DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E ANEXO
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (EM EUROS) RelatórioAnual 2014 2
FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE UPD FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE UPD BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 Notas ATIVO Ativo não corrente Ativos fixos tangíveis Total do ativo não corrente Ativo corrente Outras contas a receber Caixa e depósitos bancários Total do ativo corrente Total do ativo FUNDOS PATRIMONIAIS Fundo de reserva Resultados transitados Outras variações nos fundos patrimoniais Resultado líquido do exercício Total dos fundos patrimoniais PASSIVO Passivo não corrente Total do passivo não corrente Passivo corrente Fornecedores Estado e outros entes públicos Tutela e membros Diferimentos Outras contas a pagar Total do passivo corrente Total do passivo Total dos fundos patrimoniais e do passivo 2014 2013 6 380 380 7 4 100 19 119 119 3.745 569 4.314 4.694 13 13 13 13 2.219 (12.455) 2.218 (8.018) 8 9 10 11 12 1.603 (17.996) 6.157 (10.236) 3.017 56 3.477 1.587 8.137 8.137 119 6.090 99 3.390 560 4.792 14.930 14.930 4.694 As notas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras. Técnico Oficial de Contas RelatórioAnual 2014 Direção da Federação 3
FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE UPD FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE UPD DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 Vendas e serviços prestados a membros Subsídios, doações e legados à exploração Fornecimentos e serviços externos Outros rendimentos e ganhos Outros gastos e perdas RESULTADO ANTES DE DEPRECIAÇÕES E GASTOS DE FINANCIAMENTO Gastos/reversões de depreciação RESULTADO OPERACIONAL (ANTES DE GASTOS DE FINANCIAMENTO) Juros e gastos similares suportados RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Notas 16 17 18 19 20 6 e 21 2014 4.210 18.000 (25.963) 9.296 (2.890) 2.653 (355) 2.298 (80) 2.218 2013 3.943 27.323 (24.630) 3.275 (1.706) 8.205 (1.958) 6.248 (91) 6.157 As notas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras. Técnico Oficial de Contas RelatórioAnual 2014 Direção da Federação 4
FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE UPD FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE UPD DEMONSTRAÇÕES DAS ALTERAÇÕES NOS FUNDOS PATRIMONIAIS NOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 Posição em 1 de Janeiro de 2013 Alterações: Outras alterações reconhecidas nos fundos patrimoniais Resultado líquido do exercício Resultado integral Operações com instituidores no exercício: Aplicação do resultado líquido do exercício anterior Posição em 31 de Dezembro de 2013 Alterações: Outras alterações reconhecidas nos fundos patrimoniais Resultado líquido do exercício Resultado integral Operações com instituidores no exercício: Aplicação do resultado líquido do exercício anterior Posição em 31 de Dezembro de 2014 A B C B+C D E=A+B+C+D F G F+G H E+F+G+H Fundo de reserva 1.603 1.603 616 616 2.219 Resultados transitados (13.360) Outras variações nos fundos Resultado patrimoniais líquido 875 (4.636) (4.636) (4.636) (17.996) 5.541 5.541 (12.455) Total dos Fundos Patrimoniais (15.517) (875) (875) 6.157 (875) (875) 6.157 5.282 4.636 4.636 6.157 (10.236) 2.218 2.218 2.218 (6.157) (6.157) 2.218 (8.018) As notas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras. Técnico Oficial de Contas Direção da Federação RelatórioAnual 2014 5
FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE UPD FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE UPD DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 Notas ATIVIDADES OPERACIONAIS Recebimentos do IPDJ, membros e outros Pagamentos a fornecedores Caixa gerada pelas operações Fluxos das atividades operacionais (1) ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Fluxos das atividades de investimento (2) ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Pagamentos respeitantes a: Juros e gastos similares Fluxos das atividades de financiamento (3) Variação de caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) Efeito das diferenças de câmbio Caixa e seus equivalentes no início do exercício Caixa e seus equivalentes no fim do exercício 4 2014 2013 28.566 (29.036) (470) (470) 25.713 (26.444) (731) (731) (80) (80) (80) (550) 569 19 (91) (91) (91) (822) 1.391 569 As notas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras. Técnico Oficial de Contas RelatórioAnual 2014 Direção da Federação 6
