Projeto Barro Preto em Ação



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Transcrição:

Projeto Barro Preto em Ação Mirian de Sousa SILVA 1 ; André Luis RIBEIRO 2 ; 1ªTurma de Meio Ambiente 3 1 Professora orientadora do Instituto Federal Minas Gerais (IFMG) Bambuí/Extensão Oliveira-MG. 2 Professor do Instituto Federal Minas Gerais (IFMG) Bambuí/Extensão Oliveira-MG. 3 1ª Turma do Curso Técnico em Meio Ambiente do Instituto Federal Minas Gerais (IFMG) Bambuí/Extensão Oliveira-MG RESUMO Numa iniciativa de integração dos conhecimentos e habilidades dos Professores e Alunos da 1ª Turma do Curso Técnico em Meio Ambiente do Instituto Federal Minas Gerais (IFMG) Bambuí/Extensão Oliveira-MG, é que idealizou-se o Projeto Barro Preto em ação. Com o objetivo de uma ação transformadora baseada no práxis ATITUDE-AÇÃO-ATITUDE. O projeto foi desenvolvido na comunidade local do Bairro Barro Preto no município de Oliveira-MG. O início das atividades ocorreu com um levantamento socioeconômico e ambiental para a identificação das principais dificuldades e anseios da comunidade relacionados ao meio ambiente. Os resultados obtidos reafirmaram que o local escolhido é uma comunidade adequada para o desenvolvimento de projetos de educação ambiental, tendo em vista a presença de crianças e jovens. A comunidade possui acesso à energia elétrica e tratamento de água e rede de esgoto. Em questões relacionadas ao destino do lixo, constatou-se que apenas 28% das residências entrevistadas utilizam o lixo orgânico como adubo e 55% reaproveitam o óleo de fritura na confecção de sabão e que não há coleta seletiva. Tendo em vista os resultados mencionados e as sugestões dadas pelos próprios entrevistados, a implantação da coleta seletiva foi escolhida como uma atividade e oportunidade de trabalhar a educação ambiental na comunidade. Palavras chave: Coleta seletiva, educação ambiental e meio ambiente. INTRODUÇÃO De acordo com os conceituais básicos da educação ambiental que se baseiam na formação e preparação de cidadãos para a reflexão crítica (PELICIONI ; PHILIPPI, 2007) e a educação ambiental vista como um processo por meio dos quais o indíviduo e a coletividade constroem

valores, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade (Lei nº 9795, 27 de abril de 1999) é que idealizou-se o projeto Barro Preto em Ação. Cabe destacar que a educação ambiental é um instrumento de participação da sociedade na discussão dos problemas comuns e na tomada de decisões (CASTRO; CANHEDO, 2007). A educação ambiental também visa à participação dos cidadãos na busca de alternativas e soluções dos problemas ambientais locais. Não podendo perder de vista os inúmeros desafios políticos, econômicos, sociais, ecológicos e culturais, a curto, médio e longo prazo. Com o objetivo de uma ação transformadora baseada no práxis ATITUDE-AÇÃO- ATITUDE, o projeto teve com principal objetivo a aproximação dos estudantes do Curso Técnico em Meio Ambiente Instituto Federal Minas Gerais (IFMG) Bambuí/Extensão Oliveira-MG com a comunidade local próxima ao Núcleo Escolar Municipal Maria Loreto dos Santos onde é ministrado o curso. O início das atividades ocorreu com um levantamento socioeconômico e ambiental para a identificação das principais dificuldades e anseios da comunidade relacionadas ao meio ambiente. MATERIAIS E MÉTODOS Local do projeto: O local do desenvolvimento do projeto denomina-se Bairro Barro Preto, localizado próximo ao Núcleo Escolar Municipal Maria Loreto dos Santos onde é ministrado o curso de Meio Ambiente do Instituto Federal Minas Gerais (IFMG) Bambuí/Extensão Oliveira-MG. O local foi escolhido pela proximidade e interesse apresentado pela comunidade. Período das atividades: As atividades realizadas ocorreram entre os meses de março à julho de 2010. Sendo que a coleta seletiva foi implantada na 2ª quinzena de junho de 2010. A coleta seletiva ficou sob responsabilidade da Ascol (Associação dos Catadores de Materias Recicláveis de Oliveira), a ser realizada uma vez por semana nas quartas-feiras. Participantes: Estiveram envolvidos no projeto, 19 alunos da 1ª Turma do Curso Técnico em Meio Ambiente Instituto Federal Minas Gerais (IFMG) Bambuí/Extensão Oliveira-MG. A orientação foi da professora responsável pela disciplina de Educação Ambiental, além de contar com a participação de outros professores do instituto no projeto. Levantamento dos dados : O levantamento dos dados sócioeconômico e ambiental caracterizou-se pela interrogação direta das pessoas da comunidade através de procedimentos de amostragem

