GABARITO DA PROVA TEÓRICO-PRÁTICA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "GABARITO DA PROVA TEÓRICO-PRÁTICA"

Transcrição

1 GABARITO DA PROVA TEÓRICO-PRÁTICA Questão 1 Hipótese mais provável: Atresia de vias biliares. Diagnóstico diferencial da colestase neonatal deve incluir causas infecciosas como sepse bacteriana, infecções por vírus (CMV, hepatites A, B, e infecções congênitas; causas anatômicas como cisto de colédoco, cálculo biliar; doenças metabólicas como galactosemia e tirosinemia; causas endócrinas como o hipotireoidismo e o pan-hipopituitarismo; causas genéticas como fibrose cística, deficiência de alfa-1-antitripsina, Síndrome de Alagille, PFIC, erro inato dos sais biliares. A função hepática está preservada, normal. O INR estava alterado devido a deficiência de vitamina K. Tendo em vista que o paciente apresenta colestase, apresenta dificuldade de absorver gorduras e, consequentemente, as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K). Após a administração da vitamina K, houve normalização do exame, que não aconteceria na insuficiência hepática. Realizar a colangiografia intra-operatória. Confirmando a hipótese de Atresia de Vias Biliares, indicar portoenterostomia (Cirurgia de Kasai). Questão 2 Doença ulcerosa gastroduodenal por uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINE) ou hemorragia digestiva alta por provável doença ulcerosa gastroduodenal devido ao uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINE). Esta é uma causa secundária de doença péptica gastroduodenal na criança. Dor epigástrica de forte intensidade, vômitos com sangue vivo. Uso de altas doses de ibuprofeno e concomitante de corticoesteroides. Os fatores que aumentam o risco de complicações por uso de AINE são: história de úlcera, dose elevada da droga, uso concomitante de outros AINE, comorbidades, uso concomitante de corticosteroides, uso de anticoagulantes e infecção pelo H. pylori. Página 1 de 7

2 Os mais utilizados e disponíveis para uso na pediatria são os antagonistas dos receptores H2 da histamina, inibidores da bomba de prótons (IBP) e antiácidos. Os antagonistas dos receptores H2 da histamina são a cimetidina, a famotidina, a nizatidina e a ranitidina, sendo este último o mais usado em pediatria. Os IBP são o omeprazol, lanzoprazol, pantoprazol, rabeprazol e esomeprazol. Os antiácidos são agentes neutralizadores da secreção ácida utilizados como medicamentos sintomáticos. Os mais utilizados são à base de hidróxido de alumínio e magnésio. O sucralfato também é um complexo antiácido, mas com pouca ação no efeito tampão e maior função na proteção da mucosa. Quando exposto ao ph ácido, sofre dissociação molecular, o que favorece a formação de uma substância viscosa que adere à lesão promovendo a recuperação mais rápida do tecido. O tratamento medicamentoso tem como objetivo aliviar os sintomas e cicatrizar as lesões pépticas. Isso é conseguido com o uso de medicações que bloqueiam a secreção ácida. Questão 3 Radiografia de abdome simples: a) níveis hidroaéreos no intestino; b) presença de vermes enovelados dentro das alças; c) sinais de perfuração intestinal - hospitalização - jejum - sonda nasogástrica para descompressão e administração de medicamentos - hidratação por via parenteral - óleo mineral via sonda, para lubrificar o lumen intestinal - anti-helmíntico ascaricida: Piperazina é a primeira escolha, porém não tem sido encontrado nas farmácias. Outras opções são o Mebendazol, Albendazol; Levamizol Como se trata de um pré-escolar com 2 anos de idade: - peso para idade, peso para estatura e IMC para idade: escore Z entre -2 e -3 Página 2 de 7

3 Hemograma, albumina, ferritina, ferro, vitamina A, vitamina D, cálcio, fósforo Questão 4 Fronte proeminente, olhos aprofundados, hipertelorismo moderado, mandíbula pequena, queixo pontiagudo, nariz em sela com a extremidade arredondada, orelhas proeminentes, lábios finos. Xantomas ou xantelasmas são lesões de pele decorrente do depósito de colesterol na pele. A biópsia hepática é sugestiva de ductopenia. Observa-se no espaço porta, apenas a artéria e a veia, com ausência do ducto biliar. Síndrome de Alagille. E) Ecocardiograma para avaliar a presença de cardiopatia congênita. A anomalia mais comum é a estenose pulmonar periférica. Radiografia da coluna buscando anormalidades esqueléticas, como vértebra em borboleta, espinha bífida oculta, fusão de vértebras adjacentes, hemivértebras, diminuição dos espaços interpedunculares da coluna lombar. Avaliação oftalmológica incluindo fundo de olho e lâmpada de fenda. O achado mais comum é o embriotoxon posterior. Outras alterações incluem microcórnea, ceratocone, distrofia macular congênita, exotropia, câmara anterior rasa, pupila ectópica, catarata, estrabismo, hipoplasia de íris e disco ótico anômalo. USG de rins e vias urinárias, ureia, creatinina, gasometria, eletrólitos: rim ectópico, rim solitário, pelve bífida, duplicação ureteral, rim multicístico, displasia renal, acidose tubular renal, nefropatia tubulointersticial, lipidose glomerular, insuficiência renal. F) Suporte nutricional, com maior oferta calórica, TCM e suplementação das vitaminas lipossolúveis. O controle do prurido pode ser feito com medicações, que incluem ácido ursodeoxicólico, rifampicina, colestiramina, naltrexone, ondasentrona, fenobarbital. Nos pacientes com prurido refratário ao tratamento medicamentoso, o tratamento cirúrgico com derivação biliar parcial / exclusão ileal pode ser efetivo. Página 3 de 7