ÍNDICE DO ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 1. Nota introdutória 2. Referencial contabilístico de preparação das demonstrações financeiras 3. Principais políticas contabilísticas, julgamentos e estimativas 4. Fluxos de caixa 5. Alterações de políticas e estimativas contabilísticas e erros 6. Ativos fixos tangíveis 7. Outras contas a receber 8. Fornecedores 9. Estado e outros entes públicos 10. Tutela e membros 11. Diferimentos 12. Outras contas a pagar 13. Fundos patrimoniais 14. Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes 15. Outras informações 16. Vendas e serviços prestados a membros 17. Subsídios, doações e legados à exploração 18. Fornecimentos e serviços externos 19. Outros rendimentos e ganhos 20. Outros gastos e perdas 21. Gastos/reversões de depreciação 22. Acontecimentos ocorridos após a data do balanço RelatórioAnual 2014 7
FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE UPD Anexo às Demonstrações Financeiras Em 31 de Dezembro de 2014 (Montantes expressos em euros) 1. Nota introdutória A Federação Portuguesa de Minigolfe ( Federação ) foi fundada em 17 de Março de 1977 e tem a sua sede social no Porto, na Rua António Pinto Machado, nº. 60. Através do DecretoLei nº. 144/93, de 26 de Abril, foilhe concedido o estatuto de utilidade pública desportiva ( UPD ). Em 27 de Dezembro de 2012 a Federação requereu ao Secretário de Estado do Desporto e Juventude que lhe fosse atribuída a renovação do estatuto de UPD ao abrigo do disposto no DecretoLei nº. 248B/2008, de 31 de Dezembro. Através do despacho n.º 6344/2013, de 3 de maio de 2013, do Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 94, de 16.5.2013, foi declarada a utilidade pública, ao abrigo do DecretoLei n.º 460/77, de 7 de Novembro, da Federação. Considerando a situação económicofinanceira da Federação o estatuto de UPD foilhe concedido pelo prazo de um ano, ou seja, até 16 de maio de 2014, ficando depois disso condicionado à comprovação, por parte da federação, da sua suficiência económico financeira. Através do Despacho n.º 6990/2013, de 21 de maio de 2013, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 104, de 30 de maio de 2013, foi renovado o estatuto de UPD concedido à Federação até 1 de abril de 2016, com efeitos a 16 de março de 2014, ficando a sua manutenção para além daquele prazo sujeita à comprovação da recuperação económicofinanceira nos exercícios de 2014 e 2015. A Federação é uma associação de direito privado sem fins lucrativos, com estrutura territorial de âmbito nacional, constituída para a organização e desenvolvimento do Minigolfe e suas variantes. A atividade da Federação é tutelada pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. ( IPDJ ou Tutela ). 2. Referencial contabilístico de preparação das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no quadro das disposições legais em vigor em Portugal, vertidas no DecretoLei nº 36A/2011, de 9 de Março, que aprovou o Sistema de Normalização Contabilística ( SNC ) para as entidades do sector não lucrativo, e de acordo com a estrutura conceptual, Norma Contabilística e de Relato Financeiro para as Entidades do Sector Não Lucrativo ( NCRFESNL ou Norma ), consignada no Aviso nº 6726B/2011e nas portariasnºs 105/2011e 106/2011, de 14 de Março. RelatórioAnual 2014 8
Conforme previsto na NCRFESNL, a Federação aplica supletivamente, as NCRF e Normas Interpretativas do SNC, as Normas Internacionais de Contabilidade, adotadas ao abrigo do Regulamento nº. 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho, e as Normas Internacionais de Contabilidade e de Relato Financeiro ( IAS/IFRS ) e as respetivas interpretações ( SIC/IFRIC ), emanadas pelo IASB, de forma a colmatar lacunas ou omissões relativas a aspetos específicos de algumas transações ou situações particulares não previstas na Norma. 