários mais baratos; e (3) uma redução nas receitas do segmento de Operadores e outros (18 milhões de ), em resultado de menores receitas de tráfego e circuitos alugados e menores receitas no negócio de listas telefónicas, em resultado da crescente popularidade de alternativas online. As receitas do segmento de clientes Residenciais continuam a ser impactadas por um aumento da concorrência, particularmente ao nível do preço, mas não obstante mantiveram-se estáveis face ao ano anterior, beneficiando de ganhos de quota de mercado nas ofertas triple e quadruple play do Meo. (ii) Esta rubrica inclui os custos das mercadorias vendidas, comissões e despesas com marketing e publicidade. A redução ocorrida em 2014 é explicada essencialmente por menores custos das mercadorias vendidas, explicados pela redução nas vendas de equipamentos, e por menores custos com comissões, os quais beneficiaram do enfoque no controlo de custos e rentabilidade e também de menores receitas operacionais. (iii) Esta rubrica inclui custos com fornecimentos e serviços externos, provisões, impostos indiretos e outros custos. A redução ocorrida no exercício findo em 31 de dezembro de 2014 reflete um enfoque em controlo de custos e rentabilidade e também uma maior produtividade nas atividades de manutenção, explicada pela implementação das redes de nova geração (FTTH). (iv) A redução nesta rubrica reflete essencialmente (1) uma diminuição nos investimentos em ativos tangíveis e intangíveis ao longo dos últimos anos, nomeadamente em 2014 conforme explicado abaixo, situação que se traduziu numa redução dos custos com depreciações e amortizações, e ainda (2) menores amortizações (redução de 33 milhões de ) relacionadas com os ativos intangíveis identificados pela PT Portugal no âmbito da alocação do preço dos investimentos na PT Comunicações e na TMN, adquiridos em outubro de 2006, uma vez que o respetivo período de amortização de 8 anos terminou em 30 setembro de 2014. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 86
(v) Em 2014, conforme explicado na Nota 14, esta rubrica inclui um ganho com serviços passados de 55 milhões de correspondente ao efeito da redução de benefícios nos planos de cuidados com saúde, e um custo de 13 milhões de correspondente a um plano de redução de efetivos implementado no terceiro trimestre. Em 2013, esta rubrica reflete um programa de redução de efetivos implementado no segundo trimestre, abrangendo aproximadamente 400 empregados. (vi) Os outros custos registados no exercício findo em 31 de dezembro de 2014, conforme mencionado na Notas 15 e 34, incluem principalmente uma imparidade de 867 milhões de reconhecida de modo a ajustar o valor contabilístico dos ativos a alienar à Altice (Nota 1) para o respetivo valor previsto na oferta da Altice. No exercício findo em 31 de dezembro de 2013, esta rubrica inclui provisões e ajustamentos não recorrentes que foram reconhecidos de modo a ajustar o valor contabilístico de determinadas ativos para os respetivos montantes recuperáveis, os quais foram parcialmente compensados por um ganho relativo ao Contrato de Concessão da rede fixa anteriormente em vigor. Os investimentos em ativos tangíveis e intangíveis deste segmento de negócio diminuíram para 384 milhões de no exercício findo em 31 de dezembro de 2014, incluindo 55 milhões de relativos ao acordo de partilha de infraestrutura celebrado com a Vodafone (Nota 35.2), em comparação com 490 milhões de em igual período de 2013, refletindo essencialmente: (1) menores investimentos em infraestrutura e tecnologia, em resultado dos investimentos significativos efetuados em anos anteriores nas redes FTTH e 4G-LTE; (2) menores investimentos em projetos de Tecnologias e Sistemas de Informação ( TI/SI ), em resultado do elevado investimento realizado em 2013 na implantação do Data Centre na Covilhã; e (3) menores investimentos com a aquisição de clientes, explicados por menores custos unitários dos equipamentos e um menor churn nos serviços de TV por subscrição e de banda larga. Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o número de empregados afetos a este segmento era de 7.990 e 7.526, respetivamente, um aumento que reflete o contributo da PT Cloud e Data Centers em 31 de dezembro de 2014, uma vez que este negócio foi incluído neste segmento a partir de janeiro 2014. b) Reconciliação das receitas e do resultado líquido e informação por mercado geográfico Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a reconciliação entre as receitas do segmento de Telecomunicações em Portugal e o total das receitas consolidadas é como segue: 2014 2013 Receitas relativas ao segmento de Telecomunicações em Portugal 2.455.116.335 2.559.609.264 Receitas relativas a outras operações (i) 588.583.533 418.821.667 Eliminação de receitas intragrupo (ii) (325.928.355) (350.094.206) Total das receitas consolidadas 2.717.771.513 2.628.336.725 (i) (ii) Como mencionando acima, os outros negócios incluem essencialmente as empresas MTC, Cabo Verde Telecom, Timor Telecom e algumas empresas Portuguesas de suporte ao negócio, os quais são monitorizados pela gestão numa base individual. O aumento nesta rubrica é explicado principalmente pela contribuição dos negócios internacionais a partir de maio de 2014, sequência da aquisição da PT Participações (Nota 1), efeito parcialmente compensado pela contribuição da PT Cloud e Data Centers em 2013, uma vez que esta entidade foi incluída no segmento de Telecomunicações em Portugal a partir de janeiro de 2014. A redução nesta rubrica reflete essencialmente a eliminação das receitas intragrupo da PT Cloud e Data Centers em 2013, entidade que prestava fundamentalmente serviços ao segmento de Telecomunicações em Portugal e a partir de janeiro de 2014 foi incluída nesse mesmo segmento. Este efeito foi parcialmente compensado por um aumento das eliminações decorrente da consolidação dos negócios internacionais a partir de maio de 2014, uma vez que diversas empresas em Portugal prestam serviços a essas mesmas entidades. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 87
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a reconciliação entre o resultado antes de resultados financeiros e impostos do segmento de Telecomunicações em Portugal e o resultado líquido consolidado é como segue: 2014 2013 Resultado antes de resultados financeiros e impostos: Telecomunicações em Portugal (575.461.462) 138.119.016 Outros negócios (i) (655.870.179) 52.389.915 Resultado antes de resultados financeiros e impostos consolidado (1.231.331.641) 190.508.931 Ganhos (perdas) financeiros: Juros suportados, líquidos (Nota 16) (286.483.425) (261.361.892) Ganhos (perdas) com variações cambiais, líquidos (Note 17) 8.102.203 (3.452.352) Perdas em ativos financeiros e outros investimentos, líquidas (Nota 18) (12.650) (1.115.042) Perdas em empreendimentos conjuntos, líquidas (Nota 31) (977.076.231) 37.042 Ganhos em empresas associadas, líquidos (Nota 32) 847.111 32.969.600 Outras despesas financeiras, líquidas (Nota 19) (49.144.535) (10.326.347) Imposto sobre o rendimento (Nota 20) (51.200.825) (78.483.948) Resultado líquido (antes de interesses não controladores) (2.586.299.993) (131.224.008) (i) A variação nesta rubrica reflete essencialmente (1) uma imparidade de 517 milhões de registada em 2014 de forma a ajustar o valor contabilístico dos investimentos na Rio Forte para o respetivo valor recuperável baseado na cotação das ações da Oi (Nota 29), (2) uma perda de 69 milhões de registada no âmbito da aquisição da PT Participações, e (3) um ganho de 134 milhões de registado em 2013 resultante da liquidação de obrigações contratuais que tinham sido assumidas no âmbito da aquisição do investimento na Oi. Informações mais detalhadas sobre estas perdas e ganhos são divulgadas na Nota 15. O total do ativo, do passivo e dos ativos tangíveis e intangíveis por mercado geográfico em 31 de dezembro de 2014 e 2013, e os investimentos em ativos tangíveis e intangíveis nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 são como segue: 2014 Total do ativo Total do passivo Ativos tangíveis (Nota 36) Ativos intangíveis (Nota 35) Investimento em ativos tangíveis e intangíveis (ii) Portugal 8.160.800.889 3.571.586.859 3.064.466.068 620.295.647 397.326.221 Outros (i) 2.672.155.557 5.610.860.366 732.733 738.928 42.081.007 10.832.956.446 9.182.447.225 3.065.198.801 621.034.575 439.407.228 2013 Total do ativo Total do passivo Ativos tangíveis (Nota 36) Ativos intangíveis (Nota 35) Investimento em ativos tangíveis e intangíveis (ii) Portugal 11.519.556.928 9.642.460.895 3.277.131.500 701.380.297 508.793.905 Outros (i) 2.641.070.775 7.200.936 795.623 670.769 896.860 14.160.627.703 9.649.661.831 3.277.927.123 702.051.066 509.690.765 (i) (ii) O ativo em 31 de dezembro de 2013 respeitava essencialmente ao investimento na Bratel BV o qual foi alienado em 2 de maio de 2014 (Nota 1), entidade que detinha indiretamente os investimentos na Oi e nos seus acionistas controladores. O ativo e o passivo em 31 de dezembro de 2014 incluem essencialmente os ativos e passivos dos negócios internacionais classificados como detidos para venda (Nota 1), nos montantes de 2.297 milhões de e 264 milhões de, respetivamente, e os ativos e passivos da PT Finance, entidade adquirida em maio de 2014 (Nota 1), nos montantes de 324 milhões de e 5.331 milhões de, respetivamente, os quais estão relacionados respetivamente com a valorização dos títulos da Rio Forte (Nota 29) e com os financiamentos externos contraídos por esta entidade. O total dos investimentos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 inclui investimentos em ativos tangíveis nos montantes de 312 milhões de e 459 milhões de (Nota 36), respetivamente, e investimentos em ativos intangíveis nos montantes de 127 milhões de e 51 milhões de (Nota 35), respetivamente. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 88
8. Custos com o pessoal Os custos com o pessoal nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 têm a seguinte composição: 2014 2013 Remunerações 298.940.354 266.998.043 Encargos sociais 58.832.593 54.794.655 Cuidados de saúde com empregados no ativo 4.566.639 4.283.030 Formação 3.159.994 1.199.798 Outros 7.298.690 7.131.986 372.798.270 334.407.512 Em 2014, o aumento nesta rubrica é explicado principalmente (1) pela consolidação dos negócios internacionais e da PT Centro Corporativo a partir de maio e abril de 2014 (42 milhões de ), no seguimento da aquisição dos investimentos na PT Participações e na PT Centro Corporativo (Nota 1), respetivamente, bem como (2) pelo aumento dos custos no segmento de Telecomunicações em Portugal (14 milhões de Nota 7.a), o qual decorre essencialmente da inclusão da PT Cloud e Data Centers neste segmento a partir de janeiro de 2014, cujo efeito mais do que compensou menores remunerações variáveis e em horário extraordinário, melhores níveis de eficiência em determinados processos internos e menores custos com pessoal decorrentes dos planos de restruturação implementados no segundo trimestre de 2013 e terceiro trimestre de 2014. Estes efeitos foram compensados pela menor contribuição das empresas de suporte ao negócio em Portugal, beneficiando do facto de a PT Cloud e Data Centers, cujos custos com pessoal ascenderam a 18 milhões de em 2013, ter passado a fazer parte do segmento de Telecomunicações em Portugal a partir de janeiro de 2014. 9. Custos diretos dos serviços prestados Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: (i) 2014 2013 Custos com telecomunicações (i) 271.144.971 247.918.160 Custos de programação (ii) 129.189.845 127.947.120 Alugueres (i) 22.750.686 21.287.425 Listas telefónicas (iii) 17.354.222 20.672.485 Outros (iv) 31.728.114 25.747.442 472.167.838 443.572.632 Em 2014 e 2013, estas rubricas incluem custos relacionados com contratos de locação operacional nos montantes totais de 41.941.122 e 34.295.107, respetivamente (Nota 12). (ii) Esta rubrica respeita essencialmente a custos de programação incorridos pelo negócio de televisão por subscrição em Portugal, em resultado do contínuo crescimento destes serviços e não obstante a redução do custo por cliente, à medida que o serviço de TV por subscrição vai atingindo massa crítica. (iii) A redução nesta rubrica está diretamente relacionada com o declínio no negócio de listas telefónicas. (iv) Esta rubrica inclui principalmente custos com conteúdos móveis. O aumento nesta rubrica é explicado principalmente (1) pelo impacto da consolidação dos negócios internacionais a partir de maio de 2014 (17 milhões de ), no seguimento da aquisição da PT Participações (Nota 1), e (2) por um aumento dos custos diretos no negócio de telecomunicações em Portugal (12 milhões de Nota 7.a), o qual reflete um aumento nos custos associados com a oferta de soluções TI/SI e maiores custos de tráfego, efeitos que mais do que compensaram a redução nos serviços prestados e os menores custos associados ao negócio de listas telefónicas. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 89
10. Custo das mercadorias vendidas Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Custo das mercadorias vendidas 106.362.001 123.267.383 Aumentos nos ajustamentos para existências (Nota 41) 534.205 3.338.294 Reduções nos ajustamentos para existências (Nota 41) (9.429.235) (2.363.216) 97.466.971 124.242.461 A redução de 27 milhões de nesta rubrica reflete principalmente uma menor contribuição do segmento de telecomunicações em Portugal (29 milhões de ), a que é explicada por menores vendas de equipamentos, menores custos unitários dos mesmos, bem como reduções nos ajustamentos para depreciação de existências. A redução no segmento de telecomunicações em Portugal foi parcialmente compensada pela consolidação dos negócios internacionais a partir de maio de 2014 (9 milhões de ). 11. Fornecimentos, serviços externos e outras despesas Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Serviços de suporte (i) 151.074.143 194.004.203 Manutenção e reparação 102.317.727 92.372.490 Comissões 92.265.077 86.282.290 Trabalhos especializados 92.252.308 100.410.785 Eletricidade 48.381.442 47.226.702 Locação operacional (Nota 12) 28.569.992 26.469.854 Comunicação 12.374.985 11.812.711 Deslocações e estadas 10.242.883 7.801.511 Outros (ii) 71.560.310 37.260.141 609.038.867 603.640.687 (i) (ii) Esta rubrica inclui custos incorridos com serviços administrativos, financeiros e outros serviços de gestão prestados pela PT Centro Corporativo durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2013 e o primeiro trimestre de 2014, o que explica a redução ocorrida entre os dois exercícios. No seguimento da aquisição da PT Centro Corporativo em 31 de março de 2014 (Nota 1), estes custos passaram a ser eliminados e são consolidados desde então os custos operacionais da PT Centro Corporativo, incluindo essencialmente gastos com pessoal e serviços de terceiros. O aumento nesta rubrica reflete, entre outros efeitos, um ganho de 15 milhões de reconhecido em 2013 relativo à redução parcial da responsabilidade com desmantelamento de antenas instaladas em propriedade alheia. O aumento de 6 milhões de no total dos fornecimentos e serviços externos e outras despesas é explicado principalmente pelo impacto da consolidação dos negócios internacionais a partir de maio de 2014 (36 milhões de ). Este efeito foi parcialmente compensado (1) por uma menor contribuição das empresas de suporte ao negócio em Portugal, beneficiando de a PT Cloud e Data Centers ter sido incluída no segmento de Telecomunicações em Portugal a partir de janeiro de 2014, e (2) pela menor contribuição do negócio de telecomunicações em Portugal (24 milhões de ), refletindo os benefícios decorrentes da implementação das redes FTTH e 4G-LTE e do programa de transformação operacional, os quais continuam a ser visíveis através da melhoria da qualidade de serviço e de menores custos de infraestrutura, e os maiores custos com manutenção e reparação no primeiro trimestre de 2013 devido às condições meteorológicas adversas nesse período. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 90
12. Locação operacional Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os custos incorridos com contratos de locação operacional foram reconhecidos nas seguintes rubricas: 2014 2013 Custos diretos dos serviços prestados (Nota 9) (i) 41.941.122 34.295.107 Fornecimentos, serviços externos e outras despesas (Nota 11) (ii) 28.569.992 26.469.854 70.511.114 60.764.961 (i) (ii) Esta rubrica respeita essencialmente a custos com o aluguer de capacidade e gestão de redes. Esta rubrica respeita essencialmente a custos com o aluguer de imóveis e de equipamento de transporte. Em 31 de dezembro de 2014, as responsabilidades futuras da PT Portugal com contratos de locação operacional não canceláveis têm a seguinte maturidade: 2015 30.504.349 2016 18.578.522 2017 16.291.698 2018 14.275.530 2019 12.135.251 2020 e anos seguintes 28.750.862 120.536.212 13. Impostos indiretos Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Taxas de utilização de espectro (i) 30.215.100 24.545.383 Outros (ii) 14.527.355 4.666.005 44.742.455 29.211.388 (i) (ii) Esta rubrica inclui essencialmente taxas de utilização de espectro das operações de serviço móvel em Portugal. O aumento nesta rubrica reflete essencialmente a consolidação dos negócios internacionais a partir de maio de 2014 (6 milhões de ), no seguimento da aquisição da PT Participações, e determinados impostos, incluindo essencialmente IVA não dedutível e imposto de selo, suportados pela PT Portugal no âmbito das operações societárias realizadas para efeitos do aumento de capital da Oi, nomeadamente a transferência de financiamentos da PT SGPS para a PT Portugal. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 91
14. Custos com benefícios de reforma 14.1. Descrição dos planos e pressupostos utilizados Conforme referido na Nota 3, a Meo Comunicações é responsável pelo pagamento de complementos de pensões de reforma a empregados reformados, pelo pagamento de cuidados de saúde a empregados reformados e familiares elegíveis e pelo pagamento de salários a empregados suspensos e pré-reformados até à idade da reforma. Os estudos atuariais dos planos de benefícios definidos da PT Portugal com referência a 31 de dezembro de 2014 e 2013 foram elaborados com base no Método da Unidade de Crédito Projetada e utilizando os seguintes pressupostos financeiros e demográficos: 2014 2013 Pressupostos financeiros Taxa de desconto: Complementos de pensões 1,50% 3,00% Salários de suspensos e pré-reformados 0,50% 2,00% Cuidados de saúde 2,00% 4,00% Taxa de crescimento salarial para responsabilidades com: Complementos de pensões e cuidados de saúde 0% - 1.75% 1,75% Salários de suspensos e pré-reformados (i) 0% - 1.75% 0% - 1.75% Taxa de crescimento das pensões Indexado a PIB Indexado a PIB Fator de sustentabilidade Aplicável Aplicável Taxa de inflação 2,00% 2,00% Taxa de crescimento dos custos com saúde 3,00% 3,00% Pressupostos demográficos Tábuas de mortalidade para os beneficiários ativos e não ativos: Homens PA (90)m - ajustada PA (90)m ajustada Mulheres PA (90)f - ajustada PA (90)f ajustada Idade da reforma (ii) 66 65-66 Tabela de Invalidez (Swiss Reinsurance Company) 25% 25% Empregados ativos com cônjuges inscritos no plano 35% 35% Rotatividade dos empregados Nula Nula (i) (ii) Para os salários a pagar entre 2015 e 2017, a taxa de crescimento salarial varia entre 0% e 1% em função do valor do salário. A partir de 2018, a taxa de crescimento salarial será de 1,75% para todas as situações. Em 2013, a idade de reforma em Portugal foi alterada de 65 para 66 anos. Esta alteração foi aplicável em 2013 para a maioria dos beneficiários dos planos de benefícios de reforma da PT Portugal, tendo-se tornado aplicável para os restantes beneficiários apenas em 2014. Os principais pressupostos atuariais acima descriminados foram definidos tendo em consideração os seguintes aspetos: A taxa anual de desconto das responsabilidades foi estimada com base em taxas de rendimento de longo prazo de obrigações da zona Euro de elevado rating à data da Demonstração Consolidada da Posição Financeira, com maturidades equiparáveis às das responsabilidades com complementos de pensões, salários e cuidados de saúde (entre 3 e 14 anos). A taxa de rendimento dos fundos de longo prazo é a mesma que a taxa de desconto utilizada para o cálculo das responsabilidades, conforme requerido pela versão revista da IAS 19 Benefícios aos Empregados. A taxa anual de crescimento salarial foi determinada de acordo com a política salarial definida pelo Grupo e o fator de sustentabilidade foi estabelecido em linha com informação do Governo Português. Os pressupostos demográficos considerados têm por base as tábuas de mortalidade geralmente aceites para efeitos de valorização atuarial, sendo estas tabelas ajustadas periodicamente de modo a refletir a experiência de mortalidade ocorrida no universo fechado dos participantes nos planos. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 92
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o impacto total das alterações nos pressupostos atuariais correspondeu a uma perda líquida de 267.005.696 e de 139.474.542 (Nota 14.5), respetivamente, e foi reconhecido diretamente na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral. O impacto de um aumento (diminuição) de 25bp na taxa de desconto atuarial utilizada corresponderia a uma diminuição (aumento) das responsabilidades com benefícios de reforma em aproximadamente 25 milhões de em 31 de dezembro de 2014. O impacto de um aumento (diminuição) de 1% no pressuposto atuarial da taxa de desconto levaria a um aumento (diminuição) dos custos com benefícios de reforma no exercício findo em 31 de dezembro de 2014 em, aproximadamente, 9 milhões de, decorrente do aumento (diminuição) no custo líquido financeiro. O impacto de um aumento (diminuição) de 1% na taxa de crescimento dos custos com cuidados de saúde corresponderia a um aumento (diminuição) das responsabilidades com benefícios de reforma em aproximadamente 99 milhões de (78 milhões de ) em 31 de dezembro de 2014. 14.1.1 Complementos de pensão de reforma As responsabilidades pelo pagamento de complementos de pensões de reforma a empregados reformados ou ainda no ativo são como segue: Os reformados e empregados oriundos da Companhia Portuguesa Rádio Marconi, S.A. ( Marconi, uma empresa incorporada na Meo Comunicações em 2002), contratados antes de 1 de fevereiro de 1998, têm direito a receber da Caixa Marconi um complemento de pensões ( Fundo Complementar Marconi ). Adicionalmente, a Meo Comunicações contribui para o Fundo de Melhoria Marconi com 1,55% dos salários pagos a esses empregados, o qual por sua vez é responsável pelo pagamento do referido complemento de pensão. Os reformados e empregados oriundos dos TLP e TDP, contratados antes de 23 de junho de 1994, têm direito a receber da Meo Comunicações um complemento da pensão de reforma paga pelo Regime Geral da Segurança Social. No momento da reforma, a Meo Comunicações paga uma gratificação de valor fixo a cada empregado, em função dos seus anos de serviço e salário. Os empregados contratados pela Meo Comunicações ou por alguma das suas empresas predecessoras após as datas acima indicadas não têm direito a estes benefícios, dado que se encontram abrangidos pelo Regime Geral da Segurança Social. Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os planos do Grupo abrangiam 19.859 e 19.841 beneficiários, respetivamente, incluindo ativos, préreformados e suspensos e reformados, dos quais cerca de 63% e 64% já não se encontram no ativo, respetivamente. De acordo com os estudos atuariais, as responsabilidades projetadas com complementos de pensões foi como segue: 2014 2013 Valor actual das responsabilidades projetadas 124.010.002 117.220.407 Valor de mercado dos fundos (92.162.000) (94.660.571) Valor actual das responsabilidades não financiadas (Nota 14.2) 31.848.002 22.559.836 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 93
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o movimento ocorrido nas responsabilidades projetadas com complementos de pensões foi como segue: 2014 2013 Saldo inicial das responsabilidades projetadas 117.220.407 127.330.646 Pagamentos de benefícios e contribuições Benefícios pagos pela Empresa (Nota 14.3) (1.562.217) (812.663) Benefícios pagos pelos fundos (8.693.601) (9.008.398) Custos com benefícios de reforma Custo com o serviço do exercício 489.000 584.471 Custo financeiro do exercício 3.211.000 3.484.351 Ganho com serviços passados - (2.168.000) Custos (ganhos) com redução de efetivos (Nota 14.4) (127.000) 787.000 Perdas (ganhos) atuariais, líquidos 13.472.413 (2.977.000) Saldo final das responsabilidades projetadas 124.010.002 117.220.407 Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a composição do valor de mercado dos ativos dos fundos de pensões era como segue: 2014 2013 Valor % Valor % Ações (i) 19.335.186 21,0% 19.300.270 20,4% Obrigações (i) 58.445.278 63,4% 57.294.887 60,5% Imobiliário 2.270.149 2,5% 2.314.224 2,4% Disponibilidades, contas a receber e outros ativos (ii) 12.111.387 13,1% 15.751.190 16,6% 92.162.000 100,0% 94.660.571 100,0% (i) (ii) Os investimentos em ações e obrigações estão cotados em mercados ativos. Esta rubrica inclui depósitos a prazo nos montantes de 5,6 milhões de e 5,4 milhões de em 31 de dezembro de 2014 e 2013, respetivamente. A PT Portugal está igualmente exposta ao risco de alterações no justo valor dos ativos dos fundos associados aos planos de benefícios de reforma definidos. O principal propósito da política de investimento é a manutenção do capital através de cinco princípios base: (1) diversificação; (2) imputação estratégica estável dos ativos e balanceamento disciplinado; (3) menor exposição a flutuações de moeda; (4) instrumentos especializados para cada classe de ativos; e (5) controlo de custos. Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o movimento ocorrido no valor de mercado dos ativos dos fundos de pensões foi como segue: 2014 2013 Saldo inicial dos ativos dos fundos de pensões 94.660.571 99.529.441 Rendimento real dos fundos 4.952.030 3.660.130 Pagamento de benefícios (8.693.601) (9.008.398) Contribuições efetuadas pela Empresa (Nota 14.3) 1.243.000 479.398 Saldo final dos ativos dos fundos de pensões 92.162.000 94.660.571 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 94
A composição do custo líquido com complementos de pensões nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 é como segue: 2014 2013 Custo com o serviço 489.000 584.471 Custo financeiro líquido 498.000 631.351 Ganhos com serviços passados - (2.168.000) Custo corrente (Nota 14.4) 987.000 (952.178) Custos (ganhos) com redução de efetivos (127.000) 787.000 Custo com redução de efetivos (Nota 14.4) (127.000) 787.000 Custo total com complementos de pensões 860.000 (165.178) Os ganhos e perdas atuariais resultam essencialmente da alteração dos pressupostos atuariais e das diferenças entre esses mesmos pressupostos e os dados reais, sendo reconhecidos diretamente no capital próprio, e apresentados na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral. Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o movimento no valor acumulado das perdas atuariais líquidas, foi como segue: 2014 2013 Saldo inicial 122.090.614 125.874.744 Alteração de pressupostos atuariais (Nota 14.5) 13.995.000 (1.059.000) Diferenças entre os dados reais e os pressupostos atuariais (Nota 14.5): Relacionados com as responsabilidades (i) (522.587) (1.918.000) Relacionados com os ativos dos fundos (2.239.030) (807.130) Saldo final 133.323.997 122.090.614 (i) As diferenças entre os dados reais e os pressupostos atuariais relacionados com as responsabilidades resultam essencialmente de informação atualizada relativa aos beneficiários. 14.1.2 Cuidados de saúde A Meo Comunicações patrocina o pagamento de cuidados de saúde aos seus empregados ativos, com suspensão de contrato, préreformados, reformados e aposentados, bem como aos respetivos familiares elegíveis. A prestação dos serviços de assistência médica é assegurada pela PT-ACS, a qual foi constituída com o único objetivo de proceder à gestão corrente dos Planos de Saúde. Estes Planos de Saúde patrocinados pela Meo Comunicações abrangem todos os empregados contratados pela PT Comunicações até 31 de dezembro de 2000 e os empregados contratados pela Marconi até 1 de fevereiro de 1998. O financiamento dos Planos de Saúde é composto pelas contribuições definidas dos beneficiários titulares para a PT-ACS, sendo o remanescente garantido pela Meo Comunicações que, em 2004, constituiu um fundo autónomo para o efeito. Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os planos de saúde do Grupo abrangiam 22.987 e 23.503 beneficiários relativos a empregados ativos e reformados, dos quais aproximadamente 77% eram não ativos. Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2014 e 2013, estes planos abrangiam ainda 9.488 e 10.268 beneficiários que são familiares dos empregados ativos e reformados. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 95
