TRABALHO COMO DIREITO



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Transcrição:

Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 419 CEP: 05403-000 São Paulo SP Brasil TRABALHO COMO DIREITO () 04/12/2013 1

O direito ao trabalho no campo da Saúde Mental: desafio para a Reforma Psiquiátrica brasileira Marcos jurídicos: a. Constituição Federal b. Lei n o 8080, de 1990, do Sistema Único de Saúde brasileiro c. Lei n o 10.216 de 06 de abril de 2001 d. Portaria n o 336 de 2001 e. Portaria 1.169, de 07 de julho de 2005, que implementa incentivo financeiro para municípios que desenvolvam projetos de Inclusão Social pelo Trabalho destinado a pessoas portadoras de transtornos mentais e/ou de transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas 04/12/2013 2

Breve histórico da Economia Solidária A Economia Solidária nasceu com as lutas de resistência à Revolução Industrial, com o empobrecimento dos artesãos gerado pelo capitalismo industrial nascente, desde o final do século XVIII Com a revolução industrial a força de trabalho foi substituída pelas máquinas e a exploração dos trabalhadores (mulheres, homens e crianças) cresceu de forma intensa, sem qualquer proteção ou segurança (Singer, 2002; Singer, 2003) 04/12/2013 3

Breve histórico da Economia Solidária Robert Owen (1771-1859) Aldeias Cooperativas Bolsas de Trabalho, em 1832 cooperativismo revolucionário Cooperativa de Consumo e de Produção, em 1844 Cooperativa de Rochdale de consumo e poupança, até 1864. Cooperativas de crédito, em 1850 Bancos do Povo, em 1852 04/12/2013 4

Breve histórico da Economia Solidária 1870: as condições de vida da classe trabalhadora começaram mudar 1. aumento real dos salários 2. reconhecimento do direito à organização sindical e de greve 3. aprovação das primeiras bases do Estado de Bem Estar Social 4. conquista do direito ao sufrágio universal (Singer, 2003) 04/12/2013 5

Breve histórico da Economia Solidária classe trabalhadora: um lugar político e social Emprego assalariado: um privilégio, uma condição social invejável, as condições de trabalho e vida não eram mais tão ruins e desesperadoras e os trabalhadores, assalariados, deixaram de considerar a autogestão como possibilidade real o cooperativismo perde sua missão transformadora e se torna modalidade de empresa participativa, em que a participação efetiva dos sócios se torna cada vez mais formal e esvaziada de sentido (Singer, 2003) 04/12/2013 6

Breve histórico da Economia Solidária longo intervalo entre o cooperativismo revolucionário do século XIX e a revivência da economia solidária no final do século XX 1. neoliberalismo 2. desemprego estrutural necessidade de maior escolaridade, maior responsabilização, funções mais complexas, transferência de poder da cúpula à base que realiza as metas planejadas para trabalhadores deste calibre, a busca de mais participação nas decisões e de mais poder é natural: o horizonte desta busca é a autogestão (Singer, 2003) 04/12/2013 7

Economia Solidária no Brasil 1. I Fórum Social Mundial, em 2001 2. Secretaria Nacional de Economia Solidária, Ministério do Trabalho e Emprego, em 2003 a Economia Solidária, hoje política pública do Ministério do Trabalho e Emprego, é um movimento em prol de uma forma de organização econômica coletiva e autogestionária, em resposta à exclusão por gênero, raça, idade, instrução, entre outros determinantes, das pessoas no campo do trabalho. É clara neste marco referencial a crítica à lógica capitalista de organização do modo de produção, individualista, hierárquica e competitiva (Singer, 2002) 04/12/2013 8

Economia Solidária no Brasil Mapeamento dos EES: o Atlas da Economia Solidária no Brasil 1. identidade no modo associativo, comunitário, de organizar para o trabalho 2. existência de coletivos populares organizados, com lideranças legítimas e ativas 3. ineficiência das políticas públicas destinadas a gerar oportunidades econômicas 4. organizações representativas ou de apoio que impulsionam as experiências para o crescimento e ruptura com padrões de subsistência e reprodução capitalista de organização do trabalho 5. formação de cenário político e ideológico que reconhece e fortalece as alternativas de atividades econômicas solidárias (Gaiger, 2003) 04/12/2013 9

Economia Solidária no Brasil Economia Solidária se realiza por meio de Empreendimentos Econômicos Solidários - EES 1. formas comunitárias e democráticas de organizar a produção e o consumo 2. organizações econômicas de indivíduos excluídos do mercado de trabalho 3. alternativa coletiva de sobrevivência 4. atividades econômicas de produção de bens, de prestação de serviços, de fundos de crédito (cooperativas de crédito e os fundos rotativos populares), de comercialização (compra, venda e troca de insumos, produtos e serviços) e de consumo solidário (Ministério do Trabalho e Emprego, 2006) 04/12/2013 10