3. Principais políticas contabilísticas, julgamentos e estimativas As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações. As principais políticas contabilísticas adotadas adas na preparação destas demonstrações financeiras estão descritas abaixo e foram consistentemente aplicadas, salvo indicação em contrário. 3.1. Ativos fixos tangíveis Os ativos fixos tangíveis são registados ao custo de aquisição, o qual inclui o custo de compra e quaisquer encargos diretamente atribuíveis à colocação dos ativos na localização e condição necessárias para operarem da forma pretendida. Os gastos subsequentes são incluídos na quantia escriturada do ativo somente quando é provável que benefícios económicos futuros fluirão para a Federação e o custo possa ser mensurado com fiabilidade. Os encargos com manutenção e reparação não suscetíveis de gerar benefícios económicos futuros são reconhecidos como um gasto no período em que são incorridos. A depreciação dos ativos fixos tangíveis é reconhecida, após o momento em que o bem se encontra em condições de ser utilizado, de acordo com o método das quotas constantesanuais. As taxas anuais aplicadas refletem a vida útil estimada para cada classe de bens, como segue: As vidas úteis e o método de depreciação são revistos regularmente, sendo o efeito de alguma alteração a estas estimativas reconhecido de forma prospetiva na demonstração dos resultados. Os ganhos ou perdas provenientes do abate ou alienação são determinados pela diferença entre o montante recebido e a quantia escriturada do ativo, e são reconhecidos na demonstração dos resultados. Os subsídios não reembolsáveis destinados a financiar a aquisição de elementos do ativo fixo tangível são reconhecidos inicialmente em fundos patrimoniais, na rubrica de RelatórioAnual 2014 9
outras variações em fundos patrimoniais, e são, subsequentemente, imputados a resultados, como rendimento, no mesmo período de depreciação dos bens subsidiados. 3.2. Imparidades de ativos fixos tangíveis A Federação efetua análises de imparidade dos seus ativos tangíveis sempre que ocorra algum evento ou alteração que indiquem que o montante pelo qual o ativo se encontra registado possa não ser recuperado. Em caso de existência de tais indícios, a Federação procede à determinação do valor recuperável do ativo, de modo a determinar a extensão da perda por imparidade. Quando não é possível determinar a quantia recuperável de um ativo individual, é estimada a quantia recuperável da unidade geradora de caixa a que esse ativo pertence. O valor recuperável é determinado pelo valor mais alto entre o preço de venda e o valor de uso. O preço de venda é o montante que se obteria com a alienação do ativo numa transação entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso decorre dos fluxos de caixa futuros atualizados com base em taxas de desconto que reflitam o custo do capital e o risco específico do ativo. Sempre que a quantia escriturada do ativo ou da unidade geradora de caixa for superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, a qual é registada na demonstração dos resultados. 3.3. Regime do acréscimo A Federação regista os seus rendimentos e gastos de acordo com o regime contabilístico do acréscimo, pelo qual os rendimentos e gastos são reconhecidos à medida que são gerados ou incorridos, independentemente do momento em que são recebidos ou pagos, respetivamente. 3.4. Contas a receber As contas a receber são reconhecidas inicialmente ao justo valor, sendo, subsequentemente, mensuradas ao custo amortizado, utilizando o método da taxa de juro efetiva, deduzido de perdas por imparidade. As imparidades para dívidas de cobrança duvidosa são calculadas com base na avaliação dos riscos estimados decorrentes da não cobrança das contas a receber. As perdas por imparidade são reconhecidas na demonstração dos resultados. 3.5. Provisões e passivos contingentes As provisões são reconhecidas pela Federação quando existe uma obrigação presente resultante de eventos passados, desde que seja provável a existência de um dispêndio de recursos internos para a liquidação dessa obrigação e o montante desta seja razoavelmente estimável. Quando alguma destas condições não é preenchida, a RelatórioAnual 2014 10
