POLÍTICA DE INVESTIMENTOS

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Transcrição:

POLÍTICA DE INVESTIMENTOS Segurança nos investimentos Gestão dos recursos financeiros Equilíbrio dos planos a escolha

ÍNDICE INTRODUÇÃO...3 A POLÍTICA DE INVESTIMENTOS...4 SEGMENTOS DE APLICAÇÃO...7 CONTROLE DE RISCO...10

INTRODUÇÃO a escolha Nesta apostila trataremos da Política de Investimentos, tema muito importante dentro da Previdência Complementar Fechada. A Política de Investimentos de uma entidade tem por finalidade estabelecer as diretrizes a serem observadas na aplicação dos recursos financeiros dos planos de benefícios. Tal documento deve atender às legislações pertinentes às Entidades Fechadas de Previdência Complementar e estar de acordo com as características dos planos, observando os princípios norteadores na tomada de decisão quando da aplicação dos investimentos. A legislação em vigor atualmente é a Resolução do Conselho Monetário Nacional - CMN Nº 3.792 de 24/09/2009 com alterações introduzidas pela CMN nº 4.275 de 31/10/2013. A Política de Investimentos deverá priorizar a segurança, a liquidez e a rentabilidade necessárias para assegurar o pagamento dos benefícios aos quais têm direito os participantes. Elaborada com vigência de cinco anos e revisada anualmente pela Diretoria Executiva, sendo auxiliada pelo Comitê de Investimentos da Entidade, quando houver, a mesma deverá ser aprovada pelo Conselho Deliberativo. Concluindo esta primeira etapa, podemos definir a Política de Investimentos como: O conjunto de diretrizes e medidas que norteiam a gestão dos recursos financeiros em consonância com a necessidade dos planos de benefícios administrados pela entidade. 3

A POLÍTICA DE INVESTIMENTOS a escolha A Política de Investimentos regulará os investimentos dos recursos financeiros dos planos de benefícios de acordo com a modalidade de cada um, especificidades e características de suas obrigações, objetivando a manutenção e o equilíbrio econômico-financeiro desses planos. A Política de Investimentos deve abordar e atualizar, entre outros aspectos, os seguintes tópicos: 4 Responsabilidades dos agentes externos, como gestores, atuários, etc.; Definição de cenário macroeconômico (taxa de juros, inflação, meta atuarial); Princípios norteadores da aplicação dos recursos financeiros; Definição dos percentuais mínimos e máximos de aplicação dos recursos em cada classe de ativos (CDB, ações, fundos de investimentos); Análise de liquidez da carteira para assegurar o casamento entre ativo e passivo, ou seja, a garantia dos recursos para pagamento de benefícios dos planos, que poderá ser através de um modelo de Gerenciamento de Ativos e Passivos (ALM - Asset Liability Management);

a escolha Critérios básicos de avaliação Interna: Critérios de escolha de gestor(es), administrador(es) e Custodiante(s) de recursos; Atualização dos limites de gestão; Critérios para eliminação de riscos; Resultados esperados. Princípios norteadores da alocação de recursos: responsabilidade social, segurança, liquidez e rentabilidade. Destacamos a seguir alguns dos princípios que norteiam a decisão de aplicação de recursos em investimentos numa entidade. 5

a escolha RESPONSABILIDADE SOCIAL Investir em projetos/empresas que primem, sempre que possível, pelo respeito e observância das melhores práticas do ponto de vista da responsabilidade social, ou seja, que minimizem os efeitos nocivos sobre o meio ambiente e a sociedade. As empresas devem ser geridas seguindo boas práticas de governança corporativa. SEGURANÇA Ingressar em investimentos que contenham uma estruturação de garantias suficientes para eliminar o risco de perda de capital investido pela entidade. LIQUIDEZ A entidade, como qualquer agente que tem compromissos de longo prazo, não necessita manter 100% de seus investimentos em ativos que tenham liquidez imediata. É necessário, no entanto, buscar ativos que tenham um horizonte de desinvestimento compatível com o perfil das obrigações dos planos da entidade. RENTABILIDADE É o retorno esperado do investimento descontado o valor investido, custos, taxas, e a inflação do período. 6