4 O transplante hepático pode ser indicado nos casos que evoluem para cirrose e alteração da função hepática ou sintomas colestáticos refratários, como o prurido intratável. Tratamento das manifestações extra-hepáticas a depender dos resultados dos exames. Questão 5 Sim, seria uma forma atípica da doença celíaca. São observadas manifestações gastrointestinais leves, como fezes amolecidas e distensão abdominal; e sintomas extra-intestinais, como a anemia ferropriva e a baixa estatura. Anticorpo anti-transglutaminase IgA negativo, baixa sensibilidade devido à deficiência de IgA Atrofia parcial das vilosidades, hiperplasia das criptas e aumento de linfócitos intraepiteliais. Anticorpo anti-transglutaminase IgG ou antigliadina IgG e a pesquisa do HLA DQ2/DQ8 Questão 6 Sonda em duodeno. Risco importante de aspiração, retardo de esvaziamento gástrico, refluxo gastroesofágico importante, vômitos por outras causas, cirurgias ou complicações cirúrgicas no esôfago ou no estômago. A localização deve ser confirmada com Rx simples de abdômen, a análise clínica tem grande chance de erro. Página 4 de 7

5 Questão 7 O exame indica má absorção de lactose. Na idade é compatível com hipolactasia do tipo adulto. A informação da mãe indica que teve intolerância à sobrecarga (50 g) de lactose. Sim. Exclusão completa da lactose por 2 a 4 semanas. Reintrodução de alimentos com lactose, em doses progressivas, para confirmar se apresenta intolerância às quantidades habitualmente presentes na dieta para definir limiar para consumo. Não é necessário excluir as proteínas do leite de vaca. Desconsiderar comentários eventuais sobre administração de enzima, uma vez que, a pergunta é específica em relação à dieta. O teste respiratório do hidrogênio no ar expirado pode ser usado para: 1. pesquisa de sobrecrescimento bacteriano no intestino delgado (elevação do hidrogênio no ar expirado na primeira hora do teste), 2. verificar se o paciente é produtor de hidrogênio o que seria um excelente complemento para um teste com lactose que revelasse sintomas de intolerância à sobrecarga não acompanhado de elevação da concentração de hidrogênio no ar expirado. 3. Estimativa do tempo de trânsito orocecal (atualmente este uso não é muito aceito). No teste apresentado na questão, o tempo de trânsito oro-cecal seria de 90 minutos (amostra com aumento de 10 ppm em relação ao valor de jejum. Questão 8 Principal hipótese diagnóstica: Colestase Intra-hepática Familiar Progressiva (PFIC 1), tendo em vista que se trata de uma doença que cursa com colestase crônica com GGT normal, com prurido intenso, associado a diarreia. Principal hipótese diagnóstica: Colestase Intra-hepática Familiar Progressiva (PFIC 1), tendo em vista que se trata de uma doença que cursa com colestase crônica com GGT normal, com prurido intenso, associado a diarreia. O procedimento realizado foi a derivação biliar externa, onde o jejuno liga a vesícula biliar à parede abdominal, com o objetivo de reduzir a reabsorção ileal dos ácidos biliares, aliviando o prurido. Página 5 de 7

6 O tratamento deve ter como objetivo a nutrição e crescimento adequados, reposição das vitaminas A, D, E e K. Opções de medicações para o tratamento do prurido: ácido ursodeoxicólico, colestiramina, rifampicina, fenobarbital, antagonistas opióides (naltrexona, naloxona), antagonistas da serotonina (ondasentrona, sertralina). Novas opções terapêuticas: 4-fenilbutirato e inibidor da ASBT. Opções de tratamento cirúrgicas: Derivação biliar externa ou interna, exclusão ileal (by-pass). Na falha do tratamento clínico e cirúrgico, está indicado o transplante hepático. E) O padrão ouro para o diagnóstico é o teste genético avaliando mutações no gene ATP8B1. Questão 9 Intussuscepção intestinal Causas predisponentes: maioria idiopática, divertículo de Meckel, pólipo intestinal, cisto de duplicação intestinal, linfoma, vasculite, pâncreas ectópico, vacinação para rotavirus, fibrose cística, acometimento apendicular. Tratamento não cirúrgico: redução por pressão positiva da alça invaginada com ar, soro fisiológico ou enema de bário com monitoramento de imagem. Tratamento cirúrgico: correção da invaginação Tratamento cirúrgico: retirada de causa predisponente quando identificada. Questão 10 Retocolite ulcerativa A justificativa para a hipótese diagnóstica é a Ileocolonoscopia: perda do padrão vascular com lesões friáveis, superficiais e difusas, que se estendem continuamente do reto ao colón descendente; demais segmentos colônicos e íleo terminal: normais. Pseudopólipos Página 6 de 7

7 Áreas regeneradas de tecido de granulação e mucosa residual podem formar ilhas de tecido chamadas de pseudopólipos, que são mais frequentemente vistos na colite ulcerativa. C-1) Distorção da cripta C-2) Abscesso das cripta Página 7 de 7

ENFERMAGEM DOENÇAS GASTROINTESTINAIS. Parte 2. Profª. Tatiane da Silva Campos

ENFERMAGEM DOENÇAS GASTROINTESTINAIS. Parte 2. Profª. Tatiane da Silva Campos ENFERMAGEM DOENÇAS GASTROINTESTINAIS Parte 2 Profª. Tatiane da Silva Campos Doenças comuns no intestino: - Úlcera Duodenal: semelhante à gástrica; Sintomas: Dor epigástrica que alivia com os alimentos

Leia mais

Diferenciais: síndrome de má absorção, síndrome da pseudoobstrução intestinal, sobrecrescimento bacteriano no intestino delgado

Diferenciais: síndrome de má absorção, síndrome da pseudoobstrução intestinal, sobrecrescimento bacteriano no intestino delgado Questão 01 a. Cite a hipótese diagnóstica principal e os diagnósticos diferenciais. Diagnóstico principal: aerofagia, constipação intestinal. Diferenciais: síndrome de má absorção, síndrome da pseudoobstrução

Leia mais

Ultrassonografia abdominal. Análise de Imagens

Ultrassonografia abdominal. Análise de Imagens Ultrassonografia abdominal Análise de Imagens Imagem 1: Ultrassonografia abdominal evidenciando vesícula biliar (delimitada em vermelho) com dimensões bastante reduzidas, mesmo após jejum, medindo nos