aleatória e técnica padronizada em forma de questionário. Antes da coleta dos dados, os alunos foram orientados como deveriam abordar as variáveis presentes no questionário. Análise dos dados: Os dados foram analisados de forma quantitativa e qualitativa. Implantação da coleta seletiva: Os recipientes utilizados para a coleta seletiva na comunidade foram confeccionados pelos próprios alunos na instituição. Para a realização da coleta seletiva, foi realizada uma parceria com a Ascol (Associação dos Catadores de Materias Recicláveis de Oliveira). A implantação da coleta seletiva ocorreu com a participação dos alunos na comunidade com a realização de uma gincana e distribuição de planfletos informativos. A gincana consistiu de uma arrecadação de matérias recicláveis na comunidade, como forma de incentivar a coleta seletiva e auxiliar a separação correta dos materiais recicláveis. RESULTADOS E DISCUSSÃO Na aplicação dos questionários observou-se o interesse e o envolvimento da comunidade em relação a questões ambientais, sendo que 100% dos questionários propostos foram preenchidos. Da população amostrada, verificou-se que 45% é composta por crianças e jovens, justificando uma comunidade adequada para o desenvolvimento de projetos de educação ambiental, visando a formação de uma consciência voltada para as questões ambientais. As crianças representam as gerações futuras em formação, na qual a consciência ambiental pode ser internalizada e traduzida em comportamentos de forma mais bem sucedida do que nos adultos que, já formados, possuem um repertório de hábitos e comportamentos cristalizados e de difícil reorientação (MOURA, 2001). Das famílias entrevistadas 44,5% recebem entre 1 a 2 salários mínimos, sendo que 16,7% recebem algum benefício do estado como bolsa família. Como é descrito no Artigo 18 do DECRETO Nº 6917, de 30 de junho de 2009, no Brasil, o Programa Bolsa Família atende as famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, caracterizadas pela renda familiar mensal per capita de até R$ 140,00 (cento e quarenta reais) e R$ 70,00 (setenta reais), respectivamente. Dentre as ocupações exercidas pela população cabe destacar a de empregada doméstica, do lar e a de lavrador. Outro dado fornecido pelo questionário é que 84% da população não têm acesso à atividade física ou de lazer. Quanto a forma de moradia, 94,5% dos entrevistados possuem casa própria, fator que contribui para as ações educativas, tendo em vista que a população preocupa em preservar o seu ambiente. A comunidade possui acesso à energia elétrica e tratamento de água e rede de esgoto.

A coleta de lixo na comunidade é realizada uma vez por semana pelo caminhão da prefeitura. Constatou-se que apenas 28% das residências entrevistadas utilizam o lixo orgânico como adubo e 55% reaproveitam o óleo de fritura na confecção de sabão. Programas de incentivos como palestras, informativos, mini-cursos podem ser uma forma de se trabalhar com a questão do lixo e geração de renda para a comunidade. Verificou-se nas residências entrevistadas que 50% delas possuem área de jardinagem e 94% quintais ocupados por plantas medicinais, legumes, verduras, árvores frutíferas e criação de animais. Fato este que demonstra a apreciação da população com os recursos naturais. Tendo em vista os resultados mencionados e as sugestões dadas pelos próprios entrevistados, a implantação da coleta seletiva foi escolhida como uma atividade e oportunidade de trabalhar a educação ambiental a curto prazo. Na confecção dos recipientes de separação dos matérias recicláveis (FIGURA 1) e na apresentação do procedimento de separação desses teve como resultado um aprendizado eficiente dos alunos e da população em relação a coleta seletiva. Além da iniciativa ter contribuído para uma parceria com a Ascol (Associação dos Catadores de Materias Recicláveis de Oliveira), que levou a motivação e a valorização dos trabalhos desenvolvidos pelos catadores. Figura 1: Recipientes de separação dos matérias recicláveis. CONSIDERAÇÕES FINAIS Mediante a busca de esforços para a realização desse tipo de atividade interdisciplinar e de extensão, é necessário cada vez mais a interação e interesse dos alunos com a comunidade num

processo permanente de educação ambiental para que resultados sejam alcançados de forma mais eficiente. Além disso, é preciso a criação de parcerias envolvendo as instituições de ensino, órgãos públicos e iniciativa privadas na execução de projetos que requerem recursos financeiros, como exemplo a construção de uma área de lazer aproveitando os recursos naturais que o local apresenta. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Decreto nº 6917 de 30 de junho de 2009. Altera os arts. 18, 19 e 28 do Decreto n o 5.209, de 17 de setembro de 2004, que regulamenta a Lei n o 10.836, de 9 de janeiro de 2004, que cria o Programa Bolsa Família. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília DF, 31 julho 2009. <Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6917.htm#art3>. Acesso em: 6 de out. 2010. BRASIL. Lei nº 9795 de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília DF, 28 abril 1999. <Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm>. Acesso em: 20 set. 2010. Castro, M. L.; Canhedo, S. G. C. Educação Ambiental como Instrumento de Participação. In: Dias, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: princípios e práticas. 6ª. edição revista e ampliada. São Paulo: Gaia, 2000 (9ª,2007). Moura, I. C.C. Carvalho, Isabel Cristina Qual educação ambiental? Elementos para um debate sobre educação ambiental e extensão rural. Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável., Porto Alegre, v.2, n.2, abr./jun.2001. Pelicioni, M. C. F.; Philippi. A. Bases Políticas, Conceituais, Filosóficas e Ideológicas da Educação Ambiental. In: Dias, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: princípios e práticas. 6ª. edição revista e ampliada. São Paulo: Gaia, 2000 (9ª,2007).