José Manuel Cerqueira

Documentos relacionados
Cork Information Bureau Informação à Imprensa 28 de Agosto de EXPORTAÇÕES DE CORTIÇA CRESCEM 7,8% (1º. Semestre 2015) apcor.

METALOMECÂNICA RELATÓRIO DE CONJUNTURA

EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE ECONÓMICA Atividade global Atividade setorial Produção Volume de negócios... 4

Espanha continuou a ser o país com maior peso nas transações comerciais de bens com o exterior (23,5% nas exportações e de 32,5% nas importações).

EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE ECONÓMICA Atividade global Atividade setorial Produção Volume de negócios... 5

A Indústria Portuguesa de Moldes

Comércio Internacional Português

ECONOMIA DA ENERGIA A Importância da Eficiência Energética

Internacionalização da Economia Portuguesa e a Transformação da Indústria Portuguesa. Coimbra, 19 de Novembro de 2010

2.4. Subsector TRABALHO DA PEDRA (CAE 267)

ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL PORTUGUESA CCI/Câmara de Comércio e Indústria

A Carteira de Indicadores inclui indicadores de input, de output e de enquadramento macroeconómico.

A Indústria Portuguesa de Moldes

Análise de Conjuntura

O indicador de sentimento económico melhorou em Novembro, quer na União Europeia (+2.0 pontos), quer na Área Euro (+1.4 pontos).

EMBALAGENS E RESÍDUOS DE EMBALAGENS

G PE AR I Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação_ e Relações Internacionais. Boletim Mensal de Economia Portuguesa. N.

Angola Breve Caracterização. Julho 2007

G PE AR I Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais. Boletim Mensal de Economia Portuguesa. N.

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, I.P. Índice

Tabelas anexas Capítulo 7

Uma das maiores áreas territoriais de Portugal, com uma fronteira terrestre internacional de 568 km e um perímetro da linha de costa de 142 km

Máquinas- ferramentas AEP / GABINETE DE ESTUDOS

Residentes no estrangeiro sustentam ligeiro aumento nas dormidas

PORTUGAL - INDICADORES ECONÓMICOS. Evolução Actualizado em Setembro de Unid. Fonte Notas 2011

SÍNTESE DE CONJUNTURA

Em 2007, por cada indivíduo nascido em Portugal, foram criadas 1,6 empresas

A taxa de variação média do IPC foi -0,3% em 2014 e a taxa de variação homóloga situou-se em -0,4% em dezembro

EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE ECONÓMICA Atividade global Atividade setorial Produção Volume de negócios... 4

Em Abril de 2014, o indicador de sentimento económico aumentou 0.9 pontos na União Europeia e diminuiu, 0.5 pontos, na Área Euro.

PORTUGAL Comércio Exterior

SÍNTESE DE CONJUNTURA

SETOR TÊXTIL E DE CONFECÇÃO BALANÇO 2012 E PERSPECTIVAS 2013

Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE

Semapa - Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A. Sociedade Aberta

nº 3 Novembro 2009 MERCADOS O VINHO NOS E.U.A. BREVE CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR

Internacionalização. Países lusófonos - Survey. Janeiro de 2015

3. Evolução do mercado segurador e dos fundos de pensões

Projeções para a economia portuguesa:

Volume de Negócios do setor do Comércio estabilizou, mas o número de empresas e pessoal ao serviço diminuíram

SECTOR DA FABRICAÇÃO DE ARTIGOS DE BORRACHA E MATÉRIAS PLÁSTICAS

SECTOR DA FABRICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS

'DWD 7HPD $FRQWHFLPHQWR

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.

RELATÓRIO DA BALANÇA DE PAGAMENTOS E DA POSIÇÃO DE INVESTIMENTO INTERNACIONAL, 2011

MAPA ESTRATÉGICO DO COMÉRCIO EXTERIOR CATARINENSE FLORIANÓPOLIS, 11/12/2014

Perspetivas de colaboração Portugal China, Apoios à internacionalização e o papel da AICEP

ASSOCIAÇÃO DA HOTELARIA DE PORTUGAL: INDICADORES DE MAIO MARCADOS POR EVENTOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS

A importância da IAA para o crescimento da economia Ambição 2020 na rota do crescimento

! " # $%&' (") *+)( *+)* , " # - %. " / 012 $ )"* *+)( 012+"4 "# *+)( 012 5"5 " 6! ! " '.! " 7 . % "' *+)( $%, % " ## *++* -. - ! $ ." )+#.

ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES Janeiro a Dezembro / 2007

Manhã Técnica. Mercados Florestais

Comércio Externo de Bens (10 9 USD) 8,0 15,0 2009a 2010a 2011a 2012a 2013a 2014b 6,0 10,0

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

O papel de Portugal no mundo é mais importante do que imagina

4. Evolução do mercado segurador e dos fundos de pensões

Situação Económico-Financeira Balanço e Contas

PLANTAS E ERVAS AROMÁTICAS (PAM) ENQUADRAMENTO E OPORTUNIDADES

EVOLUÇÃO DO SEGURO DE SAÚDE EM PORTUGAL

Fluxos de Investimento Directo de Portugal com o Exterior

RELATÓRIO DO ESTADO DO AMBIENTE 2008 INDICADORES

CLASSIFICAÇÃO PORTUGUESA DAS ATIVIDADES ECONÓMICAS (CAE REV. 3) ATIVIDADES OU TRABALHOS DE RISCO ELEVADO INTEGRADOS NOS SETORES DE ATIVIDADE

A INDUSTRIA CONSERVEIRA EM PORTUGAL : constrangimentos, oportunidades, desafios e inovação. Castro e Melo ANICP

Prova Escrita de Economia A

A procura dos cursos da Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril triplicou

Balança Comercial do Rio Grande do Sul Janeiro Unidade de Estudos Econômicos UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS

Transcrição:

José Manuel Cerqueira

A Indústria cerâmica no contexto nacional A indústria portuguesa de cerâmica representou em 2013 um volume de negócios de 897,8 milhões de euros, um valor acrescentado bruto de 327,6 milhões de euros e um volume de emprego de 15.657 trabalhadores. 2

A Indústria cerâmica nos mercados de exportação As exportações de produtos cerâmicos atingiram os 633 milhões de euros em 2014, repartidas por 158 mercados, contra 101 milhões de euros de importações. Daqui resultou uma contribuição positiva para a balança comercial portuguesa no montante de 532milhões de euros e uma taxa de cobertura das importações pelas exportações que ascendeu a 627% e que constitui um dos registos mais elevado de entre os 99 capítulos da nomenclatura combinada. 3

A Indústria de cristalaria nos mercados de exportação. As exportações portuguesas de objetos de vidro para serviço de mesa, cozinha, toucador, escritório, ornamentação de interiores ou usos semelhantes (cristalaria) ascenderam a 68.801.688 euros no conjunto do ano de 2014, o que representa uma variação de 1,1% face ao ano de 2013 e constitui o registo mais elevado dos últimos 15 anos. Por seu lado, as nossas importações de cristalaria registaram o valor acumulado de 37.308.796 euros no ano de 2014, o que representa uma variação de 15,1% em relação a 2013. O saldo da nossa balança comercial de cristalaria no conjunto do ano de 2014 cifrou-se nos 31.492.892 euros e a taxa de cobertura das importações pelas exportações ascendeu a 184,4%. 4

Gás Natural - Consumo na Indústria Transformadora (em tep) De acordo com o Balanço Energético de 2013 (provisório) publicado pela Direção-Geral de Energia e Geologia, o consumo total de gás natural em Portugal no ano de 2013 ascendeu a 3.768.971 tep, das quais 1.932.212 tep foram consumidas na indústria transformadora, sob a forma de cogeração (para novas formas de energia) e de consumo final. 5

Gás Natural - Consumo na Indústria Transformadora (em tep) Indústria Transformadora Alimentação, bebidas e tabaco Cogeração Consumo Final Consumo Total 95.754 123.578 219.332 Têxteis 119.521 116.173 235.694 Papel e Artigos de Papel Químicas e Plásticos 407.960 80.205 488.165 220.579 134.724 355.303 Cerâmicas 37.356 183.582 220.938 Vidro e Artigos de Vidro 0 201.189 201.189 Siderurgia 0 49.207 49.207 Fonte: Direção-Geral de Energia e Geologia Balanço Energético 2013 (provisório) 6

Gás Natural - Consumo na Indústria Transformadora (em tep) Indústria Transformadora Metalo-eletromecânicas Vestuário, Calçado e Curtumes Madeira e Artigos de Madeira Cogeração Consumo Final Consumo Total 2.933 51.050 53.983 8.244 11.777 20.021 0 10.993 10.993 Borracha 15.484 5.018 20.502 Outras Industrias Transformadoras 2.345 6.813 9.158 Total 912.954 1.019.258 1.932.212 7

