SUPERANDO TRAUMAS EM MATEMÁTICA



Documentos relacionados
UMA EXPERIÊNCIA EM ALFABETIZAÇÃO POR MEIO DO PIBID

OS CONHECIMENTOS DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA IMPLICAÇÃO PARA A PRÁTICA DOCENTE

RELATÓRIO FINAL SOBRE AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA ESCOLA ESTADUAL CÔNEGO OSVALDO LUSTOSA

A EXPLORAÇÃO DE SITUAÇÕES -PROBLEMA NA INTRODUÇÃO DO ESTUDO DE FRAÇÕES. GT 01 - Educação Matemática nos Anos Iniciais e Ensino Fundamental

DIFICULDADES DE LEITURA E ESCRITA: REFLEXÕES A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DO PIBID

JOGOS MATEMÁTICOS NO ENSINO MÉDIO UMA EXPERIÊNCIA NO PIBID/CAPES/IFCE

Projeto recuperação paralela Escola Otávio

UTILIZAÇÃO DE RECURSOS LÚDICOS NO PROCESSO ENSINO- APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA. Palavras-chave: Recursos lúdicos; ensino-aprendizagem; matemática.

PIBID: DESCOBRINDO METODOLOGIAS DE ENSINO E RECURSOS DIDÁTICOS QUE PODEM FACILITAR O ENSINO DA MATEMÁTICA

APRENDER A LER PROBLEMAS EM MATEMÁTICA

DIFICULDADES ENFRENTADAS POR PROFESSORES E ALUNOS DA EJA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA

A inserção de jogos e tecnologias no ensino da matemática

VENCENDO DESAFIOS NA ESCOLA BÁSICA... O PROJETO DE OFICINAS DE MATEMATICA

TORNANDO-SE PROFESSOR DE CIÊNCIAS: CRENÇAS E CONFLITOS, Nelson Rui Ribas Bejarano e Anna Maria Pessoa de Carvalho (2003)

CURSO: LICENCIATURA DA MATEMÁTICA DISCIPLINA: PRÁTICA DE ENSINO 4

O ENSINO DE FÍSICA NA VISÃO DOS ALUNOS DE UMA TURMA DE 2º ANO DO ENSINO MÉDIO: ESTUDO DE CASO EM UMA ESCOLA DO MUNICÍPIO DE ABAETETUBA PARÁ.

RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE NOVEMBRO DE 2012 EREM ANÍBAL FERNANDES

Larissa Vilela de Rezende Lucas Fré Campos

BRITO, Jéssika Pereira Universidade Estadual da Paraíba

UMA PROPOSTA PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM DE INTERVALOS REAIS POR MEIO DE JOGOS

UMA PESQUISA SOBRE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NO IFC-CÂMPUS CAMBORIÚ

A IMPORTÂNCIA DO PIBID NO CONTEXTO ENSINO APRENDIZAGEM REPORTADA POR ALUNOS DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO

Educação especial: um novo olhar para a pessoa com deficiência

PROJETO DE LEITURA E ESCRITA LEITURA NA PONTA DA LÍNGUA E ESCRITA NA PONTA DO LÁPIS

O computador como ferramenta de Inclusão digital para terceira idade

OFICINA SOBRE PORCENTAGEM E SUAS APLICAÇÕES NO COTIDIANO: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA PIBIDIANA

O olhar do professor das séries iniciais sobre o trabalho com situações problemas em sala de aula

Aprendizagem da Matemática: um estudo sobre Representações Sociais no curso de Administração

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: ALUNO COM DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA NO ENSINO REGULAR

REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA DE ENSINO EM UM CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA A DISTÂNCIA

UM RETRATO DAS MUITAS DIFICULDADES DO COTIDIANO DOS EDUCADORES

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA PIBID RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO ALUNO BOLSISTA SUBPROJETO DE Semestre de 2011

PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO VOLTADO AO ENSINO DE FÍSICA E A INCLUSÃO NO ENSINO DE FÍSICA

ESCOLA, LEITURA E A INTERPRETAÇÃO TEXTUAL- PIBID: LETRAS - PORTUGUÊS

REALIZAÇÃO DE TRABALHOS INTERDISCIPLINARES GRUPOS DE LEITURA SUPERVISIONADA (GRULES)

PROJETO CONVIVÊNCIA E VALORES

Mostra de Projetos Como ensinar os porquês dos conceitos básicos da Matemática, visando a melhora do processo ensino e aprendizado

FÍSICA E FOTOGRAFIA: DESVENDANDO A FOTOGRAFIA ANALÓGICA E DIGITAL.

