FILIAÇÃO REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL FILIAÇÃO INSCRIÇÃO INSCRIÇÃO INSCRIÇÃO



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Transcrição:

FILIAÇÃO REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL FILIAÇÃO e INSCRIÇÃO É o vínculo jurídico que se estabelece entre o segurado e o RGPS. Decorre automaticamente da atividade remunerada, ou seja, no momento em que uma pessoa iniciar o exercício de alguma atividade remunerada estará filiada à previdência social. FILIAÇÃO É automática quando do exercício de atividade remunerada pelos segurados obrigatórios. Para o facultativo decorre do pagamento da primeira contribuição, como segurado nessa condição. INSCRIÇÃO É ato meramente formal, pelo qual o segurado fornece dados necessários para sua identificação pelo INSS. INSCRIÇÃO Os segurados serão identificados pelo NIT Número de Identificação do Trabalhador, que é único, pessoal e intransferível. Para os segurados já cadastrados no PIS/PASEP não cabe novo número de identificação (NIT), sendo identificados pelo número do PIS ou pelo do PASEP. INSCRIÇÃO Existem dois tipos de inscrição: a inscrição do segurado e a inscrição do dependente. A inscrição do dependente é promovida somente quando do requerimento do benefício a que tiver direito. 1

Formalização das Inscrições: Empregado: a inscrição é formalizada pelo contrato de trabalho, efetuada diretamente na empresa. Não precisa ir se inscrever no INSS. Formalização das Inscrições: Trabalhador Avulso: Cadastro e registro no Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO) ou no sindicato Formalização das Inscrições: Empregado doméstico: Inscrição é efetuada por documento que comprove o contrato de trabalho, a CTPS Carteira de Trabalho de Previdência Social. É realizada diretamente no INSS. Formalização das Inscrições: Contribuinte individual: Feita por documento que caracterize sua condição. Realizada no INSS. Formalização das Inscrições: Segurado especial: Necessita de documento que comprove exercício de atividade rural (agropecuária ou pesqueira), sendo a inscrição realizada no INSS. Formalização das Inscrições: Facultativo: documento de identidade e declaração de que não exerce outra atividade que não o enquadre como segurado obrigatório, realizada no INSS. 2

Formalização das Inscrições: Idade mínima: 16 anos Porém, há uma exceção: na condição de aprendiz, a partir de 14 (quatorze) anos. Enquadrado como segurado empregado. Inscrição O segurado que exercer, ao mesmo tempo, mais de uma atividade remunerada sujeita ao RGPS será obrigatoriamente inscrito em relação a cada uma delas. (RPS, art. 18, 3º) Aquele que exerce, concomitantemente, mais de uma atividade remunerada sujeita ao RGPS é obrigatoriamente filiado em relação a cada uma dessas atividades. (RPS, art 9º, 13). Inscrição Presentes os pressupostos da filiação, admite-se a inscrição post mortem do segurado especial. Inscrição Inscrição regra p (L 8213) Art. 17 (alterado pela L 11718/08). 4 o A inscrição do segurado especial será feita de forma a vinculá-lo ao seu respectivo grupo familiar e conterá, além das informações pessoais, a identificação da propriedade em que desenvolve a atividade e a que título, se nela reside ou o Município onde reside e, quando for o caso, a identificação e inscrição da pessoa responsável pela unidade familiar. Inscrição Inscrição regra p (L 8213) Art. 17 (alterado pela L 11718/08). 5 o O segurado especial integrante de grupo familiar que não seja proprietário ou dono do imóvel rural em que desenvolve sua atividade deverá informar, no ato da inscrição, conforme o caso, o nome do parceiro ou meeiro outorgante, arrendador, comodante ou assemelhado. Inscrição Inscrição regra p (L 8213) Art. 17 (alterado pela L 11718/08). 6 o Simultaneamente com a inscrição do segurado especial, será atribuído ao grupo familiar número de Cadastro Específico do INSS CEI, para fins de recolhimento das contribuições previdenciárias. 3