Leia mais

DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO EM PEDIATRIA

DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO EM PEDIATRIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ CENTRO DE CIENCIAS MÉDICAS E FARMACÊUTICAS LIGA ACADÊMICA DE PEDIATRIA DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO EM PEDIATRIA ACADÊMICA: CAMILA DE OLIVEIRA SILVA 1º ANO-

Leia mais

Profª. Thais de A. Almeida

Profª. Thais de A. Almeida Profª. Thais de A. Almeida Acometimento inflamatório crônico do TGI Mulheres > homens Pacientes jovens (20-30 anos) Doença de Crohn Retocolite Ulcerativa Causa idiopática: Fatores genéticos; Resposta imunológica

Leia mais

ENFERMAGEM DOENÇAS GASTROINTESTINAIS. Parte 1. Profª. Tatiane da Silva Campos

ENFERMAGEM DOENÇAS GASTROINTESTINAIS. Parte 1. Profª. Tatiane da Silva Campos ENFERMAGEM DOENÇAS GASTROINTESTINAIS Parte 1 Profª. Tatiane da Silva Campos Trato Gastrointestinal Esôfago Estômago Intestino Intestino Grosso Delgado Reto Fonte: www.google.com.br/imagens acessado em

Leia mais

SUS A causa mais comum de estenose benigna do colédoco e:

SUS A causa mais comum de estenose benigna do colédoco e: USP - 2001 89 - Paciente de 48 anos, assintomática, procurou seu ginecologista para realizar exame anual preventivo. Realizou ultra-som de abdome que revelou vesícula biliar de dimensão e morfologia normais

Leia mais

Doença de Crohn. Grupo: Bruno Melo Eduarda Melo Jéssica Roberta Juliana Jordão Luan França Luiz Bonner Pedro Henrique

Doença de Crohn. Grupo: Bruno Melo Eduarda Melo Jéssica Roberta Juliana Jordão Luan França Luiz Bonner Pedro Henrique Doença de Crohn Grupo: Bruno Melo Eduarda Melo Jéssica Roberta Juliana Jordão Luan França Luiz Bonner Pedro Henrique A doença de Crohn (DC) é considerada doença inflamatória intestinal (DII) sem etiopatogenia

Leia mais

Endo Digestiva Processo Seletivo Unificado de Residência Médica 2017 PADRÃO DE RESPOSTAS ENDOSCOPIA DIGESTIVA. Situação-Problema 1

Endo Digestiva Processo Seletivo Unificado de Residência Médica 2017 PADRÃO DE RESPOSTAS ENDOSCOPIA DIGESTIVA. Situação-Problema 1 Processo Seletivo Unificado de Residência Médica 2017 PADRÃO DE RESPOSTAS ENDOSCOPIA DIGESTIVA Situação-Problema 1 A) Esofagite eosinofílica B) Microabscessos eosinofílicos Agregados de eosinófilos. Concentração

Leia mais

Plano de Ensino-Aprendizagem Roteiro de Atividades Curso: Medicina

Plano de Ensino-Aprendizagem Roteiro de Atividades Curso: Medicina Plano de Ensino-Aprendizagem Roteiro de Atividades Curso: Medicina CÓDIGO RCG0432 Sistema Digestivo NOME DA DISCIPLINA Período(s) de oferecimento PRESENCIAL ESTUDO DIRIGIDO TOTAL 6º semestre 195 horas

Leia mais

Colestase Neonatal. Internos: Elen Souza Fábio Almeida Gelma Pinto Jovita Araújo Maurício Teixeira. Orientadora: Profa. Suzy S.

Colestase Neonatal. Internos: Elen Souza Fábio Almeida Gelma Pinto Jovita Araújo Maurício Teixeira. Orientadora: Profa. Suzy S. Internos: Elen Souza Fábio Almeida Gelma Pinto Jovita Araújo Maurício Teixeira Orientadora: Profa. Suzy S. Cavalcante Interferência na formação da bile ou no seu fluxo, que pode ocorrer a qualquer nível

Leia mais

Síndrome do Intestino Curto

Síndrome do Intestino Curto Síndrome do Intestino Curto Perda anatômica maciça ou funcional do intestino delgado: ressecção cirúrgica; motilidade intestinal; causas congênitas (volvo, gastrosquize, deformidade de artéria mesentérica,

Leia mais

Seminário Grandes Síndromes

Seminário Grandes Síndromes Seminário Grandes Síndromes TEMA: DISPEPSIA Residente: Paloma Porto Preceptor: Dr. Fortunato Cardoso DEFINIÇÃO De acordo com os critérios de Roma III, dispepsia é definida por 1 ou mais dos seguintes sintomas:

Leia mais

ESTÔMAGO ANATOMIA FISIOLOGIA ULCERA PÉPTICA

ESTÔMAGO ANATOMIA FISIOLOGIA ULCERA PÉPTICA ESTÔMAGO ANATOMIA FISIOLOGIA ULCERA PÉPTICA ANATOMIA IRRIGAÇÃO Artérias gástricas esquerda (ramo do tronco celíaco) e direita (ramo da a. hepática própria), ao longo da curvatura menor. Artérias gastroepiplóica

Leia mais

CONSULTA EM GASTROENTEROLOGIA CÓDIGO SIA/SUS:

CONSULTA EM GASTROENTEROLOGIA CÓDIGO SIA/SUS: CONSULTA EM GASTROENTEROLOGIA CÓDIGO SIA/SUS: 03.01.01.007-2 INDICAÇÕES: 1. DISPEPSIA OU DOENÇA DO REFLUXO 2. DIARRÉIA CRÔNICA 3. PANCREATITE CRÔNICA 4. NÓDULOS SÓLIDOS OU CÍSTICOS NO PÂNCREAS 5. FALHA

Leia mais

Complicações na Doença Inflamatória Intestinal

Complicações na Doença Inflamatória Intestinal 1 Complicações na Doença Inflamatória Intestinal Esta é uma iniciativa do GEDIIB de favorecer o acesso dos Médicos especialistas em DII a uma forma lúdica de informar seus pacientes sobre aspectos decisivos

