DIREITO CIVIL III - CONTRATOS TEORIA GERAL DOS CONTRATOS Extinção dos Contratos (Desfazimento da Relação Contratual) Março/2011 Prof a. Mestre Helisia Góes
TRANSITORIEDADE CONTRATO EXTINÇÃO como toda obrigação, tem caráter transitório. Todo contrato deve ter um fim natural, que ocorre com o cumprimento da obrigação (objeto). O contrato desempenha importantíssima função social, mas nasce para em determinado momento ser extinto em prazo mais ou menos longo. VENOSA (Teoria Geral dos Contratos, 2009, p. 487)
NOMENCLATURA Divergência doutrinária: qual a nomenclatura mais adequada, no caso de extinção contratual???? Extinção, resolução, resilição, redibição, rescisão, revogação, desfazimento... Utilizaremos a doutrina de Silvio Venosa (2009): DESFAZIMENTO A dificuldade terminológica surge entre nós por não estar a questão totalmente disciplinada na lei. O vínculo chega a um final, termina, desfaz-se, de várias maneiras. GONÇALVES; STOLZE (2009, pág. 223)
DESFAZIMENTO DO CONTRATO CONCEITO: ato de desatar o vínculo contratual. OCORRE: pela vontade das partes; contra a vontade de uma das partes; por questões exteriores à vontade das partes....como o próprio ciclo da vida, o contrato nasce, desenvolve-se e morre (extingue-se), por diversas modalidades... GONÇALVES; STOLZE (2009, pág. 223)
NULIDADE e ANULABILIDADE Ocorre como conseqüência de um vício, que surgiu na própria formação contratual (origem do contrato); VÍCIO: SANÁVEL: nulidade relativa (efeito ex nunc) - ANULABILIDADE INSANÁVEL: nulidade absoluta (efeito ex tunc) NULIDADE
EXTINÇÃO DOS CONTRATOS NORMAL cumprimento regular da obrigação. (REALIZAÇÃO DO OBJETO) ANORMAL antecipada no tempo, alterada no objeto ou na forma. *OBS.: Stolze classifica a extinção como natural (normal) e posterir (anormal).
ESPÉCIES RESILIÇÃO CONCEITO: é a cessação do vínculo contratual pela vontade das partes, ou, por vezes, de uma das partes. (VENOSA, 2009, p. 489) É o desfazimento voluntário do contrato; Pode ser: Unilateral: por iniciativa de uma das partes (473, CC); Bilateral: por iniciativa de ambas as partes. (472, CC).
FORMA: art. 472, CC. ESPÉCIES (Cont...) RESILIÇÃO (Cont...) RESILIÇÃO BILATERAL: distrato. RESILIÇÃO UNILATERAL: ocorre, em regra, nos contratos classificados pessoais (Revogação) Revogação). Ex: mandato. Também pode ocorrer: Em contratos de trato sucessivo, ou de execução continuada, por prazo indeterminado (Ex.: Locação.); Quando o contrato bilateral fizer previsão, em cláusula expressa, da resilição unilateral. EFEITOS: ex nunc.
ESPÉCIES (Cont...) CONCEITO: um remédio concedido à parte para romper o vínculo contratual (GOMES, 1983ª:190 190) Decorre, geralmente, da inexecução do contrato. Inexecução: involuntária. RESOLUÇÃO pode ser culposa ou não (voluntária ou Pacto Comissório ou Cláusula Resolutória: figura jurídica que autoriza a resolução do contrato por uma das partes, em caso de descumprimento imputável à outra parte. Pode ser expressa ou tácita. Arts. 474 e 475, CC. EFEITOS: ex tunc - desde o inadimplemento.
RESOLUÇÃO POR INEXECUÇÃO INVOLUNTÁRIA Quando o contrato é resolvido em função da ocorrência de CASO FORTUITO ou de FORÇA MAIOR. Somente pode ser considerada quando ocorrer real impossibilidade de cumprimento do contrato. São causas supervenientes, que cumprimento total ou parcial do contrato. podem obstar o Isentam o devedor do cumprimento da obrigação e do pagamento de perdas e danos. EFEITOS: ex tunc - desde a ocorrência da impossibilidade. Os contratantes podem fazer previsão, em cláusula contratual, da responsabilidade do devedor, mesmo nos casos de caso fortuito e força maior (393, CC).
RESOLUÇÃO POR ONEROSIDADE EXCESSIVA Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato. Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da citação. Art. 479. A resolução poderá ser evitada, oferecendo-se o réu a modificar eqüitativamente as condições do contrato. Art. 480. Se no contrato as obrigações couberem a apenas uma das partes, poderá ela pleitear que a sua prestação seja reduzida, ou alterado o modo de executá-la, a fim de evitar a onerosidade excessiva.
EXCEÇÃO DO CONTRATO NÃO CUMPRIDO Art. 476. Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, pode exigir o implemento da do outro. Art. 477. Se, depois de concluído o contrato, sobrevier a uma das partes contratantes diminuição em seu patrimônio capaz de comprometer ou tornar duvidosa a prestação pela qual se obrigou, pode a outra recusar-sese à prestação que lhe incumbe, até que aquela satisfaça a que lhe compete ou dê garantia bastante de satisfazê- la. (Risco de Descumprimento - exceptio non rite adimpleti contractus )
OBRIGADA!!!