Matrícula da Empresa Matrícula da Empresa Prof. Eduardo Tanaka Toda empresa e equiparado a empresa devem estar cadastrados no Cadastro Nacional de Informações Sociais - CNIS. Desta forma, as empresas efetuarão os recolhimentos previdenciários identificados pelo número da matrícula e estes recolhimentos poderão ser monitorados pela fiscalização. Matrícula da Empresa Artigo 256 do RPS, a matrícula da empresa será feita: I - Simultaneamente com a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Matrícula da Empresa Artigo 256 do RPS, a matrícula da empresa será feita: II - perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil, no prazo de trinta dias contados do início de suas atividades, quando não sujeita a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica. Estas pessoas receberão um número de matrícula chamado matrícula CEI Certidão Específico do INSS. Através deste número é que elas poderão efetuar os recolhimentos. Matrícula da Empresa No caso de obras de construção civil, mesmo que estas sejam realizadas nas instalações de empresas com CNPJ, deverá ser aberta uma matrícula CEI para cada obra. Matrícula da Empresa No caso do empregador doméstico, se ele recolhe o FGTS (que não é obrigatório) para seu empregado doméstico, ele deverá matricular-se. Caso contrário, não deverá possuir matrícula CEI, pois os recolhimentos são feitos no NIT do próprio empregado. 4

Matrícula - Rural (L 8212 alterado pela Lei 11718/08) Art. 49. 5 o A matrícula atribuída pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ao produtor rural pessoa física ou segurado especial é o documento de inscrição do contribuinte, em substituição à inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ, a ser apresentado em suas relações com o Poder Público, inclusive para licenciamento sanitário de produtos de origem animal ou vegetal submetidos a processos de beneficiamento ou industrialização artesanal, com as instituições financeiras, para fins de contratação de operações de crédito, e com os adquirentes de sua produção ou fornecedores de sementes, insumos, ferramentas e demais implementos agrícolas. FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL Prof. Eduardo Tanaka Financiamento da Seguridade Social Decreto 3.048/99 Art. 194. A seguridade social é financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de contribuições sociais. Financiamento da Seguridade Social Decreto 3.048/99 Art. 195. No âmbito federal, o orçamento da seguridade social é composto de receitas provenientes: I - da União; II - das contribuições sociais; e III - de outras fontes. RECEITAS DA UNIÃO Prof. Eduardo Tanaka RECEITAS DA UNIÃO (Decreto 3.048/99) Art. 196. A contribuição da União é constituída de recursos adicionais do Orçamento Fiscal, fixados obrigatoriamente na Lei Orçamentária anual. Parágrafo único. A União é responsável pela cobertura de eventuais insuficiências financeiras da seguridade social, quando decorrentes do pagamento de benefícios de prestação continuada da previdência social, na forma da Lei Orçamentária anual. 5

Receitas das Contribuições Sociais RECEITAS DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS Prof. Eduardo Tanaka Decreto 3.048/99 Art. 195 Parágrafo único. Constituem contribuições sociais: I - as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga, devida ou creditada aos segurados e demais pessoas físicas a seu serviço, mesmo sem vínculo empregatício ; II - as dos empregadores domésticos, (...); III - as dos trabalhadores, (...); IV - as das associações desportivas que mantêm equipe de futebol profissional, (...); V - as incidentes sobre (...) produção rural; Receitas das Contribuições Sociais Decreto 3.048/99 Art. 195 Parágrafo único. Constituem contribuições sociais: VI - as das empresas, incidentes sobre a receita ou o faturamento (COFINS) e o lucro (CSLL); e VII - as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos. Receitas das Contribuições Sociais (CF) Art. 195. (CF) A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: Receitas das Contribuições Sociais (CF) I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; Ex.: Contribuição social sobre o faturamento das empresas COFINS. c) o lucro; Ex.: Contribuição social sobre o lucro líquido. CSLL. Receitas das Contribuições Sociais (CF) II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201; 6