Leia mais

Planilha do Internato em Cirurgia - 1º / 2014

Planilha do Internato em Cirurgia - 1º / 2014 Planilha do Internato em Cirurgia - 1º / 2014 DATA hora AULA PROGRAMADA Módulo PROFESSOR 21/03/2014 14:00-14:55 Abdome Agudo - inflamatório e obstrutivo Clínica Cirúrgica João Marcos 14:55-15:50 Abdome

Leia mais

Sistema Urinário. Patrícia Dupim

Sistema Urinário. Patrícia Dupim Sistema Urinário Patrícia Dupim Insuficiência Renal Ocorre quando os rins não conseguem remover os resíduos metabólicos do corpo. As substância normalmente eliminadas na urina acumulam-se nos líquidos

Leia mais

PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA 2015 EDITAL N. 001/2014 CRITÉRIOS DA AVALIAÇÃO DE HABILIDADES E COMPETÊNCIAS

PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA 2015 EDITAL N. 001/2014 CRITÉRIOS DA AVALIAÇÃO DE HABILIDADES E COMPETÊNCIAS PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA 25 EDITAL N. 0/24 CRITÉRIOS DA AVALIAÇÃO DE HABILIDADES E COMPETÊNCIAS O Centro de Seleção da Universidade Federal de Goiás coloca à disposição

Leia mais

PIROXICAM. Anti-Inflamatório, Analgésico e Antipirético. Descrição

PIROXICAM. Anti-Inflamatório, Analgésico e Antipirético. Descrição PIROXICAM Anti-Inflamatório, Analgésico e Antipirético Descrição Piroxicam é um anti-inflamatório não esteroide (AINE), indicado para uma variedade de condições que requeiram atividade anti-inflamatória

Leia mais

Farmacologia. Liga de Gastroenterologia / UFC

Farmacologia. Liga de Gastroenterologia / UFC Farmacologia Liga de Gastroenterologia / UFC Caso Clínico AF, 64 anos, casado, pardo, comerciante, natural de Aracati e Procedente de Fortaleza. Procurou cuidados médicos para realizar EDA e avaliar doença

Leia mais

Gastrinoma. Departamento de Anatomia da UFPR Professor Adjunto de Anatomia Dr. Eduardo José B. Ramos.

Gastrinoma. Departamento de Anatomia da UFPR Professor Adjunto de Anatomia Dr. Eduardo José B. Ramos. Gastrinoma Departamento de Anatomia da UFPR Professor Adjunto de Anatomia Dr. Eduardo José B. Ramos [email protected] Gastrinoma Epidemiologia Zollinger e Ellison em 1955 Homens vs. Mulheres 1.5 a 2:1

Leia mais

- Descrito na década de 70, mas com aumento constante na incidência desde os anos 90

- Descrito na década de 70, mas com aumento constante na incidência desde os anos 90 INTRODUÇÃO - Descrito na década de 70, mas com aumento constante na incidência desde os anos 90 - Caracterizada pela infiltração de eosinófilos na mucosa esofágica - Pode ser isolada ou como manifestação

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI CAMPUS CENTRO OESTE Planilha de aulas - Internato em Cirurgia 1º semestre de 2015

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI CAMPUS CENTRO OESTE Planilha de aulas - Internato em Cirurgia 1º semestre de 2015 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI CAMPUS CENTRO OESTE Planilha de aulas - Internato em Cirurgia 1º semestre de 2015 DATA HORA AULA PROGRAMADA MÓDULO PROFESSOR 6/2/2015 13:15-14:10 Tratamento do

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI CAMPUS CENTRO OESTE Planilha de aulas - Internato em Cirurgia 1º semestre de 2015

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI CAMPUS CENTRO OESTE Planilha de aulas - Internato em Cirurgia 1º semestre de 2015 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI CAMPUS CENTRO OESTE Planilha de aulas - Internato em Cirurgia 1º semestre de 2015 DATA SALA HORA AULA PROGRAMADA MÓDULO PROFESSOR 6/2/2015 102. D 13:15-14:10 Tratamento

Leia mais

Causas mais comuns em 85% dos casos: úlcera péptica varizes esofágicas diverticulose cólica angiodisplasia. Cirurgia necessária em 5-10% dos casos.

Causas mais comuns em 85% dos casos: úlcera péptica varizes esofágicas diverticulose cólica angiodisplasia. Cirurgia necessária em 5-10% dos casos. 22. Hemorragia digestiva aguda Causas mais comuns em 85% dos casos: úlcera péptica varizes esofágicas diverticulose cólica angiodisplasia Cirurgia necessária em 5-10% dos casos. Hemorragia digestiva alta

Leia mais

Tabela 1 - Manifestações clínicas da DC em pacientes pediátricos (adaptada de

Tabela 1 - Manifestações clínicas da DC em pacientes pediátricos (adaptada de 7- ANEXOS Manifestações secundárias à DC não tratada DC com sintomas clássicos Distensão abdominal Anorexia Diarreia crónica ou recorrente Falha de crescimento ou perda de peso Irritabilidade Perda de

Leia mais

QUESTÕES COMENTADAS HEMORRAGIAS DIGESTIVAS

QUESTÕES COMENTADAS HEMORRAGIAS DIGESTIVAS QUESTÕES COMENTADAS DE HEMORRAGIAS DIGESTIVAS Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais - HPM - 2012 Endoscopia A Hemorragia Digestiva Alta (HDA) pode ser dividida didaticamente em HDA de causa varicosa

Leia mais

CASO CLÍNICO. Clara Mota Randal Pompeu Faculdade de Medicina - UFC Programa de Educação Tutorial Agosto/2012

CASO CLÍNICO. Clara Mota Randal Pompeu Faculdade de Medicina - UFC Programa de Educação Tutorial Agosto/2012 CASO CLÍNICO Clara Mota Randal Pompeu Faculdade de Medicina - UFC Programa de Educação Tutorial Agosto/2012 Masc., 15 anos. QP: dor abdominal e diarréia HDA: Paciente era hígido até 8 meses antes, quando

Leia mais

MODELOS DE LAUDOS NORMAIS ESÔFAGO, ESTÔMAGO E DUODENO NORMAIS

MODELOS DE LAUDOS NORMAIS ESÔFAGO, ESTÔMAGO E DUODENO NORMAIS MODELOS DE LAUDOS NORMAIS ABDOME - AP Estruturas ósseas visualizadas íntegras. Distribuição normal de gases e fezes pelas alças intestinais. Ausência de imagens radiológicas sugestivas de cálculos urinários

