Trabalho de Projecto AS NOSSAS EMBARCAÇÕES Disciplinas intervenientes: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, História e Geografia de Portugal, Educação Visual e Tecnológica. Tópicos que podem ser tratados nas disciplinas intervenientes: Espelho da cultura: relação entre as culturas dos países estudados em língua estrangeira as embarcações (vocabulário específico). As embarcações portuguesas: passado; presente; futuro. Relação entre as épocas, acontecimentos, lugares, profissões e actividades e a forma como evoluíram as embarcações. O papel dos Descobrimentos no grande desenvolvimento de embarcações e instrumentos náuticos. ETAPA 1: IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA/ ESCOLHA DO TEMA Produto final: Visita guiada à Fragata D. Fernando II e Glória [1] Ou Visita guiada ao Farol Museu de Santa Marta em Cascais [2] Ou Visita ao Centro de Controlo de Tráfego Marítimo VTS (Vessel Traffic System [3] ) em Algés; [1] De momento atracada em Cacilhas. (Ver cópia de folheto em ANEXO) [2] Recém inaugurado, este espaço museológico possui uma interessante exposição dedicada aos faróis portugueses, com particular destaque para a história do próprio Farol de Santa Marta. Visitas para grupos escolares e outros grupos mediante inscrição prévia, de 3ª a 6ª feira. Contacto: 214 815 328 e mail: Sandra.santos@cm cascais.pt (ver cópia de folheto em ANEXO) Ver igualmente páginas na introdução deste manual. 1
Escrita de uma página de um Diário de Bordo, com registo das rotas, o estado do tempo, as terras avistadas ou qualquer episódio vivido tanto a bordo de uma embarcação como no mar; Construção de uma maqueta de uma embarcação inventada pelos alunos; Exposição de trabalhos sobre o tema. Diálogo/ debate envolvendo todos os intervenientes. Algumas questões que podem ser abordadas: Problema: Que papel tiveram os Descobrimentos no grande desenvolvimento do nosso país e nos processos de transmissão de conhecimentos entre os povos? Que embarcações têm sido utilizadas ao longo dos tempos em Portugal? Que grandes navegadores estiveram/ estão à frente dessas embarcações? Que produtos carregavam/ carregam as nossas embarcações? [4] Que instrumentos náuticos se destacaram na navegação? E nos dias de hoje, que instrumentos são utilizados na navegação? Vantagens e desvantagens do transporte marítimo. Inovações tecnológicas implicações ao nível do transporte marítimo e dos portos. Potencialidades dos transportes marítimos ao nível da cultura, recreio e lazer. Tema: As embarcações portuguesas ao longo do tempo [3] O Centro de Controlo de Tráfego Marítimo, VTS Lisboa, gere a navegação dentro da área de jurisdição da Administração do Porto de Lisboa, tendo como limite montante a Ponte Vasco da Gama, fornece informação e aconselha os navios que naveguem no estuário do Tejo e na aproximação a este, até um raio de 16,5 milhas náuticas, centrado no VTS Lisboa. Suportado por sistemas e tecnologias de vanguarda e alinhado com os mais exigentes códigos internacionais, o Porto de Lisboa posiciona se, em matéria de segurança, a par dos principais portos europeus. Outras visitas: ao Centro Nacional Coordenador Marítimo (CNCM) ver artigos em ANEXO. [4] No Museu de Marinha existe uma vitrina dedicada aos vestígios da nau «Nossa Senhora dos Mártires» 2
ETAPA 2: PLANIFICAÇÃO DO TRABALHO Objectivos: Divulgar as embarcações portuguesas ao longo dos tempos; Promover a interdisciplinaridade; Promover os diferentes domínios da Língua Portuguesa; Desenvolver o trabalho de grupo e a cooperação; Incutir o espírito crítico, método de trabalho e de pesquisa; Promover a criatividade e imaginação; Identificar diferentes embarcações, instrumentos náuticos, técnicas de navegar e navegadores; Reflectir sobre as vantagens e desvantagens do transporte marítimo; Conhecer as implicações tecnológicas ao nível do transporte marítimo e dos portos nacionais; Conhecer as potencialidades dos transportes marítimos ao nível da cultura, recreio e lazer. Materiais: Os materiais terão de ser seleccionados de acordo com todas as iniciativas que se desenvolverão ao longo do projecto, de acordo com os recursos da escola, a imaginação dos intervenientes e o resultado pretendido. 3