Gás Natural - Consumo na Indústria Transformadora (em tep) Ao nível do consumo total, o maior consumidor é o setor do papel e artigos de papel, com 25,3% do consumo total de gás natural na indústria transformadora. A cerâmica e o vidro surgem logo a seguir, com 21,8% (11,4% as cerâmicas e 10,4% o vidro). Se considerarmos apenas o consumo final de gás natural na indústria transformadora, a cerâmica e o vidro destacam-se como os maior setores consumidores, com 18,0% e 19,7%,respetivamente, e 37,8% em conjunto, do consumo final de gás natural em Portugal. 8

Gás Natural Custos comparativos Os elevados custos energéticos suportados pelas empresas portuguesas dos setores da cerâmica e do vidro constituem uma desvantagem comparativa face às suas congéneres europeias e um obstáculo à melhoria da sua competitividade. 9

Gás Natural - Custos comparativos Preços Médios Ponderados do Gás Natural no Setor Indústria, na União Europeia /GJ (sem taxas) Banda de Consumo I3 Anos Portugal Espanha França Itália UE28 2010 8,45 7,89 9,17 7,86 8,34 2011 9,97 8,66 10,02 8,60 9,39 2012 11,37 10,22 10,69 10,47 10,38 2013 11,45 10,49 10,74 10,15 10,46 2014(1.º Sem) 11,63 10,23 10,36 9,58 9,97 Fonte: Direção-Geral de Energia e Geologia Direção de Serviços de Planeamento e Estatística 10

Gás Natural Custos comparativos Se considerarmos que os custos energéticos representam, em média, cerca de 30% dos custos totais de produção suportados na indústria cerâmica portuguesa, podemos aferir a desvantagem que advém para a indústria cerâmica portuguesa da circunstância de suportar custos mais elevados na aquisição de gás natural do que as empresas da UE suas concorrentes Entre 2010 e 2014 (1.º semestre), o custo do gás natural na indústria ter registado um acréscimo de 37,7% em Portugal. No mesmo período, o acréscimo de preços verificado em Espanha foi de 29,6%, de 13% em França, de 22,0% em Itália e de 19,5% no conjunto da UE28. Desafios Energéticos para os Setores da 11

Energia Elétrica- Custos comparativos Preços Médios Ponderados de Energia Elétrica no Setor Industria, na União Europeia Banda de Consumo IC Anos Portugal Espanha França Itália UE28 2010 0,0882 0,1075 0,0657 0,1116 0,0913 2011 0,0899 0,1091 0,0695 0,1170 0,0930 2012 0,1021 0,1147 0,0721 0,1316 0,0964 2013 0,1013 0,1154 0,0716 0,1121 0,0937 2014(1.º Sem) 0,1029 0,1185 0,0743 0,1080 0,0917 Fonte: Direção-Geral de Energia e Geologia Direção de Serviços de Planeamento e Estatística 12

Volume de negócios ( ) das empresas por Atividade económica (Classe - CAE Rev. 3) Milhões de 2004 2013 2013/2004 Indústrias transformadoras 70.196 % 79.605 % 9.409 13,4% Fabricação de outros produtos minerais não metálicos 5.136 7,3% 3.515 4,4% -1.621-31,6% Fabricação de vidro e artigos de vidro 762 1,1% 891 1,1% 130 17,0% Fabricação de produtos cerâmicos refratários 13 0,0% 14 0,0% 1 8,8% Fabricação de produtos cerâmicos para a construção 590 0,8% 437 0,5% -153-25,9% Fabricação de outros produtos de porcelana e cerâmicos não refratários 701 1,0% 447 0,6% -255-36,3% INE, Sistema de Contas Integradas das Empresas Última atualização destes dados: 08 de outubro de 2014 dados preliminares de 2013 13

Pessoal ao serviço (N.º) das Empresas por Atividade económica (Classe - CAE Rev. 3) 2004 2013 2013/2004 Indústrias transformadoras 838.869 % 638.632 % - 200.237-23,9% Fabricação de outros produtos minerais não metálicos 65.528 7,8% 38.749 6,1% -26.779-40,9% Fabricação de vidro e artigos de vidro 7.709 0,9% 5.816 0,9% -1.893-24,6% Fabricação de produtos cerâmicos refratários 338 0,0% 227 0,0% -111-32,8% Fabricação de produtos cerâmicos para a construção 9.041 1,1% 5.387 0,8% -3.654-40,4% Fabricação de outros produtos de porcelana e cerâmicos não refratários 18.398 2,2% 10.043 1,6% -8.355-45,4% INE, Sistema de Contas Integradas das Empresas Última atualização destes dados: 08 de outubro de 2014 dados preliminares de 2013 14

MENSAGEM Compromisso para o crescimento verde ou Compromisso para a reindustrialização Qual a prioridade? OBRIGADO 15