Leia mais

APLV - O que é a Alergia à Proteína do Leite de Vaca: características, sinais e sintomas. Dra. Juliana Praça Valente Gastropediatra

APLV - O que é a Alergia à Proteína do Leite de Vaca: características, sinais e sintomas. Dra. Juliana Praça Valente Gastropediatra APLV - O que é a Alergia à Proteína do Leite de Vaca: características, sinais e sintomas Dra. Juliana Praça Valente Gastropediatra Reações Adversas a Alimentos Imunomediadas: Alergia alimentar IgE mediada

Leia mais

OSTEOPOROSE: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO Bruno Ferraz de Souza Abril de 2018

OSTEOPOROSE: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO Bruno Ferraz de Souza Abril de 2018 OSTEOPOROSE: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO Bruno Ferraz de Souza Abril de 2018 1. BREVE INTRODUÇÃO A osteoporose (OP) é uma doença osteometabólica sistêmica caracterizada por alterações da quantidade e/ou qualidade

Leia mais

AVALIAÇÃO BIOQUÍMICA NO IDOSO

AVALIAÇÃO BIOQUÍMICA NO IDOSO C E N T R O U N I V E R S I T Á R I O C AT Ó L I C O S A L E S I A N O A U X I L I U M C U R S O D E N U T R I Ç Ã O - T U R M A 6 º T E R M O D I S C I P L I N A : N U T R I Ç Ã O E M G E R I AT R I A

Leia mais

COLECISTITE AGUDA TCBC-SP

COLECISTITE AGUDA TCBC-SP Colégio Brasileiro de Cirurgiões Capítulo de São Paulo COLECISTITE AGUDA Tercio De Campos TCBC-SP São Paulo, 28 de julho de 2007 Importância 10-20% população c/ litíase vesicular 15% sintomáticos 500.000-700.000

Leia mais

DATA HORA AULA PROGRAMADA MÓDULO PROFESSOR SALA 26/07/ :00 Apresentação do internato Denny

DATA HORA AULA PROGRAMADA MÓDULO PROFESSOR SALA 26/07/ :00 Apresentação do internato Denny DATA HORA AULA PROGRAMADA MÓDULO PROFESSOR SALA 26/07/2018 17:00 Apresentação do internato Denny 30/07/2018 Apresentação do internato - para todos alunos HSJD Apresentação do internato - para todos alunos

Leia mais

Lesão Renal Aguda. Revista Qualidade HC. Autores e Afiliação: Área: Objetivos: Definição / Quadro Clínico:

Lesão Renal Aguda. Revista Qualidade HC. Autores e Afiliação: Área: Objetivos: Definição / Quadro Clínico: Lesão Renal Aguda Autores e Afiliação: Caio Pereira Miarelli. Ex-Médico Residente Cínica Médica do HCFMRP USP; Dr. Gustavo Frezza. Médico Assistente da Divisão de Nefrologia; Dra. Valéria Takeuchi Okino.

Leia mais

Como acabar com Dor no estômago. O que pode ser?

Como acabar com Dor no estômago. O que pode ser? Como acabar com Dor no estômago. O que pode ser? Se tratando de dor no estômago, é preciso ter seriedade, encontrar a causa é mais complicado do que se pensa. É preciso fazer uma avaliação com um especialista,

Leia mais

Farmacoterapia aplicada em grupos alvo. Profa. Fernanda Datti

Farmacoterapia aplicada em grupos alvo. Profa. Fernanda Datti armacoterapia aplicada em grupos alvo Profa. ernanda Datti atores associados com variação na resposta farmacológica Idade Gravidez Doença Idade Recém-nascidos: menos de 1 mês Bebês: 1 mês a 1 ano. Crianças:

Leia mais

PÂNCREAS ENDÓCRINO. Felipe Santos Passos 2011

PÂNCREAS ENDÓCRINO. Felipe Santos Passos 2011 PÂNCREAS ENDÓCRINO Felipe Santos Passos 2011 LOCALIZAÇÃO Região epigástrica e hipocondríaca esquerda Nível de L1 L3 Transversalmente na parede posterior do abdome LOCALIZAÇÃO Retroperitoneal Relações Anatômicas:

Leia mais

ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO. Dario A. Tiferes

ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO. Dario A. Tiferes ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO Dario A. Tiferes [email protected] ABDOME AGUDO Apendicite Colecistite Diverticulite Colites pancreatite Ileítes (DII) Apendagite Doença péptica Isquemia intestinal

Leia mais

DATA HORA AULA PROGRAMADA MÓDULO PROFESSOR 26/01/18 17:00 Apresentação do internato Fernanda + Joao Marcos + Denny

DATA HORA AULA PROGRAMADA MÓDULO PROFESSOR 26/01/18 17:00 Apresentação do internato Fernanda + Joao Marcos + Denny DATA HORA AULA PROGRAMADA MÓDULO PROFESSOR 26/01/18 17:00 Apresentação do internato + Joao Marcos + Denny 23/02/18 13:15 Abdome Agudo - inflamatório e obstrutivo Clínica Cirúrgica Fábio 14:10 Abdome Agudo

Leia mais

Assistência de Enfermagem ao paciente com função gastrintestinal alterada

Assistência de Enfermagem ao paciente com função gastrintestinal alterada Assistência de Enfermagem ao paciente com função gastrintestinal alterada Marina de Góes Salvetti Prof. Dra. Depto de Enfermagem Médico Cirúrgica Panorama geral Anatomia e fisiologia breve revisão Principais

Leia mais

TRANSPLANTE DE FÍGADO

TRANSPLANTE DE FÍGADO TRANSPLANTE DE FÍGADO PROTOCOLO DE ATENDIMENTO AMBULATORIAL HC FMRP USP Ribeirão Preto junho de 2008 2 CONTRA-INDICAÇÕES P/ TX HEPÁTICO DO GITF-HCFMRP ABSOLUTAS 1) Idade > 65 anos 2) Abstinência alcoólica