ISSN ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções)

PROJETO PIBID JOGO DO LUDO. Palavras chave: Jogo do Ludo. Educação Infantil. Matemática na Educação Infantil.

O uso de Objetos de Aprendizagem como recurso de apoio às dificuldades na alfabetização

PROJETO TREZE HORAS: Uma Proposta Para o Ensino Médio Integrado ao Ensino Técnico

PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPROMISSOS E DESAFIOS

PLURALIDADE CULTURAL E INCLUSÃO NA ESCOLA Uma pesquisa no IFC - Camboriú

TEATRO COMO FERRAMENTA PARA ENSINO/APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESPANHOLA: RELATO DE EXPERIÊNCIA 1

ISSN ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções)

PRAZER NA LEITURA: UMA QUESTÃO DE APRESENTAÇÃO / DESPERTANDO O PRAZER NA LEITURA EM JOVENS DO ENSINO MÉDIO

AS CONTRIBUIÇÕES DOS ENCARTES DE PREÇOS NA FORMAÇÃO DO ALUNO.

Por uma pedagogia da juventude

ATUAÇÃO DO MACROCAMPO PARTICIPAÇÃO ESTUDANTIL EM SOCIOLOGIA NO SEVERINO CABRAL

01 UNINORTE ENADE. Faça também por você.

HANDFULT: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PIBID EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA ESTADUAL PROFº JOSINO MACEDO

Entrevista com Heloísa Lück

A EXTENSÃO EM MATEMÁTICA: UMA PRÁTICA DESENVOLVIDA NA COMUNIDADE ESCOLAR. GT 05 Educação Matemática: tecnologias informáticas e educação à distância

A IMPORTÂNCIA DO ASSISTENTE SOCIAL NOS PROJETOS SOCIAIS E NA EDUCAÇÃO - UMA BREVE ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA DO PROJETO DEGRAUS CRIANÇA

OS JOGOS E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE LÌNGUA ESTRANGEIRA

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA - PIBID

ESTRATÉGIAS DE ENSINO NA EDUCAÇÃO INFANTIL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES. Profa. Me. Michele Costa

ATUAÇÃO DO PIBID NA ESCOLA: (RE) DESCOBRINDO AS PRÁTICAS LÚDICAS E INTERDISCIPLINARES NO ENSINO FUNDAMENTAL

A IMPORTÂNCIA DAS DISCIPLINAS DE MATEMÁTICA E FÍSICA NO ENEM: PERCEPÇÃO DOS ALUNOS DO CURSO PRÉ- UNIVERSITÁRIO DA UFPB LITORAL NORTE

TREINAMENTO PARA A 1ª FASE DA PROVA DA OBMEP: A E.B.M. PROFESSORA CLOTILDE RAMOS CHAVES

BINGO DAS EXPRESSÕES

ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA ACERCA DO PROJETO A CONSTRUÇÃO DO TEXTO DISSERTATIVO/ARGUMENTATIVO NO ENSINO MÉDIO: UM OLHAR SOBRE A REDAÇÃO DO ENEM

TEORIA E PRÁTICA: AÇÕES DO PIBID/INGLÊS NA ESCOLA PÚBLICA. Palavras-chave: Ensino; Recomendações; Língua Estrangeira.

OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA DAS ESCOLAS PÚBLICAS (OBMEP): EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS A PARTIR DO PIBID UEPB MONTEIRO

CURSINHO POPULAR OPORTUNIDADES E DESAFIOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DOCENTE

TRABALHANDO, O LIXO COM OS ALUNOS DO 7 ANO DA ESCOLA ESTADUAL AMÉRICO MARTINS ATRAVÉS DE CARTILHAS EDUCATIVAS

Escola Superior de Ciências Sociais ESCS

É projeto porque reúne propostas de ação concreta a executar durante determinado período de tempo. É político por considerar a escola como um espaço

A Tecnologia e Seus Benefícios Para a Educação Infantil

NOÇÕES DE VELOCIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Palavras Chave: Conhecimentos físicos. Noções iniciais de velocidade. Matemática na Educação Infantil.

ESTABILIZANDO ELEMENTOS: A LUDICIDADE COMO INSTRUMENTO PARA PROMOVER O ENSINO DA QUÍMICA

Comunicação e Cultura Fortaleza

A utilização de jogos no ensino da Matemática no Ensino Médio

Por Talamira Taita Rodrigues Brito

O CIBERESPAÇO NO ENSINO E GEOGRAFIA: A PROBLEMÁTICA DO USO/DESUSO DO GOOGLE EARTH EM ESCOLAS PÚBLICAS DE DIAMANTINA

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA I CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DOCENTE

EDUCAÇÃO E PROGRESSO: A EVOLUÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO DA ESCOLA ESTADUAL ELOY PEREIRA NAS COMEMORAÇÕES DO SEU JUBILEU

Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT. Fátima Ticianel CDG-SUS/UFMT/ISC-NDS

O DESENVOLVIMENTO DOS SABERES EXPERIENCIAIS ACERCA DAS EMOÇÕES NAS PRÁTICAS DOS BOLSISTAS DE INICIAÇÃO A DOCÊNCIA

O USO DE SOFTWARES EDUCATIVOS: E as suas contribuições no processo de ensino e aprendizagem de uma aluna com Síndrome de Down

CONSTRUÇÃO DE QUADRINHOS ATRELADOS A EPISÓDIOS HISTÓRICOS PARA O ENSINO DA MATEMÁTICA RESUMO

OS LIMITES DO ENSINO A DISTÂNCIA. Claudson Santana Almeida

ANÁLISE DOS TEXTOS PRODUZIDOS POR UMA TURMA DO 3ºANO DO ENSINO MÉDIO À LUZ DOS CRITÉRIOS DO ENEM

QUÍMICA SÓ PARA BAIXINHOS: Por meio de atividades práticas e lúdicas para as séries iniciais

O Papel dos Jogos na Promoção da Aprendizagem Significativa. Adamantina São Paulo 2014

Introdução. Conheça mais sobre educação a distância através do programa Mundo EAD. Apresentação:

LUDICIDADE... BRINCAR... EDUCAR... PRAZER E TRANSFORMAÇÃO...

PERFIL MATEMÁTICO RELATO DE EXPERIÊNCIA. Resumo:

difusão de idéias A formação do professor como ponto

Trabalhando Matemática: percepções contemporâneas

II ENCONTRO DE DIVULGAÇÃO DE ATIVIDADES DE PESQUISA, ENSINO E EXTENSÃO PIBID UENP: DESAFIOS E PERSPECTIVAS

O JOGO NO ENSINO DE POTÊNCIAS DE NÚMEROS INTEIROS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

JOGO DAS FICHAS COLORIDAS

REFORÇO AO ENSINO DE FÍSICA PARA CURSOS TÉCNICOS INTEGRADOS DO INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA

O JOGO COMO INSTRUMENTO FACILITADOR NO ENSINO DA MATEMÁTICA

GRITO PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA NO ESTADO DE SÃO PAULO

Débora Regina Tomazi FC UNESP- Bauru/SP Profa. Dra. Thaís Cristina Rodrigues Tezani.

