PNEUMONIAS NA INFÂNCIA



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Transcrição:

PNEUMONIAS NA INFÂNCIA Hiargo Siqueira Hugo Santos

EPIDEMIOLOGIA 4-6 Infecções respiratórias agudas (IRA s)/ano; 2-3% evoluem para pneumonia; Mundo (< 5 anos): 150,7 milhões/ano. 11-20 milhões de internações Brasil (?): Goiânia: 5,66 São Paulo: 0,35 Mortalidade(< 5 anos): Mundo: 3 milhões/ano Brasil: 2ª causa de óbito

INTERNAÇÃO POR PNEUMONIA

NÚMERO DE MORTES

FATORES DE RISCO Baixa idade; Baixo peso ao nascer; Desmame precoce; Desnutrição; Co-morbidades; Vacinação incompleta; Episódio prévio de pneumonia; Risco ambiental.

ETIOLOGIA

ETIOLOGIA

ETIOLOGIA Dificuldades: Infidedignidade das amostras; Resultados em tempo inadequado. Importância do perfil epidemiológico.

ETIOLOGIA

ETIOLOGIA

ETIOLOGIA

ASPECTOS CLÍNICOS IVAS prévia; Taquipnéia; Dispnéia; Tosse; Irritabilidade; Cefaléia; Redução do apetite; Outros.

ASPECTOS CLÍNICOS Exame físico: Taquidispnéia; Retração itercostal; Batimento de asa de Nariz; Estridor expiratório; Estertores; Murmúrio vesicular; FMT; Percussão.

DIAGNÓSTICO Geralmente precedida de Infecção viral alta; História Clínica: IVAS x IVAI Critérios: Clínicos Radiográficos

DIAGNÓSTICO Críterios Clínicos: Febril ou Afebril Tosse Taquipnéia: 60 rpm em < 2 meses 50 rpm de 2 meses a 1 ano 40 rpm de 1 a 4 anos Quadro sindrómico: Sindrome de consolidação pulmonar Aumento do frêmito tóraco-vocal Submacicez, macicez à percusão Estertores crepitantes e subcreptantes Outros: Irritabilidade; cefaléia; redução do apetite; vômitos; dor pleurítica com respiração entrecortada e posição antalgica.

DIAGNÓSTICO Radiograficos: Indicação justificada pela clínica; Incidência póstero- anterior e perfil; Boa qualidade; Confirma o diagnóstico; Avalia a extensão do processo; Solicitada para Identificar complicações e sua resolução;

DIAGNÓSTICO Radiograficos: Em geral, nas pneumonias exclusivamente virais, predominam espessamentos brônquicos e peribronquicos, infriltados intersticiais, adenopatia hilar e perihilar, hiperinsulflação e atelectasia. As pneumonias bacterianas apresentam-se com padrão alveolar segmentar ou lobar, broncograma aéreo, abscessos, pneumatoceles, espessamento ou derrame pleurais. As pneumonias Atípicas determinam padrão radiológico misto, ora assumindo padrão viral, ora bacteriano, ou ambos.

DIAGNÓSTICO Radiografia:

DIAGNÓSTICO Manifestações Radiográficas: Pneumonia Lobar Broncopneumonia Pneumonia Intersticial

DIAGNÓSTICO Manifestações radiográficas: PN Lobar sup. Dir.

DIAGNÓSTICO Manifestações radiográficas: Broncopneumonia

DIAGNÓSTICO Manifestações radiográficas: PN Intersticial (Atípica)

TRATAMENTO Tratamento Ambulatorial ou Hospitalar? As crianças com Pneumonia Grave e muito Grave devem receber atendimento intrahospitalar. Classificação clínica da gravidade de pneumonias em crianças de 2 meses a 5 anos segundoa OMS (2005). Diretrizes brasileiras em pneumonia S 31 adquirida na comunidade em pediatria 2007

TRATAMENTO Oximetria de pulso é preditor de gravidade. A PN em Lactentes < 2 meses é sempre considerada grave e deve receber tratamento hospitalar.