Receitas das Contribuições Sociais (CF) III - sobre a receita de concursos de prognósticos. IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) RECEITAS DOS SEGURADOS Prof. Eduardo Tanaka Receitas dos Segurados Neste tópico, abordaremos, também, alguns aspectos sobre o assunto saláriode-contribuição. Receitas dos Segurados O termo segurados é usado para todos os trabalhadores (segurados obrigatórios) e segurados facultativos. Receitas dos Segurados Embora todos os segurados devam contribuir mensalmente, a forma de cálculo devido varia para alguns segurados. Receitas dos Segurados Portanto, há três formas de se calcular a contribuição dos segurados, sendo divididos em: I Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado ; II Contribuinte e Segurado Facultativo; III. 7

Empregado, Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Estes segurados possuem como característica comum, que os distinguem dos outros, o fato de existir um certo vínculo. O empregado com o empregador O Trabalhador avulso com o OGMO e sindicato O empregado doméstico com o empregador doméstico. Empregado, O desconto da contribuição sempre se presumirá feito, oportuna e regularmente, pela empresa, pelo empregador doméstico, pelo sindicato e pelo OGMO a isso obrigados, não lhes sendo lícito alegar qualquer omissão para se eximirem do recolhimento, ficando os mesmos diretamente responsáveis pelas importâncias que deixarem de descontar. Empregado, A contribuição do segurado empregado, inclusive o doméstico, e do trabalhador avulso é calculada mediante a aplicação da correspondente alíquota, de forma não cumulativa, sobre o seu salário-decontribuição mensal (...) (Art. 198 (decreto 3.048/99)) Somente aqui, aplica-se a tabela com alíquotas progressivas, conforme salário de contribuição. Tabela de contribuição dos Segurados: Empregado, (Port. MPS/MF 350/09) SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO (R$) Até R$ 1.024,97 De R$ 1.024,98 a R$ 1.708,27 De R$ 1.708,28 a R$ 3.416,54 Alíquota (%) 8% 9% 11% Empregado, Entende-se por salário-de-contribuição (Art. 214 (decreto 3.048/99)): I - para o empregado e o trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, (continua...) 8

Empregado, Entende-se por salário-de-contribuição (Art. 214 (decreto 3.048/99)): (... continuação) inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; Empregado, Entende-se por salário-de-contribuição (Art. 214 (decreto 3.048/99)): II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira Profissional e/ou na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observados os limites mínimo e máximo (...) Empregado, O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde: Para os segurados empregado, inclusive o doméstico, e trabalhador avulso, ao piso salarial legal ou normativo da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês. Empregado, O valor do limite máximo do salário-decontribuição será publicado mediante portaria interministerial do Ministério da Previdência Social e Ministério da Fazenda, sempre que ocorrer alteração do valor dos benefícios. Corresponde ao valor máximo da tabela de contribuição, que hoje vale R$3.416,54. Empregado, Alíquota de contribuição é o percentual a ser adotado, que se presta para o cálculo da contribuição previdenciária. Multiplicando-se a alíquota pelo salário de contribuição, obtém-se o valor da contribuição devido ao INSS. Empregado, Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe: 1 salário mínimo? Resposta: R$ 510,00 x 8% = R$ 40,80 9

Empregado, Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe: R$ 1500,00? Resposta: R$ 1500 x 9% = R$ 135,00 Empregado, Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe: R$ 3.000,00? Resposta: R$ 3.000,00 x 11% = R$ 330,00 Empregado, Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe: R$ 4.000? Resposta: R$ 3.416,54 x 11% = R$ 375,82 Deve-se observar o limite máximo! Empregado, Segundo o Decreto 3,048/99, o salário-de-contribuição é a remuneração auferida em uma ou mais empresas (...). Empregado, Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe: R$ 1000 da empresa A e R$ 600,00 da empresa B? Resposta: R$ 1000,00 + R$ 600,00 = R$ 1.600,00 (9%) R$ 1000,00 x 9% = R$ 90,00 na empresa A ; R$ 600,00 x 9% = R$ 54,00 na empresa B. Empregado, O segurado empregado, inclusive o doméstico, que possuir mais de um vínculo, deverá comunicar a todos os seus empregadores, mensalmente, a remuneração recebida até o limite máximo do salário de contribuição, envolvendo todos os vínculos, a fim de que o empregador possa apurar corretamente o salário de contribuição sobre o qual deverá incidir a contribuição social previdenciária do segurado, bem como a alíquota a ser aplicada Aplicam-se, no que couber, estas disposições ao trabalhador avulso que, concomitantemente, exercer atividade de segurado empregado. 10

