Responsabilidade Tributária de



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Transcrição:

Responsabilidade Tributária de Sócios e Administradores

Responsabilidade Societária Responsabilidade d Tributária i Responsabilidade Previdenciária Planejamento

Pessoa Jurídica (Sociedade) / Sócio / Administrador Sociedade -ato constitutivo celebrado entre Sócios, que se obrigam a contribuir i com bens e serviços para o exercício da atividade econômica e partilham resultados [CC, 981] Personalidade da Sociedade - adquirida com o registro de seu ato constitutivo [CC, 985] - Sociedade e Sócios não se confundem (personalidades distintas) - proteção dos direitos da personalidade [CC, 52] - direitos e obrigações por ato de Administradores [CC, 1022] - Responsabilidade Civil Objetiva: a Sociedade responde [CC, 932,III] - Desconsideração (decisão judicial): em caso de abuso da personalidade jurídica: desvio de finalidade ou confusão patrimonial [CC, 50]

Pessoa Jurídica (Sociedade) / Sócio / Administrador Sócio - obrigação de contribuir com bens e serviços para o exercício da atividade econômica [CC, 981] - Ltda.: todos respondem solidariamente pela integralização [CC, 1052] - Ltda.: até 2 anos após cessão, cedente e cessionário solidários [CC, 1003] - exercício abusivo de voto ou poder para benefício pessoal [LSA, 115 e 116] - distribuição de lucros ilícitos ou fictícios [CC, 1009 supletiva de Simples] - abuso da personalidade jurídica da Sociedade [CC, 50] - dissolução irregular [CTN, 134, VII] - Simples: se os bens da Sociedade não cobrirem as suas dívidas [CC, 1023]

Pessoa Jurídica (Sociedade) / Sócio / Administrador Administrador - ato do Administrador, nos limites de seus poderes, obriga a Sociedade [CC, 47] - cuidado e diligência, como se fosse seu próprio negócio [CC, 1011] - Ltda: regência supletiva pelas S.A. ou pelas Simples - S.A.: deveres: diligência, i lealdade, ld d informar, atuar nos limitesit da lei e do estatuto, respeitar conflito de interesse [LSA, 153, 155, 157, 154, 156] não é responsável pelas obrigações que contrair em nome da Sociedade, com ato regular de gestão responde pelos prejuízos que causar, quando proceder com culpa ou dolo, ou com violação da lei ou do estatuto [LSA, 158]

Pessoa Jurídica (Sociedade) / Sócio / Administrador Administrador - Simples: distribuição de lucros ilícitos ou fictícios são solidários Administrador e Sócio (este se tiver conhecimento) [CC, 1009] atos praticados antes da averbação da nomeação [CC, 1012] realização de operações, sabendo ou devendo saber que estava agindo em desacordo com a maioria [CC,1013, 2º] agir com culpa no desempenho de suas funções [CC, 1016 = LSA, 158] restituição do valor dos créditos ou bens sociais aplicados pelo Administrador em proveito próprio ou de terceiros [CC, 1017]

Pessoa Jurídica (Sociedade) / Sócio / Administrador Procurador - não é responsável pelos atos praticados nos termos do mandato -épessoalmente obrigado, se agir em seu próprio p nome, ainda que o negócio seja de conta do mandante Garantidor da Sociedade - Fiador - Avalista

Fato Gerador (acontecimento da hipótese legal) Relação Jurídica Tributária: Sujeito Ativo direito Objeto (tributo) obrigação Sujeito Passivo Contribuinte ou Responsável [CTN, 121]

Classificação da Responsabilidade Tributária Substituição - quando a lei indica uma pessoa para cumprir Solidariedade - entre pessoas com interesse comum ou designadas por lei [CTN, 124] - ex. propriedade comum (condomínio) - ex.: CTN, art. 134 (pais, tutores, inventariante, tabeliães, etc.) - ex.: RIR, 723 (IRF acionista controlador, diretor, gerente, etc.) Sucessão - a obrigação se transfere para outro em razão do desaparecimento - ex.: falecimento, incorporação Terceiros - infração à lei ou ao contrato social / estatuto social (...)

Terceiros - pessoal, direta, total e exclusiva - não decorre da qualidade de Sócio, mas da condição de gestor - ato doloso com excesso de poderes infração à lei contrato social / estatuto social CTN, art. 135: São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos:... II os mandatários, prepostos e empregados; III os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.

