Boletim Epidemiológico

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Boletim Epidemiológico"

Transcrição

1 Editorial...1 Saudação Coord. CMVS... 2 Conferência livre EVDT... 3 Conf. livre Monitoramento...4 Conf. livre Comunicação...5 Tabela Notificações... 7 Homenagem a Márcia Calixto.. 8 Secretário Municipal de Saúde Erno Harzheim Coordenador da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde Anderson Araújo Lima Chefe da Equipe de Vigilância das Doenças Transmissíveis Benjamin Roitman Membros da Equipe de Vigilância das Doenças Transmissíveis Adelaide Kreutz Pustai, Ana Salete de Graaw Munhoz, Andréia Rodrigues Escobar, Benjamin Roitman, Elisângela da Silva Nunes, Fabiane Saldanha Barcellos, Isete Maria Stella, Laís Haase Lanziotti, Letícia Possebon Muller, Lisiane Morélia Weide Acosta, Maria de Fátima Pinho de Bem, Marilene Ribeiro Mello, Maristela Fiorini, Melissa Soares Pires, Olino Ferreira, Patrícia Zancan Lopes, Raquel Cristine Barcella, Raquel Borba Rosa, Roselane Cavalheiro da Silva, Sandra Regina Rosa da Silva, Simone Sá Britto Garcia, Sonia Eloisa Oliveira Freitas, Sônia Regina Coradini, Sônia Valladão Thiesen Jornalista Responsável Patrícia Costa Coelho de Souza MTb DRT/RS Sugestões e colaborações podem ser enviadas para: Av. Padre Cacique, EVDT Menino Deus - Porto Alegre - RS Acesso a esta e a edições anteriores: bit.ly/boletinsepidemiologicos Boletim Epidemiológico Equipe de Vigilância das Doenças Transmissíveis Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre Editorial Este Boletim visa informar e registrar que após 16 anos Porto Alegre realiza a 2ª Conferência da Vigilância em Saúde (CMVS). A primeira ocorreu em outubro de Já no Brasil será a primeira, bem como no Estado do Rio Grande do Sul. Em junho de 2017, o Ministério da Saúde envia as diretrizes da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, com o objetivo de construção da Política Nacional de Vigilância em Saúde, sendo o tema central da Conferência Vigilância em Saúde: Direito, Conquistas e Defesa de um SUS Público de Qualidade. Na construção da 2ª CMVS, sobcoordenação do Conselho Municipal desaúde/cms da cidade e da Secretaria Municipal de Saúde/SMS, por meio da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde/CGVS (leia na página 2 textosaudação do titular da SMS e da coordenação do CMS e da CGVS), optou-se pelo modelo de Conferência Livres que foram realizadas no período de 10 dejulho a 14 de agosto. As Conferências Livres poderiam escolher entre os oito subeixos que decorrem do eixo principalda Conferência "Política Nacional de Vigilância em Saúde e o fortalecimentodo SUS como direito à Proteção e Promoção da Saúde do povo Brasileiro. A seguir, seguem listados os subeixos da 2ª CMVS e o número de Conferências Livres que os discutiram: I - o papel da vigilância em saúde na integralidade do cuidado individual e coletivo em toda a Rede de Atenção à Saúde, 18; II - acesso e integração das práticas e processos de trabalho das vigilâncias epidemiológica, sanitária, em saúde Set/17 66 ambiental e do trabalhador e dos laboratórios de saúde pública, 6; III - acesso e integração dos saberes e epidemiológica, sanitária, em saúde ambiental, do trabalhador e dos laboratórios de saúde pública, 5; IV - responsabilidades do Estado e dos governos com a vigilância em saúde, 9;V - gestão de risco de estratégias para a identificação, planejamento, intervenção, r e g u l a ç ã o, a ç õ e s i n t e r s e t o r i a i s, comunicação e monitoramento de riscos, doenças e agravos à população, 7; VI - monitoramento de vetores e de agentes causadores de doenças e agravos, inclusive as negligenciadas, 5; VII - implementação de políticas intersetoriais para promoção da saúde e redução de doenças e agravos, inclusive as negligenciadas,15; V I I I - a p a r t i c i p a ç ã o s o c i a l n o fortalecimento da vigilância em saúde, 11. Um total de pessoas participou das Conferências Livres e 250 estavam presentes nos dias 25 e 26 de agosto na 2ª CMVS para discutir, aprovar as propostas municipais e escolher os delegados para a etapa estadual que ocorrerá em 06 a 08 de outubro. Um grande momento da etapa municipal foi a decisão da plenária de nomear a 2ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde como "Márcia Calixto", em uma justa homenagem à enfermeira que foi uma grande guerreira da saúde, especialmente na vigilância da Tuberculose, e que, infelizmente, foi vítima de violência. Todo o registro de fotos, além de palestras, apresentações, regulamento, regimento e propostas realizadas e s t ã o d i s p o n í v e i s n o : Boletim Epidemiológico 66 Setembro