Federação procede à divulgação dos eventos como passivos contingentes, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos seja remota. As provisões são reconhecidas por um montante correspondente ao valor presente da melhor estimativa, na data de relato, dos recursos necessários para liquidar a obrigação. Tal estimativa é determinada considerando os riscos e incertezas associados à obrigação. As provisões são revistas no final de cada exercício e ajustadas de modo a refletir a melhor estimativa a essa data. As obrigações presentes que resultem de contratos onerosos são registadas e mensuradas como provisões. Existe um contrato oneroso quando a Federação é parte integrante das disposições de um acordo, cujo cumprimento tem associados custos que não é possível evitar e que excedem os benefícios económicos derivados do mesmo. 3.6. Classificação do balanço Os ativos realizáveis e os passivos exigíveis a mais de um ano da data do balanço são classificados, respetivamente, no ativo e no passivo não corrente, pelo seu valor presente. 3.7. Rédito O rédito é mensurado pelo justo valor da contraprestação recebida ou a receber. O rédito a reconhecer é deduzido do montante estimado de devoluções, descontos e outros abatimentos, e não inclui o Imposto sobre o Valor Acrescentado ( IVA ) e outros impostos liquidados relacionados com a venda. O rédito proveniente da prestação de serviços é reconhecido com referência à fase de acabamento da transação à data de relato, desde que todas as seguintes condições sejam satisfeitas: (1) o montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade; (2) é provável que benefícios económicos futuros associados à transação fluam para a Federação; (3) os custos incorridos ou a incorrer com a transação podem ser mensurados com fiabilidade; e (4) a fase de acabamento da transação à data de relato pode ser razoavelmente estimada. As receitas relativas a recebimentos antecipados de quotas e inscrições são diferidas, sendo reconhecidas apenas no momento da prestação do serviço. O rédito de juros é reconhecido com base no método da taxa de juro efetiva. 3.8. Ativos e passivos financeiros Os ativos e os passivos financeiros são reconhecidos no balanço quando a Federação se torna parte das correspondentes disposições contratuais, sendo classificados nas seguintes categorias ao custo ou custo amortizado, os ativos e os passivos financeiros que apresentem as seguintes características: (a) sejam à vista ou tenham uma maturidade definida; (b) tenham associado um retorno fixo ou determinável; e (c) não RelatórioAnual 2014 11
sejam um instrumento financeiro derivado ou não incorporem um instrumento financeiro derivado. Os ativos e passivos financeiros considerados nesta categoria são mensurados ao custo amortizado deduzido de perdas por imparidade acumuladas (no caso de ativos financeiros) e correspondem, essencialmente, às seguintes rubricas de ativos e passivos constantes do balanço da Federação: Fornecedores; Estado e outros entes públicos; Tutela e membros; Outras contas a receber e a pagar; Caixa e depósitos bancários. O custo amortizado é determinado através do método da taxa de juro efetiva. A taxa de juro efetiva é a taxa que desconta exatamente os pagamentos ou recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro na quantia líquida escriturada do ativo ou passivo financeiro. (a) Imparidade de ativos financeiros Os ativos financeiros classificados na categoria ao custo ou custo amortizado são sujeitos a testes de imparidade no final de cada exercício. Tais ativos financeiros encontramse em imparidade quando existe uma evidência objetiva de que, em resultado de um ou mais acontecimentos ocorridos após o seu reconhecimento inicial, os seus fluxos de caixa futuros estimados serão afetados. Para os ativos financeiros mensurados ao custo amortizado, a perda por imparidade corresponde à diferença entre a quantia escriturada do ativo e o valor presente dos novos fluxos de caixa futuros estimados descontados à respetiva taxa de juro efetiva original. Para os ativos financeiros mensurados ao custo, a perda por imparidade corresponde à diferença entre a quantia escriturada do ativo e a melhor estimativa do justo valor do ativo. Subsequentemente, se ocorre uma diminuição da perda por imparidade em resultado de um acontecimento que teve lugar após o reconhecimento inicial da perda, a imparidade deve ser revertida por resultados. A reversão é efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (custo amortizado) caso a perda não tivesse sido inicialmente registada. As perdas por imparidade e respetivas reversões são registadas em resultados, essencialmente, na rubrica Imparidade de dívidas a receber (perdas/reversões). RelatórioAnual 2014 12