Falta de pagamento de tributo: não constitui infração à lei ou ao contrato social a obrigação de pagar o tributo é da Sociedade (contribuinte e sujeito passivo) ato doloso (excesso de poder) Inclusão do Administrador no Auto de Infração Inclusão do Administrador na CDA Redirecionamento da execução fiscal

JURISPRUDÊNCIA FALTA DE PAGAMENTO NÃO RESPONSABILIZA ADMINISTRADOR: A falta de pagamento de tributos é, em princípio, infração da sociedade à obrigação legal de pagar tributos. O sócio-gerente pode ser pessoalmente responsável pelos tributos se a falta de pagamento resultar de ato seu praticado com infração à lei. Quer dizer, não basta, para tipificar a responsabilidade do sócio-gerente, o inadimplemento da sociedade, porque este pode decorrer do risco natural aos negócios, risco, aliás, pressuposto na própria natureza da sociedade d por quotas de responsabilidade d limitada. it (STJ, REsp nº 1.674-GO, 16.10.1995, Min. Ari Pargendler, grifo nosso)

JURISPRUDÊNCIA FALTA DE PAGAMENTO NÃO RESPONSABILIZA ADMINISTRADOR: É igualmente pacífica a jurisprudência do STJ no sentido de que a simples falta de pagamento do tributo não configura, por si só, nem em tese, circunstância que acarreta a responsabilidade subsidiária do sócio, prevista no art. 135 do CTN. É indispensável, para tanto, que tenha agido com excesso de poderes ou infração à lei, ao contrato social ou ao estatuto da empresa. (STJ, REsp 1.101.728-SP, j. 11.03.2009,, grifo nosso) Julgamento anterior: TJSP (12ª Câm. Dir. Públ., Apel. 348.518-5/8, 30.01.2008, v.u.) havia declarado que o sócio é responsável por tributo não pago art. 135, CTN.

JURISPRUDÊNCIA RESPONSABILIDADE DO ADMINISTRADOR DECORRE DA INFRAÇÃO À LEI: Quem está obrigada a recolher os tributos devidos pela empresa é a pessoa jurídica, e, não obstante ela atue por intermédio de seu órgão, o diretor ou o sócio-gerente, a obrigação bi tib tributária tái é daquela, e não destes. Sempre, portanto, que a empresa deixa de recolher o tributo na data do respectivo vencimento, a impontualidade ou a inadimplência é da pessoa jurídica, não do diretor ou do sócio-gerente, que só respondem, e excepcionalmente, pelo débito, se resultar de atos praticados com excesso de mandato ou infração à lei, contrato social ou estatutos, exatamente nos termos do que dispõe o artigo 135, inciso III, do Código Tributário Nacional.... (STJ, Resp 1996/0043179-5 DJ 01.02.99 p. 138 n.g.)

JURISPRUDÊNCIA ÔNUS DA PROVA ADMINISTRADOR JÁ INCLUÍDO NA CDA:...Se os sócios têm seus nomes inscritos, juntamente com a empresa executada, na Certidão de Dívida Ativa CDA, que possui presunção de certeza e liquidez, cabe a eles provarem, por meio de embargos à execução, que não agiram com excesso de mandato, infringência à lei ou ao contrato social. (STJ, Resp 624.898, 24.08.2005)

JURISPRUDÊNCIA ÔNUS DA PROVA REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO FISCAL:...Caso não constasse o nome na CDA, teria a Fazenda exequente ao promover a ação ou pedir seu redirecionamento, indicar a causa do pedido, que terá de ser de acordo com as situações previstas no direito material para configuração da responsabilidade subsidiária... (Informativo STJ 219, 23 a 27.08.2004)

JURISPRUDÊNCIA PENHORA ON-LINE 1. A penhora de numerário de conta-corrente corrente apenas é possível em situações excepcionais, após esgotados todos os meios de localização de bens do devedor por parte da exeqüente. [...] (Embargos de Divergência em Resp nº 779.952-RJ, J. 22.10.2008, Rel. Min. Castro Meira)