Com base nos estudos atuariais, as responsabilidades projetadas com cuidados de saúde, o valor atual do fundo autónomo e os ganhos com serviços passados em 31 de dezembro de 2014 e 2013 são como segue: 2014 2013 Valor atual das responsabilidades projetadas 401.030.826 376.483.029 Valor de mercado do fundo autónomo (159.239.986) (291.667.071) Valor atual das responsabilidades não financiadas (Nota 14.2) 241.790.840 84.815.958 Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o movimento ocorrido no valor atual das responsabilidades projetadas foi como segue: 2014 2013 Saldo inicial das responsabilidades projetadas 376.483.029 375.360.964 Benefícios pagos pela Empresa (Nota 14.3) (20.851.174) (18.864.011) Custos com benefícios de reforma Custo com o serviço do exercício 3.388.000 3.640.669 Custo financeiro do exercício 14.741.000 14.706.407 Custos com redução de efetivos (Nota 14.4) (105.000) 1.336.000 Alteração de benefícios (Nota 14.4) (55.188.000) - Perdas atuariais, líquidas 82.562.971 303.000 Saldo final das responsabilidades projetadas 401.030.826 376.483.029 Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a composição do justo valor do fundo autónomo afeto à cobertura de responsabilidades com cuidados de saúde era como segue: 2014 2013 Valor % Valor % Ações (i) - 0,0% 87.389.300 30,0% Obrigações (ii) - 0,0% 57.595.149 19,7% Disponibilidades, contas a receber e outros ativos (iii) 159.239.986 100,0% 146.682.622 50,3% 159.239.986 100,0% 291.667.071 100,0% (i) Em 31 de dezembro de 2013, esta rubrica corresponde a investimentos em ações do Banco Espírito Santo ( BES ), as quais se encontravam cotadas em mercado ativo. Em 3 de agosto de 2014, o governo Português anunciou uma restruturação societária do Banco Espírito Santo através da qual os acionistas do BES naquela data se tornaram acionistas de uma entidade que inclui todos os ativos não relacionados com a atividade bancária e sem cotação de mercado. Em resultado destes eventos, a Empresa entendeu ajustar integralmente a totalidade do seu investimento em ações do BES. Não obstante, o pagamento das responsabilidades com cuidados de saúde após a reforma continuará a ser assegurado pela Empresa em até 30 anos, não existindo obrigação legal de antecipar esse financiamento. (ii) Em 31 de dezembro de 2013, esta rubrica inclui investimentos em obrigações da PT Portugal (Nota 48), as quais se encontram cotadas em mercado ativo, tendo sido liquidadas durante o ano 2014. (iii) Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica inclui essencialmente investimentos nos fundos de capital de risco Ongoing International Capital Markets e Ongoing International Private Equity nos montantes totais de 79 milhões de e 95 milhões de, respetivamente, os quais são geridos pela Global Investment Opportunities SICAV. Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica inclui investimentos em outros fundos de capital de risco no montante de 22 milhões de em ambas as datas, depósitos a prazo nos montantes de 11 milhões de e 14 milhões de, respetivamente, e contas a receber de clientes de empresas do Grupo PT Portugal nos montantes totais de 46 milhões de e 15 milhões de, respetivamente, no seguimento de contratos de cessão de créditos celebrados com essas empresas para a transferência dos mesmos para os ativos dos fundos. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 96
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o movimento ocorrido no valor de mercado dos ativos deste fundo foi como segue: 2014 2013 Saldo inicial dos ativos do fundo 291.667.071 299.865.329 Rendimento real dos fundos (i) (120.926.637) 13.840.743 Reembolsos (Nota 14.3) (ii) (11.500.448) (22.039.001) Saldo final dos ativos do fundo 159.239.986 291.667.071 (i) A desvalorização ocorrida em 2014 reflete essencialmente o impacto da situação do Banco Espírito Santo acima descrita. O investimento em ações do BES ascendia a 87 milhões de em 31 de dezembro de 2013, valor que deve ser acrescido do montante de 25 milhões de correspondente à participação no aumento de capital do BES ocorrido no segundo trimestre de 2014 (ii) Esta rubrica corresponde aos reembolsos de despesas de saúde pagas pela PT Comunicações. A composição do custo (ganho) com cuidados de saúde nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 é como segue: 2014 2013 Custo com o serviço do exercício 3.388.000 3.640.669 Custo financeiro líquido 2.702.000 2.711.407 Custo (ganho) corrente (Nota 14.4) 6.090.000 6.352.076 Custos (ganhos) com redução de efetivos (105.000) 1.336.000 Alteração de benefícios (55.188.000) - (Ganho) custo com redução de efetivos (Nota 14.4) (55.293.000) 1.336.000 Custo (ganho) com cuidados de saúde (49.203.000) 7.688.076 Os ganhos e perdas atuariais resultam essencialmente da alteração dos pressupostos atuariais e das diferenças entre esses mesmos pressupostos e os dados reais, sendo reconhecidos diretamente na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral. O movimento no valor acumulado das perdas atuariais líquidas durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 foi como segue: 2014 2013 Saldo inicial 246.330.286 247.873.029 Alteração de pressupostos atuariais (Nota 14.5) 104.153.000 (1.116.000) Diferenças entre os dados reais e os pressupostos atuariais assumidos (Nota 14.5): Relacionadas com as responsabilidades (21.590.029) 1.419.000 Relacionadas com os ativos do fundo 132.965.637 (1.845.743) Saldo final 461.858.894 246.330.286 14.1.3 Salários A PT Portugal é responsável pelo pagamento de salários a empregados suspensos e pré-reformados, até à idade da reforma, em resultado de acordos entre ambas as partes. Estas responsabilidades não estão sujeitas a qualquer requisito legal de financiamento, pelo que o pagamento mensal dos salários é efetuado diretamente por cada uma das subsidiárias da PT Portugal. Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, existiam 4.891 e 5.330 empregados suspensos e pré-reformados, respetivamente. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 97
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o movimento ocorrido no valor atual das responsabilidades projetadas é como segue: 2014 2013 Saldo inicial das responsabilidades projetadas 843.329.786 730.114.603 Benefícios pagos pela Empresa (Nota 14.3) (149.658.147) (157.454.475) Custo financeiro do exercício (Nota 14.4) 15.203.586 13.274.915 Custos com redução de efetivos (Nota 14.4) 12.556.096 112.593.328 Perdas (ganhos) atuariais, líquidos 40.243.705 144.801.415 Alterações no perímetro de consolidação 52.901 - Saldo final das responsabilidades projetadas (Nota 14.2) 761.727.927 843.329.786 Os ganhos e perdas atuariais resultam essencialmente da alteração dos pressupostos atuariais e das diferenças entre esses mesmos pressupostos e os dados reais, sendo reconhecidos diretamente na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral. O movimento no valor acumulado das perdas atuariais líquidas durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 foi como segue: 2014 2013 Saldo inicial 309.695.620 164.894.205 Alteração de pressupostos atuariais (Nota 14.5) 51.768.000 103.586.000 Diferenças entre os dados reais e os pressupostos atuariais (Nota 14.5) (11.524.295) 41.215.415 Saldo final 349.939.325 309.695.620 14.2. Responsabilidades com planos de benefícios de reforma Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os movimentos nas responsabilidades com benefícios de reforma, líquido do justo valor dos ativos dos planos, foi como segue: Complementos de pensões (Nota 14.1.1) Salários devidos Cuidados a suspensos e de saúde pré-reformados (Nota 14.1.2) (Nota 14.1.3) Total Saldo em 31 de dezembro de 2012 27.801.205 75.495.635 730.114.603 833.411.443 Custo (ganho) do exercício (Nota 14.4) (952.178) 6.352.076 13.274.915 18.674.813 Custos com redução de efetivos (Nota 14.4) 787.000 1.336.000 112.593.328 114.716.328 Pagamentos, contribuições e reembolsos (Nota 14.3) (1.292.061) 3.174.990 (157.454.475) (155.571.546) Perdas (ganhos) atuariais, líquidos (Nota 14.5) (3.784.130) (1.542.743) 144.801.415 139.474.542 Saldo em 31 de dezembro de 2013 22.559.836 84.815.958 843.329.786 950.705.580 Transferências entre planos - - 52.901 52.901 Custo (ganho) do exercício (Nota 14.4) 987.000 6.090.000 15.203.586 22.280.586 Custos de curtailment (Nota 14.4) (127.000) (55.293.000) 12.556.096 (42.863.904) Pagamentos, contribuições e reembolsos (Nota 14.3) (2.805.217) (9.350.726) (149.658.147) (161.814.090) Perdas (ganhos) atuariais, líquidos (Nota 14.5) 11.233.383 215.528.608 40.243.705 267.005.696 Saldo em 31 de dezembro de 2014 31.848.002 241.790.840 761.727.927 1.035.366.769 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 98
Um plano de complementos pensão apresenta posição excedentária pelo que o mesmo foi apresentado na Demonstração Consolidada da Posição Financeira separadamente do saldo daquele fundo com posição deficitária. Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o valor líquido das responsabilidades com planos de pensões e saúde foi reconhecido na Demonstração Consolidada da Posição Financeira como segue: 2014 2013 Planos com uma situação deficitária Complementos de pensões 33.873.002 24.393.836 Cuidados de saúde 241.790.840 84.815.958 Salários de pré-reformados e suspensos 761.727.927 843.329.786 1.037.391.769 952.539.580 Planos com uma situação excedentária Pensões (2.025.000) (1.834.000) (2.025.000) (1.834.000) 1.035.366.769 950.705.580 14.3. Fluxos de caixa com planos de benefícios de reforma Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os pagamentos e contribuições respeitantes a benefícios de reforma foram como segue: 2014 2013 Complementos de pensões Contribuições para os fundos (Nota 14.1.1) 1.243.000 479.398 Pagamentos de prémios a pré-reformados e suspensos (Nota 14.1.1) 1.562.217 812.663 Sub total (Nota 14.2) 2.805.217 1.292.061 Cuidados de saúde Reembolsos (Nota 14.1.2) (11.500.448) (22.039.001) Pagamentos de despesas com cuidados de saúde (Nota 14.1.2) 20.851.174 18.864.011 Sub total (Nota 14.2) 9.350.726 (3.174.990) Outros pagamentos Pagamentos de salários a pré-reformados e suspensos (Notas 14.1.3 e 14.2)) 149.658.147 157.454.475 Pagamento por cessação de contrato de trabalho (Nota 14.4) 13.785.169 3.340.731 Custo do serviço relativo às responsabilidades transferidas para o Estado Português (i) 19.999.493 22.337.313 Total 183.442.809 183.132.519 195.598.752 181.249.590 (i) Esta rubrica corresponde à contribuição paga pela PT Portugal à Segurança Social relacionada com o serviço anual de empregados ativos que tinham direito a benefícios de reforma no âmbito dos planos de benefícios de reforma da Empresa transferidos para o Estado Português em dezembro de 2010. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 99
14.4. Custos com planos de benefícios de reforma Os custos com planos de benefícios de reforma e com redução de efetivos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 são como segue: 2014 2013 Custos (ganhos) com benefícios de reforma Complementos de pensões (Notas 14.1.1 e 14.2) 987.000 (952.178) Cuidados de saúde (Notas 14.1.2 e 14.2) 6.090.000 6.352.076 Salários (Notas 14.1.3 e 14.2) 15.203.586 13.274.915 Custo do serviço relativo às responsabilidades transferidas para o Estado Português (i) 19.922.193 21.783.507 42.202.779 40.458.320 Custos de curtailment Complementos de pensões (Notas 14.1.1 e 14.2) (127.000) 787.000 Cuidados de saúde (Notas 14.1.2 e 14.2) (ii) (55.293.000) 1.336.000 Salários (Notas 14.1.3 e 14.2) (iii) 12.556.096 112.593.328 Pagamentos por cessação de contratos de trabalho (Nota 14.3) (iii) 13.785.169 3.340.731 (29.078.735) 118.057.059 (i) Esta rubrica corresponde à contribuição fixa paga pela PT Portugal à Segurança Social relacionada com o serviço anual dos empregados ativos e suspensos que tinham direito a pensão no âmbito dos planos de benefícios de reforma da Empresa que foram transferidos para o Estado Português em dezembro de 2010. (ii) Em 2014, esta rubrica respeita ao impacto total de um conjunto de alterações introduzidas ao plano de saúde que foram acordadas entre a Empresa e as Estruturas de Representação Coletiva dos Trabalhadores. O impacto destas alterações traduziu-se numa redução das responsabilidades em 55,3 milhões de, montante que foi reconhecido nesta rubrica como um ganho com serviços passados. As alterações introduzidas no plano estão relacionadas essencialmente com redução de comparticipações e plafonds e limitação de algumas isenções. (iii) Em 2014, os custos registados nestas rubricas, no montante total de aproximadamente 26 milhões de, respeitam a um plano de redução de efetivos implementado no terceiro trimestre de 2014. O custo registado em 2013 está relacionado com um programa de redução de efetivos implementado no segundo trimestre de 2013, abrangendo cerca de 400 empregados. 14.5. Perdas (ganhos) atuariais, líquidos Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, as perdas (ganhos) atuariais líquidos registados na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral foram como segue: 2014 2013 Alterações nos pressupostos atuariais Complementos de pensões (Nota 14.1.1) 13.995.000 (1.059.000) Cuidados de saúde (Nota 14.1.2) 104.153.000 (1.116.000) Salários (Nota 14.1.3) 51.768.000 103.586.000 Sub-total 169.916.000 101.411.000 Diferenças entre os dados reais e os pressupostos atuariais Complementos de pensões (Nota 14.1.1) (2.761.617) (2.725.130) Cuidados de saúde (Nota 14.1.2) 111.375.608 (426.743) Salários (Nota 14.1.3) (11.524.295) 41.215.415 Sub-total 97.089.696 38.063.542 Total (Notas 14.2 e 43.4) 267.005.696 139.474.542 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 100
As perdas atuariais líquidas decorrentes de alterações nos pressupostos atuariais estão relacionadas com as alterações nos pressupostos atuariais financeiros e demográficos detalhados na Nota 14.1, refletindo essencialmente o seguinte: As perdas atuariais reconhecidas em 2014, no montante total de 170 milhões de, incluem o impacto de alterações nos pressupostos financeiros, no montante de 148 milhões de, refletindo basicamente o efeito da redução nas taxas de desconto, e o impacto de alterações nos pressupostos demográficos, no montante de 21 milhões de, correspondente à alteração da idade da reforma de 65 para 66 anos para os beneficiários dos planos em que tal não foi aplicável em 2013; As perdas atuariais reconhecidas em 2013, no montante de 101 milhões de, incluem essencialmente do impacto da alteração da idade de reforma de 65 para 66 anos de idade para a maioria dos beneficiários dos planos. O detalhe dos ganhos e perdas atuariais decorrentes das diferenças entre os dados reais e os pressupostos atuariais é como segue: As perdas atuariais reconhecidas em 2014, no montante de 97 milhões de, incluem (1) uma perda de 131 milhões de relacionado com a diferença entre a rendibilidade real e a rendibilidade esperada dos ativos dos fundos calculada com base nas taxas de desconto utilizadas no cálculo das responsabilidades projetadas, perda esta que reflete basicamente a desvalorização do investimento em ações do Banco Espírito Santo atrás mencionada, e (2) um ganho de 34 milhões de relativo à diferença entre os dados reais e os pressupostos atuariais relacionados com as responsabilidades projetadas, o qual reflete, entre outros aspetos, menores gastos com saúde face ao estimado e também um menor número de beneficiários. As perdas atuariais reconhecidas em 2013, no montante de 38 milhões de, incluem (1) um ganho de 3 milhões de relacionado com a diferença entre a rendibilidade real (+4,5%) e a rendibilidade esperada dos ativos dos fundos calculada com base nas taxas de desconto utilizadas no cálculo das responsabilidades projetadas, e (2) uma perda de 41 milhões de relativa à diferença entre os dados reais e os pressupostos atuariais relacionados com as responsabilidades projetadas, nomeadamente, os pressupostos relacionados com as taxas de crescimento dos salários, dos custos com pensões e dos cuidados de saúde. 14.6. Outras divulgações As tabelas abaixo apresentam o valor atual das responsabilidades projetadas, o valor de mercado dos fundos, as responsabilidades não financiadas e os ganhos e perdas atuariais líquidos. O detalhe desta informação em 31 de dezembro de 2014, 2013, 2012, 2011, e 2010, e nos exercícios findos nessas datas é como segue: 2014 2013 2012 2011 2010 Valor atual das responsabilidades projetada 1.286.768.755 1.337.033.222 1.232.806.213 1.256.627.527 1.396.705.310 Valor de mercado dos fundos (251.401.986) (386.327.642) (399.394.770) (344.695.390) (448.145.688) Responsabilidades com benefícios de reforma, líquidas 1.035.366.769 950.705.580 833.411.443 911.932.137 948.559.622 2014 2013 2012 2011 2010 Alterações nos pressupostos atuariais 169.916.000 101.411.000 136.624.616 (19.426.453) 441.787.345 Diferenças entre os dados reais e os pressupostos atuariais: Relacionadas com as responsabilidades projetadas (33.636.911) 40.716.415 (22.644.314) (6.997.663) (67.472.319) Relacionadas com os ativos dos planos 130.726.607 (2.652.873) (68.046.416) 92.782.990 72.411.885 Total das perdas (ganhos) atuariais 267.005.696 139.474.542 45.933.886 66.358.874 446.726.911 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 101
15. Outros custos (ganhos), líquidos Os outros custos líquidos ascenderam a 1.495,4 milhões de em 2014, o que compara com outros ganhos líquidos de 81,3 milhões de em 2013. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014, esta rubrica inclui essencialmente: (1) uma imparidade de 867 milhões de registada de forma a ajustar o valor contabilístico dos negócios em Portugal para o respetivo valor recuperável previsto na oferta da Altice (Nota 1); (2) uma imparidade de 517 milhões de registada de forma a ajustar o valor contabilístico dos investimentos em títulos da Rio Forte para o respetivo valor recuperável nos termos do contrato de permuta celebrado com a PT SGPS (Nota 29), correspondente ao valor de mercado das ações da Oi a receber; (3) uma perda de 69 milhões de reconhecida no âmbito da aquisição da PT Participações; e (4) despesas com donativos, multas e abates de ativo fixos. No exercício findo em 31 de dezembro de 2013, esta rubrica inclui essencialmente: (1) um ganho de 134 milhões de resultante da liquidação de obrigações contratuais assumidas no âmbito da aquisição do investimento na Oi, por um valor inferior aquele inicialmente reconhecido no passivo; (2) um ganho de 26 milhões de relacionado com a compensação a receber do Estado pela revogação do Contrato de Concessão da rede fixa anteriormente em vigor, no âmbito da atribuição do serviço universal a outro operador, compensação que foi recebida em setembro de 2014; (3) uma perda de 28 milhões de reconhecida pela PT Comunicações no âmbito da aquisição da Sportinveste à PT SGPS, de forma a ajustar o valor contabilístico deste investimento para o respetivo valor recuperável; (4) o reconhecimento de diversas provisões e ajustamentos de montantes menos significativos de forma a ajustar o valor contabilístico de determinados ativos para os respetivos valores recuperáveis; e (5) despesas com donativos, multas e abates de ativo fixos. 16. Juros suportados, líquidos Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica apresenta a seguinte composição: 2014 2013 Juros suportados Relacionados com empréstimos obtidos e instrumentos financeiros 322.439.602 361.677.913 Outros 5.728.018 1.902.099 Juros obtidos Relacionados com caixa, investimentos de curto prazo e instrumentos financeiros (37.989.319) (98.811.202) Outros (3.694.876) (3.406.918) 286.483.425 261.361.892 A variação nesta rubrica reflete por um lado (1) os juros suportados com os financiamentos da PT Finance, entidade que foi consolidada a partir de maio de 2014 (Nota 1), e com os financiamentos que foram transferidos da PT SGPS para a PT Portugal em 5 de maio de 2014, para efeitos do aumento de capital da Oi, efeitos que foram compensados (2) pelos juros anteriormente suportados pela PT Portugal e PT Comunicações relativos a financiamentos obtidos junto da PT Finance e PT SGPS, financiamentos esses que foram entretanto reembolsados ou passaram a ser eliminados no processo de consolidação após a aquisição da PT Finance. 17. Ganhos com variações cambiais, líquidas Os ganhos com variações cambiais líquidas totalizaram 8,1 milhões de no exercício findo em 31 de dezembro de 2014, o que compara com perdas de 3,5 milhões de no mesmo período do ano anterior. Em 2014, esta rubrica inclui ganhos de 5,5 milhões de registados nos negócios internacionais que foram consolidados a partir de maio de 2014, após a aquisição da PT Participações (Nota 1). PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 102
18. Perdas (ganhos) em ativos financeiros e outros investimentos, líquidos Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Investimentos em imóveis (i) 346.876 1.115.042 Outros, líquidos (ii) (334.226) - 12.650 1.115.042 (i) (ii) Esta rubrica inclui a amortização dos investimentos em imóveis detidos pela Meo Comunicações (Nota 33) que atualmente não estão a ser utilizados para o desenvolvimento das suas atividades operacionais, líquida de receitas provenientes do arrendamento desses imóveis a terceiros. Em 2013, esta rubrica inclui uma provisão de 0,6 milhões de reconhecida de forma a ajustar o valor contabilístico destes investimentos para o respetivo justo valor. Em 2014, esta rubrica inclui um ganho de 0,3 milhões de registado pela PT Participações relacionado com dividendos recebidos da Seguradora Internacional de Moçambique, SA, cujo investimento se encontra registado ao custo uma vez que a Empresa não tem influência significativa nesta entidade. 19. Outros custos financeiros, líquidos Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Comissões e outros serviços bancários 46.195.719 6.734.622 Outros 2.948.816 3.591.725 49.144.535 10.326.347 O aumento nesta rubrica reflete, principalmente, despesas incorridas pela PT Finance em maio e junho de 2014, no montante total de aproximadamente 24 milhões de, relacionadas com a alteração das condições e cláusulas dos empréstimos por obrigações e outros financiamentos no seguimento da operação de combinação de negócios entre a PT SGPS e a Oi. Além deste efeito, o aumento é explicado também pelas comissões bancárias e outras despesas recorrentes registadas pela PT Finance relativamente aos seus empréstimos por obrigações e financiamentos bancários, uma vez que esta entidade foi adquirida pela PT Portugal em 5 de maio de 2014 e consolidada desde então. 20. Impostos e taxas No exercício findo em 31 de dezembro de 2013, as empresas localizadas em Portugal Continental eram tributadas em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas à taxa base de 25%, acrescida de (1) uma Derrama Municipal de até um máximo de 1,5% sobre a matéria coletável, e (2) uma Derrama Estadual de 3,0% aplicável sobre o lucro tributável entre 1,5 milhões de e 7,5 milhões de e de 5,0% aplicável sobre o lucro tributável que exceda 7,5 milhões de, resultando numa taxa máxima agregada de aproximadamente 31,5% para lucros tributáveis que excedam 7,5 milhões de. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014, no seguimento de uma alteração legislativa aprovada em dezembro de 2013 que reduziu a taxa base em 2,0% e criou um novo escalão para a Derrama Estadual, as empresas localizadas em Portugal Continental são tributadas em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas à taxa base de 23%, acrescida de (1) uma Derrama Municipal de até um máximo de 1,5% sobre a matéria coletável, e (2) uma Derrama Estadual de 3,0% aplicável sobre o lucro tributável entre 1,5 milhões de e 7,5 milhões de, de 5,0% aplicável sobre o lucro tributável que entre 7,5 milhões de e 35 milhões de, e de 7,0% PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 103
aplicável sobre o lucro tributável que exceda 35 milhões de, resultando numa taxa máxima agregada de aproximadamente 31,5% para lucros tributáveis que excedam 35 milhões de. A partir de 1 de janeiro de 2015, no seguimento de uma alteração legislativa aprovada em dezembro de 2014 que reduziu a taxa base em 2,0%, as empresas localizadas em Portugal Continental serão tributadas em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas à taxa base de 21%, acrescida de (1) uma Derrama Municipal de até um máximo de 1,5% sobre a matéria coletável, e (2) uma Derrama Estadual de 3,0% aplicável sobre o lucro tributável entre 1,5 milhões de e 7,5 milhões de, de 5,0% aplicável sobre o lucro tributável que entre 7,5 milhões de e 35 milhões de, e de 7,0% aplicável sobre o lucro tributável que exceda 35 milhões de, resultando numa taxa máxima agregada de aproximadamente 29,5% para lucros tributáveis que excedam 35 milhões de. Em 2014, conforme explicado na Nota 3, a PT Portugal adotou o Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades, tendo calculado o imposto sobre o rendimento na suposição de que as autoridades fiscais irão autorizar a utilização desse regime com efeitos a 1 de janeiro de 2014, incluindo no perímetro de consolidação fiscal todas as entidades detidas em mais de 75% desde o início do ano, tendo portanto sido excluídas as entidades adquiridas, direta ou indiretamente, à PT SGPS durante o ano de 2014. Até 2013, a PT Portugal e suas subsidiárias faziam parte do regime de consolidação fiscal da PT SGPS e, portanto, pagavam o imposto sobre o rendimento diretamente a esta entidade. Qualquer ganho gerado no âmbito do regime especial de tributação de grupos de sociedades aplicado pela PT SGPS, decorrente de prejuízos fiscais apurados pelas empresas incluídas na consolidação fiscal, era registado nos resultados da holding PT SGPS e não na empresa que tinha gerado o prejuízo fiscal. No entanto, eventuais benefícios ou créditos fiscais eram mantidos nas empresas onde os mesmos foram originados. De acordo com a legislação Portuguesa em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), exceto quando tenha havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspeções, reclamações ou impugnações, casos em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alongados ou suspensos. No Brasil, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção por parte das autoridades fiscais durante um período de cinco anos. O Conselho de Administração da PT Portugal, suportado nas informações dos seus assessores fiscais, entende que eventuais revisões e correções dessas declarações fiscais, bem como outras contingências de natureza fiscal, não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2014, considerando as provisões reconhecidas pela Empresa (Nota 41). PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 104
20.1. Impostos diferidos Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os movimentos ocorridos nos ativos e passivos por impostos diferidos, os quais para efeitos de Demonstração Consolidada da Posição Financeira são apresentados pelo líquido dado serem referentes à mesma jurisdição fiscal, foram como segue: (i) Esta rubrica reflecte os ativos e passivos por impostos diferidos das empresas adquiridas à Portugal Telecom durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014, no âmbito da transferência para a PT Portugal de todos os negócios a serem contribuídos pela Portugal Telecom para o aumento de capital da Oi. (ii) Esta rubrica inclui essencialmente o efeito fiscal sobre as perdas atuariais líquidas reconhecidas no período, o qual foi incluído da Demonstração Consolidada do Rendimento Integral. (iii) Esta rubrica reflete os efeitos de alteração de taxa de imposto ocorridos no período, incluindo (1) o impacto da redução de 2,0% na taxa base aplicável a partir de janeiro de 2015, em resultado da qual os ativos e passivos por impostos diferidos foram devidamente remensurados em 31 de dezembro de 2014, e (2) o impacto da fusão da Meo, S.A. (antiga TMN) na PT Comunicações, anteriormente calculados com base na taxa máxima, foram remensurados para a taxa aplicável à PT Comunicações que corresponde à taxa base acrescida da Derrama Municipal. (iv) A coluna Transferência e outros movimentos inclui essencialmente a transferência dos ativos e impostos diferidos das empresas classificadas como detidas para venda (Nota 30), destacando-se passivos por impostos diferidos no montante de 83,5 milhões de relativos a lucros não atribuídos e outras diferenças temporárias registados essencialmente na PT Ventures e na MTC, respetivamente. (v) O aumento ocorrido no período respeita ao prejuízo fiscal gerado pelo consolidado fiscal da PT Portugal, estimado no pressuposto de que será autorizada a aplicar o regime especial de tributação de grupos de sociedades a partir de 1 janeiro de 2014, tal como referido acima. Estes prejuízos fiscais apenas podem ser utilizados até um limite de 70% do lucro tributável de cada período e têm uma maturidade de 12 anos. Em 31 de dezembro de 2014, a PT Portugal tinha prejuízos fiscais no montante de 115 milhões de que não foram registados como ativos por impostos diferidos, cujo efeito fiscal ascende a 24 milhões de (Nota 20.2). (vi) Em 31 de dezembro de 2013, esta rubrica inclui essencialmente um montante de 27 milhões de correspondendo ao efeito fiscal sobre o valor contabilistico das listas de clientes reconhecidas em 2006 no âmbito da alocação do preço de compra dos investimentos na PT Comunicações e na Meo, SA. (Nota 4), as quais ficaram intergralmente amortizadas em 30 de setembro de 2014. As alterações no perímetro de consolidação incluem essencialmente passivos por impostos diferidos referentes aos dividendos não atribuídos e outras diferenças temporárias registados essencialmente na PT Ventures e na MTC, respetivamente, entidades que foram consolidadas a partir de 2 de maio de 2014, no seguimento da aquisição da PT Participações (Nota 1), e classificadas como detidas para venda em 31 de dezembro de 2014 (Nota 30). (i) Saldo 31 dez 2013 Alterações ao perímetro de consolidação (i) Aumentos e reduções Outras reservas Resultado e resultados líquido acumulados (ii) Alteração de taxa de imposto (iii) Outras reservas Resultado e resultados líquido acumulados Ajustamentos de conversão cambial Transferências e outros movimentos (iv) Esta rubrica inclui essencialmente o efeito fiscal sobre as perdas atuariais líquidas reconhecidas no período, o qual foi incluído na Demonstração Consolidada do Rendimento Integral. (ii) Esta rubrica corresponde essencialmente ao impato da diminuição na taxa base de imposto aplicável a partir de janeiro de 2014, no seguimento de alteração legislativa aprovada em dezembro de 2013, conforme mencionado acima. (iii) Conforme mencionado acima, esta rubrica corresponde ao efeito fiscal sobre o valor contabílistico das listas de clientes reconhecidas a partir de 2006 como parte da alocação do preço de compra dos investimentos na PT Comunicações e na Meo, SA.. Saldo 31 dez 2014 Ativos por impostos diferidos Benefícios de reforma 288.158.721 - (68.877.854) 61.309.021 (1.823.959) (4.679.477) - (18.913) 274.067.539 Prejuízos fiscais reportáveis (v) - 364.931 71.052.490 - (6.227.905) - - 203.481 65.392.997 Provisões e ajustamentos 55.635.513 44.283 1.056.849 - (10.462.900) - 11.901 455.801 46.741.447 Outros 8.352.401 - (44.577) - (158.200) - 4.637 70.315 8.224.576 352.146.635 409.214 3.186.908 61.309.021 (18.672.964) (4.679.477) 16.538 710.684 394.426.559 Passivos por impostos diferidos Reavaliação de ativos fixos 148.113.148 - (9.415.602) - (2.167.654) (847.510) - - 135.682.382 Outros (iv) (vi) 28.236.786 82.756.403 (28.338.889) 3.071.989 (38.283) - (1.311.396) (83.945.700) 430.910 176.349.934 82.756.403 (37.754.491) 3.071.989,0 (2.205.937) (847.510) (1.311.396) (83.945.700) 136.113.292 Ativos por impostos diferidos, líquidos 175.796.701 (82.347.189) 40.941.399 58.237.032 (16.467.027) (3.831.967) 1.327.934 84.656.384 258.313.267 Saldo 31 dez 2012 Resultado líquido Aumentos e reduções Outras reservas e resultados acumulados (i) Alteração de taxa de imposto (ii) Resultado líquido Outras reservas e resultados acumulados Ajustamentos de conversão cambial Transferências e outros movimentos Saldo 31 dez 2013 Ativos por impostos diferidos Benefícios de reforma 282.558.913 (4.377.513) 34.979.446 (11.355.174) (13.548.178) - (98.773) 288.158.721 Provisões e ajustamentos 68.951.771 (11.920.126) - (1.792.375) - 22.326 373.917 55.635.513 Outros 9.297.048 (827.493) - (531.343) - 5.939 408.250 8.352.401 360.807.732 (17.125.132) 34.979.446 (13.678.892) (13.548.178) 28.265 683.394 352.146.635 Passivos por impostos diferidos Reavaliação de ativos fixos 171.519.487 (10.526.935) - - (12.879.404) - - 148.113.148 Mais-valias fiscais com tributação suspensa 1.053.237 (520.214) - (42.642) - - - 490.381 Outros (iii) 67.939.059 (40.009.798) (182.856) - - - - 27.746.405 240.511.783 (51.056.947) (182.856) (42.642) (12.879.404) - - 176.349.934 Ativos por impostos diferidos, líquidos 120.295.949 33.931.815 35.162.302 (13.636.250) (668.774) 28.265 683.394 175.796.701 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 105