Transcrição:

SUPERANDO TRAUMAS EM MATEMÁTICA Luciene da Costa Santos Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) luciene283@hotmail.com Joelma Patez de Almeida Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) joelmapatez@hotmail.com Resumo Este trabalho relata a experiência de duas bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), do curso de Licenciatura em Matemática da UESB, campus Vitória da Conquista, ao aplicar uma oficina que teve por tema: Superando traumas em Matemática. Tivemos por objetivos: conhecer e apresentar os motivos dos traumas dos alunos referentes à disciplina de Matemática; Propor que os alunos a partir daquele momento vivenciem experiências positivas com a Matemática para que aumentem suas autoestimas e assim superem possíveis traumas ou dificuldades relacionados com a mesma, apresentar uma forma diferente de olhar a Matemática, e motiva-los ao estudo, pois não a melhor forma de superar dificuldades referentes a esta disciplina se não for estudando. Os materiais de apoio utilizados como charges e vídeos tornaram a oficina lúdica. Palavras-chave: Matemática; Pibid; Traumas. INTRODUÇÃO Sabemos que a Matemática tem ocupado, formalmente e informalmente, uma posição de destaque nos currículos escolares e na vida social das pessoas. Em todos os países, independentes de raça, credos ou sistemas políticos, essa área do conhecimento faz parte da formação do corpo discente desde os primeiros anos de escolaridade. No Brasil, os alunos lidam com ela, no Ensino Fundamental, durante nove anos com uma carga horária semanal média de 4 horas aula e no Ensino Médio durante 3 anos. Não somente na escola, mas principalmente na vida de qualquer pessoa, a Matemática está sempre presente de alguma forma. Todo mundo traz muita Matemática de

casa: os jovens diariamente trocam figurinhas, jogam sinuca, vendem, passam troco, compram... Enfim, realizam inúmeras atividades que aplicam noções Matemáticas sem, muitas vezes, se darem conta dessa aplicação. Diante disso, muitas questões são colocadas: se os jovens vivenciam situações práticas que envolvem Matemática, por que é que esses mesmos jovens têm tantas dificuldades em lidar com a Matemática nas escolas? Por que aprender Matemática se constitui num problema? Por que existe tão pouca relação entre a Matemática que se aprende na escola e a que se usa na vida prática? Por que os alunos dizem que têm traumas com a Matemática? Tentando conhecer os motivos pelos quais os alunos têm tanta aversão ou traumas pela Matemática, foi feito um estudo bibliográfico tendo como referencia Chacon (2003) e posteriormente foi elaborada uma oficina que teve por objetivo: Conhecer e apresentar os motivos dos traumas dos alunos referentes à disciplina de Matemática; Propor que os alunos a partir daquele momento vivenciem experiências positivas com a Matemática para que aumentem suas autoestimas e assim superem possíveis traumas ou dificuldades relacionados com a mesma; Apresentar uma forma diferente de olhar a Matemática, e motiva-los ao estudo, pois não a melhor forma de superar dificuldades referentes a esta disciplina se não for estudando O ENSINO DE MATEMÁTICA A Matemática continua sendo o pavor de boa parte dos alunos do Ensino Básico e, até mesmo, das universidades. Talvez tal fato seja causado pela excessiva utilização da prática pedagógica tradicional, que não contribui para que a escola se torne atrativa. A sociedade atual é dinâmica, rápida e está em constante movimento. A sala de aula perde espaço para toda essa agitação atraente que está fora dos muros escolares. Perde espaço e torna-se, muitas vezes, enfadonha e nada atrativa porque ela ainda não acompanha o movimento simultâneo dos meios de comunicação, já que na maioria das vezes o quadro e o giz são os únicos aliados do professor. 2