2 Saudação da SMS, CMS e CGVS A Secretaria Municipal de Saúde está extremamente honrada em promover a II Conferência Municipal de Vigilância em Saúde. A Vigilância em Saúde é estratégia fundamental para assegurar a saúde da população e é transversal a todos os níveis assistenciais, atuando desde a promoção de saúde até a reabilitação. Nossa Conferência permitirá aprofundar o debate sobre o papel, estratégias e ações da Vigilância em toda sua amplitude. Os oito eixos acertadamente definidos nas etapas de organização permitirão que a discussão e as proposições geradas durante a Conferência fortaleçam e coloquem em evidência a Vigilância em Saúde como eixo fundamental para se garantir um sistema de saúde universal! Certamente, esta Conferência será fundamental para que a inegável qualidade da Coordenação de Vigilância em Saúde de Porto Alegre siga ainda melhor seu caminho em defesa da saúde dos cidadãos de Porto Alegre! Boa conferência a tod@s! Erno Harzheim Secretário Municipal de Saúde de Porto Alegre Em outubro de 2001 aconteceu em Porto Alegre a primeira Conferência de Vigilância em Saúde. Na época, o modelo e conceito de vigilância em saúde com a integralidade das Vigilâncias Epidemiológica Sanitária e Ambiental era um sonho e uma grande aposta; era um modelo pouco conhecido ainda e às vezes criticado. Hoje, quase dezesseis anos se passaram e o modelo de Vigilância em Saúde está consagrado, no qual as ações de Promoção à Saúde e de Prevenção de Doenças e Agravos fazem parte de um SUS que todos, sem exceção, são usuários. Para celebrar, aperfeiçoar e evitar retrocessos nesta Vigilância em Saúde, com integração de todo o Sistema de Saúde, convido a todos para a 2ª CMVS. Boa conferência para todos! José Carlos Sangiovanni Coordenação CGVS Ao longo dos anos, as conferências proporcionaram avanços históricos para a saúde no Brasil. Em 1986, ocorreu a 8ª Conferência Nacional de Saúde, marco da força dos movimentos sociais e da democracia, que garantiu a saúde como dever do estado na Carta Magna, em As deliberações das Conferências Nacionais, previstas pela Lei nº 8.142/1990, são resultantes dos debates ocorridos nos estados e municípios. É importante destacar o papel fundamental das Conferências Livres, que são discussões preparatórias da etapa municipal, pelo seu caráter de fortalecimento do controle social por meio da mobilização das comunidades e da sociedade civil organizada. Os debates em torno do tema "Vigilância em Saúde: Direito, Conquistas e Defesa de um SUS Público de Qualidade" possibilitarão a construção de diretrizes que garantam equidade, redução das desigualdades sociais e territoriais que deverão ser incluídas nas ações dos gestores da pasta. Com certeza, esta conferência irá reforçar o papel fundamental que a vigilância ocupa no dia a dia das pessoas, no cuidado, na prevenção e na promoção de saúde. O Conselho Municipal de Saúde deseja um grande encontro para todos! Mirtha Zenker Coordenadora do Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre 2 Boletim Epidemiológico 66 Setembro 2017

3 A Conferência Livre da Equipe de Vigilância das Doenças Transmissíveis (EVDT) Equipe de Vigilância da EVDT Residentes de Vigilância em Saúde - Andrei da Rocha e João Vinicius Ribeiro Azambuja A Conferência Livre da EVDT foi realizada no dia 18 de julho, no auditório da CGVS Márcia Calixto, com a abertura de José Carlos Sangiovani (Coordenador Adjunto da CGVS) e Representante da Comissão Organizadora da Conferência Livre da EVDT. Um relato sobre a a importância e metodologia da Conferência Livre de da 2ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde foi realizado pela servidora Sônia Regina Coradini e pelo Residente Andrei da Rocha e após foram feitas as seguintes apresentações : a) Histórico e a Perspectiva da vigilância em Saúde Servidora Lisiane Acosta; b)as redes de atenção à saúde - Servidora Fátima Ali; c) O Nascimento da Medicina Social - Servidora Letícia Muller. A discussão dos sub-eixos I - o papel da vigilância em saúde na integralidade do cuidado individual e IV - responsabilidades do Estado e dos governos com a vigilância em saúde foi realizada com uma metodologia ativa sendo os participantes divididos em 2 grupos separados de acordo com o subeixo contando com o apoio de facilitadores, o Residente João Vinicius Azambuja e a Servidora Simone Garcia, de onde foram produzidas as propostas eleitas para a 2ª CMVS. As propostas finais da Conferência Livre da EVDT foram: Eixo I Proposta 1 - Integrar o processo de vigilância em toda rede de atenção em saúde, de forma sistemática, de acordo com a competência de cada serviço. Proposta 2 - Compor uma rede de assistência que se mantenha conforme os princípios da territorialidade e do monitoramento. Proposta 3 - Fortalecer a integralidade das ações de vigilância epidemiológica com as redes de atenção à saúde mantendo o plantão epidemiológico 24 horas. Eixo V - Proposta 1 - Garantir e fortalecer a vigilância em saúde, compondo o SUS como política de Estado, sob a responsabilidade de servidores de carreira pública. Proposta 2 - Assegurar o financiamento do SUS de forma a garantir as ações (Vigilância em saúde, Atenção Básica, média e alta complexidade, assistência farmacêutica, gestão e investimento), de forma equânime e com responsabilidade tripartite. Proposta 3 - Aprimorar e criar canais de comunicação públicos que possibilitem acesso às informações produzidas pela vigilância em saúde para uso da gestão pública e dos cidadãos. Um importante registro na Conferência Livre da EVDT foi o Banner dos 20 anos de publicação dos Boletins Epidemiológicos manufaturado pela própria equipe com a história da vigilância das doenças transmissíveis de Porto Alegre que moldura a foto dos participantes abaixo. Boletim Epidemiológico 66 Setembro