Leia mais

Afecções Sistema Digestório. Aula 03 EO Karin Bienemann

Afecções Sistema Digestório. Aula 03 EO Karin Bienemann Afecções Sistema Digestório Aula 03 EO Karin Bienemann Úlcera Péptica Lesão ulcerada que pode ocorrer: esôfago, estômago e duodeno devido o suco gástrico. Sem ácido, não há úlcera" Uma vez ulceroso, sempre

Leia mais

SUCRALFATO. Indicações. Lesões da mucosa do trato gastrointestinal. Doenças ácido-pépticas;

SUCRALFATO. Indicações. Lesões da mucosa do trato gastrointestinal. Doenças ácido-pépticas; SUCRALFATO Descrição Sucralfato é destinado ao tratamento da úlcera duodenal, úlcera gástrica e gastrite crônica. Sucralfato tem efeito citoprotetor devido à sua característica polianiônica. O sucralfato

Leia mais

Anatomia do Sistema Disgestório

Anatomia do Sistema Disgestório Universidade Federal do Espirito Santo Programa de Pós Graduação em Ciências Fisiológicas Laboratório de Oncologia Clínica e Experimental Anatomia do Sistema Disgestório Vitória 2018 Funções Processamento

Leia mais

Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Serviços de Cirurgia do Aparelho Digestivo e Transplante Hepático Departamento de Cirurgia UFPR - HC

Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Serviços de Cirurgia do Aparelho Digestivo e Transplante Hepático Departamento de Cirurgia UFPR - HC E CONTRA Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Serviços de Cirurgia do Aparelho Digestivo e Transplante Hepático Departamento de Cirurgia UFPR - HC E CONTRA Anos 60/70 Método experimental realizado em muito

Leia mais

Dr. Fabio Del Claro. Hemorragias Digestivas Alta Parte I INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO. Dr. Fabio Del Claro. Hemorragias digestivas altas (HDA)

Dr. Fabio Del Claro. Hemorragias Digestivas Alta Parte I INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO. Dr. Fabio Del Claro. Hemorragias digestivas altas (HDA) Dr. Fabio Del Claro Formado pela Faculdade de Medicina do ABC SP Residência em Cirurgia Geral pela Faculdade de Medicina do ABC SP Residência em Cirurgia Plástica pela Faculdade de Medicina do ABC Título

Leia mais

INTESTINO GROSSO 29/03/2017 INTESTINO GROSSO INTESTINO GROSSO. Ceco, cólon, reto e canal anal Ceco canino saca-rolha ; C

INTESTINO GROSSO 29/03/2017 INTESTINO GROSSO INTESTINO GROSSO. Ceco, cólon, reto e canal anal Ceco canino saca-rolha ; C PROFA. DRA. JULIANA PELOI VIDES Ceco, cólon, reto e canal anal Ceco canino saca-rolha ; C normalmente contém gás intraluminal Ceco felino difícil visualização, curto Cólon: Ascendente Transversa Descendente

Leia mais

03/05/2012. Abdome Agudo. Abdome Agudo obstrutivo. Dor de início súbito (de horas até 7 dias), não traumática.

03/05/2012. Abdome Agudo. Abdome Agudo obstrutivo. Dor de início súbito (de horas até 7 dias), não traumática. Abdome Agudo Dor de início súbito (de horas até 7 dias), não traumática. Demanda intervenção médica imadiata, cirúrgica ou não 2 Abdome Agudo obstrutivo Gastro-intestinal Vólvulo Hérnias Aderências Genito-urinário

Leia mais

HIPERÊMESE GRAVÍDICA. Msc. Roberpaulo Anacleto

HIPERÊMESE GRAVÍDICA. Msc. Roberpaulo Anacleto HIPERÊMESE GRAVÍDICA Msc. Roberpaulo Anacleto Introdução A ocorrência ocasional de náuseas e vômitos até 14 semanas de gestação, mais comum no período da manhã, é rotulada como êmese gravídica e pode ser

Leia mais

PATOLOGIAS CIRÚRGICAS NO RECÉM-NASCIDO

PATOLOGIAS CIRÚRGICAS NO RECÉM-NASCIDO PATOLOGIAS CIRÚRGICAS NO RECÉM-NASCIDO ATRESIA DE ESÔFAGO: Malformação em que a parte proximal do esôfago termina em fundo cego. Classificação Segundo tipo de atresia: Tipo I (A): atresia sem fistula (8%);

Leia mais

Alterações no Trato Urinário

Alterações no Trato Urinário Alterações no Trato Urinário PPCSA Profª Daniele C D Zimon Profª Adriana Cecel Guedes Aparelho Urinário Rim Infecções do Trato Urinário As infecções do trato urinário (ITUs) são causadas por micoorganismos

Leia mais

INTRODUÇÃO LESÃO RENAL AGUDA

INTRODUÇÃO LESÃO RENAL AGUDA INTRODUÇÃO Pacientes em tratamento imunossupressor com inibidores de calcineurina estão sob risco elevado de desenvolvimento de lesão, tanto aguda quanto crônica. A manifestação da injuria renal pode se

Leia mais

DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO

DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO Serviço e Disciplina de Clínica Cirúrgica Sessão Clínica- 31/08/2018 Auditório 1 -Hospital Escola Álvaro Alvim Relatora: Fernanda Cordeiro da Silva R2 DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO CONCEITO Afecção

Leia mais

ENFERMAGEM ANATOMIA. SISTEMA DIGESTÓRIO Parte 3. Profª. Tatiane da Silva Campos

ENFERMAGEM ANATOMIA. SISTEMA DIGESTÓRIO Parte 3. Profª. Tatiane da Silva Campos ENFERMAGEM ANATOMIA Parte 3 Profª. Tatiane da Silva Campos Intestino delgado é um tubo muscular de cerca de 5 a 6 metros de comprimento, revestido de mucosa e mantido em sua posição na cavidade abdominal

Leia mais

K00-K93 CAPÍTULO XI : Doenças do aparelho digestivo K00.0 Anodontia K00.1 Dentes supranumerários K00.2 Anomalias do tamanho e da forma dos dentes K00.3 Dentes manchados K00.4 Distúrbios na formação dos