Durante decênios, os professores de Matemática foram essencialmente preocupados com o conteúdo da disciplina, tanto que as finalidades de ensinar lhes pareciam ser evidentes. O desenvolvimento técnico-científico do mundo contemporâneo justificava aos seus olhos a importância de se estudar Matemática. Atualmente, sentiu-se a necessidade de se reformular o currículo para se adaptar a um novo público, bastante heterogêneo. (CHACON, p., 23, 2003.) É preciso considerar que a Matemática desempenha um papel fundamental na formação do aluno desde o início dos anos letivos; que o modo como ela é ensinada afeta o desempenho dos estudantes; e que muitos daqueles que ministram aulas e que contribuem diretamente para o desenvolvimento da Matemática foram influenciados por outros professores. DESENVOLVIMENTO Frente aos atuais problemas do ensino da Matemática, como descontextualização, a cultura que leva o aluno a ver a Matemática como um bicho papão, os extensos programas de conteúdos vistos no decorrer do ano e o medo de errar, o Ensino de Matemática ainda continuam com o seu papel perante a sociedade que tem como uma das principais propostas de ensino rever a discriminação e a exclusão de uma pessoa na sociedade abrindo os olhos dos estudantes a ver e se colocar como verdadeiro cidadão. Por meio da adoção de uma metodologia que oferecesse novas estratégias pedagógicas, baseadas na oportunização de atividades lúdicas procurou-se fazer uma oficina que ajudasse a superar os possíveis traumas e descontruir os mitos e certezas que envolvessem o estudo da Matemática. Nesse sentido, a proposta pedagógica sugerida pelos ministrantes da oficina foi a de promover um diálogo com os alunos participantes da oficina para que eles tivessem a oportunidade de estar expondo seus medos, suas angustias, suas dificuldades e também os seus traumas referentes à Matemática e o seu ensino. 3

A oficina foi realizada, na cidade de Vitória da Conquista no ano de 2011 nos colégios estaduais Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) e Colégio da Policia Militar (CPM) tendo como tema: Superando Traumas em Matemática. O público alvo foi formado por 45 alunos do Ensino Médio. Sendo 30 do CETEP e 15 do CPM. Sendo supervisionada por dois professores das escolas nas quais as mesmas foram realizadas, participantes do PIBID e pelo coordenador do subprojeto: A Matemática no Ensino Médio. A metodologia utilizada foi aula expositiva/participativa. Iniciou-se a oficina com a dinâmica travessia das cadeiras, posteriormente ocorreu um bate-papo informal sobre os possíveis traumas que os alunos têm com a Matemática. Slides que continham charges foram apresentados, desenhos em quadrinhos envolvendo histórias as quais os alunos se identificavam. Por fim, foi exibido um vídeo falando sobre superação, para que os alunos se sentissem motivados, a estarem tentando superar os traumas em relação à Matemática. Figura 1: Charges sobre Ensino-Aprendizagem em Matemática Fonte: GOOGLE IMAGENS, 2011. 4

RESULTADOS Percebemos que as maiores dificuldades que os alunos sentem com a Matemática do Ensino Médio é a forma de como ela é apresentada, a quantidade de conteúdos que são ensinados durante um ano letivo e a deficiência da formação do ensino básico. Sendo que a relação afetiva entre professor e aluno ajudam para que eles gostam mais ou menos da disciplina. Foto 1: Oficina ministrada aos alunos do CPM/Vitória da Conquista, Bahia. Fonte: PIBID/UESB, 2011. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os objetivos principais da pesquisa foi alcançado, pois constatou-se que os alunos saíram da oficina interessados e motivados em aprender Matemática. Ficou evidenciado que momentos como estes de dialogo com os alunos sobre os seus anseios relacionados ao 5

ensino da Matemática são fundamentais para que se possa entender o motivo de tanta aversão à disciplina. Para Chacón (2003) o dominio afetivo em Matemática pode ser descrito segundo três fatores básicos: as crenças, as atitudes e as emoções matemáticas. De acordo com a autora crenças matemáticas é um dos componentes do conhecimento subjetivo do indivíduo em relação à Matemática, ao seu ensino e a sua aprendizagem. Se um aluno entende que a Matemática deve ser centralizada em cálculos, no futuro ele apresentará resistência a resolver problemas que exijam um raciocínio lógico dedutivo. No entanto, não podemos ser simplistas e centrarmos no aluno à busca de entender as causas de dificuldades de aprendizagem em Matemática. Outros fatores como a escola, o programa de ensino, a vida social da pessoa (às vezes algumas deixam de estudar para trabalhar) devem ser analisados como um todo. Além disso é preciso considerar que Matemática ensinada de forma tradicional é difícil, e para gostar dela o aluno necessita de estímulo. Diante de essas dificuldades, é preciso considerar a nossa imensa responsabilidade enquanto futuros educadores. Referências bibliográficas CHACÓN, I. Mª. G. Matemática Emocional. Porto Alegre: Artmed, 2003. 6