Conforme referido na Nota 3.o), os ativos por impostos diferidos apenas são reconhecidos quando exista razoável segurança de que estes poderão vir a ser utilizados na redução do resultado tributável futuro, ou quando existam passivos por impostos diferidos cuja reversão seja expectável ocorrer no mesmo período em que os ativos por impostos diferidos sejam revertidos. A PT Portugal entende que os ativos por impostos diferidos reconhecidos na Demonstração Consolidada da Posição Financeira são recuperáveis quer através da sua utilização na redução do resultado tributável futuro, tendo por base o resultado do Grupo previsto em orçamento para o ano 2015 e projeções de resultados para os anos subsequentes ajustadas por diferenças entre os resultados contabilísticos e fiscais e por determinadas operações financeiras a realizar no futuro, como através da reversão de passivos por impostos diferidos. 20.2. Reconciliação da taxa de imposto Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a reconciliação entre a taxa nominal e a taxa efetiva de imposto é como segue: 2014 2013 Resultado antes de impostos (2.535.099.168) (52.740.060) Taxa nominal de imposto (i) 23,0% 25,0% (583.072.809) (13.185.015) Diferenças permanentes (ii) 569.789.690 (43.492.244) Taxas de imposto diferenciadas (iii) 4.102.415 28.020.873 Provisões para contingências fiscais relativas a imposto sobre o rendimento 10.790.837 1.871.987 Regularizações à estimativa de imposto de exercícios anteriores 9.073.710 (2.250.839) Alteração na taxa de imposto (iv) 16.467.027 13.636.250 Ativos por impostos diferidos não registados no período (Note 20.1) 24.049.955 - Ganho do consolidado fiscal registado diretamente na PT SGPS (v) - 93.882.936 51.200.825 78.483.948 Imposto sobre o rendimento Imposto corrente 75.675.197 98.779.513 Imposto diferido (24.474.372) (20.295.565) 51.200.825 78.483.948 (i) A taxa considerada para efeitos de apresentação desta reconciliação de taxa corresponde à taxa aplicável à maior parte dos resultados incluídos nestas contas consolidadas, o que em ambos os exercícios corresponde aos prejuízos apurados pela PT Comunicações (tributáveis à taxa base em vigor em cada um dos anos), uma vez que em 2014 estes já incorporam os resultados da Meo, S.A. (antiga TMN) e em 2013 são superiores aos lucros apurados pela Meo, S.A. (ii) No exercício findo em 31 de dezembro de 2014, esta rubrica inclui essencialmente o efeito fiscal sobre as seguintes perdas não dedutíveis (Notas 15 e 31): (1) a perda líquida registada no âmbito da alienação da Bratel BV (950 milhões de ); (2) a imparidade sobre os negócios em Portugal (867 milhões de ); (3) a parecela da imparidade sobre os investimentos na Rio Forte registada na PT Finance (402 milhões de ), uma vez que a perda apurada pela PT Portugal é dedutível; (4) a perda registada no âmbito da aquisição da PT Participações (69 milhões de ); (5) a participação da PT Portugal nas perdas de empreendimentos conjuntos (36 milhões de ), e (6) determinadas despesas financeiras (juros suportados e variações cambiais negativas) não dedutíveis fiscalmente. No exercício findo em 31 de dezembro de 2013, esta rubrica reflete essencialmente o efeito fiscal sobre o ganho não tributável de 134 milhões de relacionado com a liquidação de obrigações contratuais assumidas no âmbito da aquisição do investimento na Oi (Nota 15). (iii) Em 2013, esta rubrica corresponde essencialmente ao impacto da diferença entre a taxa base aplicável em Portugal de 25,0% e outras taxas de imposto mais elevadas aplicáveis a determinadas empresas Portuguesas que apresentaram lucro tributáveis, nomeadamente a Meo, S.A. (antiga TMN) que apurou um lucro fiscal superior a 35 milhões de que portanto foi tributado à taxa máxima de 31,5%. Em 2014, em resultado da fusão da Meo, S.A. (antiga TMN) na PT Comunicações, ambas passaram a aplicar a mesma taxa, a qual por sua vez foi adotada na apresentação desta reconciliação de taxa, motivo pelo qual esta rubrica apresenta valores menos relevantes. (iv) Esta rubrica inclui os impactos de alteração de taxa decorrentes (1) das alterações legislativas aprovadas em dezembro de 2014 e 2013, conforme explicado acima, e (2) da fusão da Meo, S.A. na PT Comunicações, uma vez que a primeira remensurou os seus impostos diferidos com base na taxa aplicável à segunda. (v) Esta rubrica corresponde aos prejuízos fiscais apurados por diversas empresas participadas da PT Portugal (essencialmente a PT Comunicações), os quais foram registados como ganho do consolidado fiscal nas demonstrações financeiras individuais da PT SGPS, a empresa-mãe do consolidado fiscal em 2013, não sendo portanto reconhecidos nas empresas que apuraram esses prejuízos. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 106
21. Interesses não controladores Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, realizaram-se os seguintes movimentos nos interesses não controladores: Saldo 31 dez 2013 Aquisições (alienações) e aumentos (reduções) de capital (i) Resultado líquido Dividendos Variações cambiais Outros movimentos (i) Com exceção da Bratel Brasil, esta rubrica corresponde aos interesses não controladores das empresas adquiridas pela PT Portugal no âmbito da reestruturação interna do Grupo Portugal Telecom, na sequência aquisição da PT Participações, entidade que controla os negócios em África e outros negócios internacionais, embora não detenha 100% desses mesmos negócios. (ii) Em 31 de dezembro de 2013, os acionistas da Bratel Brasil eram a Bratel BV (98,8%), a qual àquela data era detida integralmente pela PT Portugal indiretamente através da PT Móveis, e da Portugal Telecom (1,2%). A redução nesta rubrica está relacionada essencialmente com a alienação da Bratel BV concluída em 2 de maio de 2014 (Nota 1). Saldo 31 dez 2014 Africatel - 362.741.635 (25.706.451) - 1.213.997 736.226 338.985.407 MTC - 56.024.238 16.931.942 (23.700.242) 2.815.481 (209.845) 51.861.574 Cabo Verde Telecom - 37.981.629 718.750 (1.476.262) - (738.131) 36.485.986 Timor Telecom - 12.180.687 477.616-1.759.590 10.996 14.428.889 CST - 8.291.784 107.049 - - - 8.398.833 TPT - 3.687.024 138.146 - - 531.444 4.356.614 ELTA - 2.537.822 387.467-393.740 (8.263) 3.310.766 LTM - 2.431.417 818.882 (1.378.627) 293.070 (11.744) 2.152.998 Kenya Postel Directories - 680.456 (584.010) - 28.614 (1.250) 123.810 Previsão - 451.000 853 - - (12.539) 439.314 Bratel Brasil (ii) 32.105.727 (33.470.179) - - 1.364.452 - - Infonet Portugal 45.726 22.340 (26.419) - - (41.647) - 32.151.453 453.559.853 (6.736.175) (26.555.131) 7.868.944 255.247 460.544.191 Saldo 31 dez 2012 Resultado líquido Variações cambiais Outros movimentos Saldo 31 dez 2013 Bratel Brasil 36.873.807 1.796.335 (6.485.463) (78.952) 32.105.727 Infonet Portugal 132.108 (86.382) - 45.726 37.005.915 1.709.953 (6.485.463) (78.952) 32.151.453 22. Prejuízo por ação O prejuízo por ação apurado nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 foi calculado da seguinte forma: 2014 2013 Resultado líquido atribuível ao acionista da empresa-mãe (1) (2.579.563.818) (132.933.961) Número médio de ações ordinárias em circulação no período (2) 50.000 50.000 Resultado líquido por ação atribuível ao acionista da PT Portugal (1)/(2) (51.591) (2.659) Não há situações que criam um efeito de diluição, pelo que o prejuízo líquido diluído por ação é o mesmo que o prejuízo básico por ação. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 107
23. Investimentos de curto prazo Esta rubrica é composta por aplicações financeiras de curto prazo, em que as condições estão previamente acordadas com as instituições financeiras. Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a composição desta rubrica é a seguinte: 2014 2013 Debêntures (i) - 112.663.516 Outras aplicações financeiras de curto prazo 6.857.791-6.857.791 112.663.516 (i) Esta rubrica corresponde a debêntures subscritas pela Bratel Brasil que tinham uma maturidade de aproximadamente um ano. No seguimento da alienação da Bratel BV em 2 de maio de 2014, a PT Portugal deixou de consolidar a Bratel Brasil. 24. Contas a receber de clientes Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Contas a receber de clientes: Contas a receber de clientes 876.051.329 840.956.374 Acréscimos de proveitos 54.886.696 113.954.555 Sub-total 930.938.025 954.910.929 Ajustamentos a contas a receber de clientes (Nota 41) (215.957.222) (216.133.273) 714.980.803 738.777.656 Outras contas a receber não correntes: Outras contas a receber não correntes 667.319 204.316 667.319 204.316 25. Contas a receber outros Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Outras contas a receber correntes: Adiantamentos a fornecedores 12.429.932 10.573.717 Contas a receber de partes relacionadas (i) 4.376.245 89.351.552 Outros (ii) 197.903.698 151.369.712 Sub-total 214.709.875 251.294.981 Ajustamentos a outras contas a receber correntes (Nota 41) (10.415.106) (8.367.288) 204.294.769 242.927.693 Outras contas a receber não correntes: Outras contas a receber não correntes 828.540-828.540 - (i) (ii) Em 31 de dezembro de 2013, esta rubrica inclui essencialmente saldos a receber das entidades do Grupo PT que foram adquiridas pela PT Portugal à PT SGPS em 2014, as quais não eram portanto consolidadas nas demonstrações financeiras da PT Portugal de 2013. Em 31 de dezembro de 2014, esta rubrica inclui essencialmente (1) 88 milhões de de valores a receber referentes à compensação pela margem negativa suportada pela Meo Comunicações na prestação do serviço universal entre 1 de janeiro de 2007 e 1 de junho de 2014, data a partir da qual o serviço universal foi atribuído a outro operador, (2) proveitos ainda não faturados à Fundação das Comunicações Móveis referentes ao programa e-escolas no montante total de aproximadamente 49 milhões de, os quais respeitam fundamentalmente a 2010 e anos anteriores e (3) subsídios governamentais a receber no montante total de 16 milhões de. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 108
26. Existências Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Mercadorias (i) 47.323.353 72.066.627 Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 32.963.500 26.836.054 Produtos e trabalhos em curso 1.136.733 (413.916) Sub-total 81.423.586 98.488.765 Ajustamento para depreciação de existências (Nota 41) (20.623.313) (28.834.052) 60.800.273 69.654.713 (i) Esta rubrica inclui essencialmente equipamentos terminais móveis e telefones fixos, modems (acesso à Internet por ADSL) e TV boxes do negócio de telecomunicações em Portugal. 27. Impostos a pagar e a recuperar Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Devedor Credor Devedor Credor Impostos correntes Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) 11.128.900 35.027.635 6.644.547 38.816.150 Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (i) 66.685.233 6.502.504 619.380 774.349 Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares - 8.807.062-9.052.410 Segurança Social - 10.354.452-10.545.930 Outros 534.628 1.732.869-637.371 78.348.761 62.424.522 7.263.927 59.826.210 Impostos em países estrangeiros 7.061.274 (2.423.377) 1.492.012 2.227.234 85.410.035 60.001.145 8.755.939 62.053.444 Impostos não correntes Impostos em países estrangeiros 21.123-22.356 - (i) O aumento nesta rubrica é explicado essencialmente por impostos sobre o rendimento a recuperar relacionados com incentivos fiscais ao investimento, os quais se encontravam registados anteriormente na PT SGPS no âmbito do regime de consolidação fiscal e foram transferidos para cada uma das entidades que realizaram esses investimentos após o fim do regime de consolidação fiscal do grupo Portugal Telecom (Nota 47). 28. Custos diferidos Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Juros pagos antecipadamente (i) 14.812.254 6.050.419 Rendas e alugueres 5.543.831 5.860.647 Manutenção e reparação 2.793.910 3.288.777 Custos diretos 5.802.255 5.841.850 Despesas com publicidade e propaganda pagas antecipadamente (ii) 4.425.350 67.025 Outros 7.750.115 7.183.391 41.127.715 28.292.109 (i) (ii) O aumento nesta rubrica é essencialmente explicado pela contribuição da PT Finance, a qual foi adquirida pela PT Portugal em 5 de maio de 2014 e consolidada desde então. Esta rubrica está relacionada essencialmente com patrocínios pagos antecipadamente a clubes de futebol, os quais são reconhecidos em resultados no período para o qual esses patrocínios foram atribuídos. Estes patrocínios são registados pela PT Centro Corporativo, entidade que foi adquirida março de 2014 pela PT Portugal à PT SGPS. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 109
29. Outros ativos correntes Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os outros ativos correntes ascendiam a aproximadamente 388,9 milhões de e 0,7 milhões de, respetivamente. O saldo em 31 de dezembro de 2014 inclui essencialmente um montante total de 387,6 milhões de correspondente ao contravalor das ações da Oi a receber pela PT Portugal e pela PT Finance no âmbito do acordo celebrado com a PT SGPS para a permuta com os títulos de dívida emitidos pela Rio Forte Investments, S.A. ( Rio Forte ) detidos por essas duas entidades. O valor nominal dos títulos de dívida emitidos pela Rio Forte ascende a 897 milhões de, incluindo: - 200 milhões de subscritos pela Portugal Telecom em 15 de abril de 2014 e com maturidade em 15 de julho 2014, os quais foram transferidos para a PT Portugal em 5 de maio de 2014, uma vez que faziam parte dos Ativos PT a serem contribuídos no aumento de capital da Oi (Nota 1), e classificados como pagamentos de outras atividades de investimento na Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa; - 647 milhões de e 50 milhões de subscritos pela PT Finance em 15 e 17 de abril de 2014 com maturidade em 15 e 17 de julho de 2014, os quais foram consolidados a partir de 5 de maio de 2014 no seguimento da aquisição da PT Finance pela PT Portugal (Nota 1). Os títulos de dívida acima mencionados não foram reembolsados pela Rio Forte nas datas previstas de vencimento e em resultado disso a Oi, a PT Portugal e a PT Finance celebraram um acordo com a PT SGPS para a permuta desses títulos no montante total de 897 milhões de por 47.434.872 ações ordinárias e 94.869.744 ações preferenciais da Oi (após o agrupamento de ações realizado pela Oi em dezembro de 2014) detidas pela PT SGPS. No seguimento da aprovação deste contrato de permuta em sede de Assembleia Geral de Acionistas da PT SGPS em 8 de setembro de 2014, os acordos definitivos foram celebrados entre as partes envolvidas e consequentemente a Empresa entendeu remensurar o valor dos títulos da Rio Forte para o justo valor baseado no contravalor das ações da Oi a receber no âmbito do contrato de permuta. Em 31 de dezembro de 2014, por força do referido contrato, o valor recuperável destes investimentos ascendia a 387,6 milhões de, pelo que foi apurada uma imparidade de 516,9 milhões de (Nota 15) correspondente à diferença entre o justo valor e o valor nominal destes investimentos acrescido de juros vencidos no montante de 7,6 milhões de. Ainda no âmbito do contrato de permuta acima referido, a PT Portugal e a PT Finance outorgaram à PT SGPS uma opção de compra de ações de emissão da Oi, a qual permite à PT SGPS readquirir as ações da Oi entregues no âmbito da permuta (com o preço de exercício de R$20,1 para ações ON e R$18,5 para ações PN). As principais características da opção de compra são: - A opção é do tipo Americana e será ajustada pela taxa brasileira CDI acrescida de 1,5% por ano; - A opção entrará em vigor à data de execução da permuta, terá uma maturidade de 6 anos, expirando a possibilidade de exercício da opção pela PT SGPS correspondente a 10% das ações da Oi objeto da opção no fim do primeiro ano e a 18% no fim de cada ano seguinte; - Qualquer montante recebido como resultado da monetização da opção de compra através da emissão de instrumentos derivados tem de ser utilizado para o exercício da opção de compra; - A PT SGPS só pode adquirir ações da Oi ou da CorpCo através do exercício da opção de compra; - A opção de compra será cancelada se (i) os estatutos da PT SGPS forem voluntariamente alterados para remover a limitação de voto de 10%, (ii) a PT SGPS atuar como concorrente da Oi, ou (iii) a PT SGPS violar certas obrigações decorrentes da documentação definitiva. Nos termos do contrato de opção de compra de ações supra mencionado, a Oi é solidariamente responsável pelo cumprimento de todas as obrigações. O contrato de compra e venda da PT Portugal celebrado entre a Oi e a Altice exclui do seu objeto os títulos da Rio Forte, o acordo de permuta de ações e o contrato de opção de compra de ações. Neste enquadramento, a PT Portugal entende estar fora da sua PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 110
esfera as eventuais obrigações decorrentes do contrato de opção de compra de ações, motivo que levou ao não registo de qualquer passivo nestas demonstrações financeiras. Em 31 de dezembro de 2014, o valor de mercado estimado desta opção de compra ascendia a 35 milhões de, o qual foi calculado com base no modelo de Black-Scholes e pressupostos teóricos de volatilidade da ação, pela técnica de avaliação de Abordagem de Receita prevista no item B10 e B11 da IFRS 13 Mensuração a Valor Justo. Em 31 de dezembro de 2014, a execução dos contratos de permuta e de opção de compra acima mencionados encontrava-se pendente de aprovação por parte da Comissão de Valores Mobiliários no Brasil ( CVM ). Em 4 de março de 2015, a CVM aprovou os referidos contratos, condicionando à aprovação dos mesmos em sede de Assembleia Geral de Acionistas da Oi, a qual foi entretanto convocada para o dia 26 de março de 2015. A valorização dos títulos de dívida da Rio Forte com base no contravalor das ações da Oi a receber no âmbito do referido acordo de permuta foi efetuada no pressuposto de que o referido contrato será aprovado na Assembleia Geral de Acionistas da Oi convocada para o dia 26 de março de 2015. Após a necessária aprovação e execução do contrato de permuta, a PT SGPS será a única entidade responsável pela negociação com a Rio Forte e pelas decisões relativamente a estes investimentos. A Oi, como acionista controlador da PT Portugal, irá prestar à PT SGPS qualquer suporte documental necessário de forma a permitir a esta entidade adotar as medidas necessárias à cobrança dos créditos relacionados com estes investimentos. 30. Ativos não correntes detidos para venda Em 31 dezembro de 2014, esta rubrica ascende a 2.297.612.140 e corresponde ao valor contabilístico dos investimentos nos negócios em África, Timor e respetivas holdings controladoras. Estes investimentos foram classificados como detidos para venda na sequência da deliberação do Conselho de Administração da Oi tomada em setembro de 2014 de autorizar a administração da Oi a tomar as medidas necessárias para a alienação das participações nos negócios internacionais. Em 31 de dezembro e 1 de janeiro de 2013, esta rubrica ascende a 4.653.741 e 5.069.882, respetivamente, correspondente ao valor contabilístico dos investimentos na Sportinveste e na CTM, conforme explicado abaixo. Estes investimentos encontravam-se registados pelo respetivo valor contabilístico, uma vez que a Empresa entende que o mesmo era inferior ao seu valor de mercado deduzido de custos de transação a) CTM Em 13 de janeiro de 2013, como mencionado na Nota 1, a PT SGPS celebrou um acordo definitivo para a venda da sua participação de 28% na CTM à CITIC Telecom e, como tal, este investimento foi classificado como um ativo não corrente detido para venda em 31 de dezembro de 2012. A participação de 28% na CTM era detida pela PT Participações (25%) e pela PT Comunicações (3%). Uma vez que a PT Participações apenas foi adquirida pela PT Portugal em 2 de Maio de 2014, através da PT Móveis, o impacto desta transação nestas demonstrações financeiras consolidadas resultou apenas da alienação realizada pela PT Comunicações pelo montante total de 36 milhões de (Nota 46), tendo sido apurado um ganho de 33 milhões de (Nota 32) que foi incluído na Demonstração Consolidada dos Resultados para o exercício findo em 31 de dezembro de 2013. b) Sportinveste Em 20 de dezembro de 2012, a Portugal Telecom celebrou um acordo sobre um conjunto de transações no final das quais iria deter uma participação de 25% de uma joint-venture composta pelas atuais Sport TV Portugal S.A. ( Sport TV ), Sportinveste Multimédia SGPS, S.A. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 111
( Sportinveste Multimédia ) e P.P. TV - Publicidade de Portugal e Televisão, S.A. ( PPTV ). Em resultado deste acordo, o investimento na Sportinveste Multimédia foi classificado nestas demonstrações financeiras consolidadas como ativo não corrente detido para venda apenas em 31 de dezembro de 2013, uma vez que em 31 de dezembro de 2012 o investimento nesta entidade ainda se encontrava registado na PT SGPS. Este conjunto de transações societárias estava sujeito à aprovação das autoridades competentes, em particular da Autoridade da Concorrência. Em 1 de agosto de 2014, a Autoridade da Concorrência notificou a PT Portugal que tinha rejeitado esta combinação de negócios, motivo pelo qual este investimento já não se encontra classificado como detido para venda em 31 de dezembro de 2014, estando o mesmo classificado na rubrica Investimentos em associadas. c) Investimentos em África e Ásia No seguimento da deliberação do Conselho de Administração da Oi tomada em setembro de 2014 de autorizar a administração da Oi a tomar as medidas necessárias para a alienação das participações nos negócios internacionais (Nota 1), estes investimentos foram classificados com ativos não correntes detidos para venda em 31 de dezembro de 2014. Os investimentos classificados como detidos para venda incluem: Entidades controladas em África, nomeadamente as empresa Mobile Telecommunications Limited com sede na Namíbia, Cabo Verde Telecom, Companhia Santomense de Telecomunicações, Lista Telefónicas de Moçambique e ELTA Empresa de Listas Telefónicas de Angola; Entidades não controladas em África, nomeadamente o investimento na empresa associada Multitel e o investimento na Unitel, o qual se encontra mensurado como disponível para venda mas apresentado como detido para venda. O investimento na Timor Telecom, uma entidade controlada em Timor Leste. Os investimentos nas holdings controladoras dos negócios acima referidos, nomeadamente a PT Participações, a Africatel Holdings BV, a Africatel GmBH, a PT Investimentos e a Directel. O Anexo I inclui informações complementares relativamente aos investimentos acima mencionados, nomeadamente a participação direta e efetiva da PT Portugal em cada uma das entidades classificadas como detidas para venda, bem como a atividade de cada uma dessas empresas. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 112
Em 31 de dezembro de 2014, o detalhe dos ativos e passivos classificados como detidos para venda por classe é como segue: Milhões de Total Ativos detidos para venda Caixa e equivalentes de caixa 50 Contas a receber 95 Dividendos a receber da Unitel (i) 390 Investimento na Unitel (i) 1.328 Goodwill (ii) 122 Ativos intangíveis 117 Ativos tangíveis 157 Outros ativos 39 Total 2.298 Passivos detidos para venda Empréstimos e financiamentos 26 Fornecedores 32 Acréscimos de custos 17 Proveitos diferidos 44 Impostos a pagar 56 Impostos diferidos 84 Outros passivos 5 Total 264 Ativos líquidos 2.034 Interesses não controladores 460 Total atribuível a interesses controladores 1.574 (i) (ii) Conforme referido na Nota 1, este investimento continua a ser mensurado como disponível para venda e o correspondente justo valor em 31 de dezembro de 2014 tem por base a avaliação do laudo do Santander (Nota 1). Para efeitos de avaliação do justo valor da Unitel em 31 de dezembro de 2014, considerou-se uma taxa de desconto de aproximadamente 13% e uma taxa de crescimento na perpetuidade de 1,5%. Em 31 de dezembro de 2014, o investimento na Unitel, no montante de 1.328 milhões de, acrescido dos dividendos a receber desta entidade no montante de 390 milhões de, totalizam um montante de 1.718 milhões de, o qual líquido da participação de 25% dos interesses não controladores resulta numa exposição líquida de 1.288 milhões de. Para efeitos da análise de imparidade, o goodwill foi distribuído pelas unidades geradoras de caixa que correspondem às diversas empresas cuja aquisição originou este goodwill. O valor recuperável foi determinado a partir do respetivo valor em uso através da metodologia dos fluxos de caixa descontados, utilizando fluxos de caixa previsionais preparados internamente para um horizonte temporal de 4 anos. Não foram registadas quaisquer imparidades em resultado desta análise. Para os investimentos mais significativos, as taxas de desconto aplicadas às projeções de fluxos de caixa, as quais foram determinadas tendo em consideração o risco associado a cada negócio, e as taxas de crescimento utilizadas para extrapolar as projeções de fluxos de caixa para além do horizonte temporal coberto pelas previsões preparadas internamente (valor terminal) foram as seguintes (os valores indicados correspondem às taxas mínima e máxima considerados nos testes efetuados a cada investimento): Taxa de crescimento Taxa de desconto na perpetuidade MTC 12,5% - 14,5% 2,5% - 3,0% CVT 14,5% - 16,5% 1,5% - 2,0% Timor Telecom 10,9% - 12,9% 3,0% - 3,5% PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 113