ETAPA 3: MOTIVAÇÃO e sensibilização para o tema Visita guiada ao Museu de Marinha [5] em Lisboa ou ao Museu do Mar Rei D. Carlos [6] em Cascais. Preenchimento das fichas do Kit Pedagógico do museu de Marinha. Troca de impressões sobre o que foi observado e registado. O professor pode fazer o registo das frases para «arrumar ideias». ETAPA 4: TRABALHO DE PROJECTO preparação Sugestão: Esta etapa pode ser desenvolvida nas aulas de Língua Portuguesa. Prática escrita (trabalho individual ou em pares) Sugestão de leitura: (ver texto em anexo) Ficha de trabalho de interpretação do texto (ficha adaptada para alunos com necessidades educativas especiais) [5] O Museu de Marinha foi fundado pelo Rei D. Luís em 22 de Julho de 1863. Imediatamente após a sua criação, o Museu ficou sediado num edifício da antiga Escola Naval, em Lisboa. Em 1916, um grande incêndio destruiu irremediavelmente uma grande parte do seu património. Em 1947, recebeu um valioso legado, que lhe foi feito pelo grande coleccionador e amigo da Marinha, Sr. Henrique Seixas. Em 1948, o Museu foi transferido para o Palácio dos Condes de Farrobo, nas Laranjeiras. Por fim, em 1962, um século depois da sua fundação, foi transferido para o Mosteiro dos Jerónimos, onde actualmente se encontra. O seu património tem vindo a ser enriquecido, ao longo dos anos, com modelos construídos nas suas próprias oficinas e com muitas peças adquiridas no exterior e outras doadas por amigos do Museu. Ver: www.museumarinha.pt Tel.: 21 362 00 19 Extensão Educativa. [6] Museu dedicado ao mar, à navegação e à pesca. Arqueologia subaquática, modelos de embarcações e tesouros recuperados de naufrágios na costa de Cascais e estuário do Tejo. Uma visita a este museu é sempre ir ao encontro de histórias de Reis, de Pescadores, de Piratas e de muitos tesouros! Inscrições de 2ª a 6ª feira, das 10h às 17hoo, pelo tel.: 21 486 13 77. 4
ETAPA 5: TRABALHO DE PROJECTO: desenvolvimento/ trabalho de pesquisa Formação de grupos de trabalho; Escolha e distribuição de tarefas; Pesquisa, organização e execução de tarefas nas diferentes disciplinas; A distribuição de tarefas pelos alunos com necessidades educativas especiais deverá ser feita de acordo com as suas características e capacidades; As disciplinas intervenientes farão a distribuição das tarefas segundo a sua especificidade e produto final; A articulação dos conteúdos terá de ser feita de acordo com a proposta de actividades e na etapa adequada à intervenção de cada disciplina. Propostas de actividades que podem ser desenvolvidas ao longo do projecto: Visita de estudo para que os alunos possam observar de perto embarcações, instrumentos náuticos, etc. Tratamento das informações recolhidas. Produção de textos com todas as informações recolhidas. Preenchimento de fichas do Kit Pedagógico do Museu de Marinha. Elaboração de uma página de um Diário de Bordo. Montagem da maqueta. Elaboração de cartazes, folhetos e convites para a comunidade escolar. Preparação final dos trabalhos realizados pelos alunos. 5
ETAPA 6: TROCA DE IDEIAS. SELECÇÃO/ ORGANIZAÇÃO DOS MATERIAIS E DAS INFORMAÇÕES RECOLHIDAS Na aula, os alunos trocam ideias e discutem sobre os dados recolhidos. Fazem as alterações e melhoramentos considerados convenientes. Preparam a exposição final dos trabalhos dos alunos, seleccionando os materiais a serem exibidos. Os professores preparam as visitas guiadas. ETAPA 7: PRODUTO FINAL Visita guiada à Fragata D. Fernando II e Glória; Ou Visita guiada ao Farol Museu de Santa Marta em Cascais ou ao Centro de Controlo de Tráfego Marítimo VTS (Vessel Traffic System ) em Algés; Escrita de uma página de um Diário de Bordo, com registo das rotas, o estado do tempo, as terras avistadas ou qualquer episódio vivido tanto a bordo de uma embarcação como no mar; Construção de uma maqueta de uma embarcação inventada pelos alunos; Exposição de trabalhos sobre o tema; Divulgação das iniciativas através dos meios de comunicação/divulgação da escola. 6
ETAPA 8: AVALIAÇÃO DO TRABALHO Diálogo/ debate: decorrer do processo; produto final; resposta ao problema. Preenchimento de Fichas: Ficha de auto avaliação do aluno (do decorrer do processo e do final); Ficha de observação do professor e avaliação do projecto (do decorrer do processo e do final). ANEXOS: Lenine Rodrigues: auto didacta em construção ; Texto retirado da Revista VEGA, Outubro/ Novembro 2007; Para ser utilizado na ETAPA 4; Folheto informativo da Fragata D. Fernando II e Glória; Folheto informativo do Forte de Santa Marta; Folheto informativo do Museu da Marinha e programa de educação ambiental; Notícias. 7
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In Jornal de Notícias, 20 02 2008 13
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In Público, 31 01 2008 18
In Diário de Notícias, 31 01 2008 19
In Diário Económico, 14 03 2008 20
In Global Notícias, 18 03 2008 21