TRATAMENTO Fatores indicativos de internação: Idade < 6 meses( Principalmente < 2 meses); Falha da terapêutica ambulatorial; Tiragem subcostal; Sinais de hipoxemia; Comorbidades: anemia, cardiopatia desnutrição grave, outras; Recusa em ingerir líquidos ou desidratação; Convulsões, apnéias; Sinais radiológicos de gravidade: derrame pleural, pneumatoceles, abcesso; Problema social;

TRATAMENTO Exames complementares à internação: Radiografia Hemograma Gasometria arterial VHS Proteína C reativa Exames de Líquido Pleural: Celularidade, PH, Glicose, proteína, LDH, além de exames para confirmação etiológica.

TRATAMENTO Exames complementares : Pesquisa etiológica Hemocultura Exame de Líquido Pleural: Bacterioscopia, pesquisa de Baar, Testes rápidos e cultura. Aspirado nasofaringe(anf): Exames diretos e cultura para vírus. Sorologia: Mycoplasma pneumoniae ; Clamidia trachomatis.

TRATAMENTO Exames complementares mais especializados: TC de tórax Lavado brônquico ou broncoalveolar Punções aspirativas Biópsia

TRATAMENTO Ambulatorial: Manter o estado nutricional; Manter o estado de hidratação; Anti- térmico; Manter as vias aéreas pérvias; Antibiótico: 1ª Opção (7-10 dias): Amoxicilina 50mg/Kg/dia, 8/8 h, VO ou Penicilina Procaína 50.000U/Kg/dia, 1x ao dia IM. 2ª Opção( Alergia): Azitromicina 10mg/Kg/dia, 1x ao dia VO por 5 dias. PN Atípica : Eritromicina 40mg/Kg/dia, 6/6 h, durante 10 à 14 dias ou Azitromicina 10 mg//kg/dia, 1x ao dia, VO por 5 dias ou Claritomicina 15mg/Kg/dia, VO por 14 dias.

TRATAMENTO Hospitalar: Manter vias aéreas limpas e livres de secreções; Hidratar a criança; Tratar a febre e a dor: Tratar a sibilância quando presente; Oxigenioterapia, quando necessário; Escolher adequadamente o agente antimicrobiano

TRATAMENTO

COMPLICAÇÕES Derrame pleural; Pneumatoceles; Pneumotórax; Abscesso pulmonar;

COMPLICAÇÕES Derrame pleural: Curva de Damoiseau

COMPLICAÇÕES Pneumatocele:

COMPLICAÇÕES Pneumotórax:

COMPLICAÇÕES Abscesso pulmonar:

CASOS CLÍNICOS Caso 01 B.R.C., 9 meses é atendido no ambulatório do HUMI com história de gripe há uma semana. Há dois dias, começou a apresentar febre, aferida (T= 39,8 C), que pouco cedia com uso de paracetamol. Há um dia apresenta cansaço e diminuição do apetite. Mãe nega episódios anteriores de dispnéia, bem como familiares com sintomas semelhantes. Cartão vacinal atualizado. Exame físico: REG, acianótico, anictérico, hidratado, Febril (T= 39 C). AR: MV diminuído, estertores creptantes no 1/3 superior do HTE, FR: 60 irpm, Sem tiragem subcostal. ACV: BNF, RCR em 2T, sem sopros FC: 108 bpm. ABD: Plano, flácido, indolor à palpação superficial ou profunda, RHA +, sem VMG.

CASOS CLÍNICOS Caso 01 Diante desse quadro: A) Qual o provável diagnóstico? Pneumonia aguda Viral? Bacteriana? Atípica?

CASOS CLÍNICOS Caso 01 Radiografia de Tórax Consolidação LSE

CASOS CLÍNICOS Caso 01 Leucograma: 16100, com predominio de neutrófilos, com desvio para esquerda. B) Qual o provável agente etiológico?

CASOS CLÍNICOS Caso 01 TRATAMENTO Ambulatorial ou Hospitalar?

CASOS CLÍNICOS Caso 01 TRATAMENTO Ambulatorial ou Hospitalar? Ambulatorial: Manter o estado nutricional; Manter o estado de hidratação; Anti- térmico; Manter as vias aéreas pérvias; Antibiótico: 1ª Opção (7-10 dias): Amoxicilina 50mg/Kg/dia, 8/8 h, VO ou Penicilina Procaína 50.000 U/Kg/dia, 1x ao dia IM. 2ª Opção( Alergia): Azitromicina 10mg/Kg/dia, 1x aodia VO por 5 dias. orientar a mãe sobre a importância de voltar em 48h para reavaliação, ou antes, se piorar.