Riscos relacionados com o investimento na Unitel e em outras operações internacionais Relativamente ao investimento na Unitel apresentado na tabela acima, entidade que presta serviços de telecomunicações móveis em Angola, esse investimento é detido diretamente pela PT Ventures através de uma participação direta de 25%. A PT Ventures é uma subsidiária integral da Africatel Holdings BV, a qual por sua vez é participada em 75% pela PT Portugal, resultando desta forma numa participação efetiva de 18,75% na Unitel (Nota 1). No seguimento da aquisição da PT Participações em 2 de maio de 2014, empresa que detém indiretamente o investimento na Unitel, a Empresa concluiu que a participação minoritária na Unitel não lhe dá influência significativa sobre as políticas financeiras, operacionais e estratégicas, uma vez que a PT Ventures não tem representatividade no Conselho de Administração da Unitel que lhe permita participar no processo de definição dessas políticas, incluindo decisões sobre o pagamento de dividendos, as relações comerciais relevantes ou troca de dirigentes. Consequentemente, a Empresa reconheceu inicialmente o investimento na Unitel como disponível para venda a valor de mercado, de acordo com as disposições das normas IAS 32 e IAS 39 A partir de setembro de 2014, conforme mencionado acima, os negócios em África, incluindo a Unitel, foram classificados como detidos para venda e apresentados como tal nestas demonstrações financeiras consolidadas. De acordo com as disposições da IFRS 5 Ativos Não Correntes Detidos para Venda e Operações Descontinuadas, o investimento na Unitel foi mensurado em 31 de dezembro de 2014 como um ativo disponível para venda, tendo-se apurado um justo valor no montante de 1.328 milhões de, valor que correspondente à valorização deste negócio realizada pelo Banco Santander no âmbito da avaliação completa em 21 de fevereiro de 2014 de todos os negócios a serem contribuídos para a Oi no aumento de capital de 5 de maio de 2014 (Nota 1), uma vez que a Empresa concluiu não existir uma diferença significativa entre o valor desta avaliação e o justo valor em 31 de dezembro de 2014 calculado com base na mesma metodologia mas pressupostos atualizados. Em resultado da aquisição da PT Participações, a PT Portugal passou a estar sujeita aos riscos inerentes das operações e investimentos da PT Participações, incluindo principalmente os riscos abaixo descritos relacionados com o investimento na Unitel e com as outras operações internacionais. O montante pelo qual a PT Portugal registou contabilisticamente o investimento indireto na Unitel representa a maior parte do preço de compra da PT Participações. Qualquer redução no valor deste investimento pode ter um efeito material adverso nos negócios, situação financeira e resultados operacionais da Empresa. O valor de mercado do investimento na Unitel (1.328 milhões de ) e os dividendos a receber desta entidade (390 milhões de ), líquido da participação minoritária de 25% da Africatel Holdings, representam aproximadamente 80% do valor total pago pela aquisição da PT Participações, deduzido do caixa disponível na data da operação, sendo inclusivamente superior ao capital próprio atribuível aos acionistas controladores da PT Portugal. Subsequentemente, o valor contabilístico do investimento indireto da Empresa na Unitel será mensurado a valor justo e submetido a teste de imparidade, quando acontecimentos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor do seu investimento indireto na Unitel poderá ser inferior. No que diz respeito a avaliação do valor de realização em dezembro de 2014, a Empresa verificou a alteração em alguns pressupostos da avaliação inicial, nomeadamente aspetos relativos à desvalorização da moeda Kwanza face ao Dólar ocorrida nos primeiros meses de 2015, a revisão em março de 2015 do rating atribuído pela Moody s a Angola de estável para negativo, ainda que se mantenha o rating soberano em Ba2, e a implementação de uma nova contribuição sobre operações cambiais para o exterior. Outras medidas econômicas aplicáveis em Angola e não controladas pela Empresa podem resultar numa revisão do valor do investimento em Unitel. Qualquer redução no valor de mercado do investimento indireto na Unitel poderá ter um efeito material adverso nos negócios, situação financeira e resultados operacionais da Empresa. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 114
A PT Portugal não pode assegurar quando é que a PT Ventures obterá os montantes relativos aos dividendos declarados e não pagos pela Unitel, ou que será capaz de obter dividendos que podem ser declarados pela Unitel em relação a 2013 ou nos exercícios fiscais seguintes. Desde novembro de 2012, a PT Ventures não recebe pagamentos da Unitel em relação aos valores em dívida pela Unitel no que diz respeito a dividendos declarados pela Unitel para os exercícios de 2012, 2011 e 2010. A Unitel declarou dividendos a favor da PT Ventures em montantes totais de 190,0 milhões de dólares relativamente ao exercício fiscal de 2012, 190,0 milhões de dólares relativamente ao exercício fiscal de 2011 e 157,5 milhões de dólares relativamente ao exercício fiscal de 2010. Até a presente data, a PT Ventures não recebeu 93,8 milhões de dólares do total dos dividendos declarados pela Unitel no que diz respeito ao exercício fiscal de 2010, e não recebeu qualquer valor em relação aos dividendos declarados pela Unitel no que diz respeito aos exercícios fiscais de 2011 e 2012. Consequentemente, em 31 de dezembro de 2014, a PT Ventures tem a receber da Unitel dividendos no montante total de 474 milhões de dólares, o equivalente a 390 milhões de.em 4 de novembro de 2013, realizou-se a assembleia geral da Unitel, onde foram analisadas as demonstrações financeiras, bem como o pagamento de dividendos em relação ao ano fiscal de 2013. A PT Ventures não participou nesta reunião, uma vez que não recebeu qualquer convocatória nem lhe foram disponibilizadas as demonstrações financeiras e outras informações relevantes sobre a reunião, apesar de a PT Ventures as ter solicitado em várias ocasiões. Posteriormente, a PT Ventures não recebeu a ata da reunião nem foi informada sobre as decisões tomadas, apesar de ter efetuado diversas solicitações. Até essa mesma data, a Unitel não havia declarado dividendos para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e de 2014. Em 25 de março de 2014, a Unitel emitiu uma declaração alegando que a PT Ventures não é reconhecida como acionista da Unitel e que o Conselho de Administração da Unitel notificou a Portugal Telecom sobre a existência de uma irregularidade, o que segundo alega a Unitel resultou na sua incapacidade de distribuir dividendos à PT Ventures até a resolução desta irregularidade. Em junho de 2014, a PT Ventures (anteriormente denominada Portugal Telecom Internacional, S.A.) resolveu tal irregularidade com o Instituto Angolano de Investimento Estrangeiro. Em junho de 2014, a PT ventures emitiu uma Certidão de Investimento Estrangeiro confirmando a denominação atual. A PT Ventures exigiu uma explicação da Unitel em várias ocasiões sobre sua incapacidade de pagar à PT Ventures a respetiva parcela de dividendos declarados. Até à data deste relatório, a PT Ventures não recebeu qualquer explicação satisfatória relativamente ao não pagamento dos dividendos, nem recebeu quaisquer indicações quanto ao momento esperado em que os mesmos deverão ser pagos. A PT Portugal não pode dar garantias quanto ao momento do pagamento desses dividendos ou mesmo que será capaz de receber os dividendos que possam vir a ser declarados pela Unitel em exercícios fiscais seguintes, de modo que a incapacidade de receber esses dividendos poderá ter um efeito materialmente adverso na posição financeira e nos resultados operacionais da PT Portugal. Os outros acionistas da Unitel alegaram que a venda pela Portugal Telecom da participação minoritária na Africatel viola o acordo de acionistas da Unitel O acordo de acionistas da Unitel prevê o direito de preferência para os outros acionistas caso qualquer acionista pretenda transferir qualquer ou todas as suas ações da Unitel, com exceção de transferências para certas empresas subsidiárias. O acordo também prevê que a violação de uma obrigação material por qualquer acionista permite que os outros acionistas comprem a participação de tal acionista na Unitel pelo seu valor patrimonial líquido. Os outros acionistas da Unitel têm afirmado à PT Ventures que acreditam que a venda pela Portugal Telecom de uma participação minoritária na Africatel em 2007 constituiu uma violação do acordo de acionistas da Unitel. A PT Ventures, com base na avaliação dos seus advogados externos, contesta esta interpretação relativamente ao acordo de acionistas da Unitel e a PT Portugal acredita que as PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 115
disposições pertinentes do acordo de acionistas da Unitel se aplicam apenas a uma transferência direta de ações da Unitel pela própria PT Ventures. Atualmente, tanto quanto é do melhor conhecimento da Empresa, não foram iniciados quaisquer processos relativamente à alienação da participação minoritária na Africatel. Na hipótese de os outros acionistas da Unitel questionarem a venda de tal participação num fórum apropriado e uma decisão vinculativa para esse efeito seja tomada em favor dos demais acionistas, a Empresa poderá ser obrigada a vender a sua participação indireta na Unitel pelo seu valor contabilístico, o qual é significativamente menor do que o valor pelo qual a PT Portugal adquiriu e registou nas suas demonstrações financeiras o investimento indireto na Unitel. A venda da participação da PT Ventures na Unitel, nestas circunstâncias, poderá ter um impacto adverso relevante sobre a posição financeira e os resultados operacionais da PT Portugal. Outros acionistas da Unitel alegaram que, como resultado da incapacidade da Portugal Telecom de oferecer a sua participação indireta na Unitel a tais acionistas antes da transferência da PT Portugal para a Oi, esses acionistas teriam o direito de adquirir as ações da Unitel detidas pela PT Ventures pelo valor líquido contabilístico dos seus ativos líquidos. Em 25 de março de 2014, a Unitel emitiu um comunicado ao mercado em que informou que os seus acionistas teriam o direito de preferência em caso de venda da participação indireta da Portugal Telecom na Unitel. Posteriormente, os outros acionistas da Unitel entregaram à PT SGPS uma notificação em que alegam que a aquisição indireta pela Oi da participação indireta da PT Ventures na Unitel como parte do aumento de capital da Oi desencadeou esse direito. A Empresa entende que as respectivas disposições do acordo de acionistas da Unitel se aplicam apenas à transferência de ações da Unitel pela própria PT Ventures. Até à data deste relatório, a Empresa não tinha sido notificada de nenhum processo em andamento em relação à não oferta da participação indireta na Unitel pela PT SGPS aos demais acionistas antes da aquisição da PT Portugal. Caso os outros acionistas da Unitel aleguem que esta falha de oferecer a participação indireta da PT SGPS na Unitel aos demais acionistas resultou em uma violação do acordo de acionistas da Unitel e uma decisão vinculativa para esse efeito seja tomada num fórum apropriado a favor dos demais acionistas, a PT Ventures poderá ser obrigada a vender a sua participação na Unitel por seu valor patrimonial líquido, que é significativamente inferior ao valor registrado pela Empresa nas suas Demonstrações Financeiras relativamente ao investimento indireto na Unitel. A venda da participação da PT Ventures na Unitel, nessas circunstâncias, poderá ter um efeito negativo relevante sobre a situação financeira e os resultados da Empresa. Os outros acionistas da Unitel têm impedido a PT Ventures de exercer o direito de nomear o presidente executivo e uma maioria do conselho de administração da Unitel. No âmbito do acordo de acionistas da Unitel, a PT Ventures tem o direito de nomear três dos cinco membros do Conselho de Administração da Unitel, incluindo o presidente executivo da Unitel. Pelo acordo de acionistas da Unitel, a nomeação do presidente executivo está sujeita à aprovação dos detentores de 75% das ações da Unitel. No entanto, os outros acionistas da Unitel não votaram nos membros do Conselho de Administração indicados pela PT Ventures nas Assembleias de Acionistas da Unitel, e, como resultado, a representação da PT Ventures no Conselho de Administração da Unitel foi reduzida a um único membro do Conselho desde junho de 2006, e o presidente executivo da Unitel não é uma nomeação da PT Ventures desde junho de 2006. Em 22 de julho de 2014, o único membro do conselho de administração da Unitel indicado pela PT Ventures renunciou ao cargo, não tendo sido possível à PT Ventures indicar o seu substituto desde então. Em novembro de 2014, os demais acionistas do Unitel notificaram a PT Ventures que os seus direitos enquanto acionista foram suspensos em outubro de 2012, apesar desses acionistas não terem indicado PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 116
nenhuma base jurídica justificando tal suspensão. Na assembleia geral da Unitel do dia 15 de dezembro de 2014, foi realizada a eleição dos membros do conselho de administração da Unitel. Nessa assembleia, os demais acionistas do Unitel alegaram que a PT Ventures não teria direito a voto devido a suspensão dos seus direitos enquanto acionista da Unitel em outubro de 2012 e recusaram-se a eleger o membro indicado pela PT Ventures para o conselho de administração da Unitel. A PT Ventures interpôs, junto a um tributal Angolano, uma ação de anulação das eleições dos membros do conselho de administração da Unitel no dia 15 de dezembro de 2014. Até à data, nenhum membro indicado pela PT Ventures participa no conselho de administração da Unitel. A Unitel concedeu um financiamento a uma parte relacionada e celebrou um contrato de gestão com um terceiro sem a autorização da PT Ventures. Pelo acordo de acionistas da Unitel, esta não está autorizada a celebrar quaisquer acordos com seus os acionistas ou qualquer das suas associadas, a menos que aprovado por deliberação de seu Conselho de Administração, aprovado por, pelo menos, quatro membros do seu Conselho de Administração. Como resultado da incapacidade da PT Ventures de aprovar a nomeação dos seus dois membros adicionais no Conselho de Administração da Unitel, a PT Ventures é impedida de efetivamente exercer o seu direito de veto implícito sobre transações com partes relacionadas. Entre maio e outubro de 2012, a Unitel realizou pagamentos à Unitel International Holdings BV nos montantes de 178,9 milhões de e 35,0 milhões de dólares no âmbito de um "Facility Agreement" celebrado entre a Unitel e a Unitel International Holdings BV, uma entidade que concorre com a PT Portugal em Cabo Verde e em São Tomé e Príncipe. A Unitel International Holdings BV é controlada pela Sra. Isabel dos Santos, uma acionista indireta da Unitel, e, de acordo com as informações públicas divulgadas pela NOS, uma das acionistas da ZOPT, SGPS, SA (que detém a maioria do capital social da NOS), um dos principais concorrentes da PT Portugal em Portugal. A PT Ventures informou que o seu representante no Conselho de Administração da Unitel votou contra essas transações executadas pela Unitel e que a PT Ventures se absteve quando as demonstrações financeiras consolidadas da Unitel, as quais incluíam essas transações, foram aprovadas em assembleia de acionistas da Unitel. A Unitel concedeu empréstimos adicionais a partes relacionadas durante o exercício de 2013. Qualquer impedimento da Unitel International Holdings BV para realizar os reembolsos previstos nos termos do Facility Agreement poderá ter impacto adverso relevante sobre a condição financeira e resultados operacionais da Unitel e sobre o valor do investimento indireto da Empresa na Unitel. Adicionalmente, a Unitel registou um fee de gestão a pagar a um terceiro no montante de 155,7 milhões de dólares, o qual foi considerado nas suas demonstrações financeiras individuais do exercício findo em 31 de dezembro de 2013, preparadas de acordo com os princípios contabilísticos de Angola. Este fee não foi submetido ao conselho de administração da Unitel para aprovação e não foi aprovado pela PT Ventures. O pagamento deste fee pela Unitel poderá ter impacto adverso relevante sobre a condição financeira e resultados operacionais da Unitel e sobre o valor do investimento indireto da Empresa na Unitel. A Empresa não pode assegurar que será capaz de indicar com sucesso membros adicionais para o Conselho de Administração da Unitel e, portanto, impedir a Unitel de tomar ações que requerem a aprovação dos membros do Conselho de Administração da Unitel nomeados pela PT Ventures e, por consequência, impedir a aprovação de transações com partes relacionadas com os outros acionistas que acredita serem prejudiciais para a condição financeira e resultados operacionais da Unitel. O uso dos recursos da Unitel desta forma pode ter um impacto materialmente adverso sobre o valor do investimento na Unitel e na posição financeira e resultados operacionais da Empresa. Os outros acionistas da Unitel tentaram diluir a participação indireta da PT Ventures na Unitel através de um aumento de capital que tecnicamente impediria a Empresa de participar e convocaram assembleias gerais nas quais indicaram o seu desejo de alterar unilateralmente o estatuto social e o acordo de acionistas da Unitel. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 117
Na assembleia geral da Unitel realizada em 15 de dezembro de 2014, os acionistas da Unitel aprovaram o aumento de capital da sociedade e alteraram o valor nominal das suas ações. Embora a PT Ventures tenha solicitado diversas vezes a proposta e outras informações relevantes no que diz respeito a este e outros itens da agenda da reunião, a PT Ventures nunca recebeu de tais documentos e informações. Os detalhes deste aumento de capital são obscuros, uma vez que não foram incluídos na convocatória da assembleia nem foram detalhados durante a mesma. Outros detalhes sobre este aumento de capital foram incluídos na minuta da ata da assembleia enviada à PT Ventures e, aparentemente, apesar desta ter decidido subscrever uma parcela proporcional desse aumento de capital para evitar a diluição da sua participação na Unitel, o vencimento da realização do preço de subscrição será antecipado para impedir que a PT Ventures consiga obter as aprovações cambiais necessárias antes da data de vencimento. A PT Ventures interpôs uma ação junto a um tribunal Angolano para a anulação da aprovação do aumento de capital da Unitel nessa assembleia geral. A ata da assembleia geral da Unitel incluiu alterações do seu estatuto social e eventuais alterações ao acordo de acionistas da Unitel, além de assuntos diversos que poderiam ser levantados e discutidos na própria assembleia, inclusive os investimentos pela Unitel no Zimbabwe e a realização de estudo para a implementação de uma reorganização societária na sociedade. A PT Ventures não recebeu os detalhes das alterações propostas ao estatuto social e eventuais alterações ao acordo de acionistas da Unitel, apesar dos seus vários pedidos antes, durante e após a reunião realizada. A assembleia de 15 de dezembro de 2014 foi suspensa sem que nenhuma medida fosse tomada em relação a esses itens e está prevista para ser convocada em 9 de abril de 2015. A PT Ventures interpôs uma ação junto a um tribunal Angolano para a anulação da aprovação dos investimentos pela Unitel no Zimbabwe e a realização de estudo para a implementação de uma reorganização societária na sociedade. Não é possível avaliar o impacto na Unitel ou na PT Ventures dos assuntos discutidos na assembleia geral de 15 de dezembro de 2014 ou das alterações propostas do estatuto social e do acordo de acionistas da Unitel porque não recebemos informações suficientes para analisa-los. Além disso, cumpre destacar que os demais acionistas não têm autoridade legal para alterar o acordo de acionistas da Unitel com base em medidas tomadas em assembleia geral, uma vez que este é um Acordo entre todas as partes. Caso os outros acionistas aprovem medidas prejudiciais à Unitel ou ao investimento da PT Ventures nessa sociedade, tais medidas poderão ter um efeito negativo relevante sobre a situação financeira e os resultados da Unitel e, por conseguinte, no valor do investimento na Empresa. A concessão da Unitel para operar em Angola expirou e ainda não foi renovada. A concessão da Unitel para prestar serviços de telecomunicações móveis em Angola expirou em abril de 2012. A Empresa não tem garantias relativamente aos termos em que o Instituto Nacional de Telecomunicações (Instituto Angolano das Comunicações) venha a conceder uma renovação desta concessão. A não obtenção da renovação desta concessão pode ter um efeito material adverso sobre a capacidade da Unitel para continuar a prestar serviços de telecomunicações móveis em Angola, o que poderia ter um efeito materialmente adverso na posição financeira e nos resultados operacionais da Empresa. Condições políticas, econômicas e jurídicas adversas em países africanos e asiáticos onde a Empresa detem investimentos poderão prejudicar a sua capacidade de receber dividendos de subsidiárias e investimentos em África e na Ásia. Historicamente, os governos de muitos países africanos e asiáticos onde a Empresa detem investimentos exerceram e continuam a exercer influência significativa sobre as respectivas economias e sistemas jurídicos e poderão tomar medidas legais ou regulamentares que restringem a capacidade das suas subsidiárias e investidas de pagar dividendos. Paralelamente, condições políticas ou económicas adversas nesses países poderão prejudicar a capacidade da Empresa de receber dividendos de subsidiárias e investidas. Historicamente, a PT SGPS recebeu dividendos de subsidiárias e investidas africanas e asiáticas, entretanto, qualquer restrição à capacidade da Empresa de receber uma parcela significativa desses dividendos poderá afetar negativamente os seus fluxos de caixa e a sua liquidez. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 118
Além disso, os seus investimentos nessas regiões estão expostos a riscos políticos e econômicos que incluem, entre outros, variações cambiais e nas taxas de juros, inflação e políticas econômicas restritivas, além de riscos regulatórios que incluem, entre outros, processo de renovação de licenças e a evolução do segmento de retalho regulamentado e das tarifas no wholesale. Adicionalmente, os investimentos nos mercados africanos e asiáticos enfrentam riscos associados ao aumento da concorrência, inclusive devido à entrada de novos concorrentes e ao rápido desenvolvimento de novas tecnologias. O desenvolvimento de parcerias nesses mercados gera riscos relacionados à capacidade dos parceiros em explorar os ativos em conjunto. Qualquer incapacidade da Empresa e dos seus parceiros para explorar esses ativos poderá ter um efeito negativo na estratégia da Empresa e todos esses riscos poderão afetar negativamente os resultados da Empresa. A Empresa é sócia de joint ventures e parcerias que poderão não ser bem sucedidas ou expor a Empresa a custos futuros. A Empresa é sócia de joint ventures e parcerias em África e na Ásia. Os acordos de parceria poderão não ter os resultados previstos por diversos motivos, inclusive devido à avaliação incorreta nas necessidades ou da capacidade da Empresa ou à estabilidade financeira dos seus parceiros estratégicos. A participação da Empresa em eventuais prejuízos ou compromissos para contribuir com capital adicional nessas parcerias poderá ter um efeito negativo relevante sobre os resultados e a situação financeira da Empresa. A capacidade da Empresa para trabalhar com esses parceiros ou desenvolver novos produtos e soluções poderá ser restringida, prejudicando a competitividade nos mercados onde atuam tais joint ventures e parcerias. A Empresa poderá envolver-se em disputas com os seus parceiros e ter dificuldades para chegar a um acordo que considere ser benéfico para tais joint ventures e parcerias. Adicionalmente, as joint ventures e as parcerias em países africanos e asiáticos são, habitualmente, regidas pelas leis desses países e os nossos parceiros costumam ser participantes estabelecidos nesses mercados e poderão ter mais influência sobre essas economias do que a Empresa. Caso a Empresa sinta dificuldades com os seus parceiros, poderá igualmente ter dificuldades para proteger os seus investimentos nesses países. Qualquer um desses fatores poderá fazer com que essas joint ventures e parcerias deixem de ser rentáveis e resultar na perda de parte ou da totalidade dos respectivos investimentos da Empresa. O acionista minoritário da Africatel BV afirmou que a combinação de negócios desencadeou o direito de obrigar a Empresa a adquirir ações de emissão da Africatel sob o acordo de acionistas. A Empresa detém indiretamente 75% do capital da Africatel BV. A Samba Luxco S.à.r.l., uma participada da Helios Investors LLP, detém os restantes 25%. As partes do acordo de acionistas da Africatel BV são a PT SGPS, as controladas Africatel GmbH & Co. KG, ou Africatel GmbH, e PT Ventures, e a Samba Luxco. Em 16 de setembro de 2014, a controlada Africatel GmbH, controladora direta da Africatel, recebeu uma carta da Samba Luxco, por meio da qual esta afirma que a aquisição da PT Portugal pela Oi é considerada uma mudança de controlo da PT SGPS e que, nos termos do acordo de acionistas, essa mudança lhe dá o direito de exercer a opção de venda das ações previsto nesse acordo pelo valor patrimonial de mercado das ações por ela detidas na Africatel. Nessa correspondência, a Samba Luxco alega estar exercendo o suposto direito e, por conseguinte, exige que a Africatel GmbH adquira as suas ações da Africatel. Em resposta, no dia 26 de setembro de 2014, a Africatel GmbH afirmou à Samba Luxco que, pelos termos acordo de acionistas da Africatel, não teria ocorrido qualquer ato ou fato que desse lugar ao exercício da opção de venda e que pretende contestar o alegado exercício dessa opção por parte da Samba Luxco. Na mesma data, a Oi divulgou Fato Relevante sobre as pretensões da Samba Luxco, o entendimento de que não caberia o exercício da opção de venda e que o seu Conselho de Administração teria autorizado a administração a tomar as medidas necessárias para a alienação das participações da Empresa na Africatel. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 119
No dia 12 de novembro de 2014, o Tribunal Arbitral Internacional da Câmara Internacional de Comércio notificou a Africatel GmbH que a Samba Luxco havia iniciado um processo de arbitragem contra a Africatel GmbH para aplicar o pretenso direito de venda ou, em alternativa, certos direitos e obrigações. A Africatel GmbH apresentou a sua resposta ao pedido da Samba Luxco para arbitragem em 15 de dezembro de 2014. O tribunal arbitral foi constituído no dia 12 de março de 2015. A Empresa pretende defender decisivamente a Africatel GmbH neste processo. 31. Investimentos em empreendimentos conjuntos Em 2 de maio de 2014, no âmbito da combinação de negócios em curso entre a PT SGPS e a Oi (Nota 1), a PT Móveis vendeu à PT SGPS a sua participação de 100% na Bratel BV, uma empresa holding que, basicamente, detinha indiretamente os investimentos na Oi e nos seus acionistas controladores. Consequentemente, a partir de 2 de maio de 2014, a PT Portugal desreconheceu os investimentos na Oi e nos seus acionistas controladores e a sua participação nas perdas desses empreendimentos conjuntos em 2014 respeita apenas ao período de quatro meses findo em 30 de abril de 2014, enquanto em 2013 corresponde ao exercício findo em 31 de dezembro de 2013. Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o detalhe dos investimentos em empreendimentos conjuntos é como se segue: 2014 2013 Oi - 2.118.787.696 Investimento financeiro (i) - 1.359.733.793 Goodwill - 759.053.903 Telemar Participações (ii) - 77.257.222 LF (iii) - 118.957.901 AG (iii) - 122.920.481 EISA (iv) 1.811.412 1.531.153 1.811.412 2.439.454.453 (i) Em 31 de dezembro de 2013, este investimento financeiro reflete a participação direta de 15,4% da PT Portugal nos ativos líquidos da Oi, no montante de 8.162 milhões de. (ii) Em 31 de dezembro de 2013, a PT Portugal detinha uma participação direta de 12,1% na Telemar Participações. O investimento na Telemar Participações reflete a composição dos seus ativos líquidos, incluindo (1) a participação direta de 18,8% na Oi, e (2) a sua dívida bruta no montante total de 942 milhões de. (iii) Em 31 de dezembro de 2013, a PT Portugal detinha uma participação direta de 35% na AG e na LF. O investimento nestas empresas reflete a composição dos seus ativos líquidos, incluindo (1) os seus investimentos na Telemar Participações, através de uma participação direta de 19,4% cada uma, e na Oi, por via de uma participação direta de 4,25% cada uma, e (2) a dívida bruta de ambas as empresas, nos montantes de 196 milhões de eruos no caso da AG e 199 milhões de no caso da LF. (iv) A Ericsson Inovação, SA ("EISA") é uma entidade que presta serviços de sistemas de informação e é controlada conjuntamente pela PT Portugal, através da sua subsidiária PT Inovação Brasil, e a Ericsson, SA. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 120