4 A Conferência Livre - Desafios da Vigilância em Saúde no ConsolidaSUS de Porto Alegre Grupo do Monitoramento da CGVS A Conferência Livre coordenada pelo grupo do Monitoramento da Coordenadoria de Vigilância em Saúde foi realizada no dia 11 de agosto, no auditório da CGVS Márcia Calixto, com a participação de 45 pessoas representantes de grupos de monitoramento das Gerências de Saúde, da Assessoria de Planejamento (ASSEPLA), alunos, residentes e servidores do Estado. Na abertura cada participante do GT do Monitoramento da CGVS se apresentou referindo a gerência distrital que participa, e após houve a apresentação do Observatório da Vigilância em Saúde pela responsável do mesmo, a bióloga servidora da CGVS Maria AngélicaWeber. Segui-se a exposição dos representantes do GT de monitoramento da GD Partenon-Lomba do Pinheiro que mostraram a evolução do seu GT de monitoramento e sua planilha de indicadores que foi disponibilizada aos presentes. A discussão dos sub-eixos I - o papel da vigilância em saúde na integralidade do cuidado individual e VII - implementação de políticas intersetoriais para promoção da saúde e redução de doenças e agravos, inclusive as negligenciadas foi realizada de forma coletiva, no grande grupo, após a apresentação de cada participante da conferência. As propostas finais da Conferência Livre - Desafios da Vigilância em Saúde no ConsolidaSUS de Porto Alegre foram: Eixo I - Proposta 1 - Garantir que os grupos de monitoramento sejam fóruns técnicos regionais permanentes, compostos por representantes das gerências distritais, dos seus serviços de saúde, do controle social, instituições de ensino, equipe de p l a n e j a m e n t o e d a V i g i l â n c i a e m S a ú d e. Proposta 2 - Garantir que os sistemas de informação disponíveis atendam as necessidades de monitoramento locais, permitindo que todos os níveis de assistência e Vigilância possam acessar e registrar, visando acompanhamento integral do indivíduo. Proposta 3 - Assegurar que o planejamento em saúde seja baseado em informações sócio econômicas, epidemiológicas, sanitárias e ambientais produzidas a partir de base territorial, garantindo o conceito de territorialização como unidade de ação das Políticas Públicas. Eixo VII - Proposta 1 - Fortalecer a integração ensino e serviço com foco nos fóruns de monitoramento na busca do conhecimento teórico prático para qualificação dos fóruns. Proposta 2 - Criar fóruns de monitoramento intersetorial, visando assegurar a integralidade do cuidado e o enfrentamento dos agravos prioritários em cada região, de acordo com análise de saúde, usando indicadores de vigilância ambiental, epidemiológica e sanitária. Proposta 3 - Garantir o acesso a informação intersetorial de forma permanente e qualificada que atinja todos os segmentos sociais, por vários meios de comunicação, como também de Observatórios Institucionais e Públicos. A importância desta Conferência Livre, além do estímulo para a realização de 10 outras conferências livres dos Grupos de Monitoramento das Gerências de Saúde, foi a definição que este trabalho está sendo a grande aproximação entre da Vigilância em Saúde e a Atenção Básica em saúde na analise da situação de saúde dos territórios. Grupo de Monitoramento da CGVS NOME SERVIDOR EQUIPE RAMAL GD Daura Pereira Zardin NVPA 2459 SCS Francilene Rainone EVEV 2464 CENTRO Guaracy Bomfim Vianna NVPA 2450 NHNI Juarez Cunha EVEV 2464 NHNI Letícia Possebom Müller EVDT 2474 RES Letícia Vasconcellos Tonding EVESIS 2432 PLP Lisiane Morelia Weide Acosta EVDT 2475 GCC Maria Angélica Weber COORD 2450 LENO Maria Inês M. R. Bello EVSAT 2466 SCS Patrícia Conzatti Vieira EVEV 2461 CENTRO Roxana Pinto Nishimura EVA 2447 GCC e RES Sirlei Fajardo EVSAT 2466 LENO 4 Boletim Epidemiológico 66 Setembro 2017

5 Conferência Livre debate importância da comunicação com a cidade Patrícia Coelho de Souza Jornalista/Técnica em Comunicação Social CGVS/SMS Três convidados foram palestrantes na conferência Livre O Olhar e o Papel da Comunicação sobre avigilância em Saúde, realizada em 10 de agosto, no âmbito da 2ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde. A professora da UFRGS Cristianne Famer Rocha (foto, E) e os jornalistas Gabriel Galli e Vitor Necchi (foto, D) foram recebidos por 52 pessoas, a maioria trabalhadores da área da saúde, mas também profissionais da área da comunicação, gestores e representantes do Conselho Municipal de Saúde. Em quase quatro horas de duração, os debates giraram em torno de temas como a relevância da comunicação direta entre a vigilância em saúde e a população, uso de ferramentas digitais como as redes sociais e dos tradicionais meios de divulgação de informação (panfletos, folderes e cartazes, entre outras peças). De acordo com o jornalista Gabriel Galli, 54% dos brasileiros têm acesso à internet, o que justifica maior investimento na criação de canais para comunicação com esse público. No entanto, outros 46%, muitos dos quais pessoas que mais precisam dos serviços de saúde públicos, não têm acesso à internet. Como incrementar e tornar mais efetivo o diálogo com esse público?, perguntouvitor Necchi. debatidos. Para Cristianne Famer Rocha, entre os desafios que se apresentam para a área da comunicação estão a ampliação do acesso às informações governamentais, do direito da população de falar e de ser ouvido, ou seja, uma comunicação pautada nos princípios do SUS, garantir maior visibilidade pública para os temas da vigilância em saúde e mais e melhor acesso às e ao uso das tecnologias. Os três convidados foram unânimes em destacar a importância da democratização da comunicação para superação desses desafios. Temas como uma carreira de Estado, com profissionais concursados, na estrutura pública nos três níveis da federação, importância da especialização dos profissionais de comunicação que atuam em veículos da mídia regional e nacional e o financiamento da comunicação pública também foram A professora Cristianne ressaltou que o Ministério da Saúde detém a grande maioria dos recursos para produção de materiais de divulgação no país, muitas vezes produzindo peças que não têm adequação regional ou que não retratam situações epidemiológica, sanitária ou ambiental específicas. Para ela, é preciso repassar recursos e apoiar tecnicamente estados e municípios para desenvolver sua capacidade comunicativa e criar condições para que a polifonia social seja ouvida e de fato considerada, frisou em sua apresentação. Participaram do encontro os gestores da CGVS, Anderson Lima e José Carlos Sangiovanni. Participantes, convidados e gestores debruçaramse sobre a construção das propostas de acordo com três sub- eixos escolhidos pela comissão organizadora da conferência livre: IV - Responsabilidade do Estado e dos Governos com a Vigilância em Saúde, V - Gestão de risco de Boletim Epidemiológico 66 Setembro