Empregado, Quanto deverá ser o desconto de um empregado que recebe: R$ 3.000 da empresa A e R$ 2.000,00 da empresa B? Resposta: R$ 3.000,00 + R$ 2.000,00 = R$ 5.000,00 R$ 3.416,54 x 11% = R$ 375,82 Deve-se observar o limite máximo! Empregado, A tabela a seguir demonstra a relação segurado / responsável / prazo pelo recolhimento: responsáveis e prazos SEGURADO Empregado Responsável Empresa Prazo até dia ---- do mês seguinte ao da competência. 20 Contribuinte e Facultativo Prof. Eduardo Tanaka Trabalhador Avulso OGMO 20 Empregado Empregador 15 e Facultativo A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo é de 20% aplicada sobre o respectivo saláriode-contribuição, observado os limites mínimo (salário mínimo) e máximo (R$ 3.416,54 corresponde ao teto dos valores da tabela). Em determinados casos, como veremos a seguir, a alíquota poderá ser de 11%. e Facultativo Entende-se por salário-de-contribuição: Para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observados os limites mínimo e máximo 11

e Facultativo O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde: para os segurados contribuinte individual e facultativo, ao salário mínimo. e Facultativo O valor do limite máximo do salário-decontribuição será publicado mediante portaria interministerial do Ministério da Fazenda e do Ministério da Previdência e Social, sempre que ocorrer alteração do valor dos benefícios. Corresponde ao valor máximo da tabela de contribuição, que hoje vale R$ 3.416,54. Facultativo Quem é responsável pelo recolhimento? O segurado facultativo é responsável pelo recolhimento de sua própria contribuição. (até dia 15 do mês seguinte) Facultativo Quanto deverá contribuir um segurado facultativo que declara: Um salário mínimo? Resposta: R$ 510,00 x 20% = R$ 102,00 Este é o valor mínimo. Facultativo Quanto deverá contribuir um segurado facultativo que declara: R$ 2.000? Resposta: R$ 2.000,00 x 20% = R$ 400,00 Facultativo Quanto deverá contribuir um segurado facultativo que declara: R$ 3.416,54? Resposta: R$ 3.416,54 x 20% = R$ 683,31 Este é o valor máximo! 12

Facultativo Plano Simplificado de Previdência Social (ou Plano Simplificado de Inclusão Previdenciária). O segurado facultativo pode optar por recolher 11%, porém, somente sobre o valor mínimo (salário mínimo). Sem aposentadoria por tempo de contribuição. Plano Simplificado de Previdência Social RPS, Art. 199-A. A partir da competência em que o segurado fizer a opção pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, é de onze por cento, sobre o valor correspondente ao limite mínimo mensal do salário-de-contribuição, a alíquota de contribuição: Plano Simplificado de Previdência Social Art. 199-A. I - do segurado contribuinte individual, que trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado; II - do segurado facultativo; e III - do MEI de que trata a alínea p do inciso V do art. 9 o, cuja contribuição deverá ser recolhida na forma regulamentada pelo Comitê Gestor do Simples Nacional. Plano Simplificado de Previdência Social Art. 199-A. 1 o O segurado que tenha contribuído na forma do caput e pretenda contar o tempo de contribuição correspondente, para fins de obtenção da aposentadoria por tempo de contribuição ou de contagem recíproca do tempo de contribuição, deverá complementar a contribuição mensal mediante o recolhimento de mais nove por cento, acrescido de juros de que trata o disposto no art. 239. Recolhe-se 20% ou 11% sobre o saláriode-contribuição, conforme a situação em que se enquadra. Na verdade, a regra é de 20%, sendo que situações em que a contribuição for de 11%, será proveniente de uma dedução concedida pela Lei, nos casos em que há recolhimento da parte patronal, ou nos casos em que se enquadra no Plano Simplificado de Inclusão Previdenciária. O salário-de-contribuição, para o Contribuinte é a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observados os limites mínimo e máximo. 13