O detalhe da participação da PT Portugal nos resultados de empreendimentos conjuntos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 é como se segue: 2014 2013 Participação da Empresa nos ganhos (perdas) de empreendimentos conjuntos Oi (i) (13.711.148) 27.955.512 Telemar Participações (ii) (7.648.457) (9.832.620) LF (ii) (9.566.831) (10.415.106) AG (ii) (9.548.587) (9.988.842) EISA 2.491.936 2.318.098 Outros 1.550.195 - (36.432.892) 37.042 Perdas líquidas relacionadas com a alienação/aquisição de investimentos Alienação da Bratel BV (iii) (949.908.593) - Aquisição de uma participação de 6,5% na Bratel Brasil (iv) 9.265.254 - (977.076.231) 37.042 (i) Esta rubrica corresponde à participação 15,4% da PT Portugal nos resultados da Oi no período de 4 meses findo em 30 de abril de 2014 e no exercício findo em 31 de dezembro de 2013. A evolução negativa dos resultados da Oi reflete essencialmente uma mais-valia reconhecida pela Oi no quarto trimestre de 2013 no âmbito da alienação do investimento na Globenet (operação de cabos submarinos), menores receitas operacionais e maiores custos com juros e outras despesas financeiras, efeitos que mais do que compensaram a mais-valia registada pela Oi em março de 2014 referente à alienação de torres de telecomunicações móveis. (ii) A participação da PT Portugal nas perdas líquidas destas entidades reflecte essencialmente os juros suportados registados pelas empresas holdings relativamente aos seus financiamentos obtidos, e também a participação destas empresas nos resultados da Oi. A evolução destas rubricas reflete o facto de em 2014 a PT Portugal se ter apropriado apenas dos juros suportados por estas entidades durante um período de quatro meses, em comparação com um período de doze meses em 2013, efeito parcialmente compensado pela evolução negativa dos resultados da Oi, conforme explicado acima. (iii) Em 2 de maio de 2014, a PT Portugal, através da sua subsidiária PT Móveis, completou a alienação da participação de 100% na Bratel BV à Portugal Telecom (Nota 1). A Bratel BV, através de sua controlada Bratel Brasil, detém o investimento na Oi e nos seus acionistas controladores. A perda líquida registada pela PT Móveis no âmbito desta transação foi incluída nesta rubrica uma vez que reflete basicamente a alienação do investimento da PT Portugal na Oi. Esta perda, no montante de 950 milhões de (Nota 1), inclui (1) uma mais-valia de 50 milhões de que reflecte a diferença entre o preço de venda (4.195 milhões de ) e o valor contabilistico do investimento na Bratel BV (4.145 milhões de, que inclui o aumento de capital realizado pela PT Móveis na Bratel BV antes da venda, no montante de 1.303 milhões de ), e (2) o valor acumulado dos ajustamentos de conversão cambial negativos gerados desde a aquisição do investimento na Oi em março de 2011, no montante total de 1.000 milhões de, o qual foi transferido para o resultado líquido com a venda deste investimento em 2 maio de 2014. (iv) Em 31 de dezembro de 2013, os acionistas da Bratel Brasil eram a Bratel BV (98,8%) e a PT SGPS (1,2%). Em março de 2014, na sequência da cisão dos investimentos na CTX e na Contax para a Bratel Brasil, a PT SGPS passou a deter uma participação na Bratel Brasil de 6,5% e, ainda em março, a Bratel BV adquiriu à PT SGPS essa participação de 6,5% pelo montante de 172 milhões de (Nota 46), tendo registado uma mais-valia de 9 milhões de, correspondente à diferença entre o valor contabilistico do investimento e o preço de aquisição. 32. Investimentos em empresas associadas Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Partes de capital em empresas associadas 10.876.396 5.142.876 Empréstimos concedidos a empresas participadas 8.352.153 3.117.210 19.228.549 8.260.086 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 121
Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a rubrica Partes de capital em empresas associadas tem a seguinte composição: 2014 2013 Siresp (i) 4.665.480 - Janela Digital 3.261.730 2.048.674 INESC (ii) 2.992.787 - Hungaro Digitel KFT (i) 2.554.644 - Multicert 260.511 734.468 Outros 134.031 2.359.734 13.869.183 5.142.876 Ajustamentos a partes de capital em empresas associadas (Nota 41) (2.992.787) - 10.876.396 5.142.876 (i) (ii) Estes investimentos são detidos direta ou indiretamente através da empresa PT Participações, a qual foi adquirida pela PT Móveis em 2 de maio de 2014 no âmbito da combinação de negócios em curso entre a PT SGPS e a Oi. Em 31 de dezembro de 2014, este investimento encontrava-se integralmente ajustado. Os empréstimos concedidos a empresas participadas destinam-se essencialmente a financiar as suas atividades, nomeadamente o desenvolvimento de novos negócios, e não apresentam maturidade definida. Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, estes empréstimos tinham a seguinte composição: 2014 2013 Sportinveste Multimédia (i) 32.618.668 - Yunit 2.228.328 2.228.328 Siresp 1.159.997 - INESC - Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (ii) 757.758 888.882 Outras empresas 150.001-36.914.752 3.117.210 Ajustamentos resultantes da aplicação da equivalência (i) (28.562.599) - 8.352.153 3.117.210 (i) (ii) Em 31 de dezembro de 2013, o investimento na Sportinveste Multimédia encontrava-se classificado como detido para venda (Nota 30). A rubrica de ajustamentos resultantes da aplicação da equivalência respeita exclusivamente ao investimento na Sportinveste Multimédia e corresponde às perdas acumuladas decorrentes da aplicação do método de equivalência patrimonial que excederam o valor do investimento inicial, tendo por este motivo sido reconhecidas como uma redução ao valor dos empréstimos concedidos a esta entidade. Estes suprimentos serão liquidados em espécie através da entrega por parte do INESC de 61.000 ações do Taguspark. Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a rubrica Ganhos em empresas participadas, líquidos têm a seguinte composição: 2014 2013 Janela Digital 1.213.056 - Multitel 771.530 - Siresp (493.899) - CTM (i) - 32.729.421 Outros (643.576) 240.179 847.111 32.969.600 (i) Esta rubrica corresponde ao ganho apurado pela PT Comunicações no âmbito da alienação da sua participação de 3% na CTM pelo montante total de 36 milhões de (Notas 30 e 45). PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 122
33. Outros investimentos Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Propriedades de investimento, líquido de amortizações acumuladas (i) 10.866.760 13.858.289 Outros investimentos financeiros 20.570.070 2.443.375.292 31.436.830 2.457.233.581 Ajustamentos a propriedades de investimento (Nota 41) (936.496) (871.239) Ajustamentos a outros investimentos (Nota 41) (1.247) (1.247) 30.499.087 2.456.361.095 (i) As propriedades de investimento respeitam, essencialmente, a terrenos e edifícios detidos pela Meo Comunicações que não se encontram afetos à sua atividade operacional. Estes ativos encontram-se registados ao custo de aquisição deduzido de amortizações acumuladas e eventuais perdas por imparidade. A Meo Comunicações efetua avaliações regulares destes imóveis. Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os outros investimentos financeiros acima apresentados, os quais para efeitos contabilísticos são reconhecidos ao custo de aquisição deduzidos de perdas por imparidade, têm a seguinte composição: 2014 2013 FibroGlobal (i) 14.764.000 5.000.000 Tagusparque (ii) 5.380.767 - Títulos de dívida emitidos pela PT Finance (iii) - 2.438.000.000 Outras empresas 425.303 375.292 Sub-total 20.570.070 2.443.375.292 Ajustamentos a outros investimentos (1.247) (1.247) 20.568.823 2.443.374.045 (i) A PT Portugal, através da Meo Comunicações, detém uma participação de 5% nesta entidade, cuja atividade consiste na construção das redes de nova geração em zonas remotas e exploração das mesmas mediante a disponibilização de uma oferta grossista a todos os operadores e prestadores de serviço interessados. Em 31 de dezembro de 2014, esta rubrica inclui um investimento de 1 milhão de, correspondente à realização inicial do capital social desta entidade, e financiamentos concedidos a esta entidade no montante total de 13.764.000 destinados a financiar a construção das referidas redes. (ii) O investimento nesta entidade é detido diretamente pela PT Investimentos, empresa que foi adquirida pela PT Portugal à PT SGPS durante o ano 2014 (Nota 1). (iii) Esta rubrica corresponde a títulos de dívida emitidos pela PT Finance e subscritos pela CV TEL, uma vez que a PT Finance ainda não era consolidada nestas demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2013. Durante o período entre 1 de janeiro e 5 de maio de 2014, a PT Finance reembolsou um montante total de 1.603 milhões de (Nota 46) e, em 5 de maio de 2014, a PT Finance foi adquirida pela PT Portugal no âmbito do aumento de capital da Oi (Nota 1) e consolidada nestas demonstrações financeiras desde então. 34. Goodwill Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica ascende a 2.856.664.751 e 3.723.664.750 e está relacionada com o goodwill apurado pela PT Portugal na aquisição em 2006 dos investimentos na PT Comunicações e na TMN. Em resultado da fusão da TMN na PT Comunicações concluída em dezembro de 2014, a Empresa entende que a sua participação na Meo Comunicações representa o nível mais baixo de ativos que geram fluxos de caixa, monitorando portanto o goodwill apenas a este nível, o qual representa basicamente o segmento de Telecomunicações em Portugal. A Empresa efetuou o teste anual de imparidade sobre o goodwill acima mencionado tendo por base a oferta da Altice para a aquisição à Oi dos negócios domésticos da PT Portugal (Nota 3). No âmbito desta análise, foi apurada uma imparidade de 867 milhões de (Nota 15), em resultado da qual o goodwill foi reduzido de 3.724 milhões de para 2.857 milhões de. Esta imparidade reflete a diferença entre (1) o valor atribuído ao enterprise value dos negócios domésticos na oferta da Altice (7,4 mil milhões de ) deduzido do PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 123
pagamento diferido referente a receitas futuras (0,5 mil milhões de ), das responsabilidades com benefícios de reforma (0,9 mil milhões de ) e de outros passivos financeiros (0,3 mil milhões de ), no total de 5,7 mil milhões de, e (2) o valor contabilístico destes mesmos negócios domésticos no montante de 6,6 mil milhões de, o qual não inclui a dívida líquida, os investimentos em títulos da Rio Forte e os investimentos nas operações internacionais, conforme previsto na oferta da Altice. 35. Ativos intangíveis Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os movimentos ocorridos nos ativos intangíveis foram como segue: Saldo 31 dez 2013 Alterações no perímetro de consolidação Ajustamentos de conversão cambial Ativos detidos para venda Transferências e outros movimentos Saldo 31 dez 2014 Aumentos Valor de custo Propriedade industrial e outros direitos 2.447.709.076 239.311.778 116.699.252 7.182.843 (252.322.702) (25.265.671) 2.533.314.576 Outros ativos intangíveis 14.371.572 50.406.206 914.640 (697) (53.131.435) 4.796.143 17.356.429 Ativos intangíveis em curso 12.910.193 6.218.340 9.763.169 45.077 (2.821.837) (19.194.315) 6.920.627 2.474.990.841 295.936.324 127.377.061 7.227.223 (308.275.974) (39.663.843) 2.557.591.632 Amortizações acumuladas Propriedade industrial e outros direitos 1.762.161.793 142.560.871 204.303.797 3.578.600 (153.061.347) (34.662.840) 1.924.880.874 Outros ativos intangíveis 10.777.982 35.483.563 8.449.857 17.830 (38.561.268) (4.491.781) 11.676.183 1.772.939.775 178.044.434 212.753.654 3.596.430 (191.622.615) (39.154.621) 1.936.557.057 Total (Nota 7.b) 702.051.066 117.891.890 (85.376.593) 3.630.793 (116.653.359) (509.222) 621.034.575 Saldo 31 dez 2012 Aumentos Ajustamentos de conversão cambial Transferências e outros movimentos Saldo 31 dez 2013 Valor de custo Propriedade industrial e outros direitos 2.421.451.582 39.116.641 (135.060) (12.724.087) 2.447.709.076 Outros ativos intangíveis 11.825.495 461.462 (28) 2.084.643 14.371.572 Ativos intangíveis em curso 5.262.076 11.230.706 (72.891) (3.509.698) 12.910.193 2.438.539.153 50.808.809 (207.979) (14.149.142) 2.474.990.841 Amortizações acumuladas Propriedade industrial e outros direitos 1.556.333.260 219.380.803 (105.815) (13.446.455) 1.762.161.793 Outros ativos intangíveis 7.885.554 2.892.433 (5) - 10.777.982 1.564.218.814 222.273.236 (105.820) (13.446.455) 1.772.939.775 Total (Nota 7.b) 874.320.339 (171.464.427) (102.159) (702.687) 702.051.066 35.1 Alterações no perímetro de consolidação e Ativos detidos para venda No exercício findo em 31 de dezembro de 2014, as alterações no perímetro de consolidação respeitam essencialmente aos ativos intangíveis dos negócios internacionais, no seguimento da aquisição da PT Participações e da PT Centro Corporativo. Adicionalmente, no seguimento da deliberação do Conselho de Administração da Oi de alienar os negócios internacionais (Nota 1), os ativos intangíveis dos mesmos foram apresentados na rubrica Ativos não correntes detidos para venda da Demonstração Consolidada da Posição Financeira em 31 de dezembro de 2014. 35.2 Aumentos Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os investimentos em ativos intangíveis ascenderam a 127 milhões de e 51 milhões de, respetivamente. Este aumento reflete essencialmente um montante de 55 milhões de capitalizado em 2014 referente ao valor do acordo de acesso exclusivo à rede PON da Vodafone. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 124
35.3 Outras situações relativas aos ativos intangíveis O valor líquido contabilístico da rubrica Propriedade industrial e outros direitos inclui essencialmente os seguintes montantes: 325 milhões de e 343 milhões de em 31 de dezembro de 2014 e 2013, respetivamente, relativos às licenças 3G e 4G obtidas pela Meo, S.A. em 2000 e 2011, respetivamente, correspondendo a um valor bruto de 500 milhões de líquido de amortizações acumuladas de 175 milhões de. O valor bruto inclui essencialmente: (i) 133 milhões de relativos à licença UMTS adquirida em 2000; (ii) 242 milhões de capitalizados no seguimento do compromisso assumido em 2000 pela Meo S.A. e pelos outros operadores móveis de efetuar contribuições para a sociedade da informação durante o período de duração da licença, e 11,5 milhões de capitalizados em 2009 relativos a compromissos adicionais nos termos da licença de UMTS; e (iii) 106 milhões de relativos à licença de 4G adquirida pela Meo S.A. em 2011. 155 milhões de e 170 milhões de em 31 de dezembro de 2014 e 2013, respetivamente, relativos à aquisição da propriedade plena da Rede Básica ao Estado Português, incluindo um valor bruto capitalizado em 2002 no montante de 339 milhões de ; 55 milhões de em 31 de dezembro de 2014 relativos ao contrato de aquisição de acesso exclusivo à rede PON da Vodafone, o qual se encontra a ser amortizado na medida em que essa capacidade adicional vai sendo disponibilizada à Meo Comunicações; 33 milhões de em 31 dezembro de 2013, correspondente ao valor contabilístico atribuído às listas de clientes da PT Comunicações e Meo, SA em 2006 no âmbito da alocação do preço de compra destes investimentos, as quais foram amortizadas por um período de 8 anos que terminou em 30 de setembro de 2014; 16 milhões de e 15 milhões de em 31 dezembro de 2014 e 2013, respetivamente, relativos a licenças de software; 23 milhões de e 24 milhões de em 31 dezembro de 2014 e 2013, respetivamente, relativos ao custo incorrido com contratos de fidelização com clientes de serviços móveis pós-pagos, os quais estão a ser amortizados durante o período de duração dos respetivos contratos de aluguer, correspondente a um período de 2 anos; 21 milhões de e 22 milhões de em 31 dezembro de 2014 e 2013, respetivamente, relativos aos compromissos assumidos pela PT Comunicações no âmbito da licença TDT; 2 milhões de e 9 milhões de em 31 dezembro de 2014 e 2013, respetivamente, relativos a contratos celebrados pela PT Comunicações em 2007 e 2009 para a aquisição de capacidade de satélite até 2015, os quais foram registados como locação financeira. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 125
36. Ativos tangíveis Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os movimentos ocorridos nos ativos tangíveis foram como segue: Saldo 31 dez 2013 Alterações no perímetro de consolidação Ajustamentos de conversão cambial Ativos detidos para venda Transferências e outros movimentos Saldo 31 dez 2014 Aumentos Valor de custo Terrenos e recursos naturais 181.736.438 5.373 1.247 - (8.401) 1.652.788 183.387.445 Edifícios e outras construções 913.703.220 27.202.738 11.815.933 2.848.939 (31.156.399) 373.273.400 1.297.687.831 Equipamento básico 9.860.627.393 237.470.731 220.592.471 12.880.440 (247.362.230) 507.245.186 10.591.453.991 Equipamento de transporte 66.191.132 9.765.428 5.908.728 352.094 (7.690.725) (14.648.794) 59.877.863 Ferramentas e utensílios 19.838.311 1.581.663 108.471 67.403 (1.666.014) (5.879) 19.923.955 Equipamento administrativo 1.227.209.053 58.966.830 33.237.980 697.055 (21.213.278) (32.779.636) 1.266.118.004 Outros ativos tangíveis 47.186.617 16.291.623 896.769 36.395 (16.043.077) 193.100 48.561.427 Ativos tangíveis em curso 148.637.716 7.565.118 39.468.568 91.007 (3.397.584) (107.134.720) 85.230.105 Adiantamentos por conta de ativos tangíveis 562.661 - - - - 9.577 572.238 12.465.692.541 358.849.504 312.030.167 16.973.333 (328.537.708) 727.805.022 13.552.812.859 Amortizações acumuladas Terrenos e recursos naturais 9.803.584 - - - - 32.477 9.836.061 Edifícios e outras construções 378.027.142 7.658.391 42.381.604 834.382 (9.608.977) 359.186.884 778.479.426 Equipamento básico 7.560.020.885 130.045.619 433.853.504 7.377.656 (136.870.437) 464.619.862 8.459.047.089 Equipamento de transporte 44.435.164 6.435.462 8.196.119 249.834 (4.955.169) (14.259.668) 40.101.742 Ferramentas e utensílios 19.536.638 1.292.955 234.884 41.994 (1.407.469) (7.482) 19.691.520 Equipamento administrativo 1.131.590.842 23.325.663 79.495.410 488.668 (16.496.778) (82.729.779) 1.135.674.026 Outros ativos tangíveis 44.351.163 2.167.201 1.412.830 35.010 (2.289.576) (892.434) 44.784.194 9.187.765.418 170.925.291 565.574.351 9.027.544 (171.628.406) 725.949.860 10.487.614.058 Total (Nota 7.b) 3.277.927.123 187.924.213 (253.544.184) 7.945.789 (156.909.302) 1.855.162 3.065.198.801 Saldo 31 dez 2012 Alterações no perímetro de consolidação Ajustamentos de conversão cambial Transferências e outros movimentos Saldo 31 dez 2013 Aumentos Valor de custo Terrenos e recursos naturais 180.662.809 1.885.579 9.477 - (821.427) 181.736.438 Edifícios e outras construções 859.313.160 9.032.430 32.625.284 (48.109) 12.780.455 913.703.220 Equipamento básico 9.734.310.404 6.601 298.852.666 (151.795) (172.390.483) 9.860.627.393 Equipamento de transporte 68.483.758-9.844.907 (43.217) (12.094.316) 66.191.132 Ferramentas e utensílios 19.745.303-96.277 - (3.269) 19.838.311 Equipamento administrativo 1.186.750.301 98.044 32.818.735 (49.985) 7.591.958 1.227.209.053 Outros ativos tangíveis 47.310.760 2.614 475.586 (104) (602.239) 47.186.617 Ativos tangíveis em curso 189.799.540 31.338 84.159.024 (19.536) (125.332.650) 148.637.716 Adiantamentos por conta de ativos tangíveis 562.661 - - - - 562.661 12.286.938.696 11.056.606 458.881.956 (312.746) (290.871.971) 12.465.692.541 Amortizações acumuladas Terrenos e recursos naturais 9.732.669 - - - 70.915 9.803.584 Edifícios e outras construções 338.270.789 3.511.236 47.274.584 (24.481) (11.004.986) 378.027.142 Equipamento básico 7.351.331.642 4.367 439.120.901 (100.845) (230.335.180) 7.560.020.885 Equipamento de transporte 47.863.687-6.667.185 (17.768) (10.077.940) 44.435.164 Ferramentas e utensílios 19.327.574-212.332 - (3.268) 19.536.638 Equipamento administrativo 1.078.012.036 93.762 77.974.372 (33.344) (24.455.984) 1.131.590.842 Outros ativos tangíveis 44.047.820-1.041.044 (41) (737.660) 44.351.163 8.888.586.217 3.609.365 572.290.418 (176.479) (276.544.103) 9.187.765.418 Total (Nota 7.b) 3.398.352.479 7.447.241 (113.408.462) (136.267) (14.327.868) 3.277.927.123 36.1 Alterações no perímetro de consolidação e Ativos detidos para venda No exercício findo em 31 de dezembro de 2014, as alterações no perímetro de consolidação respeitam essencialmente aos ativos tangíveis dos negócios internacionais, no seguimento da aquisição da PT Participações e da PT Centro Corporativo. Adicionalmente, no seguimento da deliberação do Conselho de Administração da Oi de alienar os negócios internacionais (Nota 1), os ativos tangíveis dos mesmos foram apresentados na rubrica Ativos não correntes detidos para venda da Demonstração Consolidada da Posição Financeira em 31 de dezembro de 2014. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 126
36.2 Reavaliações A PT Portugal aplica o modelo de reavaliação para a valorização dos seus imóveis (Nota 3), refletidos nas classes de ativos Terrenos e recursos naturais e Edifícios e outras construções. A reavaliação dos imóveis foi reconhecidas pela primeira vez a 30 de junho de 2008 e resultou numa reavaliação desses ativos no montante de 208.268.320. A determinação do valor de mercado dos imóveis foi efetuada por uma entidade independente e baseou-se essencialmente: (i) em preços disponíveis num mercado ativo ou determinados a partir de transações recentes ocorridas no mercado; (ii) no método da rentabilidade para imóveis comerciais e administrativos; e (iii) no custo de adquirir ou produzir um imóvel semelhante com a mesma utilização para os edifícios técnicos. Na aplicação da primeira metodologia, em 2008, os principais pressupostos utilizados foram a taxa de desconto (média de 8%) e a renda mensal por metro quadrado (média de 6 ). A PT Portugal realizou uma nova reavaliação dos seus ativos imobiliários no exercício findo em 31 de dezembro de 2011, utilizando a metodologia acima descrita. Esta reavaliação foi realizada com efeitos a 31 de dezembro de 2011 e resultou num aumento líquido dos ativos tangíveis no montante de 57.953.576 milhões de. Deste então, a PT Portugal tem efetuado anualmente através de peritos externos independentes uma avaliação do justo valor dos imóveis registados na Demonstração Consolidada da Posição Financeira, tendo concluído que o mesmo não difere de forma relevante do respetivo valor contabilístico, motivo pelo qual não efetuou nova reavaliação. A amortização do acréscimo de valor resultante da reserva de reavaliação dos imóveis ascendeu a aproximadamente 8 milhões de nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013. Consequentemente, se estes ativos estivessem reconhecidos de acordo com o modelo do custo, o valor contabilístico em 31 de dezembro de 2014 dos imóveis seria mais baixo em, aproximadamente, 171 milhões de, correspondente a 132 milhões de líquidos de efeito fiscal. 36.3 Outras situações relativas a ativos tangíveis Relativamente aos ativos tangíveis, são ainda de referir as seguintes situações: O equipamento básico inclui essencialmente instalações e equipamento de rede, incluindo a rede de condutas, equipamento de comutação, equipamento terminal e cabos submarinos; Os ativos tangíveis em curso correspondem essencialmente a equipamentos de rede de telecomunicações e são registados durante o período de instalação desses equipamentos, que normalmente dura de 2 a 3 meses, o que explica os valores significativos registados nesta rubrica, embora com maturidades reduzidas; A PT Portugal reconheceu trabalhos para a própria empresa em ativos tangíveis nos montantes de 88 milhões de e 96 milhões de nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, respetivamente, os quais incluem 71 milhões de em ambos os exercícios relativos a gastos com pessoal, sendo o remanescente relativo a materiais e outros gastos; A Meo Comunicações tem ativos tangíveis localizados no estrangeiro nos montantes de 9 milhões de e 12 milhões de em 31 de dezembro de 2014 e 2013, respetivamente, dos quais assumem particular relevo as participações em consórcios de cabos submarinos; A Meo Comunicações tem ativos tangíveis instalados em propriedade alheia ou em propriedade pública nos montantes de 5 milhões de e 8 milhões de em 31 de dezembro de 2014 e 2013, respetivamente, e que respeita essencialmente a antenas. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 127
37. Dívida Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o detalhe dos financiamentos obtidos é como segue: 2014 2013 Corrente Não corrente Corrente Não corrente Empréstimos por obrigações não convertíveis - 4.735.376.187 - - Empréstimos bancários Empréstimos externos 42.688.299 495.697.951 - - Empréstimos internos 24.730-2.020.915 - Papel comercial Interno 396.250.000 - - - Externo - - 20.000.000 5.054.700.000 Locação financeira 15.506.517 24.060.562 23.849.700 14.851.705 Financiamentos obtidos junto da Oi 750.000.000 - - - Financiamentos obtidos junto da Portugal Telecom - - - 1.806.200.000 Outros financiamentos 1.727-461.213.456-1.204.471.273 5.255.134.700 507.084.071 6.875.751.705 O montante total da dívida bruta ascendeu a aproximadamente 6.460 milhões de e 7.383 milhões de em 31 de dezembro de 2014 e 2013, respetivamente, uma redução de aproximadamente 923 milhões de que reflete essencialmente determinados financiamentos e papel comercial em dívida à PT SGPS e PT Finance em 31 de dezembro de 2013, uma vez que estas entidades não eram consolidadas nas demonstrações financeiras da PT Portugal nesta data. Este efeito foi parcialmente compensado por empréstimos por obrigações, empréstimos bancários e outros financiamentos que foram consolidados a partir de maio de 2014 na sequência da aquisição da PT Finance ou por via da transferência de papel comercial e financiamentos bancários da Portugal Telecom, no âmbito da restruturação interna do Grupo Portugal Telecom realizada com o propósito da contribuição para o aumento de capital da Oi. 37.1. Empréstimos por obrigações convertíveis Em 28 de agosto de 2007, a PT Finance emitiu obrigações no montante total de 750.000.000, convertíveis em ações ordinárias da Portugal Telecom, nos seguintes termos: - Preço de conversão: 13,9859 por ação ordinária da PT SGPS, ajustado para 11,60 em 30 de outubro de 2007, no seguimento do spin-off da PT Multimédia, para 11,06 em 28 de dezembro de 2010, para 9,4 em 31 de maio de 2011 e para 8,91 em 22 de maio de 2012, no seguimento dos dividendos pagos em dezembro de 2010, em junho de 2011 e em maio de 2012, respetivamente, de acordo com os termos e condições destas obrigações; - Valor nominal de cada obrigação: 50.000 ; - Maturidade: 28 de agosto de 2014, exceto se previamente adquiridas, canceladas ou convertidas; e - Taxa de juro fixa: 4,125% por ano, paga semestralmente. Após a aquisição da PT Finance em 5 maio de 2014, na sequência da reestruturação interna do Grupo Portugal Telecom (Nota 1), estas obrigações convertíveis passaram a ser consolidadas na Demonstração Consolidada da Posição Financeira da PT Portugal, tendo deixado de ser convertíveis em ações da PT SGPS mas apenas num montante de numerário equivalente ao valor de mercado dessas ações, conforme aprovado pelos detentores das obrigações numa assembleia realizada em 3 de março de 2014. Estas obrigações foram integralmente reembolsadas na data de maturidade, em 28 de agosto de 2014 (Nota 46). PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 128
37.2. Empréstimos por obrigações não convertíveis A tabela abaixo inclui informação detalhada sobre os empréstimos por obrigações não convertíveis em dívida em 31 de dezembro de 2014: Emitente (i) Dívida Euro Data emissão Maturidade esperada (ii) Taxa de juro PT Finance Eurobond 1.000.000.000 Mai-13 2020 4,625% PT Finance Eurobond 750.000.000 Out-12 2018 5,875% PT Portugal (iii) Empréstimo obrigacionista de retalho 400.000.000 Jul-12 2016 6,25% PT Finance Eurobond 600.000.000 Fev-11 2016 5,625% PT Finance Eurobond 750.000.000 Nov-09 2019 5,00% PT Finance Fixed rate notes 250.000.000 Jul-09 2017 5,242% PT Finance Eurobond 500.000.000 Jun-05 2025 4,50% PT Finance Eurobond 500.000.000 Mar-05 2017 4,375% Despesas de transação (iv) (14.623.813) 4.735.376.187 (i) Todas as emissões da PT Finance e da PT Portugal foram efetuadas no âmbito do Euro Medium Term Notes Program ( EMTN ). (ii) Estes empréstimos obrigacionistas são reembolsados na data final de maturidade, exceto quando indicado em contrário. (iii) Este empréstimo obrigacionista de retalho foi emitido pela Portugal Telecom em julho de 2012 e transferido para a PT Portugal em 5 de maio de 2014 (Nota 46) no âmbito da restruturação interna do Grupo Portugal Telecom e no seguimento de aprovação pelos titulares das obrigações em assembleia realizada em 18 de março de 2014. (iv) Esta rubrica corresponde a despesas incorridas na data de emissão destas obrigações, as quais estão relacionadas com: (i) arredondamentos na definição da taxa do cupão; e (ii) comissões pré pagas. Estas despesas são reconhecidas em resultados ao longo do período dos empréstimos. Com efeitos a 5 de maio de 2014, todas as obrigações emitidas no âmbito do Programa EMTN e o empréstimo obrigacionista de retalho beneficiam de uma garantia irrevogável e incondicional da Oi. Em 31 de dezembro de 2014, o valor máximo utilizável no âmbito do Programa EMTN da PT Finance e da PT Portugal ascendia a 7.500.000.000, dos quais 4.750.000.000 estavam utilizados em 31 de dezembro de 2014, conforme descrito acima. 37.3. Empréstimos bancários Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os empréstimos bancários no montante total de 538.410.980 e 2.020.915, respetivamente, encontravam-se integralmente expressos em. Em 31 de dezembro de 2014, a PT Finance e a PT Portugal tinham acordado o acesso a uma linha de crédito no montante de 800 milhões de, com maturidade em junho de 2016 e no âmbito da qual não estava a ser utilizado qualquer montante. A PT Finance e a PT Portugal tinham contratado igualmente uma export credit facility, a qual inclui duas tranches, uma no montante máximo de 80 milhões de acordada em 2011 e outra no montante máximo de 100 milhões de acordada em janeiro de 2013. Em 31 de dezembro de 2014, os empréstimos bancários em dívida incluem essencialmente: - Um montante de 62 milhões de utilizado pela PT Finance no âmbito da export credit facility contratada em 2011, com vencimento até 2023. - Financiamentos obtidos junto do Banco Europeu de Investimento ( BEI ) no montante total de 466 milhões de com vencimento até 2021, incluindo essencialmente: (1) dois financiamentos obtidos em 2010 com o propósito de investir na rede de próxima geração da PT Portugal, cujos montantes em dívida ascendem a 100 milhões de e 87,5 milhões de, o primeiro dos quais com maturidade em 2018 e o segundo com reembolso anual até 2021; (2) um empréstimo obtido em 2011 no montante de 140 milhões de, destinado a investigação e desenvolvimento, com vencimento em 2019; e (3) um empréstimo assegurado em 2012 no montante de 100 milhões de, com o propósito de financiar o investimento nas redes de próxima PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 129