6 estratégias para a identificação, planejamento, intervenção, regulação, ações intersetoriais, comunicação e monitoramento de riscos, doenças e agravos à população, e VII - implementação de políticas intersetoriais para promoção da saúde e redução de doenças e agravos, inclusive as negligenciadas. Foram elencadas seis propostas, levadas à etapa municipal da 2ª CMVS, três para o sub-eixo IV, uma para ov e duas para ovii: Propostas sub-eixo IV (Responsabilidade do Estado e dos Governos com avigilância em Saúde): - Criar estrutura de comunicação na Vigilância em Saúde, com servidor de carreira, para garantir o acesso contínuo e permanente à informação para população. - Garantir debate e transparência na destinação e uso de recursos de publicidade de acordo com critérios epidemiológicos e sanitários, em ações da vigilância em saúde. - Garantir inserções gratuitas na programação dos meios de comunicação de concessão pública para difusão de informações essenciais para a saúde pública, considerando critérios epidemiológicos, ambientais e sanitários. Proposta sub-eixo V (Gestão de risco de estratégias para a identificação, planejamento, intervenção, regulação, ações intersetoriais, comunicação e monitoramento de riscos, doenças e agravos à população): - Criar o Observatório de Vigilância em Saúde, com vistas à atualização, interação e divulgação de planos de intervenção em todos os níveis de atenção à saúde, nos cenários epidemiológicos, ambientais e sanitários. Propostas sub-eixo VII (implementação de políticas intersetoriais para promoção da saúde e redução de doenças e agravos, inclusive as negligenciadas): - Identificar a situação das doenças negligenciadas no município para definir pesquisas, estratégias, prioridades e ações de comunicação para redução de agravos e promoção da saúde. - Construir e manter um programa permanente de educação e informação em saúde para capacitação de profissionais e divulgação junto à população, em parceria com universidades, sindicatos, organizações da sociedade civil e associações comunitárias. Registros da 2ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde podem ser acessados no site: 6 Boletim Epidemiológico 66 Setembro 2017

7 Tabela comparativa dos casos notificados e investigados que constam no SINAN - Sistema de Informação dos Agravos de Notificação de Porto Alegre, diagnosticados nos anos de 2016 e 2017 até a SE 35.* Agravos Total de Casos Casos Residentes em POA Investigados Confirmados Investigados Confirmados Acidentes com animais peçonhentos Aids >13 anos < 13 anos Portadores de HIV >13 anos < 13 anos Atendimento anti-rábico Botulismo Carbunculo ou Antraz Caxumba NA NA NA NA Cólera Coqueluche Dengue Autóctone Porto Alegre Difteria Doença de Chagas ( casos agudos) Doença de Creutzfeld-Jacob Doença Exantemática Rubéola Sarampo Esquistossomose Eventos Adversos Pós-vacinação Febre Amarela Febre Chikungunya Autóctone Porto Alegre 0 0 Febre do Nilo Ocidental Febre Maculosa Febre Tifóide Febre pelo Virus Zika Autóctone Porto Alegre 14 0 Gestantes HIV + e Criança Exposta Hanseníase Hantavirose Hepatites Virais Hepatite A Hepatite B Hepatite C Hepatite B+C Hepatite B+D Hepatite A/B ou A/C Influenza com SRAG Leishmaniose Tegumentar Americana Leishmaniose Visceral Leptospirose Malaria** Meningites Doença meningocócica M. bacteriana M. outras etiologias M. haemophilus M. não especificada M. pneumococo M. tuberculosa M. viral Peste Poliomielite/Paralisia Flácida Aguda Raiva Humana Sífilis Adquirida Sífilis Congênita Sífilis em Gestante Síndrome da Rubéola Congênita Tétano Acidental Tétano Neonatal Tuberculose( todas as formas clinicas) Casos Novos Tularemia Varicela NA NA NA NA Varíola Total NA: Não se aplica/ considerado caso pela notificação * dados sujeitos a revisão **casos confirmados importados Boletim Epidemiológico 66 Setembro