O limite máximo, hoje, vale R$ 3.416,54. O limite mínimo é o valor do salário mínimo. Se o contribuinte individual não atingir o valor mínimo recebidos nos serviços prestados, ele deverá, por conta própria, complementar os recolhimentos com alíquota de 20% sobre a diferença que faltar, até atingir o salário-de-contribuição no valor, hoje, de R$ 510,00 (salário mínimo). Quanto deverá contribuir um contribuinte individual que ganha: R$ 100,00, prestando serviço a pessoa física? Resposta: R$ 100,00 + R$ 410,00 (ele deverá complementar este valor na base de cálculo) = R$ 510,00 (valor mínimo) x 20% = R$ 102,00 No mês em que não for paga nem creditada remuneração, ou não houver retribuição financeira pela prestação de serviço, os segurados contribuintes individuais poderão, por ato volitivo, contribuir para a Previdência Social na qualidade de segurados facultativos. (Art. 9o, 2o, da IN SRP no 03/2005 ) O Contribuinte pode relacionar-se com terceiros, sob o ponto de vista de contribuição, de quatro formas: A- com empresa(s). B- com o produtor rural pessoa física, com missão diplomática, com repartição consular e com outro contribuinte individual equiparado a empresa. C- com cooperativa de trabalho. D- com pessoa física. A- Relação do Contribuinte com empresa(s). Neste o caso temos dois tipos de Contribuintes Individuais: 1 o Sócio que administra. Ex.: é o caso do empresário (sócio de empresa) que ocupa o cargo de diretor-sócio e recebe o Pró-Labore. 2 o Aquele que presta serviços para uma ou várias empresas. Ex.: é o caso de um eletricista autônomo que presta serviços de reparo elétrico para uma ou mais empresas, sem relação de emprego. 14

Em princípio, a alíquota é de 20%, mas a Lei 8.212/91, art. 30, parágrafo 4 o, concede uma dedução nesta, conforme veremos: Na hipótese de o contribuinte individual prestar serviço a uma ou mais empresas, poderá deduzir, da sua contribuição mensal, 45% da contribuição da empresa, efetivamente recolhida ou declarada, incidente sobre a remuneração que esta lhe tenha pago ou creditado, limitada a dedução a 9% do respectivo salário-de-contribuição. Imagine um eletricista autônomo que prestou serviços de reparo elétrico, sem relação de emprego e que seu pagamento foi de R$1.000,00 pela mãode-obra dos serviços prestados. A empresa deverá recolher a parte patronal, referente a 20% sobre o valor pago(e sobre isso, veremos posteriormente) = R$1.000,00 x 20% = R$ 200,00. A empresa, também, deveria descontar 20% do eletricista, mas a lei concede um abatimento de 45% da contribuição da empresa. Ou seja, a empresa pagou R$200,00 de sua parte. R$200,00 x 45% = R$90,00 este é o abatimento concedido. Como a alíquota do recolhimento por conta do Contribuinte é de 20%, a empresa deveria descontar-lhe R$ 1.000,00 x 20% = R$ 200,00. Porém, a lei concedeu um abatimento de R$ 90,00. Sendo assim, o valor final a ser descontado do eletricista será de: R$ 200,00 R$ 90,00 (abatimento) = R$ 110,00 (valor a ser recolhido). Concluindo: A empresa pagou R$ 200,00 de contribuição previdenciária, referente a sua parte patronal. A empresa pagou R$ 1.000,00 ao eletricista, referente ao serviço prestado. Entretanto, desse valor, a empresa descontou R$ 110,00 e recolheu à previdência. Sendo que, o valor líquido recebido pelo eletricista foi de: R$ 1.000,00 R$ 110,00 = R$ 890,00. Já no caso de o contribuinte individual prestar serviços para uma entidade beneficente de assistência social isenta das contribuições sociais patronais, não há que se falar em dedução. Entretanto, esta entidade é obrigada a efetuar o desconto e o recolhimento em nome do contribuinte individual. Sendo assim, como não há dedução, a alíquota será de 20% sobre o salário-de-contribuição. 15