(b) Desreconhecimento de ativos e passivos financeiros A Federaçãodesreconhece ativos financeiros apenas quando expiram os seus direitos contratuais aos fluxos de caixa provenientes desses ativos, ou quando transfere para outra entidade os ativos financeiros e todos os riscos e benefícios significativos associados à posse dos mesmos. São desreconhecidos os ativos financeiros transferidos relativamente aos quais a Federação reteve alguns riscos e benefícios significativos, desde que o controlo sobre os mesmos tenha sido cedido. A Federaçãodesreconhece passivos financeiros apenas quando a correspondente obrigação seja liquidada, cancelada ou expire. 3.9. Principais estimativas contabilísticas e julgamentos Na preparação das demonstrações financeiras de acordo com a NCRFESNL, adireção da Federação utiliza estimativas e pressupostos que afetam a aplicação de políticas e os montantes reportados. As estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiamse na experiência de eventos passados e em outros factores, incluindo expectativas relativas a eventos futuros considerados prováveis face às circunstâncias em que as estimativas são baseadas ou resultado de uma informação ou experiência adquirida. As estimativas contabilísticas mais significativas refletidas nas demonstrações financeiras são as seguintes: (a) Vida útil de ativos fixos tangíveis A Federação utilizou estimativas de forma a calcular a vida útil dos ativos fixos tangíveis. (b) Reconhecimento de imparidades As imparidades para contas a receber são calculadas, essencialmente, com base na antiguidade das contas a receber, o perfil de risco dos devedores e a situação financeira dos mesmos. As estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das demonstrações financeiras. No entanto, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data, não foram consideradas nessas estimativas. Conforme disposto pela NCRFESNL, alterações a estas estimativas, que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras, são corrigidas em resultados de forma prospetiva. Por este motivo e dado o grau de incerteza associado, os resultados reais das transações em questão poderão diferir das correspondentes estimativas. 3.10. Acontecimentos ocorridos após a data do balanço Os acontecimentos ocorridos após a data do balanço que proporcionem informação adicional sobre condições que existiam à data do balanço são refletidos nas demonstrações financeiras. Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação sobre condições que ocorram após a data do balanço não são refletidos RelatórioAnual 2014 13
nas demonstrações financeiras, sendo apenas divulgados se forem considerados materialmente relevantes. 4. Fluxos de Caixa Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica Caixa e seus equivalentes inclui numerário e depósitos bancários imediatamente mobilizáveis. Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, a rubrica de Caixa e equivalentes apresentava a seguinte composição: Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 19 569 Caixa e depósitos bancários 19 569 A Federação está sujeita a um risco de liquidez se as fontes de financiamento, como sejam as disponibilidades, os fluxos de caixa operacionais e os fluxos de caixa provenientes de operações de investimento e financiamento, não satisfizerem as necessidades existentes, como sejam as saídas de caixa relacionadas com as atividades operacionais e de financiamento e os investimentos. Com base nos fluxos de caixa gerados pelas suas operações e nas disponibilidades de caixa a Federação entende que tem capacidade para cumprir as suas obrigações. 5. Alterações de políticas e estimativas contabilísticas e erros Não foram adotadas outras normas ou interpretações novas ou revistas durante o exercício, não ocorreram quaisquer alterações voluntárias de outras políticas contabilísticas, nem se verificaram alterações em estimativas contabilísticas. No exercício findo em 31 de Dezembro de 2014, não foram emitidas outras normas ou interpretações novas ou revistas que ainda não estejam em vigor. No exercício findo em 31 de Dezembro de 2014, não foram efetuadas quaisquer correções de erros materiais de exercícios anteriores. RelatórioAnual 2014 14