8 Homenagem a Márcia Calixto A 2ª CMVS de Porto Alegre teve, no início e ao final, a lembrança e homenagem à enfermeira Márcia Calixto. Na abertura, decisão unânime dos participantes, conferiu ao evento o nome da técnica da Vigilância em Saúde. O último ato foi uma homenagem: a leitura deste texto pela enfermeira Lisiane Morelia Acosta, integrante do Grupo Márcia Calixto: Amigas (os), no dia 24 de julho de 2012 ficamos sem a presença de nossa colega e amiga Márcia Calixto e seu filho Matheus. Suas mortes violentas nos expuseram diretamente com a violência à mulher, à criança e todas as formas de violência que nos confrontam diariamente. Por esta razão, criamos o Grupo Márcia Calixto e, a cada ano, fazemos uma homenagem ou ação para lembrá-la e, com sua história, mostrar quanto o feminicídio está presente no Brasil e no mundo, e que a violência doméstica atinge toda a sociedade. Por seu trabalho na saúde, relacionamento afetivo e respeitoso com todos os colegas e, especialmente por sua dedicação no combate à tuberculose, doença negligenciada, indicadora de iniquidade em saúde, junto a presidiários e pessoas vulneráveis, a plenária da 2ª Conferência Municipal de Saúde decidiu homenageá-la dando seu nome ao encontro, uma justa homenagem a inesquecível guerreira da saúde. 2ª CMVS Boletim Epidemiológico 66 Setembro 2017

A VIGILÂNCIA NO CONTEXTO DA SAÚDE. Herlon Guimarães Diretor da DUVAS

A VIGILÂNCIA NO CONTEXTO DA SAÚDE. Herlon Guimarães Diretor da DUVAS A VIGILÂNCIA NO CONTEXTO DA SAÚDE Herlon Guimarães Diretor da DUVAS OBJETIVOS Identificar novos problemas de saúde pública; Detectar epidemias; Documentar a disseminação de doenças; Estimar a magnitude

Leia mais

Boletim Epidemiológico

Boletim Epidemiológico Editorial... 1 Consulta Pública Agrotóxicos.. 2 Tuberculose PPL... 5 Tabela Notificações Calendário Vacinas... 6 Tabela Notificações... 7... 8 Secretário Municipal de Saúde Erno Harzheim Coordenador da

Leia mais

Vigilância Epidemiológica... A implantação dos NHE. Alcina Andrade. SESAB/SUVISA/DIVEP Junho Secretaria da Saúde

Vigilância Epidemiológica... A implantação dos NHE. Alcina Andrade. SESAB/SUVISA/DIVEP Junho Secretaria da Saúde Epidemiologia Hospitalar ar Construindo ndo um novo pensar na Vigilância Epidemiológica... Secretaria da Saúde A implantação dos NHE Alcina Andrade SESAB/SUVISA/DIVEP Junho-2010 O que é Vigilância Epidemiológica?

Leia mais

Alteração da tipologia do indicador passando a ser específico para municípios (o Sistema SISPACTO terá procedimentos ambulatoriais de média

Alteração da tipologia do indicador passando a ser específico para municípios (o Sistema SISPACTO terá procedimentos ambulatoriais de média Alterações das Fichas de Qualificação dos Indicadores a serem incorporados na 2ª Edição do Caderno de Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores 2013-2015 Quadro/Indicador Campo da Ficha de Qualificação

Leia mais

Nota Informativa 06/10/2015

Nota Informativa 06/10/2015 Secretaria Municipal de Saúde - Diretoria de Vigilância em Saúde Gerência de Vigilância Epidemiológica Prezados Colegas. Considerando a Portaria MS/GM nº 1.271, de 6 de junho de 2014, que define a Lista

Leia mais

VIGILÂNCIA EM SAÚDE. Gerência de Epidemiologia e Informação Secretaria Municipal de Saúde

VIGILÂNCIA EM SAÚDE. Gerência de Epidemiologia e Informação Secretaria Municipal de Saúde VIGILÂNCIA EM SAÚDE Gerência de Epidemiologia e Informação Secretaria Municipal de Saúde Gerência de Vigilância em Saúde e Informação 1) Gerência de Epidemiologia e Informação 2) Gerência de Saúde do Trabalhador

Leia mais

Editorial. Análise da Influenza em Porto Alegre, no período de 2009 a 2013

Editorial. Análise da Influenza em Porto Alegre, no período de 2009 a 2013 BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO Equipe de Vigilância das Doenças Transmissíveis Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre. ANO XV NÚMERO 52 Agosto 213 Editorial Este

Leia mais

SCIH NOTIFICAÇÃO DE DOENÇAS COMPULSÓRIAS

SCIH NOTIFICAÇÃO DE DOENÇAS COMPULSÓRIAS M-N05 1 de 6 Data de Emissão: Histórico de Revisão / Versões Data Versão/Revisões Descrição Autor 1.00 Proposta inicial EB; MT 1 INTRODUÇÃO A notificação compulsória consiste na comunicação da ocorrência

Leia mais

Ministério da Saúde SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE PORTARIA CONJUNTA Nº 20, DE 25 DE MAIO DE 2005.

Ministério da Saúde SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE PORTARIA CONJUNTA Nº 20, DE 25 DE MAIO DE 2005. Ministério da Saúde SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE PORTARIA CONJUNTA Nº 20, DE 25 DE MAIO DE 2005. O Secretário de Atenção à Saúde e o Secretário de Vigilância em Saúde, no uso de suas atribuições, Considerando

Leia mais

PORTARIA N.º 2.472, DE 31 DE AGOSTO DE 2010 (DOU de 1º/09/2010 Seção I pág. 50)

PORTARIA N.º 2.472, DE 31 DE AGOSTO DE 2010 (DOU de 1º/09/2010 Seção I pág. 50) PORTARIA N.º 2.472, DE 31 DE AGOSTO DE 2010 (DOU de 1º/09/2010 Seção I pág. 50) Define as terminologias adotadas em legislação nacional, conforme disposto no Regulamento Sanitário Internacional 2005 (RSI

Leia mais

Integração Atenção Básica e Vigilância em Saúde

Integração Atenção Básica e Vigilância em Saúde Integração Atenção Básica e Vigilância em Saúde Contextualização da Integração Atenção Básica e Vigilância em Saúde 1999 - Fundação Nacional de Saúde inicia o processo de descentralização para os municípios