CASOS CLÍNICOS Caso 02 T.C.U., 3 meses, 5kg, nascida de parto normal, é atendida no ambulatório do HUMI com história de tosse seca e às vezes caracterizada por episódios paroxísticos intensos, com eliminação de secreção mucóide ao final e cansaço há 15 dias. A criança esta em aleitamento materno exclusivo, com boa aceitação. Inexistem antecedentes de asma na família. Exame físico: BEG, acianótica, afebril, taquipnéica (FR:60 irpm) anictérica, hidratada, AR: MV simétrico sem ruídos adventícios, ausência de tiragens. ACV: BNF, RCR em 2T, sem sopros Orofaringe, abdome e extremidades normais. No momento da consulta a mãe mostra exames solicitado no dia anterior:

CASOS CLÍNICOS Caso 02 No hemograma observa - se discreta leucocitose com eosinofilia, sem linfocitose. Radiografia de tórax mostra o seguinte aspecto: PN - Intersticial

CASOS CLÍNICOS Caso 02 Diante desse quadro A) Qual o provável diagnóstico? Pneumonia Afebril do Lactente B) Qual o provável agente etiológico? Chlamydia tracomatis

CASOS CLÍNICOS Caso 02 Diante desse quadro C) Tratamento Ambulatórial ou Hospitalar?

CASOS CLÍNICOS Caso 02 Diante desse quadro: C) Tratamento Ambulatórial ou Hospitalar? Ambulatorial: Manter o estado nutricional; Manter o estado de hidratação; Anti- térmico; Manter as vias aéreas pérvias; Antibiótico: Eritromicina 40mg/Kg/dia, 6/6 h, durante 10 à 14 dias ou Azitromicina 10 mg//kg/dia, 1x ao dia, VO por 5 dias ou Claritomicina 15mg/Kg/dia, VO por 14 dias. orientar a mãe sobre a importância de voltar em 48h para reavaliação, ou antes, se piorar.

CASOS CLÍNICOS Caso 03 J.P.S., 05 meses, em aleitamento materno exclusivo, é atendido no ambulatório do HUMI, com história de que há 01 semana iniciou, quadro de febre coriza hialina, espirros, obstrução nasal e tosse improdutiva. A febre durou 01 dia, mas os demais sintomas persistiram. Há 24 horas, a febre reapareceu, com temperatura máxima de 38,5 C, cedendo com uso de paracetamol, sendo agora acompanhada de cansaço. O apetite está diminuído. Não há relato de cianose. Exame físico: BEG, acianótico, anictérico, hidratado, normocorado, leve taquidispneia, afebril. AR: MV rude com creptos em bases, FR: 55irpm, ausência de sibilos e retrações intercostais, não há relatos de episódios de cansaço anterior. ACV: BNF, RCR em 2T, sem sopros. ABD: Globoso, flácido, indolor à palpação, RHA+, sem VMG.

CASOS CLÍNICOS Caso 03 Foram realizados os seguintes exames: Hemograma: mostra 11.500 predomínio de linfócitos. leucócitos, com Radiografia de tórax :

CASOS CLÍNICOS Caso 03 Diante desse quadro: A) Qual o provável diagnóstico? Pneumonia Viral B)Qual o provável agentetiológico? Vírus Respiratório Sincicial

CASOS CLÍNICOS Caso 03 Diante desse quadro: C) Qual a conduta terapêutica mais apropriada? Tratamento ambulatorial Reposição hídrica Uso de sintomáticos Cuidados gerais Reavaliar em 48 horas

BIBLIOGRAFIA: 1. Grisi SJ. Pneumonias bacterianas agudas. In: Rosov T, editor.doenças pulmonares em pediatria: diagnóstico e tratamento.são Paulo: Atheneu; 1999. p. 204-14. 2. Bethlem N. Pneumologia. 2nd ed. Rio de Janeiro: Atheneu;1975. p. 159-84:Pneumonias. 3. Diretrizes brasileiras em pneumonia S 31 adquirida na comunidade em pediatria - 2007

OBRIGADO! Obrigado.