Cabe ao próprio contribuinte individual que prestar serviços, no mesmo mês, a mais de uma empresa, cuja soma das remunerações superar o limite mensal do salário-de-contribuição, comprovar às que sucederem à primeira o valor ou valores sobre os quais já tenha incidido o desconto da contribuição, de forma a se observar o limite máximo do saláriode-contribuição. O contribuinte individual que prestar serviços a mais de uma empresa ou, concomitantemente, exercer atividade como segurado empregado, empregado doméstico ou trabalhador avulso, quando o total das remunerações recebidas no mês for superior ao limite máximo do salário de contribuição deverá, para efeito de controle do limite, informar o fato à empresa em que isto ocorrer. Contribuinte MEI o Plano Simplificado de Inclusão Previdenciária incluiu, recentemente, Microempreendedor MEI. Contribuinte MEI É Micro Empreendedor - MEI aquele que opte pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais. É considerado MEI o empresário individual a que se refere o art. 966 do Código Civil, que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 36.000,00 (trinta e seis mil reais), optante pelo Simples Nacional. Contribuinte MEI O MEI recolherá as contribuições previdenciárias como ocorre no Plano Simplificado de Previdência Social, utilizando-se das mesmas regras. Sendo assim, o recolhimento será efetuado com a alíquota de 11% sobre o saláriomínimo. Neste caso, exclui-se o direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição. Contribuinte MEI As empresas que tomam serviços de Microempreendedor não têm a obrigatoriedade de fazer a retenção e o recolhimento da contribuição previdenciária deste segurado. Isto porque, independentemente do valor do seu salário de contribuição, o MEI irá contribuir com o valor fixo de 11% sobre o salário-mínimo. 16

Contribuinte MEI Já, quanto à contribuição patronal de 20% sobre o valor pago, em regra, as empresas não têm a obrigação de fazê-la. Haverá esta obrigatoriedade exclusivamente em relação ao MEI que for contratado para prestar serviços de: hidráulica, eletricidade, pintura, alvenaria, carpintaria e de manutenção ou reparo de veículos. Portanto, em relação a outros serviços, não haverá tal obrigatoriedade para empresa contratante de serviços de MEI. Contribuinte MEI O MEI pode possuir um único empregado que receba exclusivamente 1 (um) salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional. Neste caso, o MEI deverá reter e recolher a contribuição previdenciária relativa ao segurado a seu serviço e fica obrigado a prestar informações relativas ao segurado a seu serviço, na forma estabelecida pelo Comitê Gestor. O MEI, na condição de patrão, também, estará sujeito ao recolhimento da contribuição previdenciária por conta da empresa (patronal) calculada à alíquota de 3% sobre o salário de contribuição de seu empregado. Contribuinte MEI Para o contribuinte individual que optar por este plano, as regras são as mesmas do segurado facultativo, que pode recolher 11%, porém, somente sobre o valor mínimo (R$ 510,00). E, também, seus benefícios serão somente sobre o valor mínimo. Sendo que, não poderá se aposentar, nestas condições, por tempo de contribuição. Neste caso, a aposentadoria será por idade. B. Relação do Contribuinte com o produtor rural pessoa física, com missão diplomática, com repartição consular e com outro contribuinte individual equiparado a empresa. Estas pessoas têm a obrigação de recolher a parte patronal (20%), mas não têm a obrigação de descontar e recolher a parte do segurado, como ocorre nas demais empresas. Desta forma, cabe ao contribuinte individual recolher a própria contribuição, sendo a alíquota, neste caso, de 20%. B. Relação do Contribuinte com o produtor rural pessoa física, com missão diplomática, com repartição consular e com outro contribuinte individual equiparado a empresa. Quanto deverá ser recolhido por um contribuinte individual que recebe R$ 1.000,00, prestando serviço ao consulado da Alemanha, não tendo sido comprovado o recolhimento da quota patronal? Resposta: R$ 1.000 x 20% = R$ 200,00 B. Relação do Contribuinte com o produtor rural pessoa física, com missão diplomática, com repartição consular e com outro contribuinte individual equiparado a empresa. Quanto deverá ser recolhido por um contribuinte individual que recebe R$ 1.000,00, prestando serviço ao consulado da Alemanha, tendo sido comprovado o recolhimento da quota patronal? Resposta: R$ 1.000 x 11% = R$ 110,00. 17