Leia mais

CAPACITAÇÃO AGENTE COMUNITÁRIOS

CAPACITAÇÃO AGENTE COMUNITÁRIOS CAPACITAÇÃO AGENTE COMUNITÁRIOS Prefeitura Municipal de Corumbá Paulo Roberto Duarte Secretária Municipal de Saúde Dinaci Vieira Ranzi Gerência de Vigilância em Saúde Viviane Campos Ametlla Coordenação

Leia mais

DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA

DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA 29-212 VOLUME I DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA 29-212 29-212 VOLUME I DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE LISBOA Março de 214 Portugal. Direção-Geral da Saúde. Direção de Serviços

Leia mais

PORTARIA Nº 1.271, DE 6 DE JUNHO DE 2014

PORTARIA Nº 1.271, DE 6 DE JUNHO DE 2014 1 de 5 26/6/2014 09:23 prev next Destaque: Médicos alertam para perigo do uso da testosterona como "elixir da Ajuda Home Notícias Legislações Infobusca Normas Mensais Home Legislações GM PORTARIA Nº 1.271,

Leia mais

CONTROLE SOCIAL e PARTICIPAÇÃO NO SUS: O PAPEL DO CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE

CONTROLE SOCIAL e PARTICIPAÇÃO NO SUS: O PAPEL DO CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE CONTROLE SOCIAL e PARTICIPAÇÃO NO SUS: O PAPEL DO CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE EDERSON ALVES DA SILVA Vice-Presidente Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais [email protected] O Sistema

Leia mais

E I P D I EM E IO I L O OG O I G A

E I P D I EM E IO I L O OG O I G A EPIDEMIOLOGIA Parte - 02 PROFa. MSc. MARISE RAMOS DE SOUZA 1 - COLETA DE DADOS Coleta de Dados A VE desencadeia suas atividades a partir da ocorrência de um evento sanitário caso(s) suspeito(s) ou confirmado(s)

Leia mais

Usina Hidrelétrica (UHE) Sinop. 9ª Reunião do Colegiado do Fórum de Acompanhamento Social (FAS) 20 de maio de 2016

Usina Hidrelétrica (UHE) Sinop. 9ª Reunião do Colegiado do Fórum de Acompanhamento Social (FAS) 20 de maio de 2016 Usina Hidrelétrica (UHE) Sinop 9ª Reunião do Colegiado do Fórum de Acompanhamento Social (FAS) 20 de maio de 2016 AGENDA 09:00 Boas vindas / Apresentação 09:10 Pautas da Reunião: Ações do Programa de Saúde

Leia mais

1ª Conferência nacional de Vigilância em Saúde. Etapa Nacional - de 21 a 24 de novembro de 2017

1ª Conferência nacional de Vigilância em Saúde. Etapa Nacional - de 21 a 24 de novembro de 2017 1ª Conferência nacional de Vigilância em Saúde Etapa Nacional - de 21 a 24 de novembro de 2017 Motivação Debater na sociedade brasileira: Direito à Promoção e Proteção da Saúde - compreendendo a Vigilância

Leia mais

DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA

DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA 2010-2013 VOLUME I - Portugal DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA 2010-2013 2010-2013 VOLUME I - PORTUGAL DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE LISBOA 2015 Portugal. Direção-Geral da Saúde.

Leia mais

SISTEMA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

SISTEMA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA SISTEMA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA PROCESSO SAÚDE-DOENÇA Agente Hospedeiro DOENÇA Ambiente Tempo CONCEITO DE SAÚDE Saúde é a resultante das condições de alimento, habitação, educação, renda, meio ambiente,

Leia mais

Pacto de Gestão do SUS. Pacto pela Vida. Pacto em Defesa do SUS

Pacto de Gestão do SUS. Pacto pela Vida. Pacto em Defesa do SUS Pacto de Gestão do SUS Pacto pela Vida Pacto em Defesa do SUS PACTO PELA SAÚDE O Pacto pela Vida é o compromisso entre os gestores do SUS em torno de prioridades que apresentam impacto sobre a situação

Leia mais

MANUAL DE PREENCHIMENTO DO RELATÓRIO INDIVIDUAL DE NOTIFICAÇÃO DE AGRAVO - RINA

MANUAL DE PREENCHIMENTO DO RELATÓRIO INDIVIDUAL DE NOTIFICAÇÃO DE AGRAVO - RINA Prefeitura Municipal de Porto Alegre Secretaria Municipal de Saúde/SMS Coordenadoria Geral de Vigilância da Saúde/CGVS Equipe de Vigilância em Saúde Ambiental e do Trabalhador MANUAL DE PREENCHIMENTO DO

Leia mais

EIXO 1 SAÚDE DE POPULAÇÕES ESPECÍFICAS E VULNERÁVEIS

EIXO 1 SAÚDE DE POPULAÇÕES ESPECÍFICAS E VULNERÁVEIS RESULTADO FINAL DA OFICINA DE SELEÇÃO DE PRIORIDADES DE PESQUISA EM SAÚDE PARA A EDIÇÃO 2015/2016 DO PROGRAMA PESQUISA PARA O SUS: GESTÃO COMPARTILHADA EM SAÚDE (PPSUS) DO ESTADO DE ALAGOAS (AL) A Fundação

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR

POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR

Leia mais

Plano de Ensino-Aprendizagem Roteiro de Atividades Curso: Medicina

Plano de Ensino-Aprendizagem Roteiro de Atividades Curso: Medicina Plano de Ensino- Curso: Medicina CÓDIGO RCG 0436 NOME DA DISCIPLINA Medicina Preventiva Períodos de oferecimento PRESENCIAL ESTUDO DIRIGIDO TOTAL Turma A: 23.09 a 27.09.2019 Turma B: 12.08 a 16.08.2019