geração, com vencimento também em 2019. Estes empréstimos foram obtidos inicialmente pela Portugal Telecom e transferidos para a PT Portugal em 5 de maio de 2014 (Nota 46) na sequência da restruturação interna do Grupo Portugal Telecom. Em 31 de dezembro de 2014, os empréstimos bancários contraídos pela PT Portugal ou pelas suas empresas participadas venciam juros a taxas anuais que variavam entre uma taxa mínima de 1% e uma taxa máxima de 3%. Os empréstimos bancários contratados pela PT Portugal beneficiam de uma garantia incondicional e irrevogável da Oi. 37.4. Papel comercial a) Operações domésticas Em 16 de abril de 2014, a PT Portugal celebrou um novo contrato programa de papel comercial com montante máximo objeto de garantia de subscrição de 200.000.000 e vencimento em 16 de abril de 2017. Em 5 de maio de 2014, no âmbito da reestruturação interna do Grupo Portugal Telecom, a PT Portugal assumiu a posição da PT SGPS nos seguintes contratos programas de papel comercial: (i) contrato celebrado pela PT SGPS em 2007, com montante máximo atual de 300.000.000, dos quais 200.000.000 com garantia de subscrição, e vencimento em 11 de maio de 2015; e (ii) contrato celebrado pela Portugal Telecom em 2013, com montante máximo atual de 400.000.000, dos quais 200.000.000 com garantia de subscrição, e vencimento em 8 de janeiro de 2016. Em 31 de dezembro de 2014, a PT Portugal tinha emitido um montante total de 396.250.000, com maturidade entre janeiro e fevereiro de 2015. Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2014, a PT Portugal tinha disponível no âmbito destes programas de papel comercial um montante de 248.750.000 com garantia de subscrição. b) Operações externas Em 25 de junho de 1999, a PT SGPS estabeleceu um contrato programa de emissão de papel comercial que, após alterações posteriores, tinha um montante máximo de 4.400 milhões de em 31 de dezembro de 2014. Este programa está em vigor até 7 de julho de 2015, e é automaticamente renovável por períodos de dois anos, até 7 de julho 2025, exceto se denunciado por qualquer das partes. Em 1 de junho de 2000, a PT SGPS tinha celebrado outro contrato programa de emissão de papel comercial que, após alterações posteriores, tinha um montante máximo de 3.000 milhões de em 31 de dezembro de 2014. Este programa está em vigor até 1 de junho de 2016, e é automaticamente renovável por períodos de dois anos, até 1 de junho de 2020, exceto se denunciado por qualquer das partes. No âmbito de alterações efetuadas aos programas em anos anteriores, a PT Portugal, a PT Comunicações e a Meo, S.A. também se tornaram emitentes em ambos os programas. Desde 5 de maio de 2014, a PT SGPS deixou de fazer parte destes programas. Em 31 de dezembro de 2013, a PT Portugal, a PT Comunicações e a Meo, S.A. tinham emitido um montante total de 5.074.700.000 no âmbito destes programas, os quais foram integralmente subscritos pela PT Finance. Após a aquisição da PT Finance em 5 de maio de 2014, não existem valores em dívida no âmbito destes programas de papel comercial numa base consolidada. 37.5. Locações As obrigações com contratos de locação financeira em 31 de dezembro de 2014 estão relacionadas essencialmente com a locação de veículos e edifícios e com contratos para a aquisição de capacidade de satélite. A capacidade de satélite adquirida através de contratos de locação financeira é usada atualmente pela Meo Comunicações para o seu serviço de televisão. Os equipamentos de transporte no âmbito de contratos de locação financeira, os quais incluem geralmente opções de compra na maturidade dos mesmos, foram adquiridos por diversas empresas do Grupo e estão a ser utilizados correntemente nos negócios do Grupo. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 130
Em 31 de dezembro de 2014, o valor contabilístico dos ativos adquiridos através de contratos de locação financeira apresenta a seguinte composição. Valor bruto Amortizações acumuladas Valor contabilístico Propriedade industrial e outros direitos 61.426.071 52.716.782 8.709.289 Equipamento de transporte 28.619.508 9.854.117 18.765.391 Outros 3.890.972 2.571.606 1.319.366 93.936.551 65.142.505 28.794.046 Em 31 de dezembro de 2014, o detalhe dos pagamentos mínimos futuros ao abrigo de contratos de locação financeira é o seguinte: Valor presente Custos financeiros Total 2015 15.506.517 1.106.137 16.612.654 2016 6.298.077 914.444 7.212.521 2016 4.787.635 710.432 5.498.067 2017 3.710.254 575.843 4.286.097 2018 e anos seguintes 9.264.596 355.314 9.619.910 39.567.079 3.662.170 43.229.249 37.6. Empréstimos obtidos junto da Oi Em 26 de agosto de 2014, a PT Finance BV emitiu Floating Rate Notes integralmente subscritas pela Oi, S.A. no montante de 750 milhões de, com uma maturidade de 1 ano e cujo custo está indexado à taxa Euribor a 6 meses acrescido de um spread de 2,50%. 37.7. Empréstimos obtidos junto da Portugal Telecom Em 31 de dezembro de 2013, esta rubrica corresponde a suprimentos obtidos pela PT Portugal junto do seu anterior acionista único PT SGPS. Em 5 de maio de 2014, a PT Portugal reembolsou este financiamento à PT SGPS, no montante de 1.806 milhões de (Nota 46). 37.8. Outros financiamentos Em 31 de dezembro de 2013, esta rubrica corresponde a financiamentos obtidos pela PT Portugal e pelas suas subsidiárias junto da PT SGPS no âmbito do sistema de gestão de tesouraria centralizada implementado pela PT SGPS em 2006 que consistia num modelo centralizado de gestão de todos os recebimentos e pagamentos das empresas do Grupo sedeadas em Portugal, no sentido de poderem financiar as suas necessidades de caixa junto da PT SGPS. Após a reestruturação interna do Grupo Portugal Telecom (Nota 1), a PT Portugal substituiu a PT SGPS como empresa-mãe do Grupo em Portugal, tendo implementado um novo sistema de tesouraria centralizada. Até 5 de maio de 2014, as empresas do Grupo liquidaram à PT SGPS a totalidade dos créditos em aberto, tendo a PT Portugal, em 5 de maio de 2014, reembolsado o seu próprio valor em dívida, no total de 625 milhões de (Nota 46). PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 131
37.9. Dívida de médio e longo prazo Em 31 de dezembro de 2014, a maturidade da dívida de médio e longo prazo era como se segue: 2016 1.044.293.492 2017 785.836.648 2018 867.958.930 2019 1.010.243.940 2020 e anos seguintes 1.546.801.690 5.255.134.700 37.10. Condicionalismos financeiros Em 31 de dezembro de 2014, a PT Portugal e as empresas do grupo têm determinadas linhas de crédito junto de alguns bancos que requerem o cumprimento de condicionalismos financiamentos respeitantes ao grupo resultante da combinação de negócios entre a Portugal Telecom e a Oi. Estes condicionalismos financeiros, avaliados numa base trimestral, requerem que a Dívida Bruta Consolidada não exceda quatro vezes o EBITDA consolidado. Adicionalmente, os financiamentos do grupo incluem, entre outras, cláusulas que preveem consequências contratuais no caso de: alteração de controlo da PT Portugal, PT Finance e/ou Oi, alienação de parte significativa dos ativos, perda de controlo de subsidiárias relevantes, incumprimento em outros contratos de financiamento e constituição de garantias reais sobre os ativos das empresas do grupo. As penalidades aplicáveis no caso da sua ocorrência, bem como no caso de incumprimento dos condicionalismos financeiros, traduzem-se genericamente no pagamento antecipado dos financiamentos obtidos ou no cancelamento das linhas de crédito disponíveis. Em 31 de dezembro de 2014, a PT Portugal cumpria os condicionalismos financeiros que lhe eram diretamente aplicáveis. 38. Contas a pagar Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Contas a pagar correntes Fornecedores conta corrente (i) 362.680.022 433.569.406 Fornecedores de imobilizado 130.650.964 120.211.258 Autorizações e concessões (ii) 6.000.000 6.000.000 Pessoal 690.590 1.059.128 Outros 65.096.571 93.781.550 565.118.147 654.621.342 Contas a pagar não correntes Autorizações e concessões (ii) 10.319.261 14.840.169 Outros (iii) 9.192.959 100.000 19.512.220 14.940.169 (i) A redução nesta rubrica reflete, entre outros efeitos, valores a pagar à PT Centro Corporativo em 31 de dezembro de 2013, entidade que presta serviços de gestão à generalidade das empresas do Grupo em Portugal e que foi consolidada apenas a partir de abril de 2014 no seguimento da aquisição do investimento nesta entidade à PT SGPS (Nota 1). (ii) Esta rubrica corresponde a contas a pagar pela Meo Comunicações à entidade reguladora de telecomunicações em Portugal no âmbito da aquisição da licença 4G em dezembro de 2011 (Nota 35). (iii) O aumento nesta rubrica reflete essencialmente contas a pagar pela PT Brasil à PT SGPS em 31 de dezembro de 2014, uma vez que nenhuma destas entidades era participada da PT Portugal em 31 de dezembro de 2013 e a PT Brasil foi adquirida pela PT Portugal à PT SGPS em março de 2014 e consolidada desde então. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 132
39. Acréscimos de custos Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Juros e outras despesas financeiras (i) 160.134.976 66.560.377 Fornecimentos e serviços externos 98.139.146 92.871.639 Encargos com férias, subsídio de férias e outros encargos com pessoal 85.687.233 74.635.099 Custos diretos 74.712.470 69.016.781 Descontos a conceder a clientes 21.981.801 34.150.191 Outros 28.657.472 24.633.669 469.313.098 361.867.756 (i) O aumento nesta rubrica reflete essencialmente (1) uma maior contribuição da PT Portugal, em resultado dos financiamentos bancários transferidos da PT SGPS em 5 de maio de 2014, conforme mencionado atrás, e (2) acréscimo de custos registados pela PT Finance no âmbito dos seus empréstimos por obrigações e outros financiamentos, os quais passaram a ser consolidados a partir de 5 de maio de 2014 na sequência da aquisição desta entidade pela PT Portugal. 40. Proveitos diferidos Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Faturação antecipada: Tráfego não consumido 26.646.649 53.081.397 Outra faturação antecipada 12.713.850 14.829.223 Indemnizações por incumprimento contratual dos clientes (Nota 3.p) 73.036.924 74.997.684 Programas de fidelização de clientes (Nota 3.p) (i) 7.906.459 12.077.899 Outros (ii) 108.486.114 5.997.902 228.789.996 160.984.105 (i) Esta rubrica corresponde às receitas diferidas no âmbito dos programas de fidelização de clientes de operações móveis, as quais são reconhecidas em resultados como receita no momento em que os pontos são trocados. (ii) Em 31 de dezembro de 2014, esta rubrica inclui essencialmente (1) um montante de 55 milhões referentes ao acordo de cedência de acesso exclusivo à Vodafone da rede PON da PT Comunicações, e (2) um montante de 38 milhões de registado pela PT Finance relativo a juros recebidos antecipadamente no âmbito de investimentos em papel comercial emitido indiretamente por empresas do Grupo. 41. Provisões e ajustamentos Os movimentos nas rubricas de provisões e ajustamentos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 foram como segue: Saldo 31 dez 2013 Alteração de Perímetro Aumentos Reduções Ajustamentos de conversão cambial Passivos detidos para venda Outros movimentos Saldo 31 dez 2014 Ajustamentos Contas a receber (Notas 24 e 25) 224.500.561 24.925.367 26.705.585 (645.500) 791.102 (27.940.497) (21.964.289) 226.372.328 Existências (Nota 26) 28.834.052 661.129 1.204.891 (9.614.026) 67.518 (450.155) (80.095) 20.623.313 Investimentos financeiros (Nota 33) 3.865.273 2.703.040 615.994 (365.248) - (2.890.104) 1.576 3.930.530 257.199.886 28.289.536 28.526.470 (10.624.774) 858.620 (31.280.757) (22.042.809) 250.926.171 Provisões para riscos e encargos Processos judiciais em curso (Nota 48) 18.038.803 41.458 896.286 (1.590.539) 2.885 (37.912) (270.920) 17.080.061 Impostos (Nota 48) 13.810.751 452.798 11.629.520 (505.451) - (1.552.687) 16.547.182 40.382.113 Outras 9.523.575 1.309.113 502.561 (6.351.813) 66.476 (1.307.853) (1.761.084) 1.980.975 41.373.129 1.803.369 13.028.367 (8.447.803) 69.361 (2.898.452) 14.515.178 59.443.149 298.573.015 30.092.905 41.554.837 (19.072.577) 927.981 (34.179.209) (7.527.631) 310.369.320 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 133
Saldo 31 dez 2012 Aumentos Reduções Ajustamentos de conversão cambial Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a rubrica de Provisões para riscos e encargos foi classificada na Demonstração Consolidada da Posição Financeira de acordo com a data expectável de liquidação das correspondentes obrigações, conforme segue: 41.1. Alterações no perímetro de consolidação e Passivos detidos para venda Outros movimentos As alterações de perímetro ocorridas no exercício findo em 31 de dezembro de 2014 são relativas a provisões e ajustamentos dos negócios internacionais, os quais passaram a ser consolidados em maio de 2014 após a aquisição da PT Participações. Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2014, estas provisões e ajustamentos foram transferidos para rubricas de ativos e passivos detidos para venda. Saldo 31 dez 2013 Ajustamentos Contas a receber (Notas 24 e 25) 258.251.043 35.600.582 (2.827.584) (11.175) (66.512.305) 224.500.561 Existências (Nota 26) 27.810.712 3.589.108 (2.474.250) (91.518) - 28.834.052 Investimentos financeiros 1.317.212 2.827.170 (193.499) - (85.610) 3.865.273 287.378.967 42.016.860 (5.495.333) (102.693) (66.597.915) 257.199.886 Provisões para riscos e encargos Processos judiciais em curso (Nota 48) 21.219.755 186.315 (3.576.656) 13.305 196.084 18.038.803 Impostos (Nota 48) 24.775.013 13.572.392 (12.547.157) - (11.989.496) 13.810.752 Outras 7.716.687 3.796.991 (667.985) (267.884) (1.054.235) 9.523.574 53.711.455 17.555.698 (16.791.798) (254.579) (12.847.647) 41.373.129 341.090.422 59.572.558 (22.287.131) (357.272) (79.445.562) 298.573.015 2014 2013 Provisões correntes Processos judiciais em curso 17.080.061 18.038.803 Impostos 39.251.647 13.810.751 Outras 1.902.005 8.272.805 58.233.713 40.122.359 Provisões não correntes Impostos 1.130.466 - Outras 78.970 1.250.770 1.209.436 1.250.770 59.443.149 41.373.129 41.2. Aumentos e reduções Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os aumentos nas provisões e ajustamentos foram registados nas seguintes rubricas da Demonstração Consolidada dos Resultados: 2014 2013 Provisões e ajustamentos 28.361.667 30.131.577 Imposto sobre o rendimento 11.295.866 13.479.652 Custo das mercadorias vendidas (Nota 10) 534.205 3.338.294 Outros 1.363.099 12.623.035 41.554.837 59.572.558 Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, as reduções nas provisões e ajustamentos foram registadas nas seguintes rubricas da Demonstração Consolidada dos Resultados: 2014 2013 Provisões e ajustamentos 8.481.037 4.788.680 Imposto sobre o rendimento 505.029 11.607.665 Custo das mercadorias vendidas (Nota 10) 9.429.235 2.363.216 Outros 657.276 3.527.570 19.072.577 22.287.131 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 134
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a rubrica Provisões e ajustamentos da Demonstração Consolidada dos Resultados consiste em: 2014 2013 Aumentos nas provisões e ajustamentos para contas a receber e outros 28.361.667 30.131.577 Reduções nas provisões e ajustamentos para contas a receber e outros (8.481.037) (4.788.680) Dívidas incobráveis 517.445 31.835 Recuperação de dívidas incobráveis (3.876.803) (3.011.682) 16.521.272 22.363.050 41.3. Outros movimentos Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os outros movimentos em ajustamentos incluem essencialmente o write-off das contas a receber de clientes que já se encontravam integralmente ajustadas. Os outros movimentos nas provisões para impostos refletem o registo de contingências fiscais na PT Portugal que até 5 de maio estavam reconhecidas diretamente na demonstração da posição financeira da PT SGPS. Parte deste valor respeita às situações mencionadas na Nota 27. 42. Outros passivos correntes e não correntes Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte composição: 2014 2013 Outros passivos correntes Dividendos a pagar a acionistas não controladores 198.520-198.520 - Outros passivos não correntes Obrigações com desmantelamento de ativos (Nota 3.g) 19.275.797 18.366.291 Outros - 80.239 19.275.797 18.446.530 43. Capital Próprio 43.1. Capital Social Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, o capital social da PT Portugal, integralmente subscrito e realizado, ascendia a 3.450.000.000 e 2.200.000.000, respetivamente. Em 5 de maio de 2014, a PT SGPS contribuiu para o aumento de capital da Oi com a sua participação de 100% na PT Portugal, pelo que a Oi se tornou único acionista da PT Portugal. Adicionalmente, na mesma data, a Oi subscreveu e realizou um aumento de capital na PT Portugal no montante de 1.250.000.000 (Nota 46), em resultado do qual o capital social da Empresa aumentou de 2.200.000.000 para 3.450.000.000, representado por 50.000 ações com um valor nominal de 69.000 cada uma. Em 27 de dezembro de 2013, foi deliberado um aumento de capital social da sociedade para 2.200.000.000, por entrada em numerário da PT SGPS, no montante de 2.100.000.000, mediante o aumento do valor nominal da totalidade das ações representativas do capital social, de 2.000 para 44.000 por ação. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 135
43.2. Prestações acessórias O saldo desta rubrica em 31 de dezembro de 2014 e 2013 ascende a 310.940.482 e 3.206.050.000, respetivamente. Em 5 de maio de 2014, no âmbito da reorganização do Grupo Portugal Telecom e antes do aumento de capital da Oi, a PT Portugal reembolsou à Portugal Telecom prestações acessórias no montante total de 2.895.109.518 (Nota 46). Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2013, a PT Portugal reembolsou prestações acessórias à PT SGPS no montante de 2.100.000.000. 43.3. Reserva legal A legislação comercial e os estatutos da PT Portugal estabelecem que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal, até que esta represente 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas, ou para incorporação no capital. Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a reserva legal ascende a 10.000. 43.4. Reserva de reavaliação e outras reservas e resultados acumulados Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os movimentos ocorridos nestas rubricas foram como segue: Saldo 31 dez 2013 Rendimento integral Outros movimentos Saldo 31 dez 2014 Resultados reconhecidos diretamente no capital próprio Perdas atuariais Perdas atuariais líquidas (Nota 14) (678.116.520) (267.005.696) - (945.122.216) Efeito fiscal (Nota 20) 156.114.410 56.629.544-212.743.954 Ajustamentos de conversão cambial (i) (1.121.030.790) 1.151.256.573-30.225.783 Outros 45.865.161 (5.903.983) - 39.961.178 (1.597.167.739) 934.976.438 - (662.191.302) Reservas reconhecidas diretamente no capital próprio Reservas de reavaliação de ativos tangíveis (ii) 640.584.876 - (39.706.879) 600.877.997 Efeito fiscal (123.997.448) 847.510 9.132.520 (114.017.418) 516.587.428 847.510 (30.574.359) 486.860.579 Total de resultados e reservas reconhecidos diretamente no capital (1.080.580.311) 935.823.948 (30.574.359) (175.330.723) Resultados transitados 286.268.691 - (102.359.602) 183.909.089 Resultado líquido atribuível ao acionista da PT Portugal (132.933.961) (2.579.563.818) 132.933.961 (2.579.563.818) (927.245.581) (1.643.739.870) - (2.570.985.452) Saldo 31 dez 2012 Rendimento integral Outros movimentos Saldo 31dez 2013 Resultados reconhecidos diretamente no capital próprio Perdas atuariais Perdas atuariais líquidas (Nota 14) (538.641.978) (139.474.542) - (678.116.520) Efeito fiscal (Nota 20) 134.683.142 21.431.268-156.114.410 Ajustamentos de conversão cambial (i) (581.542.705) (539.488.084) - (1.121.030.789) Outros 51.548.830 (5.683.669) - 45.865.161 (933.952.711) (663.215.027) - (1.597.167.738) Reservas reconhecidas diretamente no capital próprio Reservas de reavaliação de ativos tangíveis (ii) 685.541.216 - (44.956.340) 640.584.876 Efeito fiscal (160.817.171) 12.879.404 23.940.319 (123.997.448) 524.724.045 12.879.404 (21.016.021) 516.587.428 Total de resultados e reservas reconhecidos diretamente no capital (409.228.666) (650.335.623) (21.016.021) (1.080.580.310) Resultados transitados 265.252.669-21.016.021 286.268.690 Resultado líquido atribuível ao acionista da PT Portugal (132.933.961) - (132.933.961) (143.975.997) (783.269.584) - (927.245.581) PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 136
(i) Esta rubrica inclui os ajustamentos de conversão cambial das demonstrações financeiras denominados em moeda estrangeira. Em 31 de dezembro de 2013, esta rubrica reflete essencialmente o impacto da desvalorização do Real brasileiro face ao Euro no investimento na Oi, desde que o mesmo tinha sido adquirido em 31 de março de 2011, o qual era detido diretamente através da Bratel Brasil. Em 2 de maio de 2014, em resultado da alienação da Bratel BV (Nota 1), empresa que detém 100% da Bratel Brasil, o valor acumulado dos ajustamentos de conversão cambial negativos relacionados com o investimento na Bratel Brasil foi transferido para o resultado líquido, no montante de 1.000 milhões de (Nota 31). (ii) Os excedentes de revalorização reconhecidos nesta rubrica incluem não apenas (1) os excedentes relacionados com as classes de ativos que continuam a ser mensuradas de acordo com o modelo de revalorização em 31 de dezembro de 2014 (Nota 36), as quais correspondem a terrenos e edifícios e outras construções, mas também (2) os excedentes relacionados com as classes de ativos que foram revalorizadas em anos anteriores, quer como reavaliações livres quer ao abrigo de diplomas legais, mas que em 31 de dezembro de 2014 já não se encontram reconhecidas de acordo com o modelo de revalorização, uma vez que a Empresa, no âmbito da adoção das IFRS e conforme permitido pela IFRS 1, adotou o modelo do custo. A PT Portugal optou por manter ambos os excedentes de revalorização nesta rubrica pois ambos constituem reservas não distribuíveis aos acionistas. As reservas de reavaliação apenas podem ser utilizadas em futuros aumentos de capital para ajustar o valor contabilístico dos ativos reavaliados que numa determinada data exceda o seu justo valor, ou para cobrir prejuízos acumulados. 44. Instrumentos financeiros 44.1. Riscos financeiros A PT Portugal encontra-se exposta essencialmente a (i) riscos de mercado relacionados com alterações nas taxas de câmbio e taxas de juro, (ii) riscos de crédito e (iii) riscos de liquidez. O principal objetivo da gestão de risco da PT Portugal é o de reduzir estes riscos a um nível aceitável. 44.1.1. Risco de taxa de câmbio Os riscos de taxa de câmbio estão essencialmente relacionados com os investimentos da PT Portugal em Angola, nomeadamente na Unitel, e em outras operações estrangeiras como a MTC e Timor Telecom. Em 31 de dezembro de 2014, o investimento na Unitel e os dividendos a receber desta entidade ascendiam a 1.328 milhões de e 390 milhões de, respetivamente. Em 31 de dezembro de 2014, os investimentos financeiros na MTC e Timor Telecom ascendiam a 27 milhões de e 15 milhões de, respetivamente. Até 2 de maio de 2014, estes riscos estavam relacionados também com os investimentos no Brasil, nomeadamente com o investimento na Oi que foi alienado à PT SGPS no âmbito da alienação da Bratel BV (Notas 1 e 31). 44.1.2. Risco de taxa de juro Os riscos de taxa de juro estão essencialmente relacionados com os juros suportados e obtidos com dívida e aplicações financeiras a taxas de juro variáveis. Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a PT Portugal está essencialmente exposta a estes riscos na zona Euro, e por isso a dívida consolidada do Grupo está exposta basicamente à taxa Euribor. Os riscos de taxa de juro também resultam da exposição a alterações no justo valor da dívida de médio e longo prazo sujeita a taxas de juro fixas, devido a alterações nas taxas de juro de mercado. 44.1.3. Risco de crédito O risco de crédito está essencialmente relacionado com o risco de uma contraparte falhar nas suas obrigações contratuais, resultando numa perda financeira para o Grupo. A PT Portugal está sujeita essencialmente ao risco de crédito nas suas atividades operacionais e de tesouraria. O risco de crédito nas operações está essencialmente relacionado com contas a receber de serviços prestados a clientes (Notas 24 e 25). O Grupo não apresenta um risco de crédito significativo com um cliente em particular, na medida em que as contas a receber derivam de um elevado número de clientes, espalhados por diversos negócios e áreas geográficas. Estes riscos são monitorizados numa base regular por cada um dos negócios do Grupo, sendo que o objetivo da gestão do Grupo é: (a) limitar o crédito concedido a clientes, considerando PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 137
o respetivo perfil e a antiguidade da conta a receber de cada cliente; (b) monitorizar a evolução do nível de crédito concedido; (c) realizar análises de recuperabilidade dos valores a receber numa base regular; e (d) analisar o risco do mercado onde o cliente está localizado. Deste modo, os critérios utilizados para calcular os ajustamentos para contas a receber têm por base estes fatores. O movimento destes ajustamentos nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 encontra-se divulgado na Nota 41. Em 31 de dezembro de 2014, as contas a receber de clientes que não se encontram ajustadas, no montante total de 660 milhões de (Nota 25), incluíam 451 milhões de com uma maturidade até noventa dias, 25 milhões de com uma maturidade entre noventa dias e cento e oitenta dias, 38 milhões de com uma maturidade entre cento e oitenta dias e um ano e 147 milhões de com uma maturidade acima de um ano, sendo que este ultimo valor inclui 101 milhões de para os quais o Grupo ou diferiu a respetiva receita ou possui contas a pagar às mesmas entidades e sobre o mesmo assunto. Em 31 de dezembro de 2014, o Grupo entende que não existe a necessidade de reforçar os ajustamentos para contas a receber de cobrança duvidosa para além do montante já existente e incluído na Nota 41. 44.1.4. Risco de liquidez Este risco pode ocorrer se as fontes de financiamento, como sejam as disponibilidades, os fluxos de caixa operacionais e os obtidos através de operações de desinvestimento, de linhas de crédito e de financiamento, não satisfizerem as necessidades existentes, como sejam as saídas de caixa para atividades operacionais e de financiamento, para investimentos, para remuneração dos acionistas e para reembolso de dívida. Com base nos fluxos de caixa gerados pelas operações, nas disponibilidades de caixa e no valor não utilizado de linhas de crédito, considerando a informação disponível à data sobre os mais variados fatores exógenos aos seus negócios, a PT Portugal entende que o Grupo tem capacidade para cumprir as suas obrigações estimadas. A tabela abaixo resume a maturidade das obrigações contratuais esperadas e compromissos financeiros da PT Portugal em 31 de dezembro de 2014, em termos consolidados: milhões de Total Menos de um ano De um a três anos De três a cinco anos A mais de cinco anos Dívida 6.474,2 1.208,1 1.833,8 1.881,9 1.550,5 Juros relativos à dívida bruta (i) 1.204,9 288,0 445,0 280,9 190,9 Pagamentos de benefícios de reforma (ii) 1.073,8 154,7 268,9 223,7 426,5 Licenças e concessões (iii) 16,3 6,0 10,3 - - Compromissos financeiros não contingentes (iv) 43,3 43,3 - - - Locações operacionais (Nota 12) 120,5 30,5 34,9 26,4 28,8 Total de obrigações contratuais 8.933,1 1.730,7 2.592,9 2.412,9 2.196,6 (i) As obrigações esperadas da PT Portugal relacionadas com os juros suportados de empréstimos obtidos foram calculadas com base na dívida bruta em 31 de dezembro de 2014, assumindo que os reembolsos ocorrerão nas datas previstas e considerando pressupostos relativamente às taxas de juro sobre a parcela da dívida contratada com taxas de juro variáveis, pelo que estas obrigações podem variar significativamente dos montantes aqui apresentados, dependendo de eventuais refinanciamentos futuros e das taxas de juro de mercado. Estas obrigações correspondem exclusivamente aos juros sobre a dívida bruta, não incluindo portanto quaisquer juros obtidos sobre caixa e equivalentes de caixa e investimentos de curto prazo. (ii) Esta rubrica inclui essencialmente os pagamentos não descontados a efetuar pela Meo Comunicações relativos a salários devidos a pré-reformados e suspensos e a contribuições estimadas para os fundos. Para a parcela de responsabilidades não financiadas e para efeitos de cálculos, a PT Portugal assumiu contribuições lineares ao longo dos próximos anos. O montante total difere do passivo reconhecido na Demonstração Consolidada da Posição Financeira essencialmente por este último ser apresentado pelo seu valor presente. (iii) Esta rubrica corresponde a pagamentos em dívida à Anacom em 31 de dezembro de 2014 no âmbito de licenças adquiridas anteriormente (Nota 39). (iv) Os compromissos financeiros não contingentes respeitam essencialmente a acordos celebrados com fornecedores para a aquisição de ativos fixos tangíveis (12 milhões de ) e existências (31 milhões de ), incluindo todos os montantes relativos a aquisição de equipamentos de rede, de telecomunicações e terminais móveis. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 138