6. Ativos fixos tangíveis 6.1. Movimentos nos ativos fixos tangíveis Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, os movimentos ocorridos nos ativos fixos tangíveis foram os seguintes: Valores brutos Saldo inicial Saldo final Depreciações acumuladas e perdas por imparidade Saldo inicial Depreciações do exercício Saldo final Activos fixos tangíveis líqu Equipamento básico Equipamento administrativo 12.077 37.132 12.077 37.132 11.822 37.007 255 125 12.077 37.132 uidos Outros ativos fixos tangíveis 2014 Total 568 49.776 568 49.776 568 49.396 380 568 49.776 7. Outras contas a receber Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tinha a seguinte composição: OUTRAS CONTAS A RECEBER: Corrente IPDJ Outros Total corrente 3.330 100 415 100 3.745 Em 31 de Dezembro de 2013esta rubrica respeita às últimas prestações em dívida do IPDJ referente à organização do Campeonato Europeu de Jovens e ao ContratoPrograma de Desenvolvimento Desportivo de 2013, nos montantes de 1.750 euros e 1.580 euros, respetivamente. A Federação não está exposta a um risco de crédito significativo em 31 de Dezembro de 2014. RelatórioAnual 2014 15
8. Fornecedores Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, os saldos a pagar a fornecedores tinham a seguinte composição: FORNECEDOR: Corrente Fun Sport GMBH 1.812 1.812 Seritel 780 2.881 Metaloarte 425 1.208 Outros 189 Total corrente 3.017 6.090 9. Estado e outros entes públicos Em 31 de Dezembro de 2014, o saldo credor com o Estado e Outros Entes Públicos, no montante de 56 euros,respeitava integralmente à retenção na fonte de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) sobre rendimentos empresariais a liquidar em Janeiro de 2015. 10. Tutela e membros Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, os saldos a pagar a membros da Federação tinham a seguinte composição: MEMBRO: Corrente Vizelgolfe 1.818 1.818 Minigolfe Clube de Lamego 1.572 1.572 APMJ 88 Total corrente 3.477 3.390 11. Diferimentos Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tinha a seguinte composição: RENDIMENTOS A RECONHECER Corrente Receitas antecipadas de membros 560 Total corrente 560 RelatórioAnual 2014 16
12. Outras contas a pagar Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tinhaa seguinte composição: OUTRAS CONTAS A PAGAR Corrente Credores por acréscimos de gastos (a) 984 2.734 World Minigolf Sport Federation 88 1.223 Órgãos Sociais Quadriénio 20092012 206 740 Órgãos Sociais Quadriénio 20132016 310 Confederação do Desporto de Portugal 95 Total corrente 1.587 4.792 Total das outras contas a pagar 1.587 4.792 (a) Em 2014 esta rubrica inclui os encargos relativos à auditoria anual às contas da Federação (IVA incluído), no montante de 984 euros. Em 2013 esta rubrica inclui as despesas com a organização da "YouthEuropeanChampionships" e com a auditoria anual às contas da Federação (IVA incluído), nos montantes de 1.750 e 984 euros, respetivamente. 13. Fundos patrimoniais 13.1. Fundo de Reserva e Resultados Transitados Os Estatutos da Federação, no seu artigo 15º, dispõem que no fim de cada ano social, 10% dos resultados positivos do exercício, sempre que os houver, serão destinados a fundo de reserva. Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o fundo de reserva da Federação ascende, respetivamente, a 2.209 euros e a 1.603 euros (Nota 13.3.). 13.2. Outras variações nos fundos patrimoniais Esta rubrica respeita aos subsídios ao investimento reconhecidos em fundos patrimoniais, os quais foram integralmente reconhecidos em resultados em 2013. 13.3. Aplicação de resultados Em 2014, conforme deliberado na Assembleia Geral Ordinária de 28 de Março de 2014, o resultado líquido do exercício de 2013, no montante de 6.157euros, foi aplicado da seguinte forma: i) Dotação de 10% para o Fundo de Reserva, no montante de 616 euros; ii) Transferência do remanescente, no montante de 5.541 euros, para a rubrica de resultados transitados (Nota 13.1.). Em 2013, conforme deliberado na Assembleia Geral Ordinária de 27 de Abril de 2013, o resultado líquido negativo do exercício de 2012, no montante de 4.636 euros, foi transferido na sua totalidade para resultados transitados. Em 31 de Dezembro de 2014 a Federação apresenta fundos patrimoniais negativos. O IPDJ Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P., através do Ofício nº. 1929/DAJD/2014, de 1 de julho, veio esclarecer que o apoio financeiro concedido às Federações Desportivas é efetuado de acordo com os limites estabelecidos nos RelatórioAnual 2014 17