Leia mais

Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora

Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador Política Nacional de Saúde do Trabalhador

Leia mais

Integração da Atenção Primária em Saúde com a Vigilância em Saúde

Integração da Atenção Primária em Saúde com a Vigilância em Saúde Integração da Atenção Primária em Saúde com a Vigilância em Saúde Rodrigo Fabiano do Carmo Said Subsecretaria de Vigilância e Proteção à Saúde Introdução 586.522,12 Km 2 7% do território nacional 20.869.000

Leia mais

Portaria nº de 03 de novembro de 2016

Portaria nº de 03 de novembro de 2016 Portaria nº 1.411 de 03 de novembro de 2016 Define a Lista Estadual de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território

Leia mais

Saúde Coletiva Prof (a) Responsável: Roseli Aparecida de Mello Bergamo

Saúde Coletiva Prof (a) Responsável: Roseli Aparecida de Mello Bergamo Saúde Coletiva Prof (a) Responsável: Roseli Aparecida de Mello Bergamo Conteúdo da Unidade 2.1 Organização do Sistema Único de Saúde - SUS Principais tendências na política de saúde do Brasil 1. Sanitarismo

Leia mais

Vigilância Integrada Epidemiológica

Vigilância Integrada Epidemiológica Vigilância Integrada Epidemiológica Respaldo Legal da VE Constituição Federal de 1988; Lei nº 8.080 de 16/09/1990 Lei Orgânica da Saúde; Lei nº 6.259 de 30/10/1975 - Dispõe sobre a organização das ações

Leia mais

AS TEORIAS ADMINISTRATIVAS INSERIDAS NO PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF)

AS TEORIAS ADMINISTRATIVAS INSERIDAS NO PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF) UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Antonio Nascimento Araujo Ericarla Castro Corrêa José Vitor Vieira Ferreira

Leia mais

CURSO COMPLETO DE ENFERMAGEM P/ CONCURSO

CURSO COMPLETO DE ENFERMAGEM P/ CONCURSO CURSO COMPLETO DE ENFERMAGEM P/ CONCURSO - 2015 AULA 22 DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA Equipe Professor Rômulo Passos 2015 NOVO Curso Completo de Enfermagem p/ Concurso - 2015 Página 1 Aula nº 22 -

Leia mais

ANEXO 2 TEMÁTICAS E CATEGORIAS DAS EXPERIÊNCIAS

ANEXO 2 TEMÁTICAS E CATEGORIAS DAS EXPERIÊNCIAS ANEXO 2 TEMÁTICAS E CATEGORIAS DAS EXPERIÊNCIAS TEMÁTICA CATEGORIA ESPECIFICAÇÃO DE RELATO Inclui relatos sobre práticas na elaboração e acompanhamento dos Instrumentos: 1.A FERRAMENTAS DO PLANEJAMENTO

Leia mais

DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA

DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA 2011-2014 VOLUME I - Portugal DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA 2011-2014 2011-2014 VOLUME I - PORTUGAL DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE LISBOA 2015 Portugal. Direção-Geral da Saúde

Leia mais

Política Nacional de Atenção Básica. Portaria nº 648/GM de 28 de Março de 2006

Política Nacional de Atenção Básica. Portaria nº 648/GM de 28 de Março de 2006 Política Nacional de Atenção Básica Portaria nº 648/GM de 28 de Março de 2006 ! A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde no âmbito individual e coletivo que abrangem a promoção

Leia mais

Co-Infecção HIV-TB e Adesão. Desafios Atuais da Tuberculose

Co-Infecção HIV-TB e Adesão. Desafios Atuais da Tuberculose Co-Infecção HIV-TB e Adesão Desafios Atuais da Tuberculose Objetivo Apresentar os desafios locais quanto à adesão 8 de julho de 2016 GPPCS - Transmissíveis SMS PMPA Paulo Behar Porto Alegre Vilas Bom Jesus

Leia mais

Diretrizes Aprovadas nos Grupos de Trabalho ou na Plenária Final. Por Ordem de Votação nos Eixos Temáticos

Diretrizes Aprovadas nos Grupos de Trabalho ou na Plenária Final. Por Ordem de Votação nos Eixos Temáticos Diretrizes Aprovadas nos Grupos de Trabalho ou na Plenária Final Por Ordem de nos Eixos Temáticos Brasília (DF), 1 a 4/12/2015 Eixo 1 - Direito à Saúde, Garantia de Acesso e Atenção de Qualidade Diretriz

Leia mais

Pacto de Gestão do SUS. Pacto pela Vida. Pacto em Defesa do SUS

Pacto de Gestão do SUS. Pacto pela Vida. Pacto em Defesa do SUS Pacto de Gestão do SUS Pacto pela Vida Pacto em Defesa do SUS PACTO PELA SAÚDE Conjunto de reformas institucionais do SUS. Pacto entre União, Estados e Municípios. Objetivo - promover inovações nos processos

Leia mais

Trabalho Final Atividades Integradoras IV. Aline dos Santos Novaes Martins

Trabalho Final Atividades Integradoras IV. Aline dos Santos Novaes Martins Trabalho Final Atividades Integradoras IV Aline dos Santos Novaes Martins Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo CVE/SP Missão A missão do Centro de Vigilância Epidemiológica Alexandre