44.2. Outras divulgações sobre instrumentos financeiros Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, tal como definido pelo IAS 39, o valor contabilístico de cada uma das seguintes categorias de ativos e passivos financeiros, foi reconhecido como segue (valores em milhões de ): (i) (ii) (iii) (iv) (v) Hierarquia de justo valor (i) Valor contabilistico A IFRS 7 Instrumentos Financeiros requer que o valor justo dos ativos e passivos financeiros devem basear-se nas premissas que os participantes do mercado considerariam ao avaliar um ativo ou um passivo e estabelece uma hierarquia que prioriza a informação utilizada para construir tais suposições, nomeadamente uma hierarquia de mensuração pelo valor justo. Esta hierarquia atribui maior peso às informações disponíveis no mercado (dados observáveis) e menor peso às informações baseadas em dados não observáveis, que vão do Nível 1 para o Nível 3, respectivamente. Contas a receber, contas a pagar e acréscimos de custos geralmente têm vencimentos de curto prazo e, portanto, os seus valores justos são considerados similares aos respectivos valores contabilísticos. O valor de mercado das obrigações não convertíveis foi obtido com base em preços cotados em mercados ativos. milhões de 2014 2013 Valor contabilistico Rubrica Justo valor Justo valor Ativos financeiros registados ao custo amortizado: Caixa e equivalentes de caixa (Nota 46.i) 176,0 176,0 168,7 168,7 Investimentos de curto-prazo (Nota 23) 6,9 6,9 112,7 112,7 Contas a receber - Clientes (ii) (Nota 24) 715,6 715,6 739,0 739,0 Contas a receber - Outros (Nota 25) (ii) 205,1 205,1 242,9 242,9 Investimentos em empresas associadas - empréstimos concedidos 42,7 42,7 7,3 7,3 1.146,3 1.146,3 1.270,5 1.270,5 Ativos financeiros registados a justo valor: Títulos de dívida da Rio Forte (Nota 15) (vi) Nivel 1 387,6 387,6 - - Investimento na Unitel classificado como disponível para venda (Nota 30) (vii) Nível 3 1.327,7 1.327,7 - - 1.715,3 1.715,3 - - Passivos financeiros registados ao custo amortizado: Dívida - obrigações não convertiveis (Nota 37) (iii) Nivel 1 4.735,4 4.936,1 - - Dívida - empréstimos bancários (Nota 37) (iv) Nivel 2 538,4 514,9 2,0 2,0 Dívida - outros empréstimos (Nota 37) (v) Nivel 2 1.146,3 1.151,4 7.342,1 7.342,1 Contas a pagar (ii) 584,6 584,6 669,6 669,6 Acréscimo de custos (ii) 469,3 469,3 361,9 361,9 Outros passivos correntes 0,4 0,4 - - Outros passivos não correntes - - 0,1 0,1 7.474,4 7.656,7 8.375,6 8.375,6 Passivos financeiros registados de acordo com o IAS 17: Dívida - locações financeiras (Nota 37) 39,6 39,6 38,7 38,7 39,6 39,6 38,7 38,7 O valor justo dos empréstimos bancários foi determinado com base na metodologia de fluxo de caixa descontados, utilizando dados observáveis no mercado. Os outros empréstimos incluem principalmente programas de papel comercial, cujo vencimento é inferior a 3 meses, e financiamentos intragrupo. Para os programas de papel comercial, uma vez que têm maturidades inferiores a 3 meses, assumiu-se que o valor justo destes instrumentos é semelhante aos valores contabilísticos correspondentes. Para o restantes financiamentos, o valor justo foi determinado com base na metodologia de fluxo de caixa descontados, utilizando dados observáveis no mercado. (vi) Estes títulos foram mensurados com base no contravalor das ações da Oi a receber no âmbito do contrato de permuta celebrado com a PT SGPS (Nota 29). Esse contravalor corresponde à valorização dessas ações com base na respetiva cotação de mercado. (vii) O investimento na Unitel foi valorizado com base numa metodologia de fluxo de caixa descontado, tendo por base os pressupostos descritos nas Notas 3 e 30. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 139
45. Garantias e compromissos financeiros Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a Empresa tinha apresentado as seguintes garantias bancárias e cartas de conforto a favor de terceiros: 2014 2013 Garantias bancárias apresentadas pela PT Portugal a favor do BEI (i) 470.700.505 491.428.571 Garantias bancárias e outras garantias apresentadas por empresas Portuguesas a favor de tribunais e das autoridades fiscais (ii) 12.151.590 12.971.529 Garantias bancárias e outras a favor de terceiros apresentadas por: PT Comunicações (iv) 41.509.472 21.153.349 Meo, S.A. (iii) - 26.023.980 Outras empresas 5.597.490 8.465.010 Total 529.959.056 560.042.438 (i) Estas garantias bancárias foram apresentadas pela PT Portugal ao Banco Europeu do Investimento no âmbito dos empréstimos obtidos junto deste banco (Nota 37.3). (ii) De acordo com a legislação fiscal portuguesa, a Empresa apresentou estas garantias e submeteu um pedido de recurso, podendo desta forma continuar a contestar a liquidação numa instância superior e evitar o pagamento antecipado das respetivas liquidações fiscais. Em Portugal, estas duas condições devem ser cumpridas antes mesmo de o processo continuar, independentemente do montante da liquidação fiscal e da probabilidade de sucesso do recurso apresentado. (iii) As garantias bancárias solicitadas pela Meo, S.A. incluem essencialmente a garantia bancária apresentada à ANACOM no montante de 24 milhões de em 31 de dezembro de 2013 relacionada com o total das prestações devidas no âmbito da aquisição da licença de LTE concluída em dezembro de 2011. Em 31 de dezembro de 2014, esta garantia ascende a 18 milhões de e é da Meo Comunicações na sequência da fusão entre as duas entidades. (iv) As garantias bancárias solicitadas pela Meo Comunicações foram apresentadas essencialmente às seguintes entidades: (1) Autarquias e Câmaras Municipais, as quais estão relacionadas essencialmente com o pagamento de taxas e outros fees em relação a processos referentes às taxas de ocupação da via pública; e (2) ANACOM, as quais estão relacionadas essencialmente com o concurso público para a atribuição do direito de utilização nacional das frequências para o serviço de televisão e com a aquisição da licença LTE acima referida. 46. Demonstração consolidada dos fluxos de caixa Relativamente à Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa e conforme mencionado na Nota 2, cumpre salientar que a demonstração do exercício findo em 31 de dezembro de 2014 inclui a consolidação dos fluxos de caixa dos negócios internacionais a partir de maio de 2014 bem como de outras entidades adquiridas ao longo do ano 2014, motivo pelo qual a demonstração do exercício findo em 31 de dezembro de 2014 não é inteiramente comparável com a do exercício findo em 31 de dezembro de 2013, situação que explica os aumentos verificados na generalidade das rubricas de fluxos de caixa das atividades operacionais. (a) Pagamentos relativos a impostos indiretos, taxas e outros Esta rubrica inclui essencialmente pagamentos relacionados com despesas registadas na Demonstração Consolidada de Resultados na rubrica Impostos indiretos (Nota 13), e ainda pagamentos de Imposto sobre o Valor Acrescentado em Portugal. (b) Aplicações financeiras de curto prazo Estas rubricas incluem essencialmente pagamentos em numerário decorrente de novas aplicações de tesouraria de curto prazo e recebimentos de aplicações de tesouraria de curto prazo vencidas. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014, os recebimentos líquidos ascenderam a 21.216.930, em comparação com pagamentos líquidos de 74.416.927 no exercício findo em 31 de dezembro de 2013. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 140
(c) Recebimentos provenientes da alienação de investimentos financeiros No exercício findo em 31 de dezembro de 2014, esta rubrica inclui essencialmente: (1) os recursos obtidos com a alienação do investimento na Bratel BV em 2 de maio de 2014, no montante de 4.195 milhões de (Notas 1 e 31), líquido de caixa e equivalentes de caixa da Bratel BV e da sua subsidiária Bratel Brasil na mesma data, no montante total de 1.404 milhões de ; e (2) um montante de 1.603 milhões de (Nota 33) recebido pela CV TEL da PT Finance, antes da aquisição desta última entidade por parte da PT Portugal, o qual respeita ao reembolso pela PT Finance de títulos de divida emitidos anteriormente por esta entidade e subscritos pela CV TEL. No exercício findo em 31 de dezembro de 2013, esta rubrica inclui essencialmente os recursos obtidos com a alienação da participação de 3% na CTM, pelo montante de 36 milhões de (Notas 1 e 30). (d) Recebimentos (pagamentos) provenientes de juros e proveitos (custos) similares Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os pagamentos respeitantes a juros e custos similares líquidos dos recebimentos provenientes de juros e proveitos similares ascenderam a 364.868.899 e 177.187.762, um aumento que reflete essencialmente a consolidação da PT Finance a partir de maio de 2014 (Nota 1) e a transferência dos financiamentos da PT SGPS para a PT Portugal (Nota 1). (e) Dividendos recebidos Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os dividendos recebidos foram como segue: 2014 2013 Ericsson Inovação, S.A. 2.130.487 - Oi - 86.439.663 CTM - 2.363.444 Outras 569.932 1.464.510 2.700.419 90.267.617 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 141
(f) Pagamentos respeitantes a investimentos financeiros Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013, os recebimentos provenientes de investimentos financeiros foram como segue: 2014 2013 Aquisição de investimentos financeiros PT Participações (Nota 1) (i) 1.590.000.000 - PT Finance (Nota 1) (i) 255.000.000 - Bratel Brasil (ii) 172.000.000 - PT Investimentos (Nota 1) (i) 4.702.322 - PT Centro Corporativo (Nota 1) (i) 1.482.662 - PT Brasil (i) 2.662.714 - INESC (i) 2.884.074 - Sportinveste (i) - 32.618.669 PT Imobiliária (i) 12.159.672 Yunit (i) - 2.228.329 Caixa e equivalentes das empresas adquiridas na data da transação (iii) (136.589.931) - Financiamentos concedidos pela CV TEL à PT Finance - 168.000.000 Empréstimos de financiamento concedidos à Fibroglobal 10.414.000 9.015.000 Outras 118.224 2.055.436 1.902.674.065 226.077.106 (i) Estas rubricas estão relacionadas com a aquisição de investimentos financeiros da PT SGPS no âmbito da transferência para a PT Portugal de todas as empresas que faziam parte dos Ativos da PT a serem contribuídos pela PT SGPS no aumento de capital da Oi de 5 de maio de 2014, conforme explicado na Nota 1. (ii) Esta rubrica respeita à aquisição pela Bratel BV de uma participação de 6,5% na Bratel Brasil detida pela PT SGPS, conforme mencionado na Nota 31. (iii) Esta rubrica corresponde ao total de caixa e equivalentes de caixa de cada entidade adquirida nas respetivas datas de aquisição, incluindo, principalmente, a PT Finance e as operações internacionais em África, adquiridas através da PT Participações. (g) Empréstimos obtidos e reembolsados Estas rubricas incluem essencialmente papel comercial e outros empréstimos bancários que são regularmente renovados. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014, os pagamentos resultantes de empréstimos reembolsados, líquido dos recebimentos de novos empréstimos obtidos, ascenderam a 583.590.882 e, conforme mencionado na Nota 37, incluem principalmente o reembolso dos suprimentos obtidos junto da PT SGPS (1.806 milhões de ) e a aquisição dos financiamentos concedidos pela Portugal Telecom no âmbito do sistema de gestão de tesouraria centralizada (625 milhões de ). Estes efeitos foram parcialmente compensados pelos montantes recebidos da PT SGPS relativamente à transferência daquela entidade para a PT Portugal dos financiamentos obtidos junto do Banco Europeu de Investimento (527 milhões de ), das obrigações de retalho (400 milhões de ) e de papel comercial emitido pela PT SGPS e subscrito pela PT Finance (920 milhões de ). Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2013, os recebimentos de novos empréstimos obtidos, líquidos dos pagamentos decorrentes de empréstimos reembolsados, ascenderam a 79.229.457 e refletem suprimentos obtidos junto da Portugal Telecom no montante total de 979 milhões de, de 827 milhões de para 1.806 milhões de, e um aumento dos montantes em dívida no âmbito do sistema de tesouraria centralizada. Estes efeitos foram parcialmente compensados pela amortização dos financiamentos ao abrigo de programas de papel comercial externo, no montante total de 1.069 milhões de. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 142
(h) Aumento de capital e reembolso de prestações acessórias Em 5 de maio de 2014, conforme mencionado na Nota 43, a PT Portugal reembolsou um montante total de 2.895.109.518 relativo a prestações acessórias. Na mesma data, a Oi subscreveu o aumento de capital da PT Portugal que ascendeu ao montante de 1.250.000.000. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2013, conforme mencionado na Nota 43, a PT Portugal reembolsou prestações acessórias à PT SGPS no montante de 2.100.000.000 e esta última subscreveu um aumento de capital da Empresa no mesmo montante. (i) Caixa e seus equivalentes Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, a composição desta rubrica é como segue: 31 dez 2014 31 dez 2013 Caixa 7.998.512 4.463.533 Depósitos à ordem 24.178.215 13.243.800 Depósitos a prazo 131.307.754 80.649.229 Outros depósitos bancários 12.524.304 70.316.798 176.008.785 168.673.360 47. Partes Relacionadas a) Transações com empresas participadas e acionistas Os saldos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 e as transações ocorridas durante os exercícios findos nessas datas entre o Grupo e as empresas associadas e participadas são como segue: Contas a receber Contas a pagar Empréstimos concedidos Empresa 31 dez 2014 31 dez 2013 31 dez 2014 31 dez 2013 31 dez 2014 31 dez 2013 Empresas internacionais: Unitel (i) 424.962.891 15.611.368 459.988 2.638.599 - - Multitel 6.586.320 1.807.846 377.022 229.884 938.444 - Outras 739.270 - - - - - Empresas nacionais: Páginas Amarelas (ii) - 173.050-1.325.856 - - PT-ACS 4.683.549 3.371.064 185.570 3.095.427 - - Fundação PT 2.289.128 324.000 490 - - - Sportinveste Multimédia 71.735 49.161 90.303 226.993 32.618.667 32.618.669 Siresp 12.339 54 1.938 5.860 - - Fibroglobal 1.151.989 6.931.072 2.963.742 1.134.579 13.764.000 4.000.000 Outras 204.065 91.660 650.092 1.129.313 2.986.086 3.117.210 440.701.286 28.359.275 4.729.145 9.786.511 50.307.197 39.735.879 (i) Em 31 de dezembro de 2014, as contas a receber da Unitel referem-se essencialmente a dividendos a receber, no montante total de 390 milhões de, os quais se encontram apresentados como ativos detidos para venda (Nota 30). (ii) O investimento nas Páginas Amarelas foi alienado em janeiro de 2014. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 143
Custos Receitas Juros cobrados Empresa 2014 2013 2014 2013 2014 2013 Empresas internacionais: Unitel 7.148.458 6.726.006 13.418.078 13.793.167 - - Multitel 326.254 722.536 1.354.624 849.166 - - CTM (i) - 74.739-76.954 - - Outras 14.040 125 45.969 - - - Empresas nacionais: Páginas Amarelas (ii) - 21.179.202-2.754.786 - - PT-ACS 4.469.492 4.512.248 691.770 2.764.715 - - Sportinveste Multimédia 466.194 908.541 147.186 172.728 58.269 177 Siresp - - 18.297.529 15.397.196 33.995 - Fibroglobal 8.531.311 1.545.082 1.440.913 1.590.969 630.835 299.164 Fundação PT - - 2.870.720 2.854.418 - - Outras 649.392 724.091 1.331.637 1.352.306 120.375 668 (i) O investimento na CTM foi alienado em junho de 2013. (ii) O investimento nas Páginas Amarelas foi alienado em janeiro de 2014. 21.605.141 36.392.570 39.598.426 41.606.405 843.474 300.009 Em 31 de dezembro de 2014, além das empresas associadas e participadas acima mencionadas, a PT Portugal classificou também como partes relacionadas (1) a Oi enquanto acionista único da Empresa, (2) as controladas da Oi no Brasil que não são consolidadas nestas demonstrações financeiras, (3) os acionistas da Oi que detém uma posição de controlo conjunto sobre a mesma, nomeadamente a PT SGPS, a AG e a LF juntamente com as respetivas controladas, e (4) as partes relacionadas idenficadas pelos administradores. Durante o período de quatro meses e cinco dias findo em 5 de maio de 2014, no âmbito da reestruturação societária do Grupo Portugal Telecom para efeitos do aumento de capital da Oi (Nota 1), a PT Portugal e as suas subsidiárias adquiriram à PT SGPS um conjunto de investimentos em empresas que foram consolidadas nestas demonstrações financeiras apenas a partir das respetivas datas de aquisição. Por este motivo, a Demonstração Consolidada da Posição Financeira em 31 de dezembro de 2013 e a Demonstração Consolidada dos Resultados para o período de quatro meses findo em 30 de abril de 2014 e o exercício findo em 31 de dezembro de 2013 apresentam saldos e transações com essas entidades que ainda não eram consolidadas nas demonstrações financeiras consolidadas da PT Portugal. A tabela abaixo apresenta os saldos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 e as transações ocorridas nos exercícios findos nestas datas com as entidades identificadas acima (não incluindo investimentos financeiros calculados de acordo com o método de equivalência patrimonial nem ganhos ou perdas apurados na alienação de investimentos financeiros): Milhões de 2014 2013 PT SGPS (i) Oi (ii) Grupo PT (iii) Oi (ii) Saldos ativos Contas a receber 1 12 106 4 Impostos a recuperar da PT SGPS 47 - - - Outros investimentos (Nota 33) - 2.438-48 12 2.544 4 Saldos passivos Empréstimos e financiamentos - 750 7.342 - Contas a pagar 9 3 132 0 Acréscimos de custos - 7 35 - Outros saldos passivos - - 1 9 760 7.510 0 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 144
Milhões de 2014 2013 PT SGPS (i) Oi (ii) Grupo PT (iii) Oi (ii) Receitas operacionais 9 19 34 10 Despesas operacionais (26) 1 (75) - Despesas financeiras (45) 7 (21) - (62) 28 (62) 10 (i) Inclui os saldos e transações com a PT SGPS em 31 de dezembro de 2014 e no exercício findo nessa data, respetivamente, e as transações ocorridas durante o período de 4 meses e 5 dias findo em 5 de maio de 2014 com as entidades do Grupo PT que não eram ainda consolidadas nas demonstrações financeiras da PT Portugal antes da restruturação societária realizada para efeitos do aumento de capital da Oi. (ii) Respeita aos saldos e transações com a Oi e as suas controladas não consolidadas nestas demonstrações financeiras. (iii) Respeita aos saldos em 31 de dezembro de 2013 e transações no exercício findo nessa data com a PT SGPS e com as entidades do Grupo PT que não eram ainda consolidadas nas demonstrações financeiras da PT Portugal antes da restruturação societária realizada em 2014 para efeitos do aumento de capital da Oi. b) Outros Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014, os pagamentos de remunerações fixas a administradores e dirigentes ascenderam a 3,3 milhões de e os pagamentos de remunerações variáveis ascenderam a 2,1 milhões de. Em 2014, alguns administradores e dirigentes receberam remunerações através da Portugal Telecom. Em complemento das remunerações acima referidas, os administradores têm direito a um conjunto de benefícios que são utilizados essencialmente no exercício das suas funções diárias, em linha com uma política transversal ao Grupo. Em 2014, os pagamentos por rescisão contratual a administradores e dirigentes ascenderam a 2,5 milhões de. Adicionalmente aos montantes acima mencionados, existem responsabilidades decorrentes dos contratos de administração celebrados pela comissão de vencimentos com membros do Conselho de Administração em 13 de novembro de 2014. Para dar cumprimento ao artigo 508 do Código das Sociedades Comerciais, cumpre mencionar que o revisor da Empresa, a KPMG & Associados SROC, faturou ao Grupo PT Portugal durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014 um montante total de 839 mil relativo a serviços de consultoria fiscal e um montante total de 671 mil relativo a outros serviços de garantia e fiabilidade que não os relacionados com a revisão legal de contas. Durante o exercício de 2014, não foram ainda faturados quaisquer montantes referentes à revisão legal de contas uma vez que a aceitação da KPMG como revisor da Empresa apenas ocorreu em 2 de dezembro de 2014. 48. Processos judiciais em curso Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, existem diversos processos judiciais, arbitrais e contingências fiscais intentados contra diversas empresas do Grupo, para os quais o risco de perda foi classificado como provável, de acordo com a IAS 37 Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. Com base na opinião dos seus consultores jurídicos internos e externos, o Grupo registou provisões (Nota 41) para estes processos judiciais, arbitrais e contingências fiscais para fazer face à saída provável de recursos, como segue: PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 145
2014 2013 Responsabilidade cível 10.442.342 11.618.137 Responsabilidade laboral 3.052.713 2.868.316 Outras responsabilidades 3.585.006 3.552.350 Sub-total (Nota 41) 17.080.061 18.038.803 Impostos (Nota 41) 40.382.113 13.810.751 Total 57.462.174 31.849.554 Em 31 de dezembro de 2014 e 2013, existem diversos processos judiciais, arbitrais e contingências fiscais intentados contra algumas empresas do Grupo para os quais o risco de um reembolso futuro de caixa foi considerado como possível, de acordo com informações dos advogados que acompanham estes processos, e que por esse motivo não foram provisionados. O detalhe e a natureza destes processos são conforme segue: 2014 2013 Responsabilidade cível 76.591.893 71.078.646 Responsabilidade laboral 445.377 982.904 Outras responsabilidades 48.621.968 16.496.924 Sub-total 125.659.238 88.558.474 Impostos 3.522.678 4.285.758 Total 129.181.916 92.844.232 Os seguintes processos judiciais em curso relatam as principais queixas, ações legais e contingências fiscais contra algumas empresas subsidiárias sedeadas em Portugal, alguns dos quais a Empresa considera que, com base na opinião dos seus consultores judiciais internos e externos e de acordo com a IAS 37, o risco de perda associado aos mesmos é remoto, motivo pelo qual, os respetivos valores em causa não estão incluídos nos montantes acima divulgados embora estejam descritos abaixo, em virtude da sua materialidade. a) Ações relacionadas com a taxa municipal de direitos de passagem No seguimento da legislação de 1 de agosto de 1997, como operador da rede básica de telecomunicações, a Portugal Telecom ficou isenta da obrigação do pagamento de taxas municipais, direitos de passagem e outras taxas relacionadas com a rede e com as obrigações inerentes à Concessão. Adicionalmente, no passado, o Estado Português informou a Empresa de que esta legislação confirmou a isenção de pagamento de taxas estabelecida no contrato de Concessão, e de que continuará a tomar as ações necessárias para que a Meo Comunicações mantenha os benefícios económicos previstos no Contrato de Concessão anteriormente em vigor. A Lei 5/2004, de 10 de fevereiro, estabeleceu um novo regime para o direito de passagem em Portugal, no qual cada município pode aplicar uma taxa de 0,25% sobre a faturação de cada cliente que possua uma assinatura de rede no município. Este regime foi implementado em 2005, não sendo aplicado retroativamente, não tendo impacto sobre os processos indicados anteriormente. Entretanto, o Decreto-Lei 123/2009, de 21 de maio, clarificou que nenhuma outra taxa deveria ser cobrada pelos municípios, além do regime estabelecido pela Lei 5/2004. Esta interpretação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Administrativo de Portugal em diversas ações judiciais. Não obstante, alguns municípios continuam ainda a defender que a Lei 5/2004 não derrogou outras taxas que os municípios queiram estabelecer, uma vez que a Lei 5/2004 não é aplicável ao domínio público municipal. Atualmente existem ações interpostas por alguns municípios sobre esta matéria. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 146
b) Processos regulatórios As operações da PT Portugal são sujeitas regularmente a investigações e inspeções, essencialmente pela ANACOM (regulador de telecomunicações), pela Comissão Europeia e pela Autoridade da Concorrência, no âmbito da verificação do cumprimento das normas e regulamentos aplicáveis. Atualmente, estão em curso investigações conduzidas pela Autoridade da Concorrência relativamente à Meo, S.A. por alegadas práticas anti concorrenciais no mercado de telecomunicações móvel. A PT Portugal considera que as empresas do Grupo seguiram consistentemente uma política de cumprimento da legislação em vigor. O Grupo revê continuamente as suas ofertas comerciais de forma a reduzir o risco de incumprimento da legislação da concorrência. No entanto, se empresas do Grupo PT forem consideradas como estando em violação da legislação aplicável no âmbito destas ou de outras investigações, elas poderão vir a estar sujeitas a penalidades, multas ou outras sanções. Com base na legislação nacional, é, no entanto, permitida a interposição de recurso judicial relativamente a qualquer decisão adversa nestas matérias. Em abril de 2007, a Autoridade da Concorrência acusou a PT Comunicações de abuso de posição dominante por alegada atribuição de descontos discriminatórios no mercado de circuitos alugados. Em resposta a esta acusação, a PT Comunicações contestou as alegações da Autoridade da Concorrência nesta matéria. Contudo, em 1 de setembro de 2008, a Autoridade da Concorrência impôs uma coima de 2,1 milhões de à PT Comunicações. Em 29 de setembro de 2008, a PT Comunicações recorreu para o Tribunal do Comércio de Lisboa e, em 29 de fevereiro de 2012, o Tribunal do Comércio de Lisboa absolveu a PT Comunicações da multa imposta pela Autoridade da Concorrência. A PT Portugal, com base na opinião dos seus consultores jurídicos internos e externos, não registou qualquer provisão para fazer face a esta situação. Em 19 de janeiro de 2011, a Comissão Europeia iniciou uma investigação a um acordo celebrado entre a Telefónica e a PT SGPS com o alegado intuito de não concorrerem no mercado Ibérico de telecomunicações. Em outubro de 2011, a PT SGPS foi notificada de uma Declaração de Objeções da Comissão Europeia destinada à PT SGPS e à Telefónica sobre esta matéria, que apenas cobria a alegada cooperação entre as duas empresas posteriormente à transação da Vivo. Em resposta à Declaração de Objeções, a PT SGPS contestou a alegação da Comissão Europeia. Em janeiro de 2013, a Comissão Europeia adotou uma decisão de condenar a PT SGPS, conjuntamente com a Telefónica, S.A., por alegada violação do artigo 101 do TFEU, traduzida num suposto compromisso de não concorrência com incidência no mercado ibérico incluído no acordo de 28 de julho de 2010 relativo à aquisição pela Telefónica da participação da Portugal Telecom na operadora brasileira Vivo. À PT SGPS foi aplicada uma coima de 12.290.000, tendo esta entidade interposto recurso. c) Outros processos legais Em março de 2004, a TV TEL Grande Porto Comunicações, S.A. ( TV TEL ), uma empresa de telecomunicações sedeada no Porto, instaurou uma ação contra a PT Comunicações no Tribunal Judicial de Lisboa, alegando que a PT Comunicações, desde 2001, restringiu e/ou recusou de forma ilegal o acesso às suas condutas de telecomunicações no Porto, atrasando a instalação e o desenvolvimento da rede de telecomunicações da TV TEL. A TV TEL alega que a PT Comunicações tinha a intenção de se autofavorecer e de favorecer a CATVP- TV Cabo Portugal, S.A., uma empresa subsidiária da PT Multimédia e concorrente direto da TV TEL. A TV TEL reclama o montante aproximado de 15 milhões de por danos e perdas alegadamente causadas, em resultado do atraso na instalação da sua rede de telecomunicações no Porto. Adicionalmente, a TV TEL solicitou que a PT Comunicações fosse obrigada a garantir acesso total às suas condutas no Porto. A PT Comunicações contestou a referida ação em junho de 2004, defendendo que: (1) a TV TEL não possui um direito de livre acesso à sua rede de condutas; (2) todos os pedidos da TV TEL foram legal e tempestivamente respondidos pela PT Comunicações de acordo com a sua política geral de gestão e acesso às suas infraestruturas; e (3) as perdas e danos invocados pela TV TEL não foram factualmente sustentados. Em fevereiro de 2013, o tribunal decidiu uma compensação relativa aos acrescidos custos de financiamento incorridos e ao valor decorrente da perda de clientes a ser liquidado pela TV TEL. Ambas as partes apresentaram recurso desta decisão. Em PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 147
5 de junho de 2014, o Tribunal da Relação de Lisboa proferiu acórdão favorável à PT Comunicações, o qual alargou a matéria de facto, pelo que se aguarda a marcação de nova data de julgamento. Em março de 2011, a Optimus - Comunicações S.A. ( Optimus ) instaurou um processo contra a PT Portugal no Tribunal Judicial de Lisboa para o pagamento de aproximadamente 11 milhões de relacionado com o processo da Autoridade da Concorrência que terminou em 2011 por efeitos de prescrição, em relação ao qual a Autoridade da Concorrência tinha aplicado uma multa à Portugal Telecom no montante aproximado de 45 milhões de. A Optimus sustenta a sua posição argumentado que sofreu perdas e danos em resultado da conduta da PT Portugal. d) Contingências fiscais Existem algumas contingências fiscais contra determinadas empresas do Grupo sedeadas em Portugal, as quais estão relacionadas essencialmente com a dedutibilidade de certos encargos financeiros incorridos entre 2004 e 2010 (243 milhões de ). O Grupo recebeu liquidações fiscais relativamente a estas matérias para todos os exercícios acima referidos. Em 31 de dezembro de 2014, a Empresa discorda fortemente destas liquidações e, com base na opinião dos seus consultores fiscais, considera que existem argumentos sólidos para contrapor a posição das autoridades fiscais, pelo que não classifica estas contingências fiscais como prováveis ou possíveis. 49. Eventos subsequentes Em 4 de março de 2015, a CVM aprovou os contratos de permuta e opção de compra de ações celebrados com a PT SGPS no âmbito dos investimentos em títulos da Rio Forte (Nota 29). Esta aprovação está no entanto condicionada à aprovação destes contratos em sede de Assembleia Geral de Acionistas da Oi, a qual foi entretanto convocada para o dia 26 de março de 2015. Em resultado da desvalorização das ações da Oi desde 31 de dezembro de 2014, o valor recuperável dos investimentos em títulos da Rio Forte baseado na cotação das ações da Oi em 20 de março de 2015 ascendia a 264 milhões de, uma redução de 124 milhões de face a 31 de dezembro de 2014. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 148