Economia Solidária no Brasil Atividades Econômicas Organizações Solidárias Produção de bens Prestação de serviços Finanças solidárias Comércio justo Consumo solidário Cooperativas Associações Empresas de autogestão Grupos solidários Redes solidárias Clubes de trocas, etc. 04/12/2013 11 Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego, 2012 (79). Disponível em: http://www.mte.gov.br/ecosolidaria/sies.asp Acesso em 15.03.2012

Economia Solidária e Saúde Mental A articulação entre Economia Solidária e Reforma Psiquiátrica pode potencializar a inserção de pessoas em desvantagem social no mundo do trabalho e ampliar o contingente de novos sujeitos engajados na construção ativa de uma nova sociedade, capaz de abrir espaço para quem fica do lado de fora do processo produtivo capitalista Os movimentos da Reforma Psiquiátrica e da Economia Solidária compartilham princípios fundamentais quando fazem a opção ética, política e ideológica por uma sociedade marcada pela solidariedade (Ministério da Saúde, 2005) da articulação das duas políticas públicas espera-se a consolidação de um suporte institucional de apoio e financiamento às iniciativas existentes, e a expansão das ações de inclusão social pelo trabalho no campo da saúde mental brasileira (Delgado, 2005) 04/12/2013 12

Economia Solidária e Saúde Mental São consideradas iniciativas de Saúde Mental e Economia Solidária as que: 1. Buscam parcerias, de apoio técnico e tecnológico, de participação na vida social e comunitária 2. Operam com a perspectiva da intersetorialidade, articulando a participação de outras entidades / instituições: Incubadoras Universitárias, associações comunitárias e de usuários, ONGs, entre outras 3. Atuam como multiplicadores locais das proposições de inserção social pelo trabalho 4. Fortalecem a contratualidade social das pessoas com transtornos mentais, promovendo sua efetiva participação na vida social 04/12/2013 13

Economia Solidária e Saúde Mental São consideradas iniciativas de Saúde Mental e Economia Solidária as que: 5. Possibilitam o processo de emancipação das pessoas com transtornos mentais 6. Favorecem a participação de pessoas da comunidade 7. Incentivam a autogestão e a participação democrática 8. Permitem a inclusão em redes de comercialização, rede de oportunidades, fóruns de economia solidária 9. Buscam o aprimoramento das habilidades profissionais e das técnicas de gestão, produção e/ou comercialização 10. Buscam o desenvolvimento local 04/12/2013 14

Economia Solidária e Saúde Mental 1. Cooperação: interesses e objetivos comuns, união dos esforços e capacidades, propriedade coletiva parcial ou total de bens, partilha dos resultados e responsabilidade solidária das dificuldades 2. Autogestão: autogestão nos processos de trabalho, nas definições estratégicas e cotidianas dos empreendimentos, na direção e coordenação das ações nos seus diversos graus e interesses 3. Atividade Econômica: agregação de esforços, recursos e conhecimentos para viabilizar as iniciativas coletivas de produção, prestação de serviços, beneficiamento, crédito, comercialização e consumo 4. Solidariedade: justa distribuição dos resultados e a melhoria das condições de vida de participantes, comprometimento com o meio ambiente saudável e com a comunidade, com os movimentos emancipatórios e com o bem estar de trabalhadoras (es) e consumidoras (es) (Ministério do Trabalho e Emprego, 2006). 04/12/2013 15

Uma experiência em curso: ganhos materiais e imateriais advindos do trabalho n O Bar Bibitantã O Bar Bibitantã promove inclusão social de pessoas que são usuárias da rede de serviços de atenção à saúde mental por meio da inserção no trabalho, na perspectiva da Economia Solidária Desde 2006 é fruto da Cooperação Técnica, Didática e Científica entre o Centro de Atenção Psicossocial Itaim Bibi da Coordenadoria Regional de Saúde Centro-Oeste da Secretaria Municipal de Saúde, a Área Temática Enfermagem em Saúde Mental do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiátrica da da Universidade de São Paulo, Associação Franco Basaglia e Associação Vida em Ação. 04/12/2013 16

Uma experiência em curso: ganhos materiais e imateriais advindos do trabalho n O Bar Bibitantã Desde sua inauguração opera com o pressuposto do trabalho como direito Direito ao trabalho porque é pelo trabalho que os humanos nos relacionamos: classes sociais O trabalho cria condições para a vida humana se desenvolver e produz, ao resolver e superar necessidades, um ser humano mais sofisticado, mais apropriado de seus saberes, limites e horizontes trabalho como direito e luta por justiça social, como reprodução da vida capaz de ativar recursos e potencialidades de construção e reconstrução do poder contratual, como instrumento de acesso à cultura e às condições objetivas para entrar no mundo das trocas sociais (Nicácio, 1994) 04/12/2013 17