Leia mais

CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM SAUDE MENTAL NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DOENÇA CELÍACA. Dr. Larissa Sterza Endocrinologista

CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM SAUDE MENTAL NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DOENÇA CELÍACA. Dr. Larissa Sterza Endocrinologista CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM SAUDE MENTAL NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DOENÇA CELÍACA Dr. Larissa Sterza Endocrinologista DEFINIÇÃO Doença auto-imune do intestino delgado Caracterizada por atrofia das

Leia mais

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR. Gripetral 500mg + 100mg + 50mg comprimidos ÁCIDO ACETILSALICÍLICO + ÁCIDO ASCÓRBICO + CAFEÍNA

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR. Gripetral 500mg + 100mg + 50mg comprimidos ÁCIDO ACETILSALICÍLICO + ÁCIDO ASCÓRBICO + CAFEÍNA FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR Gripetral 500mg + 100mg + 50mg comprimidos ÁCIDO ACETILSALICÍLICO + ÁCIDO ASCÓRBICO + CAFEÍNA Este folheto contém informações importantes para si. Leia-o

Leia mais

TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS DR WANGLES SOLER

TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS DR WANGLES SOLER TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS DR WANGLES SOLER Alexis Carrel Doador Cadáver Controle da Inflamação Xenotransplantes Desenvolvimentos dos Transplantes Curva de aprendizado Indicação para o transplante Imunossupressão

Leia mais

Nutrição Parenteral em Pediatria

Nutrição Parenteral em Pediatria NUTRIÇÃO PARENTERAL OBJETIVO Quantidade e Qualidade - Volume correto - Oferta Calórica adequada - Equilíbrio: CH / Proteina/Gordura - Na, K, Ca, Mg, Cl, P - Vitaminas e Oligoelementos Grandes Desafios

Leia mais

Biologia. Identidade dos Seres Vivos. Sistema Digestório Humano Parte 1. Prof.ª Daniele Duó

Biologia. Identidade dos Seres Vivos. Sistema Digestório Humano Parte 1. Prof.ª Daniele Duó Biologia Identidade dos Seres Vivos Sistema Digestório Humano Parte 1 Prof.ª Daniele Duó Função O organismo recebe os nutrientes através dos alimentos. Estes alimentos têm de ser transformados em substâncias

Leia mais

FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETA FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETIVA

FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETA FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETIVA FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETA FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETIVA Graduação 1 FUNDAMENTOS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA E COLETIVA UNIDADE 5 ALIMENTAÇÃO PARENTERAL Nesta unidade estudaremos a importância

Leia mais

parte 1 estratégia básica e introdução à patologia... 27

parte 1 estratégia básica e introdução à patologia... 27 Sumário parte 1 estratégia básica e introdução à patologia... 27 1 Terapêutica: estratégia geral... 29 terminologia de doenças... 29 História do caso... 34 Disposição do fármaco... 39 Seleção do fármaco...

Leia mais

Sumário detalhado. Fundamentos S. Silbernagl e F. Lang 2. Temperatura, Energia S. Silbernagl 24. Sangue S. Silbernagl 32

Sumário detalhado. Fundamentos S. Silbernagl e F. Lang 2. Temperatura, Energia S. Silbernagl 24. Sangue S. Silbernagl 32 Sumário detalhado 1 Fundamentos S. Silbernagl e F. Lang 2 Crescimento e adaptação celulares 2 Anormalidades da transmissão de sinal intracelular 6 Transdução de sinal 10 Morte celular necrótica 12 Morte

Leia mais

POPULAÇÃO HUMANA ENGORDANDO

POPULAÇÃO HUMANA ENGORDANDO Cirurgia bariátrica POPULAÇÃO HUMANA ENGORDANDO A POPULAÇÃO HUMANA ESTÁ ENGORDANDO > 700 milhões de obesos no mundo > 2,5 bilhões em sobrepeso EUA : 1/3 população obesa Brasil : Crescimento de 60% da obesidade

Leia mais

Condroflex. 500mg + 400mg. Cápsula

Condroflex. 500mg + 400mg. Cápsula Condroflex 500mg + 400mg Cápsula CONDROFLEX sulfato de glicosamina + sulfato sódico de condroitina APRESENTAÇÕES Condroflex 500mg + 400mg. Embalagem com 20, 40, 60 ou 90 cápsulas. USO ORAL. USO ADULTO.

Leia mais

Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco Real Clínica Médica DIARREIA CRÔNICA. MR1Bruna Lima MR2 Mirla de Sá Dr.

Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco Real Clínica Médica DIARREIA CRÔNICA. MR1Bruna Lima MR2 Mirla de Sá Dr. Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco Real Clínica Médica DIARREIA CRÔNICA MR1Bruna Lima MR2 Mirla de Sá Dr. Fortunato Cardoso Recife, 13 de maio de 2015 CONCEITO DIARREIA: Frequência:

Leia mais

AMEBÍASE E GIARDÍASE

AMEBÍASE E GIARDÍASE DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA As doenças de veiculação hídrica são causadas, principalmente, por micro-organismos de origem entérica (animal e/ou humana), transmitidos basicamente pela rota fecal-oral,

Leia mais

Doenças das vias biliares. César Portugal Prado Martins UFC

Doenças das vias biliares. César Portugal Prado Martins UFC Doenças das vias biliares César Portugal Prado Martins UFC Anatomia do Sistema Biliar Função da vesícula biliar Concentração da bile absorção de sal e água produção de muco Armazenamento da bile Excreção

Leia mais

Cuidados no Tratamento Cirúrgico da Colecistite Aguda

Cuidados no Tratamento Cirúrgico da Colecistite Aguda Cuidados no Tratamento Cirúrgico da Colecistite Aguda Serviço de Cirurgia Hepatobiliopancreática e Transplantes Hospital Nossa Senhora das Graças Dr. Eduardo José B. Ramos [email protected] Colelitíase