C - Relação do Contribuinte com Cooperativa de Trabalho. Cooperado é um contribuinte individual. A Cooperativa de Trabalho é equiparada a empresa, de modo que ela é obrigada a descontar 11% do valor da quota distribuída ao cooperado por serviços por ele prestados, por seu intermédio, a empresas e 20% em relação aos serviços prestados a pessoas físicas. D Relação do Contribuinte com Pessoa Física. Neste caso, o próprio contribuinte individual tem a responsabilidade pela contribuição de 20% sobre os valores recebidos em suas prestações de serviços a pessoas físicas. D Relação do Contribuinte com Pessoa Física. Este contribuinte individual, que trabalha por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado, poderá, também, optar pela inclusão ao Plano Simplificado de Inclusão Previdenciária. Como já vimos, ele pode recolher 11%, porém, somente sobre o valor mínimo (R$ 510,00). E, também, seus benefícios serão somente sobre o valor mínimo. Sendo que, além do mais, não poderá se aposentar, nestas condições, por tempo de contribuição. Tomador de serviço Empresa Entidade isenta PRPF, RC, MD, CI. Cooperativa de trabalho Pessoa Física Contribuinte Alíquota p desconto do CI 11% 20% 20% -regra 11% - patronal 11% - empresa 20% - PF 20% - regra 11% PSP Responsável Empresa Entidade O próprio CI prestador Cooperativa de Trabalho O próprio CI prestador Como vimos, o segurado especial traduzse, resumidamente, no pequeno produtor rural e no pescador artesanal. Prof. Eduardo Tanaka 18

Para o segurado especial não há salário de contribuição. Aqui a base de cálculo é simplesmente o valor de venda da produção rural (incluindo a pesqueira, para o pescador artesanal). A alíquota de contribuição do segurado especial é de 2% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. Acresce-se a este o percentual de 0,1%, referente ao GILRAT (grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho) (esta é uma nova denominação para o antigo SAT = seguro de acidente do trabalho). TOTAL = 2,1% sobre o valor bruto da comercialização rural. Ao contrário dos demais segurados, a contribuição do segurado especial não é, necessariamente, mensal. Entretanto, nos meses em que não há contribuição, ele continua sendo segurado obrigatório do RGPS, com plena cobertura previdenciária. Quanto deverá contribuir um segurado especial que comercializou diretamente no varejo com pessoa física R$ 2.000,00 de sua produção rural? Resposta: R$ 2.000 x 2,1% = R$ 42,00 O segurado especial, vendeu para o supermercado da cidade, R$ 2.000,00 de sua produção. Neste caso, o supermercado (empresa) é responsável por seu recolhimento no mesmo valor de R$ 2.000 x 2,1% = R$ 42,00. O segurado especial, além da contribuição obrigatória, poderá contribuir, facultativamente, na condição de contribuinte individual. Isto visa possibilitá-lo a postular benefícios superiores ao salário mínimo, pois, em regra, seus benefícios são fixados neste valor. Nesta condição, ele continua sendo segurado especial. 19