SEGMENTOS DE APLICAÇÃO a escolha Os investimentos das entidades estão divididos nos seguintes segmentos de aplicação: renda fixa, renda variável, investimentos estruturados, investimentos no exterior, imóveis e operações com participantes. Os limites de aplicação de cada segmento devem respeitar a legislação vigente e as diretrizes da Política de Investimentos, aprovada pelo Conselho Deliberativo, visando atender as necessidades de cumprimento da taxa mínima atuarial (ou índice de referência) e a tolerância a risco da entidade. Os limites de aplicação em cada segmento definidos na legislação são: Segmento Limites Renda Fixa 100% Renda Variável 70% Investimentos Estruturados 20% Investimentos no Exterior 10% Imóveis 8% Operações com Participantes (empréstimos e financiamentos) 15% 7

a escolha RENDA FIXA Tem como objetivo acompanhar as taxas de juros do mercado financeiro visando superar as necessidades do plano. São investimentos que possuem remunerações em períodos determinados, sendo suas condições definidas previamente. Renda fixa não significa que não haja flutuação na rentabilidade. Afinal, mesmo com taxas previamente definidas, esses títulos estão sujeitos à oferta e demanda do mercado. Esses investimentos são realizados em títulos públicos e também privados, os quais são emitidos por instituições financeiras ou empresas. RENDA VARIÁVEL É um tipo de investimento no qual a lucratividade não é contratada e depende de cotação nos mercados organizados (Bolsa de Valores - BM&F). Visa obter rentabilidade no longo prazo, porém, focado nos compromissos financeiros dos planos. INVESTIMENTOS ESTRUTURADOS A aplicação neste segmento busca oportunidades de diversificação com perspectiva de retornos adicionais às classes de ativos tradicionais como os de renda fixa e renda variável. 8

a escolha INVESTIMENTOS NO EXTERIOR A principal motivação para aplicação de recursos neste segmento é ampliar a diversificação de mercados e a possibilidade de reduzir o risco da carteira. IMÓVEIS O patrimônio desse tipo de segmento é composto por empreendimentos imobiliários destinados a aluguel e renda, objetivando a diversificação e rentabilidade da carteira. OPERAÇÕES COM PARTICIPANTES Empréstimos: São operações realizadas somente com participantes e assistidos dos planos da entidade, onde as condições e procedimentos devem estar definidos no regulamento de empréstimos. 9

CONTROLE DE RISCO a escolha A avaliação e controle de riscos concentram-se basicamente em apontar as formas pelas quais as entidades buscam administrar o risco de suas aplicações de recursos financeiros, podendo ter modelo próprio ou contratar um administrador externo. Exemplificamos, na sequência, os dois tipos de riscos mais conhecidos: RISCO DE CRÉDITO 10 Para reduzir os riscos de crédito, será considerada mais adequada a aplicação em ativos financeiros cujos emitentes demonstrem maior capacidade de pagamento em relação a outros. A Política de Investimentos definirá os parâmetros para as aplicações ou vedações e os limites de risco, de acordo com as definições das agências de rating, que são agências classificadoras de risco. Rating, de acordo com a agência Moody's, é uma opinião sobre risco relativo baseada na: 1) capacidade e vontade do emissor para pagar completamente e no prazo acordado, principal e juros, durante o período de vigência do instrumento de dívida e, 2) severidade da perda, em caso de inadimplência. Já segundo a Austin, outra agência classificadora, rating não constitui uma recomendação de investimento para todos os efeitos, incorpora uma probabilidade de inadimplência das obrigações, sendo assim, não existe garantia que o pagamento ocorra, pois o rating deve ser entendido como um auxílio na decisão de investimento.

a escolha RISCO DE MERCADO O Risco de mercado é o risco de perda de valor de uma carteira devido às mudanças nos preços de mercado, tais como taxa de câmbio, ações e taxa de juros, porém, só se consolidam quando há a efetiva venda do ativo. Para gerenciar estes riscos, há constante atualização de informações. A forma mais utilizada para definir horizontes de curto prazo incluem VaR (Value at Risk) que é uma medida estatística que resume o risco de um instrumento financeiro ou o risco de uma carteira. 11

a escolha Esta apostila vai ficando por aqui, mas se você se interessou pelo tema aprofunde seus conhecimentos consultando a Resolução CMN Nº 3.792 (e CMN Nº 4275 com suas alterações) que traz em detalhes quais os investimentos que uma entidade de previdência complementar poderá realizar. Além das Resoluções você poderá consultar também a Política de Investimentos de seu plano de benefícios disponível em sua entidade e verificar como a mesma aplica os recursos. Acompanhe o portal www.aescolhacerta.com.br e fique por dentro das próximas apostilas. Até a próxima! Entidades: 12 www.aescolhacerta.com.br /programaaescolhacerta