contratosprograma de desenvolvimento desportivo e o regime jurídico dos contratosprograma DecretoLei nº. 273/2009, de 1 de outubro não lhe competindo assumir a recuperação financeira da Federação, a qual deverá ser assegurada por receitas próprias da Federação. 14. Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, a Federação não tinha sido objeto de quaisquer processos, reclamações, coimas ou contraordenações interpostas por terceiros. 15. Outras informações Não foram atribuídas quaisquer remunerações aos membros dos órgãos sociais da Federação nos exercícios de 2014 e 2013, com exceção do reembolso das despesas de deslocação incorridas por aqueles em sua representação, as quais são registadas em fornecimentos e serviços externos. As remunerações atribuídas ao Revisor Oficial de Contas em 2014 e 2013, ascendem ao montante anual de984euros (IVA incluído), e respeitam integralmente a honorários relativos àauditoria anual às contas da Federação. 16. Vendas e serviços prestados a membros Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, estas rubricas tinham a seguinte composição: Serviços prestados a membros: Quotizações de filiação e inscrições 3.960 3.430 Aprovação de campos 500 Vendas de material desportivo 250 13 4.210 3.943 17. Subsídios, doações e legados à exploração Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tinha a seguinte composição: ContratoPrograma de Desenvolvimento Desportivo 18.000 22.500 Outros subsídios 4.823 18.000 27.323 RelatórioAnual 2014 18
18. Fornecimentos e serviços externos Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tinha a seguinte composição: Deslocações e estadas 18.005 11.747 Trabalhos especializados 911 6.901 Honorários 2.214 2.030 Artigos para oferta 1.468 1.664 Seguros 890 1.424 Comunicação 955 535 Rendas e alugueres 46 169 Material de escritório 813 160 Publicidade e propaganda 615 Ferramentas e utensílios de desgaste rápido 46 25.963 24.630 19. Outros rendimentos e ganhos Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o detalhe desta rubrica era conforme segue: Subsídios ao investimento (Nota 13) 875 Outros (a) 9.296 2.400 9.296 3.275 (a)em 2014 esta rubrica respeita à comparticipação efetuada por atletas representantes das seleções nacionais em despesas de deslocação. Em 2013 esta rubrica respeita à anulação dos encargos com a renda da sede da Federação, relativa aos anos de 2009 a 2012, reconhecida em gastos do exercício de 2012, dado que, em 2013, foi efetuado o acordo de não pagamento de encargos relacionados com a utilização daquele espaço(nota 12). 20. Outros gastos e perdas Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tinha a seguinte composição: Quotizações e apoios monetários concedidos 2.493 1.325 Imposto do Selo 381 Correções relativas a exercícios anteriores IPDJ 398 2.890 1.706 RelatórioAnual 2014 19
21. Gastos/reversões de depreciação Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, os montantes de 358 e1.958euros, respetivamente, respeitam a gastos de depreciação, registados na rubrica Ativos fixos tangíveis (Nota 6). 22. Acontecimentos ocorridos após a data do balanço As demonstrações financeiras para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 foram aprovadas pela Direção e autorizadas para emissão em 13 de Marçode 2015, estando ainda sujeitas a aprovação pela Assembleia Geral, nos termos dos estatutos e da legislação comercial em vigor em Portugal. Não ocorreram acontecimentos significativos após 31 de Dezembro de 2014 que requeressem ajustamento ou divulgação nestas demonstrações financeiras. Técnico Oficial de Contas Direção da Federação RelatórioAnual 2014 20