Integram a produção, os produtos de origem animal ou vegetal, em estado natural ou submetidos a processos de beneficiamento ou industrialização rudimentar, assim compreendidos, entre outros, os processos de lavagem, limpeza, descaroçamento, pilagem, descascamento, lenhamento, pasteurização, resfriamento, secagem, socagem, fermentação, embalagem, cristalização, fundição, carvoejamento, cozimento, destilação, moagem e torrefação, bem como os subprodutos e os resíduos obtidos através desses processos. Art. 25, 11, Lei 8.212/91 - Considera-se processo de beneficiamento ou industrialização artesanal aquele realizado diretamente pelo próprio produtor rural pessoa física, desde que não esteja sujeito à incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados IPI. Art. 25, 10, Lei 8.212/91 - Integra a receita bruta de que trata este artigo, além dos valores decorrentes da comercialização da produção relativa aos produtos a que se refere o 3 o deste artigo, a receita proveniente: I da comercialização da produção obtida em razão de contrato de parceria ou meação de parte do imóvel rural; Art. 25, 10, Lei 8.212/91 - II da comercialização de artigos de artesanato de que trata o inciso VII do 10 do art. 12 desta Lei; Obs.: Atividade artesanal desenvolvida com matéria-prima produzida pelo respectivo grupo familiar, podendo ser utilizada matéria-prima de outra origem, desde que a renda mensal obtida na atividade não exceda ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social. Art. 25, 10, Lei 8.212/91 - III de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel rural, desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa de visitação e serviços especiais; IV do valor de mercado da produção rural dada em pagamento ou que tiver sido trocada por outra, qualquer que seja o motivo ou finalidade; e Art. 25, 10, Lei 8.212/91 - V de atividade artística de que trata o inciso VIII do 10 do art. 12 desta Lei. Obs.: Inciso VIII do 10 do art. 12 da Lei 8.212/91: atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social. 20

A contribuição do será recolhida: I - pela empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa, que ficam sub-rogadas no cumprimento das obrigações do segurado especial, exceto nos casos do inciso III; II - pela pessoa física não produtor rural, que fica sub-rogada no cumprimento das obrigações do segurado especial, quando adquire produção para venda, no varejo, a consumidor pessoa física; ou A contribuição do será recolhida: III - pelo próprio segurado especial, caso comercializem sua produção com adquirente domiciliado no exterior, diretamente, no varejo, a consumidor pessoa física, a outro produtor rural pessoa física ou a outro segurado especial. O próprio segurado especial será obrigado a recolher, diretamente, a contribuição incidente sobre a receita bruta proveniente: a) da comercialização de artigos de artesanato elaborados com matéria-prima produzida pelo respectivo grupo familiar; b) de comercialização de artesanato ou do exercício de atividade artística, conforme explicado anteriormente; e O próprio segurado especial será obrigado a recolher, diretamente, a contribuição incidente sobre a receita bruta proveniente: c) de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel rural, desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa de visitação e serviços especiais. O segurado especial é obrigado a arrecadar a contribuição de trabalhadores a seu serviço e a recolhê-la até o dia 20 do mês seguinte ao da competência. O art. 30, parágrafos 7 o, 8 o e 9 o, da Lei 8.212/91, incluído pela Lei 11.718/08, traz regras quanto à comercialização da produção rural do segurado especial: 7 o A empresa ou cooperativa adquirente, consumidora ou consignatária da produção fica obrigada a fornecer ao segurado especial cópia do documento fiscal de entrada da mercadoria, para fins de comprovação da operação e da respectiva contribuição previdenciária. 21

O art. 30, parágrafos 7 o, 8 o e 9 o, da Lei 8.212/91, incluído pela Lei 11.718/08, traz regras quanto à comercialização da produção rural do segurado especial: 8 o Quando o grupo familiar a que o segurado especial estiver vinculado não tiver obtido, no ano, por qualquer motivo, receita proveniente de comercialização de produção deverá comunicar a ocorrência à Previdência Social, na forma do regulamento. O art. 30, parágrafos 7 o, 8 o e 9 o, da Lei 8.212/91, incluído pela Lei 11.718/08, traz regras quanto à comercialização da produção rural do segurado especial: 9 o Quando o segurado especial tiver comercializado sua produção do ano anterior exclusivamente com empresa adquirente, consignatária ou cooperativa, tal fato deverá ser comunicado à Previdência Social pelo respectivo grupo familiar. 22