ANEXOS I. Subsidiárias II. Empresas associadas, empreendimentos conjuntos e outras entidades PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 149
I. Subsidiárias Subsidiárias em Portugal PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL dez 14 dez 13 Empresa Notas Sede Atividade Direta Efetiva Efetiva PT Portugal, SGPS, SA Lisboa Gestão de participações sociais Directel - Listas Telefónicas (a)(f) Lisboa Publicação de listas telefónicas e exploração das bases de dados Africatel BV (100%) 75,00% - Internacionais, Lda. ( Directel ) que lhes são afins, em operações internacionais. Infonet Portugal Serviços de Valor Lisboa Comercialização de produtos e serviços de valor acrescentado na Meo Comunicações (90%) 90,00% 90,00% Acrescentado, Lda área da informação e comunicação por computador, através do acesso à rede mundial Infonet. Openideia - Tecnologias de Telecomunicações e Sistemas de Informação, S.A. Aveiro Prestação de serviços na área de sistemas e tecnologias de informação. Portugal Telecom Data Centre, SA Covilhã Prestação de serviços e fornecimento de produtos na área de sistemas e tecnologias de informação, incluíndo processamento de dados, domiciliação de informação e aspectos relacionados. PT Inovação e Sistemas (100%) 100,00% 100,00% PT Portugal (100%) 100,00% 100,00% PT Pay, SA Lisboa Prestação de serviços de pagamento. PT Portugal (100%) 100,00% 100,00% Portugal Telecom Inovação e Sistemas, SA ( PT Inovação e Sistemas ) Aveiro Inovação, investigação, desenvolvimento e integração de serviços e soluções em telecomunicações, serviços de engenharia e formação em telecomunicações. PT Portugal (100%) 100,00% 100,00% Postal Network Prestação de Lisboa Prestação de serviços postais. Meo Comunicações (51%) 51,00% 100,00% Serviços de Gestão de Infra-estrutura de comunicações ACE Previsão Sociedade Gestora de (b) Lisboa Gestão de fundos de pensões. PT Portugal (82,05%) 82,05% - Fundos de Pensões, SA PT Centro Corporativo, SA (b) Lisboa Prestação de serviços de consultoria a empresas do Grupo. PT Portugal (100%) 100,00% - MEO Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A. ("Meo Comunicações") (c) Lisboa Prestação de serviços de telecomunicações fixas e móveis e estabelecimento, gestão e exploração de redes de telecomunicações. PT Portugal (100%) 100,00% 100,00% PT Contact - Telemarketing e Serviços de Informação, SA ("PT Contact") Lisboa Produção, promoção e comercialização de sistemas de informação, incluindo produtos e serviços de informação e correspondente assistência técnica. PT Imobiliária, SA Lisboa Administração de bens imobiliários, consultoria em investimentos imobiliários, gestão de empreendimentos imobiliários, aquisição e alienação de imóveis. PT Investimentos SA ( PT I ) (b)(f) Lisboa Serviços de consultoria de negócio e gestão de negócios. Elaboração de projectos e estudos económicos e gestão de investimentos. PT Portugal (100%) 100,00% 100,00% PT Pro (100%) 100,00% 100,00% PT Portugal (100%) 100,00% - PT Móveis, SGPS, SA ( PT Móveis ) Lisboa Gestão de participações sociais no âmbito dos negócios móveis. Meo Comunicações (100%) 100,00% 100,00% PT Participações, SGPS, SA (d) (f) Lisboa Gestão de participações sociais PT Móveis (100%) 100,00% - PT Prestações- Mandatária de Aquisições e Gestão de Bens, SA ( PT Prestações ) Lisboa Aquisição e gestão de bens móveis e imóveis, bem como a realização de investimentos. Meo Comunicações (100%) 100,00% 100,00% PT Pro, Serviços Administrativos e de Gestão Partilhados, SA PT Sales - Serviços de Telecomunicações e Sistemas de Informação, SA ("PT Sales") Lisboa Lisboa Prestação de serviços de assessoria empresarial, administração e gestão empresarial. Prestações serviços nas áreas de telecomunicações, serviços e sistemas de informação. PT Ventures, SGPS, SA (a)(f) Madeira Gestão de participações sociais no âmbito dos investimentos Internacionais. PT Cloud e Data Centers, SA ( PT Cloud ) MEO Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A. TPT - Telecomunicações Publicas de Timor, SA ( TPT ) Oeiras Prestação de serviços na área de sistemas e tecnologias de informação. (c) Lisboa Prestação de serviços de telecomunicações fixas e móveis e estabelecimento, gestão e exploração de redes de telecomunicações. (a)(f) Lisboa Prestação de serviços e compra e venda de produtos de telecomunicações, multimédia e tecnologias de informação em Timor. Use.it - Virott e Associados, Lda. (e) Lisboa Prestação de serviços de research, desenho, programação, sistemas de informação e de suporte. PT Portugal (100%) 100,00% 100,00% PT Portugal (100%) 100,00% 100,00% Africatel BV (100%) 75,00% - PT Portugal (99,8%); Meo Comunicações (0,2%) 100,00% 100,00% Meo Comunicações (100%) - 100,00% PT Participações (76,14%) 76,14% - PT Investimentos (52,50%) 52,50% - PT BlueClip Lisboa Prestação de serviços de consultoria a empresas do Grupo. Meo Comunicações (100%) 100,00% 100,00% (a) Estas entidades passaram a ser consolidadas a partir de 2 de maio de 2014, no seguimento da aquisição da PT Participações. (b) Estas entidades foram adquiridas pela PT Portugal à PT SGPS no primeiro semestre de 2014. (c) A Meo, S.A. (antiga TMN) foi incorporada na PT Comunicações, S.A. em 29 de dezembro de 2014, tendo a denominação social desta última sido alterada para MEO Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A. (d) Conforme mencionado na Nota 1, a PT Móveis adquiriu o investimento nesta empresa em 2 de maio de 2014. (e) Esta empresa não está atualmente a desenvolver qualquer atividade. (f) Estas empresas estão classificadas como detidas para venda desde setembro de 2014 (Nota 30). Não obstante, as mesmas continuam a ser consolidadas sendo no entanto os respetivos ativos e passivos apresentados em rubricas específicas de ativos e passivos detidos para venda na Demonstração Consolidada da Posição Financeira. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 150
Outras subsidiárias PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL dez 14 dez 13 Empresa Notas Sede Atividade Direta Efetiva Efetiva Carrigans Finance S.A.R.L (a) (b) Luxemburgo Gestão de investimentos. PT Móveis (100%) 100,00% - Bratel BV (c) Amesterdão Gestão de investimentos. PT Móveis (100%) - 100,00% Bratel Brasil, SA (c) São Paulo Gestão de investimentos. Bratel BV (98,77%) - 100,00% PTB2, S.A. (anteriormente Istres, S.A.) (c) São Paulo Gestão de investimentos. PT Inovação Brasil (90%); PT Brasil (10%) - 100,00% Portugal Telecom Brasil, S.A. (d) São Paulo Gestão de investimentos. PT Portugal (100%) 100,00% - Portugal Telecom Inovação Brasil, Ltda. PT Multimédia.com Brasil, Ltda. ( PTM.com Brasil ) São Paulo Desenvolvimento de actividade nas áreas de tecnologias de informação e telecomunicações. PT Inovação e Sistemas (100%) 100,00% 100,00% (d) São Paulo Gestão de participações sociais. PT Brasil (100%) 100,00% - Cabo Verde Móvel, S.A. (a) (e) Praia Exploração do serviço de telecomunicações móveis. Cabo Verde Telecom (100%) 30,00% - Cabo Verde Multimédia, S.A. (a) (e) Praia Exploração de serviços de multimédia. Cabo Verde Telecom (100%) 30,00% - Cabo Verde Telecom, SARL (a) (e) Praia Exploração de serviços de telecomunicações. PT Ventures (40%) 30,00% - Cellco - Ste Cellulaire du Congo SARL (f) Congo Exploração de serviços de telecomunicações, no Congo. PT Investimentos (61%) 61,00% - Contact Cabo Verde Telemarketing e Serviços de Informação, SA CST Companhia Santomense de Telecomunicações, SAR.L. Directel Cabo Verde Serviços de Comunicação, Lda. Directel Uganda Telephone Directories, Limited Elta - Empresa de Listas Telefónicas de Angola, Lda. Praia Gestão de call e de contact center. PT Contact (100%) 100,00% 100,00% (a) São Tomé Exploração do serviço público de telecomunicações em São Tomé e Príncipe (a) Praia Publicação de listas telefónicas e exploração das bases de dados que lhes são afins em Cabo Verde. Africatel BV (51%) 38,25% - Directel (60%); Cabo Verde Telecom (40%) 57,00% - (a) Uganda Publicação de listas telefónicas.. Directel (100%) 75,00% - (a) Luanda Publicação de listas telefónicas.. Directel (55%) 41,25% - Openideia Marrocos, S.A. Casablanca Prestação de serviços na área de sistemas e tecnologias de informação. Openideia Angola, S.A. Luanda Prestações serviços nas áreas de telecomunicações, serviços e sistemas de informação. Kenya Postel Directories, Ltd. (a) Nairobi Produção, edição e distribuição de listas telefónicas e outras publicações. LTM - Listas Telefónicas de Moçambique, Lda. (a) Maputo Gestão, edição, exploração e comercialização de listas de assinatura e classificadas de telecomunicações. PT Inovação e Sistemas (100%) 100,00% 100,00% PT Inovação e Sistemas (100%) 100,00% 100,00% Directel (60%) 45,00% - Directel (50%) 37,50% - Mobile Telecommunications Limited (a) (g) Namíbia Exploração do serviço móvel. Africatel BV (34%) 25,50% - TMM - Telecomunicações Móveis de (a) (b) Maputo Exploração do serviço móvel. PT Participações (97,5%) 97,50% - Moçambique, S.A. Africatel GmBH (a) Alemanha Gestão de investimentos. PT Participações (100%) 100,00% - Africatel Management, GmBH (h) Berlim Gestão de investimentos. PT Participações (100%) 100,00% - Africatel Holdings, BV (a) Amesterdão Gestão de investimentos. Africatel GmbH (75%) 75,00% - STP Cabo, SARL (a) São Tomé e Gestora de cabo submarino CST (74,5%) 28,50% - Principe CVTEL, BV Amesterdão Gestão de investimentos. PT Móveis (100%) 100,00% 100,00% Portugal Telecom Internacional Finance B.V (i) Amesterdão Obtenção de fundos no mercado internacional. PT Portugal (100%) 100,00% - Timor Telecom, SA (a) Timor Concessionária dos serviços de telecomunicações em Timor. TPT (54,01%); PT Participações (3.05%) 44,17% - Open Labs Pesquisa e desenvolvimentos, Lda (h) Rio de janeiro Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador costumizáveis PT Inovação Brasil (99,8%) 99,80% - (a) Estas entidades passaram a ser consolidadas a partir de 2 de maio de 2014, no seguimento da aquisição da PT Participações (Nota 1). Em 31 de dezembro de 2014, estas mesmas entidades estão classificadas como detidas para venda (Nota 1). (b) Estas empresas não estão atualmente a desenvolver qualquer atividade. (c) Estas empresas já não fazem parte do grupo após a alienação do investimento na Bratel BV concluída em 2 de maio de 2014 (Nota 1). (d) A PT Portugal adquiriu da Portugal Telecom o investimento na PT Brasil no primeiro semestre de 2014, entidade que detém 100% da PT Multimédia.com Brasil. (e) A PT Portugal consolidou integralmente as demonstrações financeiras desta entidade uma vez que tinha a maioria dos membros da comissão executiva da Cabo Verde Telecom e, portanto, era capaz de controlar as suas políticas financeiras e operacionais. (f) O investimento nesta entidade foi adquirido através da aquisição da participação de 100% na PT Investimentos, anteriormente detida pela Portugal Telecom (Nota 1). (g) No âmbito do acordo de acionistas celebrado com os restantes acionistas da MTC, a PT Portugal tem o poder de definir e controlar as políticas financeiras e operacionais da empresa. (h) Estas empresas foram constituídas em 2014. A Africatel Management GmBH está classificada desde setembro de 2014 como ativo não corrente detido para venda. (i) O investimento nesta empresa foi adquirido em 5 de maio de 2014, conforme mencionado na Nota 1. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 151
II. Empresas associadas, empreendimentos conjuntos e outras entidades Empresas associadas localizadas em Portugal PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL dez 14 dez 13 Empresa Notas Sede Atividade Direta Efetiva Efetiva Janela Digital - Informativo e Caldas da Desenvolvimento de tecnologias de informação para mediadores Meo Comunicações (50%) 50,00% 50,00% Telecomunicações, Lda Rainha imobiliários. Caixanet Telemática e Lisboa Prestação de serviços financeiros através da internet. Meo Comunicações (10%); PT Cloud e Data Centers 15,0 0% 15,00 % Comunicações, SA (5%) Capital Criativo - SCR, SA Loures Gestão de investimentos. Meo Comunicações (20%) 20,00% 20,00% Entigere Entidade Gestora Rede (a) Lisboa Gestão de redes. PT Participações (25%) 25,00% - Multiserviços, Lda. INESC Instituto de Engenharia de Lisboa Gestão de redes. Meo Comunicações (41,38%) 41,38% 41,38% Sistemas e Computadores, SA ("INESC") Multicert Serviços de Certificação Lisboa Prestação de serviços de certificação electrónica. Meo Comunicações (20%) 20,00% 20,00% Electrónica, SA PT P&F ACE Lisboa Prestação de serviços de consultoria, assessoria e apoio à Meo Comunicações (49%) 49,00% 49,00% implementação de processos de envelopagem. Yunit Serviços, SA Lisboa Prestação de serviços de desenvolvimento e consultoria no Meo Comunicações (33,33%) 33,33% 33,33% âmbito do comércio electrónico, conteúdos e tecnologias de informação Siresp Gestão de Rede Digitais de (a) Lisboa Gestão de redes. PT Participações (30,55%) 30,55% - Segurança e Emergência, SA Sportinvest Multimédia, SGPS, SA Lisboa Gestão de Participações Sociais. Meo Comunicações (50%) 50,00% 50,00% Tradeforum- Soluções de Comercio Electronico, A.C.E. Lisboa Fornecimento de soluções de comércio electrónico business-tobusiness no mercado nacional e de soluções de automatização dos processos de compra. Yunit Serviços (50%) 16,67% 16,67% Vantec Tecnologias de Vanguarda (a) Lisboa Comercialização de soluções e equipamentos para o sector PT Investimentos (25%) 25,00% - Sistemas de Informação, S.A. audiovisual. Auto Sapo Venda Já Lisboa Aquisição e revenda de veículos automóveis. Meo Comunicações (50%) 50,00% 50,00% (a) Os investimentos nestas entidades foram adquirido através da aquisição das participações de 100% na PT Participações e na PT Investimentos, anteriormente detidas pela Portugal Telecom (Nota 1). Empresas associadas localizadas fora de Portugal, empreendimentos conjuntos e outras entidades: PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL dez 14 dez 13 Empresa Notas Sede Atividade Direta Efetiva Efetiva Multitel - Serviços de (a) Luanda Exploração e prestação de serviços de comunicação de dados e PT Ventures (40%) 30,00% - Telecomunicações, Lda. outros serviços de comunicação digital de informação. Unitel, SARL. (a)(b) Luanda Exploração do serviço móvel celular em Angola. PT Ventures (25%) 18,75% - Hungaro Digitel KFT (a) Budapeste Prestação de serviços de comunicações empresariais. PT Participações (44.62%) 44,62% - Ericsson Inovação, SA (c) São Paulo Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador não-customizáveis PT Inovação Brasil (49%) 49,00% 49,00% (a) Os investimentos nestas empresas foram obtidos após a aquisição da PT Participações (Nota 1) em 2 de maio de 2014. (b) Conforme mencionado na Nota 1, o investimento na Unitel foi adquirido inicialmente em 2 de maio no âmbito da aquisição da PT Participações, tendo sido classificado nesta data como disponível para venda uma vez que a Empresa concluiu que a sua posição minoritária não lhe permite exercer influência significativa sobre as políticas financeiras, operacionais e estratégicas desta entidade. Em 31 de dezembro de 2014, este investimento, juntamente com os restantes negócios internacionais, está apresentado como detido para venda (Nota 1). Esta empresa é controlada conjuntamente. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 152
Certificação legal e Relatório de Auditoria PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 153
Relatório e parecer do Conselho Fiscal PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 159
Política de remunerações PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 164
DECLARAÇÃO DA COMISSÃO DE VENCIMENTOS SOBRE A POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO DA PT Portugal SGPS Tendo em conta o disposto na Lei n.º 28/2009, de 19 de junho, a Comissão de Vencimentos vem submeter à aprovação da Assembleia Geral de Acionistas a declaração que se segue sobre a política de remuneração dos membros dos órgãos sociais da PT Portugal SGPS. I. Política de Remuneração dos Administradores Executivos A) Mecanismos que permitam o alinhamento dos interesses dos membros do órgão de administração com os interesses da sociedade Os sistemas de retribuição, não sendo o único, são, porém, um dos principais mecanismos ao dispor de uma sociedade para atrair, reter e motivar os melhores profissionais do mercado, capazes de maximizar o valor de uma sociedade e de atingir de modo eficiente as metas estratégicas para ela definidas, a fim de que a Sociedade possa cumprir os seus objetivos estratégicos dentro do cenário crescentemente competitivo e globalizado em que desenvolve a sua atividade. A experiência dos últimos anos tem demonstrado, todavia, que a estrutura da remuneração dos Administradores de uma sociedade deve igualmente assegurar o alinhamento dos interesses daqueles com os interesses da empresa e, em particular, com os seus interesses de longo prazo e, bem assim, ser baseada numa efetiva avaliação do desempenho dos membros do órgão de administração. A esta luz, e em linha com as melhores práticas nacionais e internacionais, a remuneração dos Administradores Executivos da PT Portugal SGPS é integrada por uma componente fixa e por uma componente variável. Remuneração fixa A componente fixa da remuneração corresponde a uma retribuição mensal, paga 14 vezes ano, cujo montante é determinado pela Comissão de Vencimentos, tendo em atenção a natureza das funções e responsabilidades PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 165
cometidas e as práticas observadas no mercado relativamente a posições equivalentes em empresas nacionais e internacionais. Remuneração variável A política de remuneração variável na PT Portugal SGPS rege-se pelos seguintes princípios orientadores: A prossecução e realização de objetivos, através da qualidade, capacidade de trabalho, dedicação e know-how do negócio; A implementação de uma filosofia de gestão profissionalizada e consubstanciada na definição e controlo da realização de objetivos mensuráveis; A prossecução da excelência na gestão, através de um conjunto de práticas empresariais de referência, que possibilitem à empresa a obtenção do equilíbrio e da sustentabilidade empresarial, ou seja, desenvolvendo a sua atividade não apenas na vertente económica, mas também social e ambiental; A consistência da política de remuneração com uma gestão e controlo de riscos eficazes que evitem uma excessiva exposição ao risco e potenciais conflitos de interesses e que sejam coerentes com os objetivos, valores e interesses de longo prazo da PT Portugal SGPS. Neste contexto, a remuneração variável dos Administradores executivos é fixada anualmente por esta Comissão de Vencimentos, tendo em conta a avaliação do seu desempenho no período imediatamente precedente, tendo igualmente em consideração o grau de realização dos objetivos traçados para a Sociedade. Outras condições Os Administradores executivos do Conselho de Administração não devem celebrar contratos com a Sociedade, nem com terceiros, que tenham por efeito mitigar o risco inerente à variabilidade da remuneração que lhes foi fixada pela Sociedade. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 166
B) Existência de planos de atribuição de ações ou de opções de aquisição de ações por parte de membros dos órgãos de administração e de fiscalização Não se encontra em vigor na PT Portugal SGPS qualquer plano de atribuição de ações ou de opções de aquisição de ações por parte dos membros do seu órgão de administração. C) Possibilidade do pagamento da componente variável da remuneração, se existir, ter lugar, no todo ou em parte, após o apuramento das contas de exercício correspondentes a todo o mandato A componente variável da remuneração dos Administradores executivos é paga anualmente após aprovação das contas da Sociedade, relativas ao exercício anterior, em Assembleia Geral. II. Política de Remuneração dos Membros do Conselho Fiscal A) Mecanismos que permitam o alinhamento dos interesses dos membros do órgão de fiscalização com os interesses da sociedade Em linha com o disposto no n.º 1 do artigo 422.º-A do Código das Sociedades Comerciais, a remuneração dos membros do Conselho Fiscal da PT Portugal SGPS é exclusivamente constituída por uma componente fixa. O montante da remuneração dos membros do Conselho Fiscal é determinado tendo por referência os seguintes elementos, indicados por ordem aleatória: (i) Práticas remuneratórias de outras sociedades do mesmo setor de atividade e com dimensão semelhante à da PT Portugal SGPS; (ii) Níveis de qualificação, competência e experiência requeridos para o desempenho das funções em causa; (iii) Natureza e complexidade das funções em causa; PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 167
(iv) Necessidade de garantir um adequado nível de independência e imparcialidade dos membros do Conselho Fiscal no exercício das suas funções. B) Critérios de definição da componente variável da remuneração Não aplicável. C) Existência de planos de atribuição de ações ou de opções de aquisição de ações por parte de membros dos órgãos de administração e de fiscalização Não aplicável D) Possibilidade do pagamento da componente variável da remuneração, se existir, ter lugar, no todo ou em parte, após o apuramento das contas de exercício correspondentes a todo o mandato Não aplicável. III. Pagamentos relativos à destituição ou c IV. essação por acordo de funções de membros dos Órgãos Sociais A Sociedade não tem definida uma política geral sobre pagamentos relativos a destituição ou cessação por acordo de funções de membros de Órgãos Sociais. No entanto, podem ser definidos casuisticamente e por acordo entre as partes montantes compensatórios devidos aos membros dos Órgãos Sociais cessantes. Lisboa, 25 de fevereiro de 2015 A Comissão de Vencimentos PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 168
Glossário ARPU Capex Cash flow Curtailment costs CRM Resultados líquidos por acção diluídos EBITDA Empresas Margem EBITDA Free cash flow FTTH GSM Average Revenue per User. Receita média por cliente. Média mensal das receitas de serviço por número médio de utilizadores no período, incluindo receitas de interligação e de roaming-out. Capital expenditure. Investimento em imobilizado corpóreo e incorpóreo. A diferença entre os cash inflows e os cash outflows num determinado período. Custos decorrentes do programa de redução de efectivos. Customer Relationship Management. Resultados líquidos por acção calculado considerando o resultado líquido excluindo os custos relativos às obrigações convertíveis, dividido pelo número de acções diluídas. Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortisation. Resultados operacionais antes de amortizações. EBITDA = resultado operacional + amortizações+ custos com benefícios de reforma. Segmento operacional que inclui todas as grandes, pequenas e médias empresas que subscrevem produtos e serviços da rede fixa e da rede móvel. Os valores não incluem eliminações intragrupo. Margem EBITDA = EBITDA / receitas operacionais. Free cash flow = cash flow operacional+/- aquisições/vendas de investimentos financeiros +/- juros líquidos pagos - pagamentos relativos a responsabilidades de benefícios de reforma - pagamentos relativos a imposto sobre o rendimento +/- dividendos pagos/recebidos +/- outros movimentos de caixa. Fibre-to-the-home. Rede de fibra óptica. Rede de nova geração que permite levar fibra óptica até às instalações do cliente. Global System for Mobile. Rede de rádio digital, internacionalmente estandardizada, que permite a transmissão de voz e de dados. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 169
Glossário 7 IAS/IFRS Resultado operacional IP IPTV RDIS ISP MMS MOU Dívida líquida NGAN Cash flow operacional PRB PBO PSTN RGU de retalho por acesso International Accounting Standards/International Financial Reporting Standards. Normas Internacionais de Contabilidade / International Financial Reporting Standards. Novo normativo contabilístico promovido pelo International Accounting Standards Board. Foi adoptado a partir de 1 de janeiro de 2005. Resultado antes de resultados financeiros e impostos + custos com o programa de redução de efectivos + menos (mais) valias na alienação de imobilizado + outros custos (ganhos) líquidos. Internet Protocol. Standard que especifica o formato exacto dos pacotes de dados transmitidos através da rede Internet. Internet Protocol Television. Serviço de televisão digital disponibilizado na linha telefónica, através de uma conexão de banda larga. Rede Digital com Integração de Serviços. Rede de telecomunicações digital que permite a transmissão em simultâneo de voz e de dados sobre um acesso fixo. Internet Service Provider. Empresa que fornece o acesso à Internet. Multimedia Message Service. Tecnologia que permite a transmissão de dados nos telemóveis, nomeadamente textos, toques, imagens, fotos e vídeo. Minutes of Usage. Média mensal em minutos de tráfego de saída e de entrada por número médio de utilizadores no período. O MOU dos segmentos não inclui minutos de interligação. Dívida líquida = Dívida de curto prazo + dívida de médio e longo prazo Disponibilidades e títulos negociáveis. Next generation access network. Rede de alta velocidade capaz de transportar eficientemente uma variedade de serviços, incluindo voz, dados, vídeo e multimédia. Cash flow operacional = EBITDA - capex +/- alteração do fundo de maneio +/- provisões não monetárias. Post Retirement Benefits Costs. Custos com Benefícios de Reforma. Post Retirement Benefits Obligations. Responsabilidades projetadas com Benefícios de Reforma Public Switched Telephone Network. Sistema de telefone tradicional instalado sobre linhas de cobre. Acessos de retalho por acesso por acessos PSTN/RDIS. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 170
Glossário 7 SARC Serviços cloud SMS Oferta Triple-play Oferta Quadrupleplay Oferta Quintuple-play Pessoal Receitas não voz como % das receitas Residencial Grossista, outros e eliminações Subscriber Acquisition and Retention Cost. Custos com aquisição e retenção de clientes. SARC = (70% dos custos de marketing e publicidade + comissões + subsidios) / (adições brutas + upgrades). Serviços com modelo de prestação alternativo para disponibilização de recursos virtualizados de TI/SI, acedidos centralmente por via de uma rede, em modelo as a service, e com pagamento por utilização (pay as you use), tendo como âmbito de oferta infra-estutura (IaaS), software (SaaS) e plataformas (PaaS), e crescentemente outro tipo de ofertas e.g. Comunicação (CaaS) e Segurança. Short Message Service. Serviço de mensagens curtas de texto para telemóveis, que permite o envio e recebimento de mensagens alfanuméricas. (1) Oferta integrada de serviços de voz fixa, televisão e Internet, e (2) clientes tripleplay com oferta não integrada, que subscrevem serviços de voz fixa, televisão e Internet, através de subscrições individuais. (1) Oferta integrada de serviços de voz fixa e móvel, televisão e Internet, e (2) clientes quadruple-play com oferta não integrada, que subscrevem serviços de voz fixa, voz móvel, televisão e Internet, através de subscrições individuais. (1) Oferta integrada de serviços de voz fixa e móvel, televisão e Internet fixa e móvel, e (2) clientes quintuple-play com oferta não integrada, que subscrevem serviços de voz fixa, voz móvel, televisão e Internet fixa e móvel, através de subscrições individuais. Segmento de cliente que inclui todos os clientes consumidores que subscrevem produtos e serviços da rede móvel, numa base individual. Os valores não incluem eliminações intragrupo. Percentagem das receitas de serviço de retalho relacionadas com serviços de dados, vídeo e outros serviços que não voz. Segmento de cliente que inclui todos os clientes consumidores que subscrevem produtos e serviços da rede fixa em casa, numa base individual. Os valores não incluem eliminações intragrupo. Segmento de cliente que inclui o negócio grossista para a rede fixa e rede móvel, os outros negócios (ex: listas telefónicas) e todas as eliminações intragrupo relacionadas com os negócios de telecomunicações em Portugal. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 171
Glossário 7 3G 4G-LTE 3Generation. Terceira geração é um termo genérico que cobre várias tecnologias para redes móveis (UMTS, W-CDMA e EDGE), as quais integram serviços de multimédia, permitindo a transmissão de dados a uma velocidade superior à tecnologia GSM. 4Generation. Quarta geração é um termo genérico que cobre várias tecnologias para redes movéis (LTE/LTE Advanced) com grande eficiência de espectro, elevados débitos de pico, baixa latência e flexibilidade de frequências, o que permite melhores serviços de banda larga e multimédia. PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 172
Informação adicional Contactos Relação com investidores Marco Norci Schroeder Administrador responsável pela Relação com Investidores PT Portugal Avenida Fontes Pereira de Melo, 40 1069-300 Lisboa, Portugal Tel: +351 21 500 7979 Fax: +351 21 500 8000 Página da Internet Todas as publicações e comunicações, bem como informações sobre os produtos, serviços e negócios da Empresa, estão disponíveis no seguinte endereço: www.telecom.pt Sede social PT Portugal, SGPS, S.A. Avenida Fontes Pereira de Melo, 40 1069-300 Lisboa, Portugal Tel: +351 21 500 2000 PT Portugal Relatório e Contas Consolidadas 2014 173