Leia mais

NOME GÊNERO IDADE ENDEREÇO TELEFONE

NOME GÊNERO IDADE ENDEREÇO TELEFONE HISTÓRIA CLÍNICA PARA INVESTIGAÇÃO DE URTICÁRIA DATA / / NOME GÊNERO IDADE ESTADO CIVIL RAÇA ENDEREÇO TELEFONE PROFISSÃO 1. ANTECEDENTES A) história familiar: Urticária angioedema Doenças da tireóide Asma,

Leia mais

Protocolo Clínico e de Regulação para Dispepsia

Protocolo Clínico e de Regulação para Dispepsia 68 Funcional Protocolo Clínico e de Regulação para Dispepsia Fernanda Fernandes Souza Andreza Corrêa Teixeira Ricardo Brandt de Oliveira Jose Sebastião dos Santos INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA A prevalência

Leia mais

UNIP Profº Esp. Thomaz Marquez

UNIP Profº Esp. Thomaz Marquez UNIP - 2015 Profº Esp. Thomaz Marquez MASTIGAÇÃO INGESTÃO DEGLUTIÇÃO Digestão é o processo de transformar os alimentos em formas possíveis de serem absorvidas pelo organismo. O sistema digestório, que

Leia mais

18:30 SESSÃO ANATOMOCLÍNICA E RADIOLÓGICA - Abdome agudo Denny + Fernanda

18:30 SESSÃO ANATOMOCLÍNICA E RADIOLÓGICA - Abdome agudo Denny + Fernanda DATA HORA AULA PROGRAMADA MÓDULO PROFESSOR 31/07/17 17:00 Apresentação do internato Fernanda + Joao Marcos 04/08/17 13:15 Tratamento do trauma agudo - avaliação 1a e 2ária Fernanda 14:10 Trauma Abdominal

Leia mais

18:30 SIMULAÇÃO ANFITEATRO Fernanda + Denny + João + Lobao

18:30 SIMULAÇÃO ANFITEATRO Fernanda + Denny + João + Lobao DATA HORA AULA PROGRAMADA MÓDULO PROFESSOR 26/01/18 17:00 Apresentação do internato Fernanda + Joao Marcos + 23/02/18 13:15 Abdome Agudo - inflamatório e obstrutivo Fábio Sala: 201 A 14:10 Abdome Agudo

Leia mais

Hidroclorotiazida. Diurético - tiazídico.

Hidroclorotiazida. Diurético - tiazídico. Hidroclorotiazida Diurético - tiazídico Índice 1. Definição 2. Indicação 3. Posologia 4. Contraindicação 5. Interação medicamentosa 1. Definição A Hidroclorotiazida age diretamente sobre os rins atuando

Leia mais

INTESTINO DELGADO E INTESTINO GROSSO

INTESTINO DELGADO E INTESTINO GROSSO E Profa. Dra. Juliana Peloi Vides Projeções: lateral esquerda, lateral direita e ventrodorsal Preparo do paciente: se possível jejum 24 horas e enema 2 horas antes do exame quadro agudo sem preparo!! observação:

Leia mais

Avaliação nutricional do paciente

Avaliação nutricional do paciente Avaliação nutricional do paciente Muito gordo ou muito magro? O que fazer com esta informação? Avaliação nutricional do paciente 1) Anamnese (inquérito alimentar) 2) Exame físico 3) Exames laboratoriais

Leia mais

Intestino Delgado: Funções e porções: Mucosa aumento de superfície: Pregas: Vilosidades: Microvilosidades: Glândulas ou Criptas de Liberkuhn: Células absortivas: Célula caliciforme: Célula de Paneth: Células

Leia mais

Alterações na Farmacocinética e Farmacodinâmica do Idoso

Alterações na Farmacocinética e Farmacodinâmica do Idoso Alterações na e Farmacodinâmica do Idoso Dr. Mauricio de Miranda Ventura Diretor Técnico do Serviço de Geriatria do Hospital do Servidor Público Estadual Francisco Morato de Oliveira Definição de São

Leia mais

Profa Dra Cláudia Ferreira da Rosa Sobreira Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto

Profa Dra Cláudia Ferreira da Rosa Sobreira Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto DOENÇAS MUSCULARES Profa Dra Cláudia Ferreira da Rosa Sobreira Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Universidade de São Paulo DOENÇAS MUSCULARES

Leia mais

Eritematoso Sistêmico. Manifestações Gastrointestinais

Eritematoso Sistêmico. Manifestações Gastrointestinais Lúpus Eritematoso Sistêmico Manifestações Gastrointestinais Leonardo de Lucca Schiavon Fórum de Debates em Reumatologia 08 de agosto de 2007 Caso 1 Diarréia Alteração Enzimas Hepáticas Ascite LES Prevalência

Leia mais

DESAFIO DE IMAGEM Aluna: Bianca Cordeiro Nojosa de Freitas Liga de Gastroenterologia e Emergência

DESAFIO DE IMAGEM Aluna: Bianca Cordeiro Nojosa de Freitas Liga de Gastroenterologia e Emergência DESAFIO DE IMAGEM Aluna: Bianca Cordeiro Nojosa de Freitas Liga de Gastroenterologia e Emergência Caso Clínico Paciente sexo feminino, 68 anos, comparece à unidade de emergência queixando-se de dor e distensão

Leia mais

Seminário Grandes Síndromes ICTERÍCIA

Seminário Grandes Síndromes ICTERÍCIA Residência Clínica Médica Seminário Grandes Síndromes ICTERÍCIA R1 - Paloma Porto Amorim R2 Mirla de Sá Magalhães Pires Preceptor: Dr. Fortunato Cardoso Definição Coloração amarelada da pele, escleras

Leia mais

Bárbara Ximenes Braz

Bárbara Ximenes Braz Bárbara Ximenes Braz Identificação Sexo masculino 26 anos Universitário Americano Queixa principal Dor abdominal há 1 semana. HDA O paciente apresentou queixa de dor latejante, constante há uma semana,

Leia mais

Folheto Informativo APROVADO EM INFARMED

Folheto Informativo APROVADO EM INFARMED Folheto Informativo APROVADO EM FOLHETO INFORMATIVO Leia atentamente este folheto antes de tomar o medicamento. - Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler. - Caso tenha dúvidas, consulte

Leia mais