CÔNJUGE, ESPÓLIO E HERDEIRO CÔNJUGE - CC, art. 1686: as dívidas de um dos cônjuges, quando superiores à sua meação, não obrigam o outro, ou a seus herdeiros - Cônjuge responde se houver interesse comum Cabe ao cônjuge o ônus da prova de que não se locupletou. (RE 108.896, 896 RE 71.052, RE 78.423, RE 82.970, REsp 26.817, REsp 3.263) A meação da mulher não responde pelos títulos de dívida de qualquer natureza firmados apenas pelo marido, sendo a não-responsabilidade a regra, competindo ao credor comprovar ter o débito resultado em benefício de família. (STJ, REsp 79.333/SP, Min. Garcia Vieira, j. 11.12.1997) (igual sentido: STJ, REsp 701.170/RN, DJU 13.08.2001)

CÔNJUGE, ESPÓLIO E HERDEIRO ESPÓLIO CTN, art. 131, III: tributos devidos até a data da abertura da sucessão INVENTARIANTE CTN, art. 134, IV: responsável solidário pelos tributos devidos pelo espólio MEEIRO CTN, art. 131, II: tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação, limitada esta responsabilidade ao montante do quinhão HERDEIRO CTN, art. 131, II CC, 1.792: não responde por encargos superiores às forças da herança

INSS Responsabilidade Solidária Lei nº 8.620/1993, art. 13: O titular da firma individual e os sócios das empresas por cotas de responsabilidade limitada respondem solidariamente, com seus bens pessoais, pelos débitos junto à Seguridade Social. Parágrafo único. Os acionistas controladores, os administradores, os gerentes e os diretores respondem solidariamente e subsidiariamente, com seus bens pessoais, quanto ao inadimplemento das obrigações para com a Seguridade Social, por dolo ou culpa. Jurisprudência conflitante no STJ Artigo revogado pela MP 449 de 03.12.2008 e pela Lei 11.941/09, artigo 79, VII.

REESTRUTURAÇÃO DE PATRIMÔNIO - ativos financeiros localização estruturas dificuldades de aplicação de institutos (holding, usufruto, etc.) -imóveis residência locação uso - participação societária

REESTRUTURAÇÃO DE PATRIMÔNIO - doação (situação extraordinária) ato bilateral (retorno depende das 2 partes) ITCMD imposto de doação (SP 4%) nua propriedade - usufruto encargo / cláusulas protetivas / reversão patrimônio do donatário (riscos, herança, regime casamento) configuração de fraude

REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA - estrutura com holding(s) distância: sócio e empresa regras internas do grupo (capital formado com a entrega pelos sócios da operacional) HOLDING OPERAÇÃO

REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA - separação: patrimônio e operação cisão conferência (drop down) redução de capital OPERAÇÃO PATRIMÔNIO

CISÃO: transferência de patrimônio para outra(s) sociedade(s) Ano X1 Ano X2 Quotas da EMPRESA 100 50 Quotas da EMPRESA-B 0 50 EMPRESA Ativo(s) Passivo(s) + Patrimônio Líquido EMPRESA - B Pessoa Jurídica: # Valor contábil / mercado # DIPJ/Balanço específico # Prejuízo Fiscal # CND # Responsabilidade

CONFERÊNCIA DE BENS / drop down Ano X1 Ano X2 Quotas da EMPRESA 100 100 Ativo(s) EMPRESA EMPRESA - B Passivo(s) Valor da operação: # Valor contábil # Valor de mercado

REDUÇÃO DE CAPITAL Ano X1 Ano X2 Quotas da EMPRESA 100 70 Ativo (recebido pela redução) 0 30 Ativo(s) EMPRESA Pessoa Jurídica: # publicação: Ltda. (90d) e S.A. (60d) # CND # Valor contábil / Valor de mercado

SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO Ano X1 Ano X2 Quotas da EMPRESA 100 100 OPERAÇÃO PJ ou PF Sócio Ostensivo Sócio Oculto NEGÓCIO / EMPREENDIMENTO SCP: # Não é PJ # Sócio ostensivo PJ # Sócio oculto PF ou PJ # Apuração separada # Distribui dividendo # Responsabilidade

REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA - administração: quem efetivamente opera conselho de administração / diretoria limitação de poderes - regramento: estatutos operacional estatutos holding acordos de sócios golden share / ON e PN / classes distribuição desproporcional usufruto HOLDING Diretoria OPERAÇÃO

REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA Momento propício em face do parcelamento especial Lei 11.941/09: Parcelamento em até 180 meses sem necessidade de garantias. CNDs (Receita Federal, Procuradoria, INSS e FGTS) são obrigatórias nas operações societárias.

OBRIGADA!!!