Leia mais

Painel de Indicadores Estratégicos de Vigilância em Saúde

Painel de Indicadores Estratégicos de Vigilância em Saúde Painel de Indicadores Estratégicos de Vigilância em Saúde - 2018 Histórico Painel criado em 2015 para análise de indicadores estratégicos para a vigilância em saúde do Ceará. Monitorado quadrimestralmente

Leia mais

TERCEIRA RETIFICAÇÃO ANEXO III CONTEUDO PROGRAMÁTICO

TERCEIRA RETIFICAÇÃO ANEXO III CONTEUDO PROGRAMÁTICO TERCEIRA RETIFICAÇÃO A Prefeitura Municipal de Monte Azul Paulista Estado de São Paulo, usando de suas atribuições legais nos termos do artigo 37, inciso IX, da Constituição Federal, sob a organização

Leia mais

Notificação obrigatória de doenças transmissíveis: Notificação laboratorial

Notificação obrigatória de doenças transmissíveis: Notificação laboratorial Notificação obrigatória de doenças transmissíveis: Notificação laboratorial Cátia Sousa Pinto, MD Divisão de Epidemiologia e Vigilância Direção Geral da Saúde 2017 1 SINAVE Sistema de vigilância de saúde

Leia mais

MONITORAMENTO E CONTROLE VETORIAL DE Aedes aegypti

MONITORAMENTO E CONTROLE VETORIAL DE Aedes aegypti SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE COORDENADORIA GERAL DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE VIGILÂNCIA DE ROEDORES E VETORES (EVDT/EVRV) MONITORAMENTO E CONTROLE VETORIAL DE Aedes aegypti Monitoramento Vetorial Fonte: MIAedes/ECOVEC

Leia mais

Edição Especial - Dengue

Edição Especial - Dengue BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO Equipe de Vigilância das Doenças Transmissíveis Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre Edição Especial - Dengue ANO XVI NÚMERO 55

Leia mais

ENFERMAGEM LEGISLAÇÃO EM SAÚDE. Sistema Único de Saúde - SUS: Constituição Federal, Lei Orgânica da Saúde - Lei nº de 1990 e outras normas

ENFERMAGEM LEGISLAÇÃO EM SAÚDE. Sistema Único de Saúde - SUS: Constituição Federal, Lei Orgânica da Saúde - Lei nº de 1990 e outras normas ENFERMAGEM LEGISLAÇÃO EM SAÚDE Sistema Único de Saúde - SUS: Constituição Federal, Lei Orgânica da Saúde - Lei nº 8.080 de 1990 e outras normas Parte 20 Profª. Tatianeda Silva Campos Pacto pela Saúde /

Leia mais

Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE)

Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE) Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE) Notificação obrigatória de doenças transmissíveis: Notificação laboratorial Cátia Sousa Pinto, MD Divisão de Epidemiologia e Vigilância 2016 1 SINAVE

Leia mais

DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA

DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA 212-215 VOLUME I - Portugal DOENÇAS DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA 212-215 212-215 VOLUME I - PORTUGAL DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE LISBOA 216 Portugal. Direção-Geral da Saúde Direção

Leia mais

Atualizado em 14 de janeiro de SEPIH - Serviço de Epidemiologia Hospitalar

Atualizado em 14 de janeiro de SEPIH - Serviço de Epidemiologia Hospitalar 8 SEPIH - Serviço de Epidemiologia Hospitalar O Serviço de Epidemiologia Hospitalar (SEPIH) foi implantado em outubro de 2003, com inauguração formal em março de 2004 Inicialmente estava subordinado a

Leia mais

Sistema de Informação em Saúde

Sistema de Informação em Saúde UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE ENFERMAGEM DE RIBEIRÃO PRETO DISCIPLINA: INTEGRALIDADE DO CUIDADO EM SAÚDE I Sistema de Informação em Saúde Enf.ª Letícia Lopes Dorneles Mestranda do Programa de Pós-Graduação

Leia mais

Pactuação de Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores

Pactuação de Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores Pactuação de Diretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores - 24 Estado: SANTA CATARINA Status: Pactuação Homologada Ano de Referência: 24 Município: SAO JOSE DO CEDRO Data: /6/27 Hora: 6:52 Região de Saúde:

Leia mais

ENFERMAGEM LEGISLAÇÃO EM SAÚDE. Humanização Parte 5. Profª. Tatiane da Silva Campos

ENFERMAGEM LEGISLAÇÃO EM SAÚDE. Humanização Parte 5. Profª. Tatiane da Silva Campos ENFERMAGEM LEGISLAÇÃO EM SAÚDE Parte 5 Profª. Tatiane da Silva Campos POLÍTICA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA SAÚDE A promoção da saúde compreende a ação individual, a ação da comunidade e a ação e o compromisso

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (SIS)

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (SIS) SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE (SIS) São um conjunto de mecanismos organizados de coleta, processamento, análise e transmissão da informação com a finalidade de contribuir para o planejamento, a organização

Leia mais

Projeto Interfederativo: Resposta Rápida à Sífilis nas Redes de Atenção - Salvador e Camaçari -

Projeto Interfederativo: Resposta Rápida à Sífilis nas Redes de Atenção - Salvador e Camaçari - Projeto Interfederativo: Resposta Rápida à Sífilis nas Redes de Atenção - Salvador e Camaçari - Encontro Estadual para Fortalecimento da Atenção Básica Salvador, 05 de julho de 2018 Marislan Neves Sofia

Leia mais

Capacitação em Eventos

Capacitação em Eventos Diretrizes para implementação da Vigilância em Saúde do Trabalhador no SUS Capacitação em Eventos V Encontro Nacional da RENAST Área de Produção Editorial e Gráfica Núcleo de Comunicação